Kupidon
21 Capítulo Quatorze
Notas iniciais

Felicity terminava de se arrumar para ir para a mansão dos sogros. O pessoal do buffet chegaria ás 13h30min em ponto e ela já teria que estar lá, auxiliando-os. Laurel mandou uma mensagem dizendo que já estava indo pra lá e Caitlin ligou á 15min para dizer que se encontrariam na porta do apartamento do Tommy que era caminho de lá, para poderem chegar juntas. Os garotos, novamente ficariam com as crianças, mas dessa vez estariam todos na mansão. Enquanto as garotas trabalhavam, os garotos ficariam de olho nos pequenos na sala de jogos.
Mamãe já estamos prontas. — Felicity terminou de calçar a sandália.
Eu também. — Se levantou da cama. — Cadê o pai de vocês?
Lá embaixo no celular. Ele parece irritado com alguma coisa... — Ela arqueou as sobrancelhas. — E a vovó Donna?
Dig vai busca-la quando ela chegar. — Pegou a mochila com suas roupas e as de Oliver. — Cadê a mochila de vocês?
Na sala.
Então vamos descer. — As meninas foram na frente, Felicity peou o celular e seguiu as meninas.
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**Felicity**
Vocês por algum acaso são retardados? — Rosnou. Oliver falava pelo celular. — Não me importa, seus imbecis. — Achei melhor não interrompe-lo. Quando cheguei á cozinha, percebi que ele estava com a feição fechada e trincava os dentes. As gêmeas estavam na sala, assistindo TV, como eu pedi. — Pedi uma única coisa a vocês, seus incompetentes. — Se virou e seus olhos encontraram os meus. Vi ele passar a mão direita na nuca, ele fazia isso quando queria se acalmar. — Diggle deve estar chegando aí. Ele vai resolver tudo. — Ele ficou alguns minutos em silêncio, só ouvindo o que o outro dizia. — Nesse momento eu estou ocupado, quem vai resolver essa besteira de vocês, vai ser o Diggle. — Desligou o celular, ainda irritado.
O que houve? — Me aproximei de vagar.
Um problema com a segurança, mas não tem com o que se preocupar.
O que houve, Oliver? — Temia que alguma coisa pudesse ter acontecido.
Tinha pedido para que ficassem de olho na mãe da Helena... E ontem á noite ela viajou e os incompetentes não sabem para onde.
Você acha que ela pode ter ido... — Ele me interrompeu.
Atrás do marido? Claro! — Bufou. Passou as mãos no rosto. — Era só o que me faltava. — O abracei para ver se ele acalmava um pouco.
E o que eles podem fazer agora?
Diggle vai resolver as coisas.
E quem vai nos acompanhar? — Arqueei as sobrancelhas.
Mike, Nick, Elliot, Dylan, Collin e Lucca. — Assenti, ficando mais aliviada. — Eles vão nos carros nos acompanhando. Diggle vai nos encontrar na mansão mais tarde.
Espero que Helena esteja bem. — Sussurrei. — Eu podia tentar ligar para ela.
Ela disse se ia á festa? — Eu neguei.
Ela disse que não poderia ir. Que mandaria o presente das gêmeas, mas que não estava bem para sair ainda. — Ele assentiu. — Agente já pode ir? Cait ligou dizendo que estava quase pronta e isso foi á 15 minutos.
Vamos. — Ele me beijou rapidamente e se virou para pegar sua carteira e a chave em cima da bancada. — Só espero que Diggle descubra onde raios ela foi.
Ele vai descobrir. E qualquer coisa... Eu posso tentar requea-la. — Ele sorriu e saímos da cozinha. Chamamos as gêmeas e entramos no elevador.
**Felicity**
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Feliz aniversário. — Thea disse, abraçando as sobrinhas que corresponderam.
Tia Thea, agente ganhou um patins da mamãe. — Elas estavam animadas. Ficaram o dia anterior inteiro tentando se equilibrar no brinquedo esportivo.
Patins? — Olhou para a irmã.
Perguntei o que elas queriam... E elas escolheram. — Sorriu.
Vai ser bom quando formos ao parque. — Thea foi até Cait e pegou a "sobrinha" no colo. — Da próxima vez levaremos Kitty.
Não seria uma má ideia. — Sorriu. — Minha filha precisa de ar puro... E se enturmar com outras crianças também.
Legal! — As gêmeas se animaram. — O Lyon pode ir também? — Thea assentiu. Oliver e Tommy entram no cômodo.
Cadê Laurel e Barry? — Oliver perguntou.
Estão com Lyon. — Kitty resmungou e Thea lhe deu a chupeta. — Estão na sala de jogos. O pessoal da decoração está para chegar.
Então nós vamos deixar vocês trabalharem... — Tommy se pronunciou, pegando a filha do colo da irmã. — Ficaremos com os menores.
Agente não pode ajudar, mamãe?
É melhor ficarem com seu pai na sala de jogos. — Sorriu se abaixando, ficando na altura das duas. — Vai estar uma bagunça daqui a pouco...
Agente gosta de bagunça. — Os adultos riram. — Lembra quando agente foi fazer bolo? — Amily perguntou.
Lembro. Mas dessa vez não vamos poder fazer aquela guerra, não. — As meninas cruzarão os braços. — Vamos deixar para a próxima.
Próxima? — Oliver perguntou. — Da última vez nossa cozinha ficou um desastre.
Mas nós limpamos. — As gêmeas concordaram.
Vocês fizeram mesmo uma guerra de comida? — Caitlin perguntou.
Eu já fiz uma com as gêmeas. — Thea se pronunciou.
Ah. Isso deve ser coisa de família. — Caitlin comentou. — Tommy, você já fez isso com Lyon?
Que eu me lembre...Não. — Arqueou as sobrancelhas.
Já sim, tio Tommy. — Ele olhou para as sobrinhas. — Quando você morava com a tia Laurel. Agente estava lá também... — Tommy pareceu se lembrar, porque sorriu para as sobrinhas.
Em minha defesa... Laurel quem começou. — Cait balançou a cabeça para os lados. — Realmente, nem me lembrava. Já faz um tempo.
Então sim, Cait. Isso é coisa de família. — Thea sorriu.
Bom, vamos deixar vocês começarem o que tem que fazer. — Oliver e Felicity viram as gêmeas correrem para os braços de Laurel que as apertou em seus braços. Thea, Tommy e Caitlin que estavam de costas, se viraram para observar.
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Que bom que chegaram. O pessoal da decoração está para chegar. — Laurel se aproximou para abraçar a todos. — Barry e Lyon estão no salão de jogos... — Olhou para Oliver e Tommy. — Esperando por vocês. — As meninas não esperaram pelo pai e tio, correram em direção ao cômodo.
Então vamos indo... — Oliver passou pela namorada, não sem antes lhe dar um beijo rápido. Tommy fez o mesmo com Caitlin.
E o Roy, Thea? — As irmãs se olharam.
Ele deve chegar um pouco mais tarde. Teve que ajudar Diggle com alguma coisa... — Felicity arqueou as sobrancelhas, curiosa. — Algo que ele não quis me dizer. — Bufou.
Bom, então me acompanha até a cozinha Thea? — Cait lhe chamou. — Preciso começar a preparar o bolo.
Claro. — Thea foi seguida pelas cunhadas. Apesar de uma delas não ser mais, oficialmente, Thea ainda a considera como tal.
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Laurel estava com o pessoal dos brinquedos. Eles haviam chegado junto do pessoal da decoração. Ela os levou para o jardim, onde os brinquedos foram montados um por um. Assim que terminou, o que não foi tão difícil, ela foi ajudar Thea com o pessoal que arrumavam as mesas e as cadeiras. Enquanto isso, Caitlin terminava o bolo. Felicity já tinha deixado o recheio pronto e foi auxiliar o pessoal que estava montando a mesa de doces.
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Na parede tinha um arco quadrado feito com balões azuis e lilás. Um forro lilás foi posto no meio dos balões com duas placas de isopor liso, um na direita e o outro na esquerda, onde continha uma foto de April e outra de Amily com seus nomes e a idade embaixo. As letras eram em papel, no de April era no azul e no de Amily era no lilás.
A primeira mesa tinha mais ou menos 1 metro e meio na cor azul. A maquete estava posta no meio. Doces eram espalhados em sua volta. Em frente á ela, tinha dois espaços, onde seriam colocados dois bolos e em volta deles também tinhas doces, apesar dos bolos não estarem postos ali ainda. Do lado de cada bolo uma foto das aniversariantes. De cada lado dessa mesa tinha uma mini mesa, na mesma altura da mesa do meio, também na cor azul, com doces também espalhados por elas e em cada uma tinha uma mini Elsa e uma mini Anna. A segunda mesa, ficou em frente a primeira, era na cor lilás, era mais baixa e foi decorada com doces por toda ela. Em pé em sua frente, estava escrito FROZEN com papel na cor azul mais escuro que o da mesa. Em sua frente tinha um boneco do Olaf, do seu lado direito tinha o Kristoff e do lado esquerdo o Sven. Do lado direito tinha uma Anna em tamanho real e do lado esquerdo uma Elsa também em tamanho real.
Na entrada para o jardim tinha um arco feito de gelo falso, complementando o arco, para formar um túnel, tinham vários arcos feitos de balões brancos, enfileirados um atrás do outro. Do lado direito a maquete da Elsa em tamanho real, do seu lado tinha escrito o nome APRIL, debaixo dela, tinha gelo falso. Do lado esquerdo tinha a maquete da Anna também em tamanho real e do seu lado, tinha escrito o nome AMILY, debaixo dela tinha grama falsa. No espaço do jardim tinham mesas e cadeiras espalhadas, com forros na cor azul, branco e lilás. Tinham luzes azuis espalhadas por todo o jardim e balões com as imagens das irmãs de Frozen espalhadas pelo espaço também.
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Felicity tinha pedido á Laurel que antes de ir se arrumar, pegasse a maquete do bolo que estava no quarto que ela dividiria com Oliver. A ex-Merlyn fez o que a loira lhe pediu. Felicity colocou a maquete em seu devido lugar.
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Felicity! — Caitlin chamou a amiga que estava com Thea, indo para a mesa onde ficariam as lembrancinhas. Ela e Laurel vinham da cozinha. — Eu ajudo Thea com as lembrancinhas. Laurel está indo se arrumar, aproveita e vai junto, você ainda tem que ajuda as gêmeas a se vestirem.
Mas e Kitty? — Felicity pergunta a olhando.
Vestir ela vai ser mais rápido do que arrumar as gêmeas.
Qualquer coisa eu ajudo. Tommy quem vai arrumar o Lyon... — Deu de ombros.
Tudo bem, então. — Olhou para a irmã. — Você já sabe como organiza-las?
Sim. Não se preocupe. Eu e Cait, cuidamos disso. — Ela assentiu e subiu as escadas com Laurel.
Já passava das 16h quando Laurel e Felicity subiram para se arrumar, A festa começava ás 18h. Thea e Caitlin foram até a mesa e começaram a organizar cada lembrancinha, enfileiradas.
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Perto da porta de entrada da casa dos Queen tinha uma mesa de um metro e meio, em cima dela tinha um forro com o desenho do "frozen". Por cima, Cait e Thea colocavam cada caixinha, nas cores azul e lilás intercalados e em frente de cada uma, tinha uma coroa e uma varinha nas cores azul e lilás, intercalados também. As caixinhas tinham a imagem da Anna, Elsa e Kristoff, por causa dos garotos. Em frente ás caixinhas do Kristoff tinha um mini boneco do Sven. Felicity tinha pensado nos garotos que estariam na festa. As gêmeas tinham convidado pela primeira vez, amigos da escola. Quando ambas terminaram, o pessoal do Buffet chegou. A avó das gêmeas se prontificou a cuidar deles, para que as garotas fossem se arrumar.
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Apple e Amy - https://i.pinimg.com/originals/9d/4a/8e/9d4a8eed1298524ae66f68c750015363.jpg
Felicity terminava de arrumar April quando Cait entrou no quarto. Felicity tomou seu banho no quarto do namorado e foi para o quarto das gêmeas para vesti-las. Caitlin se arrumaria no quarto delas.
Lis, você não está pronta.
Só falta eu me vestir. — Ela já estava de maquiagem feita.
Vocês estão lindas. — Sorriu olhando para as gêmeas.
Obrigada, tia Cait. — Disseram juntas sorrindo. Felicity terminou a trança de April.
Prontinho. Estão prontas. — Sorriu. Amily que estava sentada na cama esperando a mãe terminar a trança da irmã, se levantou. — Quero vocês duas sentadinhas e quietinhas. Nada de se sujarem.
Agente pode ver se o Lyon já está pronto? — April perguntou.
Podem. Mas não quero que vão para o primeiro piso. — Assentiram e saíram do quarto. Cait entrou no banheiro assim que as meninas saíram. — E minha afilhada?
Kitty está com Tommy. — Gritou do banheiro. — Por que?
Eu estou terminando de me vestir. Quer que eu a arrume?
Faria isso? — A loira ouviu o barulho de água. — Eu vou demorar aqui.
Vou adorar. — Sorriu para si mesmo pelo espelho. — A mala dela está onde?
Eu coloquei em cima da cama das gêmeas. — Felicity terminou de colocar a bota e olhou para a cama, onde encontrou a mala da bebê. Se levantou e caminhou até o banheiro.
Estou indo então.
Obrigada. — Cait desligou o chuveiro.
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Entre. — Autorizou quando ouviu dois toques da porta. — Lis? — Ele a olhou quando entrou no quarto.
Oie. Eu vim vestir essa princesinha aqui. — Sorriu indo em direção da menina que estava sentada na cama, Kitty levantou os bracinhos, como um pedido mudo, para a madrinha pega-la. Ela sorria enquanto Felicity se aproximava para pega-la.
Você está linda. — Se virou para o irmão sorrindo.
Obrigada. Você está um gato. — Ele riu enquanto via a irmã balançar kitty para os lados. Tommy sorriu.
Deixa Oliver te ouvir.
Ué. Qual o problema? Você é meu irmão. — Se aproximou. — Pega Kitty que eu te ajudo com a camisa. — Ele pegou a filha e Felicity dobrou as mangas na altura do cotovelo. — Você sabe se minha mãe chegou?
Está com sua sogra. — Felicity o olhou nos olhos.
Ah. — Pegou Kitty de volta. — Espero que elas se deem bem. — Sussurrou.
Pelo que eu vi quando estava lá embaixo... Elas estavam se dando muito bem. — Ela assentiu, agradecendo a Deus. — Ela já está tomada banho. — Mudou de assunto quando viu a irmã se aproximar da cama.
Okay. — Deitou a pequena na cama que fazia barulhos incompreensíveis e se mexia. Felicity deu a coelhinha para ela segurar e ela ficou quieta.
Essa coelhinha faz milagres. — Se sentou na cama observando a irmã tirar a roupa da pequena. Felicity o olhou com um olhar superior.
É claro. Eu que dei. — Ele riu e ela sorriu.
Nada modesta. — Felicity tirou de dentro da mala a roupa que Cait havia escolhido.
E foi eu que dei essa roupa também.
Você tem bom gosto. — Sorriu. Pegou uma das mãos de Kitty que lhe sorriu. Ela passou a pelúcia no rosto do "pai" e riu quando ele fez o mesmo com ela.
E como você está? — Ele arqueou as sobrancelhas, não entendendo a pergunta. — Logo você vai fazer o pedido. Nervoso?
Não. Eu já fiz isso uma fez, lembra?
Quero ver no dia. — Riu.
Vamos ser só eu e ela. — Sua irmã fez bico. Terminou de vestir a afilhada.
Eu queria ver... — Reclamou.
Não vai ser dessa vez, mas... — Sorriu. — Vou deixar que prepare uma festa de noivado. — Ela se animou.
Vai ser demais. — Pegou a afilhada no colo. — Vamos ver o papai fazer o pedido na frente de todos. — Ela disse com uma voz fina de criança olhando para Kitty que sorriu, como se entendesse.
Como assim? — Ele arqueou as sobrancelhas.
Você vai fazer o pedido novamente... Na frente de todos. — Disse sorrindo.
Para que isso?
Tommy, somos sua família. — Reclamou. Kitty fez um barulho parecendo concordar com a madrinha e os dois riram.
Tudo bem. — Se levantou e beijou a testa da filha. — Vamos ver o papai se envergonhar.
Que nada. Você vai se sair bem. — Olhou para a pequena. — Vamos torcer para o papai Tommy. — Voltou a fazer a voz de criança, enquanto balançava um dos bracinhos da menina que ria. Tommy sorriu. Ouviram bater na porta. — Entra.
Oi. — Barry abriu a porta e entrou no cômodo. — Você está linda, Lis. — Sorriu.
Foi o que eu disse. — Barry se aproximou e beijou o rosto da amiga.
Obrigada. — Sorriu. — Preciso dizer o mesmo? — Ele sorriu agradecendo.
Cait perguntou por essa princesinha. — Pegou na mão da filha.
Pelo visto você não vai nem cair, né meu amor? — Olhou para a pequena Allen. — Os dois papais não vão deixar.
Ela já caiu. — Barry se pronunciou parecendo chateado.
Você não vai esquecer? — Tommy quem perguntou. — Foi um acidente, Barry.
Eu sei, mas ainda me culpo.
O que houve? — Arqueou as sobrancelhas.
Estava vestindo-a quando meu celular começa a tocar. Me virei para pega-lo e atender e então ela rolou da cama e caiu.
Se machucou? — Se preocupou.
Nem chorou. — O irmão respondeu.
Isso poderia acontecer com qualquer um, Bar. Crianças caem o tempo todo. — Sorriu compreensiva. — Essa pequenina aqui ainda vai dar muitos sustos em vocês.
Deus me livre! — Os irmãos Merlyn riram.
Eu passei por isso com Lyon. — Começou quando a risada passou. — Sei o que sente, mas se ficar desesperado sempre que algo assim acontecer... Você vai ficar de cabelo branco antes do tempo. — A irmã concordou.
O problema é não me preocupar. — Suspirou. Kitty balançou os bracinhos pedindo atenção á tia. Ela lhe sorriu.
Você se acostuma. — Balançou a bonequinha sorrindo. — Vamos deixar os dois papais de cabelos em pé. — Disse pulando a menina em seus braços. Ela gargalhava.
Estou começando a pensar se é conveniente deixa-la perto de você.
Olha que eu sequestro ela, hen? — Os três riram.
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Cait. — Ela se virou encontrando Barry, Tommy, Felicity e a filha nos braços da madrinha. — Você está linda. — Tommy e Barry disseram juntos.
Obrigada. Aos dois. — Sorriu. Tommy se aproximou primeiro lhe dando um beijo que foi correspondido. Barry a beijou no rosto. — Você também está princesa. — A menina balançava a coelhinha para cima e para baixo.
Felicity disse que vai sequestrar nossa filha. — Cait arqueou as sobrancelhas sorrindo.
Ele disse que não vai me deixar me aproximar dela. — Explicou.
E por que?
Porque ela disse que vai ensinar Kitty a nos deixar de cabelos em pé. — Tommy respondeu e a namorada riu.
Acho que vou ajuda-la. — Felicity riu.
Você viu Lyon? — Tommy perguntou á namorada.
Desceu com Oliver e as gêmeas. — Logo ouviram a risada das crianças como resposta. — Vamos descer.
Laurel já desceu?
Eu não vi. — Barry assentiu. Se viraram para descerem as escadas, mas ouviram a porta se abrir, por isso se viraram de volta. — Laurel.
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Me ajuda? — Mostrou o colar. Barry se aproximou e pegou a jóia das mãos da namorada que se virou, tirando os cabelos do pescoço. — Obrigada. — Soltou os cabelos se virando para ele.
Está linda. — Ele sorriu.
Obrigada. — Ele lhe deu um beijo e abraçou sua cintura. — Viram Lyon?
Está lá embaixo com Oliver e as gêmeas. — Felicity quem respondeu.
Espero que ele esteja inteiro.
Oliver está com ele. — Tommy se pronunciou. Barry soltou a cintura da namorada e pegou em sua mão direita enquanto andavam até as escadas. O outro casal estava na frente, enquanto Felicity que ainda estava com Kitty nos braços, andava do lado deles.
Laurel, você nos ajudaria a fazer com que Kitty deixe esses dois de cabelos em pé? — Ela olhou para a amiga, que também a olhava.
Com certeza. — Os dois papais reviraram os olhos enquanto as garotas riam.
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Oliver se aproximou assim que viu a namorada descer as escadas com seus amigos. A beijou rapidamente. Kitty que ainda se encontrava no colo da madrinha sorriu para Oliver erguendo os bracinhos para ele pega-la e ele o fez.
Você está muito linda. — Sussurrou. Ela não pôde deixar de sorrir e elogia-lo de volta.
Você está um gato. — Ele sorriu a beijando novamente, dessa vez um pouco demorado com ela correspondendo. Antes que ele pudesse responder, Tommy se pronunciou.
Eu ouvi o mesmo agora a pouco. — O casal o olhou.
Mas meu namorado é mais. — Tommy tocou no peito, fingindo ter ficado magoado. Todos riram. — Cadê as gêmeas e Lyon?
Com sua mãe e a minha. Estão todos no jardim. — Apontou para o mesmo. A campainha tocou e Oliver se virou. Kitty deu um gritinho fazendo todos sorrirem.
Eu vou. — Felicity caminhou até a porta. Assim que a abre, se assusta. Ao mesmo tempo que gritava, ela fechava a porta rapidamente
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**Oliver**
Essa pequena está ligada no 220 hoje. — Ouvi Laurel comentar quando Felicity saiu. Ela se aproximou pegando na mãozinha de Kitty.
Ela dormiu a tarde inteira. — Cait comentou. — Vai demorar a sentir sono.
Ela está tão linda. — Kitty jogou a coelhinha para cima dando um gritinho fino. Eu sorri. Barry que estava perto a pegou e entregou de volta para a filha. — Ela já está tentando andar?
Sim. Ela está sempre se segurando nas coisas para ficar em pé e... — Foi interrompida. Ouvimos um grito e eu reconheci na mesma hora.
Felicity? — Entreguei Kitty para Barry rapidamente e fui em direção á porta. Percebi que meus amigos me seguiam. — Felicity! — Encontrei minha namorada com a mão direita no peito, encostada á porta. — O que houve? — Perguntei preocupado enquanto a segurava pelos ombros.
Quem foi que chamou o palhaço horripilante? — Me olhou aterrorizada. Eu segurei uma risada. Ela já tinha me contado sobre esse medo dela.
Como? — Ouvi Tommy e Laurel perguntarem juntos. Olhei para trás e vi não só meus amigos, mas os que estavam no jardim também.
Você... — Thea começou. — Você tem medo de palhaço?
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Não importa. Quem foi? — Sua voz saiu trêmula. — Isso não tem graça...
Eu. — Olhamos para minha mãe. — Achei que seria legal... — Rodei meu braço esquerdo na cintura da minha namorada. A ouvi sussurrar: Não tem nada de legal no palhaço macabro. Segurei outra risada.
Felicity não tem uma lembrança muito boa com palhaços... — Donna se pronunciou depois de alguns segundos.
Enquanto conversamos o cara está lá fora... — Laurel comentou.
O que fazemos?/O que houve para você ter medo? — Barry e Tommy perguntam ao mesmo tempo. Tommy estava curioso, era até engraçado vê-la tremer por causa de um homem fantasiado. Barry olhava para Oliver, não podiam deixar o cara lá fora e sabia que sua amiga não concordaria em aceitar o palhaço ficar.
Vou dispensar o cara. — Respondi enquanto soltava minha namorada e me virava, pegando na maçaneta. Antes de abrir a porta Felicity me parou.
Por favor, antes de abrir essa porta, me deixa sair daqui.- Ela estremeceu e eu sorri. Nunca pensei ver Felicity daquele jeito. Ela saiu em direção ao jardim com os outros atrás. E então abri a porta.
Eaí. — Cumprimentei. — Desculpe pelo que houve agora a pouco. — Ele me olhava confuso.
O que houve com sua mulher? — Arqueei as sobrancelhas. Como ele poderia saber sobre isso?
Ela não é muito fã de palhaços. — Decidi responder. — Eu não vou precisar mais dos seus serviços. — Foi a vez dele de arquear as sobrancelhas. — Mas vou te pagar assim mesmo. — Peguei minha carteira. — Quanto que minha mãe combinou com você?
250 pratas. — Respondeu. — Tem certeza que não vão mais precisar de mim, Sr. Queen? — Ah, é claro que ele sabe quem eu sou. Por isso reconheceu Felicity.
Tenho sim. — Peguei o dinheiro da carteira e o entreguei. — Obrigado por ter vindo. — Ele assentiu. Apertamos as mãos e ele saiu. — Felicity sendo Felicity. — Sussurrei sorrindo. Me virei entrando para dentro de casa, deixando a porta aberta dessa vez.
**Oliver**
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**Felicity**
Mamãe, você está bem? — Olhei para minhas filhas e Lyon que estavam ao meu lado. Estavam curiosos para saber do meu ataque. Nunca pensei que alguém me veria daquele jeito. Não depois de Cait ter me visto á alguns anos.
Agora estou. — Sussurrei mais aliviada. Sim, eu fico trêmula e minha voz fica fanha. Eu tenho 23 anos e tenho medo de palhaços. Estranho?
E então? Vai me contar o que houve? — Meu irmão perguntou. Ele estava mesmo curioso. Todos estavam.
Houve um incêndio no circo. — Ouvi minha mãe começar a contar. Todos nós a olhamos surpreendidos, menos eu, é claro. — Correria para todos os lados. Achei melhor ficar sentada com Felicity no meu colo até que o aglomerado de pessoas diminuíssem... Não queria que fossemos atropeladas por elas. Quando diminuiu um tanto considerável, me levantei pegando-a no colo, tinha uma mulher do meu lado com uma menininha, devia ter a mesma idade da Lis, decidimos sair juntas o mais rápido possível. O fogo estava consumindo tudo ao redor e muito rápido... Mas mesmo assim, estava tudo muito escuro... Era apavorante. Tudo piorou quando... — Eu a interrompi.
Quando um palhaço retardado pulou de cima do palco gritando, o que fez com nos assustássemos. Principalmente eu. — Todos riam. — Não tem graça. — Reclamei. — Eu só tinha 7 anos. Tenho certeza que aquela garotinha tem o mesmo trauma que eu. — Eles riram novamente. As crianças ainda me olhavam não entendendo nada. — E tem tanto ódio daquele palhaço quanto eu. — Eles ainda riam de mim. — Palhaço filho de uma... — Olhei para as crianças, reprimindo a vontade de dizer "aquela" palavra. — "Mãe".
Ah, até eu ficaria traumatizada. — Thea comentou.
Nunca mais fui num circo.
Vamos torcer para que as gêmeas não peçam isso para você. — Me provocou. Tommy era bem capaz de fazer com que elas me peçam isso. Deus me livre!
Mamãe agente ainda não entendeu nada... — Amily disse me olhando confusa. Os outros dois tinham a mesma expressão.
Nem queiram. — Sussurrei. — Por que não vão brincar? Seus amiguinhos estão lá fora... — As crianças se olharam não entendendo nada, então deram de ombros e saíram correndo em direção dos brinquedos infláveis que estavam no jardim.
Ficamos de olho neles. — Minha sogra disse, saindo com Robert, minha mãe, meu pai e Rebeca. Ouvi passos e quando olhei para trás vi Oliver se aproximando.
Assunto resolvido.
Graças a Deus. — Ele sorriu enquanto beijava minha bochecha.
As crianças iam gostar de ver uma apresentação. — Tommy me provocou novamente.
Deus me livre! — Fiz o sinal da cruz. Meus amigos riram. Oliver me observava com um sorriso. Meu irmão me provocando e ninguém para me defender. — Estou amarrando isso agora! — Eles riram novamente.
Não é para tanto. Eles não são demônios, Lis. — Barry disse ainda rindo.
Para mim são. — Cruzei os braços. Oliver passou um dos braços em volta da minha cintura. — Infelizes.
Isso é que é medo. — Laurel comentou. — Mas não podemos culpa-la. — Obrigada Laurel. Eu nunca senti tanto medo na minha vida. Quer dizer... Senti sim, alguns anos depois. Mas isso não vem ao acaso agora. Observei Tommy pegar Kitty que pedia por sua atenção, dos braços do Barry.
Eu acho que Kitty quer conhecer o circo. — Novamente me provocando, ele estava com um sorriso malandro. O olhei com olhos ameaçadores, que não fizeram efeito. — Quer leva-la, irmãzinha? — Me ofereceu minha afilhada e eu a peguei no mesmo instante. Os olhares que estavam nele voltaram para mim.
Eu vou te mandar para o inferno junto com eles. — Todos começaram a rir, dessa vez até meu namorado. Observei o rostinho de Kitty que tinha um sorriso. Ela deitou a cabeça no meu ombro esquerdo abraçando sua coelhinha, observando todos nós e eu não pude deixar de sorrir.
**Felicity**
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A mansão estava cheia, tinha pelo menos 30 crianças gritando e rindo enquanto brincavam nos brinquedos infláveis. Felicity e Oliver conversavam com alguns dos pais dos amiguinhos das gêmeas. Tiveram problemas com os jornalistas mais cedo, mas Robert Queen e Malcom Merlyn cuidaram dos urubus. Era a primeira vez que a festa de aniversário das herdeiras de Oliver Queen, tinha as portas abertas para outras pessoas, que não a família e amigos próximos. Isso era o que mais chamavam a tenção dos jornalistas que esperavam a primeira oportunidade de ter fotos delas em uma de suas revistas. Os pais das gêmeas, finalmente, depois quase três horas andando por todo o jardim, cumprimentando os convidados, puderam se sentar com os amigos.
Cansada? — Ouviram assim que se sentaram.
Um pouco. — Tommy riu.
É. Eu e Laurel passamos por isso mês passado.
É a primeira festa delas que tem tanta gente. — Thea comentou.
Por que? — Felicity não entendia.
Elas ainda não estudavam, então não tinham amigos para convidar. E até o ano passado elas se excluíam na escola... — Oliver respondeu. — Fiquei surpreso quando elas decidiram chamar a sala delas.
Praticamente 30 crianças. — Barry comentou.
Realmente, não pensei que viriam todos.
Todos compareceram no aniversário do Lyon. — Disse Laurel.
Isso é bom. Eles precisam estar em contato com outras crianças. — Cait comentou. — Pelo que eu sei, elas só brincavam com Lyon.
Lyon fez amizade tão rápido... — Arqueou as sobrancelhas. — Me surpreendi quando soube que não aconteceu o mesmo com as gêmeas.
Elas tiveram problemas no começo, por causa da professora e de alguns comentários maldosos de algumas pessoas... Mas depois que a professora foi demitida e a diretora teve uma conversa tanto com os pais quanto com os alunos, tudo mudou.
E também... Felicity colocou medo em uma das professoras... — Barry começou. — As outras devem pensar duas vezes antes de tentar alguma coisa contra as gêmeas.
Ah, então você também vai me provocar? — Ele riu.
Não é provocação. Isso não aconteceu?
Ela mereceu. — Cruzou os braços. Oliver sorriu ao ver o jeito emburrado da namorada, ela realmente ficava muito fofa quando fazia essa cara.
Realmente, não podemos dizer que a professora não merecia. — Laurel foi á sua defesa. — Eu teria feito o mesmo que a Lis.
Com certeza. — Tommy, Oliver e Barry disseram juntos.
Vocês mulheres, ás vezes são assustadoras. — Roy comentou e teve o apoio dos amigos.
Como se vocês homens fossem diferente. — Caitlin comentou bufando. Kitty que estava no colo de Barry bateu a mãozinha na mesa fazendo todos a olharem.
Acho que ela quer atenção. — Thea foi a primeira a se pronunciar.
Ou... — Felicity pegou o copo da menina e colocou um pouco de suco de uva, passando para Barry. — Dê á ela. — E ele o fez. A pequena voltou a ficar quietinha, colocando o bico do copo na boca e encostando o corpinho no peito do pai.
Me surpreendeu irmãzinha.
Ela fica sentada nos observando conversar... Deve ser intediante.
Ela está mais quieta... — Laurel comentou olhando a menina.
Ela deve estar começando a ficar com sono, não?... — Roy comentou. Cait negou, balançando a cabeça.
Ela dormiu a tarde inteira, não acho que seja sono. — Tommy quem respondeu.
Eu fico imaginando o primeiro dia de escola dela.
Mas já? — Laurel a olhou. — Ela só tem 7 meses.
Mas eu logo volto a trabalhar... E com quem ela vai ficar? — Suspirou. — Não gosto nada disso, mas o que posso fazer? Eu com certeza vou chorar. — Seus amigos riram.
Laurel chorou quando teve que deixar Lyon na creche. — Kitty começou a se mexer no colo do pai que a colocou de pé em cima de suas pernas, quando ela começou a reclamar.
Quer me dar ela? — A mãe da bebê perguntou, quando percebeu que a filha estava inquieta.
Não, estou bem. Ela deve estar cansada de ficar sentada.
Ela quer ir brincar. — Felicity se levantou dando a volta na mesa. — Me dê ela aqui. — Barry levantou a filha que foi feliz para os braços da madrinha. Ela dava gritinhos animados e todos que estavam na mesa sorriram.
Onde vai? — Ela ouviu o namorado perguntar.
Leva-la até os brinquedos.
Tem certeza que é uma boa ideia?
Não precisa se preocupar, Roy. Ela vai estar com a madrinha. Tem como estar mais protegida? — Felicity sorriu ao ouvir a amiga e saiu em direção dos brinquedos com a afilhada.
Você não está mesmo preocupada. — Thea afirmou. Estava surpresa.
Por que estaria?
Eu também não acho que ela possa se machucar. — Barry deu de ombros.
Crianças são mais inteligentes do que parecem, Thea. — Oliver comentou. — Eles tomarão cuidado.
Só fiquei surpreso por Caitlin não dizer nada. — Roy se explicou.
Ela não é a única bebê da festa. É provável que ela encontre alguns amiguinhos por lá. — Laurel disse sorrindo.
Não é saudável ela ficar quieta o tempo todo... Gosto de deixa-la livre. — Nisso tanto ela quanto Barry e Tommy concordavam.
Isso me lembra quando ela estava pulando no sofá. — Barry comentou, chamando a atenção dos amigos para si.
Pulando? — Thea ficou surpresa e preocupada.
Sim. Ela passou a fazer isso. Sempre que a deixamos no sofá, ela se apoia no braço dele e depois no encosto, para se levantar. E então começa a pular. — Tommy contou.
Isso é perigoso.
Ficamos de olho, Thea. — Cait disse despreocupada. Na primeira vez que ela viu, ficou desesperada e pensou que seu coração sairia pela boca, mas depois ao perceber que ela fazia isso sempre... Passou a ficar de olho para que a filha não se machucasse.
Você é a primeira mãe que conheço que parece estar tão despreocupada...
Eu não posso me preocupar com tudo, Roy. Estou sempre por perto para que ela não se machuque, mas não vou por minha filha numa bolha...
Eu te entendo e concordo com você.
Pensar assim é saudável tanto para a mãe quanto para o filho. — E todos tiveram que concordar com Caitlin.
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**Felicity**
Cait, me ajuda a juntas o pessoal para cantar os parabéns? — Eu ainda estava com Kitty nos braços.
Claro. Eu vou levar essa garotinha para Barry e já faço isso... — Eu a interrompi.
Ele está com Lyon. — Sorri. — Eu vou deixa-la com Tommy. — Apontei para meu irmão que estava com Laurel, ela ria de algo que ele falava.
Então tudo bem. — Ela deu um beijo na filha, me entregou a pequena e saiu para fazer o que pedi, então caminhei até onde meu irmão e minha ex-cunhada estavam.
... Vai sofrer muito. — Meu irmão disse.
Você também. — Ouvi Laurel. — Kitty vai precisar de ajuda com você e Barry controlando a menina. — Sorri ao entender do que falavam.
Desculpe. — Me aproximei. Eles me olharam. — Já vamos cantar os parabéns... — Passei Kitty para Tommy quando ela se inclinou para ele.
Quer ajuda?
Sim, Laurel. Você poderia chamar as crianças? — Ela assentiu e saiu, não sem antes ouvir meu agradecimento. — Eu vou pegar o bolo.
São dois, quem vai ajuda-la? — Kitty balançou a coelhinha em frente ao rosto do pai, pedindo atenção.
Thea vai me ajudar. — Sorri. — Cuida dessa princesa. — Ele sorriu olhando de volta para a pequena. — Deixa eu ir. — Fui em direção da cozinha e encontrei minha irmã. Oliver tinha ido pegar as gêmeas.
Cait caprichou. — Ouvi seu elogio.
Também achei. — Ela se assustou enquanto se virava com a mão esquerda no peito. — Desculpe.
Tudo bem. Já viu se o espaço está pronto?
Sim. Está tudo pronto. — Ela pegou o da imagem da Anna e eu me aproximei para pegar o da Elsa. Caminhamos juntas até a mesa, colocamos ambos os bolos no lugar certo. Oliver e as gêmeas já se encontravam lá, cada uma num banquinho roxo, para poderem assoprar as velas. Moira veio em nossa direção e entregou á meu namorado as velas, uma azul e uma lilás e ele me passou. Coloquei cada uma em um bolo específico e então Moira chamou a atenção de todos.
Antes de cantarmos parabéns para as aniversariantes, eu gostaria que fechassem seus olhos para fazermos uma oração. — Moira disse desviando os olhos de mim para nossos convidados. Aquela ideia tinha sido minha.
Como muitos aqui sabem, elas passaram por um susto quando nasceram. Queremos apenas agradecer por elas estarem bem e saudáveis. — Sorri para ambas que me olhavam. A oração foi curta. O que queria era agradecer á Deus por ter dado a oportunidade delas terem uma vida abençoada. Elas podiam não ter sobrevivido. Sarah sofreu, mas lutou até o fim, para que as filhas viessem ao mundo, saudáveis. Ela deve estar muito feliz por vê-las, felizes. Ela deve estar cuidando delas lá de cima. Ao término da minha oração, mesmo que ainda estivesse envergonhada, pois era para Moira tê-la feito, começamos a cantar.
Happy birthday too you
Happy birthday too you
Happy birthday too April and Amily
Happy birthday too you!
Façam um pedido. — Eu e Oliver dissemos juntos. Elas fecharam os olhos e depois de alguns segundos assopraram as velas. Oliver beijou a cabeça de ambas enquanto eu lhes dava um beijo na bochecha.
Para quem vai ser o primeiro pedaço? — Elas sorriram quando corto um pedaço de cada bolo e coloquei em pratinhas da cor do tema.
Para você e para o papai. — April respondeu.
Mamãe, é a nossa primeira festa com você. — Eu sorri emocionada. Beijei ambas novamente. Percebi um flash e vi que um dos fotógrafos que minha irmã tinha contratado, tira uma foto. Eu e Oliver abraçados á nossas filhas.
Amamos você mamãe.
Eu amo mais. — Oliver passou um dos braços em minha cintura, beijando no alto da minha cabeça.
**--** **--**
Onde está o Barry? — Perguntei quando me sentei.
Foi colocar Kitty no berço. — Olhou para Oliver. — Nem sei como agradecer pelo berço. — Moira tinha montado um dos berços das gêmeas no quarto de Tommy, o que ele usa quando dorme nos Queen.
Não precisa. Minha mãe gosta de guardar essas coisas. — Disse sorrindo. — Eu até disse para doar, mas...
É uma boa ideia. — Laurel comentou.
Nós temos o do Lyon até hoje.
Nem sei onde está. — Ela arqueou as sobrancelhas, tentando se lembrar.
Ficou na mansão dos meus pais.
Nossas mães se deram bem. — Thea comentou, mudando de assunto.
Minha mãe fica muito sozinha em Vegas. — Eu sentia falta dela.
E por que ela não se muda?
Ela gosta de lá, Laurel. Ela é dona de uma cafeteria. — Dei de ombros. — Ela sente saudades de mim, mas não conseguiria largar aquilo tudo. É a vida dela toda lá. — Todos assentiram em compreensão.
Cara, nunca vi tantas crianças num mesmo ambiente. — Roy comentou. — Faz tanto tempo que não vou á escola.
Realmente... — Tommy concordou. — Mas era de se esperar, né? É uma festa de crianças. — Roy deu de ombros.
Eu já volto. — Oliver se levantou ao ver nossas filhas e Lyon se despedirem de quatro amiguinhos. Eu o acompanhei. Ele pagou na minha e caminhamos juntos até onde estavam.
Já estão de saída? — Os pais das crianças nos olharam.
Sim. Obrigada pelo convite. — A mulher era mãe de duas crianças. Um menino e uma menina, gêmeos. O pai das crianças, simplesmente a deixou quando ela ficou grávida e eu me senti triste ao ouvir a história.
Nós que agradecemos pela presença. — Sorri. O casal, pais de duas garotinhas que tinham um ano de diferença, também nos agradeceu.
Nós acompanharemos vocês até a porta. — Nossos filhos foram na frente conversando e rindo.
Esperem. — Disse quando chegamos á porta. Peguei uma lembrancinha para cada criança e entreguei nas mãos de cada um.
Obrigada(o) tia. — Agradeceram juntos. — Agente se vê na escola, Apple, Amy, Lyon... — Eles se abraçaram.
Tchau. — Balançaram as mãos quando viram cada família entrar em seu carro. Entramos para dentro da mansão com Lyon e as gêmeas na frente, conversando, logo eles correram para os brinquedos que ficariam ali até amanhã. Já passava das 22h e eles não pareciam nenhum pouco cansados. Por enquanto.
Foram os últimos.
Seria ruim eu dizer finalmente?— Oliver riu.
Não. — E então eu sorri. Nós dois estávamos cansados. Caminhávamos de mãos dadas até a mesa onde nos encontrávamos antes. Os mais velhos estavam sentados lá também quando chegamos.
E então, tudo certo? — Robert nos perguntou.
Sim. — Nos sentamos.
Alguém está afim de ir dormir? — Moira perguntou, ela parecia cansada.
Tenho certeza que aquelas três crianças não querem isso. — Barry comentou e eu não pude deixar de concordar.
Bom, então nós... — Moira apontou para e os outros mais velhos. — Podemos ir?
Claro, mãe. Vocês devem estar cansados.
E não é pouco. — Rebecca concordou. Até ela tinha ajudado Moira mais cedo, antes de eu chegar com Oliver e as gêmeas.
Então, boa noite. — Nos desejaram enquanto se levantavam. Todos nós desejamos o mesmo.
Eu mostrarei seu quarto, Donna. — Moira passou com minha mãe ao seu lado, antes de ela ir, me deu um beijo na testa e saiu com minha sogra. Meu pai passou por mim e fez o mesmo que minha mãe, em mim e em Thea, para logo depois sair com a esposa e Robert ao seu lado.
Fiquei pensando naqueles gêmeos... — Comentei depois de alguns segundos. Todos me olharam. — Os que foram embora agora a pouco. — Podem acreditar, haviam outros gêmeos aqui hoje. Pelo menos uns 10. Até fiquei surpresa.
Os filhos da Alisson? — Assenti á pergunta de Laurel. — O que tem?
Alisson me contou que ela ficou grávida aos 17 anos. O namorado dela a deixou sozinha quando soube da notícia, os pais dela tinham falecido á alguns meses e então ela se viu com uma gravidez na adolescência. Se não fosse pelo irmão mais velho dela, ela disse que não saberia como conseguiria criar os filhos, afinal ela ainda estudava. O cara simplesmente disse que não tinha nada haver com aquilo e sumiu no mundo... — Aquilo não saia da minha cabeça. — Como deve ficar a cabeça das crianças?
Melhor não ter pai do que ter um que não presta. — Roy comentou. Ele parecia entender bem daquilo. Bom, eu também entendia bem, meu pai que na verdade nem era meu pai, me deixou quando pequena. E aquilo mexeu muito comigo.
Eu também acho, mas... — Me interrompi propositalmente. — São apenas crianças... Devem ter muitas perguntas.
Eles terão respostas quando forem maiores. Alisson disse que eles perguntaram uma vez do pai, ano passado. Ela disse que lhes contou que o pai deles foi embora porque não estava preparado para ser pai. — Laurel contou.
E os gêmeos? — Thea fez a pergunta.
Eles disseram que não precisavam dele porque tinham ela. — Laurel sorriu.
Alisson me disse que está em um relacionamento, mas que tem medo de não dar certo e acabar magoando os filhos.
Ela não pode ter certeza. — Cait se pronunciou. — É muito difícil entrar num relacionamento quando se tem filhos, mas ela não deve se prender a isso.
Eu também acho. Estou com essa história na cabeça desde que ela me contou.
Por que ela te contou isso? — Oliver fez a pergunta enquanto me olhava. Eu o olhei de volta e ele entendeu. — Nós. — Afirmou.
É. Ela queria minha opinião.
E o que você disse? — Apesar da pergunta ter saído da boca de Oliver, percebi que todos eles queriam saber o mesmo.
Disse que ela deveria ver como ele se sai com a presença dos gêmeos. Que ela não vai ter certeza que vai dar errado, se não tentar e ver com os próprios olhos como as crianças se sentem com a presença masculina, já que isso seria novo para eles. E principalmente, como ele se sai com as crianças. — Eles assentiram, compreendendo minha opinião. — Ela disse que eu estava certa e então me agradeceu.
Espero que esse cara não seja um atraso. — Laurel comentou e eu pedia o mesmo conscientemente. — Gosto da Alisson.
Bom, se ele fizer algo ou até mesmo tentar... Com certeza o irmão dela vai fazê-lo se arrepender de ter nascido.
O conhece, Tommy?
Sim. Ele trabalha na minha empresa. — Oliver ficou surpreso, pelo jeito ele não sabia. — É gente boa. Mas não queiram vê-lo irritado.
Ela vai se dar bem. — Olhamos para a Cait. — No meio disso tudo estão as pessoas que ela mais ama... Os filhos. Por isso ela vai pensar bem, antes de tomar uma decisão. — E eu tive de concordar.
**Felicity**
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Poucas horas depois, estavam todos de banho tomado e prontos para dormir. Mesmo Lyon tendo o próprio quarto, ele não quis dormir nele, queria dormir com as primas, por isso Felicity arrumou um jeito das três crianças ficarem juntas. Ela pegou um colchão e o colocou no quarto das gêmeas. Como era muito grande, coube perfeitamente, as três crianças. Laurel até tentou fazer o filho mudar de ideia, mas não deu certo. Felicity sorriu dizendo a ela que "estava tudo bem". Oliver que estava em pé no batente da porta, esperava a namorada terminar de cantar a canção de "ninar". Assim que terminou, ela se levantou devagar, para não acorda-los e caminhou até o namorado que pegou em sua mão, puxando-a para fora do quarto enquanto fechava a porta.
Estou acabado. — Oliver disse enquanto tirava a camisa.
Somos dois. — Foi até o closet do namorado para se vestir. — Pelo menos elas se divertiram na festa.
Foi a primeira vez que fizemos aquilo. — Felicity arqueou as sobrancelhas, se virando, para olha-lo nos olhos.
A festa?
Não. A oração. — Ela disse um "ah".
Era para a sua mãe fazer... — Se virou de volta para pegar a camisola.
Eu gostei de você fazer... — Se aproximou, abraçando-a por trás. — Obrigado.
Pela oração?
Não. — Ele sorriu. — Também... Mas falo de tudo. — Beijou seu pescoço.
Foi um prazer. — Sorriu se virando em seus braços. — Preciso me vestir. — Estava apenas de lingerie.
Para o que eu tenho em mente, você não precisará de roupa. — Ela mordeu o lábio enquanto o sentia morder o lóbulo de sua orelha. Ela prendeu um gemido.
Pensei que estivesse cansado. — Suas mãos foram para os braços fortes do namorado que continuava a mordisca-la, dessa vez, na região do pescoço.
Não estou mais. — Disse enquanto a prensava na parede do closet, tomando os lábios carnudos. Felicity arfou e correspondeu ao beijo. Subindo suas mãos para seu pescoço e puxando os cabelos de Oliver, sentiu aquele seu corpo esquentar. Uma das mãos dele apertava sua bunda. Felicity gemeu em meio ao beijo. Ele trincou os dentes. — Segure-se. — Avisou e no mesmo momento ele a elevou, fazendo com que ela rodasse as pernas em sua cintura. Ele novamente tomou seus lábios. Oliver não cansava daquele sabor dos lábios dela, era viciante e ela sentia o mesmo pelos dele. Oliver caminhou com ela até a cama, sentando-a, sem parar de beija-la. Suas mãos que estavam na cintura, desceram para as pernas, vagarosamente, apertando, sentindo a textura da pele dela. Felicity quem parou o beijo para que fosse para o meio da cama. Assim que Oliver se aproximou novamente dela, a primeira coisa que fez foi tirar o sutiã, rapidamente. Felicity se deitou e Oliver a acompanhou, ficando por cima, sem colocar seu peso. Seus lábios voltaram a se encontrar e Oliver voltou suas mãos para as pernas torneadas. Felicity suspirou em meio ao desejo, puxando novamente os cabelos loiros. Ele deixou sua boca, para descer os beijos vagarosamente, por seu corpo, passando pelo colo, seios, barriga... E a cada beijo, mordida, Felicity arfava, gemia. Oliver desceu um pouco mais, até parar em seu ponto sensível e ela não segurou um gemido mais alto, dessa vez. Oliver gostou de vê-la assim, toda entregue para ele. Gostou ainda mais quando ela abriu mais as penas, permitindo que ele fosse mais á fundo. Ela mordeu o lábio enquanto continuava a puxar os cabelos dele com uma das mãos, com a outra, apertava os lençóis. Em meio á luxúria, Oliver colocou um dos dedos fazendo movimentos no clitóris enquanto continuava a mordisca-la, beija-la... Ouviu outro gemido vindo dela, ficando mais sôfrego. Ela fechou as pernas, prendendo a cabeça dele no meio das pernas dela, ele não se importou. Ela apertou ainda mais sua mão nos cabelos dele e estremeceu e ele a sentiu gozar. Ele retirou seus lábios dali, deixando apenas os dedos enquanto seus lábios se encontravam novamente. Ambos gemeram em meio aos beijos luxuosos e as carícias. Oliver rosnou quando sentiu ela morder seu lábio. Sentiu quando ela arqueou o tronco, fazendo com que seu sexo fosse mais ao encontro de seu dedo. O retirou e ouviu o resmungar da namorada.
Não posso mais... — Ele retirou a box que usava, voltando a se deitar por cima dela, adentrando-a e tomando mais uma vez os lábios, sedento.
Oliver. — Sussurrou quando ele a fez dele mais uma vez, prendendo as unhas feitas nas costas dele, descendo até o cóccix, com certeza deixaria marca. Ele a mordeu no pescoço em meio aos sons que saia dos lábios de ambos.
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Eles dormiam de conchinha. Oliver com o braço direito em volta da cintura da amada. Pareciam estar em um sono leve... Bem, era o que parecia á alguns minutos. Felicity de repente começa a se remexer na cama, mas nem ela e nem seu companheiro acordam. Ela se virou nos braços dele, ficando com as costas na cama. Oliver apertou seu braço em sua cintura. Novamente ela se remexeu, ofegando, mesmo assim Oliver não acordou. Ela sussurrava coisas desconexas e mesmo com o frio que fazia, sua testa tinha pingos de suor. Imagens, flash's, apareciam em sua mente até uma delas parar, a pior delas. O pior dia de sua vida, voltava novamente para seus pensamentos... Depois de tanto tempo, ali estava ela, novamente, com aquele pesadelo passando como um filme em sua mente.
CONTINUE...
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