Kupidon
20 Capítulo Treze
Notas iniciais

Felicity se encontrava no apartamento com Oliver, Laurel, Barry, Caitlin, Tommy, Kitty, as gêmeas e Lyon. Estavam num almoço entre amigos. Thea e Roy não tinham chego ainda. Enquanto as crianças e os homens jogavam vídeo-game, as mulheres estavam na cozinha, terminando o almoço. Eles ouvem o interfone e Oliver, que estava com Kitty no colo, a passou por alguns minutos para Lyon e se levantou para atender.
Thea chegou. — Disse enquanto voltava para a sala e pegava a menina no colo novamente, a colocando sentada no meio de suas pernas.
Até que enfim. — Tommy reclamou. Em suas mãos tinha um controle.
Papai, você está roubando. — Reclamou.
Me respeite garoto! — O menino riu. — Você está muito viciado nisso.
E a culpa é de quem? — Tommy ouviu de Oliver. Barry riu.
Tenho que concordar. — Ele estava com o outro controle.
Barry, espera Kitty crescer e te obrigar a brincar de boneca.
Bom, ela vai obrigar você também. — Oliver riu.
Eu passei por isso. — Logo ouviram o elevador abrir as portas. — Até que enfim!
Foi mal. Tivemos um problema... — Oliver revirou os olhos. — Mas já estou aqui. Cadê minhas cunhadas?
Todas na cozinha. — Ela bufou.
E vocês, jogando? — Ninguém a respondeu.
Beleza, também quero jogar. — Thea olhou para o namorado descrente. — Que?
Vou ajudar minhas cunhadas. — Saiu em direção a cozinha.
Tio Roy, entra no lugar do papai. — Lyon disse olhando para o tio. — Ele é pior que o tio Ollie.
Até seu filho está te esculachando. — Roy disse rindo com os outros.
Vão se... — Oliver colocou a mão na boca do amigo.
Olha a boca, imbecil. — Sussurrou tirando a mão.
O que ia dizer, tio Tommy? — As gêmeas o olhavam curiosas.
Nada demais. — Sorriu. — Vocês são as próximas.
Foram quantas partidas? — Roy se sentou perto de Oliver, que estava perto de Tommy, Lyon estava no meio do pai e de Barry e logo depois vinham as gêmeas. Ele olhou para a tela da TV e viu que Barry ganhava.
Foram seis. — Responderam as gêmeas.
Tio Barry ganhou do papai e do tio Ollie. — Lyon respondeu. — E agora está ganhando do papai de novo.
Ah, então na próxima, vamos eu e você, Allen. — Ele assentiu.
Depois não reclama se perder.
Eu perder? Sou o melhor daqui... — Barry sorriu ao ganhar o primeiro round.
Na verdade, o tio Barry é o melhor, tio Roy.
Cara, você está me envergonhando na frente do meu filho. — Bufou.
Posso fazer o que? — Disse sorrindo.
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Felicity - https://cdn.shopify.com/s/files/1/1385/4677/products/MLS156.1_grande.jpg?v=1524014811
Laurel - https://www.equus.com.br/content/images/thumbs/0004765_macacao-longo-estampado-equus_600.jpeg
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Bom dia! — Thea chegou gritando.
Onde é que você estava? — Felicity arqueou as sobrancelhas.
Resolvendo um problema com meu namorado. — Deu de ombros.
Não vou nem comentar. — Laurel disse entendendo o problema.
Agente combinou foi? — Thea perguntou arqueando as sobrancelhas, ao ver que estavam todas de macacão.
Estranho, eu sei. — Laurel comentou.
Realmente, ficou ainda mais surreal, agora que você chegou. — Ela riu com o comentário de Cait.
Cadê a pequena Kitty? — Mudou de assunto de repente.
Você não a viu com os garotos? — Ela negou. Cait foi até a sala e voltou logo depois. — Thea, que susto. Ela está no colo do Oliver.
Não vi. — Se aproximou. — O que precisam que eu faça?
Já está quase tudo pronto. — Thea se desculpou. — Tudo bem. Falta só o peixe.
Os garotos estão jogando desde que horas?
Desde que chegaram. — Thea bufou.
Aqueles preguiçosos.
Thea, não reclama, não. Você acabou de chegar. — Disse Laurel.
Nossa... Magoou — Fez uma carinha triste e todas riram. — E como estão as coias para o aniversário das minhas sobrinhas?
Está tudo certo. Já falei com o pessoal do Buffet. A Caitlin falou com o pessoal da decoração para mim... O bolo ela quem vai fazer... — Thea assentiu.
Meus pais estão esperando vocês para dormir lá.
O que? — Cait a olhou.
A festa começa ás 18h Cait. Vai ficar tarde quando acabar...
A Thea está certa. — Laurel disse. — Por mais que não queiram, é menos perigoso. — Cait se lembrou da conversa que teve com o namorado sobre Cooper.
Tudo bem, então. — Felicity a olhou.
Bom, não vai ser a primeira vez que isso acontece... — Deu de ombros.
Ótimo! — Thea exclamou sorrindo. — Eu atendo? — Perguntou quando o interfone tocou. Felicity assentiu. Thea atendeu o interfone e arqueou as sobrancelhas. — Amiga? Qual o nome dela? Como? — Ela olhou para Laurel. — Er... Um minuto...
O que houve? — Felicity se aproximou.
Tem alguém querendo subir... — Sussurrou. — Quer falar com Barry.
Quem? — Falou no mesmo tom.
Ela disse que se chama Iris.— Felicity se assustou.
Como é? — Olhou para Caitlin e principalmente Laurel. — Diz que pode subir, vou avisar o Barry. — Thea assentiu e Felicity caminhou até a sala. — Barry? — Ele a olhou. — Er... Tem alguém subindo... Querendo falar com você...
Quem? — Arqueou as sobrancelhas se levantando. As garotas já estavam perto o bastante para ouvir o que eles falavam. Os garotos ainda jogavam. Oliver contra Lyon dessa vez.
Bom, é a... — Respirou fundo. — Iris. — Falou com desgosto.
O que? — Ele se assustou. Laurel fechou o semblante no mesmo instante. — O que ela quer?
Como eu vou saber? — Ela olhou para Laurel que estava séria.
Sabia que uma hora ou outra ela apareceria. — Caitlin disse desgostosa. Ela nunca tinha se dado bem com a outra. O elevador abriu e de lá, saiu uma morena com um sorriso no rosto.
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Oi Bar. — Ele a olhou. — Lis, Cait.
Felicity/Caitlin. — Corrigiram juntas.
Claro. — Ela disse ainda com um sorriso.
O que faz aqui Iris? — Lyon e Oliver já tinham parado o jogo.
Eu vim te ver. Soube que sua filha nasceu... — Caitlin a interrompeu.
Isso foi á quase 7 meses. — E todos perceberam o "clima".
Tive uns contra-tempos. — Voltou seus olhos para Barry. — Nós poderíamos conversar? — Todos, exceto Barry, Iris e as crianças olharam para Laurel.
Iris, eu ainda não entendi o que de tão importante queria falar para vir até aqui. — Ela perdeu o sorriso.
Pensei que ficaria feliz por me ver. — Fez sua cara triste e inocente. Laurel sentiu seu estômago revirar. Caitlin revirou os olhos e Felicity fechou as mãos em punhos. — Não vai me apresentar seus amigos?
Oliver, você poderia tirar as crianças daqui? — Felicity se pronunciou.
Felicity, o que você acha que vai acontecer aqui? — Deu um sorriso falso. — Não precisa disso tudo. — Felicity arqueou as sobrancelhas.
De você eu espero tudo. — Retrucou bruscamente.
Quem é ela, tio Barry? — O menino já se encontrava perto do tio.
Ah, somos amigos, gracinha. Quase irmãos... — Se abaixou pegando na bochecha dele. Lyon fechou ainda mais sua expressão e tirou a mão da outra de seu rosto.
Ela é sua irmã? — Barry o olhou.
Mais ou menos, Lyon. — Seus olhos voltaram para a mulher á sua frente.
Quem é o garotinho? — Perguntou olhando para Barry.
Ele é meu enteado. — Respondeu sério.
Enteado? — Arqueou as sobrancelhas.
Não veio aqui para falar sobre Lyon. Fala o que você quer. — Ela suspirou fazendo uma expressão triste. Todas as garotas perceberam a falsidade.
Não pensei que me trataria assim. — Pegou em seu braço. Laurel sentiu seu estômago revirar novamente. Lyon arqueou as sobrancelhas com a aproximação da outra, não tinha gostado da mulher.
Não? — Disse cínico. — Lembra da nossa discussão antes de eu vir para cá?
Não precisamos entrar em detalhes. Ainda mais na frente de estranhos. — Retirou a mão e percebeu que o menino se aproximou mais de Barry, parecendo não querer sua aproximação para com o padrasto.
Querida, a única estranha aqui é você. — Thea não se segurou. Todos a olharam.
E você é?
Minha irmã. — Iris olhou para Felicity.
Não sabia que tinha uma irmã.
Isso não seria da sua conta, afinal de contas. — Retrucou novamente. — Iris, você nem deveria estar aqui.
Mas eu vim falar com o Bar... E vou falar.
Então fale logo. — Ele disse grosso.
Eu... — Olhou para os amigos do irmão.— Sozinhos, pode ser? — As irmãs Merlyn e Cait olharam para Laurel. Barry assentiu para Felicity.
Bom, vamos deixa-los a sós. — Thea, Roy, Oliver e as gêmeas foram os primeiros a ir para a cozinha. Caitlin pegou a filha que estava nos braços de Laurel, Oliver tinha entregado a menina quando viu que a coisa tinha "pegado", com a chegada da outra. — Lyon? — Ele olhava para Barry e Iris, querendo entender o que aquela mulher queria com o namorado de sua mãe. E ele não gostava nada do jeito que a outra o olhava. Antes de Felicity o chamar novamente, Laurel se pronunciou.
Lyon? — Laurel conseguiu dizer, ainda não estava conformada de ver aquela mulher ali. Barry a olhou pela primeira vez desde que Iris chegou.
Mamãe. — Iris pela primeira vez desde que chegou, olhou para Laurel.
Vamos querido. — Ele olhou para Barry.
Nos vemos daqui a pouco. Vai com sua tia Felicity. — Ele olhou para a tia e depois para a mulher intrusa. Depois de alguns segundos, ele segurou a mão da tia, que o levou dali. Barry já não mais olhava para Iris. — Você fica. — Laurel olhou para a mulher que tinha arqueado as sobrancelhas ao ouvi-lo.
Por que? — Iris perguntou.
Porque não pretendo esconder nada dela. Se quiser, vai ser assim... — Voltou seus olhos para Iris que ficou calada. — Vamos nos sentar.
Meu nome é... — Laurel a interrompeu.
Eu sei quem é você. — Laurel e Barry se sentaram na poltrona de dois lugares e Iris no sofá.
AH. — Ela olhou para Barry. — Contou de mim para ela? — Sorriu. Ele não respondeu. — Você não foi ao meu casamento. — Decidiu mudar de assunto.
Você veio falar sobre isso? — Arqueou as sobrancelhas. — Seu casamento foi á cinco meses, Iris.
Eu sei, mas você ainda estava tão chateado... — Laurel reprimiu a vontade de revirar os olhos. — Eu não sabia que estava... Com alguém.
E por que eu deveria te dizer que estava namorando?
Sempre contamos tudo um para o outro.
Isso foi antes de você dizer que a filha que Cait esperava, possivelmente não era minha. — Laurel olhou para o namorado incrédula.
Isso... Barry, eu só queria abrir seus olhos.
Abrir os meus...? — Ele se interrompeu. — Você se casou com um filho da puta e diz que eu deveria abrir meus olhos? Se olha no espelho, Iris.
Você está dizendo isso porque ainda é apaixonado por mim. — Laurel fechou uma das mãos em punhos e com a outra, ela apertou o pano do macacão.
Você está errada. — Segurou uma das mãos de Laurel, ela o olhou. — Não sinto mais nada por você. — Ela fingiu não ficar sentida com aquela frase.
Nós éramos melhores amigos. Unidos... Sempre fazíamos coisas juntos, confidenciávamos coisas um ao outro... E de uma hora para a outra, você me troca por aquelas lá. Uma esconde segredos demais, a outra deu um golpe da barriga... — Laurel estava se segurando. — E agora, essa aí, que quer empurrar um criança para você cuidar. — Aquilo tinha sido a gota d'água para Laurel.
Você está falando de mim?
A carapuça serviu? — Barry segurou a namorada. — O que houve com o pai do menino? Não te aguentou?
IRIS! — Barry a repreendeu.
Você não tem ideia de com quem está se metendo garota. — Rosnou se levantando, Barry fez o mesmo. — Você vem no apartamentos dos meus amigos, para nos ofender? Você perdeu a noção do perigo? — Os que estavam na cozinha, apareceram quando ouviram as vozes aumentar consideravelmente.
Só disse a verdade. Barry que está cego... — Iris se levantou. Cait entregou Kitty para Oliver e se aproximou. — Você pelo menos fez um teste?
Teste? — Todos ouviram Cait. Laurel, Barry e Iris se virou para ela. — Você não está falando do que eu acho que esteja falando, está?
Sim. Ela está. — Laurel respondeu.
Quem você pensa que é? — Caitlin foi segurada por Tommy.
Fica calma. — Sussurrou em seu ouvido.
Calma o caramba, Tommy! — Tentou sair dos seus braços.
Você está muito perto de levar uma surra. — Laurel rosnou.
E de quem? — Ela deu um sorriso presunçoso.
Eu vou ser a primeira, sua vadia! — Ela olhou para Caitlin.
Eu que sou a vadia? Eu acho que está confundindo as coisas, querida. — Debochou. — Você e essa outra aí devem ter tramado tudo isso, não é?
Ah, mas ela quer apanhar... — Barry teve de segura-la mais forte.
Eu só quero abrir os olhos do meu amigo.
Você realmente perdeu a noção... — Felicity disse. Ela estava com uma vontade de voar no pescoço da West, nem sabia como se segurava.
Você não se meta. Ainda não disse nada sobre seus segredos... Porque eu sei que tem. — Felicity fechou as mãos em punhos. — Apareceu toda estranha em Central City. Fugindo de algo? Ou de alguém?
E quando foi que isso passou a ser da sua conta? — Cait rosnou irritada, Tommy apertou seus braços na cintura da namorada, um pouco de descuido e ela partiria para cima da irmã de Barry. — A vida do Barry desrespeita ao Barry e o mesmo serve para a Felicity.
Barry é como um irmão para mim.
Irmão? — Laurel perguntou cínica.
Você não se meta também. — Apontou o dedo no rosto de Laurel. — Você deveria procurar o pai do seu filho, se é que você sabe quem é ele.
Como assim? — Lyon perguntou não entendo do que a outra falava. Laurel e Barry o olharam, não tinham percebido as crianças no cômodo.
EI! — Tommy se deu o direito de se meter, ao ouvir o que a mulher disse. Soltou a namorada e a colocou atrás de si. — Olha como fala.
E você é...? — Perguntou sem querer mesmo saber.
O pai do garoto que você está insultando. — Iris o olhou debochadamente.
Será mesmo? Você tem certeza? — Laurel trincou os dentes e antes que qualquer um respondesse á ofensa da outra, a voz de Barry se fez presente.
Chega! — Barry gritou. Soltou a namorada e deu alguns passos á frente dela. — Você já veio aqui e falou o que queria. — Iris o olhou. — Você já soltou seu veneno, agora já pode ir.
Barry... — Ele a interrompeu.
Não. Pega o resto da sua dignidade... — Felicity o interrompeu.
Se é que isso existe em você.
E some da minha vida. — Barry continuou.
Você ainda vai se arrepender. — Barry balançou a cabeça para os lados.
Você é quem vai. E ouça o que eu digo... Quando perceber que eu estava certo... Não venha me procurar. — Ela deu alguns passos até o elevador. Felicity estava lá perto, com Oliver, Roy e Thea.
Antes... — O estalo foi alto. Com certeza a marca da mão de Felicity ficaria dias no rosto de Iris. — Isso foi pelo que disse de Cait e Laurel. — Outro barulho de estalo foi ouvido. — E Isso... — Apontou o dedo na cara da outra. — Foi por ter desrespeitado meu sobrinho.
Sua... — Ela ia para cima de Felicity, mas Oliver entrou na frente.
Nem tente. — Kitty ainda estava em seus braços. Passou a menina para Thea que encarava a outra com um ódio mortal.
Você ainda me paga. — Apontou o dedo na cara da loira e entrou no elevador.
**--** **--**
Felicity, eu amei os tapas. — Thea foi a primeira a se pronunciar. Estavam todos na sala, sentados. Lyon e as gêmeas não entendiam nada, só o que entendiam era que a outra mulher era má. E tinha magoado Laurel e Cait.
De tudo que aconteceu, você comenta sobre as bofetadas? — Oliver arqueou as sobrancelhas.
Sim. Porque ela mereceu. Tenho certeza que se Tommy não tivesse segurado Cait e Barry segurado Laurel... Ela estaria com mais dois hematomas no rosto.
Não acredito que ela teve o disparate de dizer que Kitty não é sua filha. — Cait disse o olhando. Barry suspirou.
Ela já tinha me dito isso antes. — Cait o olhou surpresa. — Por isso brigamos antes de eu me mudar.
Por que não me disse?
Para que? Você estava grávida, Cait.
Laurel, você está muito quieta. — Thea comentou.
Estou quieta, porque estou irritada o bastante para descer a mão em alguém. — Tommy a conhecia bem, sabia que era bem capaz de ela fazer isso. — Não basta a vadia falar da Cait, tem que falar de mim também.
Eu disse que ela não prestava. — Barry revirou os olhos. — E como eu AMO estar certa... — Barry a olhou. — Eu vou dizer novamente: EU TE DISSE.
Obrigado Felicity. — Ironizou.
De nada. — Cruzou os braços.
Não entendi nada. — Lyon sussurrou.
Coisa de adultos, filho. — Tommy respondeu. — Não se preocupe com isso, não. — O menino assentiu. Felicity que estava sentada ao lado dele, o abraçou, ele correspondeu o abraço, enquanto olhava para a mãe.
O que ela sabe de você Felicity? — A loira olhou para Laurel.
Nada. Ela nunca soube de nada.
Bom, ela pareceu saber alguma coisa. — A loira teve de concordar.
Não precisamos nos preocupar. Ela não vai nos incomodar, não mais.
Será que agora podemos comer? — Todos olharam para Roy. — O que? Estou com fome. — E todos não puderam deixar de rir.
Também estou! — As crianças gritaram juntas.
Então vamos comer. — Felicity chamou enquanto se levantava. Todos a acompanharam indo em direção á sala de jantar.
**--**
**Oliver**
Por que a Felicity não veio trabalhar hoje? — Diggle me perguntou assim que entramos na minha sala.
As gêmeas terão gincana 13h. Mike, Keith, Collin e Lucca buscarão elas, deixarão elas na escola e depois trarão Felicity para cá. — Ele assentiu.
Ela está melhor? — Suspirei.
Os pesadelos deram uma parada, mas... Eu sei que ela está temerosa. — Tínhamos tentado de tudo para raquear aquele cara, mas nada ainda. Ele estava muito bem escondido. Ele não ligou mais nenhuma vez e desde aquele dia eu fico imaginando o que ele faria para conseguir pega-la.
Pelo menos Felicity está protegida. Ele não conseguiria passar pelos seguranças, Oliver. — Eu imaginava se não mesmo. — Fique despreocupado.
Acho difícil. — Suspirei novamente. — E o que soube do Bertinelli?
Ele conseguiu fugir como eu disse e até agora não o acharam. — Quando Laurel conseguiu convencer Helena a entregar tudo que encontrou sobre o pai para a policia, o desgraçado já tinha fugido. Helena estava possessa. Não queria falar com ninguém, disse que estava fazendo terapia, mas que precisava ficar sozinha. Eu realmente a entendo. O homem acabou com a vida dela. — A polícia está de olho, mas eu não acho que o encontre tão cedo.
Helena não tem atendido os telefonemas de ninguém.
Ela e Felicity conversaram?
Sim. Helena foi até ela para pedir desculpas. Disse que estava descontrolada, mas entendia que ela só queria ajuda-la. Elas estão bem, mas... — Dei de ombros.
Ela precisa de um tempo, Oliver. — Eu assenti.
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Cheguei. — Anunciou e eu a olhei. — As gêmeas saem ás 17h
Tudo bem. — Soltei os papéis que estavam em minha mão. — Que tal jantarmos fora hoje? — Se sentou á minha frente.
Seria ótimo. — Ela sorriu. Eu já disse o quanto amo o sorrio dela? — Laurel pediu para ficarmos com Lyon hoje.
Aconteceu alguma coisa?
Nada grave. Ela tem uma reunião com o cliente até um pouco mais tarde. Barry foi visitar os pais e só volta amanhã. Tommy e Caitlin estão cuidando de Kitty, ela está enjoadinha hoje.
Enjoadinha?
É. Parece que ela está ficando resfriada.
Entendo. Ela já avisou Lyon?
Sim. Quando o deixou na escola. — Assenti. — Disse que o pegaria na escola amanhã. — Novamente assenti. — Eu falei com Helena.
Quando? — A olhei surpreso.
Hoje. Ela me ligou para avisar que estava bem e que não era para ninguém se preocupar. Ela viu nossas mensagens e telefonemas...
Dig disse que ela precisa de tempo. Ela ainda está irritada pelo Bertinelli ter conseguido fugido.
Ela me disse isso. Disse que a raiva não passou e que não queria mais sentir nada disso. Ela está indo á terapia.
Então o que podemos fazer agora, é esperar que ela melhore... E quando ela precisar, estaremos aqui. — Ela assentiu e se levantou, dando a volta na mesa.
Minha mãe mandou uma mensagem dizendo que vem para o aniversário das gêmeas... — Percebi que algo a preocupava.
Algo está te preocupando... — Ela suspirou enquanto se encostava na minha mesa. — O que houve?
Ainda não houve... — Arqueei as sobrancelhas. — Com minha mãe indo e vindo sozinha... De Vegas para Star... — A interrompi.
Você teme que algo aconteça a ela?
Oliver, ele pode tentar fazer alguma coisa com minha mãe...
Isso não vai acontecer. — Me levantei a trazendo para mais perto do meu corpo. — Ela também está sendo protegida.
Como assim? — Me olhou surpresa.
Bom, não quis dizer nada a você antes para não te preocupar, mas... Pedi para que Dig contratasse seguranças para segui-la o tempo todo. Eles são profissionais, ela nem vai perceber.
Oliver... — Ela sorriu. — Obrigada por isso.
Tudo por você. — A beijei rapidamente. — Eu amo você. Faço qualquer coisa por você. — Ela me beijou dessa vez e eu o aprofundei. Ela passou os braços pelo meu pescoço me puxando para mais perto, me aproveitei para coloca-la sentada em cima da minha mesa e me coloquei no meio de suas pernas que rodearam minha cintura. Comecei a subir a saia do seu vestido de pouco em pouco, mas ela logo me interrompeu.
Você se esqueceu onde estamos? — Suspirei em meio ao beijo.
Quase. — Ela riu. — É isso que você faz comigo...
Bom, você faz o mesmo comigo. — Eu sorri enquanto ela me empurrava. — Mas... Aqui não é lugar para isso. — Ela desceu da mesa sem minha ajuda. — Podemos continuar isso em outro lugar... De preferência no nosso apartamento... No nosso quarto. — Me beijou.
Você faz isso de propósito. — Disse quando a viu morder o lábio. — Isso só me faz querer que o dia acabe logo . — Ela riu.
Não se esqueça que vamos ter três crianças em casa hoje. — Ela me empurrou de leve para poder sair entre eu e a mesa.
Ah, Laurel. — Reclamei. — Maior empata fo... — Felicity me deu um tapa no braço me interrompendo.
Oliver! — Me repreendeu e eu ri. — Eu vou até o departamento de IT, ver como está tudo. — Ela me deu um último beijo.
Tudo bem. — Ela se virou e eu olhei sua bunda. — Não sei se consigo aguentar até chegarmos no nosso quarto. — Sussurrei. — Droga, Laurel.
**Oliver**
**--**
**Felicity**
Oliver chega que horas? — Thea me perguntou. Estávamos no meu apartamento. É estranho pensar que esse apartamento não é só do Oliver agora, é meu também. Nosso apartamento. Bom, voltando, estava fazendo um almoço quando Thea chega com Caitlin e Laurel. Elas disseram que me ajudariam com as lembrancinhas do aniversário das gêmeas. Oliver estava numa reunião importante com um investidor de Portland e os outros garotos estavam jogando vídeo-game com as crianças. Eu tinha perguntado para minhas filhas sobre o tema e por incrível que pareça não teria quase nada rosa. Elas já tinham tido uma festa da Hello Kitty á três anos e ano passado tinha sido da Jolie. Esse ano seria Frozen.
Ele deve estar chegando. Ele disse que não iria demorar muito. — Ela olhou no celular. — Thea, ele não vai te atender...
Ele já está nessa reunião á horas. — Reclamou. Meu celular vibrou. — Me diz que é ele dizendo que está vindo...
Ele acabou de sair da empresa. — Ela vibrou, nós rimos.
O que você vai colocar aqui dentro? — Caitlin perguntou. Tinha pego as caixinhas no meu quarto e colocado na mesa da cozinha, elas estavam sentadas em volta dela. Só eu estava em pé.
Eu vou buscar as balas. Temos que colocar nos saquinhos ainda. — Elas assentiram. — Já coloquei as etiquetas dos saquinhos, então é só colocar os doces dentro e coloca-los nas caixinhas.
Você colocou as etiquetas sozinha?
Não. Cait veio para cá no meio da semana e me ajudou. Vou pegar as outras coisas no meu quarto. — Thea se levantou.
Eu te ajudo. — As outras ficaram montando as caixinhas. Subimos as escadas, entramos no meu quarto. Eu já tinha deixado tudo separado dentro do closet. Thea me seguiu até lá e eu peguei duas sacolas e entreguei para ela.
Eu vou pegar as outras caixinhas. — Fui até minha cama e peguei a única sacola que estava lá em cima. Olhei para onde minha irmã ainda estava quando ouvi um barulho, caminhei até o closet. — O que hou... — Me interrompi quando a vi lendo um papel.
Lis, o que é isso? — Como ela encontrou isso? Eu tinha escondido tão bem.
O que você está mexendo Thea? — Arranquei o papel de suas mãos.
Eu te perguntei primeiro... O que é isso? — Apontou para o papel em minhas mãos. — Por que você tem um exame pós aborto? — Não acredito que isso esteja acontecendo. Quando tudo aconteceu, eu passei a guardar esses exames nas minhas coisas no meu apartamento. Depois, quando me mudei, tive que escolher um lugar onde Oliver não encontraria, por isso guardei num fundo falso da minha caixa de música.
Thea, agora não é a hora de falarmos sobre isso.
E quando vai ser? — Passei as mãos no meu cabelo. — Você teve um aborto?
É complicado. — Peguei minha caixinha que estava destruída.
Desculpa pela caixinha... — Não a respondi e então senti ela se aproximar. — Mas eu ainda quero saber o que isso quer dizer...
Quer dizer que eu tive a gravidez interrompida. — Disse me virando para ela. — Quer dizer que eu perdi meu bebê. — Apertei os papéis entre meus dedos. Meus olhos lacrimejaram. — Eu nem sabia que estava grávida...
Por que não disse para mim? Por que esconder... — A interrompi.
Oliver não sabe. — Ela ficou surpresa. — Aconteceu tudo quando Oliver estava trabalhando, eu ainda morava no meu antigo apartamento... Cait tinha ido me visitar... — Senti novamente aquela vontade de chorar, mas segurei o choro. Aquela dor estava de volta. — Foi poucos dias depois do aniversário do Lyon. Cait me levou para o hospital, chamou Laurel...
Então aquele dia que você foi parar no hospital... Que eu só fiquei sabendo no dia seguinte, era por que você tinha... — Se interrompeu.
Cait e Laurel falavam sobre o... — Me interrompi propositalmente. — Acordei, mas não conseguia me mexer por causa das dores... E então eu ouvi elas conversando. Foi assim que eu soube que estive grávida e tinha o perdido.
Quanto tempo?
3 semanas. — Ficamos em silêncio por alguns minutos. — Por favor Thea, não conta para o Oliver.
Ele tem o direito de saber.
Para que? Não tem bebê nenhum aqui. — Toquei minha barriga. — Por favor, estou te implorando Thea. — Ficamos alguns segundos em silêncio.
Tudo bem. — Disse depois de um suspiro. — Espero que saiba o que está fazendo. — Fomos interrompidos por Cait.
Gente, já terminamos de montar as caixinhas. — Saímos de dentro do closet.
Nós já pegamos tudo. — Saímos do quarto e fomos para a cozinha, sem tocar naquele assunto novamente. Nos sentamos e eu coloquei o resto das caixinhas na mesa. — São as últimas. — Thea colocou alguns saquinhos em cima da mesa.
Colocaremos o que aqui dentro? — Laurel me pergunta.
Vamos colocar um pouco de cada doce, dentro desses saquinhos transparentes primeiro. Depois os colocamos nesse outro saquinho azul.
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Então a Thea sabe? — Cait perguntou quando fomos trocar a fralda da minha afilhada. — Quem vai ser a próxima? Ou próximo, né?
Caitlin, por favor. — Ela se virou, ainda segurando as perninhas da filha.
Você é minha melhor amiga. Eu faria qualquer coisa por você... Mas Lis, você deveria contar ao Oliver.
Eu não posso. — Sussurrei.
Sabe o que pode acontecer se ele descobrir? — Não respondi. — Ele pode encontrar esse exame.
Eu já joguei no lixo. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Já fiz o exame mesmo...
Então você não vai mudar de ideia? — Neguei. — Espero que saiba o que está fazendo. — Me lembrei de Thea me dizer a mesma coisa. Ela voltou a se concentrar na pequena. Vestiu Kitty e a pegou no colo.
Eu sei que você deve ter razão. — Ela me olhou. — Mas eu não consigo. Pensar naquele dia já me trás um aperto...
Eu sei. — Suspirou. — Eu vi como você ficou, mesmo não sabendo da gravidez.
Eu não entendo como dói tanto, mesmo eu não sabendo de nada. Eu não sabia do bebê, não poderia sentir amor por ele...
Mas você sentiu. — Meus olhos lacrimejaram. — Era parte sua e do Oliver. Fazia parte de você... Por isso dói tanto. — Assenti. — Não vou mais falar sobre isso ok? — Assenti novamente. — Quer segurar sua afilhada?
Quero. — Peguei Kitty no colo e a abracei. Seu cheiro era tão bom. Me lembro de ter dito algo parecido no dia que tudo aconteceu. Me obriguei a não pensar mais naquilo. — Vamos descer. — Ela assentiu e saímos do quarto.
**--** **--**
Já passava das 19h, todos já tinham jantado. Eu estava no meu quarto procurando meu anel de compromisso. Mais cedo, eu tinha vindo tomar um banho, eu tirei ele e o deixei em cima da pia, mas me esqueci de coloca-lo de volta quando terminei de me arrumar. Agora, estou procurando que nem doida, porque por algum motivo ele não está onde eu o deixei. Não tem como ele ter saído andando para fora do banheiro. Joguei as coisas da gaveta do banheiro em cima da bancada, não estava em lugar algum. Ando até o closet, vai que eu sem me lembrar, deixei em algum lugar daqui. Reviro minhas coisas, mas nada. Ouço passos, mas não me viro.
O que você está fazendo? — Olho para trás e encontro Laurel. — Vim te chamar, Cait já quer ir.
Eu estou procurando meu anel.
O que Oliver te deu? — Assenti enquanto continuava a jogar minhas coisas no chão. Laurel se aproximou e segurou meus braços. — Calma. Me diz onde foi a última vez que o viu. — E então expliquei a ela. — Tudo bem. Não tem crise... — Ela foi até o banheiro.
Já procurei aí, Laurel. — A vi mexer em tudo naquele banheiro e guardar tudo no lugar. — Laurel? — Ela pegou minha toalha e então eu vi.
Olha onde está? — Pegou meu anel que estava preso na minha toalha. — E você destruindo seu closet. — Ela riu.
Obrigada mesmo Laurel. Eu nunca teria pensado na toalha.
De nada. — Coloquei meu anel de volta no dedo. — Eu te ajudo a arrumar o closet. — Caminhamos até o cômodo.
Obrigada novamente.
Você estava desesperada. — Riu. — Precisava de ajuda...
Claro. Oliver que me deu... Imagina se ele não vê no meu dedo e me pergunta onde está?
Você já o encontrou, fica tranquila. — Suspirei. Ela me ajudava a guardar tudo no seu lugar.
Não acredito que fiz isso. — Resmunguei ao ver a bagunça do closet.
O que o desespero não faz. — Eu não pude não rir. — Lis, a Cait me contou... Thea achou o exame, não é?
Ela deixou minha caixinha de música cair e achou ele. — Suspirei. — Ela pediu para eu contar para Oliver, Cait também me pediu...
Por que não o faz então? — A olhei. — Lis, isso era algo para os dois passarem juntos. Vocês são namorados... Moram juntos...
Eu sei, mas... — Sussurrei. — E se ele ficar decepcionado? ou pior... irritado?
Você vai ter que aguentar. Mas sabe? — Nos olhamos. — O conheço á muito tempo e eu sei que ele não vai ficar irritado. — Ela sorriu. — Ele com certeza vai dizer que queria ter passado aquilo com você.
Você acha mesmo que eu... — Me interrompi.
Sim. Deixa o aniversário das gêmeas passar... E diz tudo o que houve para ele. — Ela pegou nas minhas mãos e apertou. — Vai por mim, esse peso que sente... Essa dor que aperta aqui... — Tocou no meu coração. — Vai ficar mais leve.
Eu não entendo como isso foi acontecer... — Sussurrei.
Lis, coisas assim poderia acontecer com qualquer um. — Assenti. — E você pode contar comigo, sempre que precisar. — Ela me abraçou e eu correspondi.
Obrigada, Laurel. — Sussurrei enquanto ainda nos abraçávamos.
CONTINUE...
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