Kupidon

25 Capítulo Dezessete


Notas iniciais
Bom Dia, Leitores. Eu sei que normalmente eu posto os capítulos de madrugada, mas ontem, eu cheguei tão cansada do trabalho, que não consegui postar. Por isso, me desculpem. Boa Leitura!

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Felicity não se importava por estar segurando o ar por tanto tempo debaixo d'água. Lembranças lhe vieram quando fechou os olhos.

Olá pequenas. — Elas ainda me abraçavam cada uma de um lado, fiquei ereta. — O que fazem aqui?

Viemos comprar umas coisas, né Amy? — A irmã assentiu.

Você também? — E sorrindo eu assenti.

Cadê o responsável por vocês? — Agora que me lembrei que vi elas sozinhas e isso era perigoso. — Vocês não podem sair sozinhas por aí. É perigoso.

O papai está ali. — April disse apontando para o pai que estava na minha frente. Minha respiração falhou um pouco, senti as mãos das meninas nas minhas.

Viu? Ele está de olho... — Comentou Amily sorrindo pra mim e eu não consegui não corresponder, mesmo sentindo meu coração pular ao ver meu chefe e não saber nem o por que de eu me sentir assim.

Vem, Lissy. — Me puxaram para onde o pai estava.

Boa tarde. — Me cumprimentou, assim que me aproximei com as gêmeas.

Ela sabia que essa foi a primeira vez que sentiu seu coração falhar pela primeira vez. Ela não sabia naquela época que estava começando se apaixonar, mesmo com tão pouco tempo.

Bom dia Srta. Smoak.

Bom dia Sr. Queen. — Se levantou de sua cadeira para cumprimentar seu chefe. Se virou para o homem negro do lado do mesmo.

Esse é Jhon Diggle. — O homem a cumprimentou.

Felicity. Felicity Smoak. — Apertou a mão do homem á sua frente.

Ele é meu motorista e amigo... — Jhon o interrompeu.

E seu juízo também. — Oliver o olhou de esguelha. — Se não fosse por mim, muitas vezes estaria encrencado. — Ele riu e Felicity sorriu.

Foi a primeira vez que o viu rir. E isso a deixou, por um motivo que ela não sabia, feliz. Ela sabia que vê-lo mais leve a agradava, mas ainda não entendia o porque, agora ela sabia, que era porque o amava. Lembrar que ele tinha um rosto tão triste antes, a machucava. Ele sorria verdadeiramente apenas para as filhas, ela percebeu isso em pouco tempo e perceberia também, mais para frente, que ele também ficava mais leve quando estava perto dela.

Lissy! — Chamaram assim que a viram na sala e a abraçaram.

Também senti falta de vocês. — Se abaixou para corresponder o abraço. — Vamos nos sentar? — Puxou as garotinhas até um sofá que tinha sala de Oliver. — O pai de vocês está numa reunião á portas fechadas...

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Você vai almoçar com a gente?

Eu não posso, minha amiga chega hoje e eu vou busca-la no aeroporto. — Ambas ficaram tristes e Felicity não gostara nenhum pouco. — Vamos deixar para outro dia? Eu prometo... — Elas assentiram ainda tristes. — Não fiquem assim... Hoje, vocês almoçam com o pai de vocês e um outro dia, eu prometo que fazemos um programa juntas.

Pra onde? — April quem perguntara mais anima, assim como a irmã.

Vocês escolhem. — Sorriu.

Então, agente pode ir conhecer sua casa? — Felicity se surpreendeu com o pedido.

Minha casa? — Assentiram.

Ela já tinha se apaixonado pelas gêmeas no primeiro encontro. O carinho que sentia pelas meninas era maior do que poderia ver no momento. O carinho que elas tinham para com ela, a deixava feliz. Elas eram tão amorosas, carinhosas... Tão pequenas, mas tão espertas. Ela se lembrava que Oliver tinha ficado tão surpreso quanto ela quando soube que as garotinhas, suas filhas, tinham escolhido conhecer seu apartamento.

Papai, agente vai conhecer o apartamento da Lissy outro dia. — Oliver se surpreendeu.

Como assim? — Oliver olhou para sua secretária.

Elas me pediram para conhecer meu apartamento e eu concordei... — Se explicou.

Vocês definitivamente estão parecendo com Thea. — Balançou a cabeça negativamente. — Vocês não podem sair pedindo esse tipo de coisas.

Está tudo bem Oliver. — Felicity chamou sua atenção. — Eu não me importo.

Agente pode né? — As irmãs fizeram a cara mais fofa do mundo. — Por favor?

Você realmente não se importa? — Felicity sorriu negando. — Tudo bem.

Quando? — Oliver e Felicity riram com a ansiedade das gêmeas.

No sábado está bom para você? — Felicity perguntou.

Não tem nada programado?

Não. Eu vou estar cuidando da minha amiga, mas nada que vá me atrapalhar... — Disse sorrindo para as gêmeas.

Então no sábado. Só me passa o endereço depois. — Felicity assentiu, enquanto via as meninas pularem de ansiedade.

O sorriso que elas deram quando Oliver aceitou ir com elas para o apartamento da loira, ela não se esqueceria. Lembrava-se também que as garotinhas pularam em ansiedade. Elas eram tão perfeitas. Ela estava a cada dia mais apaixonada e apegada ás mini Queen e mesmo que não afirmasse naquela época, também estava totalmente apaixonada por Oliver Queen.

A melhor lembrança passou pela sua mente. Ela não poderia, nunca, se esquecer daquele dia. Eles tinham ficado presos no elevador e ficou sabendo por Laurel alguns meses depois, que aquela ideia tinha sido de Tommy e que tanto Thea quando Dig tinham feito o plano acontecer.

Oliver! — Se assustou. — O que você...? — Se interrompeu.

Você só pode estar fazendo isso de propósito. — A respiração de Felicity acelerou ainda mais.

Isso o que? — Sussurrou. Seus olhos não desviavam dos olhos azuis.

Essa coisa com a caneta. — A mesma já se encontrava no chão do lado do tablet e do celular que Felicity havia deixado cair quando Oliver a prensou.

Eu não... — Oliver não deixou que a mesma continuasse sua explicação e a beijou. O beijo era lento, não era de desespero. Era o primeiro beijo "deles". Queria que fosse especial, queriam aquilo á muito tempo, queriam aproveitar o máximo o momento. Oliver separou o beijo depois de alguns minutos, tanto ele quanto Felicity estavam ofegantes e com a respiração acelerada.

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Por que você me beijou?

Porque eu gosto de você. — Não era a primeira vez que ele dizia isso em voz alta, mas era a primeira vez que ele dizia isso á ela. O coração de ambos estavam ainda mais acelerado. — E eu gosto de verdade...

Eu... — Felicity molhou os lábios com a lingua. — Eu também sinto o mesmo. — Sussurrou. Olhavam nos olhos um do outro.

Fico feliz em ouvir isso. — Disse em sussurrou antes de beija-la novamente. A puxou para mais perto. Esse beijo era diferente do primeiro. Esse era mais sôfrego, cheio de luxúria. Fez com que ela se sentasse em seu colo, pôs as mãos sobre as pernas da mulher que estava com um vestido um pouco curto para a alegria do Queen.

Oliver. — Gemeu quando as mãos do Queen subiram ainda mais, por baixo da saia. As coisas estavam indo para outro nível quando ouvem o barulho do elevador novamente, fazendo com que parassem com o beijo. Respirando ofegantes.

Não podia se esquecer também da primeira noite deles juntos. Foi depois que descobriu quem era seu pai: Malcom Merlyn. E que as gêmeas estavam sendo ameaçadas pela professora nova. Ela tinha ficado com muita raiva da mulher. Mas essa não é uma lembrança tão importante. Ela não podia se esquecer da primeira vez que Oliver a atacou em sua sala. Ela gostava de como ele a olhava, via em seus olhos que ele realmente a amava, assim como ela o amava. Ela tinha "brigado" com ele por causa do "ataque" numa sala de vidro, onde qualquer um poderia ver. Ele não parecia se importar.

Oliver... — Gemeu quando o namorado passou a mão direita em seu seio e sua outra mão apertava sua coxa esquerda, por baixo da saia. Tentou afasta-lo. — Você enlouqueceu?... — Oliver a calou com um beijo de tira-la o fôlego, não pôde deixar de corresponder.

É isso que você faz comigo. — Disse assim que largou seus lábios. Se voltou para o pescoço da namorada.

Estamos na empresa. — Disse assim que conseguiu normalizar sua respiração. — Na sua sala para ser mais específica e que por acaso, ela é toda de vidro. — Apontou para o mesmo.

Eu sei. — Lhe deu um selinho e logo depois a desceu de sua mesa. — E você está certa, mas você não ajuda com essa roupa...

O que tem minha roupa? — Se olhou, tentando achar alguma coisa errada.

Para você nada. Para mim? Minha perdição. — Ela riu.

As lembranças foram interrompidas quando Oliver a puxou debaixo d'água. Ela não sabia o que estava acontecendo, até ouvir o namorado chamando-a pelo nome assustado e preocupado. Ela começou a tossir.

Felicity! — Ele pegou em seu rosto. — Você está bem? — Ela passou as mãos no rosto. — Meu Deus! — Ela continuava a tossir constantemente, tentando voltar a respirar melhor. — Respire, Lis. Respire. — Ela voltou a respirar melhor, mas ainda com a respiração ofegante e ele a puxou para ficar em pé, fora da banheira. Ele a abraçou e depois de alguns minutos, ela conseguiu corresponder.

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Por que se deixou afogar?

Eu... — Ela estava sentada no sofá, com as pernas em frente ao peito e a cabeça apoiada nos joelhos.

Não estou te criticando, mas foi perigoso... Você não sentiu medo em ficar por tanto tempo sem respirar?

Eu não estava preocupada com isso.

Não? Então o que você queria com isso?

Estava só tentando sentir alguma coisa. Como viva... Eu acho. — A loira olhou para a psicóloga.

E aquilo te fez se sentir viva? — Ela respirou fundo.

Não. — Seus olhos lacrimejaram. — Mas fez com que eu quisesse estar.

Queria poder dizer que há uma magia que cura, Felicity. Mas depressão é uma luta solitária. Certas pessoas acordam um dia e se sentem melhor do que no dia anterior. — Ela assentiu.

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Felicity abriu os olhos, se virando no colchão ao ouvir "mamãe". Ela encontrou as filhas lado a lado, próximas á sua cama. Elas estavam com os olhinhos tristes e ver isso a fez se sentir mais uma vez, culpada. Outra culpa que tinha na sua consciência, estava afastando não só seu namorado, mas suas filhas. As garotinhas, cujas tinham lhe escolhido como mãe e ela como filhas, não mereciam que fossem afastadas, estava mais uma vez trazendo tristeza á suas filhas. Elas não mereciam que ela as afastassem. Muito menos Oliver ou seus amigos. Ou seus irmãos. Ou seu pai. Ele tinha ido vê-la á alguns dias, mas não tocaram no assunto Donna. Malcom entendia que aquilo era um tabu para a filha e para que ela não o afastasse mais uma vez, decidiu que não falariam sobre a mãe de sua filha. Felicity agradeceu mentalmente por isso. Foi bom vê-lo, mas trouxe aquela dor de volta, ver seu pai, a lembrava que nunca mais veria sua mãe. Ela tinha que viver um dia de cada vez, como a psicóloga disse. Se quisesse melhorar teria que se abrir. Teria que deixar Oliver se aproximar novamente.

Está tudo bem? — Elas assentiram. — Então o que houve?

A mamãe não canta mais. — Felicity sentiu seus olhos lacrimejarem. Ela nunca quis magoa-las, não era para sua dor afetar suas filhas. Bateu a mão esquerda no colchão e as garotinhas subiram, deitando perto da mãe.

Me desculpem. — Passou seu braço em volta da cintura de ambas. — Não queria deixa-las assim...

Você está triste porque a vovó Donna foi pro céu? — Ela apertou seu braço em volta das meninas.

Isso mesmo.

Mamãe, não fica triste, mais não. — Amy pediu. — A vovó Donna está bem.

É. A mamãe Sarah está cuidando dela. — Felicity não pode deixar de sorrir. Pela primeira vez em semanas estava sorrindo e foram suas filhas quem trouxe esse sentimento de volta dentro dela.

Sabe o que vai me fazer melhorar? — Elas balançaram a cabeça para os lados, negando. — Vocês. Eu amo vocês.

Amamos você também mamãe. — Disseram juntas. Logo depois, juntas, passaram a coçar os olhos.

Estão com sono? — Assentiram e Felicity viu um bocejo sair da boca de cada uma delas. — Fechem os olhos. Eu vou cantar para vocês. — As meninas, sorrindo, fizeram como a mãe pediu. Felicity acabou caindo no sono também. Alguns minutos depois Oliver entra no quarto, vê aquela cena e deixa um sorriso aparecer em seus lábios. As gêmeas não estavam querendo dormir e passou quinze minutos ausente para elas entrarem em seu quarto e acabar dormindo em sua cama com Felicity. Não podia deixar de observar que Felicity parecia estar em um sono calmo, tranquilo... Diferente dos que ela teve nas últimas semanas. Ainda com um sorriso no rosto, ele se lembrou da conversa que teve com Tommy, Caitlin e Laurel. Eles estavam certos. As gêmeas eram, realmente, a cura para aquela dor que Felicity sentia. Pode não ser de um dia para o outro que ela voltaria a ser ela, mas já era um começo.

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Ei. — Sussurrou ao perceber que ela acordava. Oliver estava sentado no sofá-cama que tinha no quarto, olhando alguns documentos. Os largou e se aproximou da cama. — Como você está?

Estou melhor. — Se sentou e viu o namorado fazer o mesmo, do seu lado. — Oliver... — Não sabia como começar. Bom, ela faria do jeito mais fácil. — Me desculpa.

Pelo que está se desculpando, Lis?

Por te afastar. — Ele passou uma das mãos no rosto dela. — Por te fazer se preocupar... Eu juro que não foi intecional. — As lágrimas começaram a descer pelo rosto alvo.

Eu sei que não. — Pegou em sua mão. — Eu te entendo. Eu passei por isso... Quando perdi a Sarah.

Eu... Fico pensando no tempo em que fiquei sem falar com ela e... — Oliver a interrompeu, sabendo onde ela queria chegar.

Não faça isso. Ela não iria querer que pensasse assim.

Mas é a verdade. Eu a afastei ainda mais quando descobri a mentira sobre meu pai. Eu a deixei... E eu ainda sou a culpada pela sua morte. Eu que trouxe Cooper para nossa vida.

Você não tem culpa de ele ser um desgraçado. — Não era a primeira vez que ele tentava fazê-la acreditar que ela não era a culpada pela morte da mãe. — Não faça isso com você. Sua mãe te amava. Felicity... — Suspirou. — Ela sempre soube que Cooper estava aqui em Star.

O que? — Sua expressão demonstrava o quão surpresa estava.

Tommy me contou. Ela só não disse nada para você, porque não queria que se preocupasse. — Ela soluçou, colocando a mão direita na altura da boca. Oliver a abraçou. — Ela sabia que poderia ser um alvo e por isso não te disse nada. — Sussurrou. — Ela tinha certeza que você não iria deixar que ela voltasse para Vegas e que ficaria preocupada com a segurança dela.

É claro que eu ficaria. Ela é minha mãe... Se eu soubesse... — Apertou as mãos em volta do tronco do namorado. — Ela ainda estaria aqui. — Sua voz quase não saiu por causa do choro. — Eu a perdi para sempre. — Oliver passava uma das mãos nos cabelos loiros e a outra mão acariciava suas costas, querendo conforta-la. — Eu sinto tanta raiva, tanto ódio...

É normal se sentir assim. Eu não recrimino você por sentir essas coisas... Mas por favor, eu não quero que se culpe pelo que houve. Você não é a culpada, Lis. — Repetiu mais uma vez.

Então por que me sinto assim? — Ela o olhou, ainda com lágrimas descendo pelo rosto alvo.

Porque você conhece quem fez isso e sabe que ele fez isso para ter você. — Era difícil afirmar aquilo. Ele sentia um ódio tão grande por aquele homem... Mas o faria pagar por ter colocado os olhos na mulher dele. Cooper se arrependeria pelo resto da vida por ter feito a mulher por quem é completamente apaixonado, sofrer daquele jeito. — É isso que ele quer, Lis. — Limpou as lágrimas dela. — Ele quer te ver acabada, com medo, desesperada... Com raiva o bastante para ir até ele. Não faça isso.

Eu não farei. — Ele assentiu.

Nós estamos juntos. Apoiamos um ao outro em qualquer momento. — Foi a vez dela em assentir. — Você pode sempre contar comigo. Pode me dizer tudo que estiver sentindo. Vou estar aqui, sempre.

Eu sei. Eu só queria que fosse apenas mais um pesadelo. Um terrível pesadelo.

Mas infelizmente não é. — Ela abaixou a cabeça. — Ele vai pagar por tudo. Eu prometo que ele não sairá impune. Prometo. — Ela assentiu, o olhando. — Até lá, nós cuidamos um do outro, ok?

Ok. — Ela o abraçou, enterrando o rosto em seu peito.

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****Uma Semana Depois****

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Felicity olhava para o aparelho de celular. Ela tinha acabado de desligar, estava falando com Cait quando Tommy chega. Será que ele faria o pedido? Sua amiga tinha achado o anel de noivado, ela realmente ficou surpresa pela amiga conseguir achar. Suspirou. Esperava que desse tudo certo. Ouviu o barulho da porta se abrindo.

Elas dormiram. — Tirou a camisa. — Está tudo bem? — Perguntou ao vê-la preocupada.

Eu acho que sim. — Ele arqueou as sobrancelhas. — Cait encontrou a caixinha. — Ele continuou sem entender. — A caixinha com o anel que Tommy comprou... — Ele se surpreendeu.

Oh. E agora? — Ela deu de ombros.

Ele chegou e encontrou a Cait com a caixinha em mãos. — Ele assentiu. — E então eu me despedi.

Tommy tem uma sorte do caramba, hen? Não tinha um outro lugar para guardar? — Felicity se sentou na cama com as pernas cruzadas, enquanto observava o namorado colocar a bermuda de dormir.

Não sei como vai ficar, mas acho que ele vai fazer o pedido.

Com certeza. Ela achou o anel, não tem porque esperar... — Saiu do closet e se aproximou da cama.

Por que ele estava esperando? — Imaginava que fosse por causa dela, mas sabia que Oliver sabia do por que.

Ele queria esperar... — Se sentou na cama de frente para a namorada. — Você melhorar. — Ela revirou os olhos.

Sabia. Isso é tão ridículo. E se eu não melhorasse? — Oliver arqueou as sobrancelhas, não gostando do rumo da conversa.

Não diz isso, ok? — Ela não respondeu. — O que importa é que você está melhorando, não precisamos pensar no que poderia acontecer.

Desculpa. Foi só um comentário. — Ela pegou na mão dele.

Eu sei, só não gosto de ouvir você falando assim. — Ela assentiu. — Você ficou no quarto hoje, o que houve?

Não me sentia muito bem para sair daqui. — O ouviu suspirar. — Estou bem. Só me deu uma angústia, sei lá.

Você não precisa guardar tudo pra você. — Ela o olhou.

Eu sei. Eu só... Tem dia que é pior... A saudade, sabe? — Ela desviou os olhos dele, para suas mãos.

Está tudo bem sentir saudades. Só não se exclua, está bem? Eu quero poder te ajudar, mas não vou conseguir se você não me disser o que sente.

Desculpa. — Ele balançou a cabeça para os lados. — As lembranças do tempo que eu passei com ela estão ficando mais fortes. — Ela sentiu mais uma vez aquela vontade louca de chorar, mas mais uma vez, o expulsou.

Você falou sobre isso com a psicóloga? — Ela assentiu. — E o que ela disse?

Que é normal. — Deu de ombros. — Eu quero ir vê-la, Oliver.

Tem certeza? — Ele estava preocupado. Desde o velório ela não ia até o cemitério. Havia perguntado algumas vezes se ela queria ir e ela sempre balançava a cabeça em negação, foi na época em que ela se excluiu do tudo e de todos. O que ele não sabia, era que ela já tinha ido lá, algumas semanas atrás. Além de ter ido também com Laurel e Cait á alguns dias.

Tenho. Eu preciso vê-la. Me sinto bem quando vou vê-la... — Ele arqueou as sobrancelhas e ela percebeu que falou o que não devia.

Como assim? Você foi vê-la depois do enterro? — Ela assentiu, não confiava em sua voz. — Quando? — Ela não respondeu e ele ficou nervoso, por isso respirou fundo antes de perguntar mais uma vez. — Quando, Felicity?

Há algumas semanas... — Ele bagunçou os cabelos com as mãos. — Oliver...

Você foi sozinha?

Não. Eu fui com Mike. — Oliver se levantou contendo a vontade de gritar com ela. Respirou fundo mais uma vez. — Eu pedi para ele não te contar. Eu estava me sentindo mal com tudo... Sentindo falta dela e... Pedi para ele me levar.

Que horas? Que horas foi isso? — Não era possível, ele quase não saía do apartamento para poder ficar com ela, não tinha como ela ter saído, a não ser que fosse em algum dos dias que teve de ir até a empresa.

Era madrugada. — Ele pensou ter ouvido errado, mas ao olhar em seus olhos, percebeu que ela tinha mesmo dito madrugada.

Madrugada? — Ele se inclinou, colocando as mãos na cama. — Você percebe o quão perigoso isso foi? — Ele reprimiu a vontade de rosnar de raiva.

Eu sei que foi perigoso, mas eu queria vê-la.

E não podia ser de dia? Num momento que eu pudesse te acompanhar? — Ela abaixou o olhar. — Mike deveria estar louco, só pode. — Ficou ereto. — Ele perdeu a noção do perigo. — Rosnou.

Não faça nada com ele. — O olhou. — Ele apenas fez o que eu mandei. — Oliver se distânciou dela para poder se acalmar. — Isso não aconteceu outra vez, eu juro.

Não quero que isso se repita. — Se virou para olha-la. — Você teve a sorte de eu não acordar... Mas sabe como eu ficaria se acordasse e não te encontrasse no apartamento? Eu ficaria louco de precupação, Felicity.

Me desculpa. Isso não vai acontecer novamente. Isso nunca mais aconteceu... — Sussurou a última frase. — Eu só precisava ouvir a voz dela. E não conseguia, porque ela está morta. — Os olhos dela lacrimejaram. Ela tentou impedir das lágrimas cair, mas foi impossível. Oliver voltou a se aproximar.

Tudo bem. — Se sentou na cama.

Eu só queria sentir um pouquinho dela... Ouvir a voz dela... — Ele sabia que ainda era difícil para a namorada se abrir e mais ainda falar na mãe. — E saber que isso nunca mais vai acontecer... — Ele passou uma das mãos no rosto dela, limpando as lágrimas que continuavam a cair.

Eu me exaltei... E eu peço desculpas por isso. Mas não faça mais isso, por favor. Eu fico preocupado com o que pode acontecer com você. Mike foi com você, mas ele sozinho não conseguiria dar conta de te proteger. Ele não deve sair sozinho com você. Nunca mais.

Desculpa. — Ele balançou a cabeça para os lados mais uma vez naquele dia, se aproximando para abraça-la. — Eu juro que foi só uma vez.

Tudo bem. — Beijou os cabelos dela. — Da próxima vez que quiser ir vê-la... — A olhou nos olhos. — Fale comigo. Eu acompanho você. — Ela assentiu, ficando de joelhos na cama para abraça-lo. Oliver a puxou para seu colo, Felicity ficou com as pernas do lado de cada perna dele. — Eu vou falar com Mike e amanhã eu te acompanho para ver sua mãe. — Ela assentiu mais uma vez, apertando os braços ainda mais em volta dele.

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Felicity olhava para o céu escuro que denunciava a chuva que cairia em alguns minutos. Pensativa. Por algum motivo ela não parava de pensar nas coisas que têm escondido do namorado e ela não gostava disso. Ele não merecia isso. Por que estava mentindo? Escondendo? Nem ela sabia direito o por que daquilo. Laurel tinha razão, era errado esconder aquelas coisa dele. Esconder qualquer coisa dele. Mas como contar? E como vai ser a reação dele? Suspirou. A chuva começou a cair. Será que era uma previsão de que ela deveria ficar de boca fechada? Não, isso era seu medo e covardia falando em seu subconciente. Bufou. Era mesmo uma covarde. Sua mãe não a chamaria de covarde, mas sabia muito bem o que ela lhe diria: Você o ama Felicity e ele ama você. O que você faria se ele te escondesse coisas? Ela a colocaria no lugar do Oliver e ela acabaria ouvindo seu conselho, mesmo que fosse maluco. Ela sentia falta até das loucuras da mãe. Felicity sorriu triste, a imagem da mãe chegando no seu apartamento lhe veio á mente. Era Hanukkah. Não vai ser o primeiro Hanukkah que passaria sem ela por perto, mas será o primeiro que ela não ligaria para lhe desejar um bom feriado. Dizer o quanto a ama e que sentia saudades.

Felicity? — Olhou para trás, encontrando o namorado. — Está tudo bem?

Estava me lembrando da minha mãe. — Oliver se aproximou para abraça-la. — Não, por favor. — Ele arqueou as sobrancelhas. — Se você me abraçar eu vou chorar e eu não quero. — Ele assentiu, compreendendo. — O Hanukkah está chegando. — Os olhos dela lacrimejaram, mas ela respirou fundo e mandou aquelas lágrimas embora.

O que vocês faziam? — Oliver ficou onde estava, olhando a namorada fazer um esforço enorme para não chorar, por isso a pergunta, para tentar ajudar.

O que? — Perguntou, não entendendo. Ele se sentou na cama.

O que faziam no Hanukkah? — Ela sorriu fraco.

Iluminávamos toda a casa, faziamos Sufgeniot, Cream Cheese e Cheesecake... — Ele a interrompeu.

Suf... o que? — Ela sorriu.

Sufgeniot. São rosquinhas polvilhadas de açucar.

Podia ter dito isso. — Ela não pode deixar de rir. Ele sorriu, gostava de vê-la assim: Rindo. — E o que mais? — Ela se aproximou.

Decoramos a casa com o Hanukía, ela possui nove velas sendo que uma é central, maior que as outras. Elas são acesas em oito dias, uma por vez, até chegar o dia do Hanukkah, onde a nona é acesa na hora da festa.

Sério?

Uhum. É para celebrar um milagre.

Podemos fazer isso.

Oliver, você não precisa fazer isso.

É uma festa que faz parte da sua vida. Por que não?

Tudo bem. Mas lembre-se que não tem peru nem pernil. — Ele riu.

O que mais vocês fazem de comida? — Ele se sentou na cama e ela o seguiu.

Tem Bimuelos, que são como bolinhos de chuva. Tem latkes, que são panquecas de batata, fritas em óleo.

Panqueca de batata? — Ele fez uma careta.

Não precisamos fazer isso. Tem outras coisas deliciosas... Podemos misturar o Hanukkah com o Natal, não tem problema. Só a decoração que provavelmente vai ficar um pouco diferente.

Por mim tudo bem. — Ele a puxou pela cintura, deitando o corpo, fazendo-a deitar sobre ele. — Só quero ver mais desse sorriso.

Oliver, não é preciso uma festa para me fazer sorrir. — Ele deu de ombros.

Estava pensando em darmos uma volta...

Eu... — A expressão dela mudou. — Ainda não estou pronta para sair.

Tudo bem.

Mas se você quiser... — Ele a interrompeu.

Ficarei aqui com você. Eu e as gêmeas. — Arqueou as sobrancelhas. — Por falar nelas... Onde estão? — Felicity saiu dos braços do namorado.

Agora que disse, a ultima vez que as vi, elas tinham dito que iam assistir TV. Não estavam na sala quando chegou? — O viu negar e se preocupou. — Onde elas estão?

Calma. Elas devem estar pelo apartamento. Não esqueça que ele é enorme. — Se aproximou pegando na mão dela, levando-a para fora do quarto. Eles desceram e encontraram as duas dormindo no sofá, encolidas, abraçando uma a outra. — Viu? Estão dormindo...

Não é melhor leva-las para o quarto? Você pega a Apple e eu a Amy, ok? — Disse se aproximando. Subiram os degraus com as meninas no colo, entraram no quarto delas e colocaram, delicadamente, para que não acordassem, na cama.

Você almoçou? — Perguntou quando entraram no quarto deles. Ele sempre perguntava quando tinha que sair, mas naquele dia tinha se esquecido.

Não se preocupe, eu comi. — Ele assentiu. — E a empresa? — Oliver tinha ido resolver um problema que só ele poderia resolver. Um dos investidores da Queen estava querendo quebrar o contrato que tinham com eles e como foi Oliver quem fez essa fusão, teria ele mesmo que resolver.

Foi um desastre. Mas não teve como, tentei persuadi-lo, mas ele não quis desistir. Então dei os documentos para ele assinar. A empresa Meccano Ltd está fora das empresas Queen.

Um a menos não será problema algum. — Oliver concordava. Ele percebeu um bocejo vindo dela.

Sono? — Ela assentiu. — Você anda dormindo pra caramba. — Ela o olhou surpresa com o comentário.

Acho que são os remédios que a psicóloga passou. — Ele assentiu.

Vamos dormir um pouco então. — Ele a puxou, juntando os corpos, fazendo-a colocar a cabeça no peito dele. Não demorou muito para ela adormecer nos braços dele. Oliver ainda ficou observando dormir por pelo menos meia hora, gostava de vê-la dormir tranquila, coisa que não acontecia á semanas. Desde que perdeu Donna. Não podia culpa-la. Mas seus pensamentos não duraram muito, o sono o pegou meia hora depois de ela adormecer.

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Mamãe, papai... — Chamaram, entrando no quarto enquanto coçavam os olhos. — Estamos com... — Pararam de falar quando os viram dormindo. — A mamãe não está tendo pesadelos... — Amy sussurrou para a irmã.

Estão dormindo. — Elas se olharam. — E agora?

Alissa não está mais aqui. — Voltaram os olhos para os pais. — Estou com fome.

Eu também. — Fizeram um bico.

Acordamos eles? — Elas se olharam. — Não. A mamãe não dorme desde que a vovó Donna foi pro céu.

Shiiii. Não fala isso Amy, a mamãe pode ouvir.

Ela está dormindo. — Voltaram novamente os olhos para os pais. — Vamos acordar só o papai, então.

Não. — Pegou na mão direita da irmã. — Vamos deitar aqui com eles até eles acordarem. — Elas se aproximaram da cama, subindo divagar, sem querer, realmente acorda-los, o que não deu muito certo. Assim que se deitaram, os mais velhos começaram a abrir os olhos.

O que estão fazendo? — Oliver quem perguntou.

Desculpa papai, agente não queria acordar vocês.

Está tudo bem. — Felicity suspirou, denunciando que acordava.

Aconteceu alguma coisa? — Elas se encolheram.

Estamos com fome. — Felicity sorriu.

Acho que Alissa deixou tudo preparado para o jantar. — Se sentou.

Mamãe, você pode dormir mais... — Ela olhou para Oliver que sorria.

Não estou mais com sono. — Colocou as pernas para fora da cama e se sentiu tonta. Oliver pareceu perceber.

Está tudo bem?

Sim. Me levantei muito rápido... — Oliver desceu da cama para se aproximar dela, as gêmeas observavam, preocupadas. — Estou bem.

Olha para mim. — Ela o fez. — Você ficou pálida.

Estou bem. — Ele a ajudou se levantar. — Oliver, foi só uma tontura boba...

Por que eu não estou acreditando nisso? — Ela desviou o olhar para as gêmeas.

Eu vou tomar um banho e já esquento o jantar, está bem? — Elas assentiram.

Mamãe, você está bem mesmo?

Estou, Amy. Não se preocupem. — Disse olhando para as duas. Felicity se soltou do namorado e caminhou até o banheiro.

Não tranque a porta. — Ela assentiu e a encostou. — Enquanto a mamãe toma um banho, por que não vão assistir TV na sala? — Elas desceram da cama, com a ajuda do pai e correram para a sala. — Não corram nas escadas. — Gritou da porta do quarto e voltou para dentro, caminhando até onde a namorada estava. — Lis. — Percebeu que ela não estava na banheira. — Você melhorou da tontura?

Eu disse que tinha sido porque me levantei rápido. — Felicty estava encostada na parede debaixo do chuveiro. Respirava ofegante. Colocou as mãos no peito, por algum motivo sentia-se com falta de ar. Passou a tentar respirar de vagar até tudo se normalizar.

Não está me escondendo nada, está? — Por que Oliver tinha essa droga de sexto sentido? Ele sempre sabia quando estava escondendo alguma coisa.

Não. — Outra mentira Felicity, seu subconsciente gritou. — Eu estou bem, sério.

Tudo bem. Vou te esperar no quarto. — Ela respondeu com uhum. Quando sua respiração se normalizou, ela terminou seu banho rapidamente, desligou o chuveiro e saiu do banheiro enrolada na toalha, Oliver a esperava sentado na cama. Ela caminhou até o closet, pegou um short e uma blusa de mangas, vestindo-as rapidamente e então se virou, encontrando Oliver na porta do closet, o que a fez se assustar.

Oliver. — Colocou a mão no peito.

Desculpa, não queria assusta-la, pensei que tinha percebido eu aqui.

Você estava sentado na cama.

Estou preocupado. — Ela quis revirar os olhos, mas não o fez. — Felicity, não foi apenas porque se levantou rápido... Foi algo mais. Você ficou pálida.

Eu estou bem, Oliver.

Então, por que será que eu não acredito? — Ele sabia que ela mentia. Ela tinha dito á Caitlin que contaria, mas como? Como faria isso? Era mesmo uma covarde. Suspirou.

Olha, eu estou melhor. Podemos descer? Nossas filhas estão com fome. — Passou por ele, mas ele a impediu de sair, segurando-a pelo braço.

Não quero que me esconda as coisas.

Eu... Podemos falar sobre isso quando elas estiverem dormindo?

Então tem alguma coisa acontecendo?

Oliver, podemos por favor não falar sobre isso agora? — Ele suspirou e a largou.

Quando nossas filhas dormirem. — Afirmou e ela concordou

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Oliver observava a namorada brincar com as gêmeas. Sabia que ela lhe escondia alguma coisa, não gostava de ficar no escuro, da última vez... Entendia que ela têm passado por muitas coisas, mas por que esconder algo dele? Ela estava melhor, a psicóloga diz que ela tem desabafado bastante, mas que ela tem escondido coisas dela. Ele pensava que fosse sobre Cooper, mas agora... Agora ele não tinha mais certeza disso. Era outra coisa. Já tinha percebido que ela vivia no mundo da lua ultimamente, pensativa demais e sempre que perguntava o que pensava ela dizia: Algumas coisas. Era sempre a mesma coisa. E hoje ele teve a certeza de que ela lhe escondia alguma coisa.

Felicity tinha percebido os olhares do namorado, mesmo se divertindo com as gêmeas, percebia seus olhares. Ele estava agoniado, queria saber o que ela tanto escondia. O que ele faria quando soubesse? O que ele diria? Ela estava nervosa demais, não sabia nem como começar aquele assunto. Suspirou.

Tudo bem, mamãe? — Percebendo que a mãe tinha parado com as cócegas.

Sim. — Sorriu. — Acho que devemos parar, está ficando tarde. — Afinal eles moram em um apartamento. Percebeu Oliver se aproximando.

Já não está na hora de dormir? — Ela estremeceu e Oliver percebeu, pois seu olhar não deixou o corpo dela um minuto.

Não! — Responderam juntas. — Não estamos com sono.

Isso que dá dormirem aquela hora da tarde. — Elas fizeram um bico fofo.

Mamãe, vamos assistir Frozen! — Felicity pensou De novo?.

De novo? — Oliver arqueou as sobrancelhas.

É. Agente quer assistir Frozen!. — Elas ficaram de pé, enquanto pulavam, animadas.

Até parece que é a primeira vez que assistem isso. — Felicity se levantou para colocar o bendito filme.

Talvez com isso elas adormeçam. — Felicity sabia o porque de ele querer tanto que elas durmam. Ele tinha o direito de saber? Sim. Mas ela estava pronta para contar? Não. E olha que já faz meses. Colocou o filme e se sentou no sofá entre as gêmeas. Oliver se sentou na poltrona do lado do sofá. As garotas dormiram antes do final do filme, tentaram ficar com os olhinhos abertos, mas o sono ganhou. Oliver e Felicity subiram com elas para o quarto, colocaram-nas na cama e depois de ligar o abajur e apagar a luz, saíram do quarto, deixando a porta encostada. Eles entraram no quarto, calados. Felicity foi para o closet e Oliver para o chuveiro, precisava esfriar a cabeça. Não conseguia parar de pensar no que ela lhe escondia. Quando saiu do banheiro já com uma bermuda de dormir, encontrou a namorada sentada na cama, vestida com a camisola.

Então? — Se sentou na frente dela, com as pernas cruzadas.

Ok. — Suspirou. Ela pegou sua caixa de joias, tinha decidido deixar pelo menos aquele exame, para quando estivesse pronta, mostrasse á ele. Abriu o fundo falso e ele ficou surpreso. — Eu guardei isso, não sabia como contar e eu estava surpresa demais... Eu não sabia como isso poderia ter acontecido...

Felicity, não estou entendendo nada. Isso, o que? — Ela engoliu em seco, não sabia o que esperar de Oliver a partir do momento que contasse. Respirou fundo, criando coragem. Ok, faria aquilo. Ele merecia saber. Tinha o direito de saber. Olhou nos olhos dele com o exame em mãos. Ele também a olhava nos olhos. Azuis e verdes se encarando.

CONTINUE...

Notas finais
E então? O que acharam desse capítulo? Felicity contou sobre a ida até o cemitério, de madrugada, para Oliver. E ele não gostou. Ficou bastante irritado. Como será a reação dele quando ela contar os outros segredos? Vocês acham que ela enfim vai contar para Oliver sobre o aborto? E como acham que ele vai reagir? Quero ler os palpites de vocês, hein? O próximo capítulo será um extra. Tommy e Caitlin. Enquanto a próxima sexta não chega, fiquem com... Data de Lançamento: 22/06 Prévia Eles se divertiram hoje. - Ela sorriu. Kitty quase conseguiu se levantar sozinha hoje. - Entraram no quarto. Não vai demorar muito a andar se Lyon continuar a ensina-la. Eu quero revelar as fotos. - Ele a olhou, que estava tirando a roupa. As fotos das crianças? - Ela assentiu, se sentando na cama para retirar a calça. Nós tiramos várias e ficam todas guardadas. Quero colocar algumas delas pelo apartamento. - Ele sorriu se aproximando. Eu aprovo. - Ela se levantou e foi a deixa para ele puxa-la para seus braços pela cintura. - Posso deixar as fotos no revelador amanhã. - Ela assentiu. - Eu fiquei surpreso quando Barry disse que apresentaria Laurel para os pais dele. Eu estou mais preocupada do que surpresa. Preocupada? - Arqueou as sobrancelhas. Iris mora com o marido, mas ela visita os Allen. Com frequência. Laurel sabe se defender, não se preocupe. Me preocupo com o que aquela... - Reprimiu um xingamento. - Possa fazer para humilhar a Laurel.