Kupidon

29 Extra Onze


Notas iniciais
Capítulo BarLance. Como eu prometi, aqui está o extra parte 2. É a continuação do de sexta-feira. *Laurel e Barry terão "a" conversa. *Barry vai dar uma surtadinha *Felicity e Barry terão um momento fofo pelo celular *Momentos fofos BarLance Espero que gostem Boa leitura.

Barry estava colocando o café na mesa enquanto Laurel terminava de tomar banho. Eles ainda não tinham conversado e ele estava muito curioso. Sua namorada estava estranha e não lhe dizia o que estava acontecendo, uma coisa que ele odiava, era ficar de fora das coisas. Se sentou á mesa com o enteado.

Eu vou ficar com o papai hoje, tio Barry? — Perguntou enquanto pegava a torrada que estava no prato á sua frente.

Acho que você fica com sua mãe hoje.

Por que? Eu passei a semana com o papai...

Você passou a semana com seu pai porque íamos visitar meus pais no final de semana, lembra? Eles só fizeram uma troca. — Ele não gostou muito. — Mas pode ir comigo quando for levar a Kitty. — Ele assentiu. — Vamos só esperar sua mãe sair do banho para saber se ela vai com agente, ok? — Ele assentiu mais uma vez. — Você termina de comer sozinho? Vou ver como sua irmã está. — Se levantou.

Tio Barry, eu posso comer da geleia? — Barry entregou a geleia para o menino.

Eu já volto. — Saiu para ver a filha que estava no cercadinho. — Ei, princesa. — Sorriu ao vê-la em pé, segurando-se na grade. — Você já está fazendo arte? — Se aproximou para pega-la. — Eu acho que vamos ter que tomar mais cuidado com você. Cadê sua coelhinha?

Lilinha... — Ele sorriu novamente ao vê-la apontando para o sofá, onde a coelha branca estava.

Como ela foi parar ali, hein? — Pegou a pelúcia e entregou para a filha. — Você gosta muito da coelhinha, não é? — Ela abraçou a pelúcia e largou a chupeta que caiu no chão. — A Felicity acertou muito ao te dar isso. — Se abaixou para pegar o que a menina deixou cair.

Dinda. — Barry a olhou.

Quando você vai falar papai, hein? Até agora você fala várias palavras... — Ela abriu a boca, pedindo pela chupeta. — Você quer?

Ki. — Estendeu a mãozinha para pegar da mão do pai. Barry aproximou a chupeta da boca da filha que abriu a boca, mas ele a retirou de perto. — Ki. — Praticamente gritou, ele riu, aproximando novamente a chupeta, dessa vez colocando na boca dela que chupava com gosto enquanto apertava a coelhinha. Barry desviou o olhar da filha quando ouviu passos. Arqueu as sobrancelhas.

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Laurel? — Deixou a filha no chão e se aproximou da namorada. — Você está bem?

Não. — Ele tinha percebido isso quando se virou e a encontrou pálida. — Estou enjoada e meu corpo dói. — Ele colocou uma das mãos na testa dela.

Você está febril. — A ajudou a chegar no sofá. — O que mais está sentindo? — Laurel desviou o olhar para a enteada que engatinhava até onde ela estava sentada. — Laurel?

Nada. Só isso mesmo. — Pegou a menina e a colocou sentada do seu lado.

Onde está a caixa de remédios? — Ela fechou os olhos, se encostando no encosto do sofá.

No closet. — Ela ouviu o filho chama-la e por isso abriu os olhos.

Você está bem, mamãe?

Ela vai ficar. Lyon, fica aqui que eu vou buscar um remédio para ela. — O menino assentiu e Barry subiu as escadas.

Estou bem, amor. — Disse ao ver a preocupação no olhar do filho. — Foi só um mal-estar passageiro. — Kitty se levantou, ficando em pé no sofá, ainda segurando a coelhinha com uma das mãos. Laurel colocou a mão direita nas costas dela, para que não caísse. — Eu preciso que você fique com o papai hoje, okay? Te busco amanhã.

Mas o tio Barry disse que eu ficaria aqui com você.

E ia, querido, mas a mamãe não está se sentindo bem, por isso preciso que fique com ele. — Ele continuou com o olhar preocupado. — Vou melhorar, prometo. — E mesmo assim ele não tirou a preocupação do olhar. Barry voltou.

É isso, certo? — Ela assentiu ao ver a cartela. Barry foi até a cozinha e voltou com um copo d'água.

Você pode arrumar umas coisas do Lyon? Ele vai ficar com Tommy hoje. — Ele assentiu. — Vou ligar para ele.

Eu faço isso. — Olhou para Lyon. — Você pode pegar o celular da sua mãe? — Ele assentiu e foi fazer como o tio lhe pediu. — Não sei se é uma boa ideia te deixar sozinha aqui.

Eu vou ficar bem. São só alguns minutos sem você. — Ele suspirou, mas assentiu. — Você pode trazer aquele macarrão da La Crown?

Claro. — Lyon voltou e entregou o aparelho para o tio que ligou para seu pai. — Ei, Tommy.

E aí? Já chegaram?

Chegamos ontem á noite. — Ele ouviu a voz de Caitlin.

Você vem trazer Kitty que horas?

Em meia hora eu devo estar saindo daqui. — O amigo assentiu. — Laurel precisa que fique com Lyon hoje.

Aconteceu alguma coisa? — Sua voz dizia que estava preocupado.

Ela não está passando bem, só isso.

Já tem dias que ela tem se sentido mal... — Caitlin que estava do seu lado fez uma cara de que sabia de alguma coisa. — Você sabe de alguma coisa? — Ouviu o amigo dizer e logo depois a voz da ex e ele soube que ela sabia mesmo de alguma coisa.

Eu disse isso para ela á alguns dias. Ela anda estranha. — Laurel o olhou com as sobrancelhas arqueadas. — Deixando isso de lado... Ela está melhor.

Avisa a ela que não tem problema trazer o Lyon.

Então, daqui alguns minutos estou aí. — Eles se despediram e desligaram. — Ele disse que fica com Lyon.

Okay. — Passou a mão na testa, sentindo-se mal novamente. — Eu fico aqui com Kitty e você coloca algumas roupas do Lyon na mochila.

Tudo bem. — Estava preocupado.

Por que não sobe para ajudar o Barry? — O menino não gostou do pedido e Barry muito menos.

Mas você está mal, mamãe.

Eu posso fazer isso sozinho. — Concordou com Lyon. — Ele fica aqui com você. Se alguma coisa acontecer, você me chama, okay? — Ele assentiu e novamente Barry os deixava sozinhos na sala.

**--** **--**

Papai. — Abraçou o homem que sorriu, colocando a mão na cabeça do filho.

E aí, campeão? Como foi a viagem?

Bem legal. — Sorriu. Tommy os deixou entrar. Kitty estendeu os bracinhos para o outro pai pega-la. Tommy o fez no mesmo momento.

Ela está agitada hoje. — Barry comentou, depois de se cumprimentarem.

Percebi. — Sorriu para pequena. — Foi tudo bem lá?

Apesar da Iris ter aparecido, não ocorreu nenhum puxão de cabelo. — O outro riu. — Mesmo que Iris tenha provocado.

E Laurel deixou quieto?

Foi difícil, mas sim. — Tommy assentiu surpreso. — Cadê a Cait?

No banho. — Lyon já tinha corrido para o videogame. — Mas já deve estar terminando. Senta aí. — Se sentaram no sofá. — Ei, garoto viciado. — O menino o olhou e Barry riu. — Larga isso. Mal chegou e já corre para isso?

Ah, papai. Fiquei dois dias sem jogar.

Que tanto de dias, hein? — Debochou. — Você joga mais tarde. — O menino fez um bico, mas fez como o pai pediu. — E a Laurel, está melhor?

Quando saímos de lá ela estava melhor.

Ela estava estranha, papai. — Os dois adultos se olharam. — Nem parecia a mamãe. — Reclamou.

Não fica assim, filho. Sua mãe estava tendo um mal-estar... Ela já deve ter melhorado. — Barry concordou, tentando fazer o menino não ficar tão preocupado. — Por que você não vai colocar sua mochila no quarto? — Ele assentiu, pegando-a com o tio e subindo as escadas. — Tem certeza de que ela está melhor?

Tenho. Ela estava menos pálida e também disse que a dor no corpo estava passando. — Ele assentiu. — Mas mesmo assim...

O que? — Barry suspirou.

Ela anda estranha.

Foi o que eu disse. — Realmente sua ex estava mais que estranha. E sabia que de alguma forma sua noiva sabia o que estava acontecendo. — E eu só a vi tão estranha assim uma vez... — Eles desviaram os olhos da pequena que tentava se levantar sozinha no sofá. — Quando ela disse que estava grávida.

Por que está me dizendo isso? — Estranhou aquele assunto.

Só foi um comentário. — Deu de ombros. — Isso não quer dizer que esteja acontecendo com ela. — Riu. — Fica tranquilo. Eu pensei que você fosse ter um treco agora.

Não é pra tanto... Eu só acho que esse não é o problema. Nem é hora de isso acontecer. — Olhou para a filha. — Kitty não tem nem um ano e Laurel está se protegendo. — Não sabia por que estava falando sobre aquilo com o outro.

Era o que eu pensava naquela época. — Barry revirou os olhos. — Mas não deve ser esse o problema. Ela deve estar estressada com alguma outra coisa. Ela nunca tirou férias... — Tommy torceu a boca, se lembrando de que estava errado. — Não, erro meu, ela tirou férias na gravidez do Lyon. — Barry o olhou.

Ela disse que foi pedido da médica dela. — Suspirou. — Ela está me escondendo alguma coisa.

Também? Mas o que é isso? — Balançou a cabeça. — Primeiro Felicity e agora ela? — O outro deu de ombros.

Ela disse que ia me contar, mas que precisava de tempo para digerir tudo.

Isso é muito estranho. — Barry concordou. Ouviram passos e vozes e então desviaram os olhos para quem entrava no cômodo. A pequena deu um gritinho animado.

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Oi, Cait. — Sorriu e ela o retribuiu.

Oi, Bar. — Se aproximou com o olhar na filha que já a olhava também. — Oi, meu amor. Eu estava com saudades. — A pegou no colo, lhe dando um beijo na bochecha. — Você estava com saudades de mim?

Ela estranhou a casa dos meus pais. — Cait já imaginava que isso fosse acontecer. — Mas não tive trabalho com ela.

Lyon estava me contando que ela quase andou.

Foi. Mas sempre caía antes de dar o primeiro passo. — Sorriu desviando o olhar, voltando-se para a filha.

Ainda bem, não é princesa?

Eu queria que ela andasse logo. — Lyon reclamou. Os adultos riram.

Ela vai andar, Lyon. É só questão de tempo. — Seu pai respondeu.

Ele ficou o tempo todo tentando fazê-la andar. — Caitlin olhou para o enteado.

Podemos fazer isso aqui, okay? — Ele assentiu, pegando na mão da irmãzinha.

Ela não deve demorar muito mais para começar a andar, ela já fica em pé sozinha... — Tommy comentou. — Eu acho que ela quer fazer uma surpresa para todos. Vai por mim. — Sorriu para a pequena que balançava a coelhinha.

E ela falou mais alguma coisa?

Além das coisas que ela já fala? — Barry negou. — Acho que ela gosta mais do Dinda, do que do papai ou mamãe. — Tommy riu.

Ela vai falar. Deixa ser no tempo dela. — Caitlin assentiu assim como Barry. Lyon aproveitou que a tia colocou sua irmã no chão e se sentou para brincar com ela. — Laurel está melhor. — Cait o olhou.

Você está sabendo de algo, Cait?

Bar, o que eu sei, não posso dizer. — Os homens a olhavam.

Por que?

Porque eu seria antiética. Sigilo médica-paciente, lembra? — Ele bufou. — Fala com ela, Bar.

Eu já falei. Ela disse que ia me contar, mas...

Então espere que ela vai contar. Não foi algo muito fácil para ela. — Mesmo que ele estivesse agoniado, ele assentiu. Sua amiga estava certa. Laurel falaria quando estivesse pronta. Tinham combinado de conversar hoje, mas como ela não estava bem, era provável que ela não queira tocar no assunto e ele não iria pressiona-la, não hoje pelo menos.

Bom, então eu já vou indo. — Se levantou. — Eu ainda estou preocupado com ela.

Laurel vem buscar Lyon amanhã?

Vem. Ela disse que se alguma coisa acontecer, ela te avisa. — O outro assentiu, se levantando também. Barry se aproximou, ganhando um abraço de Caitlin e antes de afastar, lhe deu um beijo na bochecha. Apertou a mão de Tommy e se despediu da filha e do enteado.

**--** **--**

O que você está fazendo? — Arqueou as sobrancelhas ao entrar no quarto e encontrar a namorada no closet, procurando alguma coisa.

Não encontro minha pasta da empresa. — Barry revirou os olhos.

Você deveria estar descansando. Há alguns minutos atrás você estava quase desmaiando. — Ela continuou o que fazia. — Laurel.

Eu estou melhor. Finalmente meu corpo não dói e meu enjôo passou. — Ele se aproximou e fez com que ela lhe olhasse.

O que é tão importante para você não se preocupar com sua saúde?

Barry, eu estou bem. — Ele não largou os braços dela. — É uma... Coisa importante. Muito importante.

E o que é essa coisa? — Ela suspirou.

Lembra-se de que eu prometi te contar o que eu escondia? — Ele arqueou as sobrancelhas.

O que isso tem haver com seu trabalho?

Nada. Quer dizer, o que eu tinha para te mostrar estava dentro da minha pasta. — Barry a soltou.

Não precisamos falar sobre isso agora, você estava mal até alguns minutos... — Laurel o interrompeu.

É por isso que eu tenho que te contar. — Ele assentiu, deixando ela falar. — Okay. Podemos... — Apontou para a cama. Eles caminharam até ela. Barry ficou sentado de frente á ela, enquanto Laurel encostava as costas na cebeceira da cama. Ela suspirou antes de começar. — Eu fiz alguns exames á alguns dias e eu não esperava por aqueles resultados.

Você está doente? — Se preocupou.

Não. Eu estou... Bem. — Suspirou. — Eu achei que a minha médica estava errada, mas Cait refez meus exames e deu o mesmo. — Ela não sabia qual seria a reação dele. Provavelmente ele ficaria assustado, como ela ficou quando soube. Ela ficou tanto tempo em silêncio que Barry se preocupou.

Laurel. O que descobriu? — Pediu para ela dizer, estava preocupado.

Eu estou grávida. — Ele soltou as mãos dela, surpreso pelo que ouviu e ela engoliu em seco. — Três meses. — Ela esperou ele dizer alguma coisa, mas nada. Nenhum som saiu dos lábios dele. — Barry?

Você tem certeza?

Cait refez meus exames. — Repetiu. — E eu já fiz a primeira ultrassom, ela achou que seria mais seguro. — Ele assentiu, mesmo sem perceber.

Eu não entendo. — Disse alguns minutos depois em silêncio. — Você estava... Pensei que estava tomando o anticoncecional. Concordamos nisso juntos.

E eu estava. Estou. — Corrigiu. — Lembra-se que eu tive uma alergia? A minha médica pediu para que eu parasse com o anticoncecional.

Eu me lembro disso. Me lembro também de que nos prevenimos. — Ela puxou as pernas para junto do corpo, abraçando-as. — Eu... — Se interrompeu.

Eu sei que é assustador. Por que você acha que eu não te contei antes? Eu mesma não esperava por isso. Lyon tem seis anos e Kitty nem completou seu primeiro ano ainda. — Ela viu ele se levantar e se assustou quando o viu virar de costas para si, colocando as mãos na cabeça.

Isso é muito... É algo difícil de lidar. — Ela abaixou o olhar. — Eu preciso... — A olhou. — Eu preciso pensar. — Ela assentiu, ainda sem olha-lo. — Eu vou dar uma volta. — O viu sair do quarto e seu medo se tornou seu pior pesadelo. E por isso ela deixou as lágrimas caírem.

**--** **--**

Barry, não seja um covarde. — Ela falou do outro lado da linha. Ele estava sentado em um banco que tinha na praça de frente ao apartamento da namorada. — Você acha que é o único assustado? Ela também está.

Felicity... — Ela o interrompeu.

Você não ficou assim quando Cait te contou que estava grávida.

Eu não esperava por uma gravidez agora. — Retrucou. — Com Cait... Eu e ela já tínhamos conversado sobre filhos, íamos nos casar.

E você nem a amava.

Eu amava a Cait. — Retrucou mais uma vez.

Mas não do jeito que ela amava você. Não do jeito que você ama a Laurel. — Ele não pôde discordar. — Eu sei que está com medo. É uma criança a mais, um filho a mais e vocês não estão prontos... — Ela suspirou, Barry percebeu que a voz dela ficou estranha. — Mas isso aconteceu, Bar. É algo maravilhoso, que está acontecendo com vocês. Um bebê é sempre uma dádiva... — Ela novamente suspirou, aquilo mais parecia para ela do que para o amigo. — Eu sou sua melhor amiga, mas se você não levantar essa bunda desse banco imediatamente e ir atrás daquela mulher, eu vou te dar uma surra. — Ele riu.

Você é tão carinhosa. — Debochou.

Estou querendo ajudar vocês. — Retrucou.

Eu sei. Eu fui um idiota. — Passou a mão livre nos cabelos. — Eu a deixei sozinha, ela deve estar muito mais assustada que eu...

Sim. É ela quem está carregando seu filho. — Ele assentiu, mesmo sabendo que ela não veria. — Você tem que estar lá para apoia-la. Não é algo fácil para ela, principalmente... — Ele arqueou as sobrancelhas quando ela parou de falar.

Principalmente? — Pediu para ela continuar. — Principalmente o que, Felicity?

Nada. Esquece. — Ele não gostou do tom dela.

Não. Agora você vai me contar. — Ela suspirou.

Olha, eu não deveria estar lhe dizendo isso, mas... A Cait refez os exames da Laurel e encontrou algo mais... — Ele se preocupou.

Algo? Como o que? — Felicity sabia que era algo que Laurel deveria contar, mas tinha que dar um jeito da amiga resolver aquele outro problema e Barry a faria fazer isso, com ele seria mais fácil.

A Laurel estava com pressão alta na consulta, Cait ficou preocupada. — A preocupação que Barry sentia antes, só aumentou. — Ela não pode ficar estressada, isso prejudicaria a ela e ao bebê. Por isso Cait pediu para ela tirar férias do trabalho. — Mordeu o lábio, pensando mais uma vez se contava ou não. Deu de ombros. Era para o bem deles e do bebê. — Tem outra coisa...

O que? — Ele se levantou do banco, saindo da praça.

O bebê... Parece que tem um problema. Laurel não quis fazer o exame para saber o que era realmente. — Ele parou no meio da rua. — Eu tentei falar, Cait tentou também... Mas ela estava com medo de saber. — Barry ouviu uma buzina e começou a andar novamente.

Cait não sabe o que é?

Disse que era perigoso. E que precisaria de exames para saber se o bebê tinha mesmo aquele problema.

Você diz: Aquele problema. Que problema? Ela não disse para você? — Ele estava ficando nervoso, pela voz a loira pôde saber que ele estava quase surtando, mais do que quando soube que seria pai. Felicity pensou um pouco mais antes de soltar de uma vez.

Cait acha que seja Osteogênese Imperfeita. — Barry arqueou as sobrancelhas.

O que é isso?

Uma má formação congênita. Basicamente, a criança tem ossos frágeis que quebram facilmente e sem motivo. — Barry pensou que tinha parado de respirar quando ele entrou no prédio. Parou no meio do lugar, sentindo-se mal. — Bar, você está bem?

Como posso estar bem ao ouvir o que acabei de ouvir? — Retrucou. — A Cait disse se tem cura?

Ela nem tem certeza de que seja isso, por esse motivo, Laurel precisa fazer o exame. E é por isso que eu estou dizendo á você. Ela precisa de você e você precisa convencê-la a fazer esse exame.

Por que a Cait acha que pode ser isso?

O bebê estava...Quieto demais... Não deu para ela ver direito, Laurel não deixou. Mas o pouco que ela viu, ela disse que poderia ser. — Felicity esperou o amigo se acalmar, mesmo não sabendo quando isso seria. Ela sabia que ele só se acalmaria depois de falar com Laurel. — Eu sei que é difícil, mas vocês precisam um do outro. A Cait nem sabe se é isso mesmo. Ela não tem certeza, mas vai ser mais difícil cuidar do caso, se Laurel não fizer o exame.

Eu vou falar com ela. — Entrou no elevador. — Obrigado por me contar Felicity.

Não foi nada. Eu queria ter deixado para a Laurel contar, mas... Achei que ela não conseguiria. Ela estava estranha porque apesar do medo de ter esse bebê, ela teme mais por nãotê-lo.

Eu já estou entrando no apartamento. Eu vou falar com ela — A amiga assentiu. — Nos falamos depois, Lis.

Boa sorte, Bar. — Desligaram.

**--** **--**

Barry entrou no quarto e a encontrou dormindo. Suspirou ao perceber que ela havia chorado, se culpava por ser a causa das lágrimas dela. Não era isso que ele queria, ele nunca quis magoa-la. E mesmo assim o fez. Não deveria ter saído e deixado ela sozinha, foi mesmo um covarde como a amiga havia lhe chamado. Se sentou do lado dela, encostando as costas na cabeceira, observando-a dormir. Olhou para a barriga dela, era surreal pensar que ela estava grávida de um filho seu, já tinham conversado sobre aquilo e não estava nos planos de nenhum dos dois, ter um filho agora. Eles estavam namorando á um ano e poucos meses. E por mais que pensasse em passar o resto de sua vida com ela, achava que não era o momento de terem um filho. Estava assustado com tudo isso acontecendo rápido demais, mas aquela criança não tinha culpa e Laurel muito menos. Aconteceu. Desviou os olhos da barriga da namorada para passar a olhar seu rosto, estava pálido, um pouco menos do que estava de manhã. Seus pensamentos foram interrompidos quando viu ela acordando e se levantando, desesperada. Se preocupou ainda mais quando a viu correr para o banheiro e soube o que era quando a ouviu do quarto. Se aproximou, não sabia se ela tinha lhe percebido ali, mas segurou os cabelos dela enquanto ela jogava para fora tudo que havia comido mais cedo, incluindo o macarrão do La Crown. Laurel bateu a mão duas vezes na beirada do vaso quando sentiu outra ânsia voltar. E ele se sentiu um inútil por não poder ajuda-la.

Está melhor? — Perguntou quando percebeu que ela tinha parado de vomitar.

Mais ou menos. — Sussurrou. Ela se sentou no chão, se encostando na parede e ele fez o mesmo. — Não percebi que tinha voltado... — A sua voz saiu fraca.

Você estava dormindo. — Ela assentiu, respirando ofegante. — Me desculpe. — Ela o olhou. — Não devia ter deixado você sozinha.

Eu entendi. — Desviou o olhar. — Se para mim foi assustador, imagina para você? Não era algo que nós dois queríamos... Não agora.

Mas aconteceu. — Pegou na mão dela. — Não importa mais se era ou não o momento. — Ela o olhou. — Eu te amo. — Ela sorriu fraco. — Quando você disse... Eu me assustei. E fui covarde ao fugir... Me desculpe por isso.

Você precisava de um tempo para pensar, assim como eu precisei. — Ele assentiu. — Como vamos fazer isso? — Estava assustada. Já era mãe? Sim. Mas ela não esperava ser mãe novamente, agora. Ela estava assustada não só por causa do bebê que esperava, mas também por Cait dizer que ele poderia ter... Aquilo. Pensar no nome já era difícil, imagina dizer.

Podemos começar... Deixando a Cait fazer o exame necessário que ela pediu. — Ela o olhou surpresa. — Falei com a Lis. Ela me disse.

Ela disse?

Não fica chateada, ela estava querendo ajudar. — Laurel assentiu. — Isso não vai acontecer. — Disse tentando tranquiliza-la.

Como pode ter certeza? — Seus olhos lacrimejaram.

Tenho fé. — Sorriu. — Ele ou ela vai estar bem. Cait disse que não era uma certeza, certo? — Assentiu novamente. — Vamos confiar de que ela tenha visto errado. Afinal, você fugiu antes de ela ver direito.

Eu... — Desviou o olhar para as mãos deles.

Ei. — Pegou no queixo dela para fazê-la olha-lo. — Por que fugiu?

Eu estava com medo de saber... Eu vi o olhar da Cait e eu fugi da sala. — Se lembrava de que a amiga tinha corrido atrás dela e ela fez com que a outra lhe dissesse o que ela achava que era.

Ela disse que não tinha certeza, Laurel.

Eu sei, mas eu... — Ele a abraçou, trazendo-a para mais perto do seu corpo ao ver que ela tremia, ela tinha medo. Como Felicity tinha lhe dito, ela estava assustada com a gravidez, mas ainda mais com o que esta criança poderia ter.

Podemos fazer isso juntos. — Sussurrou. — Eu e você. O que acha? — Ela apertou a blusa dele com uma as mãos e assentiu alguns segundos depois. — Então vou falar com Cait.

E se ele tiver mesmo... — Se interrompeu propositalmente, impedindo-se de dizer aquele nome horrível.

Não vamos pensar nisso agora, está bem? — Ela assentiu. Se afastou um pouco para poder se levantar. — Vem. — A ajudou a se levantar, ela foi até a pia para escovar os dentes. Barry ficou ali, observando-a.

Bar? — Ele fez um hum. — Por mais medo que eu possa estar sentindo... — Se virou para olha-lo. — Eu quero esse bebê. — Ele sorriu de lado se aproximando dela, enlaçando sua cintura.

Eu também. — Ela mordeu o lábio. — Estou assustado, mas... É um filho nosso. Podemos fazer isso juntos. — Ela assentiu. — Eu vou ligar para a Cait, quero que ela te veja amanhã cedo.

Amanhã? Mas e o Lyon?

Ele pode ficar mais algumas horas com o Tommy. Você e o bebê, nesse momento, são mais importantes, não acha? — Ela abaixou o olhar. — São só algumas horas Laurel. Ele vai entender.

Tudo bem. Mas eu quero falar com ele. — Barry assentiu, saindo com ela do banheiro e deixando-a sentada na cama.

Você quer que eu fale com a Cait? — Ela negou.

Eu faço isso. — Barry caminhou até o banheiro e pegou o celular da namorada que estava em cima da pia. O entregou e se sentou do seu lado.

Oi, querido. Tudo bem? — O ouviu do outro lado e olhou para Barry. — Quero te pedir uma coisa importante, okay?

O quê, mamãe?

A mamãe tem uma consulta amanhã e preciso que fique com o papai.

Está doente? - Perguntou preocupado.

Não, amor. Eu estou... Bem. Vou ficar bem. É apenas uma consulta. — O menino fez um bico e Laurel soube disso, mesmo não vendo e por isso sorriu. Barry colocou uma das mãos na coxa exposta da namorada. — Mas eu vou com o Barry te buscar mais tarde, está bem?

Tudo bem. Agente pode comer no BellyBurger antes de ir para casa?

Lyon, você precisa parar de comer besteira. — Ele novamente fez o bico fofo que ela adorava. — Eu decido isso amanhã. — Ele disse um "ta" desanimado. — A tia Cait está por perto? — Ele assentiu. — Pode passar para ela?

Sim. — O ouviu correr. — Tia Cait, a mamãe quer falar com você. — Entregou o celular para a mulher. — Oi, Laurel.

Oi. Você está ocupada?

Não. Pode dizer. O que houve?

Eu... — Barry pegou em sua mão. — Você pode fazer aquele exame amanhã? — Cait suspirou aliviada.

Claro. Com certeza. Eu não tenho nenhuma consulta amanhã, por isso você pode escolher o horário.

De manhã. Bem cedo de preferência. — Ela assentiu.

Ás 8h? — Laurel concordou. — Vou ligar para a minha secretária, para ela preparar tudo.

Obrigada.

Vai sozinha? — Laurel negou.

Barry vai comigo. — E Cait novamente ficou aliviada, ela finalmente tinha contado ao seu amigo. — Nos vemos amanhã?

Sim. Até amanhã e boa noite.

Boa noite para vocês também. Manda um beijo para meu filho? — A Snow assentiu e enfim desligaram.

Tudo certo? — Ela assentiu.

Ela estará nos esperando lá ás 8h. — Ela apertou as mãos dele. Os olhos dela lhe diziam que ela temia o resultado daquele exame.

Vai ficar tudo bem. — A puxou para seus braços, abraçando-a. — Tem que ficar tudo bem. — Sussurrou.

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Eles estavam sentados na sala de espera. Cait tinha ligado para avisar que se atrasaria um pouco, pois Tommy não estava entendendo por que ela estava levantando tão cedo e lhe fez um questionário antes de sair, mas que já estava chegando. Laurel estava inquieta, não conseguia parar de pensar que seu filho ou filha poderia ter aquela doença. Ele poderia viver algumas horas depois do parto ou poderia viver de cirurgias atrás de cirurgias, por anos. Seu coração estava descompassado, sua respiração começava a ficar irregular.

Laurel? — Puxou sua mão de leve, tentando trazer de volta para o mundo real. — Fica calma.

Eu não consigo. — Ele suspirou. — E se... — Foi interrompida.

Já conversamos sobre isso. Não vamos pensar no pior. — Trouxe ela para mais perto do seu corpo. — Você precisa ficar calma, lembra-se o que Cait disse sobre sua pressão? — Ela respirou fundo, lembrando-se da pressão. Podia fazer mal ao seu bebê também. Barry percebeu que ela estava fazendo um esforço para se acalmar e ficou mais aliviado.

Cait. — Ele nem tinha percebido que a amiga tinha chegado.

Me desculpem fazê-los esperar. Tommy ficou insistindo em saber o que eu tinha agora de manhã e se você estava doente...

Você disse para ele? — Cait negou e ela se aliviou.

Vamos? — Eles se levantaram e acompanharam a médica. — Você pode se deitar. Barry, ajuda ela? — Pegou a máquina e trouxe para mais perto da cama. Laurel colocou a mão que atrapalharia a médica, para cima da cabeça e a outra, seu namorado a segurava. — Você vai senti-lo um pouco quente. — Disse depois que colocou o gel no aparelho de ultrassonografia e logo o colocou na barriga da amiga enquanto seus olhos fitavam o computador. Ela o mexeu, tentando encontrar o que queria.

E? — Laurel agoniada, perguntou, mas a médica não respondeu. — Cait, está me deixando mais nervosa do que já estou. — Barry apertou sua mão.

Calma. Deixa ela fazer o que tem que fazer. — Laurel não desviou o olhar da amiga e Caitlin continuava calada.

Cait! Por favor. — E então viu a amiga sorrir. — O que?

Não tem nada de errado com o bebê de vocês. — Mexeu um pouco mais e parou, virando o computador para os amigos olharem. — Como você fugiu antes de eu ver direito... — Repreendeu na brincadeira. — Eu não pude ver isso... — Apontou para um ponto na tela. — Vê isso? O cumprimento do fêmur está apropriado para a idade gestacional e é tudo perfeito e lindo.

Então ele não tem Osteogênese Imperfeita? — Barry quem perguntou.

Não. Ele é completamente perfeito. — Apertou a tecla de aumentar o som. — Na verdade, vendo com mais precisão... Você está com quase quatro meses.

Já? — Perguntaram surpresos.

Posso dizer que a previsão do nascimento do bebê de vocês está marcada para Maio. — Mexeu um pouco mais o aparelho na barriga da gestante e então sorriu novamente. E assim como ela, os pais também ouviram uma batida constante.

Esse é... — Caitlin os olhou. — É o coração dele?

Não. — Barry e Laurel arquearam as sobrancelhas. — É o coração dela. — Laurel desviou os olhos para a tela e Barry continuou olhando para a amiga. — Ela tem um coração forte. — Olhou para os amigos. — Vocês vão ter uma menina.

Menina? — Laurel conseguiu dizer. — Vamos ter uma garotinha. — Olhou para o namorado que a olhou sorrindo. — No seu caso... Outra garotinha. — Barry a beijou e logo depois se voltou para a amiga.

Ela está mesmo bem?

Sim. Não se preocupem com ela. Mas quero que tome cuidado com a sua pressão, Laurel. — Avisou preocupada. — Isso não é ruim apenas para você, mas para sua filha também. — Os dois assentiram.

O problema é que ela é teimosa, Cait. — Laurel revirou os olhos. — Ontem mesmo ela estava passando mal e quando voltei do seu apartamento a encontrei revirando o closet.

Laurel. — A repreendeu. — Vou precisar te internar?

Caro que não.

Então acho melhor você fazer o que estou dizendo. Você precisa pegar mais leve. Você teve pressão alta na gravidez do Lyon, não teve?

Tive. — Bufou. — Por isso eu tive que parar de trabalhar.

E agora vai acontecer o mesmo. E digo mais, você precisa ter uma gravidez tranquila. Nada de passar por estresse... Emoções fortes está nesse caso também. — Barry olhou para a namorada.

Vou cuidar disso. — Cait assentiu. — Ela vai precisar de tomar alguma coisa?

Eu estou preocupada com a pressão dela, mas você parece acalma-la o que é muito bom, então o medicamento fica se o caso ficar sem solução. — Largou os equipamentos. — Vou deixar marcado sua volta para daqui três semanas. — Ambos concordaram.

**--**

O que está pensando? — Perguntou ao vê-la quieta.

Estava pensando em como contar para o Lyon.

Acha que vai ser um problema para ele? — Ela apoiou o queixo no peito dele.

Acho que não. Lembra quando ele perguntou quando teria um irmãozinho? — Barry parecia se lembrar pela cara que fez e ela riu. — Eu só não quero esconder isso dele ou dos nossos amigos.

Isso não vai acontecer, até porque logo todos verão a sua barriga. — Ela não pôde discordar. — Quando formos busca-lo mais tarde, contamos. — Era para ela ter buscado o filho á quase cinco dias, mas tanto ela quanto Barry precisavam pensar sobre essa nova vida que crescia dentro dela. Era algo muito difícil, mesmo que estivessem felizes por ela estar bem.

Isso ainda me deixa assustada. — Revelou.

Se eu disser que ainda não me assusta, estaria mentindo. — Alisou o cabelo dela. — Mas contanto que continuemos juntos... Vamos ficar bem. — Ela se sentiu bem em ouvi-lo.

Eu fico imaginando ela, agora. — Ele sorriu. — Com quem ela vai mais se parecer. De quem ela vai pegar os olhos...

Eu a imagino toda você. — Ela sorriu dessa vez. — Os cabelos, os olhos...

Talvez ela pegue os seus olhos. — Ele mexeu a boca. — Não?

Para mim não importa. Ela vai continuar sendo nossa filha.

Nossa filha. — Sussurrou.

Como foi com Felicity? — Mudou de assunto e ela voltou a olha-lo.

Ela está melhor, mas mesmo assim... Está triste por causa da discussão com o Oliver. — Ele assentiu. — Você o viu, como ele está?

Magoado. Assustado. — Suspirou. — Ele não imaginava ouvir o que ouviu.

Como você. — Afirmou.

Sim. Mas ele está magoado por ela ter escondido dele por meses.

Eu não posso dizer que concordo com ela, mas ela estava com medo. E então ela perdeu a mãe... — O apertou. — Felicity perdeu muito.

Sim. E ela ainda teme perder mais. — Suspirou. — Aquele cara não vai descansar até ter o que ele sempre quis.

Ela. — Pensar nisso a assustou.

Você não precisa se preocupar. E nem pode. — Disse olhando-a.

Eu sei. Só queria que ela não tivesse que se preocupar com ele.

Isso vai acabar. — Afirmou. — Quer ir buscar Lyon?

Quero. Estou com saudades. — Se levantou e ele a seguiu.

**--* **--**

Você fez a festa no apartamento do seu pai, hein? — Comentou enquanto entravam no apartamento.

Foi muito legal. E a Kitty quase andou de novo, mas ela não consegue ficar muito tempo em pé, sozinha. — Fez um bico.

Seu pai está certo, quando ela começar a andar, vai surpreender a todos. — O menino o olhou.

Eu quero filmar. — Disse animado, o casal riu.

Tem que estar com uma filmadora então, o tempo todo. — Ele correu para o videogame. — De jeito nenhum. Seu pai disse que você ficou o dia anterior inteiro nisso.

Mas hoje não. Por favor, mamãe... — Barry achou melhor intervir.

Por que não escolhe algum filme para assistirmos? — Ele mexeu a boca, desgostoso. — Vamos lá. Eu faço o jantar de hoje. — Lyon mudou sua feição.

É o cúmulo. — Laurel reclamou. — Eu definitivamente vou colocar limites nesse videogame. Não é sempre que Barry vai ficar intervindo por você. — O menino cruzou os braços.

Ele não vai mais ficar tanto tempo no videogame, certo Lyon? — Seu enteado assentiu, possivelmente percebeu que não teria escolha.

Tudo bem. Enquanto Barry faz o jantar, porque não vai tomar banho? — Ele a olhou. — Seu pai disse que você ficou o tempo todo com Kitty e que por isso não tinha tomado banho quando cheguei.

Você me ajuda, mamãe? — Antes de ela concordar, Barry a interrompeu.

Lyon, sua mãe não vai poder hoje. — Ela o olhou. — Eu te ajudo hoje e depois fazemos aquele sanduíche que você gosta. — O garotinho comemorou, pulando. O casal sorriu.

Promete? A mamãe não vai dizer não? — Eles olharam para a mulher.

Hoje não. Podem comer aquela coisa nojenta se quiserem. — O garoto saiu pulando até a escada enquanto dizia que não era nojento. — Só vocês mesmo para gostar... daquilo. — Seu estômago revirou só de pensar.

Vai vomitar? — Brincou.

Acho que sim. — Correu para o banheiro e Barry preocupado foi atrás, não sem antes falar com o pequeno, que não tinha visto a mãe correr para o cômodo.

Ei, não pula nas escadas e nem corra. Me espere no seu quarto. — O menino o olhou e procurou pela mãe. — Ela foi ao banheiro. Me espere no seu, ok? — Ele assentiu e subiu as escadas, enquanto Barry seguia para onde Laurel tinha ido.

**--**

Vocês se divertiram hoje?

Foi legal. — Sorriu. — Thea ficou reclamando dos seguranças.

Novidade. — Revirou os olhos. — Eles ficaram com vocês o tempo todo?

Sim. Diggle ficou também. Parece que Oliver vai trabalhar até mais tarde hoje. E ele não queria que Felicity saísse sozinha.

Ele se preocupa com ela mesmo estando chateado.

O que Oliver sente por Felicity é maior do que ele sentia pela minha irmã. — Barry ficou pensativo, antes de enfim perguntar.

E isso te machuca?

Não. Ele amava minha irmã, ela foi feliz com ele e isso é o que importa. — Ficou por cima do corpo dele. — Eu sempre quis que o Ollie encontrasse outra pessoa, entende? Ele estava ficando... Muito antissocial. E então eu vi o jeito que ele olhava para Felicity no shopping, talvez ele nem tivesse percebido ou ela. Mas eu vi. E o Tommy também.

Ele não ficou muito feliz quando me viu abraça-la quando fui na empresa. — Riu. — Mas eu nem comentei nada, apesar de perceber que Diggle tinha percebido o mesmo que eu.

O Ollie demorou um pouco para perceber o que sentia por ela e quando ele enfim percebeu... Sentiu medo.

Medo? — Arqueou as sobrancelhas.

Por aquele novo sentimento. Ele percebeu que estava sentindo algo ainda maior por Felicity e ele pensou que estivesse traindo a minha irmã. — Ele assentiu, entendo o que ela queria dizer. — Quando eu soube disso por Tommy, decidi ir falar com ele. E disse que aquilo que ele sentia era algo especial e que Sarah iria ficar feliz por ele também, afinal ela tinha pedido para ele não desistir de amar. Pediu para ele se apaixonar de novo.

Não deve ter sido fácil para ela.

Não. Mas ela sabia que ele precisaria de alguém. — Sorriu. — Talvez... Eu penso muito nisso, desde que conheci a Felicity... Talvez Sarah quem mandou Felicity para a vida do Ollie e das minhas sobrinhas. Elas se parecem em algumas coisas. É até nostálgico.

Você nunca me mostrou uma foto dela. — Laurel se afastou para se sentar.

Verdade. — Desceu da cama e foi até o closet, voltando logo em seguida, se deitando de bruços. — Essa era ela.

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Vocês têm algumas coisas em comum. — Ela sorriu.

Eu e Sarah eramos muito ligadas uma na outra. Nem quando começamos a namorar isso afetou nossa irmandade. Ela era minha melhor amiga e eu a dela. — Olhava fixamente para a foto que estavam as duas com o pai. — Meus pais nunca mais foram os mesmos, meu pai desde então ficou super protetor.

Não posso culpa-lo por isso. Perder alguém é muito difícil... Perder um filho, deve ser a pior dor do mundo. — Ela concordou.

Eu Quero colocar o nome do meio da nossa filha de Sarah, se você não se importar. — Ele desviou o olhar das fotos.

É claro que não me importo.

Você pode escolher o nome, mas o do meio... Quero que seja Sarah. É como uma lembrança da minha irmã. — Ele acariciou os cabelos dela, trazendo-a para mais junto do seu corpo, onde ela apoiou a cabeça em seu abdómen, ele sabia que ela estava prestes a chorar, ela ainda sentia falta da irmã.

Ela ficaria feliz. — Ela o olhou. — E também sei que ela deve sentir sua falta também. — Ela desviou os olhos para as fotos. Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, seu celular tocou.

Ei, Oliver. — Laurel o olhou, colocando o queixo no peito dele.

Eu preciso que fique com as gêmeas. — Barry entranhou a voz do amigo.

O que houve? — Pediu para a namorada se afastar um pouco e se sentou, ela fez o mesmo, arqueando as sobrancelhas.

Estou levando Felicity para o hospital. Eu não sei o que houve, mas ela não está bem. A encontrei inconsciente. — Se levantou rapidamente, assustado.

Estou indo para o hospital. — Avisou enquanto caminhava para o closet.

Obrigado. — Desligaram.

O que houve? — Laurel já estava em pé, observando o namorado se vestir.

Oliver está levando Felicity para o hospital. — Laurel se assustou. — Ele disse que a encontrou inconsciente.

Não entendo. Ela estava bem. Disse que estava cansada, mas ela não parecia estar sentindo nada mais que isso.

Tem certeza que ela não disse mais nada? — Vestiu a camisa.

Não... — Parou de dizer ao se lembrar de outra coisa. — Ela reclamou de estar enjoada. — Barry arqueou as sobrancelhas. — As crianças queriam um iogurte e nós demos, quando abriram, senti um enjoo insuportável e Felicity me apoiou, dizendo que sentia o mesmo.

Deve ter acontecido alguma coisa no caminho do apartamento. — Suspirou. Caminhou até onde estava suas chaves e as pegou. — Eu não demoro. Consegue ficar sozinha?

Não se preocupe, eu vou me acalmar. Só não demore tanto, quero saber como ela está. — Barry assentiu enquanto colocava a camisa. — Espero que ela fique bem.

Eu também. — Se aproximou, lhe deu um beijo rápido e saiu do quarto. Laurel o seguiu. — Vou trazer as gêmeas. — Ela assentiu. — Vê se não vai se estressar. — E então saiu do apartamento.

Notas finais
ENFIM, Laurel contou que está grávida. Foi totalmente normal o surto do Barry, apesar de que fiquei com pena da Laurel. E vocês, também ficaram? Felicity sendo Felicity. Quem gostou do que ela disse ao Barry? Amei escrever essa cena. Eu quero saber sobre o que acharam desse capítulo nos comentários, hein? Por favor. Para a alegria de vocês... Sexta tem capítulo "normal". Enquanto ele não chega, fiquem com a... Prévia Será que a Dinda está dormindo? - Ela olhou para o tio. Oliver começou a subir as escadas. Dinda. - Sua voz saiu um pouco alta o que fez o tio sorrir. Ele entrou no quarto e encontrou a namorada sentada na cama, com as costas apoiadas nos travesseiros e o edredom cobrindo-a até a cintura. Eu pensei que estava ouvindo coisas... - Se Oliver não estivesse segurando bem a sobrinha, ela teria ido ao chão, pois ela se jogou quando viu a madrinha. - Achei que estava sonhando. Não está, não. - Entregou a pequena para ela e foi deixar as coisas de Kitty no mini sofá. Amor, você está tão linda. - Umas das mãozinhas foi parar na bochecha da madrinha. Cait achou melhor ela ficar com agente. Um bebê no cinema não seria uma boa ideia. - Beijou a ponta do nariz da pequena. - Não é? Cait sofreu em deixa-la. - A namorada riu. - E nos ameaçou. O que? - Ela o olhou. - Por que? Ela disse: Se ela andar enquanto estiver com você e a Felicity... Cabeças vão rolar. - Ela riu e ele a acompanhou.