Kupidon
26 Extra Nove
Notas iniciais

Caitlin estava no closet de seu quarto, ela procurava pelo bracelete que o namorado tinha lhe dado no dia do seu aniversário. Ela se lembrava de ter colocado ele em sua caixa de joias e por algum motivo, agora ela tirava tudo que estivesse no seu caminho para procurar a tal joia. Ela suspirou quando não o achou escondido entre suas coisas, por isso foi procurar nas coisas do namorado. Ela sabia que era meio impossível estar ali, ela não era de mexer nas roupas de Tommy. Bufou. Era o único lugar que faltava. Já tinha procurado na cozinha, na sala, no quarto da filha e do enteado. Nada! Tommy chegaria em alguns minutos do trabalho. Não iria usá-lo hoje, mas e se Tommy perguntasse onde estava? O que ela iria dizer? Enquanto procurava, ela falava com Felicity pelo celular.
Como eu fui perder esse bracelete? — Perguntou pela milésima vez, mas dessa vez a amiga a ouvia.
Talvez você tenha deixado na mansão Queen?
Não. Eu usei a uma semana atrás. — Ela pulou para tentar pegar a caixa que estava um pouco alto demais. — Por que isso tem que ser tão alto?
Cuidado, Cait.
Estou bem. — Mordeu o lábio, ficando nas pontas dos pés e puxou com força a tal caixa, fazendo com que outras coisas também caíssem, fazendo um barulho horrível. Caitlin resmungou um “droga”.
Cait? — Chamou preocupada. — Você está bem?
Estou, não se preocupe. — Praguejou. — Mas agora tenho outra coisa para arrumar. Droga! — Se aproximou para pegar as coisas que estavam no chão.
Você deveria ter pegado um banco.
É. eu não pensei nisso, porque eu estava desesperada. — Colocou a caixa no lugar, com a ajuda do banco que estava ali perto. — Eu ainda não encontrei o meu bracelete, Lis. — Choramingou.
Não se preocupe. — Segurou um riso. — Vai encontra-lo.
Meu Deus! — Exclamou quando encontrou uma caixinha pequena, na cor vermelha. — Deus. Isso é...
O que? — Perguntou curiosa.
Eu... — Ela abriu a caixinha. — Lis, eu acho que encontrei algo que eu não deveria ter encontrado.
Algo? Tipo o que?
Tipo uma caixinha pequena, vermelha.... — Felicity arregalou os olhos. Ela não teria encontrado, teria? — Com um diamante enorme dentro.
Ai, não. — Reclamou. — Fecha isso agora! — Exclamou. — Não era para você ver. Não ainda... Você estragou a surpresa. — Cait se aproximou do celular.
Você sabia?
Sim. — Resmungou. — Ele faria o pedido no dia seguinte do aniversário das gêmeas, mas com tudo que houve...
Ele desistiu? — Sua voz mudou, mas Felicity não a deixou pensar muito.
Não. Com certeza ele está esperando as coisas melhorarem... Por minha causa, provavelmente. — Bufou. — Guarda isso, ok?
Agora eu vi. Não tem como eu não comentar sobre isso.
Tem sim. Você vai ficar quieta, agir como se nada tivesse acontecido e não vai dizer nada sobre isso ao Tommy.
Não vai me dizer o que? — Felicity se assustou, mesmo do outro lado da linha. Cait tinha dado um pulo, por causa do susto.
Que susto, Tommy. — Colocou a mão livre no peito.
Desculpa. — Por algum motivo ele abaixou o olhar e viu a caixinha nas mãos da namorada. — Você... — Ele não conseguiu terminar a frase. Cait percebeu onde seu olhar parou.
Lis, acho que não dá mais para fingir que nada aconteceu.
Droga! — Exclamou chateada. — Vou deixar vocês conversarem. Nos falamos amanhã. Tenham uma boa tarde.
Para você também. — Disseram juntos. Tommy suspirou.
Não era para você ter encontrado. Por isso tinha deixado com Felicity.
Estava com ela? — Ele assentiu.
Eu peguei de volta no dia do aniversário das gêmeas... — Ela se aproximou. — Mas então aconteceu tudo aquilo...
Eu estava procurando uma coisa e... — Olhou para as coisas dele, que já estavam no lugar. — Deixei cair, junto de outras coisas.
Bom, era para ser de outro jeito, mas... — Ele pegou na mão dela. — Eu sei que estamos juntos a menos de dois anos..., mas sempre que eu fecho meus olhos e penso como seria meu futuro... Eu a vejo nele. — Ela não pode deixar de sorrir. — Eu não sei como consegui me apaixonar tão rápido por alguém que ainda era noiva e ao mesmo tempo em que eu ainda era casado, mas quando vi... Estava acontecendo. Você me transformou, Cait. Me fez ver que eu podia ser feliz, mesmo com tudo acontecendo na minha vida. Me ajudou nos momentos que eu mais precisei, foi meu suporte... Assim como eu fui para você. Você me aceitou do jeito que sou... Eu te amo, Caitlin Snow. E quero passar o resto da minha vida com você. — Ele pegou a caixinha das mãos dela e a abriu. — Caitlin, você quer casar comigo? — Ela sorriu, passando os braços em volta do pescoço dele.
Eu não poderia querer outra coisa. — Ele sorriu. — Eu também te amo, Tommy Merlyn e quero passar o resto da minha vida com você. — Ele a beijou logo em seguida, passando um dos braços em volta da cintura dela. Ela quem aprofundou o beijo, puxando a camisa dele para cima, ele a ajudou a tirar.
Falta uma coisa. — Conseguiu dizer, ofegante. Retirou o anel de dentro da caixinha e colocou no dedo da amada. — Agora, você é oficialmente minha noiva. — Ele não deixou que ela respondesse, apenas tirou o vestido que ela usava, rapidamente enquanto a beijava longamente, aprofundando o beijo, trazendo-a para mais perto do seu corpo, girando-a e andando com ela até a cama. Ele a deitou, subindo por cima dela, depois de retirar sua roupa. Ela quem o puxou para outro beijo, descendo as mãos para a cintura dele, arranhando com as unhas. Tommy não esperou muito para retirar a única coisa que o atrapalhava naquele momento. Ele a ouviu gemer, quando apertou um dos seios. Ele gostava de ouvi-la gemer, era o paraíso para ele, por isso mordeu o lábio inferior enquanto se posicionava no meio das pernas dela. Cait apertou as unhas nas costas do amado, excitada. Não demorou muito para ele preenche-la.
**--**
Thea — https://78.media.tumblr.com/3f1b4865ecf4eed3e81d2b6124bab652/tumblr_inline_mojqo8vqLj1qz4rgp.jpg
Felicity — http://p7.pstatp.com/large/11257/8513410001
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Laurel — https://i.pinimg.com/originals/61/b1/d6/61b1d6859fc226918802c6bec3dcee1d.jpg
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Ainda não entendi porque Cait queria nos ver aqui. — Thea comentou. Estavam todas as garotas em um café perto do apartamento da Felicity. Ela ainda não se sentia bem em sair, mas faria aquilo pela amiga.
Ela disse que tinha uma novidade.
Estou curiosa. — As mais velhas riram. — Lis... — Chamou quando pararam de rir. — Você... — Estava com medo de perguntar.
Pode perguntar, Thea.
Vocês está mesmo melhor?
Estou. — Suspirou. — Eu estou indo a psicóloga quatro vezes na semana e isso está me fazendo... Bem. Eu acho.
Eu sei que você já sabe disso..., mas pode contar com agente, ok?
Obrigada, Laurel. Eu sei que todas vocês querem me ajudar..., mas não é preciso. Eu tenho estado mais... Aberta? Eu não sei. Tenho saído do quarto. — Deu de ombros. — Mas se eu precisar, procuro por vocês. — Elas assentiram.
Cait! — Thea exclamou alguns segundos depois, quando a viu aparecer na entrada do Coffee De Flore.
Bom dia meninas. — Se aproximou, as amigas a cumprimentaram de volta.
Então, qual é a novidade? — Ela sorriu. Suas mãos escondidas no bolso do casaco. — Conta que eu estou curiosa.
Ela está mesmo, não para de perguntar: Qual é a novidade da Cait?— A noiva sorriu. — Mas não posso dizer que também não estou curiosa.
Diz logo que eu ainda tenho que perguntar como foi a conversa com Tommy ontem. — Ela ficou pensando naquilo o dia inteiro.
Bom, eu vou precisar da ajuda de vocês.
Para? — Perguntaram ao mesmo tempo, com as sobrancelhas arqueadas.
Para organizar minha festa de casamento. — Disse levantando a mão direita, mostrando o anel de noivado. As três se levantaram.
Você... — Sorriu. — Meu irmão te pediu em casamento. — Afirmou animada.
Sim. Ontem. — Elas se aproximaram para abraçar a noiva.
Cait, eu fico tão feliz por você.
Eu desejo felicidades aos dois. — Laurel sorriu. — Tommy merece ser feliz e você também. — Cait agradeceu.
Então ele te fez o pedido ontem?
Fez. Bom, depois de eu encontrar a caixinha, ele ficou sem opções, né?
Você que encontrou? — Ela assentiu. — Conta isso direito? — Elas se sentaram e Cait contou desde o começo. Laurel começou a rir.
Por isso ele pediu para eu ficar com o anel, ele sabia que você o encontraria. — Revirou os olhos.
Imagino a cara que ele fez quando viu a caixinha em suas mãos.
Realmente, ele estava bastante surpreso.
Eu nem acredito. — The estava mais que animada. — Vocês decidiram uma data?
Thea, eu fiquei noiva ontem.
E não tiveram tempo para conversar sobre isso? — Cait ficou vermelha. — Ah, claro. Fizeram uma comemoraçãozinha, né?
Thea! — Ela reprendeu e as outras três começaram a rir. — Obrigada por ficarem do meu lado. — Disse olhando para Laurel e Felicity.
Foi mal, mas foi engraçado você ficar vermelha.
Você também ficou quando Lyon te perguntou quando teria uma irmãzinha. — Laurel deixou de sorrir na hora e ficou vermelha. Felicity e Thea riram, junto de Cait.
Eu prefiro não pensar nisso agora. — Cait a compreendeu.
Bom, sei que não tem uma data, mas então, podemos escolher os detalhes. — Mudou de assunto. Thea nem percebeu o desconforto de Laurel.
Claro. Eu sempre imaginei meu casamento... E eu tenho tudo em um caderno.
Sério? — Ela assentiu. — Eu sei que um dia eu vou me casar, mas ainda não me imagino como isso poderia acontecer.
Você ainda é nova Thea. — Felicity sorriu.
Podemos marcar um dia para falarmos sobre os detalhes? — Laurel perguntou mais animada.
Com certeza. Eu e Tommy ainda temos que falar com os pais dele e a minha mãe... E ainda tem Barry e Lyon.
Você não tem que se preocupar com nenhum deles. — Ela sorriu. — Todos eles ficaram felizes por vocês.
Ainda não sei qual a reação de Lyon, Laurel.
Ele vai ficar feliz também.
Não teria porque ele não ficar... — Felicity comentou. — Não vai mudar muita coisa, vocês só vão mudar o status do relacionamento. De namorados para casados. — Ela sorriu. — Lyon ficará feliz.
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Barry ainda digeria a notícia. Não que ele tivesse algo contra. Ele estava feliz pelos amigos, mas estava surpreso. Oliver e Roy parabenizavam o noivo.
Pensei que ia esperar mais um pouco. — Ouviu Oliver comentar.
E eu realmente ia, mas cheguei em casa e vi Cait com a caixinha nas mãos... Aproveitei para fazer o pedido.
Você guardou onde, para ela conseguir encontrar?
Na minha parte do Closet. — Eles arquearam as sobrancelhas. — Ela procurava alguma coisa que tinha perdido.
E acabou encontrando a aliança.
Barry... — Roy o chamou.
Eu ainda estou digerindo isso... — Tommy o olhou. — Não que eu não esteja feliz por você e Cait, mas me pegou de surpresa.
Isso é um problema?
Não. Como disse: Eu fico feliz por vocês. Eu desejo felicidades.
Obrigado. Cait está contando para as garotas agora.
Ah, por isso ela conseguiu tirar Felicity do apartamento.
E como ela está? — Roy fez a pergunta na frente dos outros dois.
Ela está melhorando... Tem ido à psicóloga, tem saído do quarto, comido melhor... — Sorriu. — Você estava certo, Tommy. As gêmeas ajudaram isso acontecer.
Eu disse. — Sorriu. — Saber que minha irmã está melhor, me deixa aliviado.
Ela estava me preocupando. — Tommy concordou com Barry.
Isso porque não presenciaram a cena que eu presenciei á alguns dias. — Então Oliver contou a eles o episódio da banheira.
Não acredito que isso aconteceu. — Comentou surpreso e preocupado. — Ela podia ter... — Se interrompeu. — Não quero nem imaginar o que teria acontecido se você não tivesse chegado.
Nem eu. — Não gostava nem de imaginar.
Você não pode mais deixa-la sozinha.
Não se preocupe Barry, estou por perto, agora..., mas não acho que isso venha acontecer novamente. As sessões tem dado certo.
Eu não sabia que estava nesse extremo. — Roy se pronunciou um tempo depois, mais do que surpreso. Ele não fazia ideia de que a loirinha estava se destruindo aos poucos. Bom, não podia culpa-la, ela perdeu a mãe.
Pois é. Mas ela está bem, agora.
Se eu estivesse no seu lugar, não sei o que faria. Tem que ter um alto controle muito forte para não se desesperar.
Eu fiquei assustado e comecei a me desesperar quando vi que ela segurava a respiração..., mas eu tinha que me segurar, ela precisava de mim.
Você sabe que qualquer coisa, pode contar conosco, certo? — Oliver assentiu.
**--** **--**
Pelo jeito, eles estão fazendo a festa lá em cima. — Laurel comentou quando entrou no apartamento com as amigas.
Precisávamos conversar, então deixamos eles lá em cima...
Destruindo o apartamento da Felicity e do Oliver? — Felicity sorriu.
Não tem problema. — Deus de ombros.
Tommy, preciso falar com você... — Ele a olhou. — Preciso que você fique com Lyon essa semana e me deixe ficar com ele no final de semana.
Não tem problema, mas aconteceu alguma coisa?
Não. É que eu e Barry vamos para Central City. — Cait arqueou as sobrancelhas, assim como Felicity.
Não que seja da minha conta, mas vai fazer o que lá?
Vou apresenta-la aos meus pais. — Tommy se virou para Barry que se aproximava.
Agora quem está surpreso sou eu. — Sorriu. — Tudo bem. Eu fico com o Lyon essa semana.
Obrigada.
Barry, você avisou seus pais, por exemplo... De não convidar a megera? — Cait se intrometeu.
Eu não achei que precisasse já que eles sabem que eu e ela não estamos nos falando. — Felicity revirou os olhos. Oliver, que apenas observava, ao lado da namorada, viu quando ela revirou os olhos.
Sua mãe adora se meter entre vocês dois. Ela vai chamar a... Iris. — Falou o nome com repulsa.
Vou falar com eles. — Ele sabia que o melhor deixar seus pais avisados, não seria nada bom um reencontro Laurel e Iris.
Barry, o que você acha de levar Kitty? — Ele ficou surpreso. — Eu vou ficar morrendo de saudades e com certeza vou ligar a cada segundo..., mas ela não os vê a mais de três meses, porque eles não podem vir aqui.
Eu pensei em falar com você sobre isso..., mas estou surpreso por ser você a dar a ideia. — Ela sorriu.
Ela é sua filha também, afinal de contas.
Então, quando eu e Laurel viermos buscar o Lyon, pegamos ela também. — Ela assentiu. — Não se esqueça de deixar instruções. — Os amigos riram. — Vocês já são pais há muito tempo, eu estou começando agora... — Laurel abaixou o olhar.
Tudo bem? — Felicity perguntou baixinho.
Está. — Tentou sorrir. — Eu vou avisar o Lyon. — Caminhou para subir as escadas. Caitlin e Felicity se olharam.
Nós vamos com ela. — As vozes das garotas fizeram presente. Os garotos as observaram subir as escadas.
Ela está tão estranha. — Tommy comentou.
Eu disse isso a ela... — Barry se pronunciou, fazendo Tommy olha-lo.
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Laurel parou na porta do quarto das gêmeas para observar o filho, as gêmeas e a enteada brincar. Kitty estava sentada no tapete felpudo com as crianças em volta dela. Ela se divertia com eles, viu quando a pequena tentou se levantar e viu também quando os outros três colocaram o braço em volta dela. Sorriu. Lyon era completamente apaixonado pela irmãzinha, via o quanto ele era carinhoso, protetor... Kitty não poderia conseguir um irmão melhor.
Laurel? — Ela olhou para trás por alguns segundos, logo voltando sua atenção para as crianças.
Eu fico imaginando como contar a ele... E não consigo pensar... — Cait se aproximou com Felicity, observando a mesma coisa que ela.
Eu sei que você está com medo, mas Laurel... Vai ficar tudo bem.
Sim. Mas você tem que contar para o Barry, você precisa dele. — Ela suspirou.
É. Eu preciso. Mas como ele vai reagir?
Você ainda tem dúvidas? Ele vai ficar do seu lado.
Disso eu não tenho dúvidas, eu o conheço... — As outras duas a olharam.
Então o que é?
Não era algo que nenhum de nós dois esperávamos. — Felicity pegou na mão dela.
Eu sei. E eu também sei que vou ser uma hipócrita, porque também estou escondendo coisas do Oliver..., mas... Você precisa dizer a ele.
Eu também sou uma hipócrita. — Olhou para a amiga — Porque eu também disse para você não esconder aquilo do Oliver e agora eu estou fazendo o mesmo.
Somos duas hipócritas, então. — Suspiraram. Cait puxou ambas para mais longe da porta e fez com que elas a olhassem.
Eu vou dizer uma coisa: Parem de ficar choramingando pelos cantos. Vocês estão com medo? Isso faz parte da vida. Quando eu descobri que estava grávida, foi o dia que eu mais temi. Eu não entendia de ser mãe. A minha não era a melhor... Vocês estão passando por coisas difíceis? Não esperavam pelo que estão passando? Sim. Mas vocês vão ficar aí, suspirando e deixando o medo tomar conta?
Nossa, Cait. — Laurel e Felicity estavam surpresas.
Você. — Apontou para a Felicity. — Não seja covarde e diga logo o que houve naquele dia para Oliver e se tiver mais alguma coisa guardada aí dentro, diga também. E você. — Apontou para a Laurel. — Você sabe o que está acontecendo, sabe que nada vai mudar, então não seja covarde e diga logo para o Barry. Porque ele merece saber. Ele tem o direito de saber.
Tudo bem. — Disseram juntas.
Ótimo! — Respirou fundo. — Agora eu vou ver minha filha.
Tenho pena do Tommy.
Tenho que concordar. — Elas seguiram a amiga.
Mamãe, a Kitty está tentando andar. — Laurel sorriu quando filho a abraçou. As gêmeas abraçavam Felicity.
Você demorou. — Reclamaram.
Desculpe, estava conversando.
Mamãe, a gente pode comer pizza? — Ela olhou para as amigas.
Podemos jantar todos aqui, se não for problema. — Cait falou com os olhos na filha. Laurel concordou.
Claro. — Sorriu. — Vamos pedir para o papai fazer os pedidos, ok? — Elas assentiram sorrindo.
Tia, você podia fazer aquele bolo... — Ela olhou para o sobrinho.
Mas vocês não querem pizza? — Arqueou as sobrancelhas.
Sim, mas eu estou falando daquele bolo que a gente comeu com sorvete naquele dia. — Ela sorriu.
Se chama Petit Gâteau. Eu acho que tenho as coisas aqui...
Nós te ajudamos, Lis. — Cait deixou a filha de volta no tapete.
Qualquer coisa vocês nos chamam, ok?
Pode deixar, tia Cait. — Ele voltou para perto da irmã.
Mamãe, a gente quer tudo de chocolate.
Eu com certeza vou comprar lombrigueiro para vocês. — Ela comentou, as amigas riram. — Mas tudo bem, vou pedir para Oliver sair e comprar o sorvete.
Não só o Oliver, já que faremos o Petit Gâteau, eles vão as compras.
Melhor ainda, eles vão comprar as pizzas, pessoalmente. — Saíram do quarto e desceram as escadas.
As crianças querem comer pizza. — Laurel comentou assim que os viram sentados no sofá.
Vocês vão ficar?
Sim, eles vão. — Felicity quem respondeu.
Vou fazer os pedidos... — Caitlin tirou o celular das mãos do noivo e ele arqueou as sobrancelhas, confuso.
Vocês vão comprar pessoalmente.
O que? Por que, se eles fazem entrega?
Porque as crianças querem comer Petit Gâteau e nós precisamos do sorvete. E sorvete não se entrega. — Os três bufaram.
Vocês ficam empurrando doce nas crianças... — Barry comentou.
Depois elas passam mal e... — Tommy foi interrompido.
E quem cuida somos nós, mulheres, seus dorminhocos. — Eles reviraram os olhos. — Vão logo, que agorinha eles descem perguntando pela comida.
Vamos logo. — Oliver pegou sua chave. — O sorvete é de...?
Chocolate e flocos.
Tudo a mesma coisa para mim. — Tommy reclamou, Barry e Oliver riram.
Mas você é sempre o primeiro a colocar a mão, né? — Cait retrucou.
Parem de reclamar e vão. — Eles saíram juntos pela porta e as garotas foram até a cozinha, começar a preparar os Petit Gâteau.
**--** **--**
Lyon está começando a ficar pesado. — O arrumou em seus braços, Cait estava com a filha no colo que também dormia. Eles subiram as escadas e cada um foi para um quarto, deixando as crianças em suas camas.
Eles se divertiram hoje. — Ela sorriu.
Kitty quase conseguiu se levantar sozinha hoje. — Entraram no quarto.
Não vai demorar muito a andar se Lyon continuar a ensina-la.
Eu quero revelar as fotos. — Ele a olhou, que estava tirando a roupa.
As fotos das crianças? — Ela assentiu, se sentando na cama para retirar a calça.
Nós tiramos várias e ficam todas guardadas. Quero colocar algumas delas pelo apartamento. — Ele sorriu se aproximando.
Eu aprovo. — Ela se levantou e foi a deixa para ele puxa-la para seus braços pela cintura. — Posso deixar as fotos no revelador amanhã. — Ela assentiu. — Eu fiquei surpreso quando Barry disse que apresentaria Laurel para os pais dele.
Eu estou mais preocupada do que surpresa.
Preocupada? — Arqueou as sobrancelhas.
Iris mora com o marido, mas ela visita os Allen. Com frequência.
Laurel sabe se defender, não se preocupe.
Me preocupo com o que aquela... — Reprimiu um xingamento. — Possa fazer para humilhar a Laurel.
Se ela fizer isso, vai se arrepender. Laurel não é de se deixar ser humilhada.
Espero que ela não apareça nos Allen no final de semana.
Se os pais dele comentou que ele estava indo visita-los... — Ela bufou.
Ela vai aparecer.
Não vamos pensar nisso. Vamos deixar Laurel e Barry cuidar disso. — Ela assentiu, mesmo ainda estando preocupada. — Eu te amo ainda mais por isso sabia?
Pelo que? — Ele passou uma das mãos no rosto dela, acariciando.
Por estar preocupada com Laurel.
Ela é minha amiga. — Arqueou as sobrancelhas. — É estranho ser amiga da ex do seu atual?
Não. — Ele riu. — Um pouco..., mas isso quer dizer que vocês são maduras. — Ela não pode discordar. — Eu te amo.
Te amo mais. — Ele balançou a cabeça para os lados.
Eu te amo muito mais. — Capturou os lábios dela, sem deixa-la responder, introduzindo a língua, pedindo passagem que foi concedida de imediato. Cait não demorou a tirar a camisa do namorado, ela estava em desvantagem, afinal de contas. Enquanto ele podia passar as mãos pelos seu corpo sem empecilho... Por isso o ajudou com a calça. Ela o empurrou para a cama, se sentando com as pernas em volta de sua cintura, sem deixar de beija-lo, suas mãos tocavam o corpo um do outro. Apenas queriam mais uma vez, sentir o corpo um do outro em sincronia.
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