Kupidon

12 Capítulo Sete


Notas iniciais
Bom dia! E minha internet colaborou! Obrigada a quem rezou por isso. Já não aguentava mais aquele cai, cai. Agora eu preciso de um notebook novo porque ele está dando problemas. Vamos torcer para que ele "viva" pelo menos mais esse ano. kkkk Bom, esse capítulo tem MUITO Olicity Espero que gostem. Boa leitura!

**Felicity**


Bom dia. — Sorriu falsamente. — Você seria a babá das Queen? — Arqueei minhas sobrancelhas. Assim que bati meus olhos na ruiva, percebi que eu não gostei dela. As gêmeas me disseram que era "ela" a professora "mal amada" apelido dado carinhosamente por mim. Sentiram a ironia? Minha vontade era de dar na cara dela, mas tinha que me segurar.
Não. Eu não sou. — Eu estava séria, enquanto ela continuava com aquele sorriso no rosto. — Mas isso não é da sua conta, é? — Ela quem arqueou as sobrancelhas dessa vez. Seu sorriso se desfez ao ouvir minha resposta grosseira. Eu não iria polpar munição.
Eu preciso saber, senhorita. Afinal, sou a professora delas e você está acompanhando-nas. — Tentou se explicar e o sorriso que estava em seu rosto quando cheguei, já não se encontrava no momento. Ela estava séria, assim como eu. — Entrem. A aula começará. — Elas tremeram e eu não gostei.
Você é a professora nova certo? — Segurei as meninas perto de mim.
Sim. Comecei em setembro do ano passado. — E novamente o sorriso falso voltou á sua face. Pedia a Deus que Oliver chegasse para me impedir de dar na cara dela.
Entendo. Elas me falaram de você...
Ah... — Olhou para minhas pequenas e novamente não gostei de seu olhar para cima delas. — Você poderia, agora, me dizer quem é você? — E eu sorri presunçosa. Oliver passou na minha frente, respondendo á sua pergunta, falando alto e claro de uma forma que até dava medo. Por isso gostei ainda mais quando percebi que ela tremeu ao ouvir sua voz.
Minha namorada. — Ela olhou para trás encontrando meu namorado se aproximando.
Oh. Eu... En... Entendo. — Gaguejou e me deu uma vontade de sorrir, mas continuei séria. — Se-Senhor Queen. — O cumprimentou gagueando novamente. — Eu sou a nova professora... — Oliver a interrompeu.
Eu sei quem é você. — Ele falou um pouco mais alto, sua voz irradiando raiva. Olhei para a sala e os alunos observavam a cena que acontecia entre eu, meu namorado e a professora das gêmeas, por isso achei melhor fazê-lo se acalmar um pouco. Pelas crianças.
Oliver. — O chamei. Ele não me olhou, coloquei minha mão direita em seu braço direito e senti que ele tremia. Reprimi um suspiro. Eu tinha que acalma-lo, apesar de que eu quem precisava ser acalmada para não dar na cara da professora em nossa frente. Olhei novamente para as crianças da sala e elas ainda olhavam a cena, algumas até se aproximaram um pouco mais para ver o que acontecia. Crianças realmente eram curiosas. — Oliver... — Dessa vez ele me olhou. — Precisa ficar calmo. — Apontei para as crianças da sala com os olhos. Ele respirou fundo fazendo o que pedi. Parecia se segurar para não fazer uma besteira e ele não era o único.
Aconteceu alguma coisa Senhor Queen? — Ah, aquilo foi o bastante para eu estourar de vez. Ela estava se fazendo de sonsa. Quem em sã consciência ficaria calma na minha situação?
Além do fato de você torturar psicologicamente minhas filhas? — Quando dei por mim já tinha falado e muito alto. Decidi fechar a porta da sala das gêmeas antes de continuar. Agora eu falaria tudo que estava engasgado na minha garganta. Oliver me olhou surpreso e as meninas me abraçaram.
Suas... — Ela tentou falar alguma coisa, mas eu a cortei.
Eu não terminei. — Rosnei. Um pouco baixo dessa vez. — Você não tem vergonha de fazer isso com crianças? Elas já sofreram demais para vir uma "ninguém" de sei lá de que fim de mundo você veio, para transformar a vida delas num inferno.
E-Eu não... — Gaguejou e olhou para as gêmeas.
Não olha para elas. — Rosnei novamente. Seus olhos voltaram para mim, enquanto Oliver só observava. — Sou eu quem está falando com você.
Eu... — A interrompi novamente.
Crianças normalmente falam o que não deve. Fazer o que? Nem todas recebem a mesma educação. — Ela me olhou surpresa. — Crianças são puras, não veem que palavras também machucam... Por isso dá para entender. Mas você? Uma adulta que sabe o que é certo e o que é errado, fazer algo assim?... É falta de caráter. — Ela me olhou incrédula. Uma mulher nos interrompeu.
Com licença. — Olhamos para a senhora que se aproximava. — Senhor Queen, vocês poderiam me esperar na sala de reuniões? Minha secretária os acompanhará. — Ele assentiu. — Entrem meninas... — Elas me olharam.
Está tudo bem. — E só assim elas entraram, mesmo que estivessem temerosas.
Você vem comigo. — Sua voz soou séria enquanto falava com a "sem noção". Eu e Oliver seguimos a secretária pelos corredores, um pouco longe da sala das meninas, no segundo andar, ficava a sala de reunião. Assim que a mulher nos deixou sozinhos, Oliver me olhou.
Você me surpreendeu. — Disse sorrindo.
Estava me segurando para não dar na cara dela. — Ele riu.
Provavelmente ela temeu mais á você que á mim. — E eu não pude deixar de sorrir. — Gostei quando disse "minhas filhas". — E só agora eu me lembrava desse episódio.
Não ficou irritado por isso?
Felicity, por que eu ficaria? — Dei de ombros. — Você estava defendendo... — Sorriu novamente. — "Nossas" filhas. — Ele enlaçou minha cintura e eu coloquei minhas mãos em seus braços.
Não gostei do olhar que ela deu para as gêmeas... Pareceu que as ameaçava.
A diretora vai demiti-la. Eu exigi isso.
Ela merecia uns tapas também... — Ele riu novamente. — É sério. Eu não me oporia a isso, na verdade me candidataria.
Meu amor, fica calma. — E eu me apaixonei novamente por ele, só pelo jeito que ele me chamou. Sorri. — Sabe que eu te amo ainda mais pelo que fez?
Muito? — Roçou os lábios nos meus.
Muito.
Eu te amo. — E com isso ele tomou meus lábios. Me fez andar para trás enquanto nos beijávamos. Suspirei entre o beijo. Ele passou uma das mãos na minha coxa esquerda, por baixo da saia do vestido e apertou forte, com certeza ficaria roxo, mas não me importo. Senti minhas pernas baterem em algo que não deu para identificar, por causa do beijo. Seus lábios largaram os meus e passaram para meu pescoço, deixando leves mordidas pelo caminho. Oliver me levantou e me colocou sentada numa mesa, acho eu, ficando entre minhas pernas. E logo me lembrei onde estávamos.
Oliver. — Ele começou a distribuir beijos em todo meu pescoço. — Oliver... — Sussurrei enquanto tirava suas mãos que apertavam minhas coxas por baixo do vestido. — Estamos na escola das suas... — Ele pigarreou. — Nossas... — Sorrimos um para o outro. — Nossas filhas. — Ele havia parado com os beijos, mas as mãos continuavam nas minhas coxas, por mais que estejam em cima do vestido.
Eu sei. Mas você me enlouquece. — Sussurrou e eu corei. — Adoro te ver assim... Coradinha. — Bati em um de seus braços e sorri.
A diretora deve estar chegando. — Ele assentiu e me ajudou a descer da mesa. Cinco minutos depois a mulher entrou na sala, eu e Oliver nos olhamos, sua mão direita estava na minha cintura. Foi por muito pouco.
Obrigada por me esperar Senhor Queen. — Ela me olhou. — Me desculpe, nem me apresentei. — Sorriu. O dela foi verdadeiro. — Eu sou Myia Williams. A diretora da escola.
Felicity Smoak. — Sorri de volta.
Oh... — A olhamos curiosos. — Então é você?
Ér... — Oliver me olhou. — Você me conhece? — Ela riu e negou.
Não. Há alguns dias a professora de português pediu para que as crianças da sala das gêmeas fizessem um texto, contando sobre um dia especial. — Sorriu. — E no texto das gêmeas tinha seu nome. — Eu estava surpresa. — A professora me mostrou a redação das duas. Ela tinha percebido que ambas estavam mais soltas na sala de aula. Que apesar de ainda estarem um pouco arredias... Elas já brincavam com outras crianças. E então veio esse texto. E eu imaginei que você fosse a razão da mudança das Queen.
A mudança foi tanta assim?
Sim, Senhor Queen...
Oliver. Pode me chamar de Oliver. — Ela assentiu e eu? Eu ainda estava surpresa.
Como o senhor pediu... Pedi para que a psicóloga da escola passasse alguns minutos com elas pelo menos três vezes na semana. E ela me disse que ambas falam muito sobre sua... — Ela não sabia como me definir e arqueou as sobrancelhas. — Ahn...
Namorada. — E ela ficou surpresa.
É tão raro crianças nessa idade aceitar uma namorada tão facilmente.
Com Felicity foi rápido. Nós nem namorávamos ainda... — Explicou.
É tão raro. — Repetiu. — A psicóloga deve estar chegando para falar com vocês.
Não vai ter problema? — Olhei para meu namorado. Já estávamos sentados em volta de uma mesa, com a diretora á nossa frente. — Por causa da empresa.
Não. Meu pai está cuidando de tudo. — Arqueei as sobrancelhas. Quando ele tinha ligado para Robert que eu não tinha percebido? — Liguei quando estava indo atrás de você, na sala das gêmeas. — Respondeu ao meu pensamento e então eu soube que eu tinha falado alto. Logo duas mulheres entram na sala. Nos cumprimentamos e assim que eu disse meu nome as duas se surpreenderam e eu imaginei que elas fossem a professora de português e a psicóloga.
Elas falam muito de você. — Disse Lia, a psicóloga. — Tanto quanto no pai. Até mais... — Sorriu. — Isso é bom, porque agora elas tem mais uma pessoa para quem recorrer quando algo acontecer.
Elas não falaram nada sobre a escola? — Oliver perguntou.
Sempre mudavam de assunto quando eu perguntava...
Felicity descobriu. — Me olhou surpresa.
Isso é muito bom. Isso quer dizer que elas confiam em você.
Elas mudaram muito. Estou aqui á dois anos e ano passado foi minha primeira turma do fundamental... — Comentou Nathaly, a professora de português. — Nunca tinha visto crianças tão arredias...
Myia nos disse o que a professora de artes fez. E na minha opinião, isso acarretou um bloqueio nelas. — Assentimos.
Entendo. O que podemos fazer?
Continuem fazendo com que elas falem sobre o dia a dia. Não deixem que elas escondam coisas de vocês, isso pode piorar a saúde mental delas. Elas confiam em você... — Apontou para mim. — Use isso á seu favor.
Esse foi o texto que elas fizeram á alguns meses. — Eu e Oliver pegamos as folhas e começamos a ler. Eu estava emocionada. Elas descreveram o dia em que foram conhecer meu apartamento. Ler o que elas escreveram me fez ficar ainda mais apaixonada por elas.


**Felicity**
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Não da para acreditar que esse tempo todo, era uma professora quem era a culpada pelos pesadelos das gêmeas. — Oliver e Felicity haviam chegado duas horas depois do horário de trabalho. E agora o filho contava para o pai o que tinha acontecido na escola das filhas.
Eu exigi que ela fosse demitida e já foi feito. — Robert assentiu.
E Felicity? — Ele tinha se surpreendido com a namorada do filho. — Estou impressionado... E surpreso também. — Sorriu. — Mas eu gostei de como ela as protegeu. Ela realmente é especial.
Concordo. Estou feliz com ela.
E eu fico muito feliz por você, filho. Você merece ser feliz. — Oliver assentiu.
Bom, eu tenho que voltar para minha sala. — Se despediram e Oliver saiu.


**--** **--**


E as meninas? — Estava deitada na cama de Oliver. Como sua amiga ainda estava no hospital, ela ficaria sozinha em seu apartamento, mas Oliver e as gêmeas convenceram-na a dormir no apartamento deles aquela noite.
Dormiram, finalmente. — Se deitou ao lado da namorada que deitou com a cabeça no peito do namorado. — Você não foi falar com Malcom hoje.
Eu expliquei que precisava ficar com as gêmeas e ele entendeu. — Suspirei. — Mas eu disse que amanhã sem falta, teríamos nossa conversa.
Que horas? — Felicity levantou a cabeça para olhar nos olhos de Oliver.
Na hora do almoço.
Então, eu vou buscar as gêmeas, passo nos meus pais e depois te busco na casa dele, quando terminar sua conversa.
Tudo bem. — Ela sabia que não adiantaria negar. Ele iria busca-la de qualquer forma.
Tudo bem? — Arqueou as sobrancelhas. — Não vai questionar?
Não. Vai adiantar?
Não. — Felicity sorriu. Oliver aproximou os rostos para beija-la e foi correspondido no mesmo instante. O fogo entre eles acendeu numa rapidez incrível. Oliver colocou Felicity por baixo de si. A loira passou ambas as mãos para debaixo da camisa do namorado que a ajudou a retira-la. Oliver não esperou muito, retirou a camisola de Felicity, passando a beijar toda a extensão de seu corpo, parando por alguns minutos em seu pescoço. Felicity suspirava a cada beijo, gemeu quando Oliver apertou as mãos em suas coxas e o sentiu subindo-as até chegar perto da calcinha. Não demorou muito para tira-la também e voltou seus lábios para os lábios da namorada. Eles eram viciantes. Nenhum deles pensavam em seus atos no momentos, apenas queriam sentir o corpo um do outro. Faze-los sentir aquele prazer remanescente, tudo que queriam era deixar aquela paixão abrasadora evoluir. Eles se amavam, mesmo com tão pouco tempo juntos, já não conseguiam ficar longe um do outro, o que eles sentiam um pelo outro era tão grande que sufocava. Mas não se importavam. Tudo que importava para ambos era demonstrar um ao outro o quanto se amavam.
**--**
O casal dormia abraçados. Parecia que naquele dia o despertador estava colaborando com eles, pois não havia tocado. Não faziam ideia que estavam extremamente atrasados, suas filhas ainda mais. Oliver respirou fundo, apertou seu braço esquerdo na cintura da namorada e começou a acordar aos poucos. Sorriu ao vê-la dormindo tão leve. Se lembrava bem da noite "deles", ele se lembrava de cada detalhe. Felicity começou a se mexer aos poucos e ele apenas continuou a observa-la. A ouviu respiral fundo, dando sinal de que estava acordando.
Bom dia, meu amor. — Sussurrou próximo ao seu ouvido.
Humm... — Oliver sorriu. Alguns segundo depois ela o respondeu. — Bom dia.
Parece cansada. — Comentou sabendo o que aquilo faria com ela. Felicity abriu os olhos no mesmo momento, surpresa.
Oliver! — Exclamou enquanto corava.
O que foi? — Se fez de desentendido.
Esquece. — Murmurou. — Quantas horas? — Oliver olhou no relógio em cima da mesa de cabeceira, atrás de Felicity e se assustou, estavam muito atrasados. Olhou para a Felicity. Ela com certeza teria um ataque, era o que ele pensava.
Bom... — Olhavam nos olhos um do outro. — Sabia que eu amo você?
Oliver? — Suspirou.
Estamos atrasados.
Atrasados quanto? — Tentou se levantar, mas o namorado a deteve, rolando com ela na cama, se posicionando por cima.
Não se preocupe. Ligarei para meu pai...
De novo? — Arqueou as sobrancelhas não gostando nada daquilo.
Um dia a mais, um dia a menos, não vai ser problema. — Lhe deu um selinho. Precisava acalma-la.
Pra MIM é um problemão! — Exclamou.
Meu amor, já estamos três horas atrasados... — Ela se assustou. Oliver pegou seu celular sem solta-la, digitou uma mensagem simples para o pai rapidamente, enviou e o colocou de volta na mesa de cabeceira, perto do de sua namorada.

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Não acredito nisso. — Murmurou. — Eu devia ter ficado no meu apartamento.
Felicity, agora não adianta mais reclamar. — Ela bufou. — Vai melhorar seu humor se eu disser que eu amei a nossa primeira noite?
Eu também. — Ela sorriu.
Já te disse que te amo? — Sorrindo ela negou. — Eu te amo!
Eu também te amo! — Oliver apertou sua cintura fazendo-a suspirar, enquanto beijava o pescoço da mesma. — Oliver... — Sussurrou enquanto arqueava o corpo. — Precisamos... — Os beijos no pescoço continuaram, com a diferença de algumas mordidinhas que ele dava, fazendo-a interromper o que ia dizer. — As gêmeas devem acordar logo e como não vamos... — Gemeu. — Trabalhar... Oliver! — Segurou sua mão que apertava sua coxa direita firmemente. — Precisamos tomar um banho rápido, as meninas vão acordar logo. — Disse olhando-o nos olhos. Suspirando ele assentiu.
Tudo bem. — Disse desgostoso. — Precisamos tomar café da manhã também
Café ou almoço? — Perguntou rindo.
Decidimos depois do banho. — Desceu da cama e puxou a namorada para fazer o mesmo. Ela corou. — Juntos... — Começou a mordiscar seu pescoço enquanto andava com ela em direção ao banheiro. Atacou seus lábios assim que entraram no mesmo, fechando a porta com um dos pés.


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Bom dia, minhas princesas. — Felicity havia deixado o namorado no quarto conversando no celular. Eles haviam acabado de se vestir quando o aparelho começou a tocar, então a loira achou melhor ir preparando o almoço, já que acordaram tarde. Já se passava das 11h30min. Ligara para Malcom á alguns minutos avisando que 14h ela estaria lá.
Bom dia. — Coçavam os olhos. — Agente não foi pra escola. — April complementou.
Não querida, acordamos tarde...
Então agente pode ficar o dia todo juntos? — Felicity se aproximou.
Duas horas vou ter que sair... — Elas ficaram tristes. — Mas podemos jantar juntos. — Ainda amuadas e de braços cruzados, April perguntou.
Vai dormir com agente hoje?
Não. Hoje irei para o meu apartamento.
Ah Lissy. — Reclamaram ao mesmo tempo.
Nos veremos amanhã. — Mesmo que não gostasse de vê-las daquele jeito, não podia dar o braço a torcer dessa vez.
Mas agente queria... — Murmurarão.
Bom dia, minhas pequenas. — Oliver entrou na cozinha abraçando as filhas, percebendo que ambas estavam emburradas. — O que houve?
A Lissy disse que vai dormir no apartamento dela hoje, papai. — Se olharam.
Amanhã nós a buscamos antes de irem para a escola. — Elas assentiram.
Então está combinado. — Felicity disse, chamando a atenção dos Queen. Ela se virou para terminar o almoço. Achou melhor fazer um macarrão, era rápido e prático. Oliver se aproximou.
Que horas você tem que estar no Malcom? — A abraçou por trás, deixando um beijo casto em seu pescoço.
Ás duas horas. — Estremeceu quando Oliver começou subir a mão esquerda que estava na coxa, subindo sua saia junto.
Oliver! — Repreendeu. — Suas filhas. — Oliver retirou a mão e a saia desceu.
Agora elas são "minhas"?
Não. É que... — Se virou e percebeu que as gêmeas não mais estavam no cômodo. Olhou para Oliver.
Tudo bem. — Foi até a geladeira pegar uma jarra de suco.
Oliver? — Ele a olhou, enquanto devolvia a mesma para a geladeira. — Eu as amo como se fossem minhas, você sabe disso, não sabe? — Suspirando, Oliver se aproximou novamente.
Eu sei. Não se preocupe, não fiquei chateado. — A abraçou pela cintura. — Só gostaria que não mudasse o que disse ontem.
E não mudo... Nenhuma palavra! — Colocou os braços em volta do pescoço do namorado. — Só acho que deve primeiramente conversar com as gêmeas. Ontem falei sem pensar, perto delas... — Ele assentiu.
Farei isso. — Foi a vez de Felicity assentir. — Aproveitarei que estará com seu pai para conversar com elas.
Pai é muito cedo, não?
Você sempre quis conhecê-lo, certo? — Novamente ela assentiu. — Então não reprima esse sentimento. Ele é seu pai, sendo cedo ou não! — Felicity sabia que ele estava certo, mas assim mesmo era difícil. Eles não sabiam nada um do outro. — Deixe-o falar tudo e depois você decide se quer ou não se aproximar.
Eu... Eu não acho que ele tenha alguma culpa. — Sussurrou. — Depois de três dias... A raiva e a mágoa que eu senti por ele ter escondido de mim a verdade, simplesmente passou.
Porque ele realmente não teve culpa. Não deveria saber como te dizer que era seu pai... Ele mesmo deveria estar confuso com tudo. — Felicity concordou. — Deixe-o se aproximar, vocês merecem conhecer um ao outro.
Obrigada por tudo. — Ela o beijou, mas foi curto. Logo voltou seus olhos para o macarrão e o empurrando levemente, conseguiu voltar para o fogão.
Sempre que precisar! — Se sentou de frente para a bancada, podendo ver sua namorada por inteira. — Não sabe o quanto está gostosa nessa mini saia.
Ela não é mini. — Resmungou e ele riu.
Ainda bem que você não usa isso fora de casa. — Felicity o olhou.
Você acha que eu deveria usar? — Provocou.
De jeito nenhum. — Felicity riu. — Sabia que eu amo sua risada?
E eu amo a sua. — Despejou a água com o macarrão no escorredor. — Eu preciso ligar para a Cait.
Ela deve sair hoje, não? — Felicity assentiu.
Mas eu não sei se ela vai para o meu apartamento ou o do Tommy. Os dois estão parecendo casados... — Oliver a observava gesticular com as mãos. — Ela até colocou o apartamento dela para alugar...
Eles estão juntos á mais tempo que nós. É bem provável que Tommy não a deixe voltar para o seu apartamento. — Mesmo que quisesse fazer o mesmo convite para Felicity, ele sabia que ela acharia muito cedo.
Ficarei sozinha no meu apartamento... — Suspirou. Fazia um tempo que não ficava sozinha e saber que isso aconteceria de agora em diante, a amedrontava um pouco.
É só você passar mais tempo aqui... — Felicity o olhou. — Comigo... E com as gêmeas. — Desligou o fogo que estava esquentando o molho de tomate.
Oliver eu não posso dormir aqui... — Foi interrompida.
Não digo pra você dormir aqui todos os dias... — Felicity se aproximou e ele a puxou para mais perto. — Você passa o dia aqui e á noite te deixo em casa. — Felicity podia negar, mas não pode. O amava demais para isso, por isso assentiu enquanto roçava sua boca na dele. Sorrindo ele a beijou e novamente foi curto, pois suas filhas os interromperam, ao entrar no cômodo.
Tô com fome! — Disseram juntas, fazendo com que tanto Oliver quanto Felicity sorrissem.
Já terminei o almoço. Já ia chama-las. — Se sentaram á mesa e começaram a comer num clima "família". April e Amily se divertiam, gostavam de ter o pai e Felicity juntos, sentiam que a família estava completa, com Felicity por perto o tempo todo. Depois de terem um almoço tranquilo e familiar, foram todos se arrumar. Oliver deixaria a namorada com o pai e depois passaria na mãe para vê-la, já que a mesma anda reclamando de sua ausência. Havia ligado mais cedo para Diggle e lhe dera folga naquele dia, já que não iria trabalhar. O homem havia ligado para o amigo muitas vezes naquela manhã, por causa do trabalho, mas o aparelho estava mudo.

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April - http://imagens.passarela.com.br/passarelaEstatico/imagens/produto/8050148102/8050148102_1_G.JPG


Amily - http://imagens.passarela.com.br/passarelaEstatico/imagens/produto/8020191002/8020191002_1_M.JPG


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Lissy, por que você vai ficar aqui? — Amily perguntou assim que o pai chegou na casa dos Merlyn.
Bom... — Se interrompeu propositalmente. Não sabia o que responder.
Ela tem que conversar com o Senhor Merlyn, princesa. — Oliver respondeu.
Mas por que? — Perguntaram juntas.
Vocês podem guardar um segredo? — Felicity se abaixou na altura das pequenas e elas assentiram. Oliver apenas observava. — Eu não conhecia meu pai e agora eu o encontrei.
Por que você não conhecia seu papai? — April quem perguntou dessa vez.
Aconteceram algumas coisas Apple. O fato é que ele nunca soube de mim...
E por que sua mamãe não contou pra ele? — Oliver quem respondeu.
Amy, isso é coisa de adultos. As pessoas erram, fazem besteira... E a mãe da Lis não contou nada... Nem para ela e nem para o pai dela.
Ah. Você ficou triste, Lissy? — Amy perguntou em preocupação. Felicity sorriu.
Um pouco, querida. Mas está tudo bem agora. — O casal olhou um para o outro.
E quem é seu papai? — Felicity olhou para April.
É o senhor Merlyn. — Ambas ficaram surpresas.
O papai do tio Tommy e da tia Thea?
Isso mesmo, mas isso é segredo... — Oliver se abaixou para explicar. — Vocês não podem dizer isso á ninguém, okay?
Ninguém sabe?
Só a tia Cait e o tio Tommy. — E elas assentiram sorrindo. A porta se abriu assim que a conversa terminou. Malcom sorriu, cumprimentando Oliver, Felicity e suas filhas.
Por que não entraram?
Estava me despedindo. — Sorriu para a "família". — Eu ligo mais tarde. — Felicity que tinha se levantado para cumprimentar o pai, se abaixou novamente para abraçar as "filhas".
Não vai demorar? — April perguntou agoniada. Tanto ela quando a irmã queriam passar o dia com Felicity.
Logo estarei com vocês. — Se levantou e recebeu um selinho de Oliver. — Você vai ajudar Tommy a levar as coisas de Cait? — Ele assentiu. Tommy havia ligado um pouco antes de saírem do apartamento e pediu a ajuda de Oliver. Aproveitando que ele estava de "folga", eles iriam preparar o quarto de Kitty no apartamento de Tommy e pegar as coisas de Cait no meu apartamento.
Nos vemos mais tarde. — Ela o beijou e o esperou entrar no carro e sair com o mesmo. Seu pai indicou a porta e entraram.


**--** **--**


Você está confortável? — Se sentaram na sala, um de frente para o outro.
Mais ou menos. — Sussurrou. — E sua esposa?
Ela achou melhor nos deixar a sós.
Entendo. — Sussurrou novamente. Não sabia como conversar com o homem á sua frente. — Posso fazer uma pergunta? — Dessa vez sua voz saiu normal.
É claro. É para isso que estamos aqui. — Felicity respirou fundo antes de fazer a pergunta.
Você nunca imaginou que poderia ter deixado minha mãe grávida?
Não. Nós tínhamos um relacionamento complicado... Eu ainda era casado e ela dizia não se importar. O combinado foi ela se prevenir... Então, nunca pensei que poderia ter deixado uma herdeira. Sua mãe havia dito que me amava no dia em que fui terminar tudo com ela e então ela ficou furiosa por eu estar terminando com ela e por isso me mandou ir embora para sempre. Para que eu nunca mais a procurasse.
Ela não tinha esse direito. — Ele ainda a olhava. — Você nunca prometeu nada a ela, certo?
Não. Eu disse que não estava a procura de um relacionamento sério e ela aceitou. Eu gostava da sua mãe, ela era divertida... Mas eu nunca a amei.
Ela não tinha esse direito. — Repetiu. — Ela queria te punir por não ter correspondido seus sentimentos. — Ela se lembrou de alguma forma daquele homem, o homem da qual ela sentia tanto medo. Balançou a cabeça se negando a pensar nele. — E a mim? Ela não pensou em mim?
Ela deveria estar pensando no coração machucado dela... Mas isso não quer dizer que ela não te ame.
Não. Ela me fez pensar que meu pai havia me abandonado.
Eu sei. Fiquei sabendo disso. — Ele havia pedido que Tommy lhe contasse. Não queria que a filha sofresse ao contar a ele. — E eu entendo sua revolta, mas não fique com raiva da sua mãe.
Como você ainda a protege depois do que ela fez a você?
Ela fez uma escolha, querida. Ela escondeu de mim sobre você, mas ela te amou e ainda te ama. Não posso negar que ela te criou muito bem...
Não posso. Ela não podia ter feito isso comigo. — Ele percebia que a filha ainda tinha mágoa da mãe e não era isso que ele queria. Apesar de tudo, Donna fez parte de sua vida por alguns meses, ela o ouviu quando precisou desabafar, ela o apoiou mesmo sabendo que o errado era ele.
Querida, você tem duas escolhas: Perdoar sua mãe e aproveitarmos para nos conhecermos melhor ou continuar magoada com ela e deixar isso corroer e destruir sua alma.
Eu sei que está certo, mas... — Se interrompeu.
Sua mãe errou em esconder você de mim? Sim. — Disse depois de alguns segundos calados. — Mas vai melhorar continuar magoada com sua mãe? Não.
Ela me escondeu uma coisa tão importante por 22 anos.
Vamos esquecer isso. Podemos passar uma borracha nisso tudo... — Se sentou do lado da filha. — O tempo vai curar suas feridas. — Pegou em sua mão.
Obrigada. — Agradeceu olhando-o nos olhos.
Vou estar aqui para o que precisar. — Ela assentiu.
Você contou á alguém?
Sim. Robert.
Humm... — Não poderia ficar irritada, ela mesma contou para sua melhor amiga, então por que ele não pode fazer o mesmo? — Tudo bem.
Você quer deixar em segredo?
Não. — Ele sorriu. — Não quero esconder de Thea.
Ela vai ficar muito animada.
Mesmo? — Perguntou descrente. Ela adorava a cunhada e a outra sentia o mesmo por ela, mas não sabia como a menor iria reagir á notícia.
Sim. Quando ela descobriu que eu era seu pai, tive dificuldades em me aproximar. Ainda tenho. — Suspirou. Felicity por algum motivo não gostou de vê-lo triste. — Quanto ao Tommy... Eles se deram super bem. Era como se não tivesse mudado nada. Eles já se viam como irmãos.
Eu e ela nos damos bem.
E é por isso que eu sei que ela vai adorar ter você como irmã. — Ele se sentia feliz por Felicity estar menos arredia. — Mudando um pouco de assunto... — Felicity assentiu pedindo que ele continuasse. — Fiquei sabendo que a namorada de Tommy teve a criança. — Felicity sorriu. — Ele não vem em casa nos visitar desde esse acontecimento. Ela está bem? É uma menina, certo?
Sim, para as duas perguntas. — Sorriu animada. — E ela é tão linda... Seu nome é Kitty Meghan Allen.
Meghan? — Ele sabia que esse era o nome do meio de sua filha.
Cait deu a ideia e eu amei!
Vocês se conhecem á muito tempo?
Sim. Eu a conheci em Gotham, quando ela estava fazendo um estágio de poucas semanas. Depois ela me chamou para morar com ela em Central City e agora estamos aqui.
Vocês se mudaram muito. Por que? — Era essa a pergunta que Felicity temia. Mesmo assim respondeu sem gaguejar ou tremer, já tinha feito isso antes.
Eu ganhei uma bolsa em Gotham, mas fiz amizade com Cait e por isso consegui transferir minha faculdade. Depois a Cait recebeu um convite para ser chefe da pediatria em um dos hospitais mais renomados de Star e por isso viemos.
Entendo. — Ele desconfiava de que ela escondia algo, mas não disse nada. Não queria destruir o que estava tendo com a filha. — Você está mesmo saindo com Oliver? — Resolveu mudar de assunto.
SIM. — Sorriu se lembrando dos momentos deles juntos. — Estamos namorando.
Então, é mesmo sério? — Arqueou as sobrancelhas. Felicity riu enquanto mostrava o anel de compromisso que Oliver tinha lhe dado á poucas semanas.
É claro. Eu nunca pensei que me apaixonaria tão rápido. Ele me conquistou, eu não consigo mais ficar longe dele... Nem das gêmeas, elas me encantaram. Eu amo o Oliver. — Não sabia como, mas tinha conseguido se soltar mais com o pai, tanto que já estava contando coisas que ela nunca pensou que contaria á ele um dia.
Eu fico feliz por estar amando e por ser correspondida igualmente. — Sua expressão mudou. — Mas fico triste por estar perdendo minha filha.
Você não está me perdendo. — Se virou para ficar de frente para o pai. — Temos o tempo todo para ser pai e filha. — Ele sorriu apertando sua mão.
Eu fico feliz por estar me dando uma chance. — Ela sorriu. — Eu quero lhe dar meu sobrenome. — Isso a surpreendeu, não imaginava ouvir isso, não agora.
É sério?
Sim. Você o aceitaria? — Pergunta ansioso.
Sim. Eu adoraria. — Malcom, com sua mão esquerda, retirou a parte maior da franja que estava no olho da filha.
Você é tão parecida com sua mãe. — E Malcom percebeu que não devia ter tocado nesse assunto.
Posso parecer fisicamente, mas eu NUNCA faria com meu filho o que ela fez comigo. Em hipótese alguma.
Felicity, por favor, se esqueça do que sua mãe fez. Ela errou sim e feio, mas ela continua sendo sua mãe. — Pediu com carinho. — Tenho certeza que ela continua te amando, deve estar com saudades...
Esse tipo de amor... Eu não quero. — Malcom sabia que seria difícil para sua filha perdoar a mãe.
Não vamos mais falar sobre ela, está bem? — Preferiu. — Você quer comer alguma coisa?
Você que vai cozinhar? — Ele riu.
Não. A governanta não está, mas deixou umas coisas preparadas. — Se levantou indo em direção á cozinha, Felicity o acompanhou. — Espero que goste. Eu não sabia o que você gostava de comer, por isso pedi para que elas fizessem um pouco de tudo. — Felicity sorriu. Em cima da mesa tinha alguns pãezinhos de sal e de doce, Bagels salgados e doces e Biscoitos. Malcom foi até a geladeira e tirou duas jarras de suco, cada uma com um sabor. Ambos se sentaram, um de frente para o outro e começaram a comer.
E a sua mulher? — Malcom a olhou. — O que ela acha disso tudo? Afinal, você tem outra filha.
Foi ela quem me incitou a te procurar. — Felicity se surpreendeu. — Disse que tanto eu quanto você tínhamos o direito de nos conhecermos.
Ela parece ser uma boa pessoa.
É a melhor. — Ele sorriu. — Mesmo que eu tenha errado tantas vezes com ela e por pura babaquice... Ela me perdoou todas as vezes. E eu agradeço a ela por isso todos os dias. — Felicity percebeu o brilho nos olhos do pai.
Você a ama. — Recebeu a confirmação. — Eu não sei se faria o mesmo se tivesse no lugar dela. — Malcom a entendia.
Ninguém tem o mesmo pensamento ou a mesma generosidade...
Verdade. — Por algum motivo, ela novamente se lembrou de seu passado. — Obrigada por hoje... Pai.
Eu quem agradeço, por você me dar uma chance, filha. — Sorriram um para o outro. Felicity ainda estava sem graça em chama-lo de pai, mas sabia que isso aconteceria cedo ou tarde.


**--** **--**
**Felicity**


Você tem certeza que ficará bem aqui, sozinha? — Suspirei. Não me lembro quantas vezes Oliver me perguntou aquilo e menos ainda, quantas vezes já tinha lhe confirmado. Sabia que ele estava preocupado, mas não necessitava de tanto.
Sim. Não tem perigo... — Ele assentiu, mas percebi que seus olhos ainda demonstravam preocupação. — Ficarei bem. Qualquer coisa eu ligo, prometo.
Tudo bem. — Suspirou. — Venho com Dig para te buscar amanhã.
Ás 7h30min? — Oliver assentiu. Me abaixei para me despedir das gêmeas. — Nos vemos amanhã, está bem? — Mesmo não gostando, elas assentiram.
Boa noite, Lissy! — Eu sorri. Beijei a testa de cada uma e me levantei. Os acompanhei até a porta.
Boa noite, Oliver.
Boa noite, Felicity. — Me beijou rapidamente. — Qualquer coisa... — Eu sorri enquanto o interrompia.
Eu sei. Eu te ligo. — O beijei novamente. Abri a porta e esperei os três entrarem no elevador para fecha-la.


**Felicity**

CONTINUE...

Notas finais
A professora não levou uns tapas, mas ficou bem sem graça. E está completamente demitida. O que acharam, das coisas que Felicity disse? Felicity finalmente se encontrou com o pai. O que acharam dessa cena pai e filha? Gostaria que não deixassem de comentar. Quero saber o que acharam desse capítulo Se todos comentarem, o próximo virá duplo. Data de Lançamento: 21/01 Prévia Amor. - Sussurrei mordincando a parte de sua cintura, onde havia uma tatuagem. - Bom... - Beijei. - Dia. - Beijei novamente, voltando lentamente até onde comecei. Ela murmurou algo que eu não entendi. Já está na hora? - Sussurrou ainda de olhos fechados. Sim. - Beijei seu pescoço. - Eu vou acordar as meninas enquanto você se apronta. - Ela assentiu, mas não abriu os olhos. Eu sorri. - Então acorda. - Ela abriu os olhos de vagar, respirou fundo e se virou para mim, ficando de frente. Você já tomou banho. - Sussurrou novamente. A beijei rapidamente. Acho melhor você se arrumar antes que eu te prenda nessa cama. - Ela sorriu. Eu não reclamaria se não tivessemos que ir trabalhar. - Ri. Felicity estava começando a se soltar. Se fosse no começo do relacionamento ela não me diria algo assim, na verdade ela estaria fugindo de mim. Estou começando a mudar de ideia. - Ela balançou a cabeça para os lados enquanto eu beijava toda a extenção de seu pescoço. Minha namorada me empurrou levemente, colocando as mãos no meu peito e eu soube que ela não deixaria que eu continuasse. Não agora, pelo menos. - Tudo bem. - Beijei sua bochecha. - Vou acordar nossas filhas. Não demoro a me arrumar. - Saiu da cama assim que dei espaço. Saí do quarto e a ouvi entrando no banheiro. Sabia que minhas pequenas reclamariam para acordar, mas minha surpresa, foi que ao entrar no quarto, as encontrei já de uniforme. Sorri.