Kupidon

62 Capítulo Quarenta e Um


Notas iniciais
Eu sei, gente. Vocês sentiram saudades, né? Me desculpem. Queria muito vir antes, mas realmente está puxado. Vocês não fazem ideia. Minha sobrinha precisa muito de mim, e minha irmã também. Mas o importante é que eu arranjei um tempinho. Na verdade, minha irmã foi ao médico. Bom, vou deixar vocês lerem. Boa Leitura

Oliver e Felicity estavam de volta a Starling á quase duas semanas. E desde que chegaram, não tiveram paz. A empresa estava um caos, e ninguém conseguia resolver, até Felicity entrar em seu medo “nerd”. Em menos de um dia ela conseguiu resolver o que em uma semana ninguém conseguiu. Felicity quase não acreditou quando descobriu que ficaram sem o sistema operacional da empresa por uma semana. Ela se perguntava o que as pessoas do setor de IT aprenderam. Não conseguia compreender como ninguém teve a competência de resolver aquele problema. Além do mais, ela estava preocupada com o que aconteceu. Na opinião dela, alguém raqueou o sistema da empresa, ela só não entendia o porquê. Oliver estava estressado por causa dos outros problemas que acumularam. Ele deveria ter ficado em Aruba. Era o que ele pensava naquele momento, enquanto resolvia um problema que o CEO da Englobal Art fez explodir em suas cabeças. Como eles eram sócios, era sua função ajudar no que estava acontecendo. Do nada, de uma hora para a outra, a empresa dele estava entrando em falência. Nem Oliver, e muito menos o seu sócio entendiam o porquê. Oliver suspirou e girou a cadeira, olhando para a vista do lado de fora do enorme vidro. Ele ouviu passos, mas não se virou de volta, ele sabia quem era. Sentiu as mãos dela em seus ombros e fechou os olhos. Aquilo era bom, ele pensou. Muito bom. Mas seria melhor ainda se estivessem em uma cama. Abriu os olhos, se negando pensar sobre aquilo naquele momento, afinal, ele tinha trabalho a fazer.

Está estressado demais. — Ouviu a voz dela.

Estou com uma bomba para resolver, meu amor.

Tipo? — Ele fez menção em virar a cadeira, e ela retirou as mãos dos ombros dela.

Englobal Art. – Felicity esperou que ele continuasse. Oliver coloca ambas as mãos na cintura da esposa. – De uma hora para a outra..., começou a entrar em falência.

O que? – Franziu o cenho. – Como assim?

Aconteceu de uma para a outra, Felicity. – Suspirou, apoiando a cabeça na barriga da esposa. – Eles apenas estão entrando em falência. Perdendo mais dinheiro que ganhando...

Mas então alguém está roubando da empresa.

Sim, nós descobrimos vários desfalques. Ele pediu minha ajuda.

Entendo.

Eu não tenho o que fazer. Sinceramente, eu não posso ter como aliada, uma empresa em falência. E eu odeio ter que dizer isso. Não posso fazer nada. – Ele ouviu um som sair da boca da esposa, e sabendo que ela estava sorrindo, ele a olhou. – Por que está sorrindo?

Porque você não pode ajudar a EA. Mas eu posso.

Como? – Ele franziu o cenho.

Você se esqueceu com quem está falando, senhor Queen?

Impossível, senhora Queen. – Ela se afastou. – Onde vai?

Pegar meu tablet. – Se aproximou da própria mesa, e pegou o aparelho cinza da apple. – Então..., eu vou entrar na conta bancária de cada um dos trabalhadores da EA.

O que? Felicity... – Ela o olhou com a sobrancelha franzida.

Você quer resolver esse problema ou não?

Eu quero.

Então me deixa fazer meu trabalho, meu amor. – Ele se encostou na cadeira, enquanto via a esposa se sentar na cadeira da frente e fazer sua mágica. Ele tinha tanto orgulho dela. E ela ficava mais linda ainda enquanto dedilhava os dedos na tela do tablet. – O que você acharia..., de uma pessoa que tem quatro filhos e uma esposa bastante ambiciosa... – Ele a olha, interessado, ao contrário dela que continuava com os olhos na tela. – Que ganha um salário razoável, mas que tem tantas dividas que não deve sobrar nem para comer..., de repente começa a quitar todas as dívidas... – Oliver franze o cenho. – E tem em sua conta bancária 200 milhões de dólares? – Ela o olhou com um sorriso.

Que alguma coisa está errada.

Muito errada. Jonathan Gouth. 30 anos. Ocupação: Marketing. Quatro filhos, casado, trabalha na EA a seis anos.

Você conseguiu tudo isso em menos de meia hora?

Isso e muito mais. – Ele sorriu. – O nome da esposa dele é Ketlin Gouth. Conhece?

Não. Qual era seu sobrenome de solteira.

Feirrer.

Feirrer. Já ouvi falar nesse sobrenome.

Claro que sim, querido. A família dela veio à festa da empresa no começo do ano passado.

Você se lembra?

É claro que eu me lembro, Oliver. Tenho memória fotográfica. – Ele volta a sorrir, pela forma da esposa lhe responder. – Por que eles teriam tantas divididas e roubariam, se tem grana?

Talvez não tenham. – Felicity o olhou, confusa. – Descubra..., algo sobre o casamento deles. – Felicity se volta para o tablet.

Okay. – Ela diz cinco minutos depois. – A filha mais velha de Keisey e Mariah Feirrer se casa escondido dos pais. – Ela leu. – Nome da manchete. – Revirou os olhos, antes de voltar a ler. – Mesmo contra os pais, a menina Feirrer, de 20 anos, se casa com Jonathan Gouth. Só o que sabemos dele é que é um diretor de Marketing. A senhorita Feirrer não deu nenhuma declaração, mas seus pais disseram que a deserdaram. – Felicity arregala os olhos.

Ótimos pais.

Não é? – Bufou. – Só porque ela se casou com alguém que não tem a mesma vida social que ela. Que podre. – Oliver segura uma risada. – Ridículo isso. Eu odeio gente assim.

O que mais diz aí?

Ahmmm..., ela ficou grávida no primeiro ano de casamento, e teve uma garotinha no ano seguinte. Os pais dela nem mesmo conheceram a menina.

Você disse que ele tem quatro filhos?

Sim. Duas meninas e dois meninos. Três, quatro e cinco anos.

Três idades.

Os últimos vieram gêmeos. Um casal. – Explica. Oliver passa a mão na testa.

O que eu faço com essa informação?

Falamos com ele. Ele precisa devolver o dinheiro, Oliver. – Ele suspira alto.

Ligue para ele. Eu vou ligar para o Leonard. – Ela assentiu e se afastou. Oliver deu outro suspiro e apoiou a cabeça na mesa. Mais um problema para ele resolver.

**--** **--**

Boa tarde. – Oliver encara o homem. Cabelos castanhos claros, olhos na mesma cor, e tinha um tom de voz bastante nervoso.

Boa tarde, senhor Gouth. Eu sou Oliver Queen.

Eu sei quem é o senhor.

Ótimo. Então não precisamos de apresentações. – Leonard tinha uma carranca no rosto.

Sente-se. – Ordenou. Oliver o olhou. Ele estava irritado.

O que..., precisam falar comigo? Ainda mais aqui, na QC?

Descobrimos algo interessante, senhor Gouth. – Leonard começa, mesmo que Oliver tenha pedido que deixasse ele resolver as coisas. Oliver suspirou, cansado.

Sobre?

Sobre o desfalque da empresa. 250 milhões de dólares, por enquanto.

Er...

Não diga nada, por favor. Eu quem vou dizer.

Espere, Leonard. – Ele olhou para Oliver. – Olha, vamos deixar que ele se explique.

Me explicar? Me explicar sobre...

Não se faça de sonso, que sabemos que não é. – Leonard o interrompe.

Vamos nos acalmar. – Respirou fundo. – Senhor Gouth, sabemos que você fez a retirada...

O roubo. – Corrigiu.

Do caixa da empresa. – Completa. – Sabemos que você tinha dividas enormes, e que do nada, começou a pagar cada uma delas.

Como é que...?

Minha esposa. – Oliver responde. – Ela descobriu tudo sobre você. E quando eu digo tudo..., é tudo mesmo.

Ela raqueou a minha conta?

Você se acha no direito de ficar irritado? – Leonard se exalta. – Eu..., estou irritado. E tenho motivos.

Senhor Gouth, você só precisa devolver o dinheiro. Só isso.

E vai ser demitido também.

Eu..., não posso ser demitido. Eu tenho quatro filhos. Minha esposa..., eu..., não tenho como...

Eu não quero saber.

Olha, eu sei que deve ser difícil. Realmente sei. Mas o que fez foi um crime. Isso é roubo, e você tem sorte de eu ter convencido Leonard a não dar queixa. – O homem abaixou o olhar.

Eu sinto muito. Fiquei desesperado. – Leonard bufa. – Eu perdi meus pais muito cedo, tive uma vida complicada..., conheci minha esposa quando ela tinha 19 anos. Nos casamos no ano seguinte, e... Tudo desmoronou. Eu nem sei como foi que aconteceu. Os pais dela não me aceitam, e... – Passou as mãos nos cabelos. – Eu devolvo tudo. E arrumo minhas coisas. – Oliver e Leonard de olham.

Ninguém merece. – Murmura. – Eu também fui órfão. – O outro o olha. – Meus pais morreram em um acidente de carro quando eu tinha sete anos. Me deixaram a empresa da família. – Gesticulou. – Como alguém que não teve ninguém, a não ser um tio desgraçado que só queria meu dinheiro..., eu vou te dar uma segunda chance.

O senhor está...

Pise na bola mais uma vez, e vai para o olho da rua.

Sim senhor. – Diz rápido. – Eu nem sei como agradecer.

Agradeça fazendo seu trabalho, e devolvendo meus 250 milhões de dólares.

Eu..., usei os 50 milhões para pagar minhas dívidas. – Suspirou. – Mas eu vou devolver.

Não se preocupe com isso. – Leonard olhou para Oliver.

Como é?

Você vai ter seu dinheiro, não me olhe assim.

Vai pagar?

Claro que não. Os pais da sua esposa quem vai.

O que?

Se quer agradecer alguém..., agradeça a minha esposa. Ela falou com seus sogros, e os convenceu de que a filha estar nesse problema era parte culpa deles. Eles pagarão os 50 milhões de dólares, e você ficará longe de agiotas.

Sim senhor. – Estava surpreso.

Seu saldo nesse momento é zero. – Oliver avisa.

Sua esposa...

Sim. Ela fez a transferência no momento em que eu mandei a mensagem á ela dizendo que você confessou tudo.

Ela é boa. – Oliver sorriu.

A melhor.

**--** **--**

Oliver arrumava suas coisas para enfim ir para casa. Ele estava cansado. Exausto. Passou os olhos naquele andar e não encontrou sua esposa. Pensando que ela estaria no setor de IT, passou por lá também, mas descobriu que ela tinha saído a meia hora. Pegou o celular do bolso, enquanto entrava no elevador. Onde ela estaria, era o que se perguntava. O celular deu na caixa postal. Para que ela tem celular? Ele se pergunta alto. Passou por todos os setores, nada de sua esposa. Onde ela estava? O que estaria fazendo? Ligou para Mike e foi avisado de que ela continuava na empresa. Estava começando a se preocupar. Mike disse que procuraria no estacionamento.

Senhor Queen? – Olhou para trás encontrando sua antiga secretária, Hanna.

Olá, Hanna.

Está procurando pela senhora Queen?

Sim, por favor, você sabe onde ela está? – A mulher sorriu.

Ela está na lanchonete da empresa a meia hora. – Oliver franziu o cenho.

Obrigado. – Avisou, indo de encontro ao elevador. O que ela fazia lá por tanto tempo? O elevador parou e ele saiu. Assim que pisou naquela área, seus olhos encontraram a esposa conversando com uma moça que deveria ter uns 13 anos. O que uma adolescente faria ali? Se aproximou delas, e percebeu que elas comiam algumas coisas. – Felicity.

Oh, meu amor. – Lhe sorriu.

Estava te procurando.

Desculpe, estava conversando com a filha da Lola. – Apontou para a mulher de 32 anos com cabelos ruivos e olhos azuis que se encontrava do lado de dentro do balcão da lanchonete.

Como vai?

Como vai? Hoje em dia diz “e aí?" – Oliver não pode deixar de rir. – Meu nome é Nefertari.

Nefertari.

Sim. Como na bíblia, sabe. – Ele assentiu. – Eu sei que é Oliver Queen. Ninguém na minha escola vai acreditar que conheci você. E a sua esposa. Eu a adorei.

Você é um amor. –Felicity responde, sorrindo, antes de comer o restante de uma coxinha.

Filha, nós já vamos indo.

Ah, sim, mamãe.

Obrigada pelo lanche, Lola.

É sempre um prazer, Felicity. – A mulher lhe sorriu.

Ah. Antes de ir..., posso tirar uma foto? Vou mostrar para todo mundo da minha escola. – Felicity riu.

Nefertari. – A mãe a repreendeu.

O que? É só uma foto, mãe. Não é como se eu fosse pedir por suas digitais. – Oliver e Felicity riram.

Deixe a menina, Lola. – Oliver diz. – Tire a foto.

Legal. – Diz toda animada. – Mãe, tira pra mim. – A mulher balançou a cabeça.

Você me mata de vergonha. – Diz enquanto pegava o celular.

E a senhora nunca me faz isso, né?

Meu Deus, ela é igualzinha a mim quando tinha a idade dela. – Oliver diz rindo. – Eu tinha essas respostadas na ponta da língua.

Por favor, não a incentive.

É Oliver, não a incentive. – A menina revirou os olhos. Eles olham para o celular e então veem o flash.

Ah, eu vou até revelar. – O casal sorriu. – Mãe, nunca mais reclamo de vir com você para o trabalho.

Você nunca a trouxe, Lola. Aconteceu algo?

Bom, meu marido teve que viajar a trabalho, e não tinha ninguém para ficar com ela. Não confio em deixá-la sozinha. A minha menorzinha está na escola.

E ela já deve estar esperando a gente. – A filha completa.

Traga ela outro dia, Lola. Quero muito conhecê-la.

Ah, ela vai adorar.

Vamos?

Vamos. – Sorriu, e se virou para a ruivinha. – Nos vemos por aí, Nefertari.

Tchau, Felicity, tchau Oliver. – Oliver balançou a cabeça e pegou na mão da esposa, seguindo para o elevador.

Você estava comendo desde que saiu do setor de IT?

Não. – Ele franziu o cenho quando entraram no elevador. – Talvez. – Ele riu. – As coisas dela são maravilhosas. Não me culpe. – Ele volta a rir. – Eu ainda amo sua comida, mas ela tem uma mão de Deus. Deveríamos contratá-la.

Ela trabalha aqui na lanchonete.

Será que ela não encontra alguém para ficar aqui nos dias que nós precisarmos dela? Seria um extra, certo?

Gostou tanto assim?

Eu amei. Aquela coxinha estava divina. E aquela moqueca de frango de hoje... – Ele riu ao vê-la deliciada só de imaginar a comida. – Vai dizer que não gostou.

Não, eu gostei. Estava realmente deliciosa.

Melhor do que a outra mulher que trabalhava aqui. – E ele não pôde descordar.

Vou falar com ela. – Comenta quando chegam ao carro.

Sério?

Sim. Por que não? Eu não acho que ela vá negar.

Não mesmo. Principalmente tendo a filha que tem. – E ele não pôde deixar de acompanha-la na risada.

**--** **--**

Boa tarde, meus amores. – Beijou as filhas até não poder mais. – Eu estava com saudades.

Por demoraram tanto, mamãe?

Eu e o papai tivemos alguns problemas, por isso pedimos para que seus tios buscassem e ficassem aqui com vocês.

Vou tentar não deixar que isso aconteça novamente.

Já tem quase duas semanas que está assim, papai.

Eu sei, minha pequena. – Beijou os cabelos de April. – Me desculpe. Eu vou resolver isso tudo, e então..., vamos passar mais tempo juntos.

Tudo bem.

Então..., o que querem comer? Faço o que quiserem.

Lasanha quatro queijos.

Ah, não, Amy, queijo não. – Felicity concordava. Só pensar seu estômago embrulhava.

Eu prefiro de carne.

Sim, de carne sim. – April concorda.

Podemos fazer das duas. Vocês me ajudam?

Agente vai cozinhar todo mundo junto? – Amy pergunta, toda animada.

Sim.

Ebaaa. – Os pais sorriram.

Então, só esperem nós tomarmos um banho e já voltamos.

Enquanto isso, a gente pode jogar videogame?

Podem. – Elas correram para os controles e o casal subiu as escadas.

**--** **--**

Oliver não conseguiu se segurar quando viu a esposa só de lingerie. Era para ser um banho rápido, mas isso não seria possível, não quando ele observava as curvas do corpo da esposa. Ele nem mesmo esperou que ela retirasse a calcinha. Assim que ela jogou o sutiã no cesto de roupa suja, ele a abraçou por trás, beijando seu pescoço. Ela se arrepiou todinha. Nem mesmo tinha percebido que o marido estava no banheiro com ela quando ele a agarrou. Ela abriu o box assim como ele pediu e então foi levada até debaixo do chuveiro, que foi ligado por ele. Felicity sentiu a água quente cair em suas costas, enquanto apertava com certa força os ombros do marido, sentindo os beijos dele em seu lóbulo, pescoço, colo. Com as duas mãos, ele empurrou a calcinha molhada para baixo e Felicity a empurrou com o pé, e nesse tempo, ele não tirou seus lábios do corpo dela. Chegou ao seio e o chupou com vontade, fazendo-a arfar e gemer baixinho. Oliver a encostou na parede e ouviu um resmungo.

O que?

Frio. – Ele riu, e voltou a beijá-la. Felicity se esqueceu da parede fria, e o correspondeu. – Temos..., que ser rápidos.

Eu sei. – Ele puxou as coxas grossas para cima, segurando-as na altura de sua cintura e gemeu junto da esposa ao sentirem o contato de ambos os sexos.

Oliver. – Geme, enquanto o arranhava com as unhas.

Tão linda. – Mordeu seu lábio inferior. – Tão gostosa. – Ele gemeu quando a esposa mexeu o quadril.

Eu quero você.

Oh... – Ele mordeu o ombro dela com certa força, e apertou a cintura dela com uma das mãos. – Fe-li-ci–ty. – Ele tentava se controlar, mas a esposa não estava ajudando.

Me faça sua de uma vez. – Pede com a voz embargada de desejo.

É tudo o que eu mais quero nesse momento. – Ele se coloca na entrada dela e geme junto dela, enquanto entrava devagar. – Minha. – Ele sussurra antes de tomar os lábios dela de formal urgente e começar os movimentos. Ela não se importava com a forma como ele a apertava, mesmo que soubesse que ficaria roxo mais tarde. Felicity se surpreendeu quando ele a desceu e a virou rapidamente. Ela ia perguntar o porquê, mas foi interrompida por seu gemido alto quando ele a entrou novamente de uma vez. Espalmou as mãos na parede fria, enquanto que suas costas tinham contato com o corpo quente do marido. Ele a segurava pela cintura, e então um dos dedos da mão esquerda desceram até o clítoris.

Oh. – Ela grita.

Isso amor, geme..., geme pra mim. – Ele pede em meio ao prazer. – Geme meu nome.

Oliver. – Ela o faz, buscando os cabelos dele com uma das mãos, em seguida.

Que..., gostosa. –Ele aumenta o ritmo ao sentir as paredes internas dela comprimir seu membro. – Goza, baby. Goza em mim. – Ele geme em um rosnado e em seguida sente a esposa estremecer, e juntos, ele chega ao ápice. Felicity teria ido ao chão, se não estivesse sendo segurada pelo marido. Eles respiravam ofegantes. Oliver a virou para si, e a beijou de forma lenta, mas não menos prazerosa, girando-a e encostando suas costas na parede, deixando a água quente cair sobre a esposa.

**--** **--**

Agora você joga o queijo novamente. – Oliver instrui April. – E joga o molho.

Tem que tampar todo o queijo, querida.

Isso é legal. – O casal sorriu.

Agente pode tomar sorvete depois, né?

Ah, não só podem como devem. Até eu vou acompanhar vocês. – Felicity diz. – Prontinho. Agora é colocar no forno.

Mas o outro está lá, mamãe.

Não tem problema. – Felicity abre o forno e Oliver coloca a travessa lá dentro.

Agora é só esperar.

Tô com fome demais pra esperar. – O casal riu.

Eu também. Posso tomar um iogurte?

Não mesmo. Vão jantar, depois se quiser pode tomar o iogurte. – Felicity diz, fazendo com que as meninas façam um bico.

Enquanto esperamos, que tal nos contar como foi na escola?

Não teve nenhuma novidade.

Na verdade, papai, vai ter reunião de pais na sexta-feira.

Ah, é verdade. – Amily diz, se lembrando. – Os professores pediram para não faltarem, é importante.

Tudo bem.

Só isso? – Elas balançam a cabeça. – E você pararam de corrigir a professora? – As meninas se olharam.

Ahmmm...

Mais ou menos.

Como assim, mais ou menos? – Ergueu uma sobrancelha.

A gente tem um recadinho sobre isso.

Outro? – Felicity segura uma risada. – Achei que tínhamos conversado sobre isso.

Mas a gente estava certa, papai, ela estava errada.

Ela não gostou e deu outro recadinho.

Meus amores, eu sei como são muito inteligentes, mas precisam parar de fazer isso na frente dos outros alunos. – Elas cruzam os braços.

Isso não é justo.

Tentem não fazer mais isso, okay?

Sem recadinho essa semana, combinado? – Elas voltam a se olhar.

Papai, a gente não pode prometer algo que podemos não cumprir. – Oliver olha para a esposa, que ria.

O que? Elas estão certas. – Ele suspirou.

Façam um esforço, okay? – Elas assentem.

Está pronto. – Eles ouvem as filhas avisarem. Elas, assim como eles, tinham ouvido o som do forno.

Só o de queijo está pronto. – Oliver diz, tirando a travessa e colocando em cima de uma tábua de madeira que estava em cima da mesa.

Ah, não.

Não vai demorar tanto, filha. – Felicity diz. – Enquanto isso, coma um pedaço dessa.

Queijo é muito forte, mamãe.

Fresca.

Ei.

Não vão brigar. – Felicity pede. – É só um pedaço, meu amor.

A senhora não vai comer, mamãe?

Eu vou esperar pela outra. – Ela não estava aguentando o cheiro daquela lasanha. Engoliu em seco, sentindo o estômago embrulhar.

Felicity? – Oliver percebeu a palidez da esposa. – Está bem, meu amor?

Estou. – Mentiu. Oliver se aproximou, preocupado.

Não é o que parece.

Mamãe. – Felicity ouve, antes de correr para o banheiro daquele andar mesmo. Ela abre a tampa do vazo e vomita tudo que tinha comido naquele dia. Tosse duas vezes, e quando acha que acabou, a ânsia volta.

Felicity. – Ele entra e segura os cabelos dela, enquanto se abaixa. Ela bate na lateral do vazo três vezes e respira fundo. Ela sentia a mão do marido acariciar suas costas. – Está melhor? – Ela não responde, estava tentando acalmar sua respiração.

Mamãe?

Não entrem. – Grita. – Nos esperem na cozinha. – Ela ouve os passos se distanciarem.

Vem, te ajudo a levantar. – Ela se sentia fraca. Ele a coloca de pé, e a leva até a pia. Felicity pega a pasta de dente e passa na boca, jogando água em seguida, cuspindo em seguida. – Está melhor?

Estou. – Sussurra. – Estou, não se preocupe.

O que foi isso?

Meu estômago..., embrulhou com o cheiro forte do queijo. – Oliver franziu o cenho. – Não é nada. Eu não estou bem com o queijo á alguns dias.

Hum. Não acha melhor verificar isso?

Não é nada. – Se virou nos braços dele. – Estou bem, juro. – Ele continuou olhando-a com aqueles olhos preocupados. – Não fique com essa cara de preocupado.

Não me peça o impossível. – Murmurou. – Tem certeza de que está bem?

Tenho. – O beijou rapidamente. – Vamos. As gêmeas devem estar preocupadas também. – O puxou para fora do banheiro, mas Oliver continuava com a mesma expressão.

**--**

Todos os pais estavam presentes naquela sala ampla. Depois de uma hora, os professores foram chamando cada responsável, para conversar. Oliver e Felicity já imaginavam, assim que foram chamados pela diretora e a professora de matemática, que o assunto era sobre as gêmeas corrigirem a professora. Eles tinham certeza disso. Eles se sentaram em frente as outras duas, e para a surpresa deles, a conversa foi sobre as notas. Elas eram as melhores da turma, assim como os filhos dos seus amigos. As gêmeas tinham uma inteligência extraordinária, em especial com os números, e aquilo era parte, responsabilidade de Felicity. Assim como ela, as meninas adoravam números. Era a aula preferida das meninas. Eles ficaram com a cópia de cada boletim, e trabalho semestrais. A diretora deu a ideia de colocá-las em uma aula extracurricular de matemática, e tanto Oliver quanto Felicity acharam que poderia sim ser algo muito bom para as filhas; mas eles não as forçariam.

Bom, antes de dispensá-los... – O casal olhou para Melissa, a professora de matemática. — Eu gostaria de falar sobre as correções que elas têm me feito.

Eu já sabia que falaria sobre isso. — Oliver comenta.

Elas não fazem por mal.

Eu sei disso. Mas isso fica ruim para mim.

Nós conversamos com as duas, elas tentaram se conter.

Elas são inteligentes, educadas..., não uns amores. — O casal sorriu. — Eu não estou mandando recado, ou falando com vocês sobre isso para prejudicá-las..., de forma alguma. Só gostaria que elas não fizessem essas coisas na frente dos colegas.

Eu só não entendo uma coisa..., por que elas estão lhe corrigindo?

Eu sinceramente não sei o que anda acontecendo comigo, eu até fiz um checape. Isso nunca aconteceu comigo antes..., errar tantas vezes... — Eles assentem. — Eu serei substituída até que eu esteja apta a voltar. Anteontem foi meu último dia.

Nós entendemos, e esperamos que não seja nada.

Eu já passei tudo para a nova professora. Ela é minha irmã gêmea.

Espero que seja tão boa quanto você. As gêmeas nunca se queixaram de você.

Minha irmã é ótima. E ela ama crianças. Mas poderão conhecê-la quando vieram trazer April e Amily na segunda. Ela quer se apresentar a cada um dos pais.

Ótimo. Eu vou ficar mais aliviado.

Nós dois vamos. — Sorriu.

Bom, então é isso. — Se levantou junto da professora, e Oliver e Felicity fizeram o mesmo em seguida. — Ah, mais um detalhe importante. O final de ano está chegando, e nós estamos organizando uma festa... — Pegou uma pasta preta que tinha uma folha dentro. — Aí dentro têm tudo que precisam saber sobre ela. Nós precisamos saber se elas virão, se participarão.

Entendo. Vai ser em novembro. — Felicity comenta, enquanto lia o que tinha na folha.

Sim. No último dia de aula.

Precisamos dar a resposta até que dia?

Até o próximo mês. — Eles assentem.

Nós conversaremos com nossas filhas, e daremos a resposta.

Ótimo. — Sorriu. — Muito obrigada por comparecerem. — Eles voltam a assentir e se despedem.

**--** **--**

E então, como foi lá? — O casal ouve de Tommy assim que se encontram na porta da escola.

Foi tranquilo.

A professora acha que as gêmeas deveriam entrar na olímpiada de matemática no ano que vem.

Uau. — Caitlin é a primeira a se pronunciar. — Isso é muito legal.

Eu e Tommy ouvimos o mesmo. Disseram que Lyon é muito inteligente, e que supera as expectativas de qualquer criança da idade dele.

Eu acho que seria muito bom para eles. — Oliver diz. — E eles gostam de números, certo?

Eu e Oliver vamos falar com as gêmeas. Não vamos obrigá-las a entrar nessa aula extracurricular.

Nem nós. — Tommy concorda com a ex.

Lyon desenha muito bem também. — Barry comenta, mostrando o desenho da casa nova.

Nossa... — Oliver pegou a folha. — Ficou idêntica.

Não ficou?

A professora de artes disse que ele poderia ser um arquiteto com facilidade.

Ele tem muitos anos para pensar no que vai ser. — Tommy diz. — O que ele decidir, eu e Laurel apoiaremos.

Seu pai vai surtar se ele não quiser te substituir na empresa.

O nosso pai vai ter que aceitar. — Felicity diz antes que o irmão respondesse. — Essa é uma decisão do Lyon, e somente dele.

Por enquanto não vamos nos preocupar com isso. — Helena diz.

E como os gêmeos estão?

Apesar de terem entrado no meio do ano..., estão se saindo muito bem. Eles estão tendo aulas extras, porque nunca estiveram em uma escola antes, então... — Eles assentem.

Mas Killian tem ajudado, pelo que a professora disse. Ele, Lyon, as gêmeas...

Ótimo. Em pouco tempo eles pegam o jeito. — A morena assente.

Bom, nós já vamos. Deixamos a Natty e o Lyon com a babá.

E nós ainda temos que passar nos meus pais para pegar as gêmeas.

Com quem ficou os gêmeos e Killian?

Com a filha da vizinha. Ela não teve aula, e se prontificou a ficar com eles. – Ray deu de ombros. – Mas é melhor irmos logo.

Já que amanhã é sábado..., almoço lá em casa. — Barry diz.

Verdade. Não almoçamos todos juntos lá, depois que a casa foi reformada.

Então está combinado.

Até amanhã.

**--**

Oliver percebe que a esposa não está no quarto, assim que entra. Ele já tinha passado no quarto das filhas, e encontrado ambas dormindo. Ouviu um barulho no banheiro e soube que a esposa se encontrava lá. Suspirou, cansado. A empresa estava deixando-o exausto. Era incrível como as coisas só tinham piorado desde que voltou de lua-de-mel. Enquanto as coisas em casa estavam ótimas, na empresa estava um inferno. Ele gostava de ter a esposa por perto, mas quando as filhas não tinham aula, como foi naquele dia, ela ficava em casa. Abriu cada um dos botões da camisa cinza com linhas pretas, depois de tirar os sapatos e as meias. Ele sentia seu corpo inteiro tenso. Infelizmente aquilo era obra da empresa. Desde que voltou da lua-de-mel, ele tem voltado cada vez mais tarde para casa. Fechou os olhos depois de tirar a calça, ficando só de boxer. A porta estava trancada, então não tinha perigo de ser flagrado pelas filhas. Sentou-se na cama, colocando as mãos nos ombros. Ele ouviu um som de trinco e abriu os olhos, vendo a esposa sair do banho enrolada em uma toalha roxa.

Oi, meu amor. – Ela percebeu seu cansaço só de olhar nos olhos dele. – Você parece estar exausto.

É porque eu estou. – Suspirou. – Foi um inferno hoje.

Queria estar lá para te ajudar. – Ele deu o primeiro sorriso do dia.

É por isso que eu te amo tanto. – Ela quem sorriu dessa vez. – Eu iria querer que estivesse lá.

Foi tão ruim assim?

Eu ouvi reclamação de cada um dos chefes de cada setor. Reclamações absurdas. – Passou as mãos nos cabelos. – Eu gritei com alguns, mandei demitir outros...

Demitiu?

Estavam me ameaçando. – Ela balançou a cabeça. – Tive que demitir. – Suspirou alto. Felicity se aproximou, ficando no meio das pernas dele, colocando as mãos nos ombros largos.

Eu sinto muito. Mas agora está em casa, então relaxa.

Não sei como vou relaxar depois do inferno que eu passei. – Ela sorriu ao mesmo tempo em que mordia o lábio.

Eu tenho uma ideia. – Oliver soube exatamente a intenção da esposa, quando ela o beijou. Ele correspondeu prontamente o beijo calmo, enquanto colocava ambas as mãos na cintura dela. Ele sentia uma das mãos dela apertar e acariciar seu ombro direito, a outra mão percorreu pelo ombro, pescoço, até chegar em seus cabelos loiros, puxando-os vez ou outra, sem força. Felicity sentiu seus lábios serem mordiscados, antes de serem tomados por um beijo pouco mais urgente. suas mãos não saíram de onde estavam. Oliver usou uma das mãos para retirar a toalha do corpo da esposa, e em seguida a trouxe para se sentar em seu colo, com os joelhos apoiados na cama, de cada lado de sua cintura. Ele apertou a cintura da esposa com certa força, passando a subir e descê-la vez ou outra. Ele a ouviu gemer baixinho, entre seus lábios. Passou o braço em volta das costas dela, sem parar de beijá-la, colando mais seus corpos. Ele mordeu o lábio dela, quando sentiu os seios dela tocarem seu tórax. Se afastou um pouco, o bastante para tocar sua testa na dela, respirando ofegante, e então, com delicadeza ele a deitou na cama, se colocando por cima em seguida. Seus lábios tocaram o pescoço exposto da esposa, e então sentiu a mão dela emaranhar em seus cabelos. Ele sugou aquela área e ela arfou. Passou os dentes, mordeu de leve, e ela gemeu baixinho. Ele sorriu contra a pele macia. A mão que estava na cintura fina, subiu até um dos seios. Ele apertou e ela gemeu em meio ao beijo. Felicity apertou a mão livre nos lenções, quando os lábios dele passaram a percorrer seu pescoço, colo e enfim seio, onde ele abocanhou e o sugou de leve. Felicity gemeu pouco mais alto, enquanto puxava os cabelos com certa força, o que não incomodou o marido. Ele até gostava. A mão livre dele pousou na cintura, apertando de leve. Ele ouvia cada arfar, suspiro e gemido da esposa, se deliciando, sentindo seu membro pulsar cada vez mais, o que o incomodava um pouco. Ele mordeu de leve o seio, ouvindo-a arfar. De repente, para a surpresa dele, ela o puxou para um beijo urgente. A língua dela parecia travar uma batalha contra a sua. Ele sentiu a mão livre dela, que estava nos lençóis tocar sua cintura e em seguida, seu membro, por cima da boxer preta. Oliver gemeu mesmo que ainda a beijasse, sentindo aquele prazer imensurável de ter a mão dela em seu membro, fazendo os movimentos que ela fazia tão bem.

Felicity. – Ele gemeu quando ela apertou seu membro. Ela sorriu, ao mesmo tempo em que ele apoiava o rosto na curva do pescoço dela. Enquanto uma de suas mãos provocava o marido por cima da boxer, a outra contornava todos os músculos do braço, peito e barriga com calma; ora com as pontas dos dedos, ora com toda a mão. Ele gemeu baixo quando sentiu as unhas dela o unharem de leve e cada um dos arranhões, ele sentia seu corpo arrepiar. Ele mordeu o pescoço da esposa, fazendo-a arfar, parando com a mão. – Não pare. – Pede em sussurro. Felicity então, adentra com a mão por dentro da boxer, ouvindo o arfar do marido antes mesmo de ela tocar o membro dele. Ela o bombeou uma, duas, três vezes, e ele gemeu, fazendo-a sorrir. Ela continuou, com o mesmo movimento, devagar, e até aquele momento, ele não tinha percebido que havia parado de tocar o seio da esposa, mas seu rosto continuava apoiado na curva do pescoço dela. Oliver trincou os dentes, sentindo a mão dela em seu membro, mordeu o pescoço de leve, antes de descer os lábios até os seios, onde abocanhou um deles. Com uma das mãos, ele estimulava o mamilo. Ele não se demorou muito ali, mesmo que a ouvisse gemer. Ele desceu a mão pela barriga, cintura, até chegar no meio das pernas dela, onde sentiu a carne quente e úmida. A ouviu arfar, e ele gemeu ao mesmo tempo. Ela estremeceu ao sentir os dedos dele no ponto sensível, mas não parou com os movimentos que fazia com a própria mão. Felicity gemeu um pouco mais alto quando sentiu os dedos dele segurarem levemente o clítoris. Sua mão apertou a cabeça do membro do marido que a acompanhou em um gemido. Ele enterrou a cabeça na curva do pescoço dela novamente, ouvindo os gemidos dela, sentindo a esposa dar todo aquele prazer enquanto ele contribuía. Oliver mordiscou aquela área, duas vezes, antes de se afastar da esposa, quando sentiu falta da mão dela. Rapidamente retirou a boxer, jogando-a em algum canto do quarto. Felicity se encontrava com os cabelos loiros esparramados na cama, com as pernas abertas, a espera dele, e ele sentiu seu membro pulsar, só de vê-la daquele jeito. Mordeu o lábio e se colocou em cima dela novamente.

Oliver... – Ele toma os lábios dela em um beijo calmo, interrompendo o que ela diria. As mãos dela se voltaram para os ombros, onde apertou e arranhou de acordo com o que o beijo dele a fazia se sentir.

Tão linda. – Ele sussurra em meio ao beijo. – Tão gostosa. – Rosna, sentindo o sexo dela tocar o seu, quando ela mexe o quadril. Oliver, com delicadeza, se coloca para dentro dela, sentindo as paredes internas dela esmagarem seu membro, fazendo com que o gemido dos dois se misturassem.

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Felicity estava deitada com metade do corpo sobre o do marido. Mordia o lábio vez ou outra, sem perceber. Respirou fundo, de olhos fechados. Oliver tinha um dos braços em volta da cintura da esposa, seus olhos estavam fechados, mas não dormia. Nenhum dos dois dormiam.

Consegui te relaxar? – Ele deu uma risada anasalada.

Não sabe o quanto. – Ele apertou a mão na cintura fina. – Vou querer mais tratamentos como esse. – Ela sorriu.

Sempre que quiser. – Foi a vez de ele sorrir. Ela mordeu o lábio. – Sabe..., eu estou fome. – Ele abriu os olhos.

Não jantou?

Jantei, mas agora estou com fome de novo. – Ele franziu o cenho. – Acho que eu comeria dois Belly Burger bem agora. – Ele se surpreendeu. – Mas como eu sei que..., não devem mais estar abertos... – Apoiou o queixo no peito do marido. – Vou fazer o sanduíche aqui em casa mesmo.

Agora?

É. – Ela sorriu, se sentando, puxando o lençol até os seios. – Você vai querer?

Não é algo muito gorduroso para essa hora? – Ela apenas desceu da cama. – Já passa das 22h, meu amor.

Mas eu estou com fome. E eu quero sanduíche. – Ela nem mesmo o olha, continua a colocar a camisa do marido que estava no chão.

Ficou melhor em você que em mim. – Ela riu. – Está ainda mais gostosa.

Obrigada. – Ela sai do quarto e ele suspira, antes de se levantar, colocar a boxer, e depois de pegar uma camisa e uma bermuda no closet, saiu do quarto, para ir até onde a esposa estava. – Vai me acompanhar no sanduíche? – Pergunta, quando o vê entrar no cômodo.

Não, obrigado. Eu jantei na empresa, e não gosto de comer nada gorduroso a essa hora, você sabe. – Ela deu de ombros. Oliver a viu pegar uma frigideira e colocar em cima do fogão. Em seguida, ela pega dois ovos de dentro da geladeira, maionese light — para ela era a mais deliciosa — barbecue, tomate picado dentro de uma vasilha de vidro e duas folhas de alface, colocando tudo em cima da bancada. Felicity sabia que o marido a acompanhava com os olhos, mas não se importou, apenas continuou a fazer seus sanduíches. Cortou dois pães grandes de sanduíche, passou a maionese, colocou as rodelinhas de tomate e se voltou para o fogão para começar a fritar os ovos. Oliver não acreditava que ela conseguiria comer aqueles dois sanduíches enormes. Ele realmente pensava que ela deixaria mais da metade no prato, mas estava errado. Percebeu isso enquanto ela devorava o segundo, com um copo grande de coca ao lado. Realmente, ela estava tendo um apetite maior a uns dias. Desde a lua-de-mel, se não estava errado.

Tem certeza? – Ela pergunta, enquanto estendia o sanduíche.

Tenho, obrigado. – Riu. – Me impressiona que você tenha conseguido comer esses dois sanduíches.

Eu disse que estava com fome. – Retrucou, enquanto colocava o último pedaço na boca. – E você perdeu... – Diz enquanto mastigava. – Estava uma delícia.

Eu imagino, já que você está com os olhos brilhando. – Ela terminou a coca, e respirou fundo. – Está se sentindo bem? – Ele esperava que ela fosse passar mal.

Estou. Não se preocupe, estou ótima.

Não acho que deva se deitar agora, não depois de comer isso. – Diz, vendo-a se levantar e se dirigir para a pia. – Deixe aí, eu lavo amanhã.

Tudo bem, eu faço isso. – Ela lava o que sujou, e o marido só a observava. – Vamos deitar?

Não. Vamos assistir TV por pelo menos uma hora. – Ele a puxa pelas mãos. – Não quero que passe mal. – Ela o olhou sorrindo.

Você é tão fofo. – Ele não retrucou, ou disse qualquer coisa, ele apenas revirou os olhos e a levou para a sala.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar por favor. É muito importante para mim. Eu não sei quando eu volto... Mas eu volto, hein. Postarei a prévia no Zap. Até a próxima Kissus