Kupidon

71 Capítulo Quarenta e Nove


Notas iniciais
Boa tarde. Imagino o quão ansiosos estão por esse capítulo. Eu queria ter postado mais cedo, mas apartir de hoje, eu só vou poder ligar o notebook depois da 13h da tarde. Por isso demorei tanto. Estava revisando o capítulo. Estou com uma cólica do cão, vocês não fazem ideia. Mas finalmente consegui vir postar. Aviso: Caso encontrem algum erro, me perdoe. PS: Por favor, não deixem de ler as Notas Finais. É importante Boa Leitura!!

Oliver acordou devagar, sentindo seus músculos reclamarem. Seu corpo exausto vibrava em uma dor nenhum pouco incômoda. Respirou fundo e, ao se colocar com as costas no colchão, seus músculos voltaram a reclamar e, por esse motivo, ficou por alguns minutos naquela posição. Quase uma semana havia se passado desde que a esposa levou aquele tombo. Desde então, ela ficou mais cuidadosa do que já era, e ele passou a ser mais observador do que antes. Não queria admitir, mas realmente, que havia acontecido o assustou. Ele não gostava de deixar a esposa sozinha, sendo quando tomava seu banho, cozinhava, ou simplesmente descia as escadas. Sentia um aperto no peito só de imaginar o que poderia acontecer, caso ela se machucasse, e estivesse sozinha, sem ninguém para ampará-la, ajudá-la, ou levá-la ao hospital. E era por esse motivo que ele estava passando mais tempo em casa do que na QC. Não havia contado o motivo, mas seu pai concordou em cuidar de tudo até sua volta.

Quando seus olhos se abriram, o loiro rolou com um leve suspiro de contentamento, imediatamente sorrindo ao se deparar com a visão de sua linda esposa nua e adormecida. Ele não se cansava em observá-la durante algumas horas, depois de acordar. O rosto sereno, o sono tranquilo, o respirar leve, os cabelos espalhados pelo travesseiro – quando não estavam espalhados por seu peito —, a mão na barriga levemente ondulada, indicando a gravidez.

Ele admitia para si, que eles estavam tendo muito sexo. Os hormônios da gravidez estavam deixando a esposa incrivelmente excitada. Ela praticamente se tornou uma viciada em sexo, mas Oliver não reclamava, nem por um momento, afinal ele gostava – e muito – dessa nova Felicity. Era extremamente tentador, vê-la tão sexy — isso quando ela não estava extremamente irritada por conta de algum enjoo. Como se apaixonar por aquela mulher? Pensando, enquanto a observava, o Queen tinha certeza de que não tinham tido relações sexuais com tanta frequência desde antes do casamento. Se lembrava bem da lua de mel, que havia sido extremamente gostoso, em todos os sentidos. Sorriu ao se lembrar de que na noite passada, sua esposa tinha finalmente ficado satisfeita depois que ele a presenteou com quatro orgasmos, e Oliver ficou meio aliviado, porque ela oficialmente o cansou. Nem viu o momento em que pegou no sono, ou se lembrava do momento em que ela havia caído em um sono tão profundo que o dele.

Começou a acariciar, gentilmente, sobre a barriga na qual já apresentava sinais de seu estado. Eles ainda não se mexiam, o que era um tanto irritante em sua opinião. Mas ele sabia que ainda estava cedo, era a sua ansiedade que não conseguia deixar de pensar que estava demorando demais para isso acontecer. Todos os dias, ao acordar, mesmo que não sentisse seus filhos se mexer, Oliver conversava com eles. Para alguns pode parecer estranho, mas para ele era algo incrível. Havia feito o mesmo na gravidez das gêmeas, por que não faria com a dos trigêmeos? Eles eram esperados com tanto amor, desde que descobriu querer Felicity por perto pelo resto de sua vida, ele a imaginava grávida, imaginava a barriga crescendo, ele falando com o filho ou a filha, sentindo-os se mexer. E ele pensava no quanto coisas maravilhosas o aconteceram, porque ele não teria apenas um filho com a mulher que mais amava naquele mundo, mas três. Sorriu, acariciando aquele mesmo lugar com o polegar.

— Olá, baby's. – Ele murmurou, abaixando-se para pressionar um beijo carinhoso na barriga de sua esposa. – Bom dia. Como vocês dormiram na noite passada?

Eles não se mexiam, mas isso não fazia com que Oliver desanimasse em falar com eles, sempre que podia. Felicity adorava ouvir. Quantas vezes, quando estava trabalhando em casa, na intenção de ajudar um pouco seu pai, ela não se sentava ao lado dele, e pedia para que ele falasse com os bebês? Isso a acalmava. Quando estava nervosa, quando tinha desejos completamente perigosos como da vez em que insistiu em comer marisco cru, carne crua, amendoim — algo que é alérgica — e para a surpresa do casal, whisky. Oliver quase não acreditou quando ela perguntou se podia tomar um gole, e mesmo sabendo que sua esposa estava tendo mais um desejo, ele negou veemente, sabendo o quão perigoso era tomar bebida alcóolica durante a gravidez.

Naquele momento a loira grávida dormia, tranquila e em um sono pesado que ele sabia, era de cansaço – depois da noite passada, parecia que nada a acordaria naquele momento. Ele ouviu o respirar fundo de sua esposa, e a olhou por um breve instante; ela continuava a dormir. Ele se lembrava nitidamente a última vez em que acordou com os gritos desesperados dela, por conta dos malditos pesadelos. Foi na noite em que ela levou o tombo. Desde então, ela ficava ouvindo o som dos corações dos bebês batendo, sempre que se sentia angustiada, e como a médica disse que aconteceria, ela se acalmava. Além disso, Oliver havia percebido que desde então ela nunca mais havia acordado desesperada, assustada.

Voltou seus olhos para a barriga, onde estavam seus três filhos.

— Dormiram bem, hein? – Ele sussurrou. – Sim, eu também. E eu acho que a mamãe também.

Oliver mal podia esperar para quando começassem a chutar regularmente. Claro que isso deixaria sua esposa extremamente agoniada, porque como ela já havia dito, sendo seus filhos, eles fariam um parkour dentro dela. E ele não podia deixar de rir por se lembrar de como ela comentou a alguns dias atrás. Sendo ela tão energética, elétrica, tanto quanto ele, o Queen não podia concordar menos com o comentário feito pela loira. Era uma brincadeira deles, verdadeira, mas apenas uma brincadeira, porque mesmo com os incômodos, ele tinha certeza de que ela se emocionaria assim que os sentisse se mexer.

— O que vocês acham de começar a se mexer, hein? Estou tão ansioso para sentir isso. – Desviou os olhos para a esposa, por um momento, antes de se voltar para a barriga. – É, eu sei, não é hora. – Começou a acariciar a barriga pouco elevada. – Mas saibam que eu estou querendo muito vocês. Não só sentir vocês se mexendo, mas pegar vocês no colo, ver seus passinhos, ouvir as primeiras palavras... – Sorriu. – Ah, não conta pra mamãe, mas espero que pelo menos dois de vocês fale papai primeiro. E isso é só para não deixar a mamãe surtando muito. Okay? Combinado? – Beijou a barriga. – Combinado, então.

Na intenção de deixar sua linda e grávida esposa dormindo um pouco mais, considerando o quanto ela parecia cansada por conta da noite passada – e considerando que ela estava atualmente carregando seus bebês – Oliver esticou seus músculos e saiu da cama, ajustando o edredom bordô em torno do corpo de sua loira para mantê-la aquecida. Um rápido olhar para o relógio de cabeceira informou-o de que eram 10h30min da manhã, um pouco mais tarde do que ele esperava acordar. Mas ele não se importou com tal coisa, apenas se levantou, para poder fazer seu trabalho diário.

Caminhou até a cozinha a passos lentos, enquanto se espreguiçava, fazendo seus músculos estalarem. Naquele dia seriam apenas ele e sua esposa no café-da-manhã. Como Lyon seria levado ao parque aquático, Barry buscou as gêmeas na tarde anterior, para que elas também pudessem ir com ele e Tommy. Oliver queria fazer algo diferente, e por esse motivo não pegou os ingredientes para a panqueca de sempre. Fez um suco de laranja e um de morango, preparou um café descafeinado, pois desde que Felicity descobriu a gravidez ela não vive sem ele, e começou a preparar a salada de frutas que a médica pediu para sua esposa comer todos os dias de manhã. Provavelmente naquele dia ela o comeria apenas mais tarde.

Quando Oliver estava ligando a máquina de waffles para poder colocá-la para esquentar, ele ouviu passos e então pouco depois, pôde ver a esposa se aproximar da cozinha vestindo apenas uma calcinha e uma de suas camisas pretas da marca "ralph lauren ", que batia a poucos palmos abaixo de sua bunda. Ele sorriu ao olhá-la de cima a baixo, de forma maliciosa. Adorava vê-la com uma de suas camisas. A grávida não havia percebido o olhar do marido, ainda estava muito sonolenta.

— Bom dia, baby. – Oliver a cumprimentou.

Felicity resmungou em resposta, esfregando as mãos sobre a barriga levemente ondulada, murmurando algo em voz baixa sobre estar dolorida, e Oliver não pôde deixar de rir.

— Eu te entendo, querida. Apesar disso, está bem?

— Não estou enjoada, se é isso que está querendo saber. — Respondeu, ao olhar que brilhou preocupação.

— Estou fazendo waffles, tudo bem?

— Com lascas de chocolate? – Ela perguntou, com os olhos brilhando e um sorriso animado nos lábios.

— E calda de framboesa.

Ainda dormindo, Felicity se sentou ao lado dele e se agarrou ao braço forte, agradecida, antes de lhe dar um beijo na bochecha. A loira descansou a cabeça nos músculos enquanto o observava trabalhar com os olhos semicerrados. Ele empurrou um copo de suco de laranja espremido na hora, assim como uma pequena tigela de morangos, sabendo que ela já devia estar com fome e provavelmente não conseguiria esperar outros dez minutos para que os waffles estivessem prontos.

Felicity Tomou um gole considerável do suco doce, e gemeu, deliciada, antes de levar um dos morangos até a boca, tão deliciada quanto, por sentir mais um gosto doce na boca. Ela o cobriu de sal e Oliver revirou os olhos, retirando o recipiente de perto da mulher, que o olhou de forma descontente, mas ele fingiu não ver. Desde que a esposa ficou grávida, ele estava evitando que ela ultrapassasse na quantidade de sal que comia, assim como o doce, e isso meio que a deixava um pouco irritada. Mas o marido já estava acostumado. Eram os hormônios. E ele sabia lidar muito bem com eles.

— Meu café.

— Com morangos, Lis? — Ela fez um biquinho, e ele suspirou. — Descafeinado. — Avisou, mesmo que não precisasse, pegando a garrafa vermelha.

— Eu já sei. — Revirou os olhos, pegando o copo de vidro.

— Mas é bom te lembrar, não é? — Ele percebeu que ela fingiu não ouvir.

— Você faz meu brigadeiro hoje? – Ele já esperava por aquela pergunta. A olhou, e a viu tomar um gole de seu amado café.

— Ele está feito, dentro da geladeira.

Sorrindo, a loira se inclinou na ponta dos pés para beijá-lo. Era gentil e doce, rapidamente sentiu seu corpo esquentar, ao mesmo tempo em que se arrepiava quando o marido se virou completamente, passando os braços ao redor da cintura da esposa para grudar seus quadris um no outro. Oliver aprofundou o beijo, sentindo a língua dela contra a dele, de uma forma gostosa. Gemeu em meio ao beijo, sentindo as mãos dela acariciarem suas costas nuas, e quando fez menção de subir a camisa que a esposa estava vestida, Felicity gemeu e se afastou, descansando sua testa contra seu ombro.

— Estou muito desgastada para o sexo de manhã, amor. – Disse ela sem fôlego. – Desculpa, mas os quatro orgasmos da noite passada esgotaram seriamente minha energia. Dê-me um dia ou dois para me recuperar, e vou estar totalmente pronta para você.

— Está tudo bem. – Ele a beijou novamente, desta vez tornando-a curta e casta, mas ainda preenchendo-a com tanto amor quanto ele poderia. Ela lhe sorriu, com a mão livre pousada na barriga. – Vou precisar de algum tempo para me recuperar também. Você tem sido um pouco ninfomaníaca ultimamente, você sabe. — Provocou, olhando-a nos olhos.

Felicity saltou para o balcão, a mão cobrindo a barriga de forma protetora.

— Ei, você por acaso está reclamando? – Ela não pôde ver o olhar de descontentamento do marido quando ela pulou para sentar-se no balcão.

— Felicity, não faça isso, você pode acabar caindo e se machucando.

— Okay. – Murmurou. – Você está certo.

— Você às vezes quer me matar do coração.

— Não de propósito.

— Hum. Vai querer mais alguma coisa?

— Minha salada de frutas.

— Ela está pegando caldo ainda, então deixa para comer no lanche da tarde.

— Posso comer com creme de leite? – Ele fez uma careta, mas assentiu.

— Sente-se à mesa, beba seu suco, coma sua fruta e eu lhe farei alguns waffles, está bem?

Colocou as mãos nos ombros do marido e pulou para o chão. Oliver se certificou de que ela estava segura, ajudando-a, com as mãos nos quadris. Ela levou o suco, o café e os morangos para a mesa do outro lado da mancada e se acomodou em uma cadeira, continuando a observá-lo enquanto ele pegava uma concha para medir a massa de waffle.

Em algum momento a loira olhou para a bunda do marido, e mordeu o lábio, por um momento, antes de colocar outro morango na boca. Ela não conseguiu deixar de pensar na noite que tiveram e nos lábios do marido por todo seu corpo. Sem dúvida, Felicity esperava que sua maratona sexual continuasse naquele dia, mesmo que seu corpo clamasse por descanso. Alguém poderia culpá-la, tendo aquele maravilhoso homem só para ela, deitado ao seu lado todos os dias? Como não o olhar de forma maliciosa, quando ele estava sem camisa, e de forma extremamente sexy em sua frente? Mesmo que ele não fizesse de propósito. Felicity balançou a cabeça, sabendo que tanto ela quanto o marido precisavam de algumas horas de sono, tranquilo, e que o corpo de ambos precisava de descanso.

— Ollie..., podemos pedir pizza hoje? – Ele a olhou. – Estou com vontade de comer com bacon, pepperoni, queijo e abacaxi.

— Que nojo. – Ela fez um biquinho. – Você não devia comer essas coisas gordurosas...

— Por favor? – O interrompeu, e ele viu os olhos dela brilharem. – Pelos seus filhos.

Oliver bufou. Ele nunca conseguia negar algo a esposa. Principalmente quando via os olhos dela brilharem em desejo de algo. Provavelmente estivesse errado em fazer tudo que ela queria, mas como não o fazer? Era sua esposa, grávida, com desejos estranhos, mas que para ela, eram especiais. Como seus amigos viviam dizendo, — quando suas esposas estavam grávidas -, desejo de grávida é sagrado. E ele não podia deixar de concordar. Por isso sempre fazia seus desejos, sempre os realizava, não importava o que ela pedia, ou a hora que ela pedia. O waffle parecia estar pronto, então ele delicadamente retirou-o da máquina e serviu-o, rodando creme e cobrindo-o com morangos picados.

— O que eu não faço pelas pessoinhas que eu mais amo nesse mundo, não é? – Ela sorriu ao perceber que o havia convencido.

— Podemos pedir uma de chocolate com banana e morango também?

Os olhos de sua esposa se iluminaram quando ele abaixou o prato na frente dela, nem mesmo esperando que ele entregasse seus talheres antes que ela estivesse mergulhando o dedo no creme e colocando-o em sua boca. Oliver engoliu em seco e tentou ignorar o brilho de desejo em seu abdômen ao ver Felicity lambendo os dedos. Ele nem mesmo conseguiu responder ao pedido dela, por estar focado nela, em especial, nos lábios dela. E Felicity, se esqueceu momentaneamente, ao se deparar com seu delicioso café-da-manhã.

— Obrigada! Eu e seus filhos agradecemos. – Ela deu dois tapinhas de leve na barriga.

— Nossos filhos também agradecem, não é?

— Claro que sim, eles também estão expressando sua aprovação. – Olhou para a própria barriga. – Mesmo que não se mexam ainda...

Oliver balançou a cabeça com um sorriso, ajoelhando-se ao lado da cadeira de Felicity para que ele pudesse deslizar as mãos por baixo do seu Gucci e acariciar os nós dos dedos sobre a barriga dos bebês, querendo muito sentir cada um deles chutar sua mão, ou as estranhas de sua esposa. Esse pensamento o fez rir. Ela o olhou, curiosa, mas como ele não disse nada e nem mesmo a olhou, ela voltou a comer.

No momento em que Oliver se levantou, Felicity já colocara uns bons três quartos de seu waffle em sua boca e o lançava um olhar suplicante pedindo-lhe mais. Beijando sua testa, ele voltou para a ilha da cozinha e começou a preparar a máquina de waffle novamente, ouvindo a voz feminina lhe agradecer. Já devia saber que ela não comeria apenas um, e por esse motivo fez mais do que apenas o que estava terminando um momento depois.

Quatro waffles depois para Felicity, e dois para Oliver, eles terminaram o café da manhã. Lavaram os pratos, os copos e os talheres juntos, Oliver ensaboando e esfregando enquanto Felicity secava. Ele não deixava que a esposa tocasse em nada afiado, pois todas as vezes em que fazia isso, ela se cortava, e não queria em momento algum que se machucasse. Desde que ela ficou grávida, ele evitava que ela fizesse algo que pudesse machucá-la de alguma forma. A loira andava mais desastrada do que já era, e por isso ele a deixava longe da cozinha, quando não estava perto.

— Sabe o que estava me lembrando? – Pergunta, enquanto a levava para a sala.

— Hum?

— O quarto deles. – Ele a olhou surpreso por ela perguntar pelo quarto dos filhos, e feliz por ela estar mais receptiva em relação a eles. – Você não fez nada, ou disse nada sobre isso.

— Oh, baby, isso é surpresa para você também.

— Ah não, Oliver. – Ele riu. – Não é justo. Eles estão dentro de mim, tenho direito. – Ele a trouxe para seu colo.

— Você realmente o tem, mas não deixarei que veja.

— Então você já começou? Como? – Seu cenho estava franzido. Ele balançou a cabeça. – Você é tão maldoso.

— Sou?

— Sim. Não quer me deixar ver o quarto dos nossos filhos. – Emburrou, e ele achou mais fofo ainda quando ela fez aquele mesmo bico de sempre.

— Não fique tão desesperada, baby. – Beijou sua bochecha. – O que você quer assistir?

— O quarto dos nossos filhos. – Ele gargalhou. Ela não esqueceria daquilo tão cedo.

— Vou colocar Burleske que eu sei que você gosta. – Ela cruzou os braços, mas deixou que ele a puxasse para deitar as costas em seu peito.

— Tão injusto.

Mesmo que ela dissesse isso, ela havia ficado emocionada por ele querer lhe fazer uma surpresa. O fato é que ela não gostava de surpresas e ficava ainda mais agoniada por saber que havia uma e que ela não poderia saber sobre ela tão cedo.

Em algum momento, enquanto sentia uma das mãos do marido acariciar seus cabelos de forma lenta e carinhosa, ela acabou por adormecer.

Felicity não soube por quanto tempo dormiu, mas algumas horas depois, provavelmente, o marido a acordou dizendo que a pizza havia chego. Ela estava em sua cama, deitada confortavelmente, diferente do lugar que ela lembrava ter caído no sono. Olhou para o batente da porta de seu quarto, onde encontrou o marido e sorriu, agradecendo-lhe. Descendo da cama, a loira se aproximou de Oliver, pegando em sua mão e deixando que ele a levasse para a cozinha, onde a sentou em uma das cadeiras.

O cheiro fez seu estômago roncar baixo. Ela estava morrendo de fome, e o cheiro só a deixava com mais fome do que já estava. Oliver colocou um pedaço de cada uma no prato raso e colocou em frente a esposa que tinha uma das mãos na barriga. Agora, definitivamente, eles deviam tomar cuidado já que ela não queria que ninguém soubesse. Em todo momento ela colocava a mão na barriga, e dava uma leve carícia por um tempo considerável. Ele já havia a avisado sobre isso, mas ela se esquecia, e por isso ele se perguntava se em algum momento ela faria isso perto de seus amigos, e se eles perceberiam. Mesmo que se perguntasse tal coisa, ele tinha certeza de que não ficasse de olho, e a impedisse, eles com certeza perceberiam.

— Esse cheiro está me deixando louca. – Ele sorriu ao ouvi-la dizer em um gemido. — Vou querer coca-cola. — Ele suspirou, colocando o copo com o conteúdo em frente a ela. Estava querendo evitar de ela tomar tal coisa, mas de vez enquando não seria problema. — Obrigada, amor.

Felicity puxou seu prato para mais perto ansiosamente, inclinando-se para beijá-lo quando viu que ele tinha dado a ela um quarto da pizza. Ele já imaginava que apenas uma fatia não sustentaria nem a ela e muito menos aos seus filhos. Ele comia apenas da de calabresa, e a de chocolate, mas não mais que três pedaços de cada uma. Diferente de sua esposa, que não parecia se importar em comer um quarto de cada pizza pedida por ela.

Sabendo que ela gostaria de assistir TV enquanto come, apesar de prestar mais atenção em sua comida do que no filme em si, ele a puxou para a sala, e se sentaram um do lado do outro, no sofá. Ela não tinha tirado a mão da pizza, enquanto ele ligava a TV. Gemia de forma deliciada, e ele sorria ao vê-la dessa forma. Achava engraçado, vê-la tão focada na comida. E ai daquele que a interrompesse, ele não gostaria de estar na pele do coitado.

— Os bebês se assustarão com a forma que você come, se continuar assim depois que eles nascessem. — Ela o fuzilou e ele riu.

— E você? Eles se assustarão quando souberem das suas peripécias. — Ele segurou uma risada.

— Provavelmente. — Teve que concordar.

— Nós vamos ser os pais mais embaraçosos do mundo. – Ela acariciou sua barriga carinhosamente. – Vocês não estão prontos para verem isso. A mamãe e o papai são loucos demais. O papai mais ainda. – O marido a olhou de forma divertida. – E não acreditem se ele disser que eu sou mais. – Ele não conseguiu deixar de rir. – Não é verdade. – Sussurrou.

— Está mentindo para eles.

— Não vejo assim, amor.

— Eles perceberam como a mamãe está definitivamente com fome. – Respondeu o loiro, observando Felicity inalar mais uma fatia. – Vá mais devagar, querida, vai acabar engasgando.

— É mesmo muito bom. – Felicity resmungou em torno de sua boca, um par de migalhas caindo em seu peito. – Mais Pizza de chocolate, por favor. – Felicity pediu.

— Você pode ter mais hoje à noite no jantar. – Ela o fuzilou, demonstrando o quanto não gostou de ele ter negado seu pedido.

— Você realmente vai privar sua mulher grávida de comer pizza de chocolate com frutas?

Oliver levantou uma sobrancelha ao ouvir a chantagem, já convencional, vindo de sua linda esposa. Ela agora usava aquela desculpa para tudo, até mesmo quando não queria comer alguma verdura que a médica recomendou que comesse. E mesmo assim, em algumas dessas ocasiões – mesmo sendo raro de acontecer —, ele conseguia negar, apesar de ela usar tudo contra ele. Como naquele momento. Suspirando, murmurando algo indefinido para a grávida, o loiro inclinou-se para alcançar o outro lado do sofá, e então pegou um saco de banana trufada que ele havia guardado na noite passada, que havia trago quando estava voltando da escola das gêmeas e ofereceu a ela. Felicity subitamente abandonou seu prato, demonstrando os olhos brilhosos antes de pegar o saco médio das mãos do marido.

— De nada. – Disse ele.

— Oh, sim, obrigada meu amor. – Felicity respondeu, enchendo um punhado de banana trufada em sua boca. – Muitíssimo obrigada.

— Eu ainda me surpreendo com o quanto você anda comendo. – Ela o olhou com a sobrancelha arqueada. – Agora eu pelo menos sei que não é verme, né?

— Vou fingir que não ouvi você falando que a mãe dos seus filhos tem verme.

— Não é a primeira vez.

— E vai ser a última? – Ele segurou uma risada ao vê-la perguntar, mesmo que focada no doce em suas mãos.

— Não prometo nada. – Ela o olhou indignada, e ele riu. – Como seu doce, meu amor.

Lentamente Oliver os manobrou de modo que estivessem deitados nas almofadas, certificando-se de que Felicity estava confortável e sua barriga não estava sendo esmagada antes de relaxar. Ambos estavam cansados o suficiente para que os cochilos parecessem uma boa ideia, e Oliver estava feliz e contente em adormecer por um tempo com sua bela esposa em seus braços.

**--**

Felicity esperava o marido terminar de tomar banho, ansiosa. Ela estava sentada na cama king–size, com as pernas cruzadas, enquanto balançava o corpo vez ou outra, mexendo no celular que estava em suas mãos. Tentava se distrair com algo, mas não conseguia. Oliver estava no banho a uma hora, e ela estava já ficando desesperada.

Mesmo assim, não o interrompeu, sabia que ele estava cansado por conta da empresa. Pensar no trabalho, que ela não estava mais podendo ir, a deixou triste, mas sabia que era por uma boa causa. Ainda não queria ninguém sabendo sobre a gravidez, e a barriga já estava aparecendo. Não queria ter que usar a cinta o dia todo, principalmente porque incomoda.

A loira quase pulou da cama, cantando quando o chuveiro foi desligado. Faltava pouco para ela pedir o que estava desejando a mais de uma hora. Mesmo que ela estivesse em um empasse, não conseguiria deixar de fazer aquele pedido ao marido. Ele estava cansado, ela sabia disso, mas mesmo assim, precisava que ele conseguisse para ela o que estava lhe causando água na boca só de imaginar o cheiro.

Desejo de grávida não era brincadeira. Ela tinha que admitir, não era mentira ou frescura. Suas amigas estavam certas quando diziam que era insustentável ficar sem comer o que desejava durante a gravidez, e agora ela estava sentindo isso na pele.

Ela mordeu o lábio, ansiosa, quando viu Oliver sair do banho, sem camisa, e com uma bermuda marrom clara, enquanto enxugava os cabelos loiros. Ela não resistiu olhar para a barriga sarada do marido. O desejo voltou com força, e ela desviou os olhos para o rosto do marido que havia acabado de abrir os dele, olhando-a fixamente.

— Ollie... – Era raro quando ela o chamava daquela forma, e normalmente, era quando ela queria algo.

— Uhm?

— Eu estou com desejo. – Ele já imaginou que ouviria aquela frase.

— E? – Ela mordeu o lábio, indecisa, se pedia ou não. – Amor?

— Vai ficar chateado se eu pedir para você sair? – Ele deu um sorriso de lado, e deixou a toalha em cima da bancada da pia do banheiro.

— Claro que não. – Se aproximou. – O que os amores da minha vida querem? – Pousou a mão na barriga da esposa.

— Belly Burger.

— Ainda bem que eles ficam abertos 24h, né? – Riu. – São uma da manhã.

— Você chegou tarde.

— Por que não pediu para eu passar lá quando voltasse do trabalho?

— Porque eu só tive desejo depois que você chegou. – Ele volta a rir. – Eu comi uma barra de manteiga de cacau, mas não adiantou não.

— Eu posso imaginar que você tenha comido tudo que havia na geladeira. – Ela inclinou a cabeça.

— Antes de você chegar..., quem sabe. – Ele gargalhou.

— Vou entender isso como "realmente aconteceu". Vai querer o de sempre?

— Por favor. – Implorou. – Mas eu quero com muito picles.

— Okay. – Beijou sua bochecha e caminhou até o closet, na intenção de pegar uma camisa.

— Pode pedir uma porção de batata frita e um milkshake de baunilha também? – Ele arqueou uma das sobrancelhas, ao voltar para o quarto, já vestido com uma camisa preta de mangas longas. – Ah, e..., uma porção de nugget de frango.

— Eu não sei porque ainda fico surpreso quando você me pede essas misturas. – Pegou as chaves em cima da mesa de cabeceira. – Já volto.

— Obrigada. – Ele beijou seus lábios rapidamente e se afastou. – Eu te amo. – Grita quando ele já está fora do quarto, se esquecendo momentaneamente, de que as filhas dormiam no quarto ao lado.

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Oliver já imaginava que aquilo iria acontecer. Ele realmente viu aquilo acontecer, antes de acontecer, quando a esposa pediu todas aquelas coisas. Mesmo assim, ele não recusou, afinal, como diziam seus amigos, desejo grávida é sagrado. E ele realmente se importava com os desejos, mesmo que doidos, da esposa. O que ela quisesse, ele lhe daria, mesmo que fosse aquele tanto de coisa calórica às duas da manhã. Se preocupava? Como nunca. Mas sabia que estava fazendo a mulher que amava e seus bebês felizes, e era isso que importava para ele.

Quando chegou, sua esposa ainda estava na cama, sentada do mesmo jeito de antes, esperando por ele, ansiosamente. Ela praticamente voou nas sacolas, quando o viu. Colocou as coisas em cima da mesa que tinha no quarto, e ela correu para se sentar na cadeira que estava em frente a ela. Não esperou nem dois segundos para abrir as sacolas, e comer cada um dos alimentos que o marido havia trago. Ela gemia vez ou outra, deliciada, mas então em alguns minutos, a cena mudou. Oliver a viu correr para o banheiro, e fechou os olhos por alguns segundos, ao ouvir os sons do vômito violento.

Naquele momento, Oliver segurava os cabelos da esposa, para que não sujasse, e passava a mão livre nas costas, tentando consolá-la. Era sempre assim. Não importava o que ela comesse, depois dos desejos loucos, ela sempre colocava tudo para fora, violentamente.

Desperdício? Talvez. Ele odiava vê-la daquele jeito, suada, ofegante, chorosa, e literalmente enjoada. Gostaria de poder fazer mais, mas tudo que ele poderia fazer, era estar ali para ela. Adiantaria dizer para ela não comer? Não. A resposta sempre seria a mesma. Mamãe feliz, bebês felizes, ou, vai negar isso aos seus filhos? Quantas vezes já ouviu aquelas frases? Muitas. Ele não conseguiria contar de tantas vezes que haviam sido ditas.

— Odeio isso. – A ouviu murmurar.

— E mesmo assim você não desiste dos seus desejos.

— Não tenho culpa, Oliver. – Ela retrucou. – Isso é uma droga.

— Eu sei, baby. – Beijou os cabelos loiros.

— É áspero. – Mal termina de dizer, e volta a vomitar.

— Vai passar. – Sussurra em seu ouvido, enquanto continuava a passar a mão nas costas dela. – Eu trouxe algo que vai ajudar. – Se levantou, deixando-a ajoelhada em frente ao vaso sanitário.

— Espero... – Interrompeu sua fala por um segundo – Espero que seja algo que me ajude de verdade.

— Oh, eu tenho certeza de que sim. – Entrou no banheiro entregando uma cartela de comprimido e uma garrafa de Schweeps. – Isso é um anti-náusea. – Ela praticamente comemorou antes de pegar um comprimido e jogar na boca, rapidamente, antes de tomar alguns goles do Citrus.

— Isso é tudo culpa sua. – Ele franziu o cenho.

— Minha? Eu não obriguei você a comer todas aquelas coisas.

— Mas o esperma foi seu, né, Oliver? – Ele gargalhou, sem se conter, e ela fez um bico.

— Só você, meu amor. – Ele a ajudou a se levantar. – Está melhor?

— Estou fraca.

— Okay. Você vomitou muito, perdeu muito líquido... – Passou o braço direito debaixo dos joelhos e a carregou com cuidado até a cama. – Fique deitada aqui, vou pegar um copo de água.

— Oliver, quer me matar? – Pergunta, com os olhos arregalados.

— Menos, Felicity, bem menos. – Murmurou enquanto saía do quarto.

**--**

Felicity entrou na cozinha, encontrando o marido guardando a louça que haviam acabado de lavar. Ela estava no banho, depois de ter passado mal com peixe de caldo que ele havia feito especialmente para ela. Pensou que não iria parar de vomitar tudo que comeu naquele dia, e quando finalmente se sentiu melhor, achou melhor tomar um banho, e por mais que Oliver quisesse acompanhá-la, ele precisava organizar a cozinha que estava uma baderna desde a noite anterior. E ele odiava baderna em sua cozinha, assim como a esposa.

A loira não conseguiu deixar de olhar para a bunda do marido, e mordendo o lábio, ela ficou olhando por alguns bons minutos. Ele estava tão concentrado que nem mesmo percebeu seus olhares, ou mesmo sua presença. Com calma, e sem querer que ele a ouvisse se aproximar, ela andou até onde ele estava. Oliver sentiu os braços da esposa em volta de sua cintura, e sorriu. Colocou a jarra de suco na geladeira, e só então se virou para ela.

— Ei, baby. Está melhor?

— Muito melhor. – Ele a beijou rapidamente.

— Que bom. Eu fiquei preocupado.

— Não é algo que não acontece diariamente. – Ele riu.

— Verdade. – Ela mordeu o lábio. – O que?

— Estou pensando que poderíamos aproveitar que nossas filhas estão com os avós.

— Hum. Aproveitar, querida? – Ela balançou a cabeça, sentindo as mãos do marido brincar com sua pele por debaixo da blusa roxa de alça fina, que tampava apenas metade de sua barriga. – Me diga como. – Sussurrou em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar.

Sem dizer uma palavra, ela se aproximou mais um pouco do corpo do marido, segurando em sua cintura. Com os dedos apertados na barra da camisa branca, Felicity a puxou para cima, jogando-a em algum canto da cozinha, e então o beijou de forma urgente. Oliver a correspondeu da mesma forma. Profundo e frenético, ele a puxou para mais perto de seu corpo, e apertou sua bunda por cima do tecido do short jeans.

Ela nem mesmo percebeu, quando o marido a colocou em cima da bancada fria. Ele pegou nos cabelos loiros de forma que pudesse puxá-los para trás, enquanto sua língua explorava a dela. O frio subiu por sua espinha e Felicity logo percebeu que seu short agora estava quase toda empurrada até as coxas. Oliver estava entre as pernas dela, a largura de seus quadris os afastando ainda mais e fazendo o short dela subir de forma mais indecente. Mas Felicity não parou, ela não queria. Vendo o quanto estava lhe atrapalhando, Oliver retirou o short, e o jogou junto de sua camisa. Ela agarrou seus cabelos, deixando seus fios sedosos excitarem a pele macia entre seus dedos antes que ela puxasse com força.

Oliver respondeu com uma mordida no lábio inferior, agarrando-o brevemente entre os dentes antes de molhá-lo com a ponta da língua. Felicity soltou um pouco da tensão que ela havia enrolado em seus cabelos, mas não fazia muita diferença. Ele mordeu o lábio dela pela segunda vez, um pouco mais forte que o primeiro, antes de novamente passar a ponta da língua sobre ele segundos depois. Ela soltou o aperto no cabelo dele completamente, e então sentiu seu sexo esquentar e ficar levemente molhado quando ele começou a apertar sua coxa, com uma das mãos, de forma provocante. Inesperadamente, a língua dele entrou em sua boca de forma urgente e selvagem.

Suas mãos estavam dispersas e desorganizadas, ansiosas para tocar em tudo o que Oliver Queen tinha a oferecer. Roçou seus dedos na mandíbula barbeada, enquanto a outra passava as unhas bem cuidadas e pintadas em Azul–Tiffany sobre o abdômen perfeito. Ela gemeu ao sentir a mão dele de volta em sua bunda, enquanto ela molhava os lábios, saboreando seu beijo.

Seu corpo se moveu e arqueou em direção a ele, desesperada para sentir algum atrito que aquela posição lhe permitia. Não importava o quanto ela se movia, angulada ou o quão perto ela o puxava, ela não encontrou alívio para o desespero entre as pernas. Ela queria atrito, um delicioso e delirante atrito. Aquela bermuda marrom com apenas dois bolsos traseiros atrapalhava o atrito que tanto ela quanto o marido queriam.

Seus quadris empurraram contra ele, desenfreado e determinado a sentir cada fastígio que seu corpo tinha para oferecer a ela. Ela estava tão focada em sua necessidade primitiva que nem percebeu que Oliver a carregava pelo chão da cozinha, e subia as escadas que levaria para o segundo andar, onde o quarto de ambos estavam. Ela não sabia quando ou por que eles pararam de se beijar, mas em poucos segundos após tal ação, ela o beijou novamente e ele aproveitou aquele delicioso ato, mesmo que ainda a carregasse pelo corredor. Foi um beijo que falou com a necessidade frenética que estava consumindo, controlando e estimulando aos dois.

Oliver praticamente chutou a porta do quarto entreaberta, mas Felicity nem mesmo se assustou. As mãos dele, que estavam na bunda dela, recuaram, e então a loira caiu alguns centímetros sobre o colchão firme. Ela se arrastou para mais perto do centro quando Oliver se arrastou por cima dela como um leão estudando sua presa segundos antes de devorá-lo. Felicity apoiou–se sobre os cotovelos, ganhando altura suficiente para pressionar os lábios contra os dele antes de passar ambos os braços ao redor de seu pescoço, para então sentir seu corpo ser pressionado contra o colchão.

Na pressa, a Queen se afastou o bastante do marido, para poder retirar a blusa de alça que vestia, que começava a incomodá-la. Aproveitando o ato da esposa, ele retirou a própria bermuda na mesma velocidade. Com as mãos, ele explorou cada centímetro do corpo dela, apertando certos lugares, vez ou outra. Sua boca mordiscava e beijava a área do pescoço, ao mesmo tempo em que sentia o atrito de seu membro contra o sexo dela.

— Tira isso. – Ele praticamente ordenou quando não conseguiu retirar o sutiã vermelho de renda que ela vestia. Ela o fez, jogando-o em algum canto do quarto, em seguida.

Seus olhos viajaram de forma devassa através de seu corpo, parando sobre as mãos dele quando as mesmas pararam no contorno do algodão preto-spandex. Os olhos verdes seguiram cada movimento feito. A boxer tentou esconder a ereção maciça, o que foi inútil. O sorriso que atravessou a expressão do loiro de olhos azuis, Felicity percebeu que era de contentamento. E ela não estava totalmente diferente dele.

Oliver subiu de volta na cama, encaixando-se entre as pernas dela e se inclinou para beijar seu pescoço. Seus beijos passavam de forma suave sobre a pele sedosa. Felicity arfou e gemeu baixinho enquanto ele ia até o ouvido dela, mordiscando de forma provocante o lóbulo. Ele sentiu as unhas feitas passarem de leve em suas costas, fazendo-o se arrepiar. Ele queria mordê-la, sentir seu corpo se contorcer de prazer, mas não o fez, não imediatamente.

O Queen desceu as pontas dos dedos ao redor do seio da esposa, para então, desviar para o da direita, fazendo o mesmo que com o outro. Felicity arfou, sentindo os lábios dele descerem até um de seus seios, roçando-os e mordiscando levemente, fazendo um suspiro dolorido escapar de sua boca. A mão grande segurou o seio que estava livre, fazendo Felicity arquear as costas em resposta. Sua língua contornou a borda de seu mamilo enrolado, acariciando as linhas de sua auréola avermelhada. A loira não conteve os gemidos em aprovação e os sons de cada uma delas, fazia Oliver apreciá-las enquanto sua boca ajudava a criar mais daqueles sons.

Pressionou dois dedos da mão direita entre as pernas dela e sua esposa inclinou a cabeça para trás com um grito impulsivo. A pressão de seus dedos forçando entre suas dobras era incrível e Felicity podia sentir sua bunda se levantando da cama para tentar aproveitar essa sensação por mais tempo. Os lábios dele não deixaram seu seio nem por um minuto, mas ela podia senti-lo sorrindo contra sua pele quando ele empurrou os dedos para dentro ela, causando um tremor vívido e gratificante através de seu sexo.

Seus dentes mordiscaram-na levemente para tentar aliviar sua reação, e quando ela choramingou, Oliver a mordeu de novo, um pouco mais forte, antes que a parte plana de sua língua o suavizasse. Ansioso para provar as outras partes de seu corpo, ele soltou o seio de sua boca, selando com um beijo selvagem, enquanto apalpava cada parte do corpo abaixo do seu.

Seus lábios percorreram o corpo perfeito. Sua pele tão macia. Seu perfume era como flores, e ele não conseguiu identificar o novo perfume que a esposa usava. Oliver poderia ter passado horas tentando descobrir, mas quanto mais perto ele chegava do cheiro intoxicante de sua excitação, mais perto ele ficava de precisar de sua própria libertação. A dor na parte inferior de seu membro era um indicador claro de que ele não duraria por muito mais tempo.

Seus olhos examinaram a calcinha, que ele percebeu, era um conjunto do sutiã que a esposa havia jogado em algum canto do quarto, que ele não fazia questão de saber qual. Com delicadeza, e uma demora que Felicity se perguntava se era propositalmente, Oliver começou a abaixar a calcinha até seus pés, e depois de alguns minutos, que para a loira tinha sido interminável, ele a jogou junto as outras peças que haviam tirado ao chegar no quarto.

Oliver se inclinou sobre ela, movendo os lábios no pescoço exposto, sentindo novamente aquele mesmo cheiro. A ponta de seu membro roçou o sexo molhado, já sem o tecido que o tampava antes, e ele gemeu instintivamente com o contato. Ela o puxou na intenção de tomar seus lábios, selvagem e prazerosamente, ao mesmo tempo em que fechava os olhos, apreciando o atrito entre seus sexos.

Seus olhos percorreram seu corpo, por um momento, notando o modo como a respiração da esposa estava ofegante e seu peito subia e descia de desordenadamente.

— Tão linda. – Sussurrou, fazendo-a abrir os olhos.

— Oliver. – Apertou as mãos em tono dos braços fortes.

— Eu te amo demais. – Felicity mordeu o lábio, e em um ato desesperado, ela o fez se deitar no colchão, se colocando em cima dele.

— Preciso de você. – Ele mordeu o lábio dela de forma provocante.

— Eu também preciso de você, baby. Com urgência. Não consigo mais suportar...

Ele apertou a bunda dela com certa força, se interrompendo. O membro de Oliver se contorceu animadamente enquanto seus olhos devoravam a mulher em cima dele. Com os olhos verde nos azuis-oceano, Felicity pegou no membro do marido com as duas mãos. Oliver colocou o braço em volta da cintura dela, levantando-a em seu colo antes que ele a inclinasse um pouco acima da ponta de seu membro, e em seguida, deslizou sua cabeça para dentro dela. Felicity ofegou com uma respiração pesada enquanto suas costas se arqueavam para baixo com a cortina de cabelo dourado, já com algumas poucas mexas que indicassem o quão não era natural – com a gravidez, ela não podia pintar —, roçando a cama. Ele a deslizou mais abaixo em seu eixo enquanto sua mão livre tocava os dedos em um dos seios.

A loira inclinou os quadris quando ela tomou outro centímetro dele dentro dela, reagindo com gemidos suaves e ansiosos para cada movimento. Ela estava molhada, escorregadia e apertada, e Oliver podia sentir cada segundo disso. A onda de choque foi instantânea e maravilhosa. Ele precisava se enterrar mais e mais dentro dela, completamente. E Felicity sentia-se da mesma forma que ele.

Com cautela, por conta da gravidez, ele jogou o corpo dela no colchão e, com pelo menos metade do seu membro ainda dentro de suas paredes escorregadias, ele levou apenas um segundo para ajustar seu ângulo, antes que ele entrasse mais fundo dentro dela, fazendo-a gemer alto, enquanto revirava os olhos, em completo prazer. Felicity apertou as pernas em torno dele, suas paredes se contraindo e se retraindo quando o marido começou a empurrar.

Os lábios de Oliver devoraram o pescoço dela com beijos quentes e úmidos enquanto ele rapidamente perdia a cabeça, a ponto de não se lembrar de sua data de nascimento, se alguém perguntasse. Ele tinha uma das mãos dela presa contra o colchão, acima da cabeça dela, embora nenhum dos dois soubessem quando isso aconteceu. Ele mergulhou mais forte, enchendo-a completamente até o punho e Felicity retaliou, afundando os dentes em seu ombro. Ele rosnou enquanto ela jogava a língua sobre as marcas que ele nem mesmo se importava, afinal, sua ferocidade simplesmente aumentava a excitação.

Em algum momento, que a loira não conseguiu definir, Oliver caiu de joelhos, antes de levantá-la facilmente no ar. Ele não queria se retirar de dentro dela, mas, com uma velocidade que surpreendeu a grávida, ele a virou de lado e ela caiu perfeitamente, e delicadamente, com as costas contra o peito do marido.

Seu braço direito envolveu a cintura não tão fina, separando um pouco mais as pernas uma da outra, antes de entrar nela novamente. Uma das mãos pequenas agarrou a beirada da cama, deixando os nós dos dedos brancos. A que estava livre, apertava os lençóis com a mesma força, deixando escapar os gemidos longos e prazerosos de seus lábios. Ela instantaneamente, mexia o quadril contra ele, sentindo muito mais intensidade.

Oliver não estava indo tão fundo como ele estava indo momentos antes, mas nesta posição seu membro estava batendo em um lugar que sabia que a esposa se deliciava. Seus olhos estavam fixos na mulher abaixo de si, seus lábios entreabertos e inchados. Suas paredes estavam molhadas de excitação e todo o seu corpo transbordava de prazer. Ela estava perto, perigosamente perto, quando o marido voltou a virá-la para ele, mas antes que ela pudesse questionar ou mesmo reclamar, ele tomou os lábios dela de forma selvagem. Deixando de lado a ação de Oliver, ela se concentrou em sentir a língua dele contra a dela, e os movimentos contínuos, fortes e profundos, levando-a a loucura.

— Oliver. – Ela ouviu o gemido, mesmo que sua língua explorava a boca dela.

— Oh, amor, tão... — Trincou os dentes, antes de rosnar. — Apertada.

As unhas dela marcavam seus ombros e costas, e ele sabia, estariam com vergões no dia seguinte. As pernas torneadas abraçaram a cintura do marido, de forma que ele pudesse ir mais fundo, e foi nesse momento em que o ouviu gemer rouco. Ela mordeu o lábio dele de forma provocante.

— Se toque, meu amor. – Ele sussurrou antes de seus lábios acariciarem o lóbulo de sua orelha e a dobra do pescoço enquanto seus olhos permaneciam presos nela.

Felicity não hesitou quando pressionou dois dedos entre as pernas, deslizando seu clitóris em círculos rápidos e irregulares. Ela podia ouvir sua respiração acelerar e seu calor se espalhar por todo seu corpo. Ela jurou que ele grunhiu a palavra mais rápido, mas ela não pede ter certeza. No momento seguinte sua mente estava gritando o mesmo comando para ela, e então a loira soube que havia escutado o certo. Ela fez o comando sem questionar ao mesmo tempo em que seus dedos brincavam e beliscaram sua protuberância antes de mergulhar entre suas dobras, onde ela encontrou a base do membro do marido abrindo–a, subindo e descendo dentro dela.

— Oh. – Ele ouviu, e por esse motivo, mordeu o lábio, se deliciando com a imagem de a esposa se contorcendo em prazer.

— Geme mais pra mim, baby.

Oliver continuou com os movimentos em um ritmo prazeroso, com os olhos ainda mais fixos nos dela, até o momento em que sua língua tomou os lábios dela de forma urgente, explorando cada parte da boca gostosa. Ele a beijou assim até que seus impulsos diminuíram e suas coxas se apertaram debaixo dela. O prazer de Oliver veio segundos depois, derramando cada gota dentro dela. Ele não disse nada quando se retirou lentamente e saiu da cama. A respiração estava ofegante demais para fazer tal coisa. E sua esposa não estava tão diferente. Seus dedos se desviaram suavemente pela barriga dela quando um sorriso surgiu em seu rosto. Mesmo que tenha sido algo bastante animalesco, ele havia pensado nos bebês dele na maior parte do tempo.

— Isso foi... – A loira se interrompeu, ofegante.

— Sensacional. – Ela o beijou lentamente, em concordância, e sentiu segundos depois, a mão dele em seu rosto, acariciando-o com o polegar.

— Eu te amo. – Sussurrou depois de se afastar.

— Eu amo vocês. – Diz, com a mão ainda pousada na barriga da esposa, que sorriu, colocando a mão por cima da dele.

Notas finais
Momento muito cute Olicity. Oliver fazendo as vontades da esposa grávida, é fofo demais, não? E ele conversando com os filhos? Quem gostou? Por favor, não deixem de comentar. Sabem que é importante para mim saber o que acharam. Aviso Importante: Gente, estou com um bloqueio insuportável. Enquanto consigo escrever CD e Seize The Day(SasuSaku), não estou conseguindo escrever Kupidon. Esse é o último capítulo que consegui escrever. Estou avisando, porque não sei se volto semana que vem com essa história. Farei um esforço para vir atualizar, mas..., tudo depende da "inspiração". Vamos crer que vai dar tudo certo. Até amanhã com Cross Destination Kissus