Kupidon
70 Capítulo Quarenta e Oito
Notas iniciais

Felicity beijou o pescoço do marido, passando as mãos no tronco exposto de forma provocativa. Ele tinha os olhos fechados, ela sabia que ele não dormia. A mão direita dele pousou na cintura não tão fina, por conta da gravidez, e ela passou a perna direita para o outro lado do corpo masculino, ficando em cima do marido. Ela o beijou de forma calma, mas não menos urgente. A mão livre de Oliver emaranhou nos cabelos loiros, puxando-os vez ou outra, sentindo a língua dela explorar sua boca de forma gostosa. Ele sentiu o membro ser pressionado pelo sexo dela e gemeu, ao mesmo tempo em que ela fazia o mesmo, um na boca do outro.
A camisola que vestia subiu, por conta das mãos ágeis do marido. Ele apertou com certa força em sua bunda, o que acarretou em um gemido, que também foi abafado pela boca dele. Os toques das mãos pequenas dela o deixava louco, ela sabia onde e como tocar, assim como ele fazia com ela. O loiro retirou rapidamente a camisola da esposa, querendo ter mais contato com a pele leitosa e macia. A cada dia ele gostava mais dos hormônios dela. Principalmente quando ela ficava fogosa daquela forma. Com calma, ele a tirou de cima dele, deitando-a na cama, e se colocando em cima rapidamente, tomando os lábios dela em um beijo ardente, chupando sua língua com força, ao mesmo tempo que sentia as mãos dela seu pescoço. Os lábios dele desceram lentamente até o seio direito, fazendo a esposa gemer um pouco alto, enquanto cravava as unhas nas costas largas, arranhando-a inconscientemente. Oliver desceu os beijos molhados até a barriga que já se encontrava elevada, mordiscando algumas vezes aquela área, antes de voltar no mesmo ritmo, até o seio em que sua boca estava a pouco. A cada toque, um gemido vindo dela. Felicity inclinou umas das pernas, na intenção de sentir mais contato com o membro já duro. Oliver não conseguiu segurar o gemido que saiu abafado por sua boca estar ocupada. A grávida sentiu a sensação molhada entre suas pernas, e a respiração se tornou ofegante.
Papai, mamãe. – Oliver se afastou imediatamente.
Oh, não. – Felicity se pronunciou primeiro.
O que foi? – Oliver pergunta, mesmo que sua voz indicasse que estava ofegante.
Estamos com fome. – Ele vê a esposa colocar as mãos no rosto.
Já estamos indo, nos espere na sala. – Elas responderam um "tá", e os passos se afastaram. – Amor? – Ele ouviu um soluço, e arqueou as sobrancelhas. – Felicity, você está chorando? – Ela não respondeu e por isso ele tirou as mãos dela do rosto. – Querida..., por que está chorando?
Eu..., choro toda vez que estou com raiva.
E por que está com raiva? – A loira fez um biquinho que o marido achou fofo, mesmo que as lágrimas descessem como enxurradas.
Por que eu não vou poder transar por causa do maldito café-da-manhã. – Ele segurou uma risada, não queria irritá-la. – Eu amo nossas filhas, mas isso é tão injusto.
Nós podemos continuar depois que voltarmos da Cait.
Mas eu queria agora. – Reclamou, chorando mais do que já estava.
Mamãe, é o Sr. Parker. – April os interrompe. – Ele está subindo.
Nós já vamos, filha. – Oliver respondeu no lugar da esposa.
O que ele quer? – Ela praticamente rosnou.
Calma. Eu vou resolver isso. Por que não toma um banho de banheira? – E ela volta a chorar, deixando o marido sem saber o que fazer.
Eu não queria nem sair da cama. – Soluçou.
Amor... – Oliver bufou ao ouvir baterem na porta, interrompendo-o. – Apple, Amy, nós já vamos.
Ele já chegou, papai.
Felicity trincou os dentes, e afastou o marido dela, pegando uma blusa preta de alça grossa que estava em cima da poltrona e seu short jeans escuro, de forma raivosa. Ele tinha visto os olhos da esposa faiscarem quando ela se levantou. Estava com raiva, muita raiva. Oliver sabia que Felicity estava trabalhando com o garoto de 23 anos, mas não imaginava que ele apareceria em sua casa, não quando sua esposa estava evitando ir a empresa por conta da gravidez que ninguém sabia. Ele a viu caminhar a passos pesados até a porta e a abrir imediatamente de forma violenta.
Será que eu posso saber o que faz aqui a essa hora da manhã? – Oliver segurou uma risada ao ouvir a esposa praticamente rosnar para o empregado de IT, que estava no corredor, ao lado das gêmeas. Ele a olhou completamente surpreso, e um pouco assustado por conta da forma que ela lhe falou.
A..., a senhora..., a senhora pediu para avisar sobre a interferência nos sistemas, senhora Queen. – Consegue terminar a frase, depois de gaguejar várias vezes.
E para que serve o celular? – Oliver vestiu uma camisa e se aproximou da esposa, que olhava ameaçadoramente para o garoto de cabelos castanhos e olhos violeta.
Eu tentei... – Ela o interrompeu.
Vá para a sala e ligue o notebook que eu já estou indo para ver essa droga de interferência. – O garoto engoliu em seco.
Faça o que ela está pedindo, Marccus. — Oliver resolve interceder pelo garoto, ao perceber o quão irritada sua esposa estava. E claro, não pôde deixar de ver o quão assustado o garoto estava. O loiro não sabia por quanto tempo o garoto não perceberia a leve ondulação da barriga de Felicity. Olhou para os olhos do garoto, e pouco depois, para a barriga da esposa, não dava para notar tão de cara, a não ser que a pessoa, no caso o garoto a sua frente, focasse sua atenção no corpo de sua mulher, o que não aconteceria tão cedo, por conta do olhar assustado que ele demonstrava.
Sim, senhor.
Mamãe, você está bem? – A grávida respirou fundo.
Não, mas eu vou ficar. – Se virou para o marido e beijou seus lábios duas vezes antes de caminhar para as escadas completamente irritada.
Eu estou amando esses hormônios na gravidez. – Comenta, sorrindo. – Então, vamos comer?
Papai, a mamãe está estranha.
Ela vai ficar assim por mais algumas semanas, querida.
Por que? – Perguntam juntas. O pai se abaixou para ficar na altura delas.
Porque a mamãe está com os hormônios a flor da pele. – Elas o olham confusas. – Um dia vão entender isso. Agora vamos, vou fazer panqueca. – April e Amily abriram um sorriso enorme, e saíram pulando atrás do pai.
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Depois de finalmente Felicity resolver o problema da interferência nos sistemas da QC, ela tomou um banho, se arrumou, e mesmo que quisesse muito, ficar em casa, ela, o marido e as filha se dirigiram para a casa dos amigos. Ela ainda estava irritada quando entrou no carro. Oliver, sabendo que ela se magoaria se o visse rindo, reprimiu aquela vontade. Ela estava extremamente fofa daquela forma. As filhas estavam confusas pela mãe estar tão irritadiça, elas nunca haviam presenciado a mãe daquela forma.
Estavam todos no apartamento dos Merlyn. Haviam combinado de almoçarem todos juntos. O casal Palmer, Thea e Roy demoraram um pouco mais para chegarem, mas como o almoço sairia mais tarde por conta do café-da-manhã que havia saído também tarde, não estavam preocupados. As crianças haviam comido em casa, e na casa da tia, quando chegaram, então não reclamariam de fome tão cedo. Felicity estava enjoada, e cheiro de qualquer tipo de comida estava embrulhando seu estômago, então ela não se importava em esperar para comer. Tomou um sal de frutas, e mesmo que tivesse ajudado um pouco, ela não estava nenhum pouco afim de sentir cheiro de comida naquele momento. Estavam todos na sala conversando, enquanto as crianças brincavam no jardim, correndo de um lado para o outro. Os pais já poderiam imaginar a cor das roupas, quando eles entrarem para almoçar.
A mulher que eu atendi hoje teve uma reação bem parecida com a sua, quando soube o resultado do exame de sangue. Ela disse: mas eu não estou grávida.
Está falando de mim? – Laurel apontou para ela mesma, ao questionar.
Claro.
Você diz que elas sempre dizem isso, e sempre estão grávidas. – Caitlin a olhou.
E é verdade, Lis.
E qual foi a reação dela?
O marido dela, que estava mais calmo que ela, a acalmou. – Deu de ombros, ainda olhando desconfiada para a amiga.
O marido dela não teve a mesma reação que eu, então. – Os homens riram.
Eu pensei que a mulher fosse desmaiar, sério. Aquela nem mesmo era a minha área. Eu só cuidei do caso dela, porque a médica dela me pediu.
Será que isso vai acontecer com você, Lena?
O que? Do que está falando, Merlyn?
Você ainda não descobriu a gravidez? Fala sério. Já faz uma semana e meia que se casou.
Cala a boca. – Os outros riram.
Você é insuportável, alguém já disse isso?
Muitas vezes, Ray. — Oliver diz. — Mas ele não se importa.
Eu preciso ir ao banheiro. – Felicity saiu.
Eu estou começando a ficar com fome.
Tem bolo na mesa, mas eu já vou fazer o almoço. – Caitlin avisa, e Helena se levanta para ir até a cozinha. Um celular toca, de repente.
É o meu. Já volto. — Ray se afasta.
Eu preciso de uma água. – Laurel foi para a cozinha e Barry a seguiu.
Eu vou ver como as crianças estão.
Tommy diz, beijando os lábios da esposa rapidamente. Caitlin observou o marido caminhar para o jardim. Ela se perguntava se tinha sido alguma intervenção divina. Ela queria mesmo ficar sozinha com Oliver Queen, e finalmente havia ficado. Estava querendo fazer um comentário, jogar verde para colher maduro, e provavelmente daria certo, porque ela sabia ser sutil quando queria, e aquele era o momento certo. Quando ficou, enfim, sozinha com Oliver, ela se pronunciou, sem olhar para o marido da melhor amiga.
Sabe, é mesmo um problema, mulheres dizendo que não estão grávidas... – Se virou para o loiro. – Quando estão. – Oliver a olhou, arqueando as sobrancelhas.
Você sabe?
Claro que eu sei. Os seios dela estão enormes a quase um mês e ela come tudo que vê.
Ela não te contou?
Não. Mas ela sabe que eu sei. – Deu de ombros. Oliver ficou confuso.
Está me dizendo que você sabe que ela sabe que você sabe? – Ela disse um “uhum”. — Isso é muito estranho, sabia disso? — Ela riu.
Ela vai me contar quando estiver segura para contar. – Sorriu. – Parabéns. – Sussurrou, animada.
Obrigado. – Sorriu de volta.
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Felicity estava sentada em frente à mesa de jantar, enquanto observava Caitlin e Laurel a fazerem o almoço. Elas não quiseram sua ajuda. Ela puxou o pote vermelho que estava no meio da mesa, e encontrou dentro dele biscoitos com gotas de chocolate. Caitlin viu quando a amiga começou a comê-los, mas não disse nada. Duvidava que ela perderia o apetite, por conta da forma que ela vinha comendo por esses dias. Desviou os olhos para que Laurel não pegasse no ar o mesmo que ela. A amiga não queria que soubessem, então não falaria uma palavra sobre o que havia percebido.
Estava feliz por ela e Oliver. E esperava que desse tudo certo. Estava sentindo que dessa vez vingaria. A amiga merecia ser completamente feliz, e aquela gravidez, levaria Felicity a perceber que ela podia sim, ter tudo o que sonhou um dia, inclusive ser mãe de um filho do homem que ela ama. De repente ela para o que estava fazendo, e apesar de estar comendo, a loira percebeu o modo estranho que a amiga passou a ficar por pelo menos quinze minutos. Ficou preocupada, mas não disse uma palavra, esperaria para quando estivessem sozinhas. Laurel avisou que iria ver Natty, e Felicity viu a oportunidade perfeita.
Cait? – Elas se olharam.
Hum?
Você está bem? Ficou estranha de repente.
Não, não é nada. Só me lembrei de algo..., que eu posso resolver depois. – A loira franziu o cenho. – Juro que não precisa se preocupar.
Se fosse algo sério, você me contaria, né?
Claro. Não é nada sério. Prometo. – A amiga assentiu, e voltou a comer. – Está bom isso aí?
E você ainda pergunta? – Caitlin riu. – Esse biscoito é dos deuses.
Foi Laurel quem fez, e trouxe para mim. – As amigas se olharam. – Pode comer quanto quiser, tem um outro pote guardado no armário. – Diz sorrindo, antes de se virar para o fogão. Ela não iria negar biscoitos para sua melhor amiga, ainda mais ela estando naquele estado.
Então..., o que você está fazendo mesmo?
Arroz, mandioca amanteigada, carne de costela, feijão tropeiro e salada. – Caitlin viu o olhar brilhante da amiga.
Tem certeza de que não quer minha ajuda. – A outra sorriu.
Tenho. Já está quase tudo pronto. Laurel está terminando de picar a salada.
Eu faço isso. – Gesticulou com a mão. – Manda pra mim.
Você vai picar, ou vai comer? – Brincou, e a amiga franziu o cenho. – É que você anda comendo muito ultimamente. – Ela fez o comentário na intenção de ver como a amiga reagiria. Felicity abriu a boca algumas vezes, mas não soube o que dizer. – Eu também estou assim... – Se virou para pegar a salada, já que a amiga não havia ficado confortável com seu comentário. – Acho que é por conta do trabalho corrido.
Pode ser. – Sussurrou, deixando o biscoito de lado.
Fiz uma sobremesa para você.
Para mim?
Sim. Bombom na travessa. – Felicity até mesmo sentiu a boca salivar. – Fiz com chocolate meio amargo, para quebrar um pouco do doce.
Eu te amo sabia disso? – Elas sorriam uma para a outra.
Também te amo.
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Felicity entrou no banho, enquanto as filhas comiam. Oliver estava fora o dia todo, e chegaria tarde, e mesmo que ela não quisesse tomar banho sozinha, ela teve que fazê-lo. Com extrema cautela, ela entrou debaixo do chuveiro. Lavou os cabelos, que estavam oleosos, e depois de se lavar, ela saiu de dentro do box com a mesma cautela na qual entrou. Se enxugou com a toalha, mas ela não esperava escorregar no tapete. Ela sentiu a dor, sentiu uma pontada forte, mas não foi por isso que fechou os olhos. Seu corpo tremeu, e foi pelo simples fato de que o pensamento dela estava naqueles bebês que ela carregava.
Abriu os olhos e olhou no meio das pernas. Não estava sangrando. Ela não estava sangrando, mas mesmo assim não conseguia se levantar, de medo, temendo o pior. Ela soluçou, respirando ofegante, e com o corpo ainda tremendo, tentou pegar o celular que havia caído quando ela tentou se segurar na bancada da pia. Com dificuldade, por conta da mão trêmula, ela conseguiu ligar para Oliver, mas ele não atendeu, e ela segurou o choro que vinha da garganta. Se lembrando de que o único amigo que sabia era o Barry, ela ligou para ele.
Ei, Lis.
Barry. – Não conseguiu segurar o soluço.
Lis, está tudo bem? – Pergunta, preocupado.
Não. Eu caí. – Diz com a voz embargada.
O que? — Se desesperou. No instante seguinte, ele estava pulando do sofá, onde estava descansando enquanto a filha a esposa dormia.
Eu estava no banho...
Okay. Você está sangrando? – Ela ouviu um som de chaves.
Não. Eu não estou, mas estou com medo.
Onde está o Oliver?
Ele não chegou ainda da reunião em Central City.
Estou indo para aí. Tenta ligar para ele novamente.
Bar, e seu perder? – Chorou. De repente arfou, e Barry pôde ouvir do outro lado da linha. – Meu Deus.
O que? O que foi?
Estou sentindo umas pontadas. – Conta, olhando para o meio de suas pernas.
Mas você não está sangrando, certo?
Não, eu não estou.
Okay. Okay, vai dar tudo certo. – Ele bateu a porta do carro. – Não se mecha, eu estou ligando para o Mike com o celular da empresa.
Não. Ele não sabe, Barry.
Felicity, você quer, ou não, ir para o hospital? – Ela soluçou. – Ele não vai dizer a ninguém.
Tudo bem. – Sussurrou.
Você e os bebês ficarão bem. Fica calma.
Não desliga, por favor.
Não vou. – Ela só ouviu o silêncio. — Tente se concentrar em outra coisa, senão no que houve. — Ele ouviu o choro dela. — Felicity, precisa ficar calma, ou a situação pode ficar pior. — E ela sabia que ele estava certo. — Você vai ficar bem, respira devagar. Eu já estou no carro..., ainda está sentindo dor? — Não pôde respondê-lo, pois em seguida ouviu a voz de Mike.
Mike chegou.
Ele vai te levar para o hospital, e eu te encontro lá.
Okay. – Responde em sussurro, enquanto puxava a toalha, para tampar mais seu corpo. — Vai desligar agora?
Mike vai estar com você, então, agora vai ficar tudo bem. Nos vemos no hospital.
Nos vemos no hospital. — Repetiu chorosa, antes de desligar a chamada.
Felicity? – Ouviu uma voz feminina, e arqueou as sobrancelhas. – Estou entrando. – Heyley entrou onde a Queen estava e a encontrou no chão. – O que está sentindo?
Umas pontadas. – A outra a ajuda a se levantar devagar.
Vou te ajudar a se vestir rapidamente, e vamos para o hospital. – Pegou um vestido que estava em cima da bancada e a vestiu rapidamente.
Ai. – Colocou a mão abaixo do ventre, e então olhou para a mulher a sua frente, completamente desesperada. – Heyls.
Vocês ficarão bem. – Felicity ficou surpresa. – Barry contou para Mike, que contou para mim, e nós deixaremos em segredo. – A loira assentiu. – Mike. – Chamou o marido, que entrou e pegou Felicity nos braços, saindo com ela rapidamente daquele apartamento.
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Quando recebeu aquela ligação, ele realmente não achou que era sério. Mas como não poderia ser, sendo que seu segurança estava sabendo de um segredo que ele e a esposa estavam escondendo a semanas? Ele explicou ela caiu no banho, explicou a levou às pressas para o hospital, e que estava com os médicos, á vinte minutos. Ele já estava voltando para casa quando recebeu aquela ligação. Estava chegando em Star City quando Mike conseguiu lhe falar. A droga do celular descarregou, e eles só haviam conseguido se falar por conta do celular de Nate, que estava o acompanhando naquela viagem, junto de outros seis.
Desesperado, ele ordenou que pisassem no acelerador e chegassem o mais rápido possível no Hospital Geral de Star. Ele não sabia de nada. Mike havia dito que ela continuava com os médicos, e ele temia pelo pior. Ela disse que não queria ficar sozinha, e ele foi um imbecil em ter deixado a esposa grávida, sozinha em casa, mesmo que por um dia. Ele não devia ter ido, deveria ter pedido ao seu pai para ir em seu lugar. Burrice. Idiotice. O que ele estava pensando? Correu para dentro do hospital, sem esperar pelos outros seguranças, em busca de notícias, mas antes que pudesse falar com a recepcionista, ele se encontrou com Barry.
Como ela está? – Pergunta rapidamente, se aproximando do amigo.
Ela está lá dentro ainda.
Não vieram dar notícias? Ela já está lá a meia hora.
Eu sei, okay? Estão fazendo exames, e eu não pude entrar com ela. – Oliver passa as mãos nos cabelos. – Você pode. Você é o marido dela. – Os olhos deles voltam a se encontrar. – Com licença. – Parou uma médica que passava por eles. – O marido de Felicity Smoak-Queen chegou, será que poderia levá-lo para ver a esposa?
Ela deu entrada a muito tempo?
Meia hora. Ela levou um tombo durante o banho... – Ela olhou para o tablet.
Ela está na sala de ultra. Eu o levo até ela, senhor Queen.
Obrigado.
Eu vou esperar aqui. – Ele assentiu e seguiu a mulher de longos cabelos ruivos.
Você tem como saber de alguma coisa? Se ela..., eles... – A mulher o olhou.
Eles parecem estar bem, pelo que diz aqui. – Olhou para o tablet mais uma vez. – Sua esposa teve um pequeno sangramento, mas nada muito sério. Eles demoraram esse tempo todo, pois estavam fazendo exames. Pelo que estou lendo, um dos bebês estava escondido atrás do irmão... – Mostrou a imagem para o homem ao seu lado, sorrindo. – Mas estão bem.
Graças a Deus.
Olha, tombos acontecem. É perigoso? Sim, eu não posso dizer que não é, mas no momento você precisa estar calmo, para poder acalmar sua esposa. Pelo que diz aqui ela chegou muito nervosa.
Ela teve um..., dois abortos a algum tempo.
Oh, entendo. – Balançou a cabeça. – Esse é mais um motivo para você se manter calmo, okay?
Okay. – Ela parou e ele franziu o cenho.
É aqui. Respira fundo, e então quando estiver pronto, eu abro a porta.
Oliver fez como ela pediu. Ele não queria passar mais nervosismo para a esposa. Ele tinha certeza de que ela deveria estar desesperada, temerosa de que algo tivesse acontecido aos bebês. O que ele menos queria era causar mais estresse, para ela e seus filhos. A mulher ao seu lado disse que estava tudo bem. Eles estão bem, então ele poderia respirar fundo e entrar para apoiar a esposa, sem precisar surtar. Ele poderia surtar depois, quando estivesse longe da mulher que amava. Respirou fundo pela quarta vez, e então olhou para a ruiva.
Estou pronto. – Ela abre a porta, e pede licença.
Dra. Meredith, é o marido da sua paciente.
Oliver. – Felicity se sente aliviada ao vê-lo.
Oi, meu amor. – Beija sua testa. – Você está bem? Vocês estão bem? – A outra médica fecha a porta, seguindo pelo caminho que faria antes de encontrar Oliver.
Estão ótimos. – A médica responde pela Queen. – Foi um susto apenas. Sua esposa teve muita sorte. – Diz sorrindo. – Seus bebês continuam perfeitos. Eles estão até brincando de esconde esconde. – Brincou.
Mas eu sangrei. – Ela havia percebido um pequeno sangramento quando estava chegando ao hospital, e por isso seu desespero.
Felicity, eu já disse..., seu sangramento não foi nada. Eu juro, está tudo bem com vocês. Eu não mentiria. – A loira balança a cabeça.
Você me deu um susto, meu amor.
Eu caí durante o banho. – Diz com a voz embargada. – Eu pensei..., pensei que ia perder eles. – Os olhos dela lacrimejaram.
Você não os perdeu, baby. Estão bem. Vocês quatro estão bem.
Por isso eu não gosto de ficar no banho sozinha. – Ele suspirou.
Como foi que você caiu?
A porcaria do tapete, Oliver. – Diz chorosa.
Eu vou tirar aquilo de lá.
Você precisa se acalmar para eu te deixar ir para casa. – A médica diz, tocando o joelho direito de Felicity.
Você vai me liberar? Mas eu sangrei, Meredith. – A médica e o marido da grávida se olharam. – Não vai me deixar em observação?
Felicity, você está aqui a quase uma hora. Você e seus filhos estão ótimos.
Meu amor, ela está dizendo que você pode ir para casa sem problema algum.
Mas e se...
Felicity, se eu estivesse preocupada com seus bebês, eu deixaria você aqui em observação. – A interrompeu. – Mas eu não estou. E sabe por que? Porque eles estão perfeitos. O seu tombo não causou danos algum a eles.
Por favor, não chore. – O marido pede, sentindo seu coração apertar.
Eu estou com medo. – Meredith respira fundo e chega o monitor mais perto da paciente, que a olha confusa, mesmo que ainda chorasse.
Okay. Eu não gosto de fazer isso por causa do tempo que você está de gestação, e que por isso pode ser que não dê para ouvir..., mas..., se você já está desesperada, e não quer sair daqui... – Felicity sentiu o gel quente e então o objeto eletrônico em sua barriga, e em seguida um som contínuo, seguido de outro, e mais outro.
Oh Deus. – Olhou para o marido, que sorria.
São os batimentos cardíacos...
Dos trigêmeos. – A esposa completa.
São. São os coraçõezinhos de seus bebezinhos, batendo..., e dizendo para vocês dois: "nós estamos ótimos". – Diz sorrindo. – Fique com esse som gravado em sua mente, mamãe..., isso vai te dar a certeza de que nada aconteceu com eles. E..., caso ainda se sinta temerosa, eu lhe darei um CD para você ouvir quando quiser.
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Oliver deixou que Barry colocasse a senha no elevador para poder enfim entrar com a esposa para dentro do apartamento. Mesmo depois de ouvir os corações dos filhos, ela continuava com a ideia fixa de que deveria ficar em observação. Tentou convencê-la de que estava tudo bem, tentou distraí-la, nada deu certo. Barry havia ficado tão preocupado como estado emocional de Felicity, que decidiu ficar por alguns minutos com o casal. Ele olhava para a amiga vez ou outra, enquanto o elevador não chegava ao andar deles.
Felicity foi colocada com cautela no sofá. Mesmo que soubesse que tudo estava bem, e que a esposa e os filhos estivessem fora de perigo, ele não tirava a voz de Mike de sua mente, dizendo que as pessoas que mais amava no mundo estava no hospital. Balançou a cabeça, enquanto colocava as pernas da esposa para cima, e em seguida, colocava uma almofada em suas costas.
Obrigado por tudo, Barry.
Nem precisa agradecer, Oliver. – Responde, olhando nos olhos do amigo.
Se você quiser ir..., tudo bem. – A voz embargada de Felicity chamou a atenção do marido e do amigo.
Eu estou esperando você dizer que está bem, para eu poder ir para casa.
Não vou dizer isso, sendo que eu não me sinto bem, Barry. – Os homens se olharam.
A médica disse....
Eu sei o que ela disse, Oliver. E mesmo assim, mesmo eu tendo ouvido os batimentos deles..., eu continuo sentindo que tem algo errado com eles. – O corta, dizendo o que estava sentindo. – Eu queria ter ficado em observação.
Meu amor, ela disse que não era preciso. O que está sentindo, é por conta do susto que levou.
E eu não teria levado, se você não tivesse viajado. – Oliver suspirou. – Eu não gosto de ficar sozinha, você sabe disso.
Eu queria poder ter ficado em casa, com você, acredite, querida. – Ela não desviou os olhos da barriga levemente ondulada.
Felicity, não acha que está exagerando um pouco? Isso poderia ter acontecido com qualquer um.
Eu não estou exagerando. Não foi você que passou por esse susto, duas vezes, não foi você que perdeu algo que já era parte de você. Eu me lembro até hoje da cena horripilante, de mim perdendo o primeiro bebê, então eu tenho o direito de surtar, e ter medo, okay?
Tudo bem. – Diz devagar. – Você quer voltar para o hospital? Eu levo você, e falo com Meredith, e ela dá um jeito de te internar, é isso que você quer? – Oliver se pronuncia alguns minutos depois de a esposa desabafar.
Eu quero uma gravidez normal, será possível? – Ela impediu que as lágrimas descessem, antes de colocar a mão na barriga elevada. – Parece que tudo para mim, é mais difícil, é mais complicado.
Meu amor...
Eu ainda não estou sentindo que tudo está bem, okay? Quando eu me sentir assim, eu vou dizer. Então, podem por favor parar de dizer que estou exagerando? – Se levantou do sofá. – Eu vou buscar meu café.
Felicity... – Os homens começaram a repreendê-la.
Descafeinado. – Bufou. – Vocês não me deixaram terminar de falar. Eu volto para a sala quando minha vontade de socar alguém passe.
Ela está mais assustadora do que já era antes. – Barry comenta ao amigo, quando a amiga loira se afasta.
Ela está irritada agora, mas provavelmente vai começar a chorar novamente daqui a pouco.
Por que? – Franziu o cenho.
Porque isso sempre acontece quando ela está irritada.
Seguiu para a cozinha, com o amigo ao seu encalço, e foi então que a encontrou sentada em frente à mesa, com uma xícara de café em sua frente. Uma das mãos dela estava na barriga, e ele só soube que ela chorava por conta dos sons de soluço. Barry e Oliver se olharam, e o primeiro percebeu que o outro estava certo. Ficou surpreso por ver que ela estava realmente chorando, de soluçar, enquanto olhava para a barriga de forma preocupada. Aqueles eram os benditos hormônios. Ele havia passado por algo parecido com a esposa, mas não tão intenso. Ele sentia um pouco de pena do amigo, porque sua melhor amiga estava completamente entre altos e baixos.
Oliver se aproximou da esposa, beijando os cabelos loiros, tentando acalmá-la, enquanto a abraçava por trás. Estava com medo, e ele sabia, ela tinha motivos para isso. Assim como ela queria, ele esperaria que ela se sentisse bem, mas estaria ao seu lado, apoiando-a, o tempo todo. Barry suspirou, e percebeu que não era exagero, realmente, ela estava temerosa, e sentindo tudo com intensidade demais, e por esse motivo não conseguia se controlar. Quem poderia, estando na situação em que ela se encontrava? Se sentou de frente para ela, preocupado. Barry iria para casa, mas só depois que a melhor amiga estivesse mais calma. Mesmo que soubesse que ela estaria bem nos braços do marido, o Allen continuou ali, segurando a mão livre da loira, que tentava se acalmar, e mais que tudo, não chorar.
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