Kupidon
22 Capítulo Quinze
Notas iniciais

Oi, meu amor. — Ela se assustou quando o ouviu. Olhou para a porta, por onde ele passava com uma bandeja. — Está com fome? Trouxe frutas, torradas, um suco de laranja que eu sei que você gosta...
Não quero nada! — Rosnou batendo a mão na bandeja. A comida que antes estava no objeto, agora estava toda no chão.
Você não deveria ter feito isso. — Rosnou de volta. Ela se levantou da cama, onde estava sentada, escorada no travesseiro á poucos minutos.
Eu nunca... — Gritou. — Me ouviu? Nunca vou te perdoar pelo que está fazendo comigo. — Gritou novamente ficando em sua frente. — Eu te odeio. Espero que vá para o quinto dos infernos.
Vai se arrepender por falar comigo assim. — Pegou em seus braços, apertando. — Vou fazer com que você nunca se esqueça de mim. Nunca mais, entendeu? — Ele a jogou brutalmente de volta na cama, sem se importar em estar ou não machucando-a. Ela se assustou. Não deu tempo de tentar se levantar, ele já estava por cima, prendendo-a na cama. Gritou de dor quando ele lhe deu um, dois, três tapas no rosto. — Isso é o que se ganha quando é mal criada. — Rasgou sua roupa como se não fosse nada e ela ofegou temerosa, assustada.
Não! — Gritou desesperada quando ele apertou a mão em seu seio. — Por favor, não. — Seus olhos lacrimejaram. Sua voz saiu fraca, tremida. Ela estremeceu. Ele faria. Deus, por favor não deixa, era o que ela pedia mentalmente. Lágrimas começaram a descer por seu rosto alvo. Tentava se soltar, mas não conseguia. Se debatia o tanto que conseguia, mas não adiantava.
Por favor? — Debochou com um sorriso macabro no rosto. Ele beijou e mordeu seu pescoço descendo mais e mais. Fechou as pernas quando ele quis ir até "lá". — Não vai adiantar. — Pegou com ambas as mãos, nas pernas torneadas e as abriu com brusquidão, adentrando com a cabeça no meio delas. Ela chorava, soluçava... Tentava machuca-lo com as mãos, mas nada fazia efeito. Ele mordia, arranhava, dava tapas... E ela continuava a gritar e se debater ao mesmo tempo em que chorava. Pedia para parar, pedia por ajuda... Mas ela sabia que ninguém a salvaria daquela tortura. De repente ele parou para olha-la e ela se aliviou por alguns segundos, até vê-lo tirar a única peça dele que faltava. Novamente ela começou a se debater, temerosa. Respirando ofegante. — Não se preocupe querida, você vai gostar. — Disse enquanto amarrava as mãos dela. Chorando, ela pedia para que ele não fizesse o que estava prestes a fazer, mesmo que soubesse que ele não a ouviria. Ele a olhou sorrindo, um sorriso que a assustava e então se foi. Sua primeira vez foi tirada de si.
****Sonho Off****
NÃO! — Gritou alto. Ofegando. Ela tinha certeza que todos a ouviram, mas naquele momento, ela não se importava.
Ei. — Conseguiu ver Oliver á sua frente, mesmo que seus olhos estivessem embaçados, por causa das lágrimas. Não pensou duas vezes, se jogou nos braços dele e o apertou, forte. — Shiiii. Está tudo bem. — Os soluços continuavam e o choro, estava mais desesperado. Oliver tentava acalma-la enquanto passava as mãos nas costas dela de leve. E como já previra, estava conseguindo, mesmo que tenha demorado um pouco. Apertou os braços em volta do tronco do namorado, mais forte, quando aquela lembrança novamente veio á mente dela. Ela continuava a tremer nos braços do namorado.
Oliver... — O chamado saiu em sussurro, quando finalmente ela conseguiu se pronunciar, mas com o choro mais calmo agora.
Está tudo bem. — Disse novamente para acalma-la. — Foi só um pesadelo.
Era tão real... — Choramingou.
Mas não foi. — Distanciou para olhar nos olhos dela. — Eu estou aqui com você. Vou sempre te proteger. — Afirmou novamente. Não era a primeira vez que ele lhe fazia aquela mesma promessa.
Era ele... — Sussurrou. — Ele, novamente me atormentando... — Oliver a abraçou, beijando seu cabelos. Ela continuava a tremer em seus braços.
Pensei que os pesadelos tinham parado.
Parece que voltou. — Novamente sua voz saiu em sussurro enquanto apertava as mãos nos ombros largos de Oliver. Ela se distanciou novamente, olhando o nos olhos, tentando se acalmar. O choro alta já tinha parado, ela ainda soluçava e as lágrimas ainda caiam pelo rosto alvo, mas já estava mais calma. — Ele está perto. — Oliver apertou sua cintura ao ouvir a namorada afirmar.
Não diz isso. — Pediu com a voz rouca.
Ele vai me levar... — Ela não conseguiu terminar a frase, pois Oliver pegou em seu rosto com ambas as mãos, fazendo-a encora-lo.
Não diz isso. — Dessa vez ele rosnou. Irritado por ouvir tal afirmação. Só conseguia pensar em como faria o desgraçado pagar por tudo que fez á pessoa que amava. — Isso não vai acontecer. — Ela começou a chorar de novo, abaixando a cabeça. — Ei. Lis... — Ele tirou uma das mãos do seu rosto e colocou na cintura, apertando, puxando-a para mais perto, a outra continuou no mesmo lugar, com a diferença de que agora, levantava seu rosto, para fazê-la olha-lo. Ela apertou as mãos com mais força nos seus ombros. — Não vou deixar que ele a leve. Ele não se aproximará de você! — Exclamou. — Eu já disse isso uma vez e vou dizer quantas vezes forem precisas.
Oliver... — Sussurrou. — Estou com medo. — Era a primeira vez que ela dizia aquela frase em voz alta.
Shiii.— A abraçou novamente. — Não tenha medo. Eu estou aqui. — Ela assentiu. — Confia em mim, okay? — Beijou seus cabelos novamente. — Tente voltar a dormir. — Ela o olhou alarmada. — Confia em mim, Lis. — Se deitou, trazendo-a consigo. — Vou ficar aqui o tempo todo, cuidando do seu sono. — Sussurrou enquanto a apertava em seus braços, beijando pela terceira vez, em menos de minutos, seus cabelos loiros. Não demorou muito para o sono chegar para ela e ele ficou ali, como prometido, velando seu sono.
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Estavam todos tomando café da manhã, que era para ser almoço, já que passava do meio dia. Haviam acabado de se levantar. Os únicos que não se encontravam á mesa eram Oliver e Felicity. Todos estavam preocupados com o grito desesperador que ouviram vindo do quarto do Queen mais velho. Sabiam de quem era aquele grito e poucos eram os que sabiam o porque daquele desespero. As crianças, por exemplo, não sabiam e não entendiam o que estava acontecendo, apesar de estarem preocupadas.
Apple e Amy - http://images.tcdn.com.br/img/img_prod/414355/bota_femenina_infantil_baby_i_onca_rosa_2564_1_20160504104652.jpg
Eu ouvi a mamãe gritar. — April e Amily estavam emburradas. Sua tia não havia deixado que elas fossem ao quarto ver a mãe.
Seu pai está cuidando dela, querida. — Donna se pronunciou.
Por que ela gritou? — Lyon também estava preocupado.
Ela teve um pesadelo, filho. — O pai o respondeu.
Por que não podemos ver a mamãe agora? — A voz de April novamente se fez presente. As mulheres suspiraram, não sabiam o que fazer para acalmar a preocupação das crianças.
Ela logo deve descer. — Laurel se pronunciou. — Seu pai está com ela agora, Apple, está cuidando dela. Deixe assim está bem? — As gêmeas cruzaram os braços e fizeram um bico, mas assentiram. Laurel olhou para o filho, sabia que apesar de saber a pouco que Felicity era tia dele, ele sentia um carinho muito forte pela mulher. Bom, ela não podia culpa-lo, sentia o mesmo.
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Por que não vão assistir TV? — A voz de Caitlin se fez presente dessa vez, ao perceber que as crianças tinham terminado de comer. — Mas nada de subir as escadas. — Avisou. Sabia que na primeira oportunidade, tanto as gêmeas quanto o enteado subiriam para ver sua amiga. Mãe e tia deles. Eles assentiram mesmo ainda estando inconformados, desceram de onde estavam sentados e se dirigiram para a sala.
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Por que eu acho que vocês estão tentando esconder alguma coisa? — Malcom se pronunciou ao ver que as crianças já não se encontravam no cômodo. Percebeu os olhares de Caitlin e Barry se cruzarem. Ele arqueou as sobrancelhas. Tommy trocou um rápido olhar com a namorada e o namorado de sua ex. — Vocês sabem o que está acontecendo... Parece que hoje não foi a primeira vez que isso aconteceu. — Donna o olhou.
Malcom... — Ele a interrompeu.
Eu quero saber o que houve para ela ter gritado daquele jeito. Tão desesperada. — Donna abaixou a cabeça. — Eu sei que não foi um simples pesadelo.
Não sei se a Lis iria gostar... — Caitlin comentou.
Ela é a minha filha.
Pai, o senhor não vai gostar...
Mais um motivo para eu saber. — Quem sabia, suspirou. — Quem começa?
Eu... — Donna se pronunciou. — Eu prefiro não ouvir sobre isso novamente. — Se levantou com o olhar de Malcom sobre ela. Ele arqueou as sobrancelhas. — Eu vou ficar com as crianças. — Ela saiu do cômodo e Malcom voltou o olhar para os mais jovens.
Ouve tudo antes de surtar, está bem? — Tommy pediu ao pai. Os únicos que não sabiam daquela história era os Merlyn — Tirando Tommy, claro — Os Queen — Tirando Oliver — e Laurel. Tommy então, começou a contar, desde andes da irmã sair de Las Vegas.
Malcom não estava com uma cara boa enquanto ouvia o filho, com os dentes trincados, ele pensava em como matar o miserável que fazia da vida de sua filha em um inferno. Robert compartilhava do mesmo pensamento, odiava violência, com mulher então... Ele repudiava. As mulheres estavam horrorizadas, nunca pensaram em algo tão desumano.
E então ela veio para cá com Cait e Helena. — Malcom fechou suas mãos em punhos.
Consegui tira-la de Central de madrugada. Ele nunca a encontraria aqui... — Barry se pronunciou. — Era o que eu achava...
Como assim? — Sua voz saiu irada.
Ele ligou para ela á algumas semanas. — Cait quem contou. — Por isso ela passou a morar com o Oliver.
Deveriam ter me contado sobre isso antes. — Se levantou, tremendo de raiva.
Ela não queria. — Barry disse.
Como... — Thea foi ouvida. — Como ela passou por tudo isso? — Ela sentia muitas coisas no momento, uma delas é surpresa, a outra, seria horrorizada. Ela imaginava no sofrimento que a irmã passou e ainda passa, afinal o cara ainda estava por aí.
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A Felicity tem medo, mas não demonstra. — Caitlin comentou.
Vou matar esse desgraçado. — Rosnou.
Era o que eu mais queria fazer, pai. — Robert que estava calado se pronunciou.
Se ele ligou... Ele está aqui.
Com certeza, mas não sabemos onde. — Barry respondeu.
Isso é horrível. — Laurel conseguiu dizer, depois de um tempo. Estava horrorizada demais para comentar alguma coisa, antes. — Isso é monstruoso!
Ele vai pagar, mas antes temos que pega-lo. — Roy se pronunciou.
Você sabia? — O olhou.
Sim, Thea. — Ela estava surpresa. — Olha, não foi de propósito. Estávamos conversando sobre um homem que eu vi observando... — Parou de falar e olhou para Tommy que suspirou.
Observando... — Robert e Malcom perguntaram juntos. Um curioso e o outro nervoso e agoniado.
Observando a Thea. — Eles arquearam as sobrancelhas. — Ele a observava de longe. Depois vi o mesmo cara observando a Felicity.
Nós imaginamos que esse seja "o" cara, pai. Mas não sabemos nada dele. Parece um fantasma. Os seguranças do Oliver tentaram pega-lo uma vez, mas ele conseguiu fugir e desapareceu... Foi bem estranho, na verdade.
Felicity diz que é isso que ele faz. Ele é bom em despistar as pessoas. — Ela suspirou. — Ele não vai deixar que o peguem...
Isso é o que nós vamos ver. — Passou as mãos nos cabelos, nervoso. As mulheres mais velhas, ainda estavam quietas, digerindo o que ouviam. — Eu deveria estar sabendo disso á meses.
Eu sei, mas ela não queria que contasse á ninguém.
O que descobriram? — Robert perguntou. — Contrataram alguém, certo?
Oliver contratou. — Os homens assentiram. — Mas até agora não encontramos nada. O cara é realmente... Muito bom em se esconder. — Trincou os dentes.
Felicity está usando a mágica dela também.
Não quero ela envolvida nisso.
Pai... — Suspirou. — Ela já está envolvida. É a vida dela.
Felicity é a melhor em raquear. — Roy comentou.
Raquear? — Rebecca se pronunciou, surpresa.
Sim. Ela sabe entrar em qualquer Firewell — Rebecca ficou surpresa.
Ela vai conseguir. Se é a Felicity quem está raqueando esse cara... Com certeza ela vai conseguir acha-lo.
Já estamos tentando á um mês Thea. — Bufou. — Parece que esse cara tomou chá de sumiço.
Ele está esperando a hora certa para atacar. — Roy comentou. — Filho da Puta.
Isso e muito mais. — Barry concordou.
Espero que Felicity fique bem. — Laurel e Caitlin se olharam. Elas tinham a mesma preocupação. Felicity tinha passado por muitas coisas, coisas horríveis... Elas só esperavam que isso acabasse logo.
Vamos fazer as coisas do meu jeito. — Malcom se pronunciou. — Esse maldito vai se arrepender de ter mexido com minha filha. — Rosnou, chamando a atenção dos outros. Caitlin então, se lembrou do namorado ter dito algo parecido á algumas semanas atrás: "Esse cara mexeu com a irmã do cara errado". Era como se tivesse ouvido novamente.
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As três crianças abraçaram Felicity assim que a viu descer as escadas com Oliver. Ela, sem se abaixar, os abraçou de volta.
Você está bem mamãe? — Ela imaginou que eles deveriam ter ouvido seu grito.
Estou. — Tentou sorrir.
Você teve um pesadelo tia?
Sim. Mas já estou bem. — Aquilo era uma mentira, não conseguia parar de pesar no pesadelo que teve.
Cadê a vovó Moira? — Oliver perguntou, querendo mudar de assunto.
Está na cozinha. — Os três responderam juntos.
Vou ficar na sala com as crianças. — Avisou, vendo-o assentir enquanto caminhava até onde sua mãe estava. Felicity acompanhou as crianças até a sala. — O que estão assistindo? — Se sentaram no maior sofá.
Liga da Justiça.
O tio Barry baixou todos os episódios. — Lyon a olhou. — Você já assistiu tia?
Alguns episódios...
Quer que coloca tudo de novo, mamãe?
Não precisa, querida.
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Mãe? — A mulher olhou para trás com um sorriso.
Acordou, querido. O almoço está quase pronto.
Eu, na verdade, vim dizer que já estava indo...
Não. — Ela se aproximou. — Por favor, Oliver... Fique até o almoço, pelo menos. Você e Felicity não comeram nada. — Ele suspirou. — Como ela está?
Vai ficar bem. Foi só um pesadelo. — Só a lembrança, o fazia tremer de raiva. Nunca pensou que sentiria tanto ódio de uma pessoa.
Eu... — Ela pensou em dizer que já sabia, mas decidiu deixar aquela conversa com Tommy e os outros. — Eu entendo.
Nós ficaremos até o almoço. — Ela ficou aliviada. — Vou avisar a Lis. — Ela assentiu e ele foi em direção onde sua namorada estava.
Avisou? — Ela queria ir embora.
Minha mãe insistiu para que fiquemos até o almoço. — Sua feição mudou. — Eu sei, entendo que queira ir, mas não pude negar o seu pedido. Prometo que assim que terminarmos de almoçar, vamos pra casa. — Ele se sentou ao seu lado.
Eu preferiria ir... — Sussurrou. Oliver passou os braços pela cintura dela e ela deitou a cabeça em seus ombros.
Eu sei. Mas são só mais algumas horas. — As crianças estavam tão concentradas no desenho que não ouviam o que os mais velhos diziam. Poucos minutos depois, seus amigos aparecem.
Ah, vocês estão aí. — O casal olhou para eles.
Você está bem? — Felicity respondeu com um aceno, á pergunta da irmã.
Acordaram faz muito tempo?
Faz umas três horas, pouco mais que isso, talvez. — Ele assentiu.
Lyon, querido. — Laurel o chamou. — Vá lavar as mãos, okay? O almoço já deve sair. — Ele assentiu.
Vão também. — Oliver disse olhando para as filhas e os três se levantaram para fazer como os pais pediram. Roy pausou o desenho.
Vamos dar uma saída depois do almoço? — Felicity se remexeu desconfortável e Oliver percebeu.
Vamos deixar para outro dia, Thea. — Ele olhou para a namorada rapidamente seus amigos entenderam.
Claro. — Ela sorriu. As crianças voltaram para a sala ao mesmo tempo que Moira entrava no cômodo.
O almoço está pronto. — Eles se viraram para a mais velha. — Vou chamar os outros, nos espere na sala de jantar. — Oliver se levantou quando a mãe saiu, Felicity fez o mesmo. Ele foi o primeiro a se dirigir ao cômodo com a namorada, os outros seguiam, logo atrás.
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Mamãe, tem certeza que não quer que a levemos até o aeroporto? — Eles já estavam se despedindo. Laurel já tinha ido com Barry e o filho, Tommy e Caitlin fez o mesmo logo depois. Agora faltavam eles.
Já disse, querida, não precisa. — Sorriu. — Estarei bem com os rapazes. — Olhou para trás onde estavam cinco homens, os seguranças que Oliver tinha contratado. Sua filha suspirou. — Nos falamos quando eu chegar no aeroporto, antes de eu ir para o embarque.
Tudo bem. — Suspirou. — Não esquece de me ligar, por favor. — Olhou para Oliver que conversava com os seguranças.
Não se preocupe. — A abraçou. — Vou sentir sua falta.
Eu também. — Sussurrou. Por algum motivo seu peito se apertava, não entendia aquele medo que estava sentindo em soltar a mãe.
Querida, precisa me soltar para eu poder ir. — Ela assentiu e a soltou. — Quero te pedir um favor... — Elas se olhavam os olhos. — Não deixe que o medo afaste as pessoas que te amam. — Passou uma das mãos em seu rosto. — Você é a pessoa mais importante para mim, não esqueça isso, nunca. — Felicity arqueou as sobrancelhas. — Estou dizendo isso, por que eu sei que você se afasta quando coisas ruins acontecem, ou lhe acontecem... Não faça isso.
Mãe, por que está me dizendo isso? — A mulher apenas sorria.
Só quero que você seja feliz. Você é minha filha, não quero que você destrua algo que lhe é importante, por medo ou por coisas ruins que lhe acontece.
Eu não quero ouvir isso agora. — Apertou uma das mãos no braço da mãe. — Você está indo para Vegas e me vem com essa despedida... Que mais parece que é pra sempre.
Não é isso. Só não quero que você se destrua. Eu te amo.
Eu também, mãe. — Oliver se aproximou.
Eles já estão prontos... — Donna assentiu.
Cuide bem da minha filha. — Felicity revirou os olhos, Oliver sorriu.
Não precisa se preocupar com isso. — A mulher o abraçou.
Vovó Donna, você vai voltar?
Provavelmente no Hanukkah. — Sorriu, se abaixando na altura das pequenas. — Me façam um favor... — Sussurrou, vendo que Oliver e Felicity já estavam perto do carro. — Cuidem da mamãe, okay?
A mamãe está triste. — Sussurrou de volta.
Sim, Amy. E é por isso que vocês tem que ficar por perto. Felicity ama muito vocês duas, por isso que vocês e Oliver são os únicos a fazer com que ela volte a sorrir. — Elas assentiram. — E se o papai não conseguir... Vocês só precisam estar por perto.
Por que o papai não conseguiria?
Porque as vezes ela se afasta, mas isso não é porque ela não ama vocês... Mas porque ela sente medo, culpa... — Balançou a cabeça. — Apenas façam o que eu disse e ela vai melhorar aos pouquinhos.
Pode deixar, vovó Donna.
E não fiquem tristes se vocês verem que ela está se distanciando... Não é por causa de vocês... — Sorriu ao vê-las assentir.
Vamos sentir saudades, vovó Donna.
Eu também, pequenas. — As abraçou. — Nos vemos no natal. — Se levantou e caminhou até onde Filha e Genro estavam. — Bom, até o Hanukkah.
Até o Hanukkah. — Disseram juntos. — Mãe? — A mulher a olhou antes de entrar no carro. — Tome cuidado, por favor.
Não se preocupe. — Sorriu e entrou no carro. Felicity o viu se distanciar com outro carro logo atrás.
Ela vai ficar bem. — A abraçou pelos ombros. — Vamos?
Sim. — As gêmeas se aproximaram. — Já se despediram dos seus avós? — Elas assentiram. — Então, podemos ir. — O casal mais velho estava na porta.
Já vamos indo. — Moira abraçou filho e nora.
Liguem quando chegar?
Claro, pai. — Ele estava preocupado, já sabia o porque, Tommy havia lhe contado á alguns minutos. Felicity colocava as meninas na cadeirinha.
Oliver, qualquer coisa, ligue. — Ele estava sério. Oliver assentiu. Entrou no carro com Felicity ao seu lado. Dig tinha chegado á alguns minutos, afinal ele era o motorista de Oliver, depois dos amigos entrarem, deu a partida e dirigiu para sair da mansão Queen.
**--** **--**
A mamãe dormiu. — April sussurrou e o pai assentiu. Felicity dormia encostada em seus ombros.
Papai, a mamãe está estranha.
Ela não dormiu bem, filha. — Olhou para a namorada.
A mamãe está triste porque teve um pesadelo? — Desviou os olhos da amada, para as gêmeas.
Sim. É por isso...
Não gostamos de ver a mamãe assim...
Eu também não. — Sussurrou. Olhou pela janela e percebeu que já estavam no estacionamento da Scalla. — Lis. — A chamou baixinho. — Amor, nós chegamos. — A balançou devagar e então ela começou a abrir os olhos . — Chegamos. — Ela assentiu e se desencostou dele.
Está melhor, mamãe? — Ela olhou para as gêmeas que pareciam preocupadas. Não queria que elas se preocupassem.
Estou. — Sorriu fraco. — Não se preocupem... — Percebeu que os seguranças começaram a sair do carro, um por um, se juntando á frente do primeiro carro. Arqueou as sobrancelhas. — O que está acontecendo? — Oliver percebeu o mesmo e se preocupou. Oito seguranças amontoados num só lugar, quer dizer problema. Felicity o olhou quando ele tirou o cinto.
Fica aqui com as gêmeas, okay? — Abriu a porta e saiu.
Mamãe? — Viram que elas estavam assustadas, Felicity retirou o próprio cinto para se aproximar das meninas.
Está tudo bem. — Retirou o cinto de ambas. — Não precisam se preocupar. — Mesmo que dissesse isso, alguma coisa lhe dizia que algo grave tinha acontecido. — Fiquem aqui, okay? — Abriu a porta.
Mamãe? — Elas chamaram juntas novamente.
Já volto. — Fechou a porta e caminhou até onde seu namorado e seus seguranças estavam. Ouviu seu namorado rosnar.
...Como raios isso aconteceu? — O ouviu perguntar, estava irritado. Se aproximou e se assustou com o que viu.
O que... — Caminhou á frente deles, ainda assustada. — Mas o que... — Não conseguiu continuar a pergunta.
Pedi para ficar no carro. — Oliver se aproximou pegando em seu braço, tentando tira-la dali. A respiração de Felicity estava ofegante.
Meu carro... — O automóvel estava com os vidros quebrados e todo o carro tinham coisas escritas: "Estou perto" "Sei todos seus passos" "Viu como é fácil chegar até você?" e o que mais chamou a sua atenção foi: "O dia está próximo". Elas estremeceu. Ela sabia quem tinha feito aquilo.
Mike, Nick, Lucca, Tyler e Dylan. — Dig os chamou. — Vocês acompanharão Oliver e Felicity até o apartamento do Merlyn. — Oliver já puxava Felicity para longe do carro.
Espera... — Ela tentou olhar mais de perto, mesmo que um arrepio de medo passasse por seu corpo. — Foi ele... — Oliver abriu a porta para a namorada entrar, deu a volta no carro e entrou também, dando a partida. — Como ele entrou no prédio? — Oliver não a olhou.
Não sei. Isso não deveria acontecer. Nunca! — Exclamou irritado. Apertou as mãos no volante. — Mas ele conseguiu... — Sussurrou.
Papai... — Chamaram. Oliver olhou pelo retrovisor.
Está tudo bem. Coloquem o cinto. — Saiu do estacionamento, enquanto via ambas fazer o que pediu.
Foi uma mensagem... — Ela tremia, não a olhava, mas dava para saber. — Uma mensagem Dele.— A ouviu comentar.
Por favor, fique calma. — Ele não queria que ela se preocupasse, mas sabia que era inevitável. — Vamos ficar bem. — Ele discou o número do amigo no painel do carro e logo ele atendeu. — Tommy estamos indo para o seu apartamento.
O que houve? — Ele estava preocupado.
Não posso explicar agora.
Tudo bem. Avisarei que está chegando.
Obrigado. — Se despediram e Tommy desligou.
Se alguma coisa acontecer com vocês... — Se interrompeu propositalmente.
Não vai. — Ele a olhou nos olhos, pegando em sua mão esquerda. Queria passar tranquilidade a ela, pelo menos um pouco. Ela apertou sua mão, um pouco mais calma. Era isso que ele fazia com ela. Mas essa calma não durou muito. Oliver estava tão pensativo, em como aquele cara tinha entrado no estacionamento da Scalla, que não percebeu o perigo. Felicity foi quem percebeu o carro vindo do lado direito em alta velocidade, assustada, ela pegou no volante e o virou rapidamente para a esquerda, Oliver só pode pisar no freio, o que fez o carro derrapar. As meninas se assustaram e soltaram um resmungo. O carro que vinha na direção deles, passou direto, mas logo o virou, derrapando o carro, voltando para onde eles estavam. Oliver ligou o carro novamente e pisou no acelerador.
Entra na Hartway, Oliver. — Ele fez como ela pediu.
Como foi que eu não vi?
Ele é bom nisso. — Sussurrou. Felicity olhou para as filhas que tremiam, estavam com medo e ela se sentiu ainda mais culpada. — Vai ficar tudo bem, okay?
Mamãe, o que está acontecendo? — Ela engoliu em seco. Não era isso que ela queria. Ela nunca quis colocar eles no problema dela. Oliver sabia o que ela pensava, por isso a olhou rapidamente antes de voltar seus olhos para a estrada, colocou uma das mãos na coxa dela e respondeu ás filhas.
Logo chegaremos no tio Tommy. Fiquem quietinhas, okay? — Elas assentiram ao pai. — Mike, estou na Hartway.
Entra na Interestadual, senhor. — Oliver fez como ele disse. Felicity viu o carro se aproximar, aquele mesmo carro, dessa vez atrás deles.
Oliver! — Avisou e ele olhou pelo retrovisor. Pisou mais no acelerador, mas não adiantou muito, o carro bateu na traseira do seu. As gêmeas gritaram assustadas. Oliver trocou de macha, acelerando novamente o carro. O carro preto se aproximou, ficando lado a lado com seu carro, os vidros eram escuros também, por isso não deu para ver quem estava lá dentro, mas Felicity sabia quem era. Era ele. Ou alguém a mando dele. O casal viu os carros dos seguranças se aproximar, finalmente, mas de repente o carro bateu do lado de Oliver, fazendo as meninas gritarem novamente. Felicity grudou as mãos no banco, fechando os olhos, pedindo para que nenhum deles se machucassem. Engoliu um choro. Não choraria agora, suas filhas precisavam dela. Oliver virou todo o volante, fazendo seu carro derrapar novamente, mas dessa vez não conseguiu controlar, estava rápido demais. O outro carro conseguiu desviar de uma "mercedes benz" que vinha em sua direção e então os carros dos seguranças fizeram uma barreira no carro de Oliver que tinha batido em um muro alto, de concreto. Felicity sentiu o sangue descer pelo seu rosto, mas não se importou. Oliver a olhou, pegando em seu rosto.
Está sangrando. — Ela retirou o cinto não se importando com ela mesma e se dirigiu para os bancos de trás, onde as filhas estavam. — Felicity! — Ele a repreendeu, mas não adiantou. Um dos carros que estavam protegendo-os, seguiu o outro carro que fugia.
Amy, está tudo bem? — Ela chorava. — Querida, olha para a mamãe... — Percebeu que ela não tinha nenhum machucado, só um avermelhado no braço direito que com certeza, ficaria roxo, mas nada muito preocupante. Ao contrário da irmã que tinha um corte na testa, ela tinha batido no vidro. — Vai ficar tudo bem, okay? — Pegou em seu rosto, fazendo-a olhar em seus olhos. — Confia em mim? — A menina assentiu, ainda assustada e chorosa. Felicity a soltou e foi ver April que estava desacordada.
Como ela está? — Oliver a olhava.
Tem um ferimento na testa. — Ela novamente, segurou um choro que vinha. — A culpa é minha.
Não. Não é sua culpa. — Bateram no vidro da porta de Oliver e logo a abriu.
Senhor, é melhor seguirmos para o Merlyn. — Oliver não concordava menos.
E Dylan?
Está seguindo o outro carro com Tyler. — Oliver passou as mãos pelos cabelos.
Tudo bem.
Acho melhor eu dirigir seu carro, senhor. — Oliver olhou para a namorada, ela não estava bem, seu corpo tremia e ele sabia que ela logo choraria.
Não posso concordar menos. — Saiu do carro, abriu a porta traseira e entrou. Logo sentiu o carro andar novamente. — Coloque o cinto.
April. — Ela chamou a menina, preocupada.
Felicity, coloque o cinto. — Pediu novamente. Estava preocupado com a filha, mas a namorada podia se machucar, mais do que já estava. A viu se sentar perto de April. — Ela vai ficar bem. O corte não parece ser preocupante... — Ela continuava a olhar para a filha. — Não foi nada grave.
Mamãe, Apple vai ficar bem?
Ela está bem, Amy. — Olhou para o pai. — Ela só está desacordada.
Papai... — Ele pegou na mão da filha.
Eu estou aqui, okay? Está tudo bem. — Tentava acalma-la. Mesmo que Amily acreditasse no pai, ela estava amedrontada e preocupada, e ele sabia disso. — Chegaremos no tio Tommy e cuidaremos dela, está bem? — Ela assentiu. Oliver continuou a alisar a mão da menina, acalmando-a.
Isso é culpa minha. — Sussurrou novamente, Oliver a ouviu.
Já disse que não é. — Ela o olhou. — Você tem um corte no rosto.
Estou bem. — Ela não se importava com ela mesma, se importava com as pessoas que passou a amar.
Não está. Está sangrando.
Eu não me importo. — Oliver suspirou, preocupado. Eles perceberam quando entraram no estacionamento, mesmo que Mike tenha lhes informado.
Eu pego a Amily. — Ela avisou enquanto retirava o cinto. O carro parou alguns segundos depois e então ambos desceram. Mike fez o mesmo, ficando atento ao redor, eles estavam num lugar fechado, era perigoso. Se o cara entrou na Scalla, poderia entrar ali também, era o que o segurança pensava. Oliver percebeu que a filha acordava, no mesmo momento em que Felicity colocava Amily no chão. Ele respirou aliviado.
Apple. — A filha percebeu que a gêmea acordava, então correu para o outro lado do carro, sendo seguida pela mãe.
Está tudo bem, princesa. — Colocou as mãos no rosto da pequena, não queria assusta-la, mais do que ela já deveria estar.
Papai. — Chamou baixinho. Ela olhou para o outro lado e viu a mãe.
Está sentindo dor, querida? — Se aproximou.
Aqui. — Tocou levemente no corte da testa.
Quando chegarmos lá em cima, vou cuidar disso, está bem? — A menina assentiu devagar. Oliver retirou o cinto da cadeirinha, para solta-la.
Você deve cuidar do seu. Cait pode cuida-la. — Felicity se afastou para deixar Oliver pegar April no colo.
Eu estou bem, Oliver. — Ele desistiu por enquanto. Felicity pegou Amily no colo no mesmo momento em que Oliver pegava April. Mike se aproximou com Nick e Lucca, que estava dirigindo o outro carro que os seguia.
Os outros devem estar chegando. Mike, você estará no comendo até Diggle chegar. Ele não deve demorar.
Ele me avisou pelo comunicador que tinha ido resolver uma coisa. — O Queen arqueou as sobrancelhas, curioso. — Ele não disse o quê, senhor. — Respondeu ao olhar de seu chefe.
Tudo bem. Não importa, no momento. — Olhou para a namorada e depois voltou os olhos para os homens. — Até ele voltar, você estará no comendo.
Sim, senhor.
O senhor acha que devemos alertar os segurança da Srta. Lance?
Que bom que me lembrou, Nick. — Suspirou. — Faça isso. Eles devem ficar em alerta, principalmente depois do que houve agora a pouco. — O homem assentiu.
Eu vou pedir para que os outros deem uma volta pela área. — Oliver assentiu á ideia de Lucca.
Faça isso, Lucca. Eu também quero que eles fiquem espalhados pelo prédio. — Os três assentiram.
Pensei no mesmo, senhor. — Disse Mike. — Estaremos disfarçados. — Oliver assentiu, agradeceu ao homem e caminhou até onde sua namorada estava com Amily, em frente ao elevador.
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Mas o que... — Tommy começou quando os viram na porta. — O que houve? — Perguntou preocupado ao ver a irmã e uma das sobrinhas com sangue no rosto, mesmo que estivesse seco.
Longa história. — Eles entraram assim que Tommy deu passagem.
Eu vou buscar um kit de primeiros socorros. — Cait subiu as escadas. Oliver colocou April sentada no sofá e se sentou ao seu lado. Felicity se sentou colocando Amily ao seu lado.
Alguém vai me explicar? — Se sentou na poltrona.
Você está sentindo mais alguma coisa, April? — Ela negou á pergunta da mãe.
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Eu vou dar uma olhada. — Cait se aproximou. Oliver se levantou, deixando Cait tomar seu lugar. — Não foi nada grave. Vou limpar, está bem?
Vai doer, tia Cait?
Não, querida. — Cait começou a fazer seu trabalho.
Está doendo, Amy? — Viu a filha ver o machucado do braço, que já estava ficando roxo.
Um pouquinho... — Resmungou.
Felicity tem uma pomada de tampa roxa dentro da caixa, ela vai ajudar no hematoma do braço dela. — A loira pegou a tal pomada, colocou um pouco no dedo e devagar, passou a espalhar no hematoma arroxeado da filha. — E o seu? Parece estar aberto.
Eu tentei dizer para ela cuidar do dela primeiro, mas ela não escuta. — Cait o olhou, viu que estava preocupado.
Está tudo bem, eu vou cuidar disso. — Oliver se sentou na poltrona do lado do amigo, suspirando.
Ai. — April reclamou. — Apertou, tia Cait.
Desculpa, princesa. — Ela afrouxou o curativo. — Está melhor? — Ela assentiu.
Amy, deixa sua tia cuidar da mamãe, agora. — A menina se levantou e se sentou no colo do pai. Cait tomou o lugar da menina.
Está seco. — Passou um algodão molhado para retirar o sangue. — Não vai precisar de pontos, mas realmente seu corte está aberto.
Apenas deixa como está. — Cait arqueou as sobrancelhas.
Você está falando com uma médica, Lis... Acha mesmo que vou deixar do jeito que está? — Revirou os olhos. Pegou uma pomada para cicatrizar e logo depois passou a tampar o ferimento. — Vai ficar vermelho por uns dias. Com certeza, você vai sentir uma picadas... Mas é só passar essa pomada por uns três á cinco dias... E então estará novinho em folha. — Ela apenas assentiu.
Cait, pode por favor levar as pequenas lá pra cima? — Eles iriam conversar algo sério, agora. As meninas não poderiam ouvir.
Claro. — Elas cruzaram os braços. — Vocês podem ficar com Kitty, ela está brincando no tapete do quarto dela.
Ela está acordada, tia?
Sim. — Se levantou. — Quer que eu acompanhe vocês? — Elas já estavam na escada, subindo para ver a pequena Allen.
Não. — Elas gritaram quando estavam no topo da escada. Ela voltou a se sentar e olhou para a amiga. Tommy olhava para ela também preocupado.
E então, o que houve? — Oliver então começou a contar. Não sabia quem estava mais irado com aquilo tudo, Tommy ou Oliver.
Ele conseguiu entrar na Scalla. — Não era uma pergunta. Era uma afirmação. Tommy não entendia como aquilo tinha acontecido. — Como ele conseguiu isso?
Ninguém sabe.
Isso parece que não vai acabar. — Ela sussurrou.
Não diga isso. — Cait quem pediu. — Ele vai ser pego.
Quando? — Ela a olhou. — Quando ele machucar mais alguém? Hoje foi eu, Amy e April. Na próxima pode ser... Barry, você, Kitty... Lyon, Laurel... Tommy... Oliver... — Sussurrou o último nome.
Isso não vai acontecer.
Como pode ter tanta certeza? — Olhou nos olhos do namorado. — Oliver, ele não vai se importar em machucar qualquer um, para me ter de volta. Algo mais sério poderia ter acontecido hoje.
Mas não aconteceu. — Ele se levantou para sentar ao seu lado. — Você não pode ficar se culpando assim. Isso não te faz bem.
Nada disso me faz bem. — Ela se levantou irritada. — Isso tudo não era para estar acontecendo. As gêmeas não deveriam estar no meio desse problema. Que é MEU por sinal... Você também... — Ele a interrompeu.
Você não nos colocou no seu problema. — Ela balançou a cabeça.
Felicity, você é minha irmã. Acha mesmo que não entraria nisso?
Isso não é mais seu problema. É nosso. Estamos juntos nisso. — Tommy concordou com o amigo.
Você está cansada. — Cait se pronunciou alguns minutos depois. — Vocês ficam aqui até estar seguro para voltarem á Scalla. — Se levantou, pegando no braço da amiga. — Vem. Precisa descansar. — Elas saíram do cômodo em que estavam e subiram as escadas.
Você quer alguma coisa?
Tem whisky? — Tommy riu.
Você não quer beber isso agora. — Se levantou, indo para a cozinha, Oliver o seguiu. — Tem um suco que eu fiz agora a pouco.
Suco? — Arqueou as sobrancelhas.
Você pode colocar... — Se abaixou para pegar uma garrafa que estava guardada em uma das portas do armário. — Isso.
Melhorou. — Disse quando viu a garrafa de Vodca. Seu amigo abriu a geladeira para pegar o suco enquanto Oliver pegava dois copos.
Eu sei que você está preocupado... — Oliver o olhou. — E sei que você não gosta de vê-la se culpando... Ms ela precisa de tempo. Tudo o que houve hoje foi algo que ela já temia que acontecesse. É como se o pesadelo dela estivesse acontecendo. Só esteja por perto.
Eu sei disso. — Suspirou. Tomou um gole da bebida, estava forte, mas do jeito que gostava. — Mas isso não quer dizer que seja fácil vê-la assim.
Eu sei disso. Ela é minha irmã.
Eu sei que disse á Helena que ela não deveria torturar o pai dela, que isso a destruiria. Que não era o certo, mas...
Mas você está mudando de ideia.
Eu desejo muito que esse desgraçado pague pelo que está fazendo á ela. E minha vontade é de mata-lo com minhas próprias mãos.
Bom, você não é único. — Tomaram outro gole. — Acho que seriamos hipócritas depois de tudo que falamos á Helena.
É. Mas isso não quer dizer que eu não o faça se ele aparecer na minha frente. — Tommy concordou com o amigo. O celular de Oliver tocou, ele o pegou e atendeu. — Jake. — Sua expressão mudou e Tommy se preocupou. — Como isso foi acontecer? — Sua voz estava rouca, o que queria dizer que estava se irritando. — Vocês não cansam de fazer merda, não é? — Ele ouviu o outro falar mais alguma coisa. — Tem sobreviventes, certo? — Tommy se preocupou. Como assim? — Droga! — Socou a mesa. — Esperem a ambulância chegar e deixem que Diggle resolva isso... Não! — Ele exclamou quando ouviu o outro falar outra vez. — Não digam nada sobre isso. Diggle vai saber o que fazer... Por que? Porque ninguém sabe sobre esse desgraçado, filho da puta, por isso! — Rosnou. — Apenas faça o que eu estou mandando e obedeçam as ordens do Diggle. — Desligou o celular sem se despedir.
O que houve? — Oliver passou as mãos nos cabelos desesperado, enquanto se distanciava do amigo, se virando de costas. — Oliver! O que raios aconteceu?
Os incompetentes que estavam seguindo o carro em que Donna estava, perdeu o carro de vista. — Tommy arqueou as sobrancelhas, não acreditando na incompetência dos caras. — Isso não é o pior... — Se virou. — Quando encontraram o carro... — Passou as mãos novamente nos cabelos loiros, bagunçando-os. — Ele estava com as rodas para cima. — Tommy teve os olhos arregalados. — Um casal que viu tudo disse que um carro os ultrapassou e bateu no carro de Donna de propósito, o que fez com que batesse no carro da frente e capotasse.
Você perguntou de sobreviventes...
Apenas um segurança sobreviveu... — Oliver olhou nos olhos do amigo. — E Donna... Donna esteve acordada até agora a pouco, estava tendo uma hemorragia... Ela não sobreviveu, Tommy.
O que? — Pensar que algo poderia ter acontecido á mulher era uma coisa, saber, era outra totalmente diferente. — Ela está... — Não conseguiu terminar.
Donna está morta. — No mesmo momento Caitlin entra no cômodo
Como é? — Eles se viram para a mulher, que tinha os olhos arregalados e lacrimejados, feição assustada e surpresa, respiração irregular.
Cait... — Tommy largou o copo na mesa e caminhou até a namorada.
Como foi que isso...? — Tommy a abraçou e sentiu ela tremer em seus braços. — Não acredito nisso. — Sussurrou.
Eu vou explicar á você Cait. — Oliver se pronunciou. — Preciso de ajuda para contar á Felicity.
Eu acho que nesse momento eu preciso digerir o que acabei de ouvir. — Tommy a soltou assentindo. — Mas eu quero saber como foi isso.
Tudo bem. — Tommy olhou para Oliver que assentiu. — Nós vamos contar tudo.
Foi ele não foi? — Sua voz saiu irritada.
Ele provocou o acidente. — Ela fechou as mãos em punhos. — Mas ele vai pagar, Cait. Não só por isso, mas por tudo que ele tem feito á Felicity.
Eu realmente quero... — Sua expressão ficou obscura. — Que ele morra! — Ela se virou, saindo do cômodo. E mesmo que eles estivessem surpresos em ver aquela nova versão da Snow, eles compreendiam e compartilhavam do mesmo sentimento.
CONTINUE...
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