Kupidon
54 Extra Vinte
Notas iniciais

Cooper não suportava quem fracassava com ele. Quando soube que Frank Bertinelli tinha sido preso, ele teve vontade de matar o imbecil com suas próprias mãos, mas decidiu não o fazer. Com tudo que tinham contra o homem, ele passaria o resto de sua vida medíocre na cadeia. Tinha tudo para dar certo, e o idiota caiu na armadilha da própria filha. Essa é outra que estava em sua lista negra. Se não fosse pela interferência dela, Oliver Queen estaria morto a essa altura. Ele respirou fundo, voltando a beber do whisky. Cooper só não estava com muito ódio porque ele tinha o plano A. O plano que ele colocaria em prática depois do maldito casamento. Como ele queria fazer isso antes, mas ele sabia que teria problemas caso fizesse algo. O infiltrado havia lhe avisado que não só os seguranças estariam presentes, mas também os policiais; eles não eram tão burros assim, com certeza imaginavam que ele tentaria fazer alguma coisa. E ele até faria, se não tivesse sido convencido do contrário. A porta se abriu, mas ele nem mesmo olhou para quem entrava.
Senhor, Com licença.
Diga de uma vez o que veio fazer aqui.
Frank Bertinelli lhe enviou uma carta.
Ele está preso, como uma carta veio cair em suas mãos?
Um dos homens dele entregou a mim agora a pouco.
E o que diz na maldita carta?
Que ele não dirá nada sobre o senhor, ou sobre esse lugar..., mas com uma condição. – Copper deu uma risada debochada.
É muito maldito mesmo. Ele faz merda, e ainda tem a cara de pau de me ameaçar? – Olhou para o individuo pela primeira vez desde que ele entrou. – Qual foi a condição que ele impôs?
Que o tirasse da cadeia. De qualquer jeito.
Eu não vou mover um dedo para tirá-lo de lá.
E o que faremos? Ele vai contar tudo que sabe.
Fale com ele. Nós mudaremos de esconderijo.
Sim, senhor. Farei isso agora mesmo.
Antes... – O homem volta a olhá-lo. – Quero que mande matar aquele insolente. – Ele assente e sai da sala. Cooper volta a tomar seu whisky como se nada estivesse acontecendo. Ele estava irritado pela ameaça, mas não estava preocupado. Seus homens sabiam o que fazer.
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Você mandou matar Frank Bertinelli? – Cooper, que olhava a cidade do vidro da sacada de sua nova moradia, se volta para o homem que estava á alguns passos de si. – Você percebe que assim que fizer isso, vão descobrir que foi você?
E quem disse que eu me importo? Eles nunca conseguirão colocar as mãos em mim.
O problema, é que está me colocando em mais problemas.
Você faz o que eu mando. – Rosna. – Sem questionar, sem retrucar... Eu pago você para fazer como eu quero, onde quero e em quem eu quero.
Eu entendo isso muito bem. – Bagunça os cabelos. – Mas Frank Bertinelli me viu aqui naquele dia. E ele pode abrir o bico e me denunciar.
Ele não fará isso. Vai ser morto antes que fale seu nome ou o meu. – O outro respira fundo. – Ora, não se preocupe. Eu preciso de você onde está, acha que deixaria alguém atrapalhar meus planos?
Foi por isso que eu disse que ele não podia me ver...
Eu precisava fazê-lo confiar em mim.
E não podia ser de outro modo? Não podia ser de um jeito que não colocasse minha cabeça a prêmio?
Ora, está com medo? – Deu um sorriso debochado.
Eu estou naquele grupo, sozinho. Alguns deles não confiam em mim, podem me matar a qualquer momento, e eu não poderei me defender.
Não se preocupe com isso, ninguém tocará em você.
Por que eu deveria confiar em você? Frank o fez, e vai acabar sendo morto.
Porque eu preciso de você. Porque você está fazendo um ótimo trabalho. – Se aproximou do outro. – É só parar de me desafiar e me retrucar que você continuará vivo. – O outro não respondeu, apenas assentiu. – Agora, volte para seu posto.
Como o senhor..., quiser.
Ah..., Felicity estará na Bertinelli hoje, certo?
No Palmer. Helena Bertinelli se mudou para lá á algumas semanas. Antes de tudo isso acontecer.
E por que eu estou sabendo disso só agora?
Eu não sabia que queria saber tudo sobre ela também.
Quero saber sobre todos que estão em volta da minha mulher. – Ele assentiu. – Quando ela chega á mansão do Palmer?
Mike a deixará lá em alguns minutos.
Eu estarei observando-a de longe. – O outro balança a cabeça, desaprovando aquela atitude. – Algum problema?
Não deveria estar saindo tanto do esconderijo, e muito menos para ficar vigiando-a. Sabe que é perigoso, deveria ficar aqui..., eu mando as fotos como combinado.
Eu quero vê-la. E eu vou vê-la. Faz anos que eu não a toco, por isso, pelo menos vê-la com meus próprios olhos, eu farei.
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Cooper observava o segurança, Mike, abrir a porta para Felicity. Ele estava um pouco longe deles, mas dava para ver tudo. Ele viu quando ela riu de algo que Mike disse, e ele dar um sorriso em seguida. Assim como seu infiltrado tinha dito, Felicity se dava com todos os seguranças, até mesmo com ele, apesar de nunca estar sozinha com ele. E todos os seguranças eram super protetores com ela. A adoravam. Mas ele já sabia que isso aconteceria. Felicity era um amor. Ela era carinhosa com todos, sorria o tempo todo, tinha aquela mania de gesticular que deixavam todos encantados. Ele sorriu quando ela jogou os cabelos para trás, agora mais longos, antes de inclinar a cabeça, dizer algo e sorrir.
Ela está linda, não está? – Ouviu a voz dele.
Ela sempre está linda.
O que não agrada muito o Queen são os vestidos, como aquele que ela está vestindo.
Ela tem as pernas mais perfeitas do mundo, é claro que ele não gosta de ter outros olhando para elas. Eu também ficava assim. Odiava quando ela vestia aquela saia de couro, na faculdade..., mesmo que eu amasse quando estávamos sozinhos.
Eu ainda não entendi uma coisa... – Os dois se olharam. – Vocês namoraram durante a faculdade..., por que terminaram?
Ela achou que eu estava sendo possessivo demais.
Achou? – Debochou, e o outro não gostou.
Eu gosto de proteger o que é meu. – Retruca, minutos depois. – Eu e ela tínhamos coisas em comum. Muitas coisas em comum..., e um dia ela desistiu de nós. Terminou..., e fugiu de mim. – Trincou os dentes. – Mas eu sei que ela ainda me ama.
Eu acho que está ficando louco.
Olha como fala. – Rosnou.
Ela não te ama. – Afirma. – Eu vejo como ela olha para o Queen e para as meninas que ela cria como filhas. Vejo como os olhos brilham quando olha para o anel de noivado. Ela ama o Queen, e tem é medo de você. Você a ama. – Essa não é palavra certa, ele pensa. – Você a quer para si. Mas ela não te ama.
Ela vai voltar a me amar.
Você tem certeza disso?
Quando estivermos, só os dois... Ela vai voltar a me amar como amava antes. – E eu acho que você está louco, o outro pensa. – Felicity Smoak vai ser minha esposa.
Ela na verdade vai estar casada, então...
Eu não quero mais falar sobre esse noivado desgraçado. – Rosna, e o outro joga as mãos para cima, em forma de rendição. – Eu vou deixar que ele aconteça, porque eu sei que você tem razão ao que me disse..., mas isso não quer dizer que eu aceite isso fácil. Ela vai ser minha. Totalmente minha.
Claro. E depois disso, você vai me dar o que eu quero, e eu vou poder sumir do mapa..., certo?
Você vai ter seu dinheiro assim que eu conseguir levar Felicity para longe de todos. Quando eu conseguir tirar Oliver Queen, Tommy Merlyn, Barry Allen e Malcom Merlyn do meu caminho.
Isso não vai ser tão difícil. – Deu um sorriso maldoso, que o outro correspondeu. – Eles nem mesmo vão saber de onde veio, e então..., Felicity Megan Smoak será sua, como sempre quis.
E é por isso que você é meu preferido.
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