Kupidon

11 Extra Cinco


Notas iniciais
Está complicado postar esses capítulo hoje. Minha internet está caindo a cada cinco minutos. Mas não se preocupem, eu não vou desistir. Espero que gostem desse Extra.

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Ela é tão linda. — Laurel comentou ao seu lado. Estavam observando a pequena pelo vidro. Caitlin estava dormindo e Tommy estava com ela.
Ela é perfeita. — Sorriu.
Parece com a tia Cait. — Barry olhou para o garoto que estava bem próximo ao vidro, tocando-o para ver a pequena Allen, mais perto.
Com licença. — Eles olharam para a enfermeira que se aproximou. — Você quer pega-la? — Ela tinha visto o rapaz mais cedo com a mãe da criança e soube que ele era o pai.
Eu... — Laurel desviou o olhar da bebê para o namorado e sorriu. — Eu posso?
Claro. Só um minuto. — Ela saiu, entrou no quarto onde ficava os bebês, voltou com a bebê nos braços e a passou para os braços do pai.
Vamos nos sentar ali. — Laurel indicou um banco, á poucos passos deles. Se sentaram, Lyon ficou de joelhos no banco, apoiando uma das mãos nos ombros do padrasto, com os olhos na pequena.
Mamãe, a Kitty vai morar com a tia Cait, não é? — Laurel assentiu. — Mas e o tio Barry?
Eu vou continuar no meu apartamento, Lyon.
Então vai acontecer com ela o mesmo que comigo? — Os mais velhos o olharam, confusos. — Ela vai ter dois quartos e dois apartamentos agora?
Sim. — Laurel sorriu. — Ela vai ter uma família grande que nem você.
Mas ela não vai se sentir mal? Eu senti... — Os olhos de Barry voltaram para a filha, pensando no que o enteado tinha comentado.
Eu não acho que ela vá sentir muito, sabe por que? — O menino negou. — Ela é pequena agora, ela vai ter os pais por perto o tempo todo... Com você querido... Foi diferente. Você morava comigo e com seu pai... Por isso estranhou quando teve que ficar alguns dias comigo e outros com seu pai.
Ah, então ela não vai sentir que o tio Barry está abandonando ela? — Laurel olhou para o namorado, mas logo voltou os olhos para o filho.
Não teria porque ela sentir isso. Ele vai estar acompanhando todos os passos dela bem de pertinho... — Ele assentiu. — Mas você também não tem que pensar assim, seu pai não estava te abandonando, o que aconteceu não tinha nada haver com você.
Eu sei, agora, mamãe. — Ele pegou na mãozinha da pequena.
Eu vou devolvê-la para o berçário.
Já? — Arqueou as sobrancelhas. — Ela está tão calma com você... — Lembrou-se de que a menina estava agitada quando estava no berço. — Lyon, você pode pegar água pra mamãe? — Ele assentiu e desceu do banco. — Está estranho...
Eu... — Suspirou. — Lyon está certo em uma coisa: Ela vai estranhar quando tiver que ficar parte da semana comigo e parte com a Cait.
Isso não é verdade. — Ele a olhou. — Barry, Lyon ficou estranho e choroso porque ele convivia comigo e com o Tommy, juntos. — Colocou uma das mãos no rosto do namorado. — Você e Cait não estão juntos, ela não vai sentir... O medo de ser abandonada. Se ela vai perguntar quando crescer por que vocês não estão juntos?... É possível. Mas ela vai estar acostumada, sabe por que? Porque ela vai conviver desde pequenina com você e Cait separados.
Eu fico imaginando se eu não tivesse feito o que fiz... — Laurel arqueou as sobrancelhas. — Com a Cait, entende? Eu pensei apenas em mim, quando decidi pedi-la em casamento. Eu deveria ter sido verdadeiro e terminado tudo.
E mesmo assim Cait continuaria grávida. Não sabemos o que poderia acontecer se você mudasse de atitude... — Ela pequena se remexeu em seu colo, pegando em um dos seus dedos. — O que ela vai precisar é de muito carinho e amor. E isso ela vai ter de sobra.
Eu não quero que ela sinta que eu não... — Laurel o interrompeu.
Pare. Não faça isso com você. — Ele continuava a olhar para a filha. — Você não pode ficar pensando nisso, Bar. Ela não vai te odiar por você não estar com a mãe dela. Ela vai crescer vendo Tommy e Cait juntos... E vendo eu e Você...
Eu sei. Só tenho medo que isso deixe-a machucada internamente.
Isso não vai acontecer. — Ele a olhou. — Essa garotinha tem seu DNA e o da Cait. Ela vai ser bastante esperta. E vocês vão saber explicar para ela, sem deixa-la confusa.
É só isso que eu quero. Que ela cresça feliz, sem nenhum tipo de confusão em relação á mim e Cait. — Laurel entendia o medo do namorado. — Ela é tudo pra mim. A partir do momento em que a vi pela primeira vez... Tudo fez sentido. — Sorriu. — Eu não mudaria nada, só para tê-la.
Nem sua atitude idiota de pedir a mulher que você não amava em casamento? — Ela riu quando ele fez uma careta.
Isso eu talvez mudaria.
Você não tem que mudar nada. Aconteceu o que tinha para acontecer. — Barry sorriu e e lhe deu um selinho.
Obrigado.
Sempre que precisar. — Lyon voltou com a água. — Onde você foi buscar isso garoto? — Ele entregou a água para a mãe.
Mamãe o bebedouro era alto, tive que pedir ajuda.
Desculpa, amor. Eu me esqueci disso.
Que coisa feia Laurel, fazendo o menino de escravo? — Ela o olhou incrédula.
Foi uma água.
E ontem você o mandou limpar o suco que você derrubou na sala.
Verdade mamãe. Nem foi minha culpa.
Eu não mandei, só pedi para ele fazer um favor.
Quantas vezes você vai pedir favores? — Ela lhe deu um soco no braço e ele riu.
Mamãe, eu vou começar a cobrar. — Barry deu uma gargalhada.
Ora. Eu que deveria cobrar de você por tudo que eu passei... — Olhou para o namorado que ainda ria. — E isso é culpa sua. Ele passou a dar respostadas depois que começou a conviver com você.
Isso não é uma respostada.
Essa não, né? — A garotinha começou a se remexer. — Ela está acordando.
Eu queria pegar... — Lyon disse enquanto pegava na mãozinha na menina que voltava a se acalmar.
Vamos deixar pra quando ela ficar maiorzinha? — Ele a olhou. — Ela é muito novinha, você pode deixa-la cair. — Ouviram passos e olharam para frente, vendo Tommy. Lyon correu para os braços do pai que o pegou.
Você está com ela á muito tempo?
Não. Faz alguns minutos. A Cait já acordou?
Sim. Eu vim aqui porque ela quer vê-la.
Eu tenho uma pergunta. — Os mais velhos o olharam. Ele tem feito muitas perguntas ultimamente. — De onde vem os bebê? — Barry e Tommy ficaram pálidos e começaram a tossir exageradamente. Laurel estava nervosa, tentando saber o que responder.
Tinha que ser essa a pergunta? — Ela sussurrou.
O filho é de vocês. — Tommy o olhou quando ele se levantou.
Vou te lembrar disso quando Kitty fizer a mesma pergunta.
E então? Vocês não me responderam.
Nós conversamos sobre isso quando você tiver 18 anos. — Tommy respondeu.
Por que? Eu não entendo.
Você vai entender quando for maior, querido.
Não é justo! — Cruzou os braços e fez um bico. Laurel sorriu. — Mas se vocês não vão me responder essa pergunta... — Eles ainda observaram o garotinho. — Quando eu vou ter uma irmãzinha, mamãe? — Enquanto Tommy gargalhava, Barry recomeça a tosse exagerada e Laurel volta a se empalidecer.
Adorei essa pergunta. — Diz ainda rindo
Cala a boca, Thommas! — Barry exclamou, seu amigo não deu ouvidos, continuava rindo á suas custas.
Vai me dizer que só quando eu tiver 18 anos? — Tommy riu ainda mais.
Por enquanto você fica apenas com Kitty. — Barry disse se aproximando com a menina ainda em seu colo. Lyon sorriu passando a mãozinha na pequena cabeça da "irmãzinha". Pai e filho se olharam.
Eu definitivamente odeio a época das perguntas. — Laurel sussurra, enquanto se levanta.
Dê um beijo nela Lyon. — E ele fez quando pai o autorizou.
Papai? — Tommy fez "hum". — Se a mamãe e o tio Barry tiver um filho, ele vai ser meu irmão, certo? — Tommy assentiu. Barry se perguntava por que seu enteado continuava a falar sobre aquele assunto. — Quer dizer que se você e a tia Cait tiver um filho, ele também vai ser meu irmão, certo?
Viu? Foi provocar... — Tommy o fuzilou com os olhos. Barry riu.
Sim, Lyon. Você está certo. Por que não levamos Kitty para ver a tia Cait? — Ela estava desesperada para tirar o foco do filho sobre aquele assunto.
Tá bom. — Cruzou os braços novamente. — Não sei por que vocês não querem me dar um irmãozinho.
Deixo isso com você Laurel. — Ela lhe deu um tapa no braço.
Cala a boca! — Rosnou.
Eu acho que a Kitty quer mamar. — Disse saindo na frente com Laurel seguindo-o. Tommy foi mais atrás com o filho no colo.
Isso é tão injusto.
Continue pedindo para a sua mãe. — Tommy sorriu. Sabia que Laurel enlouqueceria com as perguntas do filho, deixaria a parte do irmãozinho com ela, pelo menos por enquanto.

**--** **--**

Você vai ser liberada amanhã. — Ele disse depois de sair para perguntar á médica da sua namorada.
Graças a Deus!
Você ficou aqui só dois dias. — Disse rindo.
Foi o bastante. Quero voltar pra casa. — Ele sorriu. Se sentou na poltrona do lado da cama. — Barry e Laurel estavam vermelhos quando entraram no quarto. O que houve?
Lyon perguntou quando ele teria um irmãozinho. — Cait ficou surpresa.
Sério? — Ele assentiu e riu.
Ficaram brancos como papel. — Ela balançou a cabeça para os lados rindo. — Ele também fez a pergunta proibida. — Ela arqueou as sobrancelhas. — "De onde vem os bebês?"
Já? Mas ele só tem 5 anos.
Para o meu desespero ele está crescendo rápido demais e as perguntas estão só piorando. — Ela riu.
E a maioria delas, você que o faz perguntar para a Laurel.
Ela é a mãe. Tem o dever de explicar certas coisas á ele. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Estou brincando, Cait. — Riu. — Faço isso para ver a cara dela e do Barry depois.
Coitados. — Ele continua a rir. — Você ás vezes é maldoso. — Deu de ombros. — Barry pode se vingar depois, sabia?
Como?
Não sei. Talvez fazendo o mesmo que você. — Ele deu de ombros novamente. — Vocês são terríveis.
Sabe o que eu mais gosto nisso tudo? — Ela negou com a cabeça. — Que nada deu errado. Lyon está acostumado á você e ao Barry. Você e Laurel estão se dando mais que bem. Eu e Barry o mesmo... Kitty não vai crescer em meio á brigas.
Graças a Deus! — Suspirou aliviada. — É o que eu mais agradeço... Por estar tudo certo comigo e Barry. Sempre fomos amigos e pensei que depois do término fossemos nos estranhar.
Bom, isso mostra que a amizade de vocês é mais forte que qualquer outra coisa.
Como a sua e da Laurel. — Sorriu. — Quando a conheci achei que ela fosse me odiar. — Ele arqueou as sobrancelhas. — Eu era a mulher que fez você se divorciar.
Não foi só por você, foi por mim, também. — Pegou na mão da amada. — E por ela. Estávamos nos machucando e machucando Lyon, em meio á brigas inúteis. Foi melhor assim. E Laurel estar feliz com outra pessoa, me deixa tranquilo. Pelo menos eu não a danifiquei.
A culpa não foi sua.
Eu não estava mais apaixonado por ela e comecei a deixa-la sozinha demais. Chegava cada vez mais tarde... Sim, eu fui o culpado.
Mas isso já passou. Faz tanto tempo, amor... — Ela fez um esforço para se sentar, preocupado, ele a ajudou. — Você nunca faria isso de propósito. Estava confuso demais e isso o fez cometer erros... Todos cometem erros, Tommy. — O beijou rapidamente. — Você não tem que pensar nisso. Estamos todos felizes e é isso que importa.
Eu te amo, sabe disso, né? — Ela sorriu.
Eu também te amo. — E ele a beijou de verdade, tendo ela correspondendo.

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Não estou com sono. — Reclamou pela terceira vez. Laurel estava tendo dificuldades para coloca-lo para dormir.
Lyon, amanhã a mamãe tem trabalho.
Mas eu não tenho aula, mamãe. — Ela revirou os olhos ao ouvi-lo retrucar. No dia seguinte, como Tommy estará com Cait e a pequena Allen, Lyon ficaria o dia todo com Barry.
Mesmo assim. Já está tarde.
Mas eu não quero dormir... — Sua voz se tornou chorosa. Laurel não sabia como fazer com que o menino dormisse, ele estava assim á dias. Estranho. Mais estranho que na época da sua separação. Suspirou.
E se você dormir com agente hoje? — O menino olhou para a porta, onde estava seu padrasto, encostado no batente.
Sério? — Ele desviou o olhar para a mãe que olhava para Barry.
Claro. — O olhou sorrindo. — Por que não? — Ele deu um sorriso animado e pulou da cama, correndo para o quarto de casal.
Ele tem estado assim á alguns dias...
É. Mas eu não sei o que está acontecendo. — Se preocupou.
Não se preocupe. — Se aproximou. — É provável que ele esteja assim por causa da Kitty. Antes, porque ela estava para nascer, agora, porque ela nasceu... Isso era algo que eu já esperava. Você não?
Realmente? Eu não esperava que a vinda de Kitty fosse um problema. — Suspirou. — Ele estava bem com isso...
Laurel, antes ela estava dentro da barriga da Cait, não era um problema para ele. Agora a situação é diferente... — Ele não se importava pelo fato do garoto estar com ciúmes de sua filha, é algo normal para qualquer criança. — Não se preocupe, okay? Vamos dar um jeito de Tommy passar mais tempo com ele, além do final de semana.
Talvez dê certo, né? — Ele assentiu. — Obrigada. Você sempre me apoiando.
Você faz o mesmo comigo. — Lhe deu um selinho.
Eu te amo. — Barry a beijou de verdade dessa vez. Laurel correspondeu, rodando os braços em volta do pescoço dele, trazendo-o para mais perto de seu corpo. Ele rodou um dos braços em volta de sua cintura e o outro foi para os cabelos longos e lisos, puxando levemente.
ECA! — Não era a primeira vez que ouviam isso. Eles se separaram com um sorriso. — Vocês não se cansam disso? — Eles riram, enquanto viam ele fazer um bico. — Agente vai dormir ou não?
Ah, agora você está com sono mocinho? — Colocou as mãos na cintura. Barry sorriu enquanto se aproximava.
Vamos nos deitar. — O pegou no colo. — Talvez agente convença sua mãe a não ir trabalhar amanhã.
O que? — Ela arqueou as sobrancelhas. — De jeito nenhum, não posso.
Ah, mamãe... — Seus olhos ficaram tristes. — Por favor? Agente não pode passar o dia juntos?
Ah, amor... — Barry se sentiu mal por te tocado naquele assunto. Laurel viu o namorado balbuciar um "foi mal", ela balançou a cabeça para os lados, vagarosamente. — Eu tenho uma reunião importante.
De novo? — Reclamou.
A mamãe está importante, Lyon. — Brincou tentando concertar o que fez. — O que você acha de passarmos o dia com as gêmeas? Eu ligo para a Felicity.
Pode ser. — Ele dizia uma coisa e sua voz dizia outra: "Queria ficar com vocês dois". Laurel suspirou.
Eu vou ver se consigo sair mais cedo. Depois da reunião. O que acha? — Ele a olhou com os olhos brilhando.
Sério, mamãe? — Ela e Barry sorriram.
Muito sério. — Pegou em seu rosto para beija-lo na bochecha.
Mamãe você está me amassando... — Reclamou e os mais velhos riram.
Você está tão ranzinza.
Não estou não... Não é, tio Barry?
Claro que não. — Laurel arqueou as sobrancelhas, Barry sorriu, fingindo não ver. — Agora vamos deitar. Já está mesmo, muito tarde. — Caminhou com o garoto no colo e a namorada do seu lado, até o quarto que dividia com ela, quando dormia ali.
**--**

***Uma semana Depois***

Laurel — https://i.pinimg.com/564x/d6/af/f7/d6aff724cfda15820258f379c8954509--white-lace-tops-a-skirt.jpg

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Caitlin — https://i.pinimg.com/474x/b0/b4/f1/b0b4f1eafaad4cac91d07ac2d30f8e0a--fashion-office-dress-summer.jpg

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Cadê o Lyon? — Laurel perguntou depois que cumprimentou Tommy e Caitlin. Ela tinha ido buscar o filho, que tinha passado o final de semana com o pai.
Está lá em cima. Nosso filho tem um novo hobby... — Laurel arqueou as sobrancelhas. — Vigiar Kitty. — Laurel sorriu.
Tem que ver... Ele fica o tempo todo perto dela. — Cait achava muito fofo o carinho que seu enteado dava para sua filha.
E como vocês estão? — Barry se pronunciou.
Estamos bem. — Sorriu. — Não tem com o que se preocupar.
Bom, isso é impossível. — Tommy concordou.
Já que estão aqui, por que não ficam para jantar? — Cait convidou.
Não vai ser problema?
Que nada. — Deu de ombros.
Não foi Tommy quem fez, né? — Tommy fechou a cara e os outros riram.
Não. Foi a governanta, deixou tudo pronto antes de ir embora.
Laurel, você ainda vai me pedir perdão por esse insulto. — Ela riu.
Lyon disse que você tem aprendido.
Eu sou foda. — Caitlin lhe deu um tapa no braço. — Foi mal pela palavra.
Ah, então isso também acontece com você, Cait? Tommy vivia levando tapas de mim por causa disso.
Parece que ele não aprendeu, Laurel.
Se juntaram para falar mal de mim. — Bufou.
E de quem é a culpa?
E você está falando de que? Meu filho aprendeu a retrucar com quem?
Isso é verdade. A cada dia ele está mais hábil para retrucar.
Isso é um dom que nem todos têm. — Barry brincou e levou dois tapas, um de cada garota. — A mão de vocês é pequena, mas tem uma força...
Eu que o diga!
Parem de ser reclamões. — Laurel olhou para Cait. — Eu posso subir para chamar Lyon?
Não precisa nem perguntar, Laurel. — Sorriu. — Eu vou com você.
Esperamos vocês aqui.
Enquanto isso vocês podem colocar a mesa. — Tommy e Barry reviraram os olhos e as garotas subiram as escadas conversando.
Vai se acostumando, Laurel ama mandar.
Digo o mesmo. — Barry retrucou. — Vamos logo fazer isso.
Você acreditaria se eu dissesse que eu não faço a menor ideia de onde ficam os pratos? — Ele arqueou as sobrancelhas. — Minha governanta sempre coloca a mesa... — Barry balançou a cabeça.
E de quem é o apartamento? — Foram para a cozinha.
Eu não tenho culpa dela mudar as coisas de lugar toda semana.
Então peça que ela não o faça.
Viu? É isso que Lyon anda fazendo. Para tudo tem uma resposta na ponta da língua. E a culpa é sua! — Barry abriu outra porta do armário e encontrou o que procurava. Os pegou e colocou na mesa.
Eu não posso fazer nada se ele tem observado meu jeito de falar. — Tommy bufou descrente.
Kitty não vai aprender isso.
Ela tem outras coisas para aprender comigo. — O outro revirou os olhos. — Como você disse agora a pouco... Eu sou foda!
Ei! — Eles olharam para trás. — O que eu disse sobre esse tipo de palavreado?
Foi ele quem começou. — Apontaram um para o outro.
Pareceram duas crianças agora. — Cait e Laurel reviraram os olhos. Lyon ria.

**--** **--**

Felicity veio te ver? — Elas subiam as escadas para chamar Lyon.
Sim. Ela, as gêmeas e Oliver.
Eu fiquei surpresa quando soube. Eles estavam escondendo muito bem... — Cait riu. — O que?
Você não morou com ela. Ela não sabia nem disfarçar.
Eu fico feliz pelo Oliver. Ele merece ser feliz novamente.
A Felicity também. — Seu olhar ficou sombrio. — Ela já passou por coisas horríveis.
Eu não sabia.
Ela não gosta de falar, sobre. — Deu de ombros. — Proibiu até eu e Barry de falar sobre isso com alguém.
Deve ter sido realmente sério.
O que eu posso dizer é que minha amiga passou parte da vida dela com medo do mundo lá fora. — Laurel arqueou as sobrancelhas. — Ela já foi sequestrada Laurel. — A mulher ficou surpresa.
Nunca imaginaria...
Um dia eu conto para você. Até porque ela pode precisar de ajuda.
Como assim? — Cait balançou a cabeça para os lados. — Você me diz isso e depois me deixa no escuro...
Foi mal. Quando eu vi já estava desabafando.
Está tudo bem. Sempre que precisar conversar com uma mulher e não puder ser com a Felicity... Estou aqui.
Obrigada mesmo Laurel. — Sorriram uma para a outra. Cait abriu a porta do seu quarto e quando ambas entraram, viram em cima da cama, em volta de vários travesseiros, Lyon e Kitty dormindo. A garotinha segurava dois dedos de Lyon, enquanto chupava uma chupeta rosa claro com flores de cerejeira em volta.
Ah, não. Espera que eu tenho que tirar uma foto. — Cait pegou seu celular do bolso da calça.
Manda pra mim depois? Meu celular está com o Barry.
Claro. — Ela tirou umas quatro e sorriu. — Pronto.
Então eu vou acorda-lo. — Laurel se aproximou, se sentando no canto da cama, passando uma das mãos no cabelo do menino, chamando-o baixinho. Lyon começou a abrir os olhos. — Amor, vamos jantar?
Mamãe, você chegou. — Sussurrou coçando os olhos.
Sim. Vamos jantar antes de irmos.
Tio Barry também veio? — Cait sorriu e Laurel se levantou.
Sim. Está lá embaixo arrumando a mesa. — O menino se sentou.
E a Kitty?
Ela ainda vai dormir muito Lyon... Eu espero. — Sussurrou a última parte.
E então... Vamos jantar? — Ele assentiu, se levantando da cama.
Tia Cait, posso levar o tablet pra eu passar as fotos da Kitty para o meu?
Cadê o seu tablet? — Laurel arqueou as sobrancelhas.
Esqueci em casa, mamãe. — Ela assentiu.
Lyon, você pode pegar meu tablet, okay? Você me devolve no final de semana. — Piscou para ele. Lyon sorriu animado enquanto descia com a mãe e a tia para a cozinha onde ouve seu tio Barry dizer uma palavra estranha, sua tia brigar por causa daquilo e seu pai e tio acusarem um ao outro, o que faz ele rir.

Notas finais
E então, o que acharam? Queria mostrar como Barry se sentiu quando Kitty nasceu. Assim como Lyon, afinal ele agora têm uma irmãzinha. Espero mesmo que tenham gostado. Por favor, comentem. Data de Lançamento: 14/01 Prévia Aconteceu alguma coisa Senhor Queen? - Ah, aquilo foi o bastante para eu estourar de vez. Ela estava se fazendo de sonsa. Quem em sã consciência ficaria calma na minha situação? Além do fato de você torturar psicológicamente minhas filhas? - Quando dei por mim já tinha falado e muito alto. Decidi fechar a porta da sala das gêmeas antes de continuar. Agora eu falaria tudo que estava engasgado na minha garganta. Oliver me olhou surpreso e as meninas me abraçaram. Suas... - Ela tentou falar alguma coisa, mas eu a cortei. Eu não terminei. - Rosnei. Um pouco baixo dessa vez. - Você não tem vergonha de fazer isso com crianças? Elas já sofreram demais para vir uma "ninguém" de sei lá de que fim de mundo você veio, para transformar a vida delas num inferno. E-Eu não... - Gaguejou e olhou para as gêmeas. Não olha para elas. - Rosnei novamente. Seus olhos voltaram para mim, enquanto Oliver só observava. - Sou eu quem está falando com você. Eu... - A interrompi novamente. Crianças normalmente falam o que não deve. Fazer o que? Nem todas recebem a mesma educação. - Ela me olhou surpresa. - Crianças são puras, não veem que palavras também machucam... Por isso dá para entender. Mas você? Uma adulta que sabe o que é certo e o que é errado, fazer algo assim?... É falta de caráter. - Ela me olhou incrédula. Uma mulher nos interrompeu. Com licença. - Olhamos para a senhora que se aproximava. - Senhor Queen, vocês poderiam me esperar na sala de reuniões? Minha secretária os acompanhará. - Ele assentiu. - Entrem meninas... - Elas me olharam. Está tudo bem. - E só assim elas entraram, mesmo que estivessem temerosas.