Kupidon

73 Capítulo Cinquenta e Um


Notas iniciais
Pessoas maravilhosas da minha vida, estou de volta com mais um capítulo. Eu sei que eu novamente não vim com a atualização mais cedo... Mas esse final de semana eu estive em um "evento" da igreja. Foram três dias seguidos, e eu fiquei extremamente cansada. Ainda não recuperei minhas energias. Praticamente dor o dia todo, e meu corpo quer mais cama. Mas..., tenho que regularizar agora. Voltar a mesma rotina de antes. O importante é que estou aqui. E eu espero que aceitem mais uma vez, minhas desculpas pela demora. Espero que gostem do capítulo de hoje. Ele está menor do que eu normalmente escrevo... Mas é porque eu realmente não estava conseguindo escrever. Quem sabe quando eu torná-lo Original, eu não acrescento mais alguma coisa? Não acho muito difícil de acontecer, já que estou escrevendo algumas coisas que só o Orignal terá. OPS! Falei demais! Explico melhor - para quem não está sabendo dessa notícia - nas notas finais Boa Leitura!!

Felicity tentava ao máximo se impedir do que estava querendo fazer. Ela tentou, muito, fazer aquela vontade incessante passar, mas de nada adiantou. Ela havia comido vários tipos de fruta, que estava na geladeira, tomou sorvete, comeu banana com queijo, entre outras coisas que havia achado no armário, e mesmo assim não passou. Só de imaginar o cheiro, já sentia água na boca. Foi por ficar quase louca que ela pediu para que Mike, Dylan, Gregory e Tyler, já que Collin estava com os gêmeos no parque, que a acompanhasse até o mercado mais próximo. A loira ficou com o pote em mãos, durante quase uma hora, pensando se levava ou não. Imaginando a carranca do marido ao descobrir sobre sua loucura.

Uma hora depois, ela chegou em casa com o pote com o conteúdo marrom claro dentro, e sentada a mesa da cozinha, ela colocou o pote na mesma, e a observou. Ela segurava o pote vez ou outra, fazia menção de abrir, mas logo desistia, sabendo que não deveria. Havia comprado na intenção de fazer seu desejo passar. Como foi inocente. Apoiou o queixo na mesa de vidro, e focou os olhos no pote, sem tirar ambas as mãos dele. Sua boca salivava, e mesmo assim, ela estava fazendo um esforço sobrenatural para não abrir e comer. Mordeu o lábio depois de se colocar ereta, e quando foi abrir o pote, uma voz a interrompeu.

— O que diabos está fazendo, Felicity?

Ela estremeceu por inteira. Fechou os olhos, ao ouvir a voz tão conhecida por ela. Ele tinha que chegar justo na hora. Ela sabia que faria uma loucura, uma loucura sem tamanho, e por esse motivo, ela tinha certeza de que ouviria um sermão de duas horas. Senão mais, ela pensa. Respirou fundo, antes de enfim olhar para o marido, que tinha uma expressão séria no rosto, além de estar visivelmente preocupado.

— Fe-li-ci–ty. – Insistiu.

— Nada. – Ele franziu o cenho, incomodado, descontente e esperando pela resposta verdadeira, e por esse motivo ela se encolheu.

— Você não ia comer...

— Não. – O cortou rapidamente. – Claro que não. Eu nem mesmo abri o pote. Vê? Está lacrado, Oliver. – Mostrou o pote ainda com o lacre.

— Então por que você tem isso nas suas mãos? – Ele estava mais que preocupado, até mesmo estava trêmulo. Ela se sentiu mal por deixá-lo assim.

— Eu..., estou com um desejo insuportável de manteiga de amendoim. – Confessou.

— Mas você é severamente alérgica, Felicity.

— Eu sei, mas tenta dizer isso para os nossos bebês? – Colocou a mão na barriga já maiorzinha. – Eu comi todas as frutas que estavam dentro da geladeira, Oliver. – Ele arqueou uma das sobrancelhas. – Comi banana com queijo, iogurte com mel e achocolatado, pão com goiabada e salame..., e nada fez efeito. – Fez um bico ao terminar de falar. – Eu juro, não ia realmente comer.

— Me responda algo, com sinceridade..., você saiu para comprar esse pote? Porque nós não temos nada com amendoim aqui em casa.

— Eu..., pensei que se eu comprasse, e apenas cheirasse... – Se interrompe completamente envergonhada. – O desejo iria passar.

— Meu amor, nós podemos fazer o desejo passar de outra forma. – Beijou sua bochecha. – Me dê isso. – Ela deixou que ele pegasse o pote, e então o viu jogar na lata de lixo que se encontrava ali perto deles. – Os desejos de manteiga de amendoim geralmente são ocasionados por deficiência de sal, gordura insaturada e aminoácidos, baby. – A fez se levantar. – Tem muitos alimentos que podem substituir esse seu desejo. Abacate, azeite de oliva, azeitona, peito de pato, chocolate...

— Chocolate? – A grávida se animou, e o marido acabou sorrindo.

— Vem comigo. – Ele pegou na mão da esposa, e a puxou para o elevador. – Nós vamos na Bella Napoli e vou te comprar uma pizza média de chocolate.

— Eu já disse que eu te amo?

— Hoje, não.

— Bom, eu amo. Mais do que pode imaginar. – Sorriu, lhe dando um beijo na bochecha em seguida. – Mas, amor, eu acho que vai ter que ser uma grande.

— O que eu não faço pelos amores da minha vida?

**--**

Oliver e Felicity dormiam tranquilos na cama. Sem pesadelos, sem preocupações, sem que estivessem acordados de madrugado por causa dos enjoos e desejos estranhos da loira grávida. Oliver se divertia com os hormônios da esposa, se divertia em como ela mudava de humor rápido. E claro, não poderia se esquecer da libido crescente que ela andava tendo. Era maravilhoso, em sua opinião, e a melhor parte do dia, quando era pego de surpresa — ou nem tanto — por uma loira grávida e gostosa, lhe beijando provocantemente, com o corpo todo em cima do seu, tão provocante quanto. E o loiro estava adorando vê-la passar por todas aquelas sensações, e não saber o que fazer com elas. Era diferente, para Felicity. Ela não havia sentido aquelas coisas antes, só os enjoos, isso ela sentiu nas duas primeiras vezes.

A esposa se virou em seus braços, ficando as costas encostadas em seu peito. Tranquila, calma, serena, era assim que ela dormia naquele momento. Parecia que nada a acordaria, nada atrapalharia seu sono, e ele gostava de vê-la daquela forma, principalmente, porque ele odiava acordar com os gritos desesperados da esposa. A apertou com carinho, para que ela não saísse de perto dele, e acabou por sentir o cheiro do perfume natural que vinha do corpo e dos cabelos dela. Abriu os olhos por alguns minutos, e percebeu que ela tinha uma das mãos na barriga já grandinha, enquanto que a outra estava debaixo do queixo. Linda, como sempre. Sorriu e voltou a fechar os olhos. Estava bom ali, junto dela. Não dormiu novamente. Não sentia sono, só estava querendo ficar tranquilo aconchegado a esposa, por mais um tempinho. Sabia que não demoraria a serem chamados pelas gêmeas. Em algum momento, que ele não soube definir, a esposa acordou; ele soube disso pela forma que ela respirava e se mexia.

— Bom dia, amor. – Sussurrou em seu ouvido.

— Bom dia, meu amor. – A voz dela saiu ainda embargada pelo sono.

— Hoje é um grande dia. – Beijou seu pescoço que era coberto por um pouco do cabelo claro. Felicity sorriu.

— É sim. Estou ansiosa.

— Mesmo? Finalmente vai contar á Caitlin que está grávida? – Felicity parou de sorrir.

— Do que está falando? – Pergunta, arqueando as sobrancelhas.

— Hoje é o último dia do seu primeiro trimestre. – A olhou nos olhos quando ela se virou na cama.

— Eu estava falando do julgamento do Cooper. O Juiz vai decidir hoje sobre a pena dele. – Ela se sentia mais aliviada ao saber disso.

— Isso pode demorar mais um pouco.

— Mas os nossos advogados disseram que como tinham provas suficientes, o juiz não demoraria a dar a sentença.

— Ele provavelmente ainda vai ouvir você mais uma vez. E a Caitlin, porque ela foi sua médica. Ainda deve demorar mais algumas semanas para ele finalmente receber a sentença final.

— Talvez não. – Retrucou. Oliver se sentou na cama, ainda com uma das mãos na cintura da noiva.

— Felicity..., acabou seu primeiro trimestre. Vamos nos concentrar nisso. – Beijou os lábios levemente. – Tente relaxar e curtir isso. Conte para a Caitlin. Ela ficará feliz. – Ele desceu da cama e Felicity continuou deitada na cama, completamente pensativa.

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Felicity olhava para o homem que a fazia sentir arrepios. Ele não parecia preocupado, e era isso que a deixava agoniada. Ela estava sentindo algo ruim. Desde que entrou naquele tribunal, seu coração estava apertado. Sentia um medo sobrenatural, sentia o mesmo que sentiu quando aconteceu o acidente com o marido, o pai e o irmão, o mesmo quando sua mãe morreu. Ele deu um sorriso sacana para ela. Cooper estava calmo demais para alguém que seria julgado e condenado. O que ele estava aprontando? Por que estava tão calmo? Por que ela, que sabia que ele seria condenado, sentia aquela agonia, e ele não?

Oliver franziu o cenho ao ver a esposa tremer. Pegou em sua mão, e então ela o olhou nos olhos. Ele pôde ler o que ela estava pensando, assim que os olhos verdes pousaram nele. Ela estava com medo, mas ele não compreendia o porquê. A abraçou pelos ombros, trazendo-a para mais perto de seu corpo, enquanto ouvia o Juiz e os advogados. Eles não ouviriam as testemunhas mais uma vez, tinham tudo que precisavam. Oliver realmente não pensou que terminaria tudo naquele dia, mas estava aliviado. O maldito estaria preso, e sua mulher estaria a salvo. Para sempre.

Além de Oliver, os outros também perceberam os olhares do Sheldon para Felicity. Malcom se segurava para não voar no homem e socá-lo até a morte, Robert não se sentia menos irritado que o amigo, afinal, ele também tinha uma filha, e Felicity era sua nora. Tommy e Barry trincaram os dentes quando Cooper deu um sorriso maldoso, olhando para cada um deles. Suas mãos foram fechadas em punhos, até mesmo as de Ray, que não conseguia entender, assim como Felicity, porque o condenado estava tão calmo. Helena pegou em sua mão, não só para acalmá-lo, mas também para que ela mesma se acalmasse.

Cada um dos presentes ouvia com atenção o que o Juiz dizia. Ele falava sobre as coisas que Cooper Sheldon havia feito, cada uma das acusações feitas contra ele, e cada uma das provas mostradas diante dele. Falou sobre o que ele havia feito a Felicity Megan Merlyn Smoak–Queen, que na época não tinha dois desses sobrenomes, e por quanto tempo ela ficou fugindo dele, para que pudesse viver, pelo menos por um período, em paz. Cada uma das pessoas que estavam ali, assistindo aquele julgamento, se aliviou ao ouvir a condenação.

— E por isso eu condeno Cooper Sheldon à prisão perpétua. – Todos ouviram o som do martelo batendo contra o suporte de madeira em cima da mesa do Juiz.

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Haviam saído daquele lugar, sentindo um peso nos ombros, o que não parecia ter acontecido com os outros, ao olhar para cada um deles. Ela se perguntava porque estava com a sensação de que Cooper não parecia estar irritado com o que lhe aconteceu. Estava com uma sensação ruim, um mal pressentimento. E sempre que se sentia dessa forma, algo ruim acontecia. Deveria estar feliz. Deveria estar com paz, a sensação de ser livre, a sensação de libertação, mas não era nada disso que sentia, enquanto caminhavam para o estacionamento do fórum. Por que? Por que aquela maldita sensação não saia de seu corpo? Queria poder dizer que estava finalmente sentindo-se bem com aquela prisão, que sentia que agora, poderia ser feliz completamente, mas seria mentira. E se mentisse sobre isso, os amigos com certeza perceberiam, em especial seu marido, que a conhecia tão bem. Seus olhos se encontraram com os de Oliver, e ela percebeu que ele estava curioso a respeito de sua tensão. Sim, não havia conseguido disfarçar a tensão que seu corpo emanava.

— Nós devemos comemorar. – Thea diz animada, chamando a atenção de todos.

— Comemorar? – Laurel e Caitlin dizem descrentes.

— É. Finalmente o demônio foi preso. Vai passar o resto da vida dele atrás das grades..., provavelmente vai virar mocinha.

— Thea. – Os irmãos dela a repreenderam e ela riu.

— Vai. Vamos comemorar. Eu não preciso mais de andar escoltada, graças a Deus.

— Quem disse? – Oliver arqueou as sobrancelhas. – Todos nós ainda andaremos escoltados.

— Por que?

— Porque Isabel ainda está por aí, pronta para infernizar nossas vidas. – Tommy respondeu. – Por isso a escolta continua, irmãzinha. – Ela bufou.

— Ela sumiu, deve estar morrendo de medo de voltar para a cadeia. – Revirou os olhos.

— Não adianta tentar retrucar, a escolta continua.

— Que se dane. Vamos comemorar assim mesmo.

— Thea, esquece essa história. – Cait e Helena praticamente dizem juntas.

— Por que? Nós merecemos isso. Estamos livres daquele desequilibrado, precisamos comemorar isso.

— Sabe, eu não acho...

— Por favor, gente. – Interrompeu Barry. – Lis? Vai. Um jantar em um restaurante muito gostoso, conversas sobre..., nossas vidas, sei lá. – Deu de ombros. – Mas vamos comemorar. – Eles se olharam e suspiraram juntos.

— Tá. Tudo bem, Thea. – Oliver diz e a irmã sorri.

— Ótimo. Vou fazer a reserva e então, mando pra vocês pelo celular, o local. – Mandou um beijo para todos enquanto caminhava para fora do apartamento do irmão.

— Onde vai?

— Eu vou visitar meu namorado no trabalho, ele estava ocupado, por isso não pôde vir. – Se despediu, saindo em direção onde estava seu carro.

— Comemorar? Minha irmã tem o quê na cabeça? – Revirou os olhos, bufando.

— Ela é sua irmã, eu já esperava por algo assim. – Tommy fuzilou Ray.

— Felicity, está tudo bem? – Helena pergunta, preocupada.

— Acho que estamos comemorando rápido demais. – Eles olham para Felicity.

— O que quer dizer?

— Eu não sei, só estou com uma sensação ruim. – Por algum motivo, quando ela disse isso, Helena, Laurel e Caitlin estremeceram, e acabaram se olhando por causa disso.

— Não. – Oliver a abraçou pelos ombros. – Ele está preso e vai continuar assim por muito, muito tempo. – Beijou os cabelos loiros. – Está livre agora, meu amor. – Sorriu.

— Espero que esteja certo.

— Ele está. – Barry diz – Preocupe-se com outras coisas. – Piscou para ela com um sorriso e ela sorriu de volta, sabendo sobre o que ele estava se referindo.

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Estavam todos eles sentados em volta de uma linda mesa redonda e de vidro no restaurante La Crown. Era o restaurante preferido deles, principalmente para Felicity. Já haviam sido atendidos, e naquele momento eles comiam a deliciosa comida do lugar. Cada um com um prato diferente.

As crianças haviam ficado com Robert, Malcom, Moira e Rebecca, para a felicidade de cada um deles. Eles adoravam ficar na mansão Queen com os mais velhos, eles podiam fazer tudo e um pouco mais, e a melhor parte, dormiam tarde. Eles já sabiam que ao chegar na mansão, eles ainda estariam acordados, ou amontoados na sala, dormindo todos juntos, com várias guloseimas espalhadas perto deles.

Roy estava surpreso. Muito surpreso. Jamais imaginou que ao condenarem o maldito, eles estariam ali, naquele restaurante, comemorando isso. Tudo bem que era algo bom, era algo que todos eles esperavam a um tempo, mas sua namorada convencer os amigos e irmãos a jantarem no dia em que o Sheldon foi preso, isso ele não esperava que acontecesse. Olhou para todos, que comiam em silêncio, apesar de ouvir Thea comentar sobre algo, vez ou outra.

— Como conseguiu convencer eles a fazerem isso?

— Ela insistiu. Não parou de falar sobre isso. – Barry responde, fazendo Roy rir.

— E então, como foi a reunião de Portland? – Tommy perguntou.

— Eles aceitaram minha proposta, então, a QC tem uma nova empresa vinculada.

— Não sei como conseguiu isso. Eles são muito exigentes. – Barry diz, tendo Tommy e Ray em concordância.

— É. Eu sei. A reunião demorou seis horas. – Todos ficaram surpresos. – Estava complicado convencê-los, mas eu consegui.

— Parabéns, então. – Ele sorriu para o cunhado.

— Para falar a verdade, estava sendo um saco ficar ouvindo aquela chatice toda. – Felicity se pronuncia fazendo os amigos rirem. – Sério. Estava pedindo para aquilo tudo acabar logo, as horas não passavam..., eu já estava cansada.

— Você anda muito cansada ultimamente. – Felicity foi salva pelo garçom.

— Com licença. – Thea o olhou.

— Está perfeito. – Diz olhando para o champanhe. – Eu quero fazer um brinde.

— Brinde? Para quê, Thea?

— Ah, não. Vamos só comer, está bem? – Oliver concordou com a noiva.

— Sim, eu concordo. – Helena se pronuncia.

— Não. Devemos agradecer pela família que nos tornamos. – Oliver e Tommy se olharam. – Sabem o que aconteceu hoje? A Nathalie deu seus primeiros passinhos.

— Nossa, Thea, você é mesmo uma fofoqueira, hein? – Felicity olhou para Laurel e Barry.

— Isso é sério? – Helena pergunta, olhando para a amiga.

— Ela deu os primeiros passos? Já? – Felicity pergunta em seguida.

— Sim. – Barry quem respondeu, sorrindo. – Eu e Laurel estávamos na cozinha quando ouvimos uns passinhos desengonçados... – A esposa riu. – E então nos viramos. Ela estava atrás de nós, puxando o urso que ganhou do Oliver.

— Na verdade, arrastando-o no chão. – Eles riram. – Mas sim, ela estava andando até nós.

— A Thea chegou com o Lyon poucos minutos depois, por isso ela sabe sobre isso.

— E você fofocou.

— Ela não sabe guardar segredo por muito tempo, Ray. – A irmã reclamou, e ele riu.

— Nós gravamos, depois mostramos.

— Tão pequena e já está andando. – Felicity comenta.

— Kitty demorou tanto...

— Isso quer dizer que Nathalie vai dar mais trabalho pra vocês do que Kitty. – Tommy provocou.

— Começou a provocação. – Ray comentou com a esposa, que riu.

— Isso não quer dizer nada. – Laurel retrucou.

— Uma menininha de sete meses, que joga almofadas para o alto, que tentou descer as escadas sozinha... – Felicity e Helena olharam surpresas para Laurel. Nenhuma das duas sabiam sobre aquela história. – Que já está andando..., isso diz que ela vai ser uma arteira. – Barry revirou os olhos.

— Ela tentou descer as escadas? – Felicity olha para os amigos, incrédula.

— Agora eu entendo o Tommy falar que ela vai dar trabalho pra vocês.

— Viu? Eu tenho razão. – Diz depois de Oliver.

— Eu queria ter visto, devia ter sido fofo. – Felicity diz, sorrindo.

— Eu ainda estou surpresa. Minha filha nunca fez isso. Vocês deviam ter ficado com o coração na boca.

— Você não faz ideia, Cait. Eu estava no banho, e quando saí do quarto, vi ela tentando descer o primeiro degrau.

— Que perigo.

— Barry tinha saído e eu tinha deixado ela no cercadinho. Você acredita que ela pulou o cercadinho?

— Viu? Pestinha. – Laurel bateu no ombro direito de Tommy e Caitlin no outro.

— Não chama minha filha de peste. – Ele riu.

— Não chama a Natty de peste. – Diz quase ao mesmo tempo que a amiga, mãe da criança.

— Viu? Isso só mostra que temos, mesmo, que fazer um brinde. Coisas boas estão nos acontecendo, gente. – Sorriu. O garçom se aproximou com o champanhe, colocando na taça de Caitlin primeiro, passando por Tommy, Laurel, Barry, Ray, Helena, Thea... – Estamos tentando seguir em frente. De tudo o que houve. O que é um avanço. – Eles não puderam não concordar menor. – E eu sei que provavelmente..., alguns se sentem tristes..., porque perdemos pessoas importantes para nós. – Thea olhou para a irmã. – Eu sei que sente falta da sua mãe. E mesmo assim, você está superando isso. – Ela sorriu. Não ficava mal quando falavam da sua mãe, não mais. – Isso soa estranho, triste e errado..., mas também é excitante. – Felicity olhou para Oliver que lhe sorriu. – Eu sinto falta da Sara. – Laurel a olhou, seus olhos diziam que sentia o mesmo. – E mesmo por tão pouco tempo que eu tenha tido com ela, eu sinto falta da Donna... – Cait parou de comer, para olhar para Thea, e em seguida para a amiga loira, que tinha os olhos lacrimejados. – E dói muito elas não estarem aqui hoje. Dói muito saber que Donna não viu o casamento de vocês. – Sorriu para os irmãos. – Saber que Sara não vai ver Nathalie e as gêmeas crescer, mas... – Respirou fundo, pois os olhos dela lacrimejaram. Felicity, Cait e Laurel também tinham os olhos lacrimejados de emoção. – Eu também estou grata. – Pegou sua taça com a bebida. – Por todos nós estarmos bem. Por isso quero comemorar. E nós vamos brindar. – O garçom terminou de colocar a bebida nas taças de Roy e Oliver. – Vai, por favor, peguem suas taças e brindem. – Ele parou na da Felicity e ela o impediu de colocar.

— Não, obrigada. – O parou com apenas um balançar leve com a mão direita.

— Ah, ela vai beber sim. Todos vamos tomar champanhe.

— Eu não posso. – Oliver a olhou.

— Tente. Vamos..., é pedir demais? – Caitlin olhou para a amiga, esperando, ansiosa.

— Eu não posso mesmo, Thea.

— Por favor, por mim, pela sua irmãzinha.

— Eu não posso porque estou grávida. – Cait, Barry e Oliver sorriram, felizes por finalmente ela ter dito em voz alta. Tommy, Laurel, Ray, Helena, Roy e Thea a olham surpresos.

— O que? – Perguntam juntos, sorrindo.

— Isso é uma ótima notícia. – Tommy diz.

— Eu vou ser tia de novo? – Diz animada.

— Eu fico tão feliz por vocês. – Felicity e Helena sorriram uma para a outra.

— Você sabia também? – Barry olhou para a ex-noiva e assentiu.

— Como assim também? – Laurel pergunta.

— Ela não me contou, mas eu sabia. – Deu de ombros.

— Como assim?

— Ela estava comendo tudo que via pela frente. – Os outros riram.

— Você está grávida, amiga. – Laurel diz animada.

— E eu estou feliz, por isso... – Pegou a taça com suco de laranja. – Vamos comemorar.

Um coro de parabéns foi ouvido vindo dos amigos, além do tintim das taças batendo levemente contra as outras.

Notas finais
Como puderam ver, Cooper pegou perpétua. Mas como a maioria aqui sabe..., não vai demorar para que ele volte das cinzas. A cisa vai começar a ficar tensa. Se preparem. PS: Bom, eu citei sobre o "Original" nas notas iniciais. E para quem não está sabendo disso, eu estarei tornando Cross Destination, Kupidon e a segunda temporada de Kupidon, em um livro. Então em breve não será mais Olicity. Terá personagens que eu criei. Se Deus quiser dará tudo certo, e até o ano que vem, quero estar com tudo organizado para tal coisa. Eu realmente espero que fiquem tão intusiasmados que eu, com essa novidade. Já tenho os nomes de cada um dos personagens, e algumas coisas serão acrescentadas na história, então... Seja o que Deus quiser! Até semana que vem Kissus