Kupidon

72 Capítulo Cinquenta


Notas iniciais
Para quem estava ansioso para ler o capítulo... Aqui estou eu, com ele fresquinho para vocês. Eu consegui finalmente chegar onde eu queria com esse capítulo. E vocês vão ver o quão bombástico ele está! Curiosos? Vão ler, e se preparem... Porque o capítulo está de parar o coração. Já disse demais. Boa Leitura!!

Felicity não estava feliz. Nenhum pouco feliz, por saber que seu marido viajaria. Ela odiava ficar tantos dias sem ele, e mesmo que ele fosse voltar em três dias, ainda sim, a incomodava. Compreendia que ele precisava estar em Los Angeles, mas gostaria tanto de ir com ele. Tentou fazer com que ele aceitasse que ela fosse, mas foi em vão. Não conseguiu. Ele a queria na empresa, ajudando seu pai. Injusto. Era isso que ela pensava. Era injusto ele achar que só porque estava grávida, não poderia viajar. Ela estava chegando ao terceiro mês. Era ridícula toda aquela proteção. Não estava doente, já havia dito milhares de vezes, mas quem disse que ele a escutava? Mesmo que sim, ela ainda estivesse sendo cuidadosa o tempo todo consigo mesma, mesmo que tivesse um medo gritante de perder os filhos, ela sabia que ir a L.A com o marido, não faria mal nem a ela, e muito menos aos trigêmeos. Até mesmo a sua médica ficou do lado de Oliver, quando perguntou se poderia viajar. Por que? Porque ela achava que uma viagem naquela situação em que se encontrava, não era uma boa ideia.

Tentou apelar, colocando Barry no meio da conversa, já que ele, dos amigos e familiares, era o único que sabia sobre a gravidez. Mas nem ele ficou do seu lado. O traidor, como Felicity o chamou, disse que como estava grávida, e que já esteve em uma situação de risco a pouco tempo, deveria ficar em casa, com os seguranças protegendo-a. Havia aceitado, afinal, nada mudaria a opinião de Oliver. Sabendo que teria seus seguranças por perto, ela perguntou se Barry ficaria com ela até sua volta, mas Oliver negou, para a sua surpresa. Entendeu tudo quando ele explicou que Heyley, Harley, Mina, Vicky e Violet estariam com ela, duas por dia. Não reclamou, afinal, gostava das garotas.

Felicity entrou no quarto e o encontrou com a mala pronta, ao lado dele.

— Está se sentindo melhor? – Olhou para a barriga elevada, que já demonstrava os dois meses e quinze dias de gestação.

— Estou. Foi só um enjoo matinal.

— Se não melhorar, fale com sua médica.

— Não se preocupe.

— Não me peça o impossível, meu amor. – Ele fechou os botões da camisa.

— Você precisa mesmo fazer essa viagem? – Felicity pegou na mão dele, fazendo-o segurar em sua cintura.

— Sim. Eu preciso. Na verdade, eu já deveria estar no hangar. – Ela fez um bico. – Volto em três dias.

— Está bem. Me liga quando chegar lá?

— Prometo. Fique perto dos seus seguranças, okay?

— Pode deixar. – Ela se sentou. – Eu vou na empresa para a reunião com o pessoal de IT.

— Venha direto para casa depois do trabalho, okay? – Ela assentiu. – Promete?

— Prometo. – Ela o beijou.

— Eu te amo. – Ele se levantou, saindo do quarto em seguida.

— Eu também te amo. – Ele não ouviu, mas ela não se importou, o marido sabia que ela o amava.

**--** **--**

"Oi, minha pessoa favorita"

Felicity sorriu quando viu a mensagem da amiga.

"Oi, amiga. Como você está?"

"Estou bem. E vou ficar melhor ainda se você aceitar sair hoje"

"Oh, Cait, eu prometi ao Oliver que iria direto para casa"

"Ah, Lis, é só uma saída. Não vamos beber, eu prometo"

Felicity ficou alguns minutos sem responder.

"Eu só preciso conversar com minha melhor amiga"

"Oliver vai ficar chateado, se eu o desobedecer"

"Felicity, pela sua melhor amiga. Eu não pediria isso, se não quisesse lhe contar algo sério"

"Tudo bem. Nos vemos no La Crown"

"Ótimo. Até lá"

Felicity desligou a tela do celular, arrumou as coisas do seu escritório, e se levantou da cadeira, na intenção de avisar que já estava de saída. Ela já tinha terminado tudo que tinha para fazer, e como havia combinado com a amiga, precisava chegar lá antes que ficasse muito tarde. Algo em seu interior, dizia que ela deveria falar com Oliver, mas acabou deixando para depois que estivesse em casa. Claro, ela não esconderia dele o que estava fazendo, mas como sua melhor amiga lhe implorou para se encontrar com ela, e mais, estava bastante curiosa, não achou que isso fosse ser um problema para ela e o marido. Explicaria quando chegasse em casa, e tudo ficaria bem. As gêmeas estavam com os avós, então não iriam estranhar por não a ver em casa. Saiu da sala avisando a sua assistente de que já estava saindo, e entrou no elevador. Felicity encontrou Mike perto do carro, e não demorou para vê-lo abrir a porta.

— Mike, podemos passar no La Crown, por favor?

— O Sr. Queen pediu para que fossemos direto para casa.

— Mas o Sr. Queen não está aqui agora. – O homem suspirou. – Por favor, eu vou me encontrar com a Cait.

— Ele disse...

— Eu sei o que ele disse. Mas são alguns minutos apenas. – Mike ia retrucar, mas decidiu não o fazer. Sabia como aquela mulher era teimosa.

**--** **--**

— Lis. – Ela encontrou a amiga sentada em uma das mesas. Mike ficou a alguns passos dela junto de Collin, Dylan e Gregory.

— Como você conseguiu convencer Tommy a te deixar vir?

— Eu não disse a ele que viria. – Felicity a olhou surpresa. – Eu precisava falar com você. Somos amigas, e já faz dias que não nos vemos. E ele estava com o pai dele, então só mandei uma mensagem.

— Eu também sinto saudades. Mas desde que voltei a trabalhar, não tenho tido tempo. Me desculpe. Eu vou mudar isso.

— É melhor mesmo. – Sorriu, vendo a amiga fazer o mesmo.

— Eu estou com saudades da minha pequena.

— Ela também sente saudades de você.

— Barry está com ela? – Cait assentiu. – Você tinha algo importante para me dizer?

— Sim. E eu queria que você fosse a primeira a saber.

— E o que é? – Pergunta, curiosa.

— Eu estou grávida. – Felicity sorriu.

— Mesmo? – Ela assentiu. – Cait, eu estou tão feliz por você. – Se levantou para abraça-la. – De quanto tempo?

— Dois meses. Acredite se quiser. – Elas riram. – Eu estava percebendo que meu corpo estava mudando, além de estar enjoando de manhã, então fiz um exame de sangue.

— E deu positivo.

— Deu positivo. – Elas sorriram uma para a outra, e Felicity voltou a se sentar. – Eu já imaginava que daria.

— Tommy já sabe?

— Sim. Combinamos de contar para todos no final de semana, lá em casa, mas eu precisava contar para a minha melhor amiga antes..., porque eu meio que estou surtando.

— Por que?

— Porquê..., Kitty é tão pequena.

— Cait. – Riu. – Sua filha já não é tão pequena assim. E ela vai adorar ter mais uma irmãzinha ou irmãozinho.

— Eu estou feliz, muito feliz, mas não deixo de me assustar um pouquinho.

— Vai ficar tudo bem, não precisa surtar, ou se assustar. Vai ser bom para Kitty, e para você e Tommy. Sentir esse medo, não é estranho ou errado, mas você precisa dizer sobre ele para alguém. Converse com seu marido sobre isso.

— Farei isso.

— Se eu estivesse na sua situação, eu falaria com Oliver, porque eu sei que ele me apoiaria, e me faria me sentir bem. – Era o que ela estava fazendo sempre que se sentia mal com a gravidez, mas como a amiga ainda não sabia sobre esse fato, e ela precisava de um conselho, teve que omitir um pouquinho as coisas.

— Obrigada. – Sorriu agradecida. – Você sabe que sempre pode contar comigo, certo? – Felicity assentiu, desviando os olhos. Cait percebeu que a amiga ficou estranha de repente. Sabia qual era o problema dela, sabia que o que ela lhe disse, era a mais pura verdade, era o que ela estava fazendo. Como não queria deixá-la incomodada, e não queria pressioná-la a falar da gravidez, decidiu mudar de assunto. – Então, Como Oliver ficou quando você disse que estaria aqui comigo?

— Eu não contei. – Cait começou a rir.

— Nós duas somos uma figura.

— Ele vai ficar chateado. Tenho certeza. – Balançou a cabeça. – Eu prometi que iria para casa. Odeio não cumprir com minha palavra.

— Você não fez na maldade, Lis.

— Eu sei. Mas ele..., ele vai ficar chateado comigo, e eu estou realmente preocupada.

— Você vai saber lidar com ele. E se precisar, pode contar sobre a minha gravidez. – Diz sorrindo, enquanto pegava na mão da amiga. – Quando eu pedi para vir até aqui, não foi para você descumprir uma promessa a ele. Pensei que contaria ao seu marido.

— É. Eu deveria ter contado. – Suspirou, olhando para Mike. Cait fez o mesmo.

— Ele não está feliz.

— Não. Não está. – Suspirou.

**--** **--**

Mike olhou para Felicity pelo retrovisor. Ela tentava falar com o marido desde que saiu do restaurante, e por algum motivo ele não atendeu. A senhora Queen estava preocupada, Oliver tinha ligado para ela mais de seis vezes, e por ela ter colocado o celular no vibrador, não ouviu. Droga, ela pensou. Estava enrascada. O que ele deveria estar pensando? Será que ele deve estar preocupado, porque não atendeu ao celular? Será que ele gritaria com ela por causa disso? Ela deve ter deixado o marido preocupado, e ela odiava isso, principalmente por estar nessa situação. Olhou para a barriga, colocando uma das mãos em cima, pensando no que o marido deveria estar pensando naquele momento. Pelo menos ele não estava sabendo sobre não ter cumprido com a promessa que fez. Mordeu a parte interna da bochecha.

— Mike... – Ela chamou quando estavam quase chegando em casa. – Poderia não contar ao Oliver que eu fui ao La Crown hoje? – Guardou o celular na bolsa. – Eu..., quero contar pessoalmente, quando ele chegar depois de amanhã.

— O Sr. Queen já sabe, Felicity. – Ela o olhou indignada. – Ele me ligou quando você e Caitlin estavam no restaurante.

— Merda. – Ele a ouviu xingar. – Estou ferrada. – Sussurrou novamente, passando a mão livre nos cabelos, antes de se voltar para o segurança. – Por que não me disse?

— Ele disse que não era para eu dizer nada a você. – Felicity então soube que estava encrencada. Eles desceram do carro e caminharam até o elevador.

— Ele não quis falar comigo?

— Não. – Ela passou uma das mãos nos cabelos, compreendendo porque ele não tinha lhe atendido.

— E ele estava muito chateado comigo, por eu não ter dito que sairia?

— Ele não disse. – Suspirou. – Mas pela voz dele, ele não estava muito feliz. – Ela entortou a boca. – Disse que ligaria mais tarde. – Assentindo, Felicity digitou a senha e assim que as portas do elevador se abriram, os dois entraram no apartamento. Ela sabia que ele estava ali para verificar se estava tudo certo.

— Eu vou para o meu quarto.

Mike não respondeu e ela caminhou para onde tinha avisado. Ele também estava chateado, ela pensou. Retirou os saltos assim que chegou ao quarto, colocou a bolsa no chão, perto da cama, e acendeu a luz, entranhou quando não quiseram acender. Ela olhou para o teto. Era só o que faltava para sua noite piorar, ela pensou. Sentou-se na cama, tirando os anéis, com exceção do de casamento, e colocou em cima da mesa de cabeceira.

Não parava de pensar no fato de que poderia ter deixado seu marido chateado. Poderia, não, ela tinha certeza de que ele estava chateado. Ela deveria ter ligado para Oliver, e explicado a situação. Ela não pensou nisso, no momento só queria estar com a amiga, a curiosidade bateu mais forte. Respirou fundo e se levantou, foi até o banheiro e percebeu que a luz de lá também não acendia. Felicity estranhou, e por esse motivo apertou o interruptor por mais quatro vezes, e nada.

— Mas o que...? – Ela arqueou as sobrancelhas, e caminhou até o abajur ao lado da cama, acendendo-o. – Isso está estra... – Ela não conseguiu terminar a frase, pois viu uma sombra, que a fez gritar.

— Olá, amor. – Ela tremeu quando ele a puxou, juntando os corpos. – Somos só eu e você agora.

— Mike. Mike.

Ela gritou várias vezes, tentando se soltar. Ele não parecia estar preocupado, pois sorriu. Felicity deu uma joelhada nas partes íntimas dele, e com a dor, ele a jogou na parede. Ela reclamou de dor, e sentiu algo escorrer em seu cotovelo. Ela havia batido o local em um dos porta-retratos, e com certeza era esse o motivo do sangue, que mesmo que ela não pudesse ver, ela conseguia sentir quando uma de suas mãos tocou o lugar onde sentiu a pancada. Ela só queria que tudo aquilo fosse um enorme e desesperador pesadelo. Só isso. Mas ela sabia que não era. Tinha que dar um jeito de correr para fora do quarto, e encontrar seus seguranças, ou homem a sua frente a levaria para longe. Ela estremeceu só de pensar. Respirando descontroladamente, sentindo suas pernas bambas, e com um medo agoniante em todo seu ser, ela se levantou, mas Cooper conseguiu se recuperar antes que ela desse algum passo para longe do quarto, e se colocando atrás dela, ele a segurou com força, tampando a boca dela com uma das mãos.

— Eu só quero você, querida. Venha comigo e vai ficar tudo bem. – Não deu tempo de ela lhe responder.

— Felicity. – Mike entrou no quarto com uma arma. – Solte-a. – Felicity gritou abafado quando ele a apertou ainda mais forte.

— Você tem certeza de que vai atirar? Quais as chances de ela levar o tiro no meu lugar? – Diz, completamente insano.

— Não acredito que você a machucaria.

— Não tenha tanta certeza disso. – Rosnou, e com a mão livre, ele puxou os cabelos dela com uma certa força, fazendo com que ela gritasse, ainda que a mão dele ainda tampasse sua boca.

— Pare, está machucando-a.

— Para você ver como eu não estou brincando sobre machucá-la. – Puxou os cabelos dela mais uma vez. – Isso é por ter fugido de mim, querida. Eu amo você, sabe disso..., mas merece ser castigada. – Ela chorou, fechando os olhos.

— Não faça nada com ela.

Mike pediu, sabendo que estava em desvantagem. Precisava pensar bem antes de colocar a mulher a sua frente em perigo. Oliver não o perdoaria, e nem ele mesmo o faria, caso algo acontecesse a Felicity e os bebês que ela espera. Seus olhos até a barriga. Era perigoso, tudo poderia acontecer em questão de minutos. Estava sozinho. Logo quando estava sozinho. Ele piscou algumas vezes, se lembrando de algo importante. Devagar, e vendo que o homem olhava para a loira que estava presa em seus braços, Mike levou a mão livre até sua a orelha, acionando um botão de emergência que estava ligada ao comunicador. Não demoraria que alguém o auxiliasse, em especial o único homem que estava no andar de baixo, conversando com a noiva no celular. De repente, Gregory se aproxima de mansinho, por trás de Cooper, colocando a arma na cabeça dele. Felicity tremia, tão assustada, que só percebeu que havia mais alguém na cobertura com ela e Mike quando ouviu a voz de seu outro segurança.

— Solte-a. Agora. – Ele praticamente rosnou.

— Você não teria coragem de atirar.

— Não me subestime.

Cooper, irritado, principalmente por seu plano não estar saindo como imaginava, tira uma faca que havia escondido dentro da calça e joga Felicity no chão, indo para cima de Gregory que consegue desviar. Ele lutaria com o outro, sem problemas, e o faria se arrepender de ter colocado não só os olhos sobre a loira, mas as mãos também. O garoto estava irritado, mais que irritado, estava com ódio, e ele faria o imbecil sofrer com as consequências, em especial, de ter se metido com a mulher na qual ele tinha muito apreço. Mike ajuda Felicity se levantar, e se coloca na frente dela, na intenção de protegê-la. Apontou a arma na direção dos homens que lutavam, corpo a corpo, mesmo que um deles tivesse uma faca em mãos, mas não pode atirar, com medo de errar o alvo. Estava transtornado. Sentia seu sangue ferver.

— Gregory.

Felicity grita quando a faca passa de raspão no rosto dele. Mike colocou um dos braços na frente do corpo da esposa de seu chefe, impedindo-a de se aproximar, ainda apontando a arma, dessa vez, na intenção de impedir que o outro se aproximasse de alguma forma. Mike conhecia Gregory a bastante tempo para saber que ele não perderia, mesmo que estivesse em desvantagem. O segurança dá um soco na cara de Cooper, e desvia do objeto cortante mais uma vez. De forma rápida, ele chuta a mão de Cooper, fazendo com que ele solte a faca. Para terminar, Gregory dá uma cotovela no rosto dele, e então o soca com força, fazendo com que ele caísse no chão, inconsciente. Felicity colocou a mão direita no peito, um pouco aliviada, além de ainda temerosa.

— Você está bem, Felicity? – Ela não conseguia desviar os olhos do rosto desmaiado de Cooper. – Ele te machucou?

— Ela está bem. – Mike diz, quando percebe que ela estava em choque. – É melhor amarrá-lo.

— Deixa comigo, fica de olho nele. – As portas do elevador se abrem.

— Mas que merda... – Eles ouvem.

— Dylan fica de olho no maldito. – Ele assentiu. – Collin, tira a Felicity daqui.

— Venha comigo, Felicity. – Ela não conseguia se mexer, por isso Collin a pegou pelo braço, de forma cuidadosa e a tirou do cômodo.

**--** **--**

Ela observava todos aqueles policiais em seu apartamento. Haviam levado Cooper, que já havia despertado, para a delegacia, mas antes de ele sair, ela a olhou do mesmo modo de antes. Ele estava prometendo que voltaria. Com os olhos, ele dizia que se encontrariam novamente. Como ela sabia disso? Todos aqueles dias com ele, quando ele a sequestrou, ela pôde conhecê-lo bem. Tremia só de imaginar que ele poderia ser solto. Sem perceber, colocou a mão na barriga. Seus filhos estavam bem. Tinha sido sorte. Sorte de nada acontecer com seus bebês, sorte de que as gêmeas estavam com os avós, sorte de que ele não conseguiu levá-la.

Ela fechou os olhos, ouvindo alguns policiais conversarem. Ouviu ao fundo, Quentin conversando com alguém, que ela só pôde saber quem era quando ouviu a voz. Era Mike. Ele estaria contando mais uma vez tudo que aconteceu? A loira não queria ter que reviver aquele momento desastroso, mesmo que precisasse, com certeza, depor. E ela faria isso. Faria com todas as suas forças, mesmo que estivesse com medo, porque ela queria se ver livre dele de uma vez por todas. Felicity ouviu Quentin chamá-la, e os passos dele se aproximar dela, e por esse motivo, ela abriu os olhos.

— Felicity, você sabe que agora que o pegamos, você precisará depor no julgamento, certo? – Ela assentiu.

— Quentin..., ele não vai se livrar dessa, vai?

— Os policiais de Gotham nos mandaram tudo que eles tinham sobre o seu sequestro. É impossível ele ficar livre, principalmente depois do que ele tentou fazer hoje.

— Eu não entendo, como ele conseguiu entrar aqui? – Quentin olhou para todos os seguranças que estavam com a equipe da polícia.

— Eu acho que essa é a pergunta que todos os seus seguranças estão se fazendo. – Ela assentiu. – Nós encontramos um veículo, dentro dele tinha algumas fotos suas com ele, outras só estava você..., com cabelos negros...

— É. Nessa época, eu e ele namorávamos. – Quentin assentiu.

— Tinha também um vidrinho com "boa noite cinderela". – Felicity estremeceu.

— Felicity... – Ela olhou para a mulher que a chamou. – Você precisa disso. É chá verde. Vai te acalmar. – Felicity pegou, mas não estava nem um pouco afim de tomar. Seu estômago estava se revirando.

— Obrigada, Harley.

— O Sr. Queen está chegando em casa... – Felicity assentiu.

— Então, eu vou encerrar por aqui. Qualquer coisa a mais que se lembra, me procure, está bem? – Ela voltou assentir. – Descanse. E não se preocupe, o que temos do Cooper, vai fazê-lo apodrecer na cadeia.

— Obrigada, Quentin.

— De nada. – Ele se levantou e a deixou sozinha com a namorada de Nate.

— É melhor se deitar, você está pálida.

— Eu preciso mesmo, Harley. – Ela se levantou do sofá, mas sentiu uma tontura. Só não foi ao chão porque a ruiva a segurou.

— Felicity?

— Me ajuda a chegar até meu quarto?

— Claro. – Fez com que a loira se apoiasse nela, e juntas, caminharam para o segundo andar.

**--** **--**

Oliver estava sentado em uma poltrona que ficava um pouco longe da cama de sua esposa. Ele a observava dormir. Tinha chego de madrugada, ela já dormia, mas ele mesmo não conseguiu dormir. Ficou imaginando o que teria acontecido com Felicity se seus seguranças não estivessem com ela. Não conseguia parar de pensar, desde que soube o que houve. O medo que sentiu, por sua esposa, grávida, ser submetida àquela situação perigosa. O loiro se perguntava como Cooper tinha conseguido entrar em seu apartamento. Se perguntava o que raios tinha acontecido, que ninguém havia percebido. Os seguranças estavam transtornados. Eles não haviam conseguido prever o que o outro fez. Eles não imaginaram como o outro havia conseguido entrar no apartamento, que tinha como segurança, um elevador com senha.

Assim como Mike e Gregory, Tyler desconfiou que alguém tivesse dado a senha para Cooper, pois haviam verificado o sistema, e não havia indício de alguém havia raqueado. E cada dia, eles tinham mais ódio do maldito que estava os traindo. Eles não tinham provas, mas tinham alguém em mente. O mais estranho, era que estavam de olho nele o tempo todo, e o cara parecia estar limpo.

Enquanto olhava a esposa dormir, ele pensava na noite anterior, mais uma vez. Ela saiu com Caitlin, mesmo prometendo que iria direto para casa, e então, aquela merda acontecia. Ele estava chateado pela esposa não ter cumprido com sua palavra. E se perguntava por que ela faria algo, sem ao menos falar com ele antes. Balançou a cabeça, decepcionado. O problema não foi ela sair, foi ela não dizer que iria fazer isso. Tinha o direito de ficar chateado, porque tinha certeza, ela ficaria do mesmo jeito se estivesse na mesma situação que ele. De repente, Oliver a viu se remexer na cama, e abrir os olhos devagar.

— Oliver. – Se sentou na cama. Ele ficou em silêncio, e ela não soube o que fazer, porque tinha certeza de que ele estava chateado. – Quando você chegou?

— Á quatro horas. – Sua voz saiu rouca.

— E por que não me acordou? – Ele não respondeu, se levantou e caminhou até ela.

— Você está bem?

— Estou. – Oliver assente, passando a mão direita no rosto dela, desviando os olhos para a barriga dela.

— E os bebês?

— Eles estão bem. Um médico veio me ver antes da polícia chegar. – Ela esperou que ele dissesse algo; o que não aconteceu. – Oliver, eu..., eu sinto...

— Eu tenho que ir trabalhar.

Se afasta, caminhando até o banheiro, interrompendo-a. Mesmo que doesse em sua alma, deixá-la sozinha, e tratá-la daquela forma, ele não conseguia conversar naquele momento. Só estava ali, até aquele momento, porque precisava olhar nos olhos verdes dela, e ouvir de sua boca, que ela estava bem. Felicity mordeu a parte interna da bochecha, percebendo o que já sabia, que ele estava não só chateado, mas decepcionado, e por isso decidiu segui-lo.

O marido estava com o corpo todo embaixo do chuveiro, quando ela chegou ao banheiro. Abriu a porta do grande box, mas ele nem mesmo se virou, como faria normalmente. Mesmo sabendo que ele não estava querendo conversar, e que tentava controlar o que sentia, não querendo magoá-la, ela retirou a camisola e entrou, abraçando-o pela cintura, erguendo a cabeça para poder olhar nos olhos azuis.

— Fala comigo. – Ele fechou os olhos. – Eu estou bem, se é isso que te preocupa.

— Não é só isso. – Ele enfim diz.

— Então o que é? – Oliver suspirou, e se afastou do corpo dela. – É porque eu saí com a Cait? – Ele continuou calado. – Não vai mesmo me dizer? – Ele olhou nos olhos dela, suspirou e a deixou debaixo do chuveiro, sozinha.

— Eu estou atrasado.

— Eu também estou. – Oliver se virou depois de pegar a toalha.

— Você vai ficar em casa hoje.

— O que? – Ela o olha indignado. – Não vou não.

— Felicity, você vai ficar. – Diz, tentando controlar sua voz.

— Eu tenho que desconfigurar um programa no sistema dos computadores da QC.

— Outra pessoa pode fazer isso. – Diz, sem olhar nos olhos dela.

— Mas ninguém é melhor que eu.

— Faça o que eu estou pedindo pelo menos uma vez, por favor.

Ele diz, um pouco grosso, olhando nos olhos verdes dela, antes de caminhar para fora do banheiro. Ele queria falar daquela forma? Não. Mas a raiva acabou falando mais alto. Mesmo que quisesse voltar e pedir desculpas, ele não faria. A esposa precisava pensar sobre o que fez, e entender os motivos de ele ter ficado tão chateado, decepcionado, e até mesmo com raiva. Felicity decidiu então terminar o banho, não adiantaria mesmo brigar com ele. Seria tudo perda de tempo, porque do jeito que ele estava, ele não falaria nada. Além disso, ela tinha certeza de que ele estava chateado por conta da promessa não cumprida. E ele tinha todos os motivos para ter raiva. Para ficar chateado consigo. Ela também ficaria, se ele saísse e não lhe avisasse. Havia feito uma grande burrada.

Quando a loira saiu do banho, o marido já não estava no quarto. Suspirando, ela pegou um vestido soltinho, verde água com flores brancas, penteou os cabelos molhados depois de passar o creme e então descalça, desceu as escadas. Ao chegar à cozinha, ela se encontrou com Vicky que havia sido a escolhida do dia para lhe cuidar, em especial, de sua alimentação, durante os dias em que Alissa estivesse de folga. Olhou no pequeno quadro que estava pregado na geladeira, vendo que Oliver havia colocado Violet e Mina para o dia seguinte, o que queria dizer, que ela não iria trabalhar novamente. Suspirou, tentando não ficar chateada, afinal, o marido tinha mais motivos que ela. Se sentou à mesa, pensativa.

— Bom dia, Felicity.

— Bom dia, Vicky.

— O que vai querer de café da manhã? – Felicity balançou a cabeça. – Mas você precisa se alimentar.

— Só vou querer um suco, por favor. – A mulher de curtos cabelos preto azulado assentiu, mesmo que inconformada. Felicity ouviu seu celular, que estava em cima da mesa, vibrar.

"Lis, eu soube do que houve, você está bem?"

Era uma mensagem da Laurel, no grupo que Thea tinha criado para elas.

"Amiga, como você está?"

"Fiquei preocupada com você"

Felicity então decidiu responder.

"Eu estou bem. Mike e Gregory conseguiram pegar Cooper"

Mandou a mensagem.

"Como ele entrou na cobertura, Lis?"

Caitlin enviou.

"Eu ainda não faço a menor ideia"

"Lis, que bom que respondeu"

Essa última era de Laurel.

"Estávamos todas preocupadas"

"Já está tudo estampado nos jornais, nas revistas e até mesmo na internet"

Thea mandou para a irmã um link.

"Se você quiser ler"

"Eu não quero ler nada disso no momento"

Felicity mandou.

"Eu só penso no que fazer para Oliver falar comigo"

"Vocês não estão se falando?"

Lena mandou e em seguida Cait.

"É por termos saído ontem?"

"Vocês já estão brigados de novo?"

Thea mandou um bichinho rolando os olhos.

"Não é hora pra isso"

Laurel repreende a ex-cunhada

"Foi mal, eu sei disso. É que vocês são muito complicados"

"Thea, a situação é complicada"

A irmã pediu desculpas novamente, quando viu a mensagem de Lena, e mandou emoticons de beijinhos. Felicity não pôde deixar de sorrir.

"Tudo bem, irmãzinha"

A Queen suspirou, esperando pela mensagem de Caitlin. Ela estava escrevendo.

"Você deve estar estressada, mas Oliver deve estar tanto quanto"

"Eu só estou preocupada"

Respondeu.

"Ele não falou com você?"

Lena enviou ao mesmo tempo em que Laurel

"Eu acordei e ele estava me observando. Mas não conversamos direito"

"Tenho certeza de que é por eu ter saído ontem sem avisá-lo"

"Ele foi trabalhar?"

"Foi sim, Lena"

"Ele vai voltar com a cabeça mais fria, e então vocês conversam"

"Ele precisa de tempo. Deve ter ficado assustado. Afinal, Cooper quase a levou, Lis"

Suspirou ao ler as mensagens de Lena e em seguida de Cait.

"Espero que quando ele chegar, ele fale comigo"

Olhou para a panqueca que Vicky colocou a sua frente.

— Coma, está bem?

Ela saiu da cozinha e a loira bufou. Agora teria que comer, não jogaria aquilo fora, Felicity pensou, olhando para o prato a sua frente.

"Podemos nos falar mais tarde?"

"Estou cansada"

Mandou.

"Tudo bem. Mas qualquer coisa você liga"

Thea mandou.

"Não deixe de ligar, caso precise, por favor"

Leu a mensagem de Lena.

"Até depois então, amiga"

"Descanse"

Laurel e Cait mandam a mesma mensagem.

"Beijos".

Mandou, antes de desligar a tela do celular e começar a comer, mesmo que não tivesse vontade.

**--** **--**

Passava do horário de almoço e Oliver ainda não tinha chego em casa, e isso fez Felicity se agoniar tanto que não conseguia parar quieta. Ele nunca deixava de almoçar com ela, principalmente depois que descobriram a gravidez. Ela se perguntava se ele ainda estava irritado com ela. Não estava conseguindo conter sua ansiedade diante a falta de notícias de Oliver. Ele não havia ligado ou mandado alguém ligar para visar que não chegaria tão cedo, e ele nunca deixava de fazê-lo. E ainda tinha o fato de sua demora a estar deixando ainda mais tensa do que já estava. Tensa porque não sabia o que esperar quando ele enfim chegar. Mais cedo ele não havia conversado com ela direito, se alterou, demonstrou o quanto estava irritado, e decepcionado, e ela não sabia se era só pelo fato de Cooper ter conseguido entrar no apartamento ou também pelo fato de ela ter saído com Caitlin. Com certeza era as duas coisas, e era isso que a deixava tão angustiada. Não era sua intenção deixá-lo decepcionado consigo. Não era sua intenção não cumprir com a promessa que havia feito. E agora estava arrependida, mas não por ter saído com Cait, mas por não ter avisado. O que teria acontecido se tivesse ido para casa mais cedo? Poderia ter sido pior. E ela não gostava nem de pensar.

Durante aquelas horas em que se passaram – seis, para ser mais exato –, a loira comeu tudo que havia na geladeira –incluindo um tablete de manteiga –, para a surpresa de Vicky. Ela havia tentado fazer Felicity comer mais cedo, e infelizmente foi inútil, mas depois de poucas horas, a viu comer todas aquelas coisas, sem se importar nenhum pouco se poderia passar mal. Isso havia deixado a agente não só surpresa, mas também desconfiada. Mesmo depois de todas aquelas coisas que comeu – a maioria gordurosas – ela não passou mal, ou se sentiu enjoada, nem nada, e grávida nem mesmo percebeu esse fato. Ela estava normal – tirando o fato de ainda estar com a feição preocupada no rosto –, sentada no sofá da sala, com a TV ligada, e com uma taça enorme com sorvete nas mãos. Felicity sabia que deveria se controlar, mas acabou não conseguindo fazê-lo diante a situação em que se encontrava.

O som do elevador chamou a atenção da grávida, fazendo com que ela deixasse a taça de vidro em cima da mesa de centro, junto de outras coisas que havia comida a algumas horas atrás. Se levantando, os olhos verdes encontraram os azuis de Vicky, e então teve a certeza de que a pessoa dentro do elevador era seu marido. Não demorou muito para vê-lo sair com uma expressão cansada no rosto. Seus olhos se encontraram, mas Oliver não disse nada, apenas caminhou até ela, beijou sua testa, e se virou para a agente.

— Obrigado por ficar com ela, Vicky. – A mulher sorriu.

— Sempre que precisar. – Ele assentiu. – Já que chegou, eu vou indo.

— Obrigada. – Felicity agradece a mulher. – Até a próxima. – Seus olhos acompanharam a mulher entrar no elevador, e as portas se fecharem. Suspirou antes de se voltar para o marido, que já havia caminhado até a sala, e tinha o cenho franzido.

— Você comeu todas essas coisas?

— Você vai me dar sermão? – Eles se fitaram.

— A médica pediu...

— Eu sei o que ela pediu, eu não preciso que me lembre. – Acabou sendo grosa, o que fez com que Oliver se controlasse para não discutir. Arrependida, ela respirou fundo antes de se desculpar. – Me desculpe. Você não veio almoçar, não mandou notícias...

— Estava em uma reunião infernal até poucos minutos atrás, Felicity.

— E não podia pedir que Hanna me avisasse? – Ele não respondeu, e se jogou no sofá. – Você ainda está irritado comigo.

— Eu não estou irritado. – Diz, antes que ela termine a frase. – Só..., decepcionado.

— Porque eu saí com a Cait? – Se aproximou, gesticulando. – Oliver, eu estava mais segura com ela do que nesse apartamento, se não percebeu. – Ele ficou tenso de repente, e ela suspirou. – Não é só isso. – Ela soube imediatamente. – Tem mais. Está assim porque Cooper conseguiu entrar no apartamento, e por um momento...

— Ele podia ter levado você. – A cortou, olhando-a. – Podia ter te machucado, e aos nossos filhos..., e eu não pude fazer nada. – Felicity se sentou ao lado dele, no instante seguinte.

— Você não tem culpa do que houve.

— Eu prometi te proteger, e por alguns minutos, você esteve em perigo.

— Os agentes que contratou me protegeram.

— Eu não estava aqui. – Felicity aproximou seu corpo do dele, colocando uma das penas, por cima da dele, ao mesmo tempo em que seus braços rodeavam seu pescoço.

— Oliver, me escuta, você não poderia fazer nada para impedir o que aconteceu. Você estando aqui ou não, isso aconteceria, de uma maneira ou de outra. Você não tem culpa de não conseguir impedir de ele entrar. Outra pessoa tem. Outra pessoa, que o deixou entrar. – Sentiu os músculos dele se tensionarem. – Eu estou bem agora, super protegida. Mais do que antes, porque agora mesmo com as meninas aqui, Gregory e Collin veem me ver a cada cinco minutos. – Revirou os olhos, mesmo que se sentisse agradecida pela preocupação.

— Tive medo de perder vocês. – A mão dele foi até o rosto corado, tocando com carinho, enquanto a outra pousava sobre a barriga avantajada. – Eu não pensei duas vezes antes de pegar o jatinho e vir para casa, com medo de que... – Se interrompeu.

— Estou bem. Um pouco assustada, não posso mentir, mas estou bem.

— Eu não estou. – Ela sentiu seus olhos lacrimejarem, e o abraçou, sentindo os braços dele rodearem seu corpo de forma carinhosa.

— Desculpa não avisar que eu saí com a Cait.

— Tudo bem. – Sussurrou. – Tenho que admitir que se você não estivesse com ela, algo pior poderia ter acontecido. – E ele não gostava nem de pensar. – Eu não me perdoaria se algo acontecesse com vocês. Não me perdoaria se ele conseguisse levá-la. – Ela o olhou nos olhos.

— Oliver, eu nunca te culparia se isso acontecesse, então por favor, não o faça. – Ela pede alisando o rosto dele com ambas as mãos.

— Eu te amo. Te amo tanto..., que não consigo suportar pensar que posso te perder.

— Não vai. – Balançou a cabeça, e então deixou um sorriso aparecer em seus lábios. – E eu também te amo. Muito.

Ele a trouxe para seu colo, e a abraçou, tomando cuidado com a barriga na qual carregava seus filhos. Seu corpo tremia só de lembrar da voz de Nate contando o que havia acontecido. Quase parou de respirar, pensando no pior – que não aconteceu –, que nem mesmo quando a viu dormir tranquila na cama deles, o fez parar de se preocupar. Mesmo sabendo que o Sheldon estava preso, não sentiu aquele alívio. Pensou que ao ver os olhos claros da esposa, ele se acalmasse, mas nem isso aconteceu. Primeiro ficou muito irritado por ela ter saído, mesmo prometendo não o fazer, e pior, não o avisar sobre isso, depois ficou irritado porque ele não estava com ela quando tudo aconteceu, e então veio a culpa. Culpa por não ter conseguido impedir que ela o visse mais uma vez. Se culpou por aquele homem quase ter levado Felicity e seus filhos. Se não fosse pelos seguranças, em especial Gregory, que lutou com o outro, o que teria sido de sua família? Agradecia mentalmente pelas gêmeas não estarem no apartamento. Abraçado a esposa, ele suspirou, pensando que agora estava acabado, e eles poderiam viver em paz. Sem medo, porque Cooper Sheldon enfim estava preso, e não sairia de lá tão cedo.

Notas finais
É isso mesmo que vocês leram, Cooper entrou no apartamento. Eu sei que alguns de vocês vão achar essa cena um pouco parecida com um filme, mas... acreditem ou não, eu já tinha essa cena escrita desde que comecei a postar o primeiro capítulo de Kupidon, o que quer dizer que eu ainda não tinha visto o filme. Estranho? Foi mais estranho ainda para mim, mas eu não quis excluir essa cena, afinal, ela é importante para os outros acontecimentos. O importante é que agora Cooper está preso. Mas até quando? Espero por comentários. Estou ansiosa para saber o que acharam. Ah, quero avisar que atualizei o cronograma das minhas histórias. Não deixem de dar uma olhadinha: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1YlmhP4it3SJytaiCTd1LzOoyiRw-E8wfchN0I3zuMDg/edit?usp=sharing