Kupidon
10 Capítulo Seis
Notas iniciais
**Oliver**
Já não me aguentava de ansiedade. Para onde Tommy levara minha namorada e por que? Ele estava estranho desde o que houve entre ele e o pai. Tommy não estava normal desde aquele dia. Não parava um minuto de procurar sobre o passado do Merlyn e ele disse que Malcom conhecia a mãe de Felicity. Mas como? Elas são de Vegas desde sempre. Já fazia mais de uma hora que eles tinham saído, Cait tinha apenas dito que ele pedira para que ela não deixasse que eu fosse embora ou que o seguisse.
Você está agoniado. — Estava sentado do lado de Cait no sofá.
O Tommy disse alguma coisa para você? — É claro que eu estava agoniado. Meu melhor amigo saiu todo estranho com minha namorada.
Não. Só disse que depois me contava...
Ele estava estranho.
Muito. E irritado também. — Eu a olhei.
Como assim?
Quando ele chegou, estava com uma cara nada boa. Dava para ver que estava irritado com alguma coisa.
E o que a Felicity tem haver com isso? — Cait deu de ombros.
Por que vocês esconderam que estão juntos? — Arqueei as sobrancelhas com a mudança de assunto.
Por que VOCÊS esconderam que estão juntos? — Ela riu enquanto assentia. — Vocês são os primeiros a saber oficialmente.
Oficialmente?
É. Dig está desconfiado. — Novamente Cait riu.
Ele está mais que desconfiado. — E novamente a olhei. — Ele disse que tem certeza. — Revirei os olhos. Ouvimos a porta se abrir. Tommy e Felicity entraram e eu percebi que ambos não estavam bem, principalmente minha namorada. Nos levantamos.
O que houve? — Me aproximei de Felicity assim que ela entrou na sala e ela me abraçou apertado. Alguma coisa tinha acontecido.
É melhor vocês se sentarem. — Tommy suspirou e foi em direção do sofá, onde se sentou com Cait do seu lado. A poltrona ao lado do sofá foi ocupado por mim e minha loira, que continuou abraçada á mim. — E eu acho que preciso de uma bebida. — Cait se levantou, foi até a cozinha e voltou alguns segundos depois com dois copos e uma garrafa de Whisky. Tommy não demorou a colocar o líquido no copo e tomar de uma só vez, a vi arquear as sobrancelhas quando ele fez o mesmo mais uma vez.
E então? O que houve para deixar você assim? — Caitlin perguntou e depois olhou para minha namorada. — Os dois... Assim.
Bom, eu levei Felicity para ter uma conversa com meu pai. — Arqueei as sobrancelhas. O que Marcom Merlyn queria com minha namorada? Esperava que Tommy ou Felicity respondessem ao meu olhar.
Tommy descobriu o porque de Malcom querer saber da minha mãe... — Ela sussurrou e me olhou nos olhos logo em seguida. Os olhos verdes que eu tanto amo estavam lacrimejados. — Ele é meu pai. — Falou em sussurro depois de respirar fundo, mas deu para escutar muito bem. Me assustei e Cait estava com a mesma expressão. Esperava que fosse uma brincadeira, mas olhando para minha namorada, sabia que aquilo era muito sério. Ela estava em desespero.
Como assim? — Cait passou na minha frente.
Ele e a mãe da Lis tiveram um caso á 22 anos. Ele e minha mãe tiveram uma briga feia quando eu tinha um ano e meio. Ele saiu de casa e passou umas semanas em Las Vegas... — E com isso ele começou a contar tudo. Era surreal. Como era possível um homem trair a mulher que diz amar, duas vezes? Malcom nunca soube de Felicity, mas ele teve a oportunidade de procura-la quando soube de tudo á quase três meses.
Qual foi a resposta dele ao perguntarem o por que de ele não ter te procurado? — Meu amigo bufou.
Que não queria assusta-la com essa notícia. Ele não ia nem ME contar... Eu ouvi uma conversa dele com minha mãe.
Ele não tinha o direito de me esconder isso. — Sussurrou chorosa. A apertei junto á mim mais um pouco.
Amanhã você estará mais calma e se quiser... Poderá ter uma conversa franca com ele.
Ele não teve culpa. — Todos nós olhamos para Cait. — Ele nunca soube de você. Imagina você descobrir depois de 22 anos, que você tem uma filha com uma mulher no qual teve um caso e que nunca mais a tinha visto? -Felicity abaixou o olhar. — Lis, ele não deveria saber como te dar essa notícia...
Realmente, eu não devia ter te contado daquele jeito. — Felicity o olhou.
Eu não o culpo. Pelo menos você não me escondeu essa história.
Você vai falar com... — Tommy se interrompeu. — Nosso pai amanhã? — Arqueou as sobrancelhas. — É tão estranho falar "nosso pai".
Tenho que concordar... — Minha namorada sussurrou. — Eu ainda não sei. — Respondeu á pergunta de Tommy.
Lis... — Cait a chamou. — Você merece ouvir o lado dele da história. Então não fuja disso.
Cait está certa. — Ela me olhou. — Malcom pode ser o que for, mas ele nunca iria dar as costas para um filho. Quando ele soube da Thea... Ela já tinha 13 anos, minha mãe soube esconder muito bem. Ele soube, depois que ela teve que passar por uma cirurgia e precisava de uma transfusão de sangue. Só o meu não daria, ela precisaria de muito mais... Foi quando minha mãe foi falar com Malcom. E assim que ele soube dela... Ele não pensou duas vezes em ir doar seu sangue a ela. E ainda deu seu sobrenome. Ele tenta se aproximar até hoje, mesmo ela o repelindo.
É a segunda mulher que esconde um filho dele. No caso duas filhas... — Disse Tommy. — Eu posso ter minhas diferenças com ele, mas ele é um bom pai.
Eu preciso de um tempo para assimilar tudo isso. — Todos assentimos.
Nosso pai vai compreender.
E sua mãe? — Eu sabia que ela não falaria com a mulher tão cedo.
Ela não me importa agora. — Estava irritada. — Ela deixou que outro fizesse o papel de pai. Me escondeu coisas, mentiu para mim... Ele ligou para ela e ela me negou novamente ter conhecimento de algo.
Você falou com ela depois do que houve? — E ela assentiu. Eu não sabia que ela tinha atendido um dos vários telefonemas da mulher.
Brigamos de novo. Dessa vez pelo celular... E ela não disse sobre ter falado com meu... — Se interrompeu propositalmente.
Você se acostuma. — Tommy lhe sorriu.
Thea vai ter um surto quando souber. — Pela primeira vez, desde que chegou, Felicity sorriu.
Bom, eu tenho que ir. — Tommy se levantou. — Você vai comigo? — Cait olhou para Felicity e depois assentiu.
Tudo bem para você?
Não se preocupe. — Cait assentiu, entendendo. Eu ficaria com ela essa noite.
Então eu vou pegar minhas coisas... — Subiu as escadas.
Falo com nosso pai?
Eu... — Ela me olhou assim que se interrompeu. Sabia que ela estava temerosa em encontra-lo novamente. Eu apenas assenti. — Tudo bem. Pode avisar que eu concordo em falar com ele.
Vamos? — Olhamos para Cait que descia as escadas.
Nos vemos amanhã. — Soltei minha namorada que foi abraçada pelo, agora, irmão. Beijou sua têmpora e se afastou. Enquanto se despedia de mim, sua namorada se despedia da minha. Abracei Cait e ela saiu com Tommy.
Tudo bem mesmo? — Me questionou assim que a amiga e o irmão saíram.
O que? — A olhei.
Ficar aqui... Comigo?
Vou ligar para minha mãe e explicar para ela. — E a vi se assustar. — Não se preocupe. Ela ainda não sabe de nós...
Não que eu me importe... — Sussurrou e eu sorri. — Mas eu não quero que saibam ainda... Do meu... — Se interrompeu novamente respirando fundo. — Meu pai.
Você vai se acostumar a chama-lo de pai. — Ela assentiu. — Vou dar uma explicação qualquer para minha mãe. — Ela me abraçou. — Mas não acho que tenha uma desculpa que vá acalma-la.
Conte então. Mas peça para que ela não conte a mais ninguém... Não ainda.
Vou dar uma desculpa qualquer, não se preocupe. — A beijei rapidamente e saí para dar meu telefonema.
**Oliver**
**--**
**Felicity**
Eu não havia conseguido dormir quase nada essa noite. Minha cabeça não parou de funcionar, pensava a todo momento no que houve na casa dos Merlyn. Eu não sabia o que fazer com tudo que descobri, eu ainda culpava minha mãe por ter feito minha vida virar de cabeça para baixo. Ela não tinha o direito de ter escondido de mim e do senhor Merlyn... Senhor Merlyn? Seria difícil chama-lo de pai. Me virei, ficando de frente para o meu namorado, que ainda dormia e olhei para seu braço direito que envolvia minha cintura. Quando voltei meus olhos para seu rosto, ele já acordava.
Bom dia. Dormiu bem? — Percebi sua preocupação no tom de voz.
Mais ou menos. — Não gostava de mentira, mesmo que pequena.
Pensando no seu pai?
É tão estranho falar ou ouvir essa palavra. Antes, eu pensava que tinha sido abandonada, mas agora... — Suspirei.
Agora você sabe que não é bem assim. — Assenti. — É como sua amiga disse: Você precisa ouvir o lado de Malcom. Você ouviu sua mãe, certo? — Ele está certo. Eu dei uma chance para minha mãe que depois de tanto tempo me escondendo essa história... Malcom também merecia uma chance.
Eu sei, você está certo. Mas... — Eu não sabia o que seria de mim e Malcom. Agora sabemos que somos pai e filha e que nem eu e nem ele sabíamos da existência um do outro, seria estranho depois de tanto tempo ter esse reencontro. Minha mãe o tirou a chance de me ver crescer, de acompanhar minha infância e me negou a chance de saber sobre ele, de conhecê-lo.
Do que você tem medo? — Era de imaginar que Oliver saberia o que eu estava sentindo. Ele me conhece tão bem e em tão pouco tempo.
Ele tem uma família... — Oliver me interrompeu.
Felicity, ele faz parte da sua vida agora e você na da dele. — Eu sabia que ele estava certo, mas por que eu temia tanto sua rejeição?
Mas eu sou fruto de uma traição...
Thea também é. E nem por isso ele a deixou de lado nem por um momento. Mesmo que ela o ignore... Thea ás vezes é complicada, difícil e assim mesmo ele não desistiu dela. E a Rebecca é gente boa, não tem que se preocupar com ela.
Se minha mãe tivesse contado a ele... — Ele novamente me interrompeu.
Não pense no passado. Não dá para muda-lo... — Nos olhávamos nos olhos um do outro. — Não mais.
Você tem razão. — Suspirei. Olhei no relógio na mesa de cabeceira, faltavam 20 para as 9h. Meu celular tocou antes mesmo de um de nós nos pronunciarmos novamente.
Felicity Smoak. — Oliver arqueou as sobrancelhas. — Oi Tommy. — Ele falou tão rápido que não deu para entender. — Espera Tommy, fala mais de vagar... — Oliver se sentou ainda me observando. — ELA O QUE? — Estava completamente surpresa. Me levantei rapidamente e vi que meu namorado estava preocupado. — Fique calmo, chegaremos em... — Oliver perguntou o que estava acontecendo. — Em meia hora. — E nos despedimos. Olhei para Oliver. — Cait entrou em trabalho de parto. — Ele se assustou.
Mas não faltavam duas semanas?
Diga isso para minha afilhada. — Brinquei. Nos arrumamos em tempo recorde. Não podia demorar na maquiagem, minha amiga precisava de mim.
E o Barry? — Nesse tempo em que estamos juntos, mesmo que ninguém soubesse, ele e Oliver ficaram amigos. Principalmente, por Laurel estar namorando meu amigo. Não sabe o susto que eu levei quando soube da troca de casais. Eles começaram a namorar semanas depois de Tommy e Cait.
Tommy já ligou para ele. Está indo para o hospital também. — Estamos no carro. Oliver quem dirigia. Chegamos em meia hora, como prometido. Perguntamos a recepcionista pela minha amiga e nos direcionamos para onde ela havia nos informado. Cait já estava na sala de parto com o "marido", só não sabia se a mulher falava de Tommy ou de Barry.
Laurel? — Elas nos cumprimentou.
Cadê o Barry? — Olhei ao redor e não encontramos nem meu amigo e muito menos meu... Irmão.
Foi beber uma água.
Ele não entrou com a Cait?
Não. Quando chegamos, Tommy já estava com ela e Barry achou melhor não interromper tudo para trocar de lugar. — Assenti.
Alguém veio aqui para dar notícias? -Oliver perguntou e vimos Barry voltar.
Ainda não, Ollie. — Barry me abraçou assim que se aproximou e cumprimentou Oliver com um aperto de mão.
Nervoso? — Segurei um riso quando meu amigo fez uma careta como resposta á pergunta de Oliver. — Logo o nervosismo passa. — Tentou tranquiliza-lo.
Ainda bem que eu não estou lá dentro. — Meu namorado arqueou as sobrancelhas e eu ri.
Ele não gosta de ver sangue. — Respondi pelo meu amigo.
E o que você vai fazer quando for a Laurel? — Eu e Oliver começamos a rir quando meu amigo começou a tossir exageradamente. Laurel corou.
Vamos pensar nisso mais para frente? — Laurel quem disse.
BEM mais para frente. — Barry completou quando parou de tossir. — Você está bem, Lis? — Eu sabia que ele perceberia que eu não estava bem.
Estou.
Tem certeza? — Arqueou a sobrancelhas.
Ela só está cansada... Por causa da empresa. — Barry fez uma cara, que eu sabia, ele não havia acreditado na desculpa que meu namorado deu. Fui salva pelo médico que chegou perguntando pelos parentes de Caitlin Snow.
A menina nasceu. — Parabenizamos Barry. O médico ficou confuso e eu sabia o porque. Afinal Tommy entrou com Cait.
Vocês... — Pigarreou. — Já podem entrar. Me acompanham? — O seguimos nos corredores á dentro. — Não poderão ficar por muito tempo. Elas precisam de descanso.
Mas elas estão bem, não é? — Barry perguntou, preocupado.
Sim. Não se preocupe. Mãe e filha estão bem e saudáveis.
**--** **--**
Ela é tão linda. — Estávamos em volta de Cait, observando Kitty Allen. Ela parecia uma boneca de porcelana de tão linda. Kitty tinha os olhos claros de Caitlin. Essa garotinha seria muito amada. Ela teria uma mãe maravilhosa, uma madrinha que já a ama mais que tudo, uma madrasta que não era como da branca de neve e além de ter um pai extremamente carinhoso, ganhou de brinde um outro pai, que apesar de não ser de sangue, já a ama tanto quanto ama o filho biológico.
Essa garotinha vai ser tão mimada que da até medo. — Disse Laurel.
É só restringir os limites.
Concordo. — Oliver me abraçou por trás. Todos ali já sabiam do nosso namoro. Primeiro meu melhor amigo e minha mais nova amiga, Laurel. Eles nos pegaram almoçando num clima que não tinha nada de apenas chefe e assistente. Não deu para negar, quando eles nos questionou ao se aproximar da nossa mesa naquele dia. E agora meu irmão — Ainda é estranho chama-lo assim — e minha melhor amiga. — As gêmeas também foram muito mimadas... Elas ainda são, pra falar a verdade. Mas sempre coloquei limites... Nunca me deram trabalho.
Lyon também. — Laurel começou. — Ele fez um piti no supermercado quando era menor, dei dois tapas na bunda dele e depois disso ele nunca mais fez escândalo. — Nós rimos. — Eu não coloquei filho no mundo para me fazer passar vergonha. — Tive de concordar.
Mas mudando um pouco de assunto... — Olhei para Barry. — Você vai me dizer o que houve com você? — Sabia que ele não desistiria. Fui salva por Helena que entrava no quarto.
https://lojadalla.com.br/private/41/images/itens/8700_00.jpg
Eu vim ver essa princesinha... — Sussurrou depois de nos cumprimentar rapidamente. — E como ela está?
Bem. — Cait sorriu enquanto eu suspirava aliviada.
Ela te salvou. — Sussurrou Oliver no meu ouvido.
Por enquanto... Quem vai me salvar na próxima? — Sussurrei de volta.
Ué, vocês estão...? — Só depois que Helena nos olhou surpresa que fui me dar conta que Oliver ainda estava abraçado á mim.
Sim. Estamos. — Helena arqueou as sobrancelhas.
Eu estou surpresa... Mas feliz por vocês. — Sorriu. — Você e Felicity merecem ser felizes. — Os outros só nos observavam. Helena se voltou para Cait. — E essa princesa tem nome?
Kitty Meghan Allen. — Cait e Barry responderam juntos.
Meghan? — Olhou para mim.
Sim. A Lis disse que seria uma garotinha desde que descobrimos minha gravidez... E eu disse que daria o nome do meio dela para minha filha, se realmente estivesse certa. Barry concordou.
Não vou ficar com ciúmes. — Todos rimos. O médico entrou e se assustou, com certeza por causa da quantidade de pessoas no quarto.
Mas o que...? — Olhamos para ele. — Por favor, colaborem... São muitas pessoas no quarto. — Assentimos. Realmente, Cait precisava de descanso. — Elas precisam de descanso. Levaremos a bebê.
Nós vamos vê-la quando estiverem em casa, então. — Cait sorriu assentindo.
Obrigada por virem. — Apenas ficaram Tommy, Barry e Laurel.
**--** **--**
Lissy! — Gritaram assim que me viram saindo do carro. — Tia Thea disse que a bebê da tia Cait nasceu. — Assenti sorrindo.
E ela é linda. — Oliver entrou na frente e eu o segui acompanhada das gêmeas. — Vou levar vocês para vê-la quando Cait estiver em casa. — Elas assentiram animadas. Thea veio ao meu encontro para me cumprimentar, assim como seu namorado.
Vocês estão animados, hen? — Perguntei depois de cumprimentar Roy. Estavam vestidos com roupas de banho.
Estamos aproveitando o tempo quente. — Roy quem respondeu.
E seus pais?
Qual deles? — Thea bufou. Vi Oliver voltando da cozinha.
Como assim? — Arqueei as sobrancelhas, temerosa com a resposta.
Ollie, você tem algo para me dizer? — Thea viu nossos olhares se cruzarem e esqueceu da minha pergunta para focar na dela. Seu sorriso era animado, dava até medo.
Estamos juntos. — Oliver laçou minha cintura. E o escândalo depois da resposta do meu namorado foi alto o bastante para trazer os que estavam no jardim, para dentro de casa. As gêmeas adoraram a notícia, assim como Moira que entrava na sala no momento em que Oliver anunciava. E eu fiquei estática, mas não pela fala do meu namorado e sim por quem eu presenciei entrando no cômodo com o pai de Oliver.
Robert. — Moira o chamou animada. — Oliver e Felicity estão namorando.
Isso não é uma surpresa. — Disse sorrindo. — Seja bem vinda a família. — Meus olhos se desviaram por alguns instantes, lhe sorri em agradecimento, mas logo voltei meu olhar para Malcom Merlyn. Oliver me apertou um pouco para chamar minha atenção e novamente desviei meu olhar.
Você está bem? — Todos ainda falavam do meu namoro com Oliver em animação. Parecia que era algo que todos ali esperavam ansiosos.
Não contava em vê-lo aqui. — Sussurrei.
Eu bem que estava percebendo que Ollie passou a chegar mais tarde em casa.
Nós ficamos muito felizes com essa notícia. — Eu tentava sorrir e participar da conversa, mas não conseguia. Ele estava ali, na minha frente. E eu não sabia o que fazer.
Querida? — Olhei para Moira. — Você está bem?
Eu... — Não sabia o que dizer. Estava surpresa em ver Malcom ali, apesar de saber que ele era amigo da família Queen
A Felicity está pensando na filha de Cait. — Oliver me salvou.
Mas me disseram que ela está bem...
Sim, ela está. Mas não deixa de preocupa-la. — Moira então assentiu e mudou de assunto, nos chamando para ir á piscina. Oliver respondeu alguma coisa que eu não ouvi, quando Malcom se aproximou.
Eu sei que disse que te daria espaço... — Oliver de algum modo conseguira tirar todos da sala e ficou apenas eu, meu namorado e meu "pai".
Malcom, não acho que seja o momento. — Oliver voltara a enlaçar minha cintura e isso me fez bem, muito bem. Me sentia segura em seus braços.
Eu sei, Oliver. Mas preciso que ela me ouça. — Ele olhava em meus olhos e eu nos dele. Ele parecia desesperado. — Não contei á ninguém ainda. Só farei quando estiver pronta..
Eu sei que disse que falaria com você... Mas não posso. — Eu disse em sussurros. Minha respiração estava irregular. — Eu preciso de... — Oliver apertou minha cintura, me dando apoio. — De um tempo.
Eu vou me afastar. Te darei esse tempo... — Eu não sei por que eu me senti tão mal por fazê-lo se afastar. Não era isso que eu queria? Conhecê-lo?
Eu... — O vi se dirigir para o jardim. Oliver só me observava. — Espere! — Ele se virou. Me soltei um pouco de Oliver, dando dois passos para frente. — Amanhã... Pode ser? — E o vi assentir mais animado. — Mas sem pressão.
Prometo. — Foi minha vez de assentir. Ele saiu e fiquei ali, no meio da sala, com Oliver. Me virei para olha-lo.
Você fez bem. — Suspirei e o senti pegar na minha mão direita. — Vai te fazer bem ouvir tudo de uma vez.
Você acha? — Minha voz saiu mais baixa do que gostaria.
Acho. — O abracei escondendo meu rosto em seu abdômen. — Vai ficar tudo bem. — Sussurrou enquanto afagava meu cabelo.
Uhum... — Ficamos assim por alguns minutos até sermos interrompidos por minha cunhada... Ou seria irmã?
Vocês não vão se vestir para ir para a piscina? — Me afastei um pouco para olha-la. Oliver continuou com uma das mãos na minha cintura. — Vocês podem namorar outra hora.
Eu não trouxe... — Ela me interrompeu.
Você vai mesmo me dar essa desculpa? — Bufou.
Thea. — Oliver a chamou. — Felicity não está se sentindo muito bem hoje...
Hum. Ok. — Fez um biquinho que quase me fez rir. Quase. — Eu percebi mesmo que você está estranha... — Achei melhor não comentar nada. — Marcamos outro dia então. Prometem?
Claro, Thea. — Sorri fraco e ela assentiu.
Nós vamos dar uma volta... — Olhei para Oliver. — Você pode chamar as gêmeas, por favor? — E ela saiu para fazer o que o irmão pediu.
Dar uma volta? — Arqueei as sobrancelhas.
Sim. Vai ser bom... Te distrair pelo menos um pouco. — E eu não pude deixar de sorrir. Me sentia bem com Oliver, ele me fazia sentir coisas que nunca pensei que sentiria.
Papai? — Entraram correndo.
Eu e Felicity vamos dar uma volta. Vocês querem ir? — Elas não pensaram duas vezes em aceitar.
Sim! — Sorri. — Onde?
Surpresa. — Eu quem disse. Tinha uma ideia de onde, tinha que pagar uma promessa e hoje era o dia ideal.
Vou avisar minha família. Você ajuda elas a se vestirem?
Claro. — Oliver me deu um selinho e saiu. Peguei na mão de cada uma das gêmeas e subimos as escadas. Ambas me contavam a bagunça que fizeram no dia anterior no apartamento da tia Laurel, imagino como ela deve ter ficado de cabelo em pé com as três crianças fazendo peripécias. Era impossível não me divertir quando estava com April e Amily.
**--** **--**
http://ecameleca.vteximg.com.br/arquivos/ids/157002-2000-2000/conjunto-menina-regata-azul.jpg
Amy — https://http2.mlstatic.com/sapatilha-infantil-hello-kitty-D_NQ_NP_20835-MLB20198429475_112014-F.jpg
April — https://http2.mlstatic.com/sapatilha-infantil-hello-kitty-D_NQ_NP_20885-MLB20198882601_112014-F.jpg
Uau. Olha, papai. Ele é tão grande, parece um urso né? — Estávamos no zoológico. Depois de irmos almoçar num restaurante, fomos pagar uma promessa que eu estava devendo. Elas estavam se divertindo e isso é o bastante para me fazer feliz.
Mas ele morde. — Disse ele puxando-as de perto da grade. Ambas olharam para o pai.
Ele come gente? — Disseram impressionadas, eu e Oliver rimos. — Mas ele parece ser tão bonzinho...
Mas ele é perigoso, querida. — Elas voltaram os olhares para o Leão.
Agente quer ver a onça. — Fomos em direção onde o animal estava logo em seguida. Elas se aproximaram para ver mais de perto.
Não coloca a mão na grade princesa. — Disse enquanto tirava sua mãozinha. Era perigoso.
Apple, não fica muito perto da grade. — Oliver a puxou um pouco para trás.
Cadê? — Perguntaram juntas. Eles ainda não tinham saído da casinha.
Estão escondidos.
Por que? — Apple me olhou.
Eles estão descansando, querida. — Já estávamos ali á mais ou menos um hora e meia e elas não queriam mesmo ir embora.
Olha. — Amy apontou enquanto gritava animada. — Ele saiu!
Ele é do mal. — Sorri com o comentário de Apple.
Ele também é perigoso. Tanto quanto o leão. — Elas assentiram.
Papai, por isso eles ficam trancados?
Sim. Para não machucar ninguém.
E os coelhinhos? — Amy me olhou.
Os coelhos não precisam ficar presos igual a esses bichos. Eles são inofensivos, Amy. — Respondi. A animação delas ao ver cada bichinho era animador. Elas ficaram com medo das cobras, então não ficamos olhando-as nem por cinco minutos. Mas os outros não tiveram efeito nelas. — Onde vocês querem ir agora?
Agente tá com fome. — Amy concordou com a irmã.
Mas já? — Eu olhei para Oliver que estava surpreso.
Sim, papai. Estamos em fase de crescimento. — E eu não pude deixar de rir, Oliver me acompanhou.
Onde aprenderam isso?
Com a tia Thea. — Deram de ombros.
Ah, tinha que ser. — Disse ainda rindo. Eu sorri. Era mesmo a cara da Thea.
O que querem comer? — Retirei aquele pensamento da cabeça por hora e me voltei para as garotas.
Hamburguer! — Exclamaram juntas.
Belly Burger? — Perguntei olhando para Oliver que também me olhava.
Belly Burger. — Concordou.
**--** **--**
Oliver, eu ainda não sei se é uma boa ideia. — Sussurrei dentro do carro. As gêmeas dormiam. Passamos no meu apartamento depois de comermos e Oliver insistiu em não me deixar dormir lá sozinha. Por isso estávamos indo para o apartamento dele. Ele já tinha se mudado fazia quase 20 dias. As gêmeas adoraram o apartamento, tanto que quando tinham que ficar com os avós, já sentiam falta do apartamento novo.
Você já disse isso. — Se pronunciou. — E está aqui, não está?
Só fico imaginando o que vão dizer quando chegarmos "juntos" amanhã.
Que se dane o que falarão. Não devemos nada á ninguém, certo? — Por mais que ele esteja certo, ainda me incomodava um pouco. — Não se preocupe com a fofoca. Elas já estavam rodando mesmo... — Tive de concordar. Graças á Isabel a fofoca sobre nós já tinha chegado em todos os setores.
É que... Estamos juntos á pouco tempo. E eu não sei... — Ele me olhou por alguns instantes e voltou seu olhar para a estrada.
Se você quiser continuar escondendo... — Deu de ombros, mas eu sabia que isso o incomodava. Pensando bem, não mudaria nada. Para todos, nós já estamos juntos, só iremos confirmar tudo quando chegarmos amanhã.
Tudo bem. — O olhei. — Eles já desconfiam mesmo... — Vi seu sorriso e não pude deixar de sorrir também. Nunca amei ninguém nessa proporção. Fazer ele rir, sorrir, ser feliz... Era minha intenção. — Eu te amo.
Eu também te amo. — Oliver parou o carro para entrar no estacionamento e me beijou, correspondi na mesma hora. Ele apertou minha coxa antes de parar o beijo com um selinho.
**Felicity**
**--**
Felicity foi a primeira a acordar novamente. Retirou o braço esquerdo do namorado de sua cintura sem acorda-lo e saiu da cama para fazer sua higiene matinal. Quando estava saindo do banheiro já vestida para trabalhar, percebeu que Oliver ainda dormia, ela sorriu, balançando a cabeça negativamente e se aproximou da cama. Colocou um dos joelhos em cima da mesma e se abaixou o bastante para lhe dar um selinho.
http://litbimg1.rightinthebox.com/images/384x384/201408/oczwfx1407416204227.jpg
Oliver. — Sussurrou, mas ele não se moveu. — Oliver, vamos nos atrasar...
Humm... — Ela segurou uma risada e lhe deu outro selinho, dessa vez no pescoço. — As meninas tem aula... E nós tem... AHH. — Oliver a puxou para a cama impedindo-a de continuar a frase e inverteu as posições, colocando-a embaixo de si.
Podemos nos atrasar. — Antes de Felicity poder recrimina-lo, foi beijada. A loira não conseguiu deixar de corresponder, colocou os braços em volta do pescoço do namorado, puxando-o para mais perto. Oliver ouviu seu suspiro assim que apertou suas coxas, suas mãos subiam cada vez, adentrando por baixo da saia do vestido. Felicity recobrou a consciência quando Oliver passou uma das mãos em seu seio esquerdo, suspirando, ela o parou, pondo as mãos no peito do namorado, que deixou seus lábios para fita-la.
Oliver... — Sua respiração estava ofegante. — Apple e Amy vão se atrasar também. — O ouviu bufar e ela riu.
Vou tomar um banho. — Desceu da cama rapidamente, não sem antes lhe dar um selinho. — Frio de preferência. — Sussurrou.
**--** **--**
Não queremos ir. — Reclamaram pela terceira vez, com a voz embargada, desde que foram acordadas por Felicity.
Mas vocês voltaram para a escola á pouco tempo... — Oliver observava a expressão de suas filhas.
Papai? — Oliver sabia que não podia deixa-las faltarem aula, mas não gostava de vê-las daquele jeito.
Eu vou com vocês hoje. — Felicity sabia que era uma tentativa que provavelmente seria falha.
E também vai comigo busca-las. — Elas continuavam amuadas, tristes.
O que aconteceu para que não queiram ir á escola? — Felicity se abaixou para ficar na altura das meninas. Ambas desviaram o olhar. — Se vocês não falarem, como poderemos ajuda-las? — Oliver achou melhor deixa-las sozinhas, para ver se Felicity conseguia alguma coisas.
Vou ligar para o Dig... Saber se ele já está chegando. — Felicity sabia que era uma desculpa, por isso assentiu ainda olhando para as gêmeas.
E então? — Elas se olharam e depois de alguns segundos voltaram os olhos para a mulher que viam como "mãe".
É que... — Apple começou. Ficou mais alguns minutos calada.
Apple, Amy... Se vocês quiserem que eu ajude, terão que me contar o que está acontecendo. — Ficaram alguns segundos caladas até que Amily se pronunciou.
Lissy, por que a mamãe deixou agente? — Felicity se assustou com a pergunta.
Ela não as deixou de propósito. Ela queria muito vê-las crescer, tenho certeza. Mas não pôde. Ela ficou muito doente quando vocês nasceram.
Então a culpa é nossa? — Perguntaram com os olhos lacrimejados.
Não! — Exclamou. Suspirando ela se levantou. — Venham comigo. — Felicity as levou em direção da sala e se sentou de frente para ambas. Olhando nos olhos das pequenas. — Quero que me ouçam... Vocês não tiveram culpa da morte da mãe de vocês. Ás vezes, coisas ruins acontecem e não podemos fazer nada para mudar. Talvez, fosse a hora dela, meus amores... Mas eu tenho certeza de que ela está olhando vocês. Lá de cima. — Apontou para o céu sorrindo. — Por que vocês acham que a culpa é de vocês?
Uns coleguinhas da escolinha. — Amy sussurrou. — Eles disseram que se a mamãe não tivesse eu e a Apple, ela estaria viva. — Felicity balançou a cabeça negativamente. Crianças eram realmente maldosas. Mas com certeza devem ter ouvido algum adulto dizer aquilo.
Isso não é verdade. Ninguém pode prescrever o futuro. Querida, ninguém sabe se ela estaria viva ou não. — Elas abaixaram a cabeça. Felicity fez com que ambas a olhassem nos olhos. — A culpa não é de vocês. — Ressaltou novamente.
A professora nova disse que agente é mimada de mais porque não temos uma mamãe pra educar agente. — Amily e April tinham feições tristes.
Pois, com a professora... EU me entendo. — Felicity estava furiosa. Que raio de professora era essa? — Ela disse mais alguma coisa?
Que agente não vai participar da apresentação de dia das mães. Porque a mamãe não está aqui para ver. — Elas soluçaram. Passou as mãos nos cabelos de ambas as meninas, queria fazer alguma coisa para tirar aquela tristeza dos olhos das pequenas.
Vocês vão para a escola. — E o choro mesmo que baixo, era em coro. — Não chorem mais... — Passou as mãos no rosto de cada uma. — Vai ficar tudo bem. A professora não vai mais importunar vocês e se quiserem participar da apresentação... Isso vai acontecer. — Se levantou. — Confiem em mim? — Elas assentiram e logo Oliver entrou na sala.
Dig chegou. — Assenti. Pegaram o que tinham que pegar para saírem e entraram no elevador. Felicity continuava irritada, pensava em como uma pessoa era capaz de fazer esse tipo de coisa. Ela esperava entrar no carro para falar com Oliver.
Bom dia, Dig. — Cumprimentaram o homem.
Bom dia Oliver, Felicity. — Sorriu. — Então, agora é oficial? — O casal se olhou, era de imaginar que ouviria isso do amigo. — Nem precisam me responder. — Falei com Thea ontem. — Arquearam as sobrancelhas.
Thea já foi fofocar. — Dig abriu a porta, o casal colocou as garotas na cadeirinha e Felicity e Oliver se sentaram do outro lado, perto um do outro.
Foi mal, Dig. — Felicity sorriu, se desculpando. O homem balançou a cabeça.
Finalmente, né? — Oliver revirou os olhos. — Fala sério. Já não aguentava mais aquele chove e não molha de vocês dois.
Também não é pra tanto... — Felicity comentou sem graça. Dig sorriu. Ficaram alguns minutos em silêncio quando Felicity se lembrou da conversa com as garotas. — Oliver, eu descobri. — Sussurrou apontando para as pequenas com os olhos. Então ela contou a conversa que teve com as mesmas. As gêmeas mexiam num tablet e nem prestavam atenção na conversa dos mais velhos.
Isso aconteceu e eu não fiquei sabendo? — Ele estava furioso.
Você não teve culpa. Com certeza a professora as ameaçava para que elas não dissessem nada. — Tocou em seu braço.
Eu devia ter ido a escola... — Mesmo que ainda estivesse furioso com a professora, ele se culpa por não ter tido tempo para descobrir o que estava acontecendo com as filhas. — Mas eu estava ocupado demais com o trabalho.
Oliver, não se culpe.
Eu vou falar com a diretora. — Dig parou o carro alguns segundos depois e avisou que tinham chego ao destino. Desceram todos, Diggle pegou as mochilas das gêmeas, depois de abrir a porta para Felicity.
Dig, nós vamos entrar. — Apesar de ficar confuso, porque normalmente o patrão não entrava na escola com as filhas, ele apenas assentiu e se encostou no carro. O casal entrou no colégio e Oliver perguntou ao porteiro onde era a diretoria e logo recebeu a resposta.
Você vai á diretoria? — Oliver assentiu á namorada. — Então eu vou acompanhar as meninas até a sala de aula.
Tudo bem. Me espere lá. — E cada um foi para um lado.
CONTINUE...
Fale com o autor