Kupidon
49 Capítulo Trinta e Um
Notas iniciais

Oliver ficou olhando para a noiva, não acreditando que ela estava mesmo lhe devolvendo o anel. Eles estavam felizes com o noivado. E ele sabia que ela o amava. Mas como ela poderia agir assim, achando que ele não faria nada? Oliver compreendia os motivos da noiva ficar tão desesperada com a menção de ter filhos, de não querer um filho, de ficar mal só de pensar que não daria isso á ele; ela tinha todos os motivos do mundo para ficar daquele jeito, mas ela não precisava desistir deles por causa disso. Não precisava desistir do noivado deles. Ela não precisava pedir para ele desistir desse sonho por ela, ele faria aquilo com todo o prazer, porque ele a ama. Ele não seria feliz com ninguém senão ela. Ele quase perdeu o mundo quando ela ficou em coma por tanto tempo. Não aguentaria ficar longe dela. Só de imaginar ficar longe dela, ele já sentia uma dor agoniante no peito. Ela é a pessoa que mais ama, além das gêmeas. Ele não conseguiria perder mais uma pessoa que amava, principalmente daquele jeito. Ele só voltou a si, quando sentiu a noiva se mexer, descendo da cama. Oliver se levantou, puxando-a pelo braço, fazendo-a colar o corpo no dele.
Felicity, você não precisa desistir de nós por isso. E não precisa pedir para eu desistir desse sonho. Eu faço isso por você, porque eu te amo.
Oliver, não posso deixar que faça isso.
Por que não? Você faz tantas coisas por nós dois, pelas nossas filhas..., pelos nossos amigos. Por que não deixar que eu faça esse sacrifício por você? Se eu não me importo de fazer isso, porque está se importando tanto?
Porque eu amo você, e não quero que fique triste por não realizar esse sonho.
Eu não vou. Eu juro, então...
Eu não posso. Oliver, alguma hora você vai querer falar sobre isso novamente, eu tenho certeza, e eu sei que não vai dar certo, porque eu não vou mudar de ideia.
Tudo bem. Eu compreendo isso. Você tem motivos para pensar assim, e é por isso que te apoio. Não precisamos terminar tudo.
Oliver...
Me escuta. – Ele a corta. – Eu te amo. Eu não consigo viver sem você, meu amor. Eu já disse isso uma vez e eu vou repetir... Quando você entrou em coma, eu pensei que meu mundo estava desmoronando. Eu fiquei desesperado pensando que perderia mais uma pessoa que amo. Eu tinha certeza absoluta que perder você seria minha destruição, mesmo eu tendo as gêmeas ao meu lado. Eu não consigo viver sem você, Felicity.
Para mim também não é fácil.
Então por que você está querendo desistir de nós? Por que me devolver o anel? – Ela se afastou, balançando a cabeça, tentando fazê-lo entender. – Você me ama, eu te amo, então por que terminar o noivado? – Pergunta, desesperado.
Oliver, será que não entende que eu nunca vou poder dar o que você quer? Eu não consigo. Só de imaginar... – Ela para de falar, balançando a cabeça, sentindo seu coração apertar. – Eu sinto uma dor enorme aqui... – Colocou a mão no peito.
Eu não me importo que não me dê o que eu quero. Eu desisto de qualquer coisa só por você. – Diz, abrindo os braços. – Nós temos as gêmeas, não precisamos pensar em ter mais filhos. – Ela balança a cabeça, e Oliver desesperado, volta a se pronunciar, depois de apertar o anel em sua mão direita. – Felicity, eu não vou suportar ficar longe de você. Eu te amo. – Ele se aproxima. – Eu entendo seu medo, eu apoio sua decisão, e por isso não me importo com mais nada, senão passar o resto da minha vida com você. – Novas lágrimas começam a descer pelo rosto de Felicity. – Não é só você quem decide as coisas. Nós somos um casal. Nós ainda somos um casal, e decidimos tudo juntos. – Aproximou seu rosto do dela, passando seu nariz no dela, levemente. – Para mim..., só você e as gêmeas importam, mais nada. Você é tudo pra mim, então tudo bem em você não querer ter filhos. Eu não me importo, meu amor.
Você vai se sentir mal mais tarde. Vai se arrepender dessa decisão. – Diz, com a voz fraca, por causa do choro.
Não. Eu posso ficar com..., um pouco de inveja dos nossos amigos, claro... Mas eu não vou me arrepender. Nunca. Porque eu vou ter você na minha vida. – Ela fecha os olhos. – Você me ama. Eu sei que me ama, e que não quer fazer isso.
Eu te amo. – Ela abre os olhos. – E é por isso dói tanto fazer isso.
Então não faça. Por nós dois..., pelas gêmeas... – Ele sussurra, e mesmo assim ela parecia irredutível. Oliver respira fundo. – Eu não vou deixar você desistir de nós. Não vou. – Diz antes de beijá-la desesperado. Felicity não esperava pelo beijo, foi pega de surpresa, mas mesmo assim correspondeu. Ela nunca poderia deixar de corresponder ao beijo dele, principalmente por amá-lo tanto. Lentamente, eles se afastam, encostando o nariz um no outro, respirando ofegante. Os olhos de Felicity, que estavam para baixo, subiram até os olhos azuis do homem que ama. – Eu te amo. – Ele sussurra. – Confia em mim, vai dar tudo certo.
Promete? – Ela ainda estava temerosa, mas não conseguiria deixá-lo, mesmo que sentisse que seria o melhor. – Vamos ficar bem, mesmo eu não querendo engravidar?
Eu prometo. – Oliver se afastou, pegando na mão dela, colocando o anel de noivado em seu dedo anelar da mão esquerda, antes de encostar sua testa na dela. – Ficaremos bem só eu, você e as gêmeas. – Ela assentiu, fechando os olhos, sentindo-o acariciar seu rosto com ambas as mãos.
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Oliver e Felicity entraram com as gêmeas no colo. Elas tinham dormido no caminho para casa, e como já haviam tomado banho, eles decidiram apenas colocá-las na cama. Depois da conversa que tiveram, eles desceram para onde os amigos estavam, deixando-os curiosos; mesmo assim ninguém perguntou nada. Felicity e Oliver não tocaram mais naquele assunto, afinal já tinham resolvido tudo. Felicity tinha medo. Medo, que mesmo com a afirmação de Oliver dizendo que ficariam bem, só eles quatro, mais tarde os dois ficassem estranhos um com o outro. Ela temia que ele ficasse chateado, por não poder ter com ela, o que os amigos estão tendo agora. Ela queria muito dar o que Oliver queria, mas não conseguiria passar por outra gravidez, tinha certeza de que seria um erro. Oliver entrou no banho primeiro, enquanto que Felicity fazia o jantar simples. Macarrão. Ela estava cansada, e com muito sono, por isso decidiu o espaguete como jantar. Ela ficou surpresa que mesmo depois de tudo que houve entre ela e o noivo, ele não ficou estranho com ela, nem quando estavam entre os amigos, nem quando estavam sozinhos no carro. Ela olhou para a corrente que estava com o anel, por dentro do vestido. Retirou o anel e o colocou no dedo, afinal era aquele o lugar dele. Ela olhava para ele, enquanto a água fervia, e por estar tão concentrada, não ouviu os passos.
Ainda não se acostumou? – Ela piscou com o susto.
Oliver. – Ela se virou ao mesmo tempo em que ele colocava as mãos apoiadas na bancada, de cada lado do corpo dela. – Não ouvi você entrar.
Estava pensativa...
Fico pensando nas coisas que me aconteceram desde que o conheci. Eu nunca pensei que isso aconteceria comigo.
Você quer dizer se casar?
Namorar, noivar..., casar. – Ela cita, lentamente. – Eu tinha Cooper na minha vida, destruindo minhas esperanças de ter uma vida normal. Pensar que isso está mesmo acontecendo..., me parece um sonho. – Ele sorriu.
Não é não. É completamente real. Você vai ser minha esposa em alguns meses. – Ela sorriu ao ouvi-lo, ainda mais por ele estar tão ansioso por aquilo.
Em alguns meses... – Ela repete.
Sim. Eu que me casar ainda esse ano.
Por que tão rápido?
Porque quero te chamar de esposa. – Ela mordeu o lábio. – Eu sei que muitos acham que estamos noivos á muito tempo... Mas é diferente agora. É oficial.
Você parece estar mais ansioso que eu. – Ele riu. – E é a noiva quem fica assim, normalmente.
Eu vou ter você na minha vida para sempre. Sabe a quanto tempo estou com esse anel guardado? – Ela piscou algumas vezes, curiosa. – Desde o aniversário da Kitty.
Mesmo? Tanto tempo?
Você disse que estava cedo, e por isso achei melhor esperar um pouco mais.
Eu estava com medo. – Ela diz de uma vez, mas ela percebeu que o noivo não estava surpreso. – Não parece surpreso por me ouvir dizer isso.
Eu ouvi sua conversa com Helena.
Entendo. Então era por isso que ela estava falando sobre aquilo comigo, ela sabia que você estava ouvindo. – Ele assentiu. – Quando eu levei o tiro...
Por mim. – Ele a corta.
Por você... Eu percebi que seria inútil tentar te proteger tanto, porque você sendo meu namorado, noivo, ou marido... Ele não pararia até ter o que deseja. Ele vai tentar te machucar de qualquer jeito.
Pensar no que fez por mim, me deixa preocupado.
Por que? – Inclina a cabeça.
Porque eu sei que você faria qualquer coisa pelas gêmeas também, até mesmo uma troca.
Eu nunca deixaria nossas filhas nas mãos de Cooper, então sim, você está certo. Eu faria isso, Oliver, e nada que você tentasse, me faria mudar de ideia.
Eu vou cuidar para que você não precise fazer isso.
Não quero que se coloque em perigo. – Diz, preocupada.
Não se preocupe, meu amor. Eu disse que não me colocaria em perigo, e eu vou cumprir com a minha palavra. Já estou cumprindo. A polícia de Gotham vai mandar tudo que sabe sobre seu sequestro, e seu pai entregará tudo ao pai da Laurel.
Não quero que ele fique em perigo também, Oliver. – Ela diz, agoniada. – Ele tem esposa, filha, netos... Não quero colocar mais uma pessoa na mira de Cooper.
Não se preocupe, ele sabe se cuidar. – Ela fez um bico. – Ficará tudo bem. – Ela assente, vagarosamente. – Não vamos mais falar sobre isso.
A água. – Ela se lembra, se virando. – Pega o macarrão para mim? – Oliver se virou, pegando o que a noiva pediu, tirando um punhado de dentro do saco, colocando na panela. – As gêmeas ainda dormem?
Quando passei pelo quarto, eu as olhei pela fresta, e as encontrei como as deixamos.
Eu vou acordá-las para comer. Não gosto que fiquem sem jantar. – Felicity diz, se afastando depois de ver o marido assentir, e dizer em seguida que terminaria de olhar o macarrão.
**--**
Felicity e Oliver tinham ido visitar os novos pais do grupo de amigos. Eles não imaginavam que os pais de Laurel e os de Barry estariam presentes, eles nem mesmo avisaram que os visitariam, apenas apareceram. E no final Laurel tinha dito que tinha sentido que eles apareceriam, assim como Tommy, Caitlin, Thea, Roy, Helena e Ray. E foi como ela tinha dito. Os amigos chegaram minutos depois de Oliver e Felicity. Assim como Nora e Henry, Dinah e Quentin também babavam na neta, os tios faziam o mesmo, enquanto observavam-na dormir. A pequena estava nos braços da avó materna, mas tinha tanto o avô materno quando os avós paternos ao redor dela. Estavam todos encantados pela nova bebê Allen, em especial os avós dela. Quando Laurel e Barry contaram aos pais como Nathalie tinha vindo ao mundo, eles em primeiro momento, ficaram apavorados, mas ao mesmo tempo, muito agradecidos á Caitlin. Ela tinha feito um ótimo trabalho, mesmo nas condições em que estavam.
Ela é muito perfeitinha. – Laurel e Barry ouvem Nora dizer mais uma vez. – E se parece tanto com meu filho.
Isso eu não posso negar. – Os outros sorriram. – Ela tem a cor dos meus cabelos, mas o resto é todo do Barry.
Bem que eu disse que ela e Kitty teriam os mesmos olhos. – Felicity comenta, fazendo os outros olharem para ela. – Me pergunto se elas terão mais coisas em comum, quando ela ficar maiorzinha.
Estava pensando nisso ontem, Lis. – Caitlin diz. – Elas nasceram antes do tempo, são filhas do Barry, tem os mesmos olhos...
Verdade, eu não tinha pensado nisso, Cait. – Thea diz, colocando a mão no queixo. – Será que ela também vai demorar a começar a andar?
Sendo filha da Laurel? – Tommy começa a gargalhar, mas a esposa lhe dá uma cotovelada, pedindo para ele abaixar a voz.
O que quer dizer com isso?
Nada demais Quentin. – Se esquiva rapidamente.
O que ele quis dizer foi que Laurel era uma peste, e que provavelmente sua filha também será. – Os outros riram, quando Oliver termina.
E vocês dois por acaso eram santos?
Meu filho e santo na mesma frase, Quentin? – Eles olham para trás, encontrando Moira, Robert, Malcom e Rebecca ao lado de Helena, que havia ido abrir a porta á poucos segundos.
Credo, mãe.
Só disse a verdade. Depois que eu descobri do que você e Tommy fizeram na adolescência...
Nós nem vimos como eles eram de verdade. – Rebecca diz, balançando a cabeça. – Faziam um monte de coisas erradas, e nós achando que eles eram uns anjinhos.
Só se forem anjinhos caídos. – E os outros começam a rir, ao mesmo tempo em que Roy recebe dois tapas atrás da cabeça. Um de Oliver e um de Tommy.
Que bom que vieram. – Laurel diz, sorrindo, depois de se recuperar da risada.
Como não viríamos? Sua filha nasceu.
Em meio á uma tempestade. – Roy completa. – E acredite, não foi fácil.
Você está falando de quê? Nem mesmo estava lá no quarto. – Tommy retrucou.
Acredita, Moira, que Oliver quem terminou o meu parto? – As mulheres que haviam acabado de chegar olham para o homem ao lado de Felicity.
Mesmo?
Isso realmente aconteceu? – Robert pergunta, surpreso.
Laurel estava perdendo muito sangue, e por isso ele teve que ficar no meu lugar.
Você foi corajoso. – Ray diz. – Não deve ter sido fácil.
Tenho certeza de que se fosse Tommy ou Roy no lugar de Oliver, iriam desmaiar. – Helena comenta, recebendo dois pares de olhos incrédulos. – É a verdade. Oliver foi mais que corajoso.
Foi tenso, mas tudo que eu fiz, foi segurar a bebê.
Ele foi mais que um padrinho.
Eu ainda estou inconformado com isso. – Tommy diz. – Por que Oliver foi padrinho da sua filha, e eu não? – Laurel riu. – Eu seria melhor que ele.
Tommy, eu já tinha prometido ao Oliver, que se eu tivesse uma menina, ele seria o padrinho... Como eu poderia descumprir minha promessa?
Vou avisar uma coisa, se eu não for padrinho do próximo, vou roubar essa criança. – Os outros riram.
Você é ridículo.
E como é que você está pensando nisso agora? Eu dei á luz á três dias. – Laurel diz, incrédula.
Você deveria pensar que a próxima pode ser a Cait.
O que? – Caitlin olha para Barry.
Por que não? Kitty já tem um ano.
Até você, Lena? – Ela dá de ombros, e o namorado riu.
Você está preocupada atoa. Se for para ser, vai ser... – Ray diz, tentando acalmar a ruiva.
Vou torcer que a próxima grávida, tenha dois bebês. – Os outros olham para Roy. – E que essa grávida seja você, Caitlin. – Os outros riram. – Você se sairia muito bem.
Por que estamos falando sobre uma gravidez que nem existe?
Ainda.Tenho certeza de que Lyon vai adorar ter outro irmãozinho.
Ou dois, Oliver. – Ray diz. – Foi Roy quem disse que virá dois. – Se explica quando Caitlin e Tommy o olham com repreensão.
Por que a preocupação? Nem mesmo aconteceu. – Felicity diz. – E se for para acontecer, não vão poder fazer nada, então deixem de se preocupar, e não deem ouvidos aos outros.
Você não quer ter outro filho, querida?
Não é isso, Nora. Eu só acho que Kitty é muito novinha.
Eu e Cait não pensamos em ter filhos. – Olhou para a noiva. – Pelo menos não por enquanto. Mas isso não quer dizer que ter um filho não está nos nossos planos.
Que fofo, Tommy. – Os outros riram quando Roy debocha.
Cala a boca, Roy.
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Olá, mamãe. – Felicity diz lentamente, olhando para a lápide. Oliver a observava de longe, junto de Mike, Collin, Gregory, Dylan e os primos Brandom e Logan, os novatos. Oliver deixou que a esposa tivesse um momento sozinha com a mãe, afinal ela tinha muito que contar. Fazia um tempo que ela não vinha até o cemitério, principalmente porque Oliver não gostava que ela viesse sem ele, mesmo que os seguranças estivessem com ela. – Eu tenho tantas coisas para te contar. – Diz sorrindo. – Em primeiro lugar, a senhora vai gostar de saber que Laurel teve a bebê. Nathalie é linda, e muito saudável. Você iria gostar de conhecê-la. Barry está nas nuvens. Acredita que quem fez o parto foi Oliver? – Ela riu. – Bom, a Cait começou e ele terminou, já que Laurel precisava de cuidados... Foi bem tenso, mas graças a Deus deu tudo certo. Lyon está todo feliz com a nova irmãzinha, precisava ver como ele é fofo com as irmãs. Kitty e Natty tem uma tremenda sorte por ter Lyon como irmão mais velho. – Ela se abaixou, colocando a mão na lápide. – Mas eu tenho algo muito mais importante para lhe contar. Não que o nascimento da minha afilhada não seja... Mas isso é... – Sorriu. – Algo muito especial para mim. E tenho certeza de que ficaria muito feliz. Eu estou noiva. – Retirou a corrente com o anel de dentro da blusa de mangas. – Oliver me pediu em casamento á uma semana. E eu estou muito feliz. Acredito que a senhora me deixaria louca ao saber disso. Provavelmente ficaria tão ansiosa quanto eu, se estivesse aqui. E tenho certeza de que iria querer ter uma conversa importante com Oliver, dizendo o quão está agradecida por ele cuidar de mim, dizer que confia nele, e que fica muito feliz em tê-lo como genro. – Olhou para trás, fixando os olhos no noivo, que se afastou do carro, se aproximando da noiva. – Fico imaginando os momentos que eu teria com minha mãe, se ela estivesse viva.
Eu tenho certeza de que ela está vendo você lá de cima, e está muito feliz por nós dois. – Sorriu. – Vou cuidar muito bem dela, minha sogra. – Diz olhando para a lápide.
Ah, ela sabe disso. Ela já tinha dito á mim, uma vez, que você era o homem perfeito para mim. – Ele se abaixou ao lado dela. – Mesmo que ela mal te conhecesse, ela sabia que você era uma boa pessoa, e que eu deveria confiar em você.
Eu agradeço todos os dias, por você ter confiado em mim, me contado sua história..., me aceitado.
Eu nunca poderia fazer o contrário. Não depois de te conhecer tão bem, você sempre foi tão protetor comigo, e você nem mesmo sabia da minha história. – Respirou fundo. – Minha mãe ficaria feliz com nosso noivado.
Espero que seu pai aceite bem nosso noivado. – Ela sorriu.
Ele só me quer ver feliz, então não se preocupe com isso, meu amor. – Oliver passou a mão direita, levemente, no rosto dela.
O que seria de mim sem você?
Eu não sei. Eu não sei mesmo. – Ele riu. – Mas sabe, minha vida não seria a mesma sem você nela.
Ainda bem que pensa assim. – Ele passou seu nariz no dela. – Eu te amo.
Eu também te amo.
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Mamãe. Papai. – Eles são cumprimentados pelas filhas, ao entrar no apartamento. – Vocês demoraram demais.
Me desculpem, eu estava visitando a minha mãe.
Por que agente não pôde ir ver a vovó Donna?
A mamãe tinha algo importante para conversar com ela, querida. – Oliver respondeu. – Levamos vocês na próxima vez. – Elas sorriram animadas. – Thea, Roy, obrigado mesmo por ficarem com elas.
Sim, vocês nos salvaram. Não queríamos deixá-las sozinhas.
Não precisam agradecer.
Elas são nossas sobrinhas. – Completa a frase do namorado.
Querem ficar para o jantar?
Prometemos ao papai e a mamãe que jantaríamos em casa, mas obrigada.
Avise a mamãe que quero conversar com ela e o pai amanhã, depois do jantar. – Oliver pede, fazendo a irmã ficar curiosa.
Primeiro você pede para falar com meu pai, agora pede para avisar que quer falar com nossos pais? O que está acontecendo?
Nada preocupante. Mas não menos importante.
Estou mais curiosa do que já estava antes. – Todos riram, até mesmo as crianças.
Eu também quero saber, mamãe.
Falamos para vocês depois. – O pai delas pisca, e elas sorriram.
Não vai mesmo contar?
Larga de ser curioso. – Felicity riu.
Você que é o culpado.
Sim. Começou a falar, e não quer terminar. – Oliver revirou os olhos.
Apenas avisem para eles o que eu pedi. Malcom e Rebecca também foram convidados.
Eu falarei com a mamãe e o papai. – Murmurou.
Vou ficar contando os minutos para saber o que está acontecendo. – Eles riram. – Brincadeira. Bom, nem tanto. – Eles voltam a rir. – Estou curioso, não me julguem.
Eu também estou, meu amor.
Vocês foram mesmo feitos um para o outro. – Oliver comenta, fazendo Felicity concordar, com um sorriso no rosto.
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Vai contar agora, mamãe? – April pergunta, quando elas se deitam para dormir.
É. A mamãe e o papai disse que ia contar depois. – Oliver se senta do outro lado da esposa, perto de Amily.
Bom... – Oliver começa. – Eu e a mamãe decidimos uma coisa muito importante.
E o que é?
Nós vamos nos casar. – As irmãs se olham por breves minutos e se voltam para os pais, sorrindo.
Igual o tio Tommy e a tia Cait?
Isso mesmo. – Felicity responde. – Eu, assim como vocês, serei uma Queen.
Então agente vai ter também o sobrenome da mamãe? – Oliver e Felicity se olham.
Como assim, querida?
Ué, papai..., a mamãe vai ser uma Queen, então agente também tem que ter o sobrenome dela.
É. Ela é a mamãe. Agente também têm o sobrenome da mamãe Sara.
Vocês querem..., meu sobrenome? – Felicity estava emocionada. Elas assentem, balançando a cabeça, juntas.
Se é isso que querem... – Oliver diz, sorrindo. – Eu vou organizar para que tenham o sobrenome Smoak. – As meninas se sentaram, abraçando a mãe. Amily, que estava um pouco longe da mãe, ficou entre ela e o pai para poder abraçá-la. – E sobre o casamento?
Podemos ser as daminhas? – Oliver e Felicity riram.
Com certeza, meus amores.
Agora é pra sempre, né? Agente nunca mais vai se separar, não é? – April pergunta, com os olhos fixados nos pais.
Por que está perguntando isso, filha? – As gêmeas se voltam a olhar. – Digam. Tem alguma coisa atormentando vocês?
Agente teve um sonho.
Ruim. – Amily completa.
E como é esse sonho?
Você é levada pra longe da gente. – Oliver percebe a esposa estremecer. – A mamãe chorava, e o Lyon também estava lá. E a tia Thea.
Quando tiveram esse sonho, amor?
Alguns dias atrás.
É sempre o mesmo sonho.
Então foi mais de uma vez? – Elas assentem. – E por que não disseram á mim? Ou á mãe de vocês?
Estávamos com medo. E se agente contasse, e acontecesse?
Isso não vai acontecer. – Oliver afirma, sério. – A mamãe vai sempre ficar com agente. Ela nunca vai embora.
Agente só contou porque a mamãe e o papai vai se casar.
Isso quer dizer que vai ficar tudo bem..., não é?
Vai ficar tudo bem. – Oliver afirma mais uma vez. – Nós..., vamos ficar bem.
Mesmo? – Elas olham para a mãe, que estava calada demais. – Mamãe? – Felicity olha para as filhas, desvia para o noivo, e então depois de respirar fundo, ela se volta para as filhas.
Sim. Vamos ficar bem.
Então..., agente já pode escolher os vestidos? – E os pais voltam a rir, descontraindo o ambiente.
Vamos esperar um pouquinho? – Felicity pede, fazendo cócegas na barriga de ambas as filhas. – Ainda nem decidimos a data.
Tá bom. – Murmuram, mesmo que a animação continuasse.
Então, amanhã nós vamos contar á todos. Mas não digam nada, está bem?
Vai ser surpresa?
Isso mesmo, meu amor.
Agora está na hora de dormir. – Felicity empurra de leve April para a cama, e Amily foi para seu lado da cama, se colocando de baixo do edredom.
A mamãe vai cantar hoje, não é? – Os pais sorriram.
Como eu sempre fiz.
**--**
Oliver esperava que sua mãe voltasse da cozinha para poder dar a notícia. Felicity observava as filhas brincando com Shasta, enquanto que os outros conversavam na sala. Ela imaginava o que seu pai diria quando soubesse que estava noiva. Bom, esperava que ele não fosse contra, porque ele querendo ou não, ela se casaria com Oliver. Desviou os olhos para a família, que ria de algo que Thea tinha dito. Felicity nunca pensou que um dia ela teria uma família tão grande. Um pai, uma madrasta, dois irmãos, sobrinhos, cunhados..., um noivo, duas filhas..., o sonho que sempre teve se concretizou. Ela sempre sonhou em encontrar o pai. E aconteceu. Melhor que isso, ele lhe deu irmãos; algo que ela sempre quis. Olhou para o colo dos seios, onde o anel de noivado estava escondido. Noiva. Isso era algo que ela não pensou que um dia aconteceria. Não com Cooper atrás dela, fazendo de sua vida um inferno. Ela tinha medos, é claro que tinha. Mas não deixaria eles ganharem. Olhou para Oliver que mostrava a foto de Kitty vestida de joaninha para o pai. Ela ouviu Robert rir. Realmente, Kitty estava fofa demais. Ouviu Barry dizer algo sobre a filha ficar encantada com a roupinha, e que por isso ele comprou. Tommy fez um comentário que ela não ouviu, pois tinha se concentrado no noivo. Oliver tinha várias fotos da pequena no celular, e por isso mostrava as novas ao pai e Malcom. Ela sabia o porquê de o noivo ter tantas fotos de Kitty, Natty, e Lyon no celular, sem contar as das gêmeas..., ele gostava de crianças, e era o sonho dele ser pai novamente. Pensar nisso ás vezes a deixava triste, porque ela não poderia realizar esse sonho dele. O que era um pouco injusto, já que ele fazia tudo por ela, até mesmo a deixou voltar ao trabalho. Suspirou.
E então, qual é a novidade? – Ouviu Moira perguntar. Ela parecia bastante curiosa, assim como Rebecca. Oliver a olhou, e ela se aproximou, pegando na mão dele.
Eu e Felicity estávamos guardando um segredo...
Você está grávida? – Interrompeu a frase do irmão.
Não. – Responde rapidamente para a irmã. – Eu não estou grávida.
Que pena. – Roy riu. – Então o que é? – O casal se olhou.
Olha, eu não sou de ficar curiosa... – Laurel começa. – Mas estão me deixando. Estão deixando todos nós curiosos.
É, diz logo de uma vez.
Se vocês deixarem... – Felicity diz, olhando para Roy que riu.
Bom, eu queria todos aqui, para falarmos de uma vez. – Deu uma pausa, olhando para Malcom. – Quero que me dê sua bênção para me casar com sua filha. – Thea deu um gritinho fino, animado, indo abraçar a irmã.
Já não era sem tempo. – Barry diz, indo abraçar a amiga junto de Laurel, que sorria.
Fico tão feliz por vocês dois.
Vocês vão se casar? – Malcom ainda não tinha dito uma palavra. – Isso quer dizer que vai ser meu cunhado? – Tommy diz, sorrindo. – E isso também quer dizer que se você a fizer chorar, você vai se ver comigo. – Felicity sorriu para o irmão.
Malcom? – Rebecca o chama. – Não vai dizer nada?
Por que a pressa? – Rebecca riu.
Meu amor, eles estão juntos á um ano.
Eu amei a notícia. – Moira diz, se aproximando depois de Caitlin. – Seja bem-vinda a família, querida.
Obrigada. – Ela olhou para o pai.
Eu já esperava por isso. Seja bem-vinda. – Robert diz em seguida, abraçando a nora também. Olhou para o amigo, assim que se afastou. – Malcom? Sua filha está feliz, seja sensato e diga logo que aceita.
Vamos, pai, diga logo que aceita. Não vai adiantar o senhor dizer não, Felicity com certeza já aceitou. – Malcom suspirou alto e se levantou.
Eu sei que Tommy brincou quando disse sobre fazê-la chorar..., mas eu não. – Diz sério. – Faça minha filha infeliz, e eu vou fazer você ver o inferno mais cedo.
Credo, pai. – Felicity diz, estremecendo.
Pareceu seu pai agora, Laurel. – Tommy diz, rindo. – Fica tranquilo, Oliver. Meu pai sabe que você vai cuidar bem dela.
E eu vou mesmo. Eu a amo. Não a pediria em casamento, se não a amasse.
Então..., nós temos um noivado para comemorar. – Felicity abraçou o pai, que correspondeu, beijando os cabelos loiros em seguida. – Só quero te ver feliz.
E eu estou feliz. – Diz olhando-o nos olhos.
Cadê o anel? – Ela se vira para a irmã. – Não está usando.
Estávamos escondendo o noivado, lembra-se? – Oliver diz, enquanto Felicity retirava a correntinha de dentro da blusa.
Não vai colocar nela? – Roy se pronuncia. – Olha, você não podia ter escolhido um anel menos chamativo?
Cala a boca, Roy. – Ele riu. Oliver se aproximou, tirando o anel da mão dela, colocando no dedo da mão esquerda.
Agora sim teremos um casamento duplo.
Como é? – O casal olha para a Queen Merlyn.
É. Vamos aproveitar que a Laurel e o Barry já marcaram para se casar daqui dois meses, e vocês se casam também.
Daqui dois meses não é o aniversário do Lyon?
Sim, mas nós vamos nos casar depois do aniversário dele. Uma semana depois.
Eu quero organizar tudo.
Thea, você está mais animada do que o próprio casal.
E para quê se casar em dois meses? Não está rápido demais?
Malcom, eles moram juntos. – Ele bufou. – Casar em dois ou três meses não vai fazer diferença. – Olhou para o casal. – E são vocês quem devem decidir isso.
Definitivamente não vamos ter casamento duplo.
Por que? – Thea reclama.
Porque não.
Vocês são chatos, hein? Pelo menos já decidiram quando vão se casar?
Thea, nós noivamos tem duas semanas.
Espera. – Tommy praticamente grita e todos o olham. – Isso quer dizer que quando Natty nasceu, vocês já estavam noivos?
Não acredito que ficaram duas semanas escondendo isso.
Eu acredito. – Roy diz, fazendo a namorada bufar. – Eles queriam aproveitar o noivado só entre eles. Sabem do que estou dizendo. – Diz maliciosamente.
Harper. – Malcom o chama. – Lembre-se de que é da minha filha que está falando.
Sim, senhor. – Os outros riram.
Eu só não contei, porque eu queria contar para a minha mãe antes.
Oh..., então eu te perdoo. – Os outros voltaram a rir.
Irmãzinha, você não é muito certa da cabeça, né?
Olha como fala da sua irmã. – Robert e Malcom o repreendem.
Ouviu, né?
Eu fico muito feliz por vocês dois. – Cait se pronuncia. – Eu estava mesmo esperando para isso acontecer. A Helena vai ficar muito feliz também.
Nós temos certeza disso. – Eles sorriram um para o outro.
Quero organizar tudo. – Moira diz. – Vocês já têm uma data em mente?
Não. Mas Oliver quer se casar ainda esse ano.
Então vocês precisam ver isso logo, já estamos em junho.
Em duas semanas é o casamento do Tommy e da Cait.
Estão nervosos?
Nenhum pouco. – Respondem juntos.
Agora só falta as crianças para encher essa casa.
Todos riram ao ouvir Thea começar novamente com o assunto “filhos”. Oliver sente Felicity ficar incomodada, e então a abraça, beijando os cabelos loiros. Ele não se importava em falar sobre aquilo, por mais que soubesse que a noiva não estava disposta a engravidar. Já estava conformado. Ele a amava. E não se importava em ser apenas eles dois e as gêmeas, contanto que tivesse ela ao seu lado pelo resto de sua vida.
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Felicity se perguntava, enquanto andava até o andar da sala de seu noivo, como todas aquelas pessoas que trabalhavam ali, já sabiam sobre seu noivado com Oliver. Ela ouvia os comentários por onde passava. Ouviu quando estava no setor de IT, e ouviu na volta. Ela não usava o anel de noivado na empresa. Havia explicado ao noivo que não queria que ninguém soube por enquanto; mas foi em vão. Todos já sabiam dois dias depois que eles haviam contado á família. E ela tinha certeza que no dia seguinte essa notícia já estaria em todas as redes sociais, nos jornais e revistas. Mas ainda assim, como? Como eles souberam da notícia? Balançou a cabeça ao ver a recepcionista que ficava de frente ao elevador, a olhou antes de fazer algum comentário com o amigo que estava ao lado dela. Apesar de alguns terem vindo até ela, e parabenizado, outros faziam comentários maldosos, algo que a incomodava, mas não demonstrava. Respirou fundo quando entrou no elevador, dizendo a si mesma que não se abalaria com as opiniões dos outros. Era sua vida, ela não tinha que dar explicações a ninguém, não devia á ninguém, então que os comentários fossem para o quinto dos infernos. Saiu do elevador, caminhando até a sala do noivo, encontrando-o lendo um documento. No momento em que ela apontou na porta, ele levantou a cabeça, sabendo que era ela, e lhe sorriu.
Foi tudo bem lá?
Sim. Nada que eu não pudesse controlar. – Ela sorriu, sentando- frente á ele. – Falei com Hanna, e qualquer coisa ela vai me chamar. – Assim que chegou na empresa, sua assistente se aproximou desesperada dizendo que todos os computadores tinham sido raqueados por alguém, e que estavam indescontroláveis.
Conseguiu descobrir quem havia nos raqueado?
Oliver, com quem você acha que está falando? – Ele riu. – Mandei o endereço do garoto para o Quentin.
Por que ele estava fazendo isso?
É um garoto de 18 anos, Oliver, vai saber? Nessa época eu fazia hacktivismo.
Hacktivismo? E o que é isso?
Um hacker ativista. – Diz como se fosse a coisa mais simples do mundo.
Por que eu teria que saber o que é isso, amor? – Ele deu de ombros e ela quase riu de como ele falou.
Hacktivismo é uma forma de protesto contra governos e empresas, promovendo ideias com relação á liberdade política e de expressão, direitos humanos, ética..., entre outras.
Você fazia isso? – Ele realmente estava surpreso.
E acredite, eu não era a única.
E o que esse garoto fez, pode ter sido..., hacktivismo?
Pode. Quentin vai descobrir quando falar com ele. O importante é que ele não conseguiu muita coisa, e o que conseguiu, eu exclui de seu computador.
É por isso que eu te amo.
Também te amo. – Ela desviou os olhos para o tablet. – Você sabia de que já estão sabendo?
Sabendo sobre o que?
Nosso noivado.
Eu já imaginei que fossem descobrir.
Eu também, mas não pensei que fosse ser tão rápido. Só faz dois dias que contamos á nossa família... – Ele sorriu. – Eu queria que ficasse escondido por mais alguns dias.
Meu amor, assim que você voltou para a empresa, voltou a ser o centro das atenções..., talvez tenham visto o anel de noivado, ou descoberto por alguém que ouviu nossa conversa.
Não conversamos sobre isso aqui.
Conversamos quando estávamos indo para casa. Sobre a data.
Data essa que você insiste que seja no mesmo mês de aniversário das gêmeas.
Por que não? É o mês de aniversário das nossas filhas. Seriam duas celebrações.
Oliver, noivamos á duas semanas. Teríamos três meses para planejar tudo.
E daí? É para isso que meu dinheiro..., que nosso dinheiro serve. – Ele se corrige. – E Thea vai amar organizar tudo.
Agora, eu pergunto o que meu pai perguntou..., para quê a pressa?
Já disse, quero ter você como minha esposa. E eu quero isso á muito tempo, só não quis te pressionar antes, por isso não fiz o pedido. Se temos condição de fazer isso o mais depressa possível, por que não fazer?
Vão pensar que eu estou grávida.
Eu não me importo com os comentários, meu amor. Logo perceberão que não são verdadeiros. – Ela faz um bico fofo. – Eu te amo. Eu me casaria hoje. – Ela riu. – Sério. Vamos fazer isso.
Casar hoje? – Ela aumenta a voz, surpresa, e foi a vez dele de rir.
Não. – Ele balança a cabeça, enquanto respondia. – A data. Setembro, Lis. – Ela inclinou a cabeça, olhando-o nos olhos. – Um mês depois do casamento da Laurel e do Barry. Na primeira semana de setembro. – Felicity respira fundo e se levanta, se aproximando do noivo, que a observava seu andar até ele. Para a surpresa dele, ela se senta no colo dele; ela nunca tinha feito aquilo ali; sempre era ele quem a fazia fazer aquilo.
Tudo bem. Eu aceito. – Ele sorriu.
Aceita? – Ela balança a cabeça devagar. – Então eu posso dizer á nossa família?
Pode. Mas eu não quero nada muito..., grandioso, okay? Só a família e alguns amigos. Nada de repórteres. Algo simples.
Conhece minha mãe?
Essa é minha condição. – E ele sabia que ela não mudaria de ideia. – Vai ter que convencer a sua mãe.
Ela vai tentar te convencer do contrário.
Você sabe que eu não mudarei de ideia.
Falarei com a minha mãe. – Ela assentiu.
Tem outra coisa... – Ele franziu o cenho, esperando ela continuar. – Não quero que alugue nenhum espaço para nos casarmos, a mansão Queen é enorme, e podemos fazer isso lá mesmo.
Minha mãe vai ter um infarto, Felicity.
É o nosso casamento, Oliver. E lá é tão bonito, eu adoro aquelas árvores de cerejeira.
Eu também gosto de lá, o problema maior é Moira Queen.
Se vira.
Obrigado. – Ele debochou e ela riu.
Falamos com ela juntos.
Combinado. – Ele diz antes de tomar os lábios dela. Apesar de Felicity saber onde estavam, ela correspondeu, passando os braços por detrás do pescoço dele, encostando os seios no peito dele. Oliver apertou uma das coxas, por cima da saia do vestido azul claro, subindo a mão por baixo dela, em seguida, fazendo com que a noiva se afastasse imediatamente, e batesse de leve na mão dele.
Nem pensar. – Ela se levanta. – Estamos na empresa.
Você sabe que eu não consigo me controlar quando estou perto de você. Pior ainda quando está sentada em cima de mim. – Ela o olhou. – Você está muito gostosa com esse vestido.
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Fala baixo, podem ouvir. – Diz corando.
Estamos sozinhos nesse andar, meu amor.
Não importa. – Ela resmunga, e ele segura uma risada. – Ah, eu já ia me esquecendo. O CEO da Rússia ligou para marcar uma reunião. Disse que era muito importante.
E ele vai vir para cá? – Oliver pergunta, pedindo aos céus que sim.
Sim, ele virá. – Ela ouviu um suspiro de alívio. – Disse que precisa resolver algumas coisas em Star daqui duas semanas, e pede para que vocês se vejam nesse período.
Marque com ele. – Autoriza.
Liguei para Tommy, pedindo que ele pegue as gêmeas. – Oliver arqueou as sobrancelhas, vendo ela sumir de sua sala.
Por que? – Ele pergunta um pouco mais alto, esperando que ela ouça. Ele observou ela voltar com a agenda.
Porque você vai estar em uma reunião daqui meia hora? – Ela diz, não acreditando que ele tenha se esquecido. – Marquei ontem.
Com quem?
Sério mesmo que não se lembra? Eu falei com você duas vezes sobre isso, e ainda confirmei hoje. – Ele deu de ombros, e ela suspirou. – MC Industries.
Têm certeza de que é hoje? – Ela riu.
Oliver, eu sou sua assistente, é claro que tenho.
Okay. Mais alguma coisa? – Ela negou, enquanto escrevia na agenda. – Então depois de ligar para Nikolai, marque uma reunião com Klaus Rushell.
Ainda bem que falou nele, você vai para a Alemanha?
Não. Já que Nikolai estará aqui, vamos aproveitar para ele vir também.
Então devo ligar para Pierre Garnier? – Pergunta sobre o francês.
Com certeza.
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Felicity penteava os cabelos de Amily. Eles tinham chego em casa á uma hora, e enquanto Oliver fazia o jantar, ela ajudava as filhas com o banho; não que elas precisassem, mas Felicity gostava de o fazer. April esperava que a mãe terminasse com a irmã, e enquanto isso ela fazia o dever de casa.
Estou pensando em cortar os cabelos de vocês.
Ah, não, mamãe. Eu gosto assim. – April reclamou, olhando-a.
Eu também. Parece com o cabelo da mamãe. – Felicity passa a mão direita em seus cabelos, que cresciam. Eles já estavam no meio das costas. Havia crescido pra caramba, mas também, fazia muito tempo que havia cortado.
Vocês gostam dele tão longo?
Sim. – Dizem juntas.
Vou cortar pelo menos as pontas. – Diz um tempo depois. – Ele está reto de mais. Vamos dar volume nisso? – Amily e April se olharam, voltando-se para a mãe segundos depois.
Pode ser.
Então farei isso no final de semana.
A mamãe não vai mais cortar o dela, né? – Felicity olhou para Amily, que já se encontrava de pé.
Agente gosta mais dele assim.
Não, não vou mais cortar. – Elas sorriram. – Vem, Apple, sua vez.
O jantar está pronto. – Oliver aparece na porta, no momento em que April se sentava de costas para a mãe. – Ainda não terminaram?
Não. Eu me enrolei um pouco. – Responde, começando a pentear os cabelos dourados, lisos e longos. – Nós já vamos.
Eu ainda não fiz o dever.
Eu te ajudo, filha. – Oliver se aproxima, sentando-se ao lado da filha, na mesa de estudos. – Você já fez April?
Sim. Enquanto a mamãe penteava a Amy.
O que tem de tarefa?
Eu só preciso responder cinco questões de francês, papai.
Te ajudo bem rápido, e agente vai comer. – Ela assente.
Papai, a mamãe queria cortar o cabelo da gente...
Para quê? – Ele olha para a noiva, interrompendo a filha sem nem perceber.
Está muito longo, mas elas gostam assim.
Não era isso que eu queria dizer papai, estava só explicando para chegar onde eu quero. – Felicity e Oliver seguram uma risada.
Diga, Apple.
Você gosta da mamãe, de cabelo curto ou longo? – Oliver não esperava por aquela pergunta.
Sua mãe fica linda de qualquer jeito. – As filhas sorriram, assim como Felicity. – Mas realmente prefiro ela de cabelos longos.
Não vou mais cortar.
Não me importo se o fizer... – Ele dá de ombros, se voltando para Amily.
Eu sei, mas eu gosto deles assim.
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Assim como Felicity previra, todos já sabiam sobre o noivado de Oliver Queen. E ela estava estampada em todas as redes sociais, jornais e revistas ao lado dele. Ela não importava com aquilo, mas o que a irritava eram os comentários. Oliver dizia para ela não se importar com o que diziam, mesmo assim ela não conseguia, principalmente por estarem falando sobre um acordo entre as famílias, por ela ser filha de Malcom Merlyn. A maioria das pessoas que trabalham na QC, era contra os comentários maldosos; ela pôde ver isso ao falar com a grande maioria deles. Felicity entrou na sala do noivo, que se encontrava em uma reunião com a Global Merlyn, e antes de sair encontrou uma carta estranha. Era para Oliver, mas ela estava tão curiosa que acabou por abrir.
“Estou pronto para tirar tudo que mais ama de você, assim como fez comigo”
Felicity não estava acreditando que aquele homem estava ameaçando Oliver. E ele estava, mesmo sendo procurado pela polícia. Se sua amiga soubesse, ela ficaria possessa. Era melhor ela não saber sobre aquilo, por enquanto. Se virou ao ouvir passos.
Esta tudo bem?
Não. Não está. – Diz, entregando a carta. Oliver pega, com o cenho franzido.
Filho de uma... – Não termina a frase. – Ele finalmente deu as caras.
O que será que ele está aprontando?
Realmente não sei, amor, mas precisamos descobrir.
Oliver, não vamos contar á ela, por favor.
Como você achar melhor.
Ele te ameaçou. – Ela estava preocupada, ele pôde perceber. Se aproximou, abraçando-a.
Não vai acontecer nada com a gente. Frank Bertinelli nunca conseguiria passar pelos nossos seguranças.
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