Kupidon

28 Extra Dez


Notas iniciais
Olá. Estou aqui com mais um capítulo. Como eu tinha lhes avisado no capítulo anterior, o próximo, assim como esse, será um extra. A continuação deste aqui, que ficou enorme. Até me assustei quando percebi kkkk *BarLance visita Central City *Iris provoca Laurel *Laurel descobre um “segredo” de Barry. As coisas são tensas com Iris por perto. Espero que gostem BOA LEITURA

Laurel — http://sh.sinaimg.cn/2011/1230/U7231P18DT20111230135818.jpg

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Kitty - https://ae01.alicdn.com/kf/HTB1B1W4LpXXXXXZXVXXq6xXFXXXT/winter-girls-cape-Coats-0-3-year-baby-Wool-sweater-coat-small-outerwear-kids-jackets-cloak.jpg_640x640.jpg

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Lyon — https://ph-cdn1.ecosweb.com.br/Web/posthaus/foto/moda-infantil-e-juvenil/meninos-conjuntos/conjunto-infantil-masculino-verde-carinhoso_194596_600_1.jpg

Laurel ainda estava se decidindo se contava para ele antes da viagem ou depois que chegarem. Ela sabia que já fazia mais de cinco dias que estava sabendo sobre aquilo, mas não conseguia contar para ele. Mas agora não poderia mais esconder, primeiro, porque ele tinha direito de saber, e segundo porque disse que contaria. Ela prometeu e não gostava de faltar com sua palavra. Terminou de fechar sua mala e suspirou. Estava tudo pronto, agora era esperar Barry chegar com Lyon e Kitty. Ela tinha ligado para ele avisando que não tinha terminado com as malas e por isso era melhor ele buscar as crianças antes de vir para seu apartamento. Puxou a mala de rodinhas para o corredor, entrou no quarto de seu filho, pegando a mala dele e desceu para a sala. Foi o tempo de ela chegar á sala, para ouvir o barulho da porta e a risada de Kitty.

Viu, tio Barry? Ela também quer.

Ah, ela quer? — Sorriu. — Você está querendo me comprar?

Mais ou menos isso. — Barry riu. — Mamãe. — Ele correu para abraça-la.

O que a Kitty quer e por que você quer comprar o Barry?

Agente quer sorvete antes de viajar.

Nem pensar. — Disse se aproximando da pequena Allen. — Você toma sorvete depois do almoço.

Que injusto. — Cruzou os braços.

As malas estão prontas. — Ela pegou Kitty que tentou colocar a coelhinha na boca, mas Laurel a impediu.

Vou colocar no carro.

Mamãe, eu estou com fome. — Ela o olhou.

Seu pai não te deu café da manhã?

Deu, mas eu ainda estou com fome.

E pra onde vai tudo isso? — Ela revirou os olhos e Barry sorriu.

Compramos alguma coisa pra você no caminho.

Não precisa. — Ela caminhou para a cozinha e logo voltou com dois pacotes de biscoito de chocolate. — Isso serve até o horário do almoço. — Ele pegou um dos pacotes e Barry guardou o outro na frasqueira.

Mamãe eu quero suco. — Ela revirou os olhos e seguiu para a cozinha, colocando o suco no copo com canudo, tinha apenas uma mão livre, por isso demorou um pouco. Percebeu que o filho estava do seu lado, terminou de tampar e o entregou.

Segura o copo da Kitty. — Ele o fez e ela colocou o suco. Pegando o copo dele, ele mesmo tampou o copo da irmãzinha. Laurel pegou o copo e deu para a menina que já tomava sozinha.

Vamos? — Barry apareceu na porta da cozinha.

Vamos. — Saíram do apartamento, entraram no elevador e chegaram no estacionamento. Lyon foi sozinho para a cadeirinha, mas Barry quem colocou seu cinto, enquanto Laurel arrumava Kitty na cadeirinha dela. Já prontos, eles entraram no carro e Barry deu a partida. Serão algumas boas horas até Central City. Seriam algumas horas para Laurel pensar em como contar ao namorado, quando chegassem em casa no dia seguinte.

**--** **--**

Droga. — Ela o ouviu praguejar assim que saíram do carro.

O que foi?

Desculpa mesmo. — Ela arqueou as sobrancelhas, não entendendo nada, até ver ela ali, parada na porta da casa dos pais dele. — Tinha pedido para meus pais não dizerem que eu estava vindo visita-los, mas eles já tinham dito...

É claro que ela iria aparecer. — Debochou. — Ela não ia perder a oportunidade de me humilhar.

Ela não vai fazer isso, okay?

Como pode ter certeza? — Ele suspirou. Verdade, ele não podia ter certeza. — Barry, meu filho está aqui.

Não se preocupe, apenas confia em mim.

Eu confio em você. Não confio é naquela... — Reprimiu o “vadia”.

Eu sei. E eu te entendo. Laurel, não quero que se preocupe com ela. Ela vai ter que respeitar você e principalmente a presença do Lyon.

Ela não se importa com a presença do Lyon. Você viu o que ela fez no apartamento dos nossos amigos. — Barry suspirou, mas antes que pudesse responder, viu um casal sair para fora da casa.

Meus pais. — Ele disse e ela olhou para a porta, onde se encontrava uma mulher e um homem, lado a lado, sorrindo para seu namorado. É estranho ela ficar nervosa por conhecer seus sogros? É claro que não! Eles tiraram as crianças do carro e se aproximaram da casa.

Mamãe é aquela moça. — Ele sussurrou.

É. Ela é amiga da família do Barry. — Disse desgostosa.

Não gosto dela. — Se fosse só você, filho, ela pensou.

Não se preocupe, Lyon. — Ouviram Barry dizer. — Ela vai ter que se comportar aqui. — Laurel revirou os olhos.

Se ela não se comportou no apartamento dos nossos amigos, ela vai se comportar, só por estar na casa dos seus pais? Barry, ela não vai se importar de me humilhar ou... — Olhou para o filho. Ele estava sério como o pai ficaria numa situação como aquela.

Apenas confia em mim. — Ela apenas assentiu. Barry não deixaria que a outra humilhasse sua namorada ou seu enteado.

Querido, pensei que não viria mais.

Eu disse que vinha mãe. — A mulher olhou para Kitty.

Ela está tão linda. — Tentou pega-la no colo, mas a menina encolheu. — Ela parece estar me estranhando... — Desviou os olhos para Laurel. — Oh, você trouxe alguém...

Como eu disse que faria. — Ela sorriu.

Prazer. Sou Nora e esse é o meu marido Henry.

O prazer é meu. — Sorriu de volta. — Eu sou Laurel.

Oh. — Olhou para o filho. — “A” Laurel? — Ela olhou para o namorado.

Sim, mãe. — Ele olhou para a namorada. — Eu falei sobre você para meus pais.

Falou muito de você para nós. — Barry revirou os olhos e seu pai sorriu.

E eu já tinha pedido para ele me apresentar á você há muito tempo. — Laurel ficou sem graça. — Ele é seu filho, certo? — Lyon grudou nas pernas da mãe.

Sim. Lyon.

Ele é uma gracinha. — Voltou os olhos para a nora. — Vamos entrar? O almoço já está pronto.

Não vai me cumprimentar, Barry? — Laurel reprimiu um revirar de olhos.

Laurel, pega Kitty, por favor. — Ela fez como ele pediu. — Mãe, a senhora pode fazer companhia á eles? Eu vou conversar com a Iris, bem rápido.

Claro, querido. — Laurel o olhou, mas logo seguiu a sogra, ela confiaria nele. Lyon ficou olhando para a mulher que fez um escândalo no apartamento dos tios outro dia.

Oi, gracinha? — Ele não sorriu, na verdade ficou ainda mais sério. — Ele parece não gostar de mim.

Será por que, não? — Debochou.

Isso é por causa... — Ele a interrompeu.

Por causa da sua falta de senso. — Henry, que ainda estava ali, arqueou as sobrancelhas pela forma que o filho falou com a garota á sua frente. Ele nunca tinha falado daquele jeito com ninguém.

Barry, eu apenas estava tentando abrir seus olhos.

Eu não quero voltar á esse assunto, Iris. — Bagunçou os cabelos. — Porque você sabe onde ele parar. E você não vai gostar. — Ela cruzou os braços.

Disse que queria falar comigo. — Decidiu mudar de assunto.

Aconteceu alguma coisa entre vocês? — Henry, achando aquilo muito estranho, perguntou, preocupado e curioso.

Não, tio. / Sim, pai. — Disseram juntos e o mais velho arqueou as sobrancelhas novamente. Ele sabia que os dois não estavam se falando, mas não pensou que fosse tão sério assim.

Vou deixar vocês dois resolverem isso. — Olhou para o menino. — Não é bom deixa-lo ver vocês... Conversando.

Lyon, vá com meu pai, ok? — O menino desviou os olhos para o tio. — Fica com sua mãe. Eu já vou.

Vai demorar, tio Barry? — Henry sorriu, o menino parecia gostar muito do seu filho. Barry colocou a mão em cima da cabeça do enteado.

Não. Já me encontro com você. — Ele assentiu e olhou para o pai do tio.

Vamos. — O menino o seguiu, mas antes, deu uma última olhada no tio e na mulher de quem não gostava nada.

Eu não sei o que veio fazer aqui, sendo que não estamos bem um com o outro. — Ele começou. — Então, eu peço, vá embora.

Eu vim aqui para falar com você. — Ela tentou pegar em seu braço, mas ele a repeliu. — Por que você a trouxe?

Porque estamos juntos e eu queria que meus pais a conhecessem.

É tão sério assim?

O que você acha? — Arqueou as sobrancelhas. — Iris, vai cuidar da sua vida. E se for ficar aqui para humilhar minha namorada... Vá embora.

Você está preocupado com o que eu possa fazer? Ou dizer? — Provocou.

Do que está falando?

Ela sabe que enquanto estava com a Cait, você me deu um beijo? — Ele balançou a cabeça. Ele tinha contado para Cait no dia seguinte que aconteceu o beijo e ela o perdoou. Ele deveria ter contado para Laurel, mas não o fez, porque quando começaram a namorar, ele já não sentia que aquele beijo tinha tido alguma importância.

Ela não precisava saber disso, porque apesar de ter significado alguma coisa para mim no passado, não significa nada para mim, agora. — Passou as mãos nos cabelos, estava começando a se irritar. — Isso para mim não é importante. Não mais. — Ela sorriu, debochada.

Para ela deve ser.

Iris, não me provoca.

Estou tentando fazer você ver que ela não é para você. Será que não consegue enxergar isso? Ela ainda tem como bagagem uma criança.

Eu também tenho uma filha, isso não é um problema para nenhum de nós dois. — Se aproximou dela. — Estou avisando, não faça nada contra ela e Lyon ou vai se arrepender.

Está me ameaçando?

Não. Eu não ameaço ninguém. Só estou dizendo que você não vai gostar do que eu vou fazer se você fizer algo contra ela. E pode acreditar, não vou precisar encostar em nenhum fio do seu cabelo para te fazer chorar.

Você nem parece o mesmo Barry.

E você está se mostrando uma garota fútil que machuca os outros com suas palavras hostis. Deixa a minha namorada e o meu enteado em paz. Eu ainda não esqueci do que você fez no apartamento dos meus amigos. — Deixando-a sozinha, ele seguiu para onde sua família estava.

**--** **--**

Enquanto Laurel se dava bem com a sogra, Barry e Lyon se divertiam com a tentativa frustrada da pequena Allen em tentar andar. Se isso acontecesse ali e não sobre os olhos de Cait, ela teria um ataque. Iris estava ali ainda, mas só ficava ainda mais irritada ao ver que a mãe do seu amigo, estava encantada com a namorada do filho. O pai dele estava ainda mais encantado pelo filho da mulher. Barry percebia os olhares dela, mas fingia não ver.

Barry, onde vai? — Henry perguntou quando o viu se levantar.

Preciso fazer uma coisa... — Olhou para as crianças. — Pode ficar de olho neles?

Claro, filho. — O homem desviou os olhos para as crianças.

Tio Barry, onde vai?

Eu vou ao jardim. — Sorriu. — Mas eu já volto. Fica aqui com sua irmã. — O menino assentiu, vendo o tio se afastar. Barry se aproximou de onde sua mãe conversava com sua namorada.

Mãe? — Elas olharam para trás. — Posso falar com Laurel? — Ela olhou para os dois e logo assentiu, saindo em seguida.

Aconteceu alguma coisa?

Não. Eu só preciso te contar uma coisa que eu... Deixei de contar. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Já era para eu ter contado, mas não achei que fosse importante... Mas com Iris por perto...

O que houve? — Ela estava séria.

Vem comigo. — Pegou em sua mão e caminhou com ela para perto da piscina, onde tinha um banco de madeira. Ambos se sentaram. — Bom, não surta, okay?

Já não estou gostando...

Um ano e meio antes de eu e Cait terminarmos o noivado... Aconteceu uma coisa... — Ele não sabia como contar, mas tinha que fazê-lo. — Eu e Iris nos beijamos. — Ela se levantou surpresa.

Vocês dois...?

Eu a beijei, foi um impulso. — Ela passou as mãos no rosto, se levantando e lhe dando as costas. Barry continuou sentado. — Eu contei para a Cait e ela me perdoou. E eu nunca mais estive com Iris sozinho. Em lugar nenhum.

Cait, foi muito boa. — Ele não se surpreendeu. — Como você pôde, Barry?

Ela estava falando sobre o casamento dela, toda animada e quando eu vi... Já estava a beijando.

E ela correspondeu?

Correspondeu. E esse foi o maior dos problemas... Por que ela queria falar sobre, e eu não. Pela Cait, eu a afastei.

Não fez mais que sua obrigação. — Dessa vez ele se levantou.

Isso não tem a menor chance de voltar a acontecer. — Ela cruzou os braços, voltando a olha-lo.

Como sabe?

Pelo simples fato de que eu não estou mais apaixonado por ela. — Sorriu. — E sim por uma mulher estressada, com pavio curto, que só o seu jeito de sorrir me deixa maluco... — Ela não conseguiu reprimir o sorriso. — E que tem um filho que eu me apeguei e que eu já amo, como se fosse meu também. — Ela passou os braços pelo pescoço dele.

Isso não têm chance de voltar a acontecer?

Não. Nenhuma. — Ela assentiu. — Eu contei, porque eu queria que soubesse por mim e não por ela.

Ela ia me contar?

Ela ia jogar na sua cara, isso sim. — Bufou. — Esquece. Não vamos mais falar sobre Iris West... Quer dizer, agora ela é uma Thawne.

É. com certeza não precisamos falar sobre ela. — O beijou rapidamente.

Isso me lembra... Você tinha algo para me contar, certo? — Ela ficou sem fala. — Laurel, o que está acontecendo?

Eu... Prometo que conversamos sobre isso quando voltarmos para casa.

Tudo bem. Eu posso esperar até amanhã.

Obrigada. — Barry aproximou seus rostos. — Barry... — Sussurrou.

BARRY! — Eles se afastaram e olharam para onde veio o chamado. Laurel revirou os olhos ao ver quem era. — Sua mãe está chamando.

Estamos indo. — Ela ficou ali, esperando. — Iris, eu já disse que estou indo, então me faça um favor... Vai indo na frente. — Ela bufou, fazendo como ele pediu.

Em outras palavras: Vaza! — Barry riu. — Ela está me irritando.

Deixa ela. Iris quer nos incomodar, só isso. — Lhe deu um beijo rápido.

Barry, acho melhor alguém controlar aquela garota, minha mão está coçando para dar na cara dela. — Barry riu novamente. — Isso não tem graça.

Eu vou ficar por perto para que você não bata na Iris. Não queremos uma chacina aqui, né? — Ela fez um bico, ele sorriu. — Vamos, minha mãe está esperando.

Se é que ela está mesmo te chamando. — Com as mãos dadas, caminharam até onde a mais velha estava.

**--** **--**

Mãe acha mesmo que isso é uma boa ideia? — Ele não tinha gostado nada daquela ideia de sua mãe.

Claro. Vamos estar todos juntos... Faz tanto tempo. — Ela se virou sorrindo. — Os pais da Iris chegam ás 18h. — Ele suspirou. — O que foi, filho?

Eu e Iris estamos... Brigados, vamos dizer assim. — Ela arqueou as sobrancelhas. Não sabia que as coisas entre o filho e a garota que morou por anos em sua casa, estavam tão ruins assim. — Ela disse coisas que eu não gostei e agora...

Vocês são amigos desde pequenos, não podem ficar brigados para sempre.

Eu posso. Sinto muito, sei que gosta dela, mas eu não quero ela perto de mim e muito menos perto da Laurel, do Lyon e da minha filha.

Eu já fiz o convite. Mas prometo que não falamos mais sobre você para Iris.

Obrigado, mãe. — Ela assentiu. Ela gostaria de saber o que a morena tinha dito ou feito de tão grave que deixou seu filho tão irritado, mas deixaria para perguntar um outro dia.

Você pode pedir para seu pai acender a churrasqueira? — Ele revirou os olhos.

Não pode ser outra coisa, sem ser churrasco? Tem que ser algo rápido para eles irem logo. — Sua mãe o olhou incrédula.

Barry! — O repreendeu.

Nada contra os pais dela, mas eu não estou com paciência com Iris. — Sua mãe suspirou. — E sinceramente? Ela está provocando, não sei quanto tempo eu vou aguentar quieto... Ou Laurel. — Sussurrou a última frase.

Tudo bem, eu vou fazer uma lasanha. — Ele a olhou com um sorriso.

A senhora?

Sim. Faz tempo que não cozinho. — Sorriu. — Vou fazer sua comida preferida.

Deu até água na boca, agora.

Você deixou Laurel sozinha?

Não, meu pai a monopolizou. — Sua mãe riu.

Estou a cada minuto mais apaixonada por aquele menino. Ele é um amor.

Ele é, realmente. Eu o adoro.

Eu vejo o quanto ele gosta de você. Mas eu percebi que ele não gosta da Iris. Aconteceu alguma coisa? — Barry fez uma careta se lembrando do ocorrido e sua mãe soube que era uma lembrança incômoda.

Sim. Ela fez um escândalo no apartamento da Felicity e do namorado dela.

Não acredito. — Expressou surpresa.

Acredite. Ainda teve o disparate de dizer que Laurel não sabia quem era o pai dele. Ele ouviu... — A mulher balançou a cabeça.

Ela não pensou nem na criança que estava no cômodo?

Nas crianças. As filhas do namorado da Felicity também estavam lá.

Nem parece estar falando da garota que passou praticamente toda a infância e adolescência aqui... E Felicity? — Mudou de assunto. — Como ela está depois da morte da mãe?

Ela está melhorando. As gêmeas tem ajudado bastante e também têm ido á psicóloga. Oliver disse que está dando certo.

Oliver? Oliver Queen? — Ele assentiu. — Felicity está namorando o Queen?

Está. Faz quase um ano, na verdade. — Agora se lembrava que não tinha comentado o nome do namorado da amiga para os pais.

O importante é que ela está feliz. Ela está, certo?

Sim. Ela está muito feliz. — Sorriu. — Acho que se não fosse as gêmeas e Oliver, Felicity ainda estaria no mundo obscuro dela. — A mulher assentiu.

Ela vai melhorando a cada dia. Pode demorar, mas vai ficar tudo bem.

Eu sei. — Suspirou. Ouviu sua filha dar um gritinho fino e logo depois uma risada. — Eu vou ver o que está acontecendo. — Com um sorriso saiu da cozinha.

Barry! — Laurel chamou.

Ela está em pé. — Comentou se aproximando da filha. — Ela nunca tinha ficado em pé, sozinha antes.

Ela vai andar, tio Barry.

Se isso acontecer agora, sua tia Cait vai surtar. — Kitty não conseguiu ficar em pé por muito tempo e caiu sentada, no tapete felpudo que os Allen tinham colocado na sala para a pequena. Ela fez um bico e novamente tentou se levantar, mas caiu mais uma vez, fez outro bico e olhou para a coelhinha do seu lado, a pegou abraçando-a, desistindo momentaneamente de tentar andar.

Ela desistiu por hora. — Disse rindo.

Ahhh. — Lyon reclamou fazendo Henry, Barry e Laurel rir.

Ela vai andar, Lyon. É questão de tempo. E que no momento, Cait e Tommy também presenciam. — Ele cruzou os braços, assentindo, mesmo estando inconformado.

Conseguiu persuadir sua mãe? — Seu pai perguntou, quando ele sentou do lado da namorada.

Não. — Bufou. — Ela disse que já fez o convite e não podia desistir de última hora. Já é difícil aguentar a Iris...

Você e Iris tentaram se acertar?

Ela insiste em dizer que estava certa. Não dá para me acertar com ela, pai. — Laurel dava graças a Deus por isso.

Bom, você vai ter que aguentar ela só por algumas horas. — Ele assentiu. — Laurel, Barry me contou que você perdeu sua irmã á alguns anos. — Barry balançou a cabeça, seu pai tinha que puxar esse assunto?

Sim. Faz seis anos. — Ficou triste.

Eu sinto muito. — Ela assentiu.

Nós eramos muito apegadas uma na outra. Ela era minha irmã mais nova... — Barry se surpreendeu, não pensou que ela continuaria o assunto.

Ela faleceu quando suas sobrinhas nasceram, certo?

Isso mesmo. A gravidez já era de risco, poucos dias depois do parto ela teve uma hemorragia grave. Ela pelo menos teve tempo de pegar as filhas no colo. — Olhou para o filho.

Eu não devia ter tocado nesse assunto, não sabia que ainda te deixava assim.

Não tem problema. — Sorriu, voltando seus olhos para o filho e a enteada.

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Laurel terminava de se arrumar, Kitty estava sentada na cama que dividiria com Barry. Seu namorado arrumava seu filho.

Você está parecendo uma princesa. — Sorriu se aproximando. — É tão parecida com seus pais que é impressionante, apesar de ter mais da Cait... — A pegou no colo. — Imagino com quem se pareceria... — Se interrompeu. — Esquece. — A garotinha em seus braços resmungava palavras desconexas e apontava para a coelhinha que a madrinha tinha lhe dado. — Você quer a coelhinha, princesa? — Se abaixou para pegar a pelúcia. — Essa coelhinha deve ter doce, né? — A menininha sorriu. — Não. Ela tem uma coisa muito melhor... — Fez cosquinhas na enteada. — O carinho da sua madrinha.

Mais que carinho. — Olhou para trás e encontrou o namorado e o filho.

Ela não desgruda dessa coelhinha. Ficou segundos longe dela e já ficou agitada. — Sorriu voltando seus olhos para a pequena.

Cait diz que ela não dorme sem a coelhinha. Chora de madrugada quando ela cai do berço. — Lyon se aproximou da irmãzinha pegando a coelhinha e passando de leve no rosto dela, ela riu.

Eu também chorava quando ficava sem o ursinho que o papai me deu.

Sim. Você chorava, querido. — O olhou.

Eu não gosto de ver ela chorando. — Os dois sorriram. — Eu posso levar ela?

Ela está um pouco pesada. — Laurel colocou a pequena no chão, no meio de suas pernas, segurando as duas mãozinhas. — Mas você pode levar ela assim até as escadas. — Passou a menina para ele e o observou andando de vagar com a pequena no meio das pernas dele.

Ele é muito fofo. — Laurel riu.

Ele não gosta da palavra fofo. — Barry quem riu dessa vez.

Minha mãe está apaixonada pelo Lyon.

Ela é um amor. — Sorriu.

Não queira vê-la irritada. — A puxou pela cintura. — Você está tão linda que estou pensando em não sair desse quarto.

Barry, estamos na casa dos seus pais. — Ele suspirou, desanimado. — E Lyon está nos esperando nas escadas.

Graças a Deus estamos voltando amanhã. — Laurel riu.

Teremos tempo quando voltarmos para Star. — O beijou rapidamente e o puxou pela mão para fora do quarto. — Vamos, querido? — Ele assentiu e Laurel pegou Kitty no colo. A campainha tocou assim que chegaram na sala.

Eu vou. — Barry os deixou na sala e caminhou até a porta, abrindo-a.

Barry. — Sorriu. — Querido, você está tão grande e bonito. — Ele sorriu.

Boa noite, Francine. — Ela lhe sorriu. — Joe. — Os deixou entrar.

Barry, você veio visitar a família, então?

Vim trazer minha filha para ver os avós. — Era uma meia verdade.

Só sua filha? — Ouviu um deboche e então, percebeu Iris com o marido, atrás dos mais velhos.

Ah, sua mãe disse que você está namorando uma moça adorável. — Iris revirou os olhos. Ele não pôde deixar de sorrir.

Sim. Eu a conhecia desde os oito anos. — Eles ficaram surpresos.

De onde?

Fomos para o mesmo acampamento de verão. — Assentiram.

Boa noite. — Laurel se levantou, ainda estava com a pequena no colo.

Boa noite.

Francine, Joe... E Eddie. — Se aproximou da namorada. — Essa é a Laurel, minha namorada. Laurel, eles são os pais e marido da Iris.

É um prazer. — A mulher lhe sorriu.

O prazer é nosso. — Olhou para a garotinha nos braços da outra. — Que linda. Ela se parece com você, Barry.

Ela se parece mais com a Cait. — Olhou para a filha. Lyon se aproximou de Barry. — Esse é Lyon, ele é filho da Laurel.

Oh. Você tem um filho... — Ela assentiu. Francine voltou os olhos para Barry. — Isso, sua mãe esqueceu de me dizer.

Ele se parece com você. — Laurel o olhou.

Ele se parece mais com o pai dele do que comigo.

O pai dele... Mora em Star?

Sim. Ele é noivo da Caitlin. — Nessa mesma hora, Nora se aproxima.

Como assim noivo? — Eles a olharam. — Você não me contou isso, Barry.

Ela ficou noiva essa semana.

E vocês? — Os dois arquearam as sobrancelhas. — Quando vão noivar?

O que? — Laurel se assustou com a pergunta. Iris começou a tossir exageradamente.

Mãe, isso é hora de falar sobre isso? — Ela cruzou os braços. — A senhora terminou o jantar?

Você está cozinhando, Nora?

Sim, Francine. Hoje comerão uma refeição feita por mim.

Faz muito tempo, hein, tia. — Laurel não aguentava a voz dela.

Eddie, você está tão calado... Aconteceu alguma coisa?

Não, Nora. — Sorriu. — Precisa de ajuda com algo?

Não, querido. Fiquem a vontade, só falta a lasanha ficar pronta. Já volto para chama-los. — Caminhou de volta para a cozinha.

Henry. — Joe chamou quando o viu entrando na sala.

Joe, como vai?

Até parece que não se veem a dias. — Barry sorriu. — Joe, você ainda está se matando na delegacia? — Francine respondeu pelo marido.

Sim, Barry. — Ela fitou o marido, com uma cara nada boa. — Eu não sei mais o que fazer para fazê-lo mudar de emprego.

É o que eu gosto, já disse. — Revirou os olhos.

E você, querida... Trabalha com o que? — Mudou de assunto.

Sou advogada. — Lyon brincava com Kitty, que Laurel tinha colocado no tapete aos seus pés.

Uma advogada. — Sorriu. — Também já quis fazer advocacia, mas eu me encontrei melhor no jornalismo. Iris também, certo, filha?

Claro, mãe. — Sorriu. — Você sabia que a irmã da Laurel tinha começado a faculdade de Jornalismo? — Laurel fechou o rosto. Como aquela mulher sabia daquilo? Ela e Barry se olharam. Ele se perguntava o mesmo que a namorada.

Sério? E o que ela está achando? — Iris sorriu, maldosa.

Ela... — Se interrompeu. Henry balançou a cabeça, não aprovando a atitude da garota á sua frente.

Iris, você não acha que passou dos limites? — Os pais da garota e o marido ficaram sem entender porque Barry tinha falado daquele jeito com a filha.

O que houve?

Ela perdeu a irmã á seis anos, Francine. — Ela ficou surpresa.

Sinto muito, querida. Ela morreu de que?

Ela teve uma hemorragia poucos dias depois de dar à luz ás minhas sobrinhas. — Francine e Joe olharam para a filha, repreendendo-a com o olhar.

Nós sentimos muito. Perder um ente querido é realmente desesperador. — Ela sorriu triste.

Suas sobrinhas deve sentir muita falta dela, certo? — Iris novamente.

Elas têm Felicity, então não sentem tanta falta assim da mãe. — Respondeu seca.

Iris, poderia mudar de assunto? — Os outros concordaram, Eddie não parecia se importar com aquilo. Ele observava Laurel á um tempo.

Vocês estão juntos á muito tempo?

Já faz um ano. Começamos a namorar duas semanas depois que cheguei em Star. — Laurel viu Iris revirar os olhos.

Seu filho não achou estranho?

Eu e o pai dele tínhamos nos divorciado á algumas semanas, então já era um pouco difícil ele aceitar tudo isso, mas ele se acostumou com Caitlin e Barry mais rápido do que eu imaginei. — Sorriu.

E você e seu ex, se dão bem?

Sim. Nós eramos amigos antes de tudo... Continuamos assim. — Os mais velhos assentiram.

Como isso é possível? — Eddie se pronunciou pela primeira vez. — Isso não têm como acontecer.

Se você acha isso, problema seu. — Laurel só percebeu a grosseria, depois que já tinha falado.

Ele deu a opinião dele, garota. Que relacionamento entre amigos, quando não dá certo, tem possibilidade de voltarem a ser amigos? — Laurel ia respondê-la, mas Nora os interrompeu e Barry deu Graças a Deus.

O jantar está pronto. — Chegou sorrindo. Eles a seguiram, Barry e Laurel junto das crianças continuaram na sala.

Barry, não sei por quanto mais tempo vou me segurar. — Sussurrou.

Eu sei. Te entendo... — Suspirou. — Mas deixa ela falar sozinha.

Como é que pode me pedir isso? — Bufou. — Mas tudo bem, vou ficar na minha, mas se ela colocar meu filho no meio...

Se ela fizer isso, eu é que não vou ficar quieto. — Ele estava sério e era raro vê-lo assim, por isso assentiu. — Vamos. Lyon, pega a coelhinha dela. — Ele pegou a filha no colo.

Onde coloco ela, tio Barry? — Laurel pegou das mãos do filho.

Vamos levar, para o caso dela ficar inquieta. — Pegou na mão do filho e seguiu o namorado até a sala de jantar.

**--** **--**

Não acha que ela vai sujar essa coisa se deixar na mão dela? — A voz de Iris se fez presente. Todos tinham acabado de jantar, apenas Kitty continuava, Laurel lhe dava de comer.

Ela fica inquieta quando tiram a coelhinha dela. — Iris revirou os olhos.

Ela é só um bebê. — Bufou. — Mal tem idade e já é mal-acostumada.

Iris! — Sua mãe a repreendeu.

Ela gosta da pelúcia. Felicity a deu quando ela tinha pouco mais de um mês... Nunca ficou sem ela. Eu não acho que seja malcriação. — Barry quem respondeu.

Ah, ela com certeza deve ter feito uma macumba e colocado nessa pelúcia. — Debochou.

Iris, o que está acontecendo com você? — Eddie tinha escondido um riso. — Eu acho fofo. — A mãe dela diz, sorriu.

Ele é tão quieto... — Joe comentou, olhando para o filho de Laurel.

Ele só é assim quando está com pessoas que não conhece. — Sorriu olhando para o filho. — Mas na verdade ele é ligado nos 220.

Isso é verdade. — Barry concordou. — Fico com ele de vez em quando... Têm que ter muita energia para conseguir cuidar dele.

Barry era assim quando pequeno. — Henry comentou. — Ele era elétrico demais.

Imagina um filho dele, então, não é? — Eddie debochou, olhando para a namorada de Barry. Laurel mudou a expressão, voltando sua atenção para a pequena. Ela fez "aaaa" para fazer a pequena abrir a boca e assim ela fez comendo o que estava na colher. Nora tinha feito uma sopa para a pequena.

Humm, isso está bom, não é? — A menina bateu as mãozinhas na mesinha e logo depois abriu a boquinha para a tia lhe dar mais. — Vou entender isso como um sim.

Mamãe, estou com sono. — Ele começou a coçar os olhos.

Eu coloco ele na cama. — Barry se levantou e deu um beijo na bochecha dela. — Consegue ficar sozinha por alguns minutos? — Sussurrou.

Acho que sim. — Sussurrou de volta. Ele lhe deu outro beijo no mesmo lugar e se aproximou de Lyon, que teve ajuda do tio para descer da cadeira. Ele se aproximou da mãe e ela lhe deu um beijo no rosto. — Boa noite, amor.

Boa noite, mamãe. — Ela o olhou e depois olhou para os outros presente, não precisava dizer mais nada, ele tinha entendido, por isso grudou no tio antes de fazer o que a mãe pedia com os olhos. Barry colocou a mão em cima da cabeça dele, bagunçando os cabelos do menino levemente. — Boa noite. — Sussurrou, mas todos conseguiram ouvir, ele estava tímido. Os adultos sorriram com a fofura do garoto. Iris e Eddie foram os únicos a não corresponderem. E então Barry o levou para cima.

Barry o coloca muito na cama? — A voz de Iris mais uma vez a irritou.

Sim. Lyon gosta.

Barry não era muito bom com crianças. — Eddie se pronunciou.

Ele é ótimo com Lyon e as minhas sobrinhas. — Comentou sem olhar para eles, sua atenção estava na pequena princesa, que amava. Sorriu para a garotinha.

Surpreendente. — Eddie debochou, mas só Iris e Laurel perceberam.

O natal está chegando. Vai vir com Barry para cá? — A Lance ficou surpresa.

Eu nem sabia que ele viria, na verdade. — Olhou para Nora.

Bom, eu espero que ele venha. Você vai passar com sua família?

Meus pais não comemoram o Natal desde que minha irmã faleceu. Ela gostava muito desse feriado. — Sorriu se lembrando da animada irmã. — Ela quem preparava as festas...

Entendo. Então você poderia vir. — Iris apenas pensava em como queria que ela não pudesse vir.

Eu já prometi passar com meu ex e meus amigos.

Entendo. Bom, então deixamos para a próxima. — Sorriu.

Felicity está melhor? — Laurel ouviu a voz do pai do namorado e a pequena Kitty olhou para o homem ao ouvir o nome da madrinha, Laurel sorriu.

Dinda. — Laurel beijou o rosto gorducho da pequena.

Ela está falando? — Os avós se surpreenderam.

Poucas coisas. Ainda não falou papai ou mamãe, mas... Dinda têm sido a palavra preferida dela. — Diz com um sorriso.

Barry não tinha nos contado isso.

É. Ele e Cait estão ficando loucos de ansiedade. — Eles riram.

Mas voltando á conversa anterior... — Laurel olhou para Henry. — Felicity. Nós soubemos que ela não estava bem.

Ela ainda está muito triste por causa do que houve. Não têm saído de casa a não ser quando têm que ir á psicóloga.

Nós queríamos ter ido, mas realmente, não deu para comparecermos.

Ela entende. — Sorriu fraco.

Eu soube que ela fez um papelão depois do velório.

Ela não fez papelão algum. Ela perdeu a mãe... Qualquer pessoa no lugar dela ficaria daquele jeito. — Defendeu a amiga. — Ela está melhor, Henry. Um dia de cada vez, certo? — Decidiu tranquilizar os sogros.

Claro. Ela está tendo o apoio das pessoas que a amam e isso é o mais importante. — Kitty chamou a atenção da tia, balançando a coelhinha para cima e para baixo, dando gritinhos. Todos á volta dela sorriram, menos o casal mais novo. — Acho que ela quer a sua atenção. — Kitty passou a mão no olho, com a mão livre.

Está começando a ficar com sono, né princesa? — Laurel tentou dar outra colher de sopa para a pequena, mas ela virou o rosto. — Acho que ela não vai querer mais. — Colocou o prato para longe da menina e a pegou no colo, pegando uma fralda, limpando a boca da bebê. Passos foram ouvidos quando Laurel deitou a bebê em seu colo.

Ele dormiu. — Barry entrou no cômodo. — Terminou? — Passou a mão na cabecinha da filha que estava encolhida no colo da tia, apertando a coelhinha. — Vocês não se importam em estarmos subindo, certo?

Claro que não. Já estamos indo também. — Se levantou junto do marido. — Vai ficar para o almoço amanhã?

Não vou poder. Vou embora depois do café da manhã. — A mulher o abraçou e logo depois o marido dela.

Então, vá com Deus, querido. E com cuidado, está bem?

Não se preocupem.

Você vem para o Natal?

Eu não sei, na verdade. É mais provável que eu venha no dia seguinte.

Como assim, querido? — Ele olhou para a mãe.

Eu sei que queriam que eu viesse, mas pensei em comemorar o Natal em Star. Vai ser o primeiro feriado que Felicity comemora sem a mãe... — Nora compreendeu. — Mas eu venho no dia seguinte.

Tudo bem, querido.

Bom, então, tente vir com Barry, Laurel. — Henry a disse.

Eu vou tentar... — Eles se despediram e subiram as escadas.

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Finalmente! — Exclamou assim que passou pela porta do seu apartamento. Eles tinham saído de Central depois do café da manhã, como combinado. Os pais dele refizeram o convite de ela aparecer com Barry, no dia seguinte do Natal. Ela pensaria com muito carinho, essa foi a resposta dela. Já passava das 21 horas. Era uma viajem cansativa, mas não foi tão ruim. Laurel só não conseguia esquecer das alfinetadas da amiga de Barry.

Vou coloca-lo na cama, você a coloca no berço? — Ela assentiu e o viu subir com seu filho no colo. Ela suspirou, olhando para a pequena em seus braços.

Bom, vamos colocar você no seu berço quentinho. — Estava chovendo muito. A chuva começou a cair alguns minutos depois que chegaram no prédio e Laurel agradecia muito, odiava viajar com chuva. Ela entrou no quarto preparado para Kitty, já que Barry passava mais tempo ali do que no próprio apartamento, a colocou delicadamente no berço, tomando cuidado para não acordá-la, apagou a luz, deixando apenas o abajur ligado e saiu do quarto, encostando a porta. Laurel entrou em seu quarto e ouviu o barulho do chuveiro, se direcionou para o closet, pegando sua roupa de dormir e caminhou até sua caixa de joias, retirando os brincos e o colar que tinha ganhado de Barry no dia do seu aniversário. Foi o tempo de o namorado sair do banheiro, apenas de bermuda e enxugando os cabelos com a toalha. — Eu sei que prometi falar com você sobre... O que estou escondendo... — Ele se aproximou.

Acho melhor conversarmos amanhã. — Ela concordava, era isso que ia dizer. — Estamos os dois cansados e é bem capaz de eu adormecer antes que comece a dizer alguma coisa. — Ela riu.

Eu vou tomar meu banho e já volto. — Ele assentiu e a viu entrar no banheiro. Suspirou, passou as mãos no rosto e se aproximou da cama, afastando o edredom, se deitando logo em seguida. Quando Laurel saiu do banho e olhou para a cama, percebeu que seu namorado não estava exagerando quando disse que estava muito cansado. Não podia culpa-lo, Kitty estranhou a casa e quase não dormiu, ele ficou com ela a noite toda, tentando fazê-la adormecer, ela até tentou, mas a pequena só queria o colo do pai. Lyon também teve problemas e teve que dormir no mesmo quarto que ela e Barry, por isso ela também estava cansada. Caminhou até a cama depois de secar bem os cabelos e se deitou, aproximando seu corpo do dele. Barry passou o braço pela cintura dela, puxando-a para deitar a cabeça em seu peito e no mesmo momento que ele voltava para seu sono, Laurel entrava no dela.

CONTINUE...

Notas finais
E então? O que acharam desse capítulo? Iris é insuportável, quem concorda? Lyon é muito fofo, não acham? Ainda vão ver muita fofura desse garotinho, principalmente quando Kitty estiver presente. Não foi dessa vez que Laurel contou á Barry a "novidade", mas ela contará. O próximo extra será postado no domingo. Até lá.