Kupidon
47 Capítulo Vinte e Nove
Notas iniciais

Oliver estava na cozinha. O casal tinha pedido pizza e agora ele estava colocando-a em uma travessa para levar para a sala. Como as filhas estavam com Lyon no apartamento dos Merlyn, ele resolveu fazer o que estava preparando á semanas. Quando Tommy ligou pedindo para que deixassem suas filhas irem dormir na casa dele, Oliver agradeceu mentalmente. Ele tinha feito planos, e não sabia com quem deixar as filhas, já que os pais tinham ido passar o final de semana fora de Star, e Thea estava com Roy. Felicity estava sentada no sofá o esperando. Ele colocou a travessa na mesa de centro onde os copos já estavam, quando entrou no cômodo.
Tommy ligou e disse que vai deixar as gêmeas na escola junto do Lyon amanhã, então não precisamos busca-las. – Ele se sentou ao lado dela.
Ótimo. Porque eu não estava muito afim de me levantar mais cedo do que já me levanto, para busca-las. – Ela riu. – Estou cansado pra caramba.
Eu poderia te ajudar se me deixasse ir para a empresa com você. – Ele a olhou.
Já disse que você vai ficar aqui.
Oliver, eu já estou bem para ir trabalhar. Faz dois meses que tudo aconteceu... – Ele não respondeu. – É o meu trabalho.
Você não precisa de trabalhar. – Ela bufou.
Eu não vou ficar aqui sem nada pra fazer, só porque você quer. – Ele suspirou. – Eu não quero depender de você.
Sabia que ia chegar nesse assunto... – Murmura, desgostoso.
Oliver, eu só quero ter minha vida de volta. – Ela soltou o resto da pizza que estava comendo e limpou as mãos no guardanapo, se aproximando para abraçar o namorado. – Por favor... Eu não aguento mais ficar sem trabalhar. Eu preciso do meu trabalho de volta. Preciso ter minha vida “normal” de volta.
Como minha Assistente Pessoal? – Ela sorriu.
Sim. – Revirou os olhos. – Como sua Assistente Pessoal. – E ela percebeu ao olhar no rosto dele que tinha vencido. – Obrigada.
Mas só vai começar na próxima semana. – Ela fez um bico. – Preciso dispensar a que está no seu lugar... Temporariamente. – Ela assentiu.
Essa é minha última semana presa nesse apartamento. – Foi a vez dele em rolar os olhos ao vê-la animada, e ela riu.
Não está presa. Você pode sair para onde quiser... Contanto que esteja com seus seguranças. – Ela voltou a comer, decidindo não retrucar. – Não vai retrucar?
Você quer que eu retruque? – Perguntou depois que terminou de engolir.
Não. – Sabia que se ela o fizesse, era provável que ela estaria completamente certa. – Vamos aproveitar essa sua última semana de folga então. – Limpou a mão no guardanapo, terminando de comer. – Podemos passar essa semana na casa de campo da minha família.
Casa de campo? Vocês têm uma casa de campo? – Ele bebeu do vinho.
Sim. Nós temos várias casas de campo. – Ela revirou os olhos.
Claro que vocês têm. Nem sei por que eu fiz essa pergunta. – Ele riu. – Vocês também devem ter uma mansão na Rússia. – Debochou.
Na verdade... – Ela o olhou. – Nós realmente temos uma casa lá.
O que? – Só pode ser brincadeira, ela pensou.
Meu pai ia muito para lá, ver clientes... Então ele comprou uma casa para não ter que ficar em hotéis... Ele não gosta de hotéis. – Ela balançou a cabeça para cima e para baixo.
Claro. E eu só estava debochando. – Ele riu novamente. – Tem mais alguma coisa que eu não saiba sobre a sua família?
Além de ela ser a família mais rica do país? – Ela revirou os olhos novamente. – Isso não é tão importante.
Claro que não. – Debochou. – Que isso, é completamente normal.
Seu pai também não é o homem mais "humilde" do mundo. – E ela sabia disso, ele já tinha lhe oferecido uns dos apartamentos dos vários hotéis que ele era dono. Isso foi algumas semanas depois de virar, oficialmente, uma Merlyn.
É. Eu sei disso. Ele me ofereceu um apartamento, lembra-se? – Ele assentiu. – Na verdade ele disse: Você pode escolher o condomínio, querida. – Revirou os olhos pela terceira vez naquele dia. – Nada humilde.
Você é herdeira de tudo isso.
Eu não quero isso. Eu só quero um pai e irmãos. E isso eu já tenho. Eu não quero o dinheiro dele.
Sabe que ele já te colocou no testamento, certo? – Ela o olhou surpresa. – Felicity, você é filha dele. Imaginou que ele deixaria você de fora?
Eu... – Suspirou. – Não quero falar sobre isso. Me sugou os neurônios. – Ele deu de ombros. – Por que vocês homens não nos escutam?
Porque somos teimosos. – E ela não pôde retrucar. – Então... Sobre nossa viagem á casa de campo...
E a escola das gêmeas? – Oliver deu de ombros.
Vai ser só uma semana. – Ela arqueou as sobrancelhas. – Lis... Uma semana só nossa... Longe de tudo isso... – Falava com pausas para os beijos que deixava na boca dela. – O que me diz?
Vai ser legal passar um tempo fora. – Ele sorriu.
Vou avisar os outros então. Podemos sair de madrugada. – Ela assentiu. – E eu vou avisar á Mike sobre essa nossa viagem, afinal ele e os seguranças também tem que se preparar. – E ela não retrucou, afinal, depois de quase ter morrido, era mesmo preferível que eles fossem. Todos eles. – Eu vou pegar a sobremesa.
Sobremesa? – Perguntou sorrindo. – Não me lembro de ter pedido sobremesa.
Não pediu. Eu fiz. – Se levantou do sofá.
Mas quando? Eu nem vi.
Você estava no banho. – Caminhou para a cozinha e pegou dois cupcakes que estavam no forno, dentro de uma bandeja pequena de vidro. Suspirou, antes de retirar a caixinha do bolso da bermuda.
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Ele estava nervoso, muito nervoso. Não sabia como ela reagiria. Já estavam juntos a mais de um ano. Ele já estava pronto para dar aquele passo, e esperava que ela também. Da última vez que conversaram sobre casamento, ela fugiu, mas sabia que era só medo. Esperava que ela não fugisse dessa vez. Que ela aceitasse seu pedido. Oliver pensou muito antes de decidir fazer aquele pedido. Na verdade, ele queria ter feito antes, mas estava com receio de que Felicity dissesse não. Então, quando ela quase morreu nos braços dele, ele viu que não devia esperar para pedir que ela passasse o resto da vida dela ao lado dele, que deveria usar essa chance que estava tendo. Por isso desde que ela voltou para casa, ele andava com aquela caixinha pra cima e pra baixo, tentando encontrar o momento certo. Respirou fundo antes de abrir a caixinha azul e pegar os anéis, escondendo-os dentro de um dos bolinhos. Ouviu a namorada rir, com certeza por causa do filme que passava.
Você demorou. – Ela o olhou rapidamente, voltando-se para o filme.
Esse filme é tão bom assim?
Eu gostei. – Sorriu. – Isso deve estar gostoso.
Fui eu que fiz, então... – Ela riu.
Convencido. – Ele sorriu, se sentando do lado dela.
Esse é o seu. – Ela pegou da bandeja como ele instruiu. – Tem mais chocolate como você gosta. – Ela mordeu um pedaço, lambendo o dedo mindinho logo em seguida.
Isso está bom. – Elogia depois de gemer de olhos fechados. Ele sorriu. – Ás vezes você cozinha melhor que eu.
Eu cozinho melhor que você. – Ela revirou os olhos. Ele viu quando ela pegou outro pedaço, dessa vez com dois dedos, o indicador e o polegar, colocando-os no meio do bolinho. Felicity sentiu algo duro e arqueou as sobrancelhas. Oliver não tinha nem tocado no seu, estava a observando. Viu quando os olhos dela se arregalaram demonstrando surpresa.
Oh, Meu Deus! – Ela puxou a "coisa" dura. – Isso é...? — Ela deixou o resto do bolinho em cima da bandeja e olhou para o namorado. – Oliver...?
Eu queria fazer algo especial, só nós dois. – Ela desviou o olhar para os anéis e os limpou com um pano de prato que tinha em cima da mesa de centro. – Eu sei que só estamos juntos a um ano e três meses.
Quatro meses... – Ela voltou a olha-lo com um sorriso e ele sorriu de volta.
Quatro meses. – Repetiu. – Antes de você, eu não me imaginava com ninguém, não depois de perder Sarah. Eu tinha perdido a pessoa que eu mais amava. E então depois de anos correndo de relacionamento, eu conheci você. E você mudou minha vida. A virou de cabeça para baixo. – Riu. – Você conquistou minhas filhas, deu o carinho de mãe que elas nunca tinham sentido e isso me fez me apaixonar ainda mais por você. – Ela mordeu o lábio, não tinha deixado de olhar nos olhos azuis desde que ele começou a falar. – Você me mostrou que eu posso... Ser feliz de novo. Eu nunca pensei que sentiria por outra pessoa o que senti por Sarah. E na verdade, eu senti algo ainda mais forte, que no começo realmente me assustou. Aquilo era novo para mim e mesmo assim, a cada segundo que passávamos juntos... Eu me apaixonava mais e mais por você. – Ele pegou em uma das mãos dela. – E quer saber? Dar essa chance á nós dois... Foi a melhor coisa que eu fiz na vida, me arrependeria se não tivesse me aberto pra você. – Ela sorriu, afinal, se sentia do mesmo jeito. – Quando você levou aquele tiro por mim... Eu fiquei desesperado. Eu só imaginava que se algo acontecesse com você... Se você não sobrevivesse, eu não aguentaria. Eu não conseguiria suportar. Porque você era tudo para mim. – Balançou a cabeça, e se corrigiu. –É tudo para mim. Você sobreviveu e eu prometi a mim mesmo que faria o que meu coração mandava, mesmo imaginando que provavelmente, você acharia que seria muito cedo... – Ela se lembra de ter falado algo assim, e inclina a cabeça. – Eu amo você. Mais do que pode imaginar. – Beijou os lábios carnudos, se afastando segundos depois. – Você disse que confia em mim e que me ama, como nunca amou alguém na vida. Eu me sinto assim, com você. E eu não me vejo com mais ninguém no futuro. Eu quero ter tudo com você... E para começar... – Ele pegou a aliança das mãos da amada que ainda o olhava surpresa e emocionada. – Felicity Meghan Smoak, você me faria... O homem mais feliz da face da terra? – Ela sorriu, olhando nos olhos azuis, balançando a cabeça em seguida, antes de finalmente responder.
Sim. – Oliver ainda com um sorriso no rosto, aproximou seu rosto do dela.
Sim? – Ela balançou a cabeça vagarosamente.
Eu aceito me casar com você. – Ele não esperou nem mais um segundo para beija-la e foi prontamente correspondido, enquanto a deitava no sofá, ficando por cima, sem colocar seu peso sobre ela. – Eu te amo.
Eu também te amo. – Respondeu e voltou a beija-la, mas não durou muito, ele mesmo se afastou. – Não vai ficar nesse dedo por muito tempo. – Disse colocando os anéis no dedo dela.
É tão... – Seus olhos não saíram dos anéis desde que ele começou a coloca-los no seu dedo. – Brilhante. – Ele sorriu. – E parece ainda maior aqui na minha mão... Para falar a verdade, eu não ligo para a joia. – Olhou para ele com um sorriso. – Eu só me importo com você. – Ela o beijou. Introduzindo a língua para dentro da boca dela, Oliver aprofundou o beijo, apertando a cintura dela com um pouco de força, mas ela não importou. Estava feliz por ela ter aceitado seu pedido de casamento. Ela mordeu seu lábio, para a surpresa dele, porque normalmente era ele quem fazia aquilo, e voltou a introduzir a língua para dentro da boca dele. Oliver aproveitou que a namorada estava de saia e a tirou rapidamente com a ajuda da, agora, noiva, que arqueou o quadril para facilitar o processo. Ele passou os dedos na lateral do sutiã dela, avançando até as costas, depois de retirar a blusinha alaranjada curta que ela usava. Felicity suspirou contra sua boca quando ele desabotoou a peça. Ela mordeu seu lábio inferior arqueando o corpo para poder jogar o sutiã no chão. Ele aproveitou a distração dela para descer os beijos para a curva do seu pescoço. Felicity passou as mãos por debaixo de sua camisa, arranhando-o com força suas costas. Com a ajuda dele, tirou aquela peça rapidamente, jogando em qualquer canto da sala. Felicity o puxou para outro beijo demorado e selvagem. A mão direita de Oliver desceu pela sua barriga passando pelo elástico da calcinha, tirando-a rapidamente. Felicity suspirou em meio ao beijo. Ouvir o gemido dela, fez com que seu membro latejasse. Desceu os beijos e as mordidas para ombro e colo. Felicity grudou uma das mãos nos cabelos loiros, enquanto com a outra, apertava os músculos do braço dele. Felicity resmungou quando ele se afastou, ela abriu os olhos e pôde vê-lo retirar a bermuda e a box que vestia, voltando-se para a mesma posição de antes, e novamente, Felicity quem o puxou para o beijo sôfrego. Ela se remexeu abaixo dele, e ele desviou os lábios dos dela para o colo, dando prioridade para um dos seios, Felicity arfou profundamente, soltando um gemido logo em seguida. Ele apertou as coxas dela enquanto seus lábios voltavam para os dela, onde os mordeu antes de toma-los "de verdade". Desceu uma das mãos, tocando a intimidade dela. Os gemidos de ambos eram abafados pelo beijo. Felicity novamente se remexeu, levando a intimidade dela mais a mão dele, Oliver mordeu o lábio inferior, soltando um gemido logo depois. Com um resmungo, ela sentiu os dedos dele deixarem seu ponto sensível. Oliver não esperou muito e a adentrou de uma vez.
**--**
De quem foi essa ideia maluca? – Tommy falou. Cada casal estava em um carro, com suas crianças. Eles estavam indo para National City, onde ficava a casa de campo da família Queen. Oliver tinha mandado a mensagem para todos na noite anterior, antes de começar a fazer as malas. Todos concordaram prontamente. Helena e Ray não puderam fazer aquela viagem com eles, pois já tinham compromissos, mas autorizaram a ida de Killian, que estava no carro de Tommy com Lyon e Kitty. Mike estava em um carro preto e blindado, na frente do carro de Oliver, com mais seis amigos. Collin e Gregory dirigiam os outros dois carros iguais ao de Mike, que estavam atrás do carro de Roy, com cinco amigos cada um.
Para de reclamar, Tommy.
Isso mesmo, Cait, manda ele calar a boca. Nós vamos ter esse tempo para nos divertir. Uma semana sem preocupações. – Laurel falou do outro lado da linha.
Eu na verdade queria dormir o dia inteiro. – A voz de Barry soou.
Somos dois então, cara. – As garotas reviraram os olhos.
A Felicity quer voltar ao trabalho na próxima semana, achei que seria uma boa ideia fazermos essa viagem. – Ela sorriu.
Você não quer ficar mais alguns dias de repouso? – Felicity revirou os olhos.
Eu esperei mais do que o suficiente. Estou bem e posso voltar ao trabalho. Pelo amor de Deus, já fazem dois meses que tudo aconteceu.
Só fiz um comentário, maninha.
É você que fica induzindo ele, não é? – Olhou para o namorado, que fingiu que ela não estava falando com ele.
Eu estou induzindo quem? – Tommy arqueou as sobrancelhas, confuso.
Não você, Tommy. Oliver. Ele que pediu para você dizer isso, não foi? – Oliver olhou para o aparelho, esperando o amigo responder.
Eu não sei do que está falando. – Felicity bufou e bateu no braço do namorado.
Felicity! – Ele retirou uma das mãos do volante para passa-la onde a namorada bateu. – Estou dirigindo.
Dê graças a Deus por isso. Eu podia te socar mais. – Barry gargalhou.
Cala a boca, Barry. – Oliver disse.
E você, Tommy? Não perde por esperar.
O que eu fiz? Oliver quem me pediu para te convencer a isso. – Entregou o amigo. Tanto Oliver quanto Felicity reviraram os olhos.
Você às vezes é tão frouxo.
Barry, cala essa boca. – O amigo riu, não se importando com a grosseria.
Eu gostei da sua ideia, Oliver. – Cait se pronunciou, decidindo mudar de assunto. – Vai ser uma semana de descanso. Sinceramente, estamos todos precisando.
Eu queria sair do descanso. – Laurel reclamou, fazendo com que o namorado a olhasse. – Eu não posso dar um passo sozinha.
Não é para tanto. Cait te explicou porque não pode trabalhar. – Ela fez um bico. – Sabe o quanto fica fofa quando faz isso? – Ela não pode deixar de sorrir e o beijou, rapidamente.
Arg... Tão meloso. – Eles reviraram os olhos.
Thea, você não é assim com o Roy?
Ela? Ela é uma bruta... – Ele recebeu um tapa no braço. – Ai, Thea! – Exclama alto. – Continuando... Ela muda quando estamos sozinhos.
Eu não precisava ter ouvido isso.
Concordo plenamente. – Felicity riu quando o noivo concordou com seu irmão.
Thea, você às vezes é tão mandona... Imagino como é esse seu relacionamento com o Roy. – Oliver olhou para a noiva, fazendo uma careta.
Não. Não quero saber de como é o relacionamento da minha irmã. – As garotas riram.
É isso aí. Deixem para tricotar quando estiverem sozinhas.
Olha como fala. – Eles ouviram outro tapa.
O que deram em vocês hoje? É dia de bater nos seus companheiros? – Elas riram. – Fala sério. A mão da Caitlin é pequena, mas machuca.
Digo o mesmo da Felicity. – Ele olhou para o braço, com certeza estaria vermelho em alguns minutos.
Eu vou ficar quieto, a Laurel está pronta para me bater também. – Os garotos riram. – Ela anda temperamental.
Por que será? – Tommy debochou. – Laurel grávida é o terror.
Ela é um monstro. – Felicity olhou para o noivo, o repreendendo com o olhar. – O que? Ela era insuportável na gravidez do Lyon.
Oliver.
Ele disse só a verdade. E tem mais... Irritante, comilona, reclamona, chorona, eu não sabia quando ela estava feliz, quando ela estava irritada.
E nós vamos passar uma semana na mesma casa que ela. – Roy comenta em seguida. Oliver e Tommy dão uma gargalhada.
Deixem ela em paz. — Felicity, Caitlin e Thea disseram juntas.
Ela tem todo o direito de ser temperamental. Ela está grávida. – Felicity completa.
É. E se você se esqueceu, Barry, é de um filho seu. – Thea riu quando Caitlin terminou de comentar.
Não tem como ele se esquecer disso. – As garotas riram.
Okay. Não vamos falar do meu relacionamento com o Barry, por favor. – Fez outra vez o mesmo bico. – O pior é que eu estou toda estressada. O tempo todo. Isso quando não estou chorando por qualquer coisa.
Senhor, tenho pena do Barry. – Tommy começou novamente. – Ela está pior do que quando estava grávida do Lyon.
Você também se levantava de madrugada para fazer ou comprar as coisas nojentas que ela quer comer?
Ela está tendo desejos? – Laurel revirou os olhos. – Comigo ela não teve. Graças a Deus! – Caitlin lhe deu outro tapa. – O que eu fiz?
Vocês são tão engraçados. – Eles ouviram depois do barulho do tapa. – Ela é quem está carregando seu filho, Barry, você tem o dever de conseguir tudo que ela quiser. Seu trabalho é fazer "tudo" que ela mandar, afinal, não é você quem está carregando a criança, é? – As garotas riram quando todos os garotos ficaram calados.
Thea, já disse que te adoro? – Ela sorriu, mesmo que a ex-cunhada não pudesse ver. – Bom, vou dizer: Eu te adoro.
Obrigada. – Roy revirou os olhos.
Quando as mulheres se juntam, pode tomar cuidado que vai vir chumbo grosso.
Você vai ver o chumbo grosso, daqui a pouco. – Ele aproveitou que estava parado no sinal para jogar as mãos para o alto, em rendição.
Nós podíamos ter ido de jatinho Ollie. – Tommy novamente reclamou.
Isso chamaria a atenção dos repórteres, coisa que não queremos. – Ele bufou. – Isso é nervosismo por causa do casamento que está próximo?
Não. Eu só queria não ter que dirigir. – Oliver revirou os olhos.
Isso se chama preguiça acumulada.
Vai se ferrar, Ollie. – Caitlin lhe deu um murro dessa vez.
Ei. Olha a boca. – Falaram juntas.
As crianças estão dormindo, mas sabe que não gostamos desse palavreado. – Cait completou e Oliver riu.
Até hoje não aprendeu, Tommy?
Ele deve apanhar todos os dias, Oliver. – Os outros três rapazes riram.
É você que vai apanhar quando chegarmos a casa de campo, Harper.
Isso se você quiser apanhar de mim também. – Thea defendeu o namorado.
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Não se esqueça do que combinamos. – Ela disse antes de sair do carro.
Não se preocupe. Mesmo que isso me incomode um pouco, não vou dizer nada.
Eu só quero esperar um pouco para contar. Prometo que no final de semana todos já estarão sabendo. – Oliver a olhou. – Só... Sei que é estranho, mas eu só... Só quero ir ver minha mãe antes. Ela ia ficar louca se soubesse. – Ele sorriu.
Eu não me importo de esperar. Se é importante para você, então é importante para mim também. – Lhe beijou rapidamente. – E assim, eu posso falar com seu pai antes. – Antes que ela pudesse responder alguma coisa, Tommy bateu no vidro do carro.
Vocês podem deixar para namorar lá dentro? – O casal revirou os olhos. – E por favor, nada de sem-vergonhice, tem crianças aqui. – Saiu rindo.
Eu vou matar ele. – Rosnou.
Eu te ajudo, amor. – Saiu do carro e em seguida a noiva fez o mesmo. Ele foi pegar as malas, enquanto ela pegava April.
Quer ajuda com elas? – Olhou para trás, já com a menina nos braços
Quero sim, Bar. Você pode pegar a Amy? – Ele deu a volta no carro e pegou a pequena que remexeu no colo do tio, mas não acordou. Caminhou com a amiga e colocou a menina no sofá, Felicity fez o mesmo. Oliver tinha se afastado para falar com Mike e os outros seguranças, indicando a casa um pouco afastada, na qual eles ficariam.
Vocês ficam aqui. Eu, Oliver, Roy e Tommy pegamos as malas. – Tommy já saia com Roy do seu lado. Assim que terminou de avisar, saiu também.
Enquanto eles carregam as malas, vamos preparar o almoço. – Elas assentiram.
O que vamos fazer? – Elas olharam para Caitlin que colocava a filha que estava ainda na cadeirinha, em cima da bancada.
Você está com o cardápio da semana. – Cait foi até sua bolsa e pegou o caderninho, voltando para a cozinha.
Okay. Como sabia que chegaríamos cansadas, resolvi que seria algo mais prático. Macarrão. – Parou perto da filha, para o caso de a menina acordar.
É mesmo uma boa ideia. Estou morrendo de sono. – Os homens entraram na cozinha juntos. – Nós vamos fazer um macarrão. É mais rápido.
Não importa muito, eu estou com tanta fome que comeria qualquer coisa agora. – Os outros não puderam discordar.
Então... – Cait pegou a cadeirinha onde a filha dormia e entregou para Barry. – Vocês cuidam das crianças e nós da comida.
Por que sempre ficamos com as crianças?
Tommy, cala a boca. – Roy "pediu" com a voz arrastada.
Vocês querem cozinhar? – Laurel perguntou com um sorriso no rosto. Barry, Roy e Oliver fuzilaram Tommy.
Ótimo! – Felicity exclamou feliz. – Amanhã vocês ficam com as refeições. – Se virou para a panela cheia de água que começava a entrar em ebulição.
Obrigado, Tommy. – Disseram juntos. As mulheres riram.
**--**
Felicity terminou seu banho e quando voltou para o quarto, seu noivo ainda dormia. Ainda era muito estranho pensar em Oliver como seu noivo, mas mesmo assim parecia tão certo. Ela o amava e queria passar o resto da vida dela com ele e com as gêmeas. Estava finalmente tendo a vida que sempre sonhou. Depois de tudo que lhe aconteceu, estava feliz novamente, e esperava que continuasse assim. Sorriu ao vê-lo tocar no seu lado da cama e não a sentir lá, sabia que isso o incomodava. Ela se aproximou, rindo baixinho. Ele estava acordando. Percebeu isso quando ele passou uma das mãos nos cabelos e abriu os olhos.
O que você está fazendo a essa hora acordada? – Reclamou, voltando a fechar os olhos, sem se virar de costas para o couchão.
As crianças acordaram. Assim como Tommy, Caitlin, Barry e Laurel. – Ele não respondeu. – Estão nos esperando para tomarmos o café da manhã juntos.
Acho que não vai ser agora. – Sussurrou.
Oliver, estão nos esperando. – Ela bufou quando não ouviu uma resposta. – Thea e Roy estão sendo acordados por Laurel. – Ele fez um "humm". – É sério. Precisa levantar e se arrumar para descermos.
Vamos dormir mais um pouco.
Depois diz que o preguiçoso é o Tommy, mas ele se levantou primeiro que você. – Estava mais próxima da cama.
Ele tem a Kitty. Por isso ele acordou mais cedo. – Ela segurou um riso. – Eu ouvi os gritinhos dela, mas preferi não abrir os olhos.
E colocou o travesseiro em cima da cabeça. – Riu. Oliver abriu os olhos, se virando de barriga para cima, adorava vê-la rir, e ouvir, principalmente. – Ah, agora que abriu os olhos podemos ir, certo?
Não. Eu ainda estou dormindo.
De olhos abertos? – Bufou ao mesmo tempo que ele voltava a fechar os olhos. – Você às vezes parece uma criança. – Ela colocou a mão no queixo, pensando no que disse. – Nossa, pensar nisso, me faz parecer uma pedófila. – Oliver riu. – Não foi isso que eu quis dizer... Eu quis dizer que... – Ele começou a rir ainda mais, então ela parou de dar explicações. – Olha, nossos amigos estão nos esperando. Não pode convida-los para cá e deixá-los sozinhos.
Eles são de casa. – Felicity bateu em seu peito. E ele novamente abriu os olhos.
Isso doeu. – Ela revirou os olhos. – Você não quer apreciar a minha companhia?
Oliver! Você não presta.
Assim você me ofende. – Disse com uma falsa face de ofendido.
Como se eu não te conhecesse. – Ele sorriu e a olhou de cima a baixo.
Você está muito gostosa. – Ela corou.
Oliver, levanta dessa cama! – Ele continuou do mesmo jeito.
Acho que vou continuar aqui mesmo, está tão bom. – Provocou.
Oliver Jonas Queen, levante-se dessa cama, já!
Só tem um jeito de me tirar dessa cama... – Felicity arqueou as sobrancelhas. – Vai ter que ser mais gentil que isso.
Não estou acreditando nisso... – Se ajoelhou na cama e lhe deu um selinho. – Pronto. Agora se levante.
Isso lá é um beijo de verdade? – Reclamou. – Vou te mostrar como se faz. – A puxou, fazendo-a cair em cima de si e a beijou. Felicity não pode deixar de corresponder. Oliver foi mais além, subindo a saia mais para cima, apertando a bunda dela com força, ouviu o gemido dela e isso o fez sorrir em meio ao beijo. – Acho que podemos... – Tirou a blusa dela rapidamente, jogando-a em algum lugar do quarto. – Terminar isso... – Mordeu o lábio dela. – E depois descermos para tomar café da manhã. – Felicity tinha que admitir estava cada vez mais difícil resistir a Oliver. Seus beijos já a ascendia, mas sentir as mãos dele em cada parte do seu corpo..., era praticamente impossível negar que também queria aquilo.
Oliver... – Gemeu. E então foi a vez dele de fazer o mesmo quando ela se remexeu em cima de seu membro. Ele apertou uma das mãos na cintura dela, enquanto a outra dava atenção a um dos seios.
Fica quietinha... – Pediu. Seus lábios desceram para a curva do pescoço dela, mordiscando aquela parte do corpo. Felicity exclamou surpresa ao ver que ele tinha rasgado sua calcinha.
Oliver! – Com a mão que estava na cintura, a desceu, pegando no ponto sensível dela, fazendo-a revirar os olhos em prazer. – Eu gostava... Da calcinha. – Reclamou em meio a excitação.
Compro várias iguais a ela depois. – Retrucou. – Levante-se um pouco. – Pediu, tirando os dedos de onde estavam.
Para que? – Rosnou irritada.
Você não queria ir tomar café da manhã? – Disse zombeteiro.
Oliver! – Ele riu.
Levante-se para eu poder tirar minha bermuda. – Ela ficou de joelhos na cama, com as pernas em volta da cintura dele. O ajudou a tirar a tal bermuda e voltou para a posição que estava antes, sentada em cima dele. Oliver a girou para poder ficar em cima. – Temos que ser rápidos. – Se posicionou no canal dela. – Os outros podem vir nos chamar.
Se fizerem isso agora, vou mata-los. – Ele riu e adentrou de uma vez, ouvindo os gemidos dos dois misturados, ao mesmo tempo em que tomava os lábios dela.
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Estão atrasados. – Tommy disse. – Já era para termos tomado café da manhã. – Felicity se virou de costas para o irmão, totalmente corada.
Eu estava cansado. – Ele tinha percebido que a noiva tinha ficado sem graça. – E então? Cadê o Barry e a Laurel?
Já estão vindo. Laurel estava sentindo umas dores e ela foi se sentar um pouco. – Felicity o olhou preocupada.
Dores?
Ela está bem. – Roy entra no cômodo, perguntando.
Vamos comer? – Thea apareceu ao lado do namorado, ainda com cara de sono.
Não dormi nada.
Por que? – Ela olhou para Tommy e Oliver que estavam lado a lado.
Meu quarto fica no meio dos de vocês... – Felicity e Caitlin coraram. – Vou trocar de quarto. – Resmungou.
Por que você quer trocar de quarto, tia Thea? – Eles olharam para as crianças que entravam no cômodo.
Nada, Lyon. Sua tia que é chata. – Thea fuzilou Oliver com os olhos. – Sentem-se, eu vou chamar Laurel e Barry.
Não precisa. – O casal aparecer atrás de Thea.
Laurel, você está melhor? – Felicity pergunta, preocupada.
Estou, não se preocupe. – Sorriu. – Estou morrendo de fome.
Ainda bem que nós trouxemos muita comida, né? A Laurel está grávida de um bebê, mas têm comido por quatro.
Cala a boca, Tommy. – Ela cruzou os braços. Barry segurou uma risada e se sentou ao lado da noiva.
Deixe-a em paz. – Diz, colocando um dos braços em volta dos ombros dela.
Depois fica vomitando...
Nossa, Tommy, ótimo momento para você falar sobre vômito, né? – Os outros riram. – Tinha que ser meu irmão, mesmo.
A mamãe está comendo muito mesmo, eu até assustei.
Isso acontece, querido. – Caitlin diz. – Quando as mulheres estão grávidas elas comem muito. Muito mesmo.
Mas o que adianta, tia Cait? A mamãe passa mal depois... – Os adultos sorriram.
Tia Laurel nem come Belly Burger mais.
Arg. Por favor, April, não diz esse nome. – Estremeceu, fazendo uma cara de nojo.
Está nesse nível? – Tommy riu.
Como você é maldoso. – Laurel diz, fazendo um bico.
Tommy, para de provocar a Laurel. – Ele assentiu, mas continuou a rir.
Estava pensando, eu acho que deveríamos ter trago algum médico.
Para que, Lis? – Oliver perguntou.
E se acontece alguma emergência com a Laurel?
Ainda falta uma semana, Lis. – Roy diz, revirando os olhos.
Eu tive parto prematuro, lembram-se? – Cait diz, concordando com a amiga. – Deveríamos ter pensado nisso.
Eu vou ficar bem. – Ela sorriu.
Não vai acontecer nada. – Tommy concordou com a ex. Felicity mordeu o lábio, alguma coisa dizia a ela que deveriam ter levado um médico. Será? Será que Naty poderia nascer uma semana antes?
E caso aconteça, tem um hospital bem perto daqui. – Oliver tranquilizou Barry.
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Foi bom termos vindo. – Felicity sorriu, vendo as filhas e os sobrinhos brincando no jardim. Kitty não descansou até a mãe deixa-la ir com o irmão.
Eles passam muito tempo enfurnados no apartamento. – Cait olhou para Laurel. – Lyon está animado com a nova casa.
É, agora ele tem o Klaus com ele o tempo todo, então está sendo uma alegria para ele.
Crianças precisam de correr, brincar..., ficar enfurnado em um apartamento deve ser agoniante. – Laurel concordou com Cait.
Naty vai ter um jardim enorme para brincar com os irmãos.
Não pensa em se mudar também, Lis? – Ela olhou para as amigas.
As gêmeas gostariam. – Cait completou.
Acho que por enquanto, não é uma boa ideia.
Por que?
Você sabe, Laurel, eu disse para você e a Cait aquele dia. – Ambas se olharam, se lembrando da conversa que tiverão. – Seria perigoso para as gêmeas.
Ah, isso é verdade. Mas os seguranças estariam por perto, de qualquer jeito. – Felicity voltou os olhos para as crianças. – Acho que deveria pensar nisso.
Eu e Tommy também estamos querendo nos mudar. – Sorriu. – Kitty está crescendo, e eu gosto da imagem dela correndo pelo jardim.
Viu? Podíamos nos mudar para o mesmo condomínio. Seria bom para nós e principalmente, para as crianças. – Felicity desviou os olhos para as amigas.
Por enquanto, eu acho que o melhor é o apartamento. Não quero colocar as gêmeas em perigo, quer dizer, mais perigo do que já estão. – Caitlin e Laurel se olharam.
Não vamos falar sobre essas coisas tensas. Eu já agradeci pelo berço lindo que você deu para minha filha? – Felicity sorriu.
Já. Fico feliz por ter gostado.
E eu tenho certeza de que ela vai gostar muito daquela coelhinha de pelúcia que você deu.
Kitty ama a dela. – Laurel sentiu ser abraçada por trás, e ao olhar, viu o noivo.
Sobre o que estão conversando? – Oliver e Tommy se posicionaram ao lado de suas companheiras.
Sobre o presente que Felicity deu á nossa filha.
E vocês, onde estavam?
Estávamos no lago. É a primeira vez do Barry aqui. – Oliver olhou ao redor. – Cadê minha irmã e Roy?
Eles foram deitar um pouco.
Humm. – Felicity sorriu, ao perceber que ele ficou desconfortável.
Então, estão prontos para fazerem a refeição? – Barry olhou para Tommy, fuzilando-o, mas ele fingiu não ver.
Você deveria fazer isso sozinho. – O outro bufou.
O que querem que façamos?
Vocês escolhem. – Cait diz, sorrindo.
Será que devemos fazer isso? Oliver cozinha muito bem, mas...
Ei. Eu também não sou ruim na cozinha. – Tommy resmungou.
Eles ficarão bem, Lis.
Vou chamar o Roy. – Oliver deu um beijo na bochecha da noiva e caminhou até as escadas.
Vamos, Tommy. – Se afastou da noiva. – Enquanto Oliver chama o Roy, nós vamos começando as coisas na cozinha.
Tenho certeza de que o Harper estava fugindo.
Para de ficar falando o que não sabe, e vem logo. – O puxou pela camisa, e as mulheres começaram a rir.
Isso não vai dar certo. – Laurel diz, rindo.
Quatro homens na cozinha... É claro que não vai dar certo, Laurel. Não sei como eu ainda não voltei atrás nessa decisão.
Eles podem se virar. – Felicity riu, voltando a olhar para as crianças.
**--** **--**
Humm, e não é que ficou bom? – Thea comentou.
Irmãzinha, já era de se esperar, eu que fiz.
E nós ficamos sentados tricotando, né? – As garotas riram do comentário de Roy. – Você não fez nada sozinho.
Mas deveria, já que o comentário idiota foi seu. – Barry completa.
Caitlin faz mesmo milagres. – Oliver comenta. – Tommy não sabia fritar um ovo quando era casado com a Laurel.
Verdade. Deixei ele com Lyon uma vez, quando ele ainda mamava, e Tommy queimou o leite do meu filho. Duas vezes. – Felicity o olhou, incrédula.
Não é possível. Como você fez isso, Tommy?
Eu sou só um, okay? Eu olhava meu filho ou o leite. – Barry balançou a cabeça.
Você era pior que eu na cozinha. Eu sabia fazer algumas coisas, outras, a Caitlin que me ensinou.
O papai faz o melhor sanduiche de todos.
Nem me lembre daquela coisa nojenta. – Laurel fez uma careta.
Não é ruim. – Barry retruca.
Não. É horrível. – Ela cruzou os braços, enquanto retrucava. – A primeira vez que eu vi os dois comendo aquilo, me assustei. A coisa horrenda era maior que meu filho. E tinha tantas coisas dentro daquele pão, que me custava olhar.
Lyon já falou sobre esse sanduíche. – Felicity comenta, olhando para o sobrinho.
Barry sempre gostou de misturar várias carnes e colocar no pão.
E é gostoso?
É sim, tia Thea. É o melhor sanduíche que comi. – Laurel fez uma careta.
Por favor, pelo bem do meu estômago, não vamos mais falar sobre isso. – Os outros riram. – Infelizmente, mesmo com a gravidez no final, eu ainda ando muito enjoada.
Laurel, enjoada você já é de natureza. – Oliver e Roy seguraram um riso, Barry fuzilou o outro com o olhar, Felicity e Caitlin, que estavam cada uma de um lado de Tommy, lhes socou, e Laurel, que estava de frente para o ex, jogou uma alface inteira na cara dele, e mesmo assim, ele continuava rindo.
Tommy, para de ser irritante. – Oliver diz.
Por que você faz isso, tio Tommy?
Isso o que, Amy?
Irrita a tia Laurel.
Isso é apenas uma brincadeira, querida. – Felicity diz á filha.
Ele faz isso desde antes de você e sua irmã nascerem.
Tommy continua sendo uma criança. – Roy revirou os olhos.
Criança o caramba, Harper. – Roy riu. – Ah, agora que você falou em criança... Me lembrou de algo que eu queria perguntar... – O outro arqueou as sobrancelhas. – O teste de gravidez que estava na bancada do banheiro lá da casa dos meus pais, não era da minha irmã, era? – Roy ficou pálido, ao mesmo tempo em que Oliver o olhava fixamente.
Como é? – Olhou para Thea.
Eu não sei do que ele está falando.
Não tem como não ser, irmãzinha. Da Caitlin eu tenho certeza de que não é. E você tem passado a semana nos nossos pais.
Eu não estou grávida. – As crianças olharam para ela. Oliver fica aliviado, sabia que a irmã não estava mentindo.
Então de quem era aquele teste?
E eu vou saber? – Ela bufou. Roy soltou a respiração, que ele nem tinha percebido que tinha segurado. – Eu nunca nem fiz um teste de gravidez.
Graças a Deus. – Tommy e Oliver dizem juntos, e então o primeiro se levanta com uma cara assustada.
Será? – Todos olharam para ele. – Será que era da minha mãe?
Vai saber. – Thea deu de ombros. – E se for? E daí? Ela é nova, pode muito bem conceber outro filho.
Thea, por favor. Eu não quero colocar essa imagem na minha cabeça. – E todos caíram na gargalhada, menos as crianças, que não tinham entendido.
Ah, seria bem legal. – Felicity diz.
Não. Não ia, não. Eu já tenho duas irmãs, já imaginou se vem mais uma? Vou ficar louco. É capaz de eu morrer antes mesmo de me casar.
Larga de ser exagerado. – Oliver bufou.
E você nem sabe se ela está mesmo grávida. Viu se o teste tinha dado positivo?
Não. Eu não vi.
E você está sofrendo atoa, por que? – Roy revirou os olhos.
A vovó vai ter um bebê?
Não, Querido. – Laurel negou. – Seu pai está equivocado.
Espero que esteja certa, Laurel. – E os outros reviraram os olhos juntos.
**--**
Felicity abriu os olhos ao ouvir ser chamada. Passou as mãos nos olhos e olhou para seu lado direito, encontrando o noivo dormindo de barriga pra cima. Sorriu. Ele não tinha nem se mexido, mesmo com alguém batendo na porta. Felicity se perguntava porquê alguém bateria na sua porta ás 7h da manhã, e então, ela ouviu uma voz de criança. Só podia ser ela, pensa sorrindo. Felicity caminhou até a porta devagar, ainda com sono.
Dinda, dinda, dinda. – Chama várias vezes, enquanto batia a mãozinha na porta. Felicity abriu e encontrou a afilhada, que tinha a coelha em mãos, além de um sorriso enorme no rostinho pequeno.
Kitty, deixe sua tia dormir. – Ela ouviu Barry dizer. – Foi mal, Lis. – Diz, quando a viu parada na porta.
Ah, tudo bem. – Pegou a afilhada no colo. – Eu não me importo.
Você pode ficar com ela por alguns minutos? – Felicity o olhou. – Cait está preparando o café da manha junto do Tommy, e Laurel não está se sentindo bem, quero ficar com ela.
O que ela está sentindo? – Em seu olhar, via-se preocupação.
Está enjoada, além de estar sentindo umas dores nas costas. Mas a Cait tinha dito que era normal, nesse final de gravidez.
Entendo. Eu fico com Kitty, então. – Barry agradeceu e voltou para o quarto que dividia com a noiva.
Dinda. Suco. – Felicity sorriu.
Daqui a pouco a gente vai comer. – Fechou a porta. – Vamos acordar o tio Ollie?
Tio Ollie?
É. – Ela caminhou até a cama, colocando a menina sentada na mesma. – Ele está dormindo muito, não acha, querida?
Duminu? – Kitty engatinhou até chegar perto do rosto do tio. – Titio, acoida. – Felicity colocou a mão na boca, achando fofa a forma como Kitty chamava o tio. Sentou-se na ponta da cama. Kitty bateu de leve no rosto do tio, e Oliver começou a mexer a pálpebras. – Udiaiô. – Felicity arqueou as sobrancelhas, tentando entender o que a pequena tinha dito, e então, começou a riu.
É isso mesmo, Oliver. O dia já raiou. – Aproximou-se de onde a pequena estava.
A Dinda coidô. – Oliver respirou fundo e soltou.
Como é que o Tommy consegue fazer isso todo dia? – Felicity riu. Ele abriu os olhos. – E como é que você entendeu o que ela disse? Nem eu entendi. – Felicity deu de ombros.
Titio, tá dumino munto.
Eu acho que... – Oliver se virou para ficar de frente para a sobrinha. – Alguém acordou cedo demais. – A pequena começou a gargalhar quando Oliver a puxou e começou a fazer cosquinhas. Felicity sorriu.
Oliver, acho que já chega. Não sabemos se ela já comeu. – Ele parou com as cócegas.
Verdade. Não queremos que ela vomite na nossa cama. – Kitty se apoiou no tio e ficou em pé na cama. Oliver se sentou.
Eu vou me arrumar, fica com ela até eu terminar? – Oliver assentiu e viu a noiva entrar no banheiro com uma toalha, a roupa íntima e um vestido. Kitty, se abaixou na cama, e engatinhou até a mesa de cabeceira, Oliver se assustou quando a viu quase cair da cama.
Ops. – A puxou de volta. – É perigoso, pequena.
Iê. – Apontou para um livro em cima da mesa.
Isso? – Oliver pegou, e olhou a capa. – Chapeuzinho vermelho? O que a Felicity faz com isso? – Kitty bateu as mãozinhas no livro duas vezes.
Iê. – Ela pediu, um pouco mais alto.
Quer que eu leia, princesa? – Colocou a sobrinha no meio das pernas, e abriu o livro, em frente a bebê. – Era uma vez uma linda menina, que morava com sua mãe, numa bela casinha...
Enquanto isso, Felicity terminava de lavar o cabelo. Ela pensava em sua mãe. Em como ela estaria toda animada ao saber do noivado da filha. Sorriu. Ela faria um escândalo, e abraçaria á ela e ao Oliver. Sabia que a mãe era doidinha, mas a amava assim mesmo. Lembrava-se de como ela tinha ficado feliz ao saber que estava namorando. Na época elas estavam brigadas, mas mesmo assim, Oliver fez questão de falar com a mulher. Dizer que estavam juntos. Saiu do box, se enxugou e deixou a toalha em cima da bancada. Vestiu-se com um sutiã tomara que caia com o feixe na frente e uma calcinha preta com bolinhas rosas, combinando com a parte de cima. Pegou o vestido frente único, rosa claro, com a saia um pouco rodada. Escovou os cabelos e abriu a porta, encontrando o noivo com a afilhada entre as pernas, enquanto lia um livro. A menina riu quando Oliver fez outra voz dizendo: É para te comer, enquanto lhe fingia morder as bochechas e o pescoço.
Vocês estão se divertindo, não é? – Eles olharam para Felicity.
O que você faz com esse livro?
Ah, é da Kitty. Caitlin estava com ele ontem á noite, e o esqueceu na sala quando foi colocar Kitty para dormir. Eu peguei e me esqueci de entregar.
Entendi.
Tio... – Kitty deu um gritinho, batendo as mãozinhas no livro.
Okay. – Felicity se aproximou. – Eu termino de ler, e você vai se arrumar. – Se sentou na cama, colocando a afilhada no meio das pernas. Oliver desceu da cama.
Volto logo. – Felicity abriu o livro. – A Dinda vai ler pra você.
Dinda. Obo.
Ah, sim. – Voltou os olhos para o livro. – O lobo começou a correr atrás da Chapeuzinho...
**--** **--**
O que estavam fazendo para demorarem tanto? – Tommy reclamou quando Oliver e Felicity entraram no cômodo com a bebê no colo do primeiro.
Kitty queria que eu e Oliver terminássemos de ler isso. – Deu para o irmão e se sentou. Oliver se sentou ao lado dela, com a afilhada no colo.
De novo? Eu vou comprar outro livro. – Ele deixou em cima da bancada.
Laurel que deu esse livro. Ela disse que era o preferido dela quando era pequena.
O que era meu preferido? – Todos se surpreenderam com a cara de Laurel quando ela entrou no cômodo. Tinha olheiras e o rosto estava pálido.
Laurel. Você...
Eu estou melhor, gente. Só não dormi muito bem... E consequentemente o Barry também não. – Sentou-se com a ajuda do noivo.
Não quer ir ao médico?
Eu já perguntei, Oliver, mas ela insiste que está melhor. – Eles se olharam, e Oliver percebeu que o amigo estava preocupado.
Você tem certeza disso?
Tenho. – Sorriu. – E as crianças?
Elas já comeram, e agora estão no jardim.
Kitty não está com Lyon? Que surpresa.
Hoje ela correu para a Dinda.
Ela até mesmo a acordou. – Barry diz, rindo.
E acordou a mim, também.
Bom dia! – Thea entra animada. – Nossa, Laurel. – Seus olhos arregalaram.
Eu sei, Thea. Eu não dormi muito bem.
Enquanto vocês conversam, Kitty está atacando os biscoitos. – Felicity diz, querendo mudar de assunto. Laurel não parecia estar confortável.
Lis, esses... – A amiga a interrompeu.
Não. Não tem amendoim. – Cait sorriu. – Até porque, eu também não posso.
Essa panqueca está muito boa. – Thea elogia. – Não é possível que tenha sido meu irmão a fazê-la. – Tommy bufou. – Estão uma delícia.
Tudo que eu faço é uma delícia.
Eu duvido. – Thea diz.
Kitty está gostando. Oliver. – Barry entregou uma fralda de pano, que ao pega-la, limpou a boca da pequena.
Olha essas mãozinhas melecadas... – Limpou as mãos da pequena. – E eu vou ter que trocar minha camisa.
Ainda bem que ela é azul, e não branca. – Oliver teve que concordar com Roy. – E as crianças?
Estão no jardim. – Um trovão soou alto. Kitty se assustou, e antes que ela pudesse chorar, Oliver a abraçou com um braço, e pegou um biscoito de chocolate para ela, tentando despista-la.
Vai cair uma chuva... – Felicity, por algum motivo, que os outros desconheciam, olhou para Laurel, preocupada.
E eu pensando que seria uma semana ensolarada.
Ilusão, Ollie. – Thea comentou. – Laurel, ainda está enjoada?
Um pouco.
Você quer suco de limão?
Acho que eu vou querer, sim. – Felicity se levantou. – Não precisa, Lis. Eu posso...
Não mesmo. Eu estou agoniada de ficar quieta. – Oliver riu. – Eu faço.
Deixe, Laurel. Ela é assim, quando não tem o que fazer, fica agoniada. – A outra assentiu. – Mas isso está uma delícia, não é? – Diz com uma voz infantil, olhando para a afilhada. – Quer mais? – Colocou um biscoito de chocolate em frente ao rosto da menina, que levou a mãozinha até a do tio, e pegou, colocando na boca logo em seguida.
Eu vou ter que dar um banho nela. – Cait comentou ao ver como a filha estava suja, por causa dos biscoitos e da panqueca doce.
Eu posso fazer isso? – Felicity perguntou, voltando com o suco, entregando-o para a amiga.
Claro. Ela é toda sua. – Felicity sorriu. De repente eles ouvem um barulho alto e logo em seguida, o barulho da chuva caindo.
Chuva.
As crianças. – Laurel olhou para Barry.
Eu vou chama-los. – Thea se levanta, e Roy a acompanha, não sem antes fazer um comentário.
Eles devem estar achando isso uma maravilha.
Eles devem mesmo estar se divertindo... – Oliver concorda com o cunhado
Deixem eles brincarem.
Mas eles podem pegar um resfriado, Tommy.
Ah, tia, a gente quer brincar na chuva. – Eles ouvem April reclamar.
É. Tava legal, tia. – Lyon concorda com a prima.
Por que agente não pode continuar lá fora? – Killian pergunta, cruzando os braços.
Não. – Thea grita quando os garotos passam as mãos nos cabelos molhados. – Vocês vão molhar a casa inteira.
Eu vou buscar as toalhas. – Roy avisa.
A gente não quer toalha.
Quer brincar na chuva. – Amy cruza os braços, e a irmã, o primo e Killian, fazem o mesmo, demonstrando o quanto estavam desgostosos com a decisão dos tios.
Só mais um pouquinho, tia.
De jeito nenhum. – Felicity responde, se aproximando. – Vocês podem ficar doentes. É a primeira chuva do ano. – Eles fizeram um bico.
Deixa para a próxima. – Thea piscou para eles.
A mamãe tá melhor, tia Lissy?
Está sim, querido.
A chuva piorou. – Felicity olhou para o vidro ao ouvir a irmã.
Quero que tomem um banho, está bem? – Eles assentem. – Killian, você trouxe roupa de frio, querido?
Sim. Mas eu não estou com frio.
O tempo está mudando, é melhor vestir o moletom, okay? – Ele assentiu.
Aqui. – Roy entregou as toalhas para as crianças. – É melhor tirar a camisa, Lyon, Killian, eu vou colocar na máquina.
A gente vai brincar de quê? – O menino pergunta, enquanto tirava a camisa.
Tem jogos de carta dentro da sua mochila. – Tommy responde, fazendo o filho o olhar, não era aquilo que ele queria.
Querem que eu ajude vocês a tomar banho?
Não, mamãe. Agente dá conta sozinha, já. – Elas, Killian e Lyon correm para a escada, fazendo Felicity ficar preocupada.
Não corram nas escadas.
Tá. – Gritam juntos.
Que chuva estranha. – Tommy comenta, com o cenho franzido.
E o pior... Parece que ela não vai parar.
Parece preocupada. – Felicity desviou os olhos da chuva para a irmã.
Só rezando para que não aconteça o que eu estou pensando.
Como assim? – Felicity balançou a cabeça e voltou para a sala de jantar.
O que ela quis dizer, Tommy? – Ele deu de ombros.
**--** **--**
Felicity observava as crianças brincarem de adedonha. Como eles não queriam brincar de cartas, e com a chuva forte, não podiam ligar o videogame, a loira deu a ideia da brincadeira, e os quatro concordaram. Com a ajuda de Caitlin, rapidamente escreveu os nomes nas folhas, e entregaram para as crianças, que se sentaram no tapete, no chão da sala. Apesar de observar elas rindo, brincando uns com os outros, ela não conseguia parar de pensar naquela chuva estranha, e em como ela poderia ser um problema. Seus olhos desviaram para a pequena Kitty que vinha andando até ela, chamando-a. Sorriu, se esquecendo momentaneamente da preocupação que rondava em sua cabeça.
Oi, princesa. – A pegou, colocando-a em seu colo. – Que delícia que está essa fruta.
Qué, dinda?
Não, amor, é toda sua. – Ela levou o pedaço da manga até a boca, sujando o rostinho.
Ah, então é aí que você está, sua levadinha. – Felicity olhou para Cait que entrava no cômodo, e sorriu em seguida. – Estava dando a fruta para ela, dei as costas por um minuto e ela fugiu de mim.
Com Felicity por perto, ela não quer mais ninguém. – Tommy, que estava ao lado da noiva, comentou. – Quando não é o Lyon, é a minha irmã.
Até parece que minha filha gosta mais de vocês que de mim. – Felicity riu.
Claro que não, ela ama você. – Beijou a bochecha melecada da afilhada. – Ela só me vê muito pouco... – Desviou os olhos para o irmão e a cunhada. – Laurel está melhor?
Barry disse que ela está, mas que ainda está sentindo dores nas pernas.
Você está preocupada?
Estou sim. E se ela precisar de um médico? – Tommy pegou em uma das mãos da irmã.
Nós damos um jeito. Não vamos nos precipitar. – Suspirando, ela assentiu. Caitlin limpou as mãozinhas e rosto da filha.
Dá, mamã.
Você quer mais?
Masi.
Ela vai acabar não jantando. – Tommy comenta, se levantando. – Eu vou chamar os outros para fazer o jantar.
Não quer que eu faça? – Pergunta enquanto que Cait limpava as mãos e boca da filha, concordando com o comentário do noivo.
Não precisa, irmãzinha, nós fazemos. – Se afastou para chamar os amigos, mas antes, entregou a coelhinha que estava em cima da poltrona, para a filha.
Você é tão linda. – Felicity sussurra, vendo-a abraçar a coelhinha forte, inclinando a cabeça, depois de pegar a chupeta que estava presa no vestidinho e colocar na boca. – Logo você vai ter uma irmãzinha pra brincar com você.
Ela só não se sente tão sozinha, porque tem Lyon... – Olhou para o enteado. – Mas quando ele está com os amigos, eu evito deixá-la com ele. Lyon precisa brincar com crianças da idade dele.
Isso não vai ser um problema para ela, daqui alguns meses. Ela vai ter alguém que terá mais ou menos a idade dela, para brincar. – Olhou para a amiga rindo. – Apesar de que eu acho que elas vão grudar no Lyon, fazendo-o brincar com elas.
Eu não duvido. – Riu. – Se ele não consegue dizer não para a Kitty, imagina para a Naty?
E pensar que ele tinha ficado com medo quando descobriu que você estava grávida.
Não é? Eu achei que ele iria estranhar muito mais quando ela nascesse, mas... – Sorriu. – Foi muito pelo contrário. Ele gostava de ficar observando-a dormir. Ele ainda faz isso, ás vezes.
Tão fofo.
Eu acho que as gêmeas farão o mesmo quando tiver irmãos. – Comenta, desconfiada de que a amiga não pensava em ter filhos. Felicity abaixou o olhar, e Cait tem a resposta para sua desconfiança. – Não pensa nisso? Em ter um ou dois filhos?
Eu... – Respirou fundo, antes de se voltar para a amiga. – Eu tenho medo. – Decidi falar a verdade. – Eu perdi dois bebês, Cait. Talvez não seja para eu ser mãe... Sabe, de um bebê meu e do Oliver.
Não diga isso. Foi uma fatalidade.
Duas vezes. Para mim é suficiente para eu ter certeza de que ter um filho, não é pra mim. – Cait pegou na mão da amiga. Kitty olhou para a madrinha.
Eu não concordo. Você está traumatizada, mas isso vai passar. Você vai ver que ainda vai ser mãe, de um filho do Oliver. – Felicity balança a cabeça, ela não mais acreditava naquilo. – Depois de tudo que você passou, você não só merece ser mãe, como vai ter essa experiência que eu e Laurel estamos tendo. – Cait queria ajudar a amiga a passar por cima desse trauma. – Já falou com Oliver sobre esse seu medo?
Não. Ele vai se decepcionar quando perceber que isso não vai acontecer. Ele não percebeu meu desconforto e nem vai. É melhor assim.
Tá tisti, dinda? – Elas olham para a garotinha.
Viu? Crianças são puras. Elas sentem as coisas. – Felicity a abraçou, bem apertado, mas a garotinha não reclamou. – Ela percebeu que está triste, e se ela percebeu, uma hora Oliver também vai perceber.
Talvez.
Se abra com ele, Lis. – Elas se olham. – Diga tudo o que está sentindo, como você se sente em relação a ter filhos, tenho certeza de que ficará mais leve.
Você pode estar certa, mas... Mas e se ele se decepcionar comigo?
Por que ele faria isso? Ele sabe que você passou por algo traumático. – Sorriu. – Ele só não vai permitir que você pare de se consultar com a psicóloga.
Ah, não. – Resmungou.
E eu estou com ele. Se você ainda não se sente bem com esse assunto, ainda deve continuar tendo as consultas com ela. – Felicity suspirou. Ouviram as vozes dos homens na cozinha, assim como Kitty, que começou a querer descer.
Não, princesa, fica aqui com a dinda. – A pequena olhou para a madrinha.
Papa.
O papai está ocupado, amorzinho. – Ela inclinou a cabeça. – Cadê seu telefone barulhento? – Cait riu.
Está no quarto.
Gente, vocês vão mesmo deixá-los novamente na cozinha? – Elas olham para o lado e veem Thea se aproximando. – Será que é uma boa ideia?
Eles se deram bem antes.
Viu a Laurel?
Está dormindo. Barry está com ela, não se preocupe.
Impossível. – Voltou os olhos para Kitty.
Essa chuva não vai parar tão cedo. – Thea comenta. – E ainda tem essa ventania estranha.
Como é que ainda não acabou a energia? – A irmã sorriu.
Temos gerador. – As duas amigas assentiram. – Graças a Deus, ou estaríamos ferrados. Estava pensando, deveríamos vir mais vezes para cá. Fazer o natal aqui, por exemplo.
Não é uma má ideia. – Cait concordou. – Podemos conversar, até lá, quem sabe?
Vou falar com meus pais. – Diz, animada.
O jantar está pronto. – Oliver comunica, se aproximando. – Thea, avisa o Barry?
Pode deixar. – Ela se afastou, subindo as escadas.
Vocês foram rápidos.
Fizemos frango frito, arroz e salada. Tá ótimo. – Felicity se levantou com a pequena no colo, ao mesmo tempo que Cait fazia o mesmo. – Será que Laurel vai conseguir comer? Ela estava bastante enjoada mais cedo.
Ela precisa comer. – Cait afirmou. – Talvez o estômago dela aceite o caldo.
O Tommy está terminando o caldo das crianças, eu acho que dá para a Laurel tomar um pouco. – Comenta, seguindo a noiva e a amiga para a cozinha. Antes de entrar no cômodo, ele chamou as crianças, que olharam para ele. – Venham comer, vocês terminam esse jogo depois.
Eu tô ganhando de todos eles, papai. – April diz, animada.
Você só tem dez pontos a mais que sua irmã. – Lyon revira os olhos.
Mesmo assim, eu tô ganhando.
Você deve estar roubando, isso sim. – Oliver achou que eles fossem brigar quando a filha ouviu Killian comentar, mas isso não aconteceu, ela apenas deu a língua a saiu andando na frente dele. A irmã riu e a seguiu.
Meninas. – Lyon concordou com o amigo, e Oliver riu, balançando a cabeça.
O que é isso? – Apontou para um prato que estava em cima da mesa.
Isso é a salada, Amy. Seu tio picou agrião no meio, por isso está diferente. – As crianças fazem uma careta.
Vocês não vão comer isso, relaxem.
Apesar de que deveriam. – Eles olham para Cait. – Faz bem para a saúde.
Não a nossa. – Lyon diz, fazendo os adultos rirem. – Eu prefiro só o tomate e a alface. – Os outros concordaram com ele.
Laurel, está melhor? – Lyon se virou, encontrando a mãe.
Estou, Lis, não se preocupe.
Você ainda está pálida.
E continua enjoada. – Barry completa, ajudando-a a se sentar. – Ela dormiu um pouco, mas ainda não melhorou do enjoo e nem das dores nas pernas e costas.
Isso está acabando, Laurel. Faltam poucos dias.
Graças a Deus.
Mamãe, você tá passando mal ainda? – Ele estava preocupado.
Eu estou melhor, amor. – Barry viu Lyon olhar para ele.
Sua mãe só precisa descansar, filho, não precisa se preocupar. – Diz, tentando tranquilizar o filho.
Ela logo vai ter sua irmãzinha, e então vai estar irritante como sempre. – Tommy comenta, tentando descontrair o ambiente.
Irritante sua língua, Tommy. – Retrucou, e ele riu. – E depois fala que eu que sou irritante.
Para de provocar, e senta aí. – Ele fez como a noiva pediu. Ela ajudou as crianças a se sentarem, já que as cadeiras eram mais pesadas e altas do que o normal. Thea se sentou ao lado do namorado, ouvindo Tommy falar que a comida que ele fez estava uma delícia. Apesar de todos estarem preocupados com Laurel, eles decidiram desviar o assunto, para que nenhuma das crianças se assustassem, em especial Lyon, que estava bastante preocupado com a mãe. Eles comeram enquanto conversavam tranquilamente, descontraindo o ambiente, principalmente porque Tommy tinha tirado o dia para fazer as piadas idiotas dele, com a ajuda de Roy. Assim que as crianças terminaram de comer, elas correram para a sala, enquanto que Felicity tinha ido colocar a pequena afilhada no berço, ela já estava caindo de sono. Quando voltou, Laurel estava sentada no sofá, com os amigos e o noivo em pé um pouco longe dela, conversando. Thea tinha se sentado com as crianças, brincando com elas, e Cait estava fazendo um suco de limão para Laurel. Felicity ouviu Roy fazer um comentário sobre ela e Oliver que a fez arquear as sobrancelhas, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, Oliver deu um tapa atrás da cabeça dele, mandando-o calar a boca, fazendo com que os outros rissem. Balançou a cabeça. Eles pareciam crianças quando estavam sozinhos, ela pensou. Laurel parou de observar eles conversando quando sentiu uma pontada forte, que a fez ficar sem ar. Não chamou a atenção de ninguém, apenas fechou os olhos, segurando forte no sofá. Respirando ofegante, ela abriu os olhos imediatamente, assustada, quando sentiu algo descer por suas pernas.
Oh, não. – Ela diz, assustada ao perceber o que estava acontecendo.
Duminu: Dormindo
Acoida: Acorda
Udiaiô: O dia raiou
Coidô: Acordou
Munto: Muito
Iê: Lê
Obo: Lobo
Masi: Mais
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