Kupidon
53 Capítulo Trinta e Quatro
Notas iniciais

Você não vai querer fazer isso. – Helena colocou o dedo no gatilho da arma.
Por que eu não iria? Você matou meu noivo, tentou matar Oliver, ameaçou Killian e Ray... Você é um monstro. – Rosnou.
Eu deveria ter matado aquele maldito.
Você é um invejoso. – Gritou. – Você poderia ser preso, mas não, isso é pouco para você. E eu não teria paz mesmo com você na cadeia.
Se você me matar, não vai saber onde se encontra quem você mais ama.
A mulher que dizia ser minha mãe, não é mais nada para mim.
Não é dela que estou falando. – Sorriu, maldoso.
Então quem? – Pergunta, confusa.
Seus filhos. – Ela se assustou. – Seus filhos estão vivos.
Mentiroso. – Rosnou. – Eu perdi meu bebê.
Não. Não perdeu, não. Sim, eles eram muito pequenos, mas..., conseguiram se salvar. Eram gêmeos. Dois meninos. – Helena sentiu os olhos voltarem a lacrimejar. – Eu os mandei para longe, assim que soube que estavam vivos.
Como você pôde... – Ela diz balançando a cabeça, não acreditando do que estava ouvindo.
Eu tenho um acordo para oferecer á você..., para ter seus filhos de volta, vai ter que me deixar ir antes que a polícia chegue aqui.
**--**
QUATRO HORAS ANTES
Oliver não acreditava que estava vendo a amiga, com uma arma apontada para o homem que deveria ser seu pai. Ele tinha visto a mudança da mulher, tinha percebido que ela estava mais alegre, estava fazendo terapia, estava feliz com Ray. Mesmo assim, ali estava ela, ameaçando matar Frank Bertinelli. Ele olhou para a noiva pelo canto do olho. Ela estava assustada, mas mais que isso, ela estava surpresa. Assim como ele, ela não esperava ver Helena ali, ainda mais naquelas condições.
Como você soube?
Assim que você chegou á cidade, á algumas horas atras. Eu ainda tenho pessoas de minha confiança... – Deu de ombros.
Você ainda continua aquela garotinha apaixonada e fraca.
Não. Eu não sou mais aquela garotinha. Você me tornou quem eu sou hoje. Forte, independente..., e diferente de você eu me importo com as pessoas.
Como com Ray Palmer, certo? – Ela estremeceu, mas não deixou que o homem á sua frente percebesse; apesar de Felicity e Oliver terem percebido. – Você novamente se apaixonou pelo cara errado.
Você está errado. Ele foi a melhor pessoa que apareceu para mim nos últimos meses.
Claro. Totalmente apaixonada, e por isso não vê nada á um palmo de distância.
Do que está falando?
Eu imaginei que fosse vir até mim, afinal você é minha filha, e ainda iria querer vingança pelo que eu fiz á..., como é mesmo o nome dele? – Provocou.
Desgraçado. – Rosnou.
Para me proteger de você, eu coloquei um atirador para seguir uma pessoa. Uma pessoa que você se apegou muito. – Ela franziu o cenho. – Como é mesmo o nome dele? – Colocou a mão no queixo. – Estava na ponta da língua... – Sorriu provocante. – Ah. Killian Palmer. – Helena sentiu seu peito apertar. – Um garotinho adorável, realmente. Poderia ser seu filho, e talvez seja por isso que você o ame tanto. Porque você não pôde ter o filho que tanto esperava. Triste.
Se fizer alguma coisa com ele...
Mike. – Oliver sussurra para o segurança. – Mande irem atrás do Palmer.
Está feito. A partir do momento em que ela apareceu, eu mandei uma mensagem á Diggle, e ele já está a caminho de lá. – Oliver suspirou aliviado.
Sabe, talvez eu deva usar aquele menino como moeda de troca. Killian Palmer por Oliver Queen. Seria um bom jogo.
Você é um maldito. – Ele sorriu.
Mesmo? Eu não concordo com você. Então, agora que você já deu seu showzinho, não interfira no assunto de gente grande.
Nós dois vamos conversar.
E o que eu tenho para conversar com você? Não foi você mesma quem disse que não é mais minha filha?
Como você pode não ter remorso do que fez? Como pode querer matar outra pessoa? Oliver é pai, e ele vai se casar. – Frank começa a gargalhar.
Isso se ele deixar, não é mesmo?
Ele? Ele quem? – Helena pergunta, desconfiada e bastante curiosa.
Não é da sua conta. Mas logo vocês todos saberão.
Por acaso está falando de Cooper Sheldon, seu maldito? – Oliver não se segurou e por isso rosnou aquela pergunta. – Está trabalhando junto daquele filho da...
Isso é o que você está dizendo. – O corta. Helena coloca a arma no peito do pai.
Você vai vir comigo.
Está muito enganada. – De repente, Frank se vira e atira em direção á Oliver, fazendo Felicity gritar o nome do noivo. Helena é jogada no chão pelo homem, mas antes que ele pudesse fugir, Mike pula em cima dele, socando-o. Helena olha para Oliver, assustada, com medo do que poderia ter acontecido á ele.
Eu estou bem. – Ela ouve ele dizer á Felicity. – Não..., não pegou em mim. – Helena deu um suspiro de alívio junto de Felicity, mas que não durou muito tempo. Eles foram cercados, assim como os seguranças.
Inferno. – Eles ouvem Collin dizer. Oliver se assusta quando vê um deles, segurar Felicity pelo pescoço. Ela tremia.
Solte-o. – Diz para Mike, que trinca os dentes antes de fazer como ele pediu. O homem joga Felicity nos braços do noivo, se aproximando de Frank. – Podemos ir agora? Ou vai querer que te matem aqui?
Oliver Queen vem comigo.
Não. – Helena se põe na frente do casal. – Você e eu temos coisas a tratar. – Ela atira no homem que estava ao lado do pai, quase ao mesmo tempo em que os seguranças de Oliver conseguiam desarmar os outros homens.
Helena. – Felicity grita, incrédula.
Ele está vivo. – Ela responde, nenhum pouco abalada. – E então? Vai vir comigo por bem, ou eu vou ter que fazer você sangrar também?
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Oliver abraçava Felicity. Ela tremia, sentindo várias coisas ao mesmo tempo. Helena tinha entrado em um carro preto junto de Frank Bertinelli, minutos depois receberam uma ligação de Diggle, dizendo que o atirador foi interceptado antes que se aproximasse de Killian. Felicity ficou indignada. Aquele homem realmente tinha falado sério. Ele iria machucar uma criança. Ele e Cooper deveriam ter o mesmo sangue ruim. No momento o que ela pensava, não era o mesmo que o noivo. Ela pensava na amiga. No que ela poderia fazer. Ela tinha atirado em alguém, e nem mesmo tinha se importado com aquilo. O que ela faria com Frank Bertinelli? Pior. O que ele poderia fazer com ela? Oliver pensava no quão perto de morrer ele e a noiva estiveram. Mais uma vez. Mike falava com a polícia, enquanto que o homem que estava sangrando, era atendimento por um paramédico.
Você está bem? – Ele a fez o olhar.
Não. Como é que alguém fica bem depois disso? – E ele concordava. – Helena. Helena, Oliver. Estou preocupada com ela.
Ela decidiu fazer isso, meu amor.
Mas..., mas ela é nossa amiga. Eu não acredito que ela vá fazer algo com o pai. Tenho certeza de que não. Ela mudou.
Ela atirou naquele homem. – Apontou para o que estava na ambulância.
Não importa. Eu compreendo o desespero dela, okay? Por favor, vamos atrás dela.
De jeito nenhum que você vai atrás dela.
Oliver, eu vou atrás dela com você ou sem você. – E ele a olhou um pouco chateado pela forma que ela disse. – Ela é minha amiga. E ela vai precisar de mim lá. De nós. Ray está viajando. – Ele suspirou. – Por favor, meu amor.
Tudo bem.
Senhor. – Eles olham para Mike e Collin que se aproximavam. – Ligaram para Ray Palmer, ele está voltando para casa. – Oliver agradeceu. – Já disse á polícia o que houve aqui, e eles querem falar com vocês dois.
Vocês sabem onde Helena poderia ter levado o pai?
Não. Não fazemos ideia. – Felicity olha para Gregory quando o mesmo se aproxima.
Você está bem? – Pergunta, preocupada, e ele lhe sorri.
Não precisa se preocupar comigo.
Como não? É impossível. – Resmungou. – Não se machucou, não é?
Não. Ele atirou no meu braço... – Mostrou o braço já enfaixado. – Pegou de raspão.
Graças a Deus. – Ela sussurra.
Quentin Lance quer falar com ambos. – Eles assentem e seguem para onde o policial está.
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Helena o faz entrar primeiro, colocando a ponta da arma nas costas dele. Ela tinha falado sério sobre atirar nele, mas não para matá-lo. Ela não queria esse peso para si mesma. Ele entrou observando a casa que ele viveu durante toda a sua vida. Ele tinha visto algumas mudanças, como as cores mais claras pela mansão. Ele preferia como era antes. Cores escuras. Sentia como se aquela não mais fosse sua casa. Tudo culpa de Oliver Queen, ele pensa enquanto fecha as mãos em punhos.
Gostou do que eu fiz? Muito melhor do que aquele mausoléu que era antes.
Não sabe do que está falando. – Resmunga – Então..., para quê me trouxe aqui? Para eu ver a merda que fez na minha casa?
Minha casa. – Corrigiu. – Ela é minha. Você perdeu tudo quando fez o que fez, mas..., graças ao vovô, eu tenho essa casa.
Mas do que...
Você achou que eu não descobriria que o vovô antes de morrer deixou essa casa para mim? Que você nunca me deixou saber disso? Não me surpreende. Você sempre pensou apenas no próprio umbigo.
Não. Eu pensei em você quando tirei aquele peso morto da sua vida. – Helena trincou os dentes. – Ele era tudo o que nunca quis em um genro. Um fraco, um garotinho sem ambição na vida. Um morto de fome.
Ele não era nada disso. – Grita. – Ele só não era como você. Um invejoso. Um hipócrita, um ladrão, um assassino.
Não. Ele não era. Se ele tivesse sido um pouco mais esperto... – Balançou a cabeça. – Estaria vivo até hoje. Talvez. Mas ele tinha que se meter onde não devia, não é?
Então você afirma que não o matou só porque não o queria como genro? O matou porque ele tinha descoberto seu segredo sujo.
Você diz que é sujo, mas como você acha que conseguia suas roupas caras, sua tola?
Eu nunca me importei com roupas de luxo. Tudo que eu sempre quis, era uma família normal. – Balança a cabeça, decepcionada. – E eu fui nascer no pior tipo de todos. Essa família é um lixo.
Lixo? É assim que você chama as pessoas que te deram do bom e do melhor? Eu e sua mãe deveríamos ter abortado você. – Helena fingiu que aquelas palavras não a atingiram. – Deveríamos ter tentado ter um garoto. Eu sempre quis um garoto.
É. Eu sei disso. Você já me disse isso outras vezes..., mas quer saber? Eu não me importo. Eu também iria preferir outros pais.
Eu tinha uma única chance e você como sempre no meu caminho. – Ele rosna. – Eu teria Oliver Queen nas minhas mãos. Eu o tinha nas minhas mãos... – Olhou para as próprias mãos. – Mas você me atrapalhou. – Grita.
Eu nunca deixaria você matar o Oliver.
Por que? Ele merece depois de se meter no meu caminho. Ele me tirou tudo. Minha casa, meu lar, minha cidade, meu dinheiro..., até mesmo minha empresa aquele desgraçado me tirou.
Você mesmo plantou, e agora está colhendo isso. Esse lixo que está a sua volta. Essa vida desgraçada. Você matou, roubou, fez coisas horríveis..., achou que nunca iria pagar pelas coisas que fez?
Eu não vou ir preso.
Eu não penso em te deixar ir preso. – Ele sorriu maldoso.
E vai fazer o quê? Me matar? Talvez eu devesse mesmo mandar matar aquele garotinho.
Não envolva Killian nisso. – Ela grita. – Ele é uma criança inocente. Não vou deixar você tirar ele de mim.
Killian e Ray Palmer. – Riu. – Nunca pensei que realmente se apaixonaria de novo. Não depois de ver seu noivo morrer. Não depois de perder aquele filho que tanto amava... E agora não só está amando de novo, está também se apegando á uma criança. Amando essa criança, chamando-a de sua. – Ela respirava ofegante, suas mãos tremiam, mas ela não largou a arma. – O que você faria, se eu o matasse? Mais um filho que você não poderia criar. – Helena voltou a apontar a arma para ele, mas ele apenas riu. – Mais uma criança que você perderia de forma trágica..., e mais, pelas mãos de alguém contratado pelo seu próprio pai. Talvez assim, você fosse realmente infeliz. Ray Palmer nunca te perdoaria. – Os olhos dela lacrimejaram, mas ela não deixou uma única lágrima descer. – Ele te odiaria pelo resto de sua vida miserável, e você? Você ficaria louca. Não aguentaria o peso de perder mais uma vez, quem ama.
Não me importo mais em ser condenada. Pelo menos, te matando... Eu terei paz, e aqueles que eu amo também.
Você não vai querer fazer isso. – Helena colocou o dedo no gatilho da arma.
Por que eu não iria? Você matou meu noivo, tentou matar Oliver, ameaçou Killian e Ray... Você é um monstro. – Rosnou.
Eu deveria ter matado aquele maldito.
Você é um invejoso. – Gritou. – Você poderia ser preso, mas não, isso é pouco para você. E eu não teria paz mesmo com você na cadeia.
Se você me matar, não vai saber onde se encontra quem você mais ama.
A mulher que dizia ser minha mãe, não é mais nada para mim.
Não é dela que estou falando. – Sorriu, maldoso.
Então quem? – Pergunta, confusa.
Seus filhos. – Ela se assustou. – Seus filhos estão vivos.
Mentiroso. – Rosnou. – Eu perdi meu bebê.
Não. Não perdeu não. Sim, eles eram muito pequenos, mas..., conseguiram se salvar. Eram gêmeos. Dois meninos. – Helena sentiu os olhos voltarem a lacrimejar. – Eu os mandei para longe, assim que soube que estavam vivos.
Como você pôde... – Ela diz balançando a cabeça, não acreditando do que estava ouvindo.
Eu tenho um acordo para oferecer á você..., para ter seus filhos de volta, vai ter que me deixar ir antes que a polícia chegue aqui.
Você me tirou meus filhos. – Sussurrou. – Eu não os vi crescer. Não ouvi as primeiras palavras, não tive o primeiro dia de aula com eles... – O olhou irritada. – Por que fez isso? Por que?
Porque infelizmente eles tinham o sangue daquele homem. – Eles ouviram as sirenes. – E então? Vai querer seus filhos ou me prender? A escolha é sua.
Você não precisa escolher, senhorita Helena. – Helena se virou para a mulher que trabalhou para a família dela desde antes de ela nascer. Ela não sabia que a mulher estava na casa, estava tão surpresa quanto Frank. – Eu sei de tudo.
Não se atreva a dizer. – Ele trincou os dentes.
Eu os levei como seu pai ordenou. Estão em um orfanato, eu pedi para que não deixassem que fossem adotados.
Por que?
Eu sinto tanto, senhorita Helena. Mas eu não pude fazer o contrário. Ele ameaçou minha família. – Helena sentiu as lágrimas descerem, e então olhou para o pai.
Você não se contenta em destruir só nossa família, não é? – A porta foi aberta e policiais entraram armados.
Senhorita Helena, largue a arma.
Eu não vou matar você, simplesmente porque eu tenho a coisa mais preciosa na minha vida. Meus filhos.
Isso se eles perdoarem você, não é? – Helena sentiu seu coração apertar. Dois policiais algemaram o homem.
Levem-no. – O líder ordena.
Helena. – Ela olha para trás e encontra Felicity.
Lis? – Felicity corre para a amiga que a abraça.
Você está bem? – Ela negou com a cabeça.
Meu pai é o pior. – Se afastou, ainda chorando. – Ele mentiu para mim. Além de ter matado meu noivo... Ele...
Ei. Vai ficar tudo bem agora.
Você veio sozinha? – Foi a vez de Felicity negar.
Oliver está falando com os policiais.
Ele está bem mesmo? Frank quase o matou.
Oliver está bem. Nós viemos, porque estávamos preocupados.
Cristine. – A mulher a olhou. – Onde estão meus filhos? – Felicity a olhou, surpresa com o que ouviu.
Vou leva-la até eles, senhora. – Diz com o olhar baixo.
Filhos?
Sim. Eu vou contar tudo, mas agora..., agora eu preciso vê-los. – Felicity sorriu.
Eu não sei o que está acontecendo, mas..., eu posso esperar para saber depois.
Senhorita Bertinelli, vamos precisar do seu depoimento. – Ela assentiu. – Mas como eu sei sobre as crianças que a senhorita achava estarem mortas... A espero amanhã cedo.
Obrigada. – Ele assentiu e saiu.
Vai. Me liga depois. – Helena assentiu e correu para fora da casa, com a governanta ao seu lado.
Lis. – Ela olhou para o noivo. – Onde Helena foi?
Vou contar no caminho. – Ela pegou na mão dele e saíram daquela casa.
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Eu vou te benzer. – Oliver ouve a mãe dizer. – Eu juro, que vou benzer vocês dois. – Como eles estavam mais perto da mansão do que do apartamento, eles decidiram ir até a mansão contar tudo o que aconteceu. Oliver tinha ligado para os amigos, dizendo que Frank os tinha interceptado, e que quase o matou, e por isso estavam todos ali, ouvindo tudo o que havia acontecido.
Meu amor, fica calma.
Calma? Nosso filho e nossa nora quase foram mortos. De novo.
Eu deveria saber que ele faria alguma coisa. Ele mandou uma ameaça para mim, na empresa. – Robert franziu o cenho, e Oliver soube que o pai não estava feliz pela omissão.
Por que não disse nada?
Porque eu estava lidando com isso. Para quê preocupar vocês?
Eu fico imaginando o pavor de vocês, no meio disso tudo.
Ele quase matou Gregory.
Só não o fez porque eu troquei de lugar com ele.
Oliver. – Moira o repreende. – Não acredito nisso.
Eu não podia deixar que ele matasse Gregory. Ele arrisca a própria vida para deixar Felicity segura, mãe..., como poderia deixá-lo morrer no meu lugar?
Eu meio que pedi para ele fazer alguma coisa, mas não imaginei que ele fosse trocar de lugar com Gregory.
O segurança não deve ter ficado muito feliz. – Barry diz. – Conheço-o o bastante para dizer isso.
E você está certo, mas eu tinha que fazer aquilo. Para piorar a situação, eu tenho quase certeza de que ele estava trabalhando com Cooper.
Maldito, filho da puta. – Tommy xinga. – Não basta se juntar a piranha da Isabel...
Por falar nela... – Thea coloca a mão no queixo. – Onde será que ela se meteu?
No quinto dos infernos, espero eu. – Roy riu baixo ao ouvir a sogra.
Então somos duas. – Felicity concorda. – Ela é maluca, e tentou me matar.
Me diz alguém que não tentou te matar? – Malcom pergunta, indignado. – O maldito ainda se une ao Sheldon. Vontade de por minhas mãos nesses dois.
Por favor, papai. O senhor disse que deixaria Cooper nas mãos da polícia.
Isso não quer dizer que minha vontade de o matar tenha passado, minha filha.
Frank foi preso? – Oliver assentiu ao cunhado.
Ele disse que não vão segurá-lo por muito tempo na prisão, mas... Quentin disse que tem coisas demais contra ele. Ele vai apodrecer na cadeia.
Tomara que morra lá dentro. – Malcom diz.
E a Lena? – Cait pergunta.
Acreditem ou não, o pai dela escondeu dela durante todos esses anos que os filhos dela sobreviveram.
Como?
Helena estava com uma escuta policial o tempo todo. – Oliver disse. – Ela contou ao amigo policial que o pai estava na cidade, e ela armou tudo aquilo na casa dela, para ele confessar tudo.
E ele confessou o que sabíamos e o que não sabíamos. – Felicity completa. – Em especial, que mandou os filhos da própria filha para longe dela.
Ele escondeu o filho dela? – Estavam todos indignados.
Os mandou para um orfanato.
Lis, eu ouvi bem? Você disse no plural? – Ela olhou para Laurel.
Você ouviu certo. São gêmeos. Dois garotos.
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Mesmo que Oliver tenha dito que Helena provavelmente iria querer um tempo, Felicity insistiu em querer vê-la. Fazia dois dias, ela estava preocupada com a amiga. Ela descobriu mais coisas que o pai fez, não sabia como estava a cabeça dela. Ray tinha dito que ela tinha conseguido levar os meninos com ela no dia anterior. Eles conversaram, e ela explicou para os dois o que tinha acontecido; deixando algumas coisas em off, afinal, eles tinham sete anos. Helena quem havia aberto a porta, já sabendo ser a amiga loira. Ela tinha sido avisada por Felicity que iria aparecer.
Como você está? – Pergunta, seguindo-a até a sala.
Estou bem. Foi um baque grande, mas eu estou bem. – Sentou-se depois da amiga. – Eu só..., fico pensando no que houve. Eu ia mesmo matá-lo, Lis. Ele começou a ameaçar Killian, e quando eu vi...
Está tudo bem. – Pegou nas mãos dela. – Eu te entendo, Lena. Não fique pensando mais nisso. Acabou. Ele está preso.
Será?
Você fez ele falar muitas coisas, Lena. – Ela assentiu. – E Ray?
Ele teve que terminar umas coisas na empresa, mas já deve estar chegando. Não queria me deixar sozinha, mas... – Felicity sorriu.
Eu fico tão feliz por você ter encontrado alguém que te ame assim. Ele é todo preocupado, carinhoso...
Ele é. E eu não pensei que fosse gostar tanto de outra pessoa.
Como ele ficou quando soube dos gêmeos?
Ele me apoiou. Me ajudou a conseguir trazê-los para casa o mais depressa..., o Juiz, amigo dele, disse que como tinham provas de que eu nunca deixei meus filhos, eu tinha todo o direito de ter a guarda deles. Já está sendo resolvido isso.
Mas eles estão aqui?
Estão com Killian no jardim. Eles se deram bem, graças a Deus.
É claro que iriam se dar bem. – Diz sorrindo. – Killian é um amor, e os gêmeos são seus filhos. E como são?
Parecido comigo. Cabelos negros e olhos claros; os olhos são do Michael. Ray disse que são a minha versão, mas masculina. – Elas riram. – Eu disse á eles que o pai deles morreu antes de eles nascerem. Contei que mentiram para mim, dizendo que eles estavam mortos, mas não disse que foi o homem que deveria ser meu pai, quem fez isso.
Eles vão descobrir uma hora ou outra. A notícia já chegou na mídia, amiga.
Você está certa, mas como vou falar isso para eles?
Você não está sozinha. Têm o Ray. Tenho certeza de que ele vai te ajudar.
Eu fiquei com tanto medo de que ele pudesse fazer algo ao Killian. Eu..., pensava se ele estava bem, pensava no quanto Ray me odiaria, se algo acontecesse com o filho dele. Eu já amo aquele garoto como se fosse meu, Lis, se algo acontecesse com ele...
Ei, não aconteceu nada. Ele está bem. Estamos todos bem. – Ela apertou as mãos da amiga, e então ouviram a porta se abrir.
Felicity.
Oi, Ray. – Sorriu. – Tudo bem?
Sim. Você veio sozinha?
Oliver tinha algumas coisas para resolver na empresa, e como ele não precisaria de mim, eu vim até aqui com minhas babás. – A amiga riu.
Não foi trabalhar?
Você também com isso? – Helena riu novamente. – Vim ver como a Lena está.
E eu já disse que estou bem.
Cait também está preocupada, assim como Barry, Laurel, Tommy..., todos. Eles esperam vocês no sábado, para o almoço em família.
Já confirmamos nossa ida. – Ray responde. – E as crianças?
Estão no jardim. Killian os levou para conhecer o zoológico que ele tem aqui. – Ray riu. – Eles ficaram impressionados que ele tenha uma tarântula.
Zoológico? O que mais ele tem?
Um cachorro, um gato, uma tarântura, peixes... – Olhou para o namorado. – Estou me esquecendo de algo?
O coelho.
Ah, claro, o coelho. Acredita que encontrei aquele bicho no meio das minhas roupas ontem? Levei um susto tão grande que eu gritei.
E quando Killian perguntou o que tinha acontecido, ele começou a rir. – Felicity riu.
Pelo menos não era a tarântula.
Deus me livre. – Voltou a olhar para o namorado. – Nosso filho não poderia ter animais de estimação normais? – Felicity ficou surpresa pela amiga ter dito “nosso filho”, mas percebeu que aquela não tinha sido a primeira vez, já que Ray não estava surpreso.
Ele gosta. – Deu de ombros. – Ele queria um lagarto.
Lagarto? De jeito nenhum. – Balança a cabeça.
Eu já tinha dito que não, Lena, não se preocupe. – Diz, segurando uma risada. – Por falar nos bichos, o gato vai ser doado.
Graças a Deus. – Ele e Felicity riram. – Como foi que o convenceu?
Disse á ele que se ele quisesse continuar com a tarântula, teria que doar o gato. E então ele aceitou.
O gato está fazendo um estrago no jardim, Lis.
Eu não gosto de gatos. Na verdade, não gosto de bicho nenhum. Mas relevo o cachorro e o coelho, por isso te entendo.
Mudando um pouco de assunto... Eu não sei se ficou sabendo, Lis, mas... – O casal se olhou por um momento, antes de Helena se voltar para a amiga. – Encontraram chamadas do Frank para Cooper Sheldon. Não sabem onde ele está, e Frank não vai falar, mas ele realmente está trabalhando com o seu ex.
Oliver tinha certeza disso.
Eu sinto muito, Lis.
Não faz muita diferença. O fato é que Cooper quer Oliver morto, de um jeito ou de outro, e por isso deve ter entrado em contato com Frank. – Os outros dois concordaram. – Vocês sabem que..., viraram alvos dele também, não é?
Não se preocupe com isso.
Eu me preocupo sim. Ele pode fazer mal a vocês, aos seus filhos...
Felicity, estamos protegidos. – Ray diz, sério. – Principalmente depois que tentaram matar meu filho. – Ray percebeu o desconforto da namorada. – Você não é culpada pelo que seu pai tentou fazer. E você não vai ser culpada pelo que Cooper tentará fazer, então parem de ficar se culpando. Se eu e os outros não culpamos vocês duas, por que vocês o fariam?
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Felicity agradeceu á Collin quando ele lhe abriu a porta para poder descer. Ela já sabia que o noivo estava em casa. Tinha ficado com Helena mais tempo do que previra. Tinha conhecido os gêmeos dela, e realmente concordava com Ray, eles eram muito parecidos com ela. Eram uns amores, tímidos, mas muito educados. Ainda não tinham se acostumado a ter Helena e Ray por perto, mas ela via o quanto eles estavam felizes em estar com os dois. Tinham se dado super bem com o irmão mais novo. Felicity estava feliz pela amiga. Finalmente agora ela poderia se esquecer do sofrimento que passou. Ela tinha duas pessoas a mais para cuidar, para proteger, para amar. Ela só pensava em uma coisa quando entrava no elevador com Gregory ao seu lado, que queria ter falado com Helena sobre Killian. Apesar de não demonstrar, o menino estava com ciúmes dos gêmeos. Ela viu ele ficar estranho quando Helena chamou os dois garotos para tomar banho, e disse meus amores; frase essa que ela usava com ele apenas. Queria falar logo com a amiga sobre aquilo, antes que as coisas complicassem. Helena agora tinha que conciliar as coisas. Não deve se esquecer de Killian, o garotinho que ela amou mesmo não sendo seu filho de sangue.
Obrigada por me acompanhar, Gregory. – Diz quando as portas do elevador se abrem frente ao hall do apartamento.
Não tem que me agradecer.
Claro que tenho. – Diz sorrindo. – Boa noite, e até amanhã.
Até amanhã, senho... – Felicity franziu o cenho, e por isso ele se corrigiu. – Felicity. – Ela volta a sorrir, dessa vez inclinando a cabeça, antes de entrar no apartamento, caminhando para a sala.
Oi, meu amor. – Oliver a olha, e se levanta do sofá, beijando-a nos lábios em seguida.
Eu fiquei preocupado com a sua demora. Tive que ligar para Mike.
Estava conhecendo os gêmeos da Helena. Alan e Adam. – Eles se sentam no sofá, um do lado do outro.
As gêmeas sentiram sua falta. Você nunca ficou tantas horas longe delas.
Eu perdi a hora, vou me desculpar. Cadê elas?
Dormindo.
Já? – Estranhou. – Mas são 19h.
Elas ficaram o dia todo com Thea e Roy. Foram ao parque aquático, até mesmo Lyon foi junto. – Ela assentiu. – Chegaram 17h50, muito cansadas.
Eu imagino. Me desculpo amanhã então. E como foi hoje na empresa?
Foi normal, mas..., eu senti sua falta. – Ela sorriu. – Não gosto de ficar tantas horas sem te ver.
Eu também não. – Sentou-se no colo dele, com as pernas em volta de sua cintura.
Você quer tomar um banho?
Você vai me acompanhar?
Não precisa nem mesmo me pedir duas vezes. – Ela riu, e ele beijou o pescoço dela. – Amo ouvir sua risada.
Você sempre diz isso.
E não vou parar de dizer tão cedo. – Ela lhe deu um selinho.
Então... – Felicity se mexeu no colo do noivo, provocante, e ele trincou os dentes. – O que está esperando, meu amor? – No mesmo instante Oliver se levantou, segurando-a nos braços, com as pernas dela em volta de sua cintura, caminhando para as escadas. Oliver a colocou no chão do banheiro, tirando o vestido rosa que ela vestia.
Não acredito que deixei você sair com esse vestido minúsculo.
Não é nada. – Ela retruca. – Ele pega no meio das minhas coxas.
Eu prefiro que pegue nos joelhos.
Oliver... – Ela deu uma risada debochada. – Você quer que eu use burca também? – Revirou os olhos, soltando o sutiã.
Não seria uma má ideia.
Vai sonhando. – Ele para as mãos dela, quando ela faz menção de tirar a calcinha.
Eu quero fazer isso. – Diz, colocando as mãos onde as dela estavam antes. Felicity deu um suspiro alto, ao sentir a respiração dele no meio de suas pernas. Ele sorriu, voltando a se levantar, e retirando a própria camisa em seguida.
Você faz isso de propósito. – Murmura. Ele não diz nada, apenas a empurra de leve até o box, ligando o chuveiro em seguida. Felicity passa as mãos no peito dele, de leve, subindo e descendo duas vezes.
Gosto do seu toque. – Sussurra, no ouvido dela, enquanto a água caia em suas costas. – Me toque. – Ele pede, levando a mão esquerda dela em seu membro, gemendo baixo em seguida.
Oliver. – Ele a prensa na parede, colando seus lábios em um beijo ardente, enquanto ela continuava a masturbá-lo. Ela geme na boca do noivo quando sente a mão dele no meio de suas pernas.
Não sabe..., o quanto quero estar dentro de você. – Morde o lábio dela de forma provocante. – Não pare. – Ele ordena colocando sua mão em cima da dela, ajudando-a com os movimentos. Ele arfa. Felicity aperta forte o braço dele, com a mão livre, sentindo-o adentrar um dos dedos em seu sexo, ao mesmo tempo em que ele tomava seu seio direito com a boca.
Oliver.
Oh, meu amor, continua. – Pede, ofegante. – Que gostoso. Imagina eu te chupando aqui, querida. – Ele estimula o clitóris. – Imagina eu adentrando minha língua dentro de você.
Oliver. – Geme, mordendo o lábio em seguida.
Imagina eu entrando dentro de você..., duro e gostoso. – Eles gemem juntos, pela imaginação. – Eu te amo. – Sussurra no ouvido dela. – E te quero tanto que chega a doer. – Rosna, sentindo a mão dela ainda em seu membro, gozando nela em seguida. – Sua vez. – Ele coloca outro dedo, e ela praticamente grita. – Eu sei como se sente, amor. Imagino você me apertando bem gostoso.
Para de falar. – Ela rosna, e ele ri.
Tão gostosa, e só minha. – Ele sente ela estremecer, e mesmo com a água morna, ele sente o gozo dela descer por seus dedos.
Eu quero você dentro de mim. – Ela praticamente implora.
Seu pedido é uma ordem. – Diz antes de levantá-la com os dois braços, e adentrá-la sem aviso algum, sentindo as paredes vaginais dela espremer prazerosamente seu membro. Oliver tomou os lábios dela, enquanto fazia os movimentos fortes e rápidos, saindo e entrando de dentro dela de forma gostosa, enquanto a água caía sobre ele.
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