Kupidon
55 Capítulo Trinta e Cinco
Notas iniciais

Laurel estava sozinha em casa. Barry tinha levado Natty para ver a pediatra, e como ela estava sentindo-se muito cansada, ela não acompanhou o noivo. Tinha falado com Felicity mais cedo, e combinado de jantarem todos juntos. Aproveitou que o jantar estava pronto, e foi tomar um banho. Não estava preocupada com a demora do marido, ele tinha avisado que antes de vir para casa, ele passaria na empresa para resolver um problema. Colocou um vestido branco curto de renda, fez uma maquiagem simples e quando foi abrir a porta não conseguiu. Ela forçou a fechadura e mesmo assim não conseguiu abrir. Ela começou a se desesperar quando sentiu cheiro de fumaça. Olhou para o chão e viu fumaça entrando pela abertura da porta. Laurel começou a gritar por ajuda, enquanto continuava a forçar e bater as mãos na porta.
Barry estacionou o carro na porta de casa, percebendo a fumaça vindo de casa. Ele desceu do carro no mesmo momento em que os seguranças do condomínio se aproximavam. Olhou para a filha dentro do carro, desesperado ao se lembrar que Laurel estava dentro da casa, não sabendo o que fazer. Se perguntava como aquilo tinha acontecido, enquanto tentava falar com os seguranças. Ele tinha avisado que a esposa estava lá dentro, e um dos seguranças tinha o avisado que os bombeiros já tinham sido acionados. As pessoas do condomínio se aproximavam, enquanto ele tentava convencer os seguranças a deixá-lo entrar na casa. Um barulho vindo de um carro foi ouvido por ele, e então ele viu Oliver, Felicity, Thea, Roy, Tommy e Caitlin descerem dos carros, assustados com o que viam.
Mas o que houve?
Eu não sei. Acabei de chegar. Estava na empresa. – Diz desesperado.
E a Laurel? – Felicty pergunta, preocupada.
Ela está lá dentro. – Todos o olham, assustados. – Eu tentei passar, mas não deixaram.
Meu Deus.
A Natty. — Caitlin se lembra. – Cadê a Natty, Barry?
No meu carro. Ela estava comigo. – Os outros suspiram aliviados, apesar de ainda estarem preocupados. – Thea, pode pegar a Natty dentro do meu carro, por favor? – Ela assentiu, e se aproximou do carro para fazer como o amigo tinha pedido.
Precisamos fazer alguma coisa.
Tirar a Laurel de lá.
Cadê os bombeiros? – Barry se voltou para a casa.
Eu vou entrar.
O que? – Barry correu até a casa, empurrando dois seguranças, passando no meio deles. – Barry? – Felcity tentou correr até ele, mas foi segurada pelo noivo.
Você está ficando maluca? Quer se machucar? — Pergunta, nervoso.
O Barry entrou, Oliver. Ele pode se machucar. — Diz com os olhos lacrimejados.
Eu faria o mesmo se tivesse no lugar dele. – Roy diz. – Eu vou acalmar as crianças, não se preocupem. – Se voltou para o carro onde estava Lyon e as gêmeas.
Eu não vou ficar aqui parado.
Tommy. – Caitlin e Felicity gritam juntas.
Barry, que tinha entrado primeiro, corre pela casa gritando pela noiva, mesmo que a fumaça estivesse atrapalhando um pouco sua visão, e incomodando a garganta. Ele subiu as escadas mesmo que um pouco de chamas estivesse ali também. Chegou até a porta de seu quarto, encontrando parte dele em chamas. Ele conseguiu passar por elas, e ouviu o grito da esposa, desesperada, dizendo que estava no banheiro. Ele ouviu a voz de Tommy que se aproximava.
Ela está aqui dentro. — Avisou ao amigo. — Laurel. – Gritou.
Barry. – Ele ouve a voz fraca.
Laurel, coloca uma toalha molhada no rosto. – Tommy instrui. Ela puxa uma toalha de rosto, molha e coloca na altura do rosto, tendo dificuldade de respirar.
Precisamos tirar ela daí.
Mas como, Barry? A chave não está aqui. — Mesmo preocupado, Tommy tinha achado estranho a chave não estar do lado de fora da porta, e muito menos com sua amiga, do lado de dentro do banheiro. Aquilo era muito estranho. Barry tentava pensar, mas não conseguia. A preocupação era maior que qualquer outra coisa. Ele ouvia a noiva tossir, mesmo que abafado. — O que a gente faz? — Barry não respondeu e Tommy o olhou com o cenho franzido. Ele sabia que o amigo deveria estar desesperado, mas eles precisavam fazer algo. Quando abriu a boca para chamar o amigo, foi interrompido.
Eu vou derrubar a porta. – Tommy franze o cenho mais uma vez, mas não diz nada. – Laurel, vai para o fundo, eu vou arrombar a porta. – Ele grita. Mesmo com dificuldade, ela faz como ele pede, e se afasta da mesma ainda segurando a toalha no rosto. Tommy balança a cabeça, pensando ser o único jeito de ajudar a amiga.
Eu vou te ajudar. – Barry assente sem olhá-lo. – No três. Um, dois, três. – Os dois jogam metade do corpo de encontro a porta. Eles fazem isso três vezes e então a porta cai no chão.
Laurel. – Barry corre até a mulher, segurando-a antes que ela pudesse desmaiar. – Meu amor. – O desespero que ele sentia ao vê-la inconsciente era inimaginável. Ele só conseguia pensar nela, ali, em seus braços. Tommy engoliu em seco, tocando no pulso da amiga. — Acorda, Laurel. Acorda. – Grita para ela, desesperado.
Ela desmaiou. Respirou muita fumaça, Barry. – Explica, se aliviando um pouco, mesmo que a preocupação não deixasse seu ser.
Eu vou levá-la no colo, então. – Sem esforço algum, Barry a pega no colo e junto de Tommy sai do quarto, seguindo rapidamente para fora da casa.
Laurel. – Caitlin e Felicity se aproximam desesperadas até a amiga.
Ela não está respirando. – Barry a coloca na maca, quando é instruído pelo paramédico. – Meu amor, acorda. Por favor, Laurel.
Ela precisa de espaço. O pulso dela está fraco. — Um dos paramédicos explica, deixando cada um dos amigos, assustados.
Laurel. — Os olhos de Barry lacrimejaram. Ele passou a mão no rosto da esposa, enquanto sussurrava seu nome, pedindo para que ela acordasse.
Não. — Felicity diz balançando a cabeça. Seus olhos lacrimejados, e algumas lágrimas caíam devagar pelo rosto. Oliver abraçou a esposa, sem tirar os olhos de Laurel. Tommy, que estava ao lado da esposa, respirava ofegante e tossia algumas vezes, mas sua atenção, assim como a de Cait, estava toda na mulher inconsciente em cima da maca.
Meu amor, por favor... Por favor... Não pode fazer isso comigo, Laurel. — De repente ela começa a tossir várias vezes.
Oh, Deus. Ela está respirando. – Felicity diz, fechando os olhos, agradecendo mentalmente pela amiga estar bem.
Graças a Deus. – Oliver diz, suspirando de alívio. Barry pega na mão da noiva, sentindo um alívio enorme, mesmo que ela ainda estivesse tossindo.
Ba-Barry. – Diz com dificuldade, em meio à tosse.
Não diz nada, amor. Respira devagar.
Natty... – Ela sussurra, antes de voltar a tossir.
Ela está bem. – Caitlin responde pelo amigo. – Está com a Thea. – Ela assente.
Você se machucou? – Ela nega à pergunta de Felicity.
Bar, você se machucou?
Não. Eu estou bem. – Ele sussurra sem tirar os olhos da noiva.
Tommy?
Meu ombro dói, mas é de tanto bater contra a porta. – Felicity fecha os olhos, aliviada. Barry beija a testa e a bochecha da esposa, emocionado, aliviado por ela estar bem. Sentia seus músculos doerem, ele só não sabia se foi por causa da porta, ou por causa da situação que se encontrava.
Eu pensei que fosse perder você.
Nã–não..., e-eu e-estou b-bem. – Ele beija a testa de mais uma vez, e ela fecha os olhos, sentindo o carinho. E só o que todos eles ali faziam, era agradecer por Laurel estar viva e bem. – Estou um pouco zonza. – Ela sussurra, dessa vez sem tossir tanto.
É normal, você respirou muita fumaça.
Eu quase morri sufocada. – Ela diz com a voz embargada.
Eu não deixaria isso acontecer. – Sussurra, enquanto passava uma das mãos no rosto dela. – Não poderia viver sem você.
Obrigada por me salvar.
Você me salvou primeiro, á muito tempo atrás. – E ela sorriu ao entender o que ele queria dizer. – Eu te amo.
Eu também te amo. – Ele a beijou lentamente e ela correspondeu da mesma forma.
Ela só vai precisar de descanso. – Um dos paramédicos diz. — Respirou muita fumaça, por isso dê bastante água para ela. — Todos assentiram, com exceção de Barry que estava concentrado na noiva.
Mike. – O segurança se aproxima quando Oliver o chama. – Avise os outros para não deixar ninguém entrar no condomínio sem ser revistado.
Pode deixar. Eu vou deixar um grupo aqui comigo para proteger vocês. – Oliver assente, e agradece.
Agora a pergunta que não quer calar... – Tommy se pronuncia. – Como raios isso foi acontecer?
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Obrigado por nos deixar ficar aqui. – Barry agradece quando já estavam no apartamento de Oliver e Felicity.
Não precisa nem agradecer. Como a Laurel está?
Ela está melhor. Felicity está ajudando-a com o banho. – Se jogou no sofá, suspirando alto em seguida. – Pensei que..., pensei que perderia ela hoje.
Você foi corajoso ao entrar na casa. Salvou a vida dela, Barry.
Você faria o mesmo. – Oliver não retrucou, e nem poderia, afinal era a verdade. – Se vocês não tivessem chegado, eu não sei nem o que eu faria. Natty estava no carro, eu não queria deixá-la sozinha. Mas eu só pensava em como estaria Laurel dentro da casa.
Os bombeiros ligaram a pouco, Barry. – O outro o olhou. – Foi premeditado.
O incêndio? Você quer dizer que...
Alguém colocou fogo na casa. – Barry ficou calado por alguns minutos. – Barry?
Colocou fogo na casa... — Repete, pensativo. – Mas..., quem queriam matar? Eu ou Laurel? – Oliver balançou a cabeça.
Você saiu cedo, Barry. Só o que eu penso é que essa pessoa conseguiu entrar na casa, depois que você saiu, e colocar fogo nela sem que Laurel percebesse.
Ela estava no banho.
Ela não veria ninguém, muito menos ouviria.
Você está querendo dizer o que eu acho que está querendo dizer?
Alguém queria matar a Laurel, Barry. – Ele engoliu em seco.
Mas quem? Laurel não tem inimigos.
Mike e os outros estão averiguando tudo o que houve.
Depois de hoje, não deixo Laurel sozinha nunca mais.
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Está respirando melhor?
Estou, obrigada, Lis. – Sorriu para a amiga.
Você quase me matou de susto. E Barry? Ele quase teve um treco. Saiu correndo como um louco para dentro da casa, para te salvar. Fiquei preocupada três vezes. Você, Barry e Tommy. – Suspirou depois de sentar-se ao lado da amiga.
Eu estou bem, Lis. Fica calma.
Como vou ficar calma? Minha amiga, minha irmã, quase morreu. – Laurel a abraçou. – Fico pensando se isso não foi obra do Cooper.
Lis, não importa.
Claro que importa. – Os olhos dela lacrimejaram. – Ele não vai me deixar em paz. Ele tentou matar Thea, Roy, Oliver..., agora você?
Ainda não sabemos se foi ele.
Estou com medo por todos vocês. – Laurel limpou as lágrimas que desciam pelo rosto da irmã postiça. – Eu não quero perder mais ninguém.
E não vai. Eu estou viva. Estamos todos bem, para de se preocupar e de se culpar, por favor. – Felicity assente devagar. – Somos irmãs de alma. – Riu. – Se você chorar, eu também vou chorar. – Felicity respira fundo, segurando as outras lágrimas.
Eu liguei para seus pais, e eles vem te ver amanhã bem cedo.
Obrigada. Eu não queria preocupá-los, mas como amanhã vai estar em todos os jornais e revistas... – Felicity assentiu. — E Lyon?
Ele estava mais calmo quando Tommy o levou. Caitlin conseguiu convencê-lo de que você estava bem, que só precisava de um pouco de descanso.
A Cait é demais. – Sorriu. – Se não fosse por ela, por você, por Helena, eu nem sei o que seria de mim.
Helena. É melhor avisarmos a ela, não é? Ela pode ficar desesperada quando ler a manchete amanhã.
Faz isso para mim?
Você precisa descansar. – Diz depois de assentir. – Vou chamar o Barry, para que você não fique sozinha.
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Eu senti tanto medo hoje. – Felicity diz para o noivo, deitada sobre ele. Oliver passava as mãos nas costas dela, lentamente. Ele sabia o que ela estava sentindo, afinal, sentiu o mesmo. Laurel era sua amiga, eles cresceram juntos. Se Barry e Tommy não tivessem entrado, ele sabia que Laurel não conseguiria sobreviver. – Pensei que Laurel não ia conseguir sair daquela casa viva. Pensei que ela não voltaria a respirar.
Ela está bem, é isso que importa. – Felicity se virou nos braços do noivo, e o olhou nos olhos. – O que foi?
Você acha que pode ter sido ele?
Eu realmente não sei, meu amor.
O Barry já sabe que trancaram a Laurel no banheiro? Ele sabe que isso foi premeditado?
Eu não falei que trancaram ela no banheiro, mas..., ele deve ter ligado os pontos.
Eu não sei o que faria se Laurel não tivesse ficado bem. – Oliver a abraçou forte.
Não pense mais nisso, querida.
Cooper pode estar por trás disso.
Por favor, okay, não vamos pensar nesse maldito.
Mas, Oliver...
Não quero falar sobre isso. Os nossos seguranças estão averiguando o que houve. Por ora, vamos apenas agradecer por Laurel estar viva.
Graças a Deus. Quando eu percebi que ela não estava respirando...
Eu fiquei preocupado, desesperado, mas precisava demonstrar calma, porque nem mesmo o Tommy estava conseguindo segurar o desespero. – Ela apenas assentiu.
Eu acho que não vou conseguir dormir.
Vai sim. Está tudo bem, meu amor, nada muito grave aconteceu. Feche os olhos, e logo o sono vai vir. Eu vou estar aqui o tempo..., cuidando de você. — Ele diz, passando as mãos nas costas dela, de leve. Mesmo que a noiva tenha dormido, ele ainda ficou alguns minutos observando-a.
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Laurel se remexia na cama. A imagem de ela trancada no banheiro, não conseguindo respirar, pedindo, mesmo que fraca, por socorro, passava em sua mente. A respiração ficou descompassada. Era como se ela passasse por aquilo tudo de novo. A falta de ar, o cheiro de fumaça entrando pelas narinas e pela garganta; tudo que ela sentiu naquela hora, ela estava sentindo novamente, enquanto dormia. Ela acordou desesperada quando desmaiou nos braços de Barry. Respirava ofegante.
Laurel? – Barry tinha se assustado, e por isso assim como a noiva, estava sentado. – O que houve?
Eu... – Colocou a mão no pescoço. – Não conseguia respirar. – O olhou. – Veio tudo de novo. Eu pensei que ia morrer.
Você está bem. Você está viva, meu amor. – Pegou no rosto dela com ambas as mãos.
Eu sei, mas mesmo assim...
Você só teve um pesadelo. Real, mas um pesadelo. – Sussurrou no ouvido dela. – Vamos nos deitar. – Ele o fez primeiro e a puxou de vagar para seus braços. – Está tudo bem.
Não sei se vou conseguir voltar a dormir.
Eu estou aqui. – Acariciou os cabelos castanhos claros. – Vou te proteger, eu prometo. – Ela apoiou o queixo no peito do noivo.
Eu te amo, sabe disso, né?
Eu também te amo. E eu já disse isso, mas eu direi novamente..., eu não sei o que seria de mim sem você.
Pois eu digo o mesmo. — Ele beija a testa dela.
Durma. Eu vou ficar velando seu sono.
Mas e a Natty?
Qualquer coisa eu acordo você. Mas ela vai ficar bem. Ela não está acordando mais tantas vezes assim. – Laurel concorda. – Durma. Você precisa descansar depois desse dia cansativo.
Exaustivo, e assustador. – Volta a apoiar a cabeça no peito dele. Barry apenas voltou a passar as mãos nas costas da noiva, observando-a a dormir.
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Barry quase não acreditou quando viu, diante do elevador que dava para o hall do apartamento, seus pais e os pais de Laurel. Ele estava surpreso, em especial, de ver os pais. Eles explicaram que ficaram muito preocupados quando Caitlin ligou contando o que tinha acontecido. Para deixá-lo mais surpreso, os West estavam ao lado de seus pais. Todos eles, inclusive Iris e o marido. Barry percebeu a raiva no olhar de Felicity e Laurel ao ver a morena ali, mas não falaram nada, apenas foram educadas. Outra coisa que Barry percebeu, foi o pedido de desculpas, fingido, de Iris. Ele soube que não era verdadeiro. Se perguntava o que ela queria com aquilo. As coisas só ficaram mais tensas quando os outros apareceram no apartamento para ver como estava sua noiva.
E a bebê? — Nora perguntou, sorrindo. — Como está minha neta?
Ela está ótima, Nora. Está dormindo tranquila lá em cima. — Responde, correspondendo o sorriso. — Ela deve acordar daqui a pouco.
Então nós esperamos para vê-la. — O marido concordou.
E a casa?
Nós já falamos com um amigo do Oliver, e ele vai resolver isso para mim.
Foi tão ruim assim, querido?
Está tudo destruído, Francine. Eu não sei como eu, Laurel e Tommy saímos vivos de lá.
Se não fosse por você, talvez minha filha não estivesse aqui agora. — Quentin diz, agradecido.
Graças a Deus estão todos bem. – Dinah diz, sorrindo para a filha.
Foi muito perigoso o que fez, filho.
Não sabe o quanto estou agradecido por você ter feito o que fez. — Quentin volta a se pronunciar.
Eu não poderia fazer diferente, Quentin. Era a vida da mulher que eu amo que estava em jogo. — Seus pais e sogros sorriram.
Você foi corajoso.
Foi é maluco de ter feito o que fez. Podia ter morrido. — Todos olham para Iris.
Eu estava pensando em salvar minha noiva, Iris. Só isso. – Em seguida, eles ouvem um choro. – Eu vou buscar minha filha. – Se levantou e seguiu para o segundo andar.
E como anda os preparativos para o casamento?
Graças a Thea... — Olhou para a Queen sorrindo. — Está tudo certo.
Tudo dentro dos conformes. – Completa. – Agora é só esperar o dia do casório.
Que será na próxima semana. Nem dá pra acreditar. Passou muito rápido.
É assim mesmo, querida. — Barry aparece com a filha nos braços e entrega para a noiva dar de mamar. Lyon que estava perto do pai, se aproxima da mãe, para ficar perto da irmãzinha.
E Kitty?
Dormindo. Ela ficou bastante inquieta essa noite, e demorou para eu fazê-la dormir. — Tommy responde Henry.
Coitadinha, deve ter se assustado.
Ela não viu nada, mas percebeu que estávamos todos preocupados. Lyon ficou desesperado por causa de Laurel. Roy que conseguiu acalmá-lo.
Foi só eu falar de Kitty que ele se acalmou na hora.
Ela é muito linda. — Iris se aproxima e Laurel e as amigas ficam tensas. Laurel não queria que ela tocasse em sua filha; o que aconteceu em seguida.
Não toca na minha irmã. — Lyon diz, afastando a mão da outra.
Lyon. — Tommy é o primeiro a voltar da surpresa.
Não. Ela nem gosta da minha mãe. Nem da tia Cait e da tia Lissy... — Ele olha nos olhos da mulher. — Ela nem deveria estar aqui.
Lyon. — Laurel quem o chama dessa vez. — Não faça isso, okay?
Mas mamãe...
Não pode tratar as pessoas assim. — Por mais que eu mesma queira fazê-lo, ela pensa.
Ela te tratou pior. – Ele retruca. – Ela disse aquelas coisas feias pra você, a tia Lissy e a tia Cait. – Olhou para a mulher. – E ela nem deve gostar da minha irmãzinha.
Que isso, garotinho... — Felicity revirou os olhos, assim como Caitlin. Elas sabiam que tinha sido falso.
Nas minhas irmãs você não toca. – Ele diz no plural, mesmo que Kitty esteja dormindo naquele momento. Ninguém sabia o que dizer, depois de tudo que Lyon havia dito. Felicity entendia o sobrinho. Ela mesma queria colocar aquela mulher no lugar dela. Era o que ela merecia depois de tudo. Iris, por muitas vezes, humilhou ela, Laurel, Caitlin, e ainda teve a cara de pau de aparecer em seu apartamento. Depois das ameaças. Depois de dizer coisas horríveis, absurdas. Ela merecia ouvir tudo aquilo de Lyon. Na verdade, Felicity estava se segurando, e muito, pelo bem dos pais de Barry e dos pais daquela mulher, para não falar o que estava engasgado em sua garganta. Thea, que estava longe de Laurel, Lyon e a bebê, ao contrário da irmã, não segura suas palavras. Ela não suportava falsidade, e não estava suportando aquela encenação; ela respira fundo, antes de se pronunciar.
Olha, me desculpa por dizer, mas eu estou com a garganta arranhando querendo falar. – Thea se aproxima. – Você ameaçou as três mulheres aqui presente. Disse coisas horríveis para todas elas, e agora vem com essas..., desculpas fingidas?
Thea. — Oliver a repreende.
Lyon não te suporta por causa da cena ridícula que você fez com ele por perto. E sinceramente, eu não sei como você tem a cara de pau de aparecer no apartamento do meu irmão, depois de ameaçar as minhas cunhadas e irmã. – Olhou para os mais velhos. – Eu não tenho nada contra vocês. Mas a filha de vocês dois fez um papelão a algum tempo...
Nós entendemos completamente.
Não brigue com o menino. – Joe pede. – Ele é irmão da bebê, tem todo o direito de fazer o que fez, e falar o que falou, principalmente depois do que minha filha fez.
Eu realmente estou muito arrependida.
Eu não acredito. — Felicity quem se pronuncia. — Confiança não se ganha, se conquista. E para ganhar a minha confiança..., não é fácil não, acredite.
É melhor colocar a Natty de volta no berço. — Laurel diz depois de um tempo, olhando nos olhos do noivo.
Eu a levo. – Barry pega a filha de volta nos braços. – Já volto. – Lyon seguiu o pai, querendo ficar perto da irmã o tempo todo.
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Não sei se gosto de Iris andando pelo meu apartamento.
Eu virei mais fã ainda do seu filho.
Ele não devia ter feito aquilo, Cait.
Laurel, Lyon morre de medo dela. Ele odeia a Iris. Depois de tudo que ela fez...
Eu sei. Eu compreendo porquê ele disse aquelas coisas.
Não brigue com ele. – Felicity pede. – Sinceramente, eu estava quase fazendo o mesmo. Eu estava tremendo por dentro, e piorei quando ela tocou na mão da Natty.
Eu senti o mesmo. — Laurel admitiu. — Estava segurando a respiração quando ela tocou a minha filha. — Ela olha para os outros, que estavam um pouco longe dela. Oliver os levou para conhecer o apartamento.
Aquela mosca morta teve a coragem de vir até aqui depois de tudo. – Felicity diz, revoltada.
É muita cara de pau mesmo.
Cadê a Helena que não chegou ainda?
Ainda bem, né? Ou ela faria um escândalo por ver Iris aqui. — Felicity sentiu sua cintura ser enlaçada, e pelo cheiro ela soube que era o noivo.
Helena chegou.
Jesus. — Thea começou a rir. — Agora a coisa fica interessante.
Thea, por favor, sem barraco.
Ora, eu não fiz barraco algum. Eu só disse verdades.
Verdades essas, que todas nós queríamos ter dito. – Oliver beijou os cabelos loiros da noiva.
Oi, Lena. – Eles ouvem Barry cumprimentar.
Barry. Como você está?
Estou bem. – Diz depois de um suspiro alto. – E aí, Ray? Vocês demoraram.
Nós enrolamos um pouco porque Killian não estava se sentindo muito bem.
O que houve? — Olhou para o garoto.
Ele está com uma febre que não passa. — Diz, preocupada.
Caitlin pode ajudar nisso.
Lena. — Ela abraçou as amigas, que tinham se aproximado.
Como você está, Laurel?
Eu estou bem agora. Foi assustador, mas... Barry me salvou.
Que fofo. – Ray provoca e os outros riram. – Fico feliz por estar bem. – Ela lhe sorriu.
E você, querido? Está pálido.
Ele está febril. — Felicity comenta, quando o toca.
Está assim desde ontem de manhã. Essa febre vai e volta.
Eu vou dar uma olhadinha.
Obrigada, Cait.
E vocês dois? Estão se acostumando com a casa nova?
É bem legal. — Eles respondem juntos.
Entrem. Eu vou ligar a TV para vocês. – Felicity fez questão de pegar Killian no colo e levá-lo para a sala. Ela percebeu que ele estava ruim mesmo, quando o sentiu mole em seus braços, e em seguida deitar a cabeça em seu ombro. Helena observou, preocupada.
Vocês trouxeram remédio?
Só o de febre. Mas já demos para ele a duas horas atrás.
Vou pegar um cobertor. – Thea avisa, saindo do cômodo.
O que você faz aqui? — Helena questiona ao encontrar Iris na sala.
Olá, Helena. Quanto tempo.
Para mim poderia ter sido mais.
Ela veio se desculpar. — Caitlin debocha, mas só quem percebe é seu marido e amigos.
Ah, tá. Sei. E eu não quero matar Frank Bertinelli. — Debochou. — Conta outra, sua sonsa.
Lena, não faça isso perto das crianças. — Ray pede.
Você tem sorte dos meus filhos e sobrinhos estarem aqui.
Filhos? – Ela ouve a voz de Nora. – São seus filhos? Mas eu pensei... – Olha para as crianças que estavam sentadas de frente para a TV, ao lado de Killian.
Pois é. Meu pai é um monstro.
Ele escondeu dela que os meninos estavam vivos. – Barry explica.
Que horror.
Sinto muito, querida.
Está tudo bem agora. Ele está preso, e eu tenho meus filhos comigo.
Esse é Ray Palmer. Namorado da Helena.
É um prazer.
Digo o mesmo.
Esses são os pais da Iris. Joe e Francine. E o marido dela, Eddie. – Ele anui para os presentes.
Eu vou ao banheiro. – Iris se pronuncia. – Onde se encontra?
Sobe as escadas, a última porta à esquerda. – Oliver explica. Ela agradece e sai.
E então, Cait?
Ele está bem, Ray. Mas a garganta está inflamada.
É por isso que ele estava com dificuldade para comer.
Isso mesmo, Lena. Mas ele vai ficar bem, é só vocês fazerem tudo que eu instruir. – Diz sorrindo. – Logo você vai estar novinho em folha.
Você está parecendo um fantasma. — As gêmeas riram.
Obrigado pelo elogio. — Os outros, inclusive os adultos, riram.
Eu acho que isso é exagero.
Não é você que está com o corpo doendo. — Resmungou.
Lyon, para de ser irritante, filho.
Ele faz isso o tempo todo, tia Laurel.
Ele se irrita muito fácil. – Diz rindo. — É bem legal. — Laurel balança a cabeça, olhando para Tommy, que ao percebeu, deu de ombros. — Tão seu filho.
Ah, eu conheço alguém igualzinho. – Diz olhando para o namorado.
Isso foi uma indireta? — Helena sorriu.
Não. Foi uma direta mesmo. — Os outros voltam a rir.
Vou colocar “Rei Leão”.
Mamãe, a gente pode comer pipoca.
Vocês almoçaram faz meia hora. – Elas fizeram um bico.
Não é possível que estejam com fome.
Um pouquinho. — Lyon diz.
Eu faço. — Thea se dispões. — Vem, Roy.
Por que eu? — Os outros riram quando ela o puxou.
Kelly, já que está indo ver Kitty, você pode dar uma olhadinha na Natty para mim? – Pede à menina de 15 anos que passava por ela, com a mamadeira de Kitty.
Com certeza. – Ela diz sorrindo. Ela precisava ajudar os pais e por isso Laurel e Barry tinham contratado a menina para cuidar de Natty. Ela era cuidadosa, carinhosa, aprendia as coisas bem rápido. Laurel deixava sua filha com Kelly sem preocupação.
Essa menina é muito jovem.
Eu e Barry a conhecemos na escola do Lyon.
Ela precisava muito de um trabalho. Tem 15 anos, mas é um amor. — Caitlin completa.
Ela nos ajuda até mesmo com Kitty. Tem sido uma super babá. — Tommy diz, sorrindo.
Bom, se ela está cuidando bem das minhas netas...
Está cuidando muito bem, mãe, não se preocupe.
Cadê a Iris? — Felicity sussurra para as amigas.
Ela deve ter sido engolida pela privada. — Elas riram.
Isso não é tão ruim, Lena.
Mulher falsa. Sonsa.
Você não viu, Lena, mas a bruxa tocou na Natty.
Como você deixou?
Eu não queria causar problemas, entende?
Ah, eu teria falado umas poucas e boas.
Lyon fez isso por todas nós.
O que ele fez? — Pergunta, curiosa, e então Felicity contou cada frase dita pelo menino. — Sou fã do seu filho. — Elas riram.
Eu também, Lena. Eu também. — Caitlin e Felicity dizem juntas. De repente elas ouvem um choro desesperado. Laurel sente seu coração apertar, mas quem corre escada acima primeiro é Barry e Lyon. Laurel segue ambos, e logo os outros fazem o mesmo. O quarto infantil tinha sido montado por Oliver e Felicity, pouco depois de a bebê nascer, para o caso de precisarem; ideia de Felicity. E aquele quarto seria usado por muitos dias, já que a casa do casal Allen estava totalmente destruída, inclusive o quarto da fillha deles; todos os detalhes, escolhidos por Barry, com excessão do Berço.
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O que houve, Kelly? — Barry pergunta, pegando a filha do colo da babá.
Eu não sei. Ela estava bem, e de repente... — Ela olhou para Iris, e abaixou o olhar rapidamente.
Ela está chorando desesperadamente. Tem que ter acontecido algo. — Laurel se aproxima, tocando a filha, preocupada.
Ela começou a chorar do nada? — Laurel olha para a babá.
Eu estava chegando ao quarto, quando ouvi seu choro. — Laurel desvia os olhos para a filha, fazendo junto do noivo “shiii”, tentando acalmar a filha.
Kitty está chorando. — Eles ouvem o choro da ruivinha.
Eu vou. — Felicity se afasta. — Não se preocupem.
O que houve com ela, mamãe?
Eu não sei, querido. — Diz enquanto Barry balançava a filha.
Deixa-me dar uma olhada. — Caitlin se aproxima, dando uma olhada rápida. — Ela parece estar sentindo dor. É melhor levarmos ela para um hospital. — Laurel sentiu seus olhos lacrimejarem.
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E então? O que houve? – Laurel pergunta, desesperada, quando a médica se aproxima. – Como está minha filha?
Ela está bem agora. Mas sua filha tem otiti.
Otiti? – Os pais perguntam juntos.
É uma inflamação no ouvido médio. — Caitlin responde.
É uma coisa relativamente comum e não é grave se for tratada a tempo. — Completa a médica. — E infelizmente é uma das coisas mais dolorosas do mundo.
E era por isso que a Natty chorava com tanto desespero. – A médica assentiu ao comentário de Felicity.
Mas eu não entendo. — Laurel passa a mão na franja. — Como ela pegou isso de repente, doutora? Ela estava tão bem.
Ela mamou, e eu mesmo coloquei ela no berço. — Barry completa.
Ela pegou alguma friagem? – O casal se olha.
A janela estava aberta. — Helena se lembra. — Quando entramos no quarto, ela estava aberta.
Com esse tempo frio, com certeza esse foi o problema.
Mas nós deixamos fechado, não é, Bar?
Estava fechada quando a coloquei no berço.
Alguém deve ter esquecido. Mas o importante é que agora eu dei um medicamento e ela dorme tranquila e sem dor. – Laurel coloca a mão no rosto.
Ela está bem, Laurel. — Cait diz, sentindo seus olhos lacrimejarem ao ver a amiga chorando. Barry abraçou a noiva, beijando os cabelos dela em seguida.
Estamos cuidando dela muito bem, fiquem tranquilos.
Obrigado, doutora. – Tommy agradece, já que os amigos estavam preocupados demais para fazê-lo. A médica assente e se afasta. Felicity passa a mão levemente no braço da amiga, que ainda chorava baixo.
Como é que isso foi acontecer? — Barry se pronuncia. — Eu e Laurel não deixamos a janela aberta, tenho certeza disso.
Barry, não vamos pensar nisso agora. — Tommy diz, sentando-se ao lado do amigo.
Ela está bem, e é isso que importa no momento. – Oliver completa.
Nós vamos para casa, mas qualquer coisa é só ligar.
E não se preocupem com Lyon, vamos explicar o que houve e cuidamos dele. — Eles assentem. Felicity pega na mão da amiga.
Natty vai ficar ótima, Laurel. Ela já foi medicada, então não fique tão desesperada. A médica disse que ela dorme tranquila, então fica calma, okay?
Obrigada. – Diz com a voz embargada.
**--**
Em uma semana seria o casamento de Laurel. Fazia cinco dias desde que Natty tinha ido parar no hospital. Agora que ela estava em casa, e já melhor, todos estavam aliviados. A garotinha sofreu nos primeiros dias, era uma dor horrível, ainda mais para um bebê. Com Oliver indo para a empresa, e Barry indo visitar os pais com Natty, Felicity decidiu ficar em casa com a amiga que ainda não se sentia muito bem, desde que quase morreu asfixiada por causa da fumaça.
Você tem certeza de que não quer ir ao médico? Se está se sentindo mal ainda...
É só fraqueza. E eu tenho tido pesadelos.
Eu tenho os meus até hoje.
Eu queria poder te ajudar com isso.
Ninguém pode me ajudar com isso. — Murmura.
Eu queria poder me esquecer do que houve comigo.
Eu entendo você. – Ambas suspiram alto. – Então... Você falou com a Kelly?
Falei, mas ela disse que não vai poder vir novamente.
Por que?
Ela disse que tinha uma prova importante na escola, mas..., eu a achei estranha. Senti que ela estava me escondendo algo.
Será que alguém a tratou mal?
Eu tentei falar com ela, mas ela praticamente fugiu de mim. – Laurel suspirou. – Estou muito preocupada. Ela adora a Natty e não veio vê-la mesmo depois de ela sair do hospital.
Alguma coisa aconteceu. — A campainha tocou. — Está esperando por alguém?
Eu não. — Diz se levantando. — Deve ser a Cait, ela estava preocupada comigo.
Barry contou para ela?
Contou. — Revirou os olhos. — Tão teimoso.
Olha quem fala. — Diz rindo. Laurel abre a porta e se surpreende com quem vê.
Kelly?
Senhora Laurel, posso falar contigo?
Claro, querida. Entre.
É importante. Eu..., realmente pensei em ficar sem vir aqui para sempre, mas...
Por que? Alguém te fez mal? — Ela suspirou e então encontrou os olhos verdes de Felicity.
Responda, por favor. Queremos ajudar.
Minha mãe achou que o certo era eu vir até aqui e contar tudo.
Contar tudo o que?
A Natty não ficou doente do nada. – Felicity se levantou.
Como assim?
Eu subi àquela hora, como me pediu, lembra? – Pergunta, se virando para Laurel que assentiu. – Então..., quando entrei no quarto, aquela morena... – Estalou os dedos três vezes, tentando se lembrar do nome. – A mulher que o menino Lyon não gosta...
Iris.
O que a megera fez?
Ela estava com a menina no colo. E a janela estava aberta.
Ela abriu a janela. — Felicity diz ao mesmo tempo em que a amiga pensava.
Ela disse que a pegou, porque Natty começou a chorar.
Vadia. — Laurel rosnou. — Por que não me contou, Kelly?
Ela me ameaçou. Me desculpa...
Não. Não peça desculpas. Você teve medo, é totalmente normal.
Ah, mas aquela bruxa vai me ouvir. — Pegou as chaves que estavam em cima da mesa de centro e caminhou para a porta.
Laurel, espera. — Correu até a amiga, mas se virou antes de sair. — Fique de olho nas gêmeas para mim?
Claro. Eu aviso que tiveram que fazer algo importante.
Obrigada, Kelly.
**--** **--**
Laurel sentia um ódio tão grande. Ela nunca pensou que sentia aquilo por alguém. A vontade que ela tinha de pegar aquela mulher pelos cabelos e dar na cara dela tantas vezes, só aumentava, enquanto ela dirigia até a casa que os pais de Barry haviam alugado. Ela só queria que aquela mulher fosse para o quinto dos infernos. Como ela teve a coragem de fazer o que fez, era o que Laurel se perguntava. Ela sabia que Barry estava na casa dos pais, e que deveria repensar no que estava prestes a fazer, mas não conseguia. A raiva que sentia era mais forte do que o bom senso. Mesmo que Felicity, que estava ao seu lado, pedisse que ela se acalmasse, Laurel não conseguia. Ela estacionou o carro em frente à casa.
Laurel, você precisa se acalmar. – Felicity pede, enquanto seguia a amiga até a porta da casa. Laurel não respondeu, apenas apertou a campainha.
Laurel? Querida, pensei que não estivesse se sentindo bem e por isso não veio com Barry.
Me desculpe, Nora, mas eu vim resolver uma pendencia. – Entrou na casa com Felicity atrás.
Pendencia? Do que está falando, querida?
Cadê o Barry?
Ele está na sala com o pai, Iris, Eddie e os West. – Laurel caminhou a passos rápidos e pesados até onde o noivo estava.
Laurel. – Todos olham para ela ao ouvir Barry. – Você devia estar descansando em casa.
Eu estou bem. – Ela diz sem olhar para ele. – Eu vim aqui para conversar com essa cobra.
Como é? – Iris franze o cenho quando Laurel aponta para ela.
Não seja cínica. – Felicity diz, se irritando com a falsidade da outra.
Como você pode fazer isso? Machucar um bebê inofensivo!
Do que está falando?
Não se faça de sonsa. – Grita. – Como você consegue dormir? Como você teve a coragem de fazer mal a uma criança? – Ela grita mais alto a última palavra. Barry olhava para a noiva, não compreendendo o que estava acontecendo. – Você sabe por que nossa filha teve otiti? Essa louca foi a culpada. — Barry arregalou os olhos, surpreso.
Você ficou maluca? Eu não fiz nada.
Você entrou no quarto. A Kelly disse que viu você no quarto, e que você a ameaçou para que ela não contasse que a viu no quarto da Natty. — Barry olhou para Iris, incrédulo.
Eu não acredito nisso... – Francine olha para a filha, tão incrédula quanto qualquer um naquela sala.
Iris, como você pôde? – Barry pergunta, indignado.
Eu não fiz nada, Bar.
Para de mentir. – Grita novamente. – Minha filha estava ótima, até você entrar no quarto dela. Ela foi parar no hospital, sua maluca. Você não foi só cruel e covarde não. Você foi perversa. Diabólica. – Se aproximou da outra. – Você foi um monstro, Iris. – Rosnou.
Calma, amiga. – Felicity se aproxima, pegando no braço dela. Laurel ainda não estava 100% bem, e era isso que preocupava a loira.
Eu vou te dizer uma coisa... – Diz com a voz pouco mais baixa. – Aqui se faz e aqui se paga. E você vai pagar pelo que você fez.
Agora vamos embora. Você já se exaltou demais. – Felicity a puxou pelo braço.
Eu vou com vocês. – Barry pega Natty, que estava o colo de seu pai. Ele nunca pensou que Iris faria algo daquele tipo. Ele percebeu os pais da morena ficarem envergonhados, mas naquele momento ele não queria falar e nem mesmo ouvir ninguém. Sua filha foi parar no hospital, chorando desesperada, com dor. E a culpa era da mulher que cresceu com ele. Mesmo com toda a gritaria, Natty nem mesmo chorou, apesar de ter resmungado algumas vezes. – Eu dirijo.
Antes... – Felicity se virou para a morena. – Vou dar um aviso, então escute bem, sua maldita... – Os outros apenas observavam, ainda abismados com o que ouviram. – A Laurel não disse, por isso eu vou dizer..., chega perto de qualquer um de nós..., em especial da minha afilhada... E eu acabou com a tua vida. – E então ela segue Barry e Laurel.
**--** **--**
Oliver ouvia com atenção o que tinha acontecido mais cedo. Enquanto Natty dormia, e as gêmeas faziam o dever de casa, ele era atualizado por Laurel, Barry e a noiva. Ele estava indignado e incrédulo com o que ouvia. Não entendia como uma pessoa podia ser tão ruim, a ponto de fazer mal a uma criança. Se fazer aquela pergunta, ele o fez, infelizmente, antes de se lembrar do monstro que estava atrás de sua noiva. Ele decidiu não pensar em Cooper, e se concentrou nas mulheres e o amigo à sua frente. Ele entendia completamente o ódio que Laurel sentia pela outra mulher. Ela tinha toda a razão do mundo para sentir isso.
Ainda não consigo entender como Iris teve coragem de fazer algo assim. Como ela pôde?
Ela é louca. Essa é a explicação do porquê de ter feito nossa filha adoecer.
Definitivamente, essa mulher tem um parafuso a menos na cabeça. – Oliver comenta. — Eu fico com pena da menina. Kelly.
Eu também, meu amor. Ela estava tremendo enquanto nos contava. Disse que não queria voltar aqui nunca mais.
Eu e Barry falamos com ela. Disse que Iris nunca mais apareceria aqui, e por isso ela aceitou voltar.
Eu queria tanto ter dado na cara dela, mas estava preocupada demais com Laurel para fazer isso. Você ainda não está se sentindo bem, e se estressa?
Foi impossível, Lis. Eu senti um ódio tão grande quando Kelly contou tudo..., minha vontade era de estapear ela várias vezes, mas eu não o fiz por causa dos pais dela, que não tem culpa da filha deles ser uma megera.
Pois isso não vai ficar assim. Iris ainda vai me ouvir. – Eles olham para Barry. – Eu só não disse nada porque estava atordoado demais, e preocupado com você.
Deixe isso quieto. Laurel já disse o que queria, Felicity a ameaçou..., esqueça essa história.
Eu não consigo.
Eles vão embora amanhã, Barry. Iris nunca mais vai vir aqui, se ela souber o que é bom para ela. — Ele suspirou.
Tudo bem. Talvez seja melhor mesmo. — Balança a cabeça. — Iris mudou pra caramba. Ela se tornou fútil, sem escrúpulos..., uma mulher mesquinha que não pensa nas consequências dos próprios atos.
Ela sempre foi assim, só você que não tinha percebido antes. — E então Laurel concorda com a amiga.
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Felicity sussurrou um boa noite para as filhas e fechou a porta. Caminhou para o próprio quarto, ainda pensando no que Iris tinha feito com sua afilhada. Ela ainda não tinha se esquecido, e apesar de pedir para que Barry deixasse aquela história de lado, ela mesma não conseguia fazer isso. Ela sentia uma raiva enorme. Quando ela entrou no quarto, não encontrou o noivo. Não se preocupando com esse fato, ela caminhou até o closet, para escolher uma camisola. Retirou a blusa amarela de alça e o short branco curto de renda, dobrando ambos e colocando nas gavetas que lhes pertenciam. Estava tão concentrada, escolhendo uma camisola, que não ouviu o noivo entrar no closet.
Oh. — Ela se assusta, deixando cair a camisola roxa de cetim. — Que susto, Oliver. — Ela exclama, depois que ele enlaça sua cintura. — Odeio quando você faz isso.
Por que se assusta toda vez? – Sussurra no ouvido dela. – Quem mais a abraçaria por trás? – Beijou o pescoço dela, o que a fez se arrepiar por inteira.
Eu estava concentrada. — Se vira nos braços dele. — Você adora fazer isso, não é? — Ele riu.
Você fica tão linda emburrada. – Ela revira os olhos.
Eu preciso colocar a camisola.
Não vai precisar dela. — Diz, antes de beijá-la.
Felicity passou as mãos pelos braços do noivo, enquanto correspondia ao beijo, chegando até seu pescoço, o puxando para mais perto. Oliver caminhou com ela até uma mesinha que tinha do outro lado do cômodo, colocando-a sentada, se colocando no meio de suas pernas, sem parar de beijá-la. Ele deslizou as mãos por seu corpo, apertando em certos lugares, em especial as coxas fartas. Felicity apertou as costas do namorado com suas unhas, deixando marca, quando sentiu as mãos dele em um de seus seios, por cima do tecido do sutiã preto de renda. Rapidamente Oliver retirou a bermuda que vestia, com a ajuda da noiva e com os pés, afastou a mesma de perto de si. Deixando seus lábios lentamente, ele passou a mordiscar e beijar o pescoço, descendo lentamente até o vão dos seios, ouvindo seus gemidos misturados aos dela, voltou seus lábios para os dela, e provocando com o dedo indicador por dentro da calcinha, novamente ouviu o gemido dela. Ele morde o lábio dela, puxando-o provocante e voltando a tomá-los ferozmente, enquanto ela retribuía no mesmo ritmo. Lentamente, Oliver se afastou, passando ambas as mãos na cintura da esposa, puxando bem devagar a calcinha preta da noiva, que se apoiou na mesinha para poder ajudá-lo a retirar a peça. Oliver deixou que a mesma caísse no chão e voltou a beijar a noiva, dessa vez, de forma lenta, mas não menos prazerosa. Passou as mãos lentamente em ambos os seios, ouvindo-a gemer em seguida. Olive mordeu o lábio inferior, antes de tomá-los novamente de forma mais urgente. Felicity apertou as costas largas, com mais força, e apesar de sentir um desconforto, Oliver não deixou de beijá-la. Ele deixou sua boca, para descer os beijos vagarosamente, por seu corpo, passando pelo colo, seios, barriga, e a cada beijo, mordida, e aperto forte das mãos, Felicity arfava e gemia, sem se controlar. Oliver desceu um pouco mais, até parar em seu ponto sensível e ela não segurou um gemido mais alto, dessa vez. Oliver gostou de vê-la assim, toda entregue para ele. Gostou ainda mais quando ela abriu mais as penas, permitindo que ele fosse mais a fundo. Ela mordeu o lábio enquanto continuava a puxar os cabelos dele com uma das mãos. Em meio ao prazer que ambos sentiam, Oliver colocou um dos dedos no sexo da noiva, fazendo movimentos no clitóris enquanto continuava a mordisca-la e beija-la. Ouviu outro gemido vindo dela, que fechou as pernas, prendendo a cabeça dele no meio das pernas dela, mas ele não se importou. Ela apertou ainda mais sua mão nos cabelos dele, puxando-o vez ou outra, estremecendo, e então ele a sentiu gozar. Ele retirou seus lábios dali, deixando apenas os dedos enquanto seus lábios se encontravam novamente. Ela sentiu o próprio gosto, mas não se importou, apenas correspondeu ao beijo urgente. Ambos gemeram em meio aos beijos luxuosos e as carícias fogosas. Oliver rosnou quando sentiu ela morder seu lábio. Sentiu quando ela arqueou o tronco, fazendo com que seu sexo fosse mais ao encontro de seu dedo. O retirou e ouviu o resmungar da noiva.
Eu preciso de você.
Eu também. – O abraçou, chegando sua boca perto da dele. – Agora. – Sussurra provocante, dando uma mordida no lábio inferior, em seguida. Oliver não disse nada, apenas se colocou dentro dela, gemendo junto da noiva, antes de tomar os lábios carnudos.
**--**
Barry realmente não estava com nenhum pouco afim de ver Iris e Eddie em sua frente, mas como os pais foram se despedir, os outros dois, junto de Francine e Joe, apareceram junto deles. Laurel se segurava para não dar na cara da falsaà sua frente. Ela não parava de olhar para Barry, enquanto que o marido dela não tirava os olhos de suas pernas. Naquele momento ela se arrependia de ter colocado aquele vestido. Mas não tinha culpa. Eles não avisaram que apareceriam, e ela estava em casa, e quando chegaram não deu tempo de trocar. Ela sentia um incomodo enorme por ele estar olhando tanto para ela. Oliver e Felicity estavam de olho nas gêmeas, Natty, Kitty e Lyon, que haviam chego com Tommy algumas horas atrás. Ele queria ficar um pouco com a irmãzinha, e a outra irmã não gostava de ficar sem ele, portanto Cait a mandou também.
Meu filho, eu sinto muito pelo que aconteceu.
Nós estamos muito envergonhados.
Vocês não têm que ficar envergonhados..., eu e Laurel sabemos que vocês não tem nada a ver com isso.
Mesmo assim...
Eu já disse que não fiz nada. – Barry e Laurel a olha.
Você poderia parar de tentar se fazer de sonsa?
A babá mentiu. — Insisti.
A única mentirosa aqui é você.
Como é que vocês podem acreditar em uma serviçal, ao invés de alguém que faz parte da família?
Não se meta. – Barry praticamente rosna. – A conversa ainda não chegou até você, Eddie. Não tente defender a louca da sua mulher.
Barry? – O olhou, colocando a mão no coração, encenando. – Como pode me ver dessa forma? Como pode pensar que eu faria algo assim? – Se fez de vítima. – Eu e você crescemos juntos, você me conhece..., melhor que essa aí... – Apontou para Laurel. – Como que você não acredita em mim?
Como? Você ameaçou minhas amigas, Iris. Ameaçou minha noiva..., disse coisas horríveis. É por isso que não confio mais em você.
Estou dizendo que não fiz nada a sua filha.
E nós estamos dizendo que não acreditamos.
Olha, não é porque você vai se casar com o Barry, que tem o direito de se meter na nossa conversa. Eu o conheço a mais tempo que você. Nós crescemos juntos, nós quase namoramos.
Disse bem. Quase. Isso não aconteceu. Ele viu que você era uma víbora, que não valia nada..., que você sempre foi e sempre vai ser esse ser nojento, ridículo, sem escrúpulos, que só pensa no próprio umbigo.
Olha como fala comigo.
Eu falo do jeito que eu quiser. Estou na casa dos meus amigos, enquanto que você está aqui, porque é uma inconveniente. Eu nunca te convidei para vir nos visitar, você veio de enxerida.
Eu vim visitar o Barry, não você.
Ah, então você está finalmente admitindo?
Vamos nos acalmar? — Nora pede.
Você deveria controlar sua noiva, ela está um pouquinho exaltada.
Cala a boca, Eddie.
Vem me fazer calar.
Parem os dois. – Joe e Henry entram na frente de ambos.
Sua falsa. Louca. Retarda. Você precisa de um hospício.
E você? É só mais uma dando o golpe da barriga. Achou que com essa fedelha poderia segurar o Barry... – Estavam todos surpresos com a fala de Iris. — Barry está encantado por você. Alguma macumba você deve ter feito para fazê-lo ficar tão fissurado em você. — Riu debochada. — E para completar engravidou de propósito, para segurá-lo, como para ter certeza de que ele não deixaria você sozinho com aquele moleque malcriado.
Isso, continua. Fale tudo que eu sei que está entalado aí, sua falsa, mentirosa, desgraçada.
Vadia. – Rosna. – Talvez seja por isso que você não conseguiu segurar o pai daquele moleque. Porque ele viu que você não passa de uma prostituta. – E o tapa foi ouvido por todos, inclusive por Barry e Eddie, que batiam boca, um pouco longe delas. – Sua maldita. – Ela pulou em cima de Laurel, dando um tapa na cara dela depois de caírem no chão, mas Laurel conseguiu sair debaixo da morena.
A única maldita aqui é você. – Dá um tapa forte na cara dela. – Isso foi por você ter colocado o Tommy e meu filho no meio da conversa. – Deu mais dois tapas seguidos. – Esses foram pela minha filha. – Laurel deu mais dois tapas. – Esses foram por mim. Sua desgraçada.
Chega. – Barry tirou a noiva de cima de Iris, que se debatia nos braços do marido.
Você vai me pagar muito caro, ouviu? Vou fazer você se arrepender pelo resto da sua vida medíocre.
Me solta, Barry. Essa vaca merece apanhar mais um pouco.
Golpista desgraçada. Você pode ter conseguido dar à luz aquela ratinha que você chama de filha, mas eu nunca vou deixar você se casar com o Barry. Nunca. – Rosnou a última palavra. Barry ficou tão surpreso pelas palavras de Iris, que Laurel conseguiu sair de seus braços, pulando em cima de Iris, fazendo as duas e Eddie caírem no chão.
Chama minha filha de ratinha novamente. – Laurel estava com tanta raiva que dava um tapa atrás do outro.
Sai de cima. – Grita, tentando se proteger, o que era impossível. Laurel a puxava pelo cabelo, enquanto que com a mão livre, lhe dava vários tapas na face.
Você..., realmente..., não sabe com quem está lidando. – Mais sons de bofetadas eram ouvidos. – Nunca, na sua vida, ouse falar dos meus filhos.
Mas o que raios... – Oliver, que descia as escadas, vê a amiga e a "irmã" de Barry no chão. – Parem com isso. – Ele se aproxima, tirando Laurel de cima da outra.
Desgraçada, você vai me pagar.
Mais uma ameaça? – Felicity a olha descrente.
Não se meta, sua loira falsificada.
Nossa, eu superme atingi com esse seu xingamento. – Revirou os olhos, se aproximando de Laurel, ao mesmo tempo que Barry.
Por que está se metendo, mulher? A briga é entre as duas.
Não se meta com ela. – Oliver rosna para Eddie.
Eu não tenho medo de você. – Oliver soltou Laurel nos braços de Barry.
Pois deveria ter.
Parem todos vocês. – Henry pede, já prevendo mais uma briga.
Eddie, essa é a casa deles. Devemos respeitá-los.
E eles respeitaram a Iris?
E ela nos respeitou? – Felicity retruca. – Provavelmente você defende essa cobra, por ser tão maldito quanto ela. Eu nunca confiei em você.
Eu digo o mesmo de você. Saiu fugida de Central City. O que foi que você fez, hein?
Isso não é da sua conta. – Barry e Oliver dizem juntos, defendendo Felicity.
Só estou dizendo que isso é suspeito.
Você que é suspeito. Você é um ser repugnante, assim como essa daqui. Ou você acha que eu não vi você olhando para as minhas pernas, seu pervertido?
Como é? — Barry olha para o outro, sentindo a raiva voltar.
Ah, por favor. Você usa um vestido curto, e não quer que eu olhe? Eu sou homem.
Eu vou é te socar, seu desgraçado.
Chega, Barry. – Henry segura o filho. – Nós já vamos. Não se preocupem com o que houve aqui..., vamos esquecer tudo isso.
Sim, por favor.
Me desculpem por tudo. Principalmente pelas palavras maldosas.
Mãe, eu apanhei. Várias vezes..., dessa golpista. E a senhora está se desculpando?
Cala a boca, Iris. Você começou com as provocações. Você começou, quando deixou um bebê adoecer. De propósito.
Vocês duas estão na minha lista negra, junto daquela golpista número um. – Laurel e Felicity foram seguradas pelos noivos. – E acreditem..., vou fazer vocês conhecerem o inferno mais cedo.
Isso provavelmente porque você tenha como chegar lá primeiro, né? – Oliver segurou uma risada ao ouvir a noiva.
Claro que ela tem, Lis. Ela é a irmã do lúcifer.
Olha aqui, suas... — Ela parou de falar quando o marido se colocou na frente dela.
Vocês acham mesmo que vão sair impunes depois do que fizeram?
E você acha que eu tenho medo das suas ameaças? – Oliver retruca. – Você não sabe com quem está se metendo.
Não é porque você é um Queen, que eu vou abaixar a cabeça. – Se aproxima de Oliver. – Eu não me importo com isso. Na verdade, eu acho você um riquinho mimado.
Você bem que queria ser um riquinho mimado, não é, seu invejoso? – Felicity diz, atrás do noivo.
É claro que ele queria. – Barry diz. – O que ele mais gosta na vida é dinheiro.
Vocês dois realmente não sabem com quem estão se metendo. – Disse a mesma frase de Oliver. – Eu não sou bonzinho o tempo todo.
Você não é bonzinho tempo nenhum. — Felicity retruca.
Você por acaso não tem mais o que fazer?
Vai embora da minha casa, agora. E leva essa vadia da sua mulher.
A vadia aqui é você e essa outra aí. Vocês duas deram um golpe de mestre, não é? – Felicity fecha as mãos em punhos.
Você bem que queria estar no lugar da Laurel, não é, sua invejosa?
A única invejosa aqui é você. Sempre desconfiei das suas intenções. Veio de Central City fugida e agora está noiva de um Queen.
E desde quando isso é da sua conta? – Felicty rosna, já não suportando a morena. – Eu estar com o Oliver, ou porque de eu estar com o Oliver, não diz respeito a você. Mas só para aplacar sua curiosidade... Eu amo o Oliver. E ele me ama de volta. Ao contrário de você, que não tem ninguém que a ame.
É aí que você se engana...
É mesmo? E quem é que te ama, Além dos seus pais, claro. – Sorriu debochada. – Você é desprezível. Ninguém seria capaz de amar você, por causa do seu mal caráter.
Não fui eu que fui abandonada pelo meu pai, e têm uma mãe morta. – Todos ouviram e viram o tapa que Felicity deu na outra. – Sua...
Sua o que? – Grita, se aproximando mais.
Golpista, desgraçada.
Troca o disco. — Laurel revira os olhos. — Você só tem esse mesmo xingamento?
Você já levou vários tapas da Laurel, quer levar mais alguns de mim? — Levantou a mão e levou em direção a ela.
Eu não tenho medo de você.
Pois deveria ter. — Iris deu uma risada debochada.
Não seja ridícula. Por que eu teria medo de uma qualquer e de uma golpista? — Apontou para Felicity e Sara respectivamente. Iris sentiu o rosto esquentar mais uma vez. — Sua...
Me chame de qualquer mais uma vez... — Diz lentamente, se aproximando mais um pouco de Iris. — E juro, eu vou desconfigurar esse seu rosto.
Você vai pagar por esse tapa.
Mesmo? — Laurel olhou para Felicity. — Se eu vou pagar..., então que seja bem pago. — Quando eles perceberam, Felicity já estava em cima de Iris.
Sua maluca. — Iris grita, enquanto sentia o rosto ser esbofeteado.
Eu estou fazendo você pagar por tudo que disse, por tudo que fez... — Felicity deu um soco no nariz dela, que ela gritou. Oliver a tirou de cima da morena.
Você quebrou meu nariz. — Coloca a mão no local, sentindo o sangue.
Ah, que nada. Ele ainda está perfeito.
Ou quase. — Laurel completa, debochando.
Suas vadias.
E você não é não? Dando em cima de homem casado.
Sendo que é casada. — Felicity completa. — Oliver aperta mais um pouco a cintura da esposa, sabia que uma distração, ela voaria em Iris novamente.
Você acha mesmo que eu vou ser humilhada por vocês? Golpistas como vocês não me atingem... — Os pais de Iris balançam a cabeça. — Vocês acham que vão sair vencedoras disso, não é? Que vão ser felizes com Oliver Queen e Barry Allen? Pois eu duvido. Eu..., desejo que vocês sejam muito infelizes.
Sua praga não pega na gente.
Será? Pois eu pago pra ver.
E vai ser no dinheiro ou no cartão? — Iris trincou os dentes. Elas estavam provocando, debochando de sua cara, e isso a deixava irada.
Vocês não perdem por esperar.
Por favor, vai caçar o que fazer. Iris, deixe Felicity, Laurel e Caitlin em paz.
Ah..., que você lembrou..., ainda tem a outra... — Diz rindo, soltando seu veneno. – Casada com um Merlyn. Acha que eu me esqueci do ela me fez? Ela é outra que vai ser muito infeliz nessa vida ainda.
Não fale da Cait, ela nem está aqui.
Vocês se exaltaram demais.
Vocês não acham que deveriam se acalmar? E respeitar uns aos outros?
Ela quem começou. – Laurel e Felicity dizem.
Vocês têm é sorte de estarem sendo protegidas pelos manés aí.
Cara, minha paciência tem limite, e ela está esgotando.
E o que você vai fazer, Queen? – Os dois ficaram frente a frente.
Se afaste dele. – Eddie sentiu uma mão em seu pescoço.
Mike. – Felicity e Laurel chamam.
E então? Vai se afastar ou não? – Diz, apertando mais a mão direita no pescoço dele. Eddie joga as mãos para o ar enquanto andava para trás. Mike o solta, jogando-o no chão. O outro, ainda no chão, começa a tossir várias vezes, tentando fazer o ar voltar aos pulmões.
Como soube? — Pergunta, surpresa ao vê-lo.
Eu não sabia de nada. Vim dar um aviso a você, senhor Queen. – Diz, olhando nos olhos do outro. – Não descobrimos nada até agora. Ainda não sabemos quem mandou matar a srta. Lance. – Oliver apenas assentiu.
Nós já vamos. – Henry diz.
Agora é sério. Nós vamos embora. – Pegou no braço da filha, irritado.
Me desculpem pelo..., transtorno. – Eles saíram, envergonhados, enquanto que os outros dois, olhavam com ódio para os outros quatro.
Acredita que eu quebrei a minha unha? – Felicity não aguentou e começou a rir.
Senhor tenho mais uma notícia... — Sussurra, enquanto Laurel e Felicity conversavam. Oliver o olhou, e percebeu que ele estava preocupado. Barry, que estava ao lado, olhou para o segurança também, com o cenho franzido.
O que aconteceu?
Frank Bertinelli está morto. — Oliver arregalou os olhos, assim como Barry.
Como?
Deram seis facadas nele durante o almoço. Já pedi que avisassem a srta. Bertinelli. – Oliver e Barry se olharam, ainda surpresos, e incrédulos. Eles não imaginavam que algo assim pudesse acontecer, mas eles sabiam que aquilo tinha sido obra de Cooper Sheldon. Tinham certeza de que a morte do Bertinelli tinha sido encomendada pelo homem que fazia a vida de Felicity em um inferno.
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