Kupidon
50 Extra Dezenove
Notas iniciais

Cooper olhava, irado, para a revista que estava em suas mãos. Quando lhe disseram que algo tinha acontecido, e que ele não iria gostar nenhum pouco, ele não imaginava que fosse sobre sua mulher. Ele imaginou mil coisas, inclusive que tinham descoberto seu infiltrado, mas não aquilo. Nunca aquilo. Ele sentia várias coisas ao mesmo tempo, vendo aquela foto; não só ela. Ódio não era a definição completa do que ele sentia, mas podia dizer que era o que mais fortalecia. Ele fechou a mão livre em punho, sentindo seu sangue esquentar, enquanto lia o que ali estava escrito.
“Agora é oficial. OliverQueen e FelicitySmoak estão noivos”.
“Ontem, ás 17h da tarde, chegou á nosso conhecimento de que o herdeiro da QueenConsolidated, enfim propôs casamento á sua namorada, mulher na qual ele namora desde o começo do ano passado”.
“Conseguimos uma foto do anel magnifico que nosso ex playboy deu á noiva”.
“Agora é ficarmos atentos para saber o dia do casório”
Cooper jogou a revista longe, fazendo-a bater na parede. Ele não queria aceitar aquilo. Não. Não mesmo. Ele não podia deixar que ela se casasse com aquele homem. Ela era dele. E seria para sempre. Quem Oliver Queen pensava que era? Quem ele achava que era para tirar seu bem mais precioso de si? Cooper andava de um lado para o outro, pensando em uma maneira de tirar Oliver Queen de seu caminho antes do casamento. Ele não admitia que ela se casasse; a não ser que fosse ele. A porta se abriu, mas ele não se virou. Seu ódio era tamanha, que ele não estava conseguindo raciocinar.
Senhor?
Diga de uma vez. – Rosnou. O outro engoliu em seco, ele tinha visto como Cooper Sheldon tinha tratado o homem na qual estava infiltrado na segurança da mulher que ele ama.
Ele mandou avisar que a data já foi definida.
E qual será?
Primeiro sábado de setembro. – Ele balança a cabeça devagar. – E pediu para..., dizer que o senhor não deve fazer nada. – O outro o olhou, com ódio no olhar, e ele volta a engolir em seco, dando três passos para trás.
Quem ele pensa que é para mandar em mim?
Ele está no celular, se quiser lhe falar...
Me dê. – Volta a rosnar, estendendo a mão. O homem lhe entrega o aparelho.
Sheldon, sei que está irritado. Pude ouvir você...
Então sabe que eu farei algo sobre isso. – O cortou.
Se fizer, não vai conseguir concretizar seu plano.
Não diga para mim o que eu devo ou não fazer. – Gritou, fazendo o que estava á sua frente estremecer. – Quero o Queen morto, está me ouvindo?
Eu acho que o mundo inteiro ouviu.
É melhor começar a me respeitar.
Estou tentando te ajudar a conseguir o que quer. – Rosna do outro lado da linha, já não aguentando ser ameaçado. – Você o quer morto? Você quer a Smoak com você? Quer tirar todas aquelas pessoas do seu caminho? Então comece a me escutar, inferno. Se tentar algo agora, e não der certo, você nunca mais vai conseguir ter êxito na aniquilação do Queen, porque ele colocará ainda mais seguranças. – Cooper respirou fundo, tentando se controlar, sabendo que o outro tinha razão. – Ele já tem 18 com exceção a mim, protegendo ele e Felicity Smoak.
Você tem razão. – Diz minutos depois. – Infelizmente não poderei fazer nada aquele maldito.
Não disse que não pode fazer nada.
O que tem em mente?
Mandaremos uma lembrancinha para os dois.
Cooper deu um sorriso diabólico ao ouvir o plano do seu infiltrado. Ele era inteligente, isso ele não podia negar, e era por isso que Cooper o tinha escolhido. Não imaginava que fosse tão fácil infiltrá-lo, e conseguir as informações que conseguia todos os dias. Por mais que não tenha descoberto sobre o noivado pela boca dele, entendia que provavelmente o Queen estava escondendo aquela notícia por um tempo. Quando desligou, ele estava mais calmo, e bastante ansioso.
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Ele a olhava de onde estava escondido. Ela saía do prédio de mãos dadas com aquele homem, mas seus olhos não se desviraram do dela nem por um minuto. Ela estava tão linda. Tão perfeita naquele vestido cubinho, rosa claro. Sentia seu corpo inteiro esquentar ao olhar para o corpo que ele não tinha para si á tanto tempo. Ele sentia tantas saudades de tocá-la, de beijar cada parte daquele corpo. De tê-la para si. Cooper deu um gemido, sentindo seu membro pulsar. Se ele estava daquele jeito só de olhá-la, imagina quando enfim tivesse aquele corpo debaixo do seu. Imaginar já o deixava louco. Ele mordeu o lábio, quando ela ficou de costas. A vontade de apertar aquela bunda durinha, de beijar aquele pescoço cheiroso, de tomar aqueles seios em seus lábios só aumentava. Cooper gemeu mais uma vez, baixo. Colocou uma das mãos no vidro, tentando se controlar, mas estava difícil. Ele sentia muita falta daquele corpo. Tanta, que chegava a doer. Ele sentia seu corpo esquentar e tremer, só por ver o corpo dela, todo trabalhado na perfeição. Ela era perfeita. Odiava o fato de ela estar tão longe. De ela estar com aquele homem. Ele a viu rir, ainda de costas para si, colocando a mão esquerda na cintura.
Felicity. – Sussurrou, enquanto colocava a mão no membro, por cima da roupa. – Preciso de você. – Rosnou, fechando os olhos, com a respiração descontrolada, só pela imaginação que teve dela sobre si. Ele abriu os olhos no mesmo momento em que ela entrava no carro, seguida do Queen. – Logo estaremos juntos, amor.
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Estou aqui, como pediu. – Cooper se vira, encontrando seu amigo.
É bom saber que entende que eu mando em você.
Eu só vim, porque eu pedi uma folga, dando uma desculpa qualquer, mas muito convincente. Se eu ficar saindo assim, para vir ver você, vão desconfiar. Gregory já não sai do meu pé. Ele não confia em você.
Se você for descoberto, vai atrapalhar meus planos.
Não se preocupe, eu sei o que estou fazendo. Mas precisa compreender que quando eu não puder vir..., não é por estar te peitando. – Cooper não respondeu, mas o outro sabia que ele tinha entendido. – O que queria falar comigo?
Eu soube que Frank Bertinelli está na cidade. – O outro franziu o cenho.
Como soube?
Eu tenho meus contatos, além de você. Preciso que traga ele até mim.
Eu? Você quer que eu traga aquele energúmeno até você?
Isso mesmo. Eu tenho uma proposta para fazer á ele.
E que proposta seria essa?
Eu dou o que ele quiser, contando que ele mesmo mate Oliver Queen. – O infiltrado suspirou.
Pensei que nosso plano seria outro.
Ele fará alguma coisa de qualquer jeito. Só quero que ele deixe Felicity fora do jogo dele, e que ele mate o Queen.
E por que ele aceitaria isso?
Porque eu sei que o que ele mais gosta é dinheiro. E isso... – Sorriu. – Isso eu tenho, meu caro. E muito.
Mas nem por isso devemos confiar de que ele vá fazer o que quer.
Eu sei o que estou fazendo, faça o que estou mandando. – Diz, um pouco alto.
Não posso aparecer para ele. – Cooper não gostou da resposta. – Se ele der com a língua nos dentes, fim do plano. – Ele viu o chefe respirar fundo.
Você está certo. Mesmo assim, eu quero falar com ele. Dê um jeito nisso. – Ordenou.
Não se preocupe, vou colocar outra pessoa nessa missão suicida. – Cooper não gostou de como ele falou. O outro percebeu, mas não se importou. Já estava cansado de não ser escutado. Se ele fosse pego, não conseguiria sair vivo, pois ele tinha certeza, todos os seguranças que cuidavam da Smoak o destruiriam. – Depois não diga que eu não o avisei.
Já disse, e vou dizer outra vez. Você trabalha para mim, não o contrário. Eu faço o que quero, quando quero, como quero... – Deu alguns passos até onde o outro estava. – Não diga o que eu devo ou não fazer. – Apesar de saber o que ele lhe faria, ele não estava com medo. Cooper precisava dele. – Você tem muita sorte..., muita mesmo, de você estar no lugar em que te coloquei..., não me faça me arrepender.
Eu por acaso falhei alguma vez com você?
Não. Mas anda muito abusado para o meu gosto.
Não sou do tipo que fica calado, e você sabia muito bem disso quando me contratou. Dei minha opinião, se você não quer aceitá-la que seja. – Bufou e se virou. – Vou fazer que sua ordem se cumpra. – E saiu da sala. Cooper suspirou, tentando se acalmar.
A cada dia mais abusado. – Se sentou na poltrona que tinha naquele quarto. – Mas é por isso que eu sei que ele não vai me trair. Ele não abaixa a cabeça. – Ficou pensativo de repente. – Frank Bertinelli..., espero realmente não me arrepender de estar querendo fazer esse acordo.
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