Kupidon

56 Extra Vinte e Um


Notas iniciais
Capítulo extra como prometido. Totalmente focado no demônio da história. Verão mais um pouco da loucura de Cooper. E descobrirão algo importante nesse capítulo. Boa Leitura

Passos pesados eram ouvidos pelo enorme corredor. Apesar do homem atrás da porta ter ouvido eles, ele não tinha se levantado da poltrona preta na qual estava sentado, e muito menos fazia ideia de quem era. Passava das 13h da tarde, e ele não tinha tido notícias do homem no qual infiltrou na equipe de segurança de Felicity. Ele sempre ligava para dar notícias sobre ela, mas nunca demorava tanto para fazer isso. Os passos foi chegando mais perto e então a porta se abriu. Ele se virou para a mesma e ao encontrar aquele homem, ficou surpreso.

Você sempre diz que não pode vir até aqui, que pode ser descoberto, e agora... – Gesticulou. – Aqui está você.

Eu estou de folga. – Revirou os olhos. – E aproveitei que estão todos ocupados com o que houve na noite anterior, para vir até aqui. Eles não me seguiriam depois do que houve ontem. – O outro franziu o cenho. – Por falar nisso..., por que você mandou que matassem Laurel Lance e não me avisou?

Como é? — Franziu o cenho. – Eu não mandei que matassem essa mulher.

Tem certeza? Você não mandou que alguém colocasse fogo na casa dela, com ela presa no banheiro?

Não. Eu não mandei ninguém fazer isso. Que história é essa? – E então ele escutou a história do começo ao fim.

Na mesma hora, pensei que tivesse sido obra sua. Prenderam a mulher dentro do banheiro do segundo andar, e atiraram fogo. Isso é bem a sua cara.

Eu teria lhe comunicado sobre isso.

Verdade. Mas do jeito que você anda..., Fora de si...

Eu vou fingir que não ouvi isso. – O outro não se importou. – Mas agora eu fiquei curioso..., se não fui eu que tentou matar a em breve Sra. Allen... Quem foi?

Eu estou me perguntando a mesma coisa.

Isso pode atrapalhar meus planos. Não quero que ninguém toque nessa mulher.

Por que? – Pergunta, confuso.

Porque eu vejo o quanto Felicity se importa com ela, e isso pode ser um trunfo para mim. Além do mais, ela vai se casar com aquele maldito do Allen. Ele foi o primeiro a entrar no meu caminho. – Diz, cheio de ódio. – Barry Allen, Helena Bertinelli e Oliver Queen estão na minha lista negra. – O outro concordou, balançando a cabeça. – Descubra quem foi que tentou matar a mulher. Quero essa pessoa fora do meu caminho. A srta. Lance tem que estar vivíssima.

Vou fazer o possível e o impossível, mas não sei se vou conseguir.

Então faça algo para que nada aconteça nem a ela e muito menos a Caitlin Snow.

Merlyn. Ela é uma Merlyn agora.

Tanto faz. Apenas faça como ordenei.

Sim, senhor.

**--**

Era impressionante como conseguiam descobrir tudo sobre a vida daquelas pessoas. Tinha se passado poucas horas desde que tudo aconteceu com Laurel Lance, e tudo já estava nos jornais e revistas. Até mesmo na internet. Haviam conseguido fotos, e falado com um dos seguranças do condomínio, que com certeza já estaria sendo demitido. Tinha fotos de sua Felicity ao lado daquele infeliz do Queen. Cooper não se conformaria nunca em vê-la sorrindo e feliz ao lado daquele homem; mesmo que naquela foto não transmitia isso. Ela estava assustada, com certeza com medo do que poderia acontecer à amiga. E era por isso que Cooper não queria que nada acontecesse á Laurel Lance e Caitlin Merlyn, afinal, elas eram especiais para Felicity. Apesar de ter tentado matar a irmã dela, não mais o faria. Sabia que se não conseguisse nenhuma das outras duas mulheres, poderia usar a menor para chantagear sua mulher. Porque era isso que ela era, sua. E sempre seria sua. Não seria um playboyzinho que a tiraria dele. Em pouco tempo Felicity Smoak estaria ao lado dele, e tinha certeza de que ela voltaria a amá-lo, como antes. Ele sorriu ao ver a foto dela em uma das páginas. Tão linda. Tão perfeita. Eles falavam mais uma vez sobre o casamento dela com Oliver Queen. Casamento esse, que ele queria muito que não acontecesse. Bateram na porta e então entraram. Ele já tinha ouvido passos, e por isso sabia que alguém se aproximava.

Senhor? — Cooper olhou para o homem de cabelos médios e loiros, de olhos azuis. — Ele pediu para que eu avisasse que não descobriram nada sobre quem fez o atentado contra a srta. Lance.

Diga para ele colocar dois dos meus homens para proteger a ela e a Caitlin Snow.

Ele já fez isso, senhor.

Ótimo. Não quero que nada aconteça a elas. A pessoa que fez isso têm uma rixa com a Lance, e eu não quero aconteça outra tentativa, e que na próxima, ela saia morta.

Acha que foi alguém próximo a eles?

Pode ser. O que você acha?

Bom, pelo que ele me disse, Laurel Lance não tem inimigos. Ela é uma boa pessoa, é advogada, tem muitos amigos, mal sai de casa, principalmente agora com a filha pequena... Talvez queriam atingir Barry Allen. Que eu saiba ele não se dá bem com o “cunhado”.

É um bom argumento. Vamos ficar de olho nesse homem.

Barry?

Não. O “cunhado” dele.

Eddie Twayne.

É esse o nome do infeliz, então. Fiquem de olho nele. — O outro assentiu.

Ah... — Se vira para o chefe, quando estava para sair. — Ele disse que Felicity Smoak estará com as amigas, o noivo e os seguranças no parque aqui da frente. — Cooper sorriu, se levantando da poltrona na qual estava sentado.

Então eu a verei hoje.

Sim, senhor. Quando ele ligou, ela estava saindo do prédio.

Então eu irei agora mesmo para o terraço. — Deixando o loiro para trás, Cooper seguiu para onde avisou que iria. Ninguém o veria. Com os binóculos em mãos, ele os colocou sobre o rosto, procurando-a. Ele sabia que não demoraria para ela chegar, isso se já não estivesse naquele parque. Sorriu ao vê-la ao lado do Queen, de mãos dadas; apesar de não estar prestando muita atenção a esse detalhe. Ele só tinha olhos para ela. Felicity Megan Smoak.

Ela estava tão linda. Seus cabelos estavam crescendo, e apesar de ele ter gostado dela de cabelos curtos, ele a preferia com eles longos. Estava com uma calça florida, branco, lilás, roxo e azul claro, colada ao corpo, e uma blusa roxa rendada de alça. Nos pés, ela calçava uma sapatilha lilás com uma flor média na cor branca, no meio dela. Toda vez que ele se escondia para vê-la de longe, ele ficava mais e mais revoltado, porque não podia tocá-la. Observá-la de longe era tudo que ele poderia fazer por enquanto. Com todos aqueles seguranças na cola dela, com o Queen e os amigos por perto, ele não conseguiria pegá-la. Não conseguiria nem mesmo se aproximar. Não quando tinha poucos homens trabalhando para ele. Ele não gostava de saber que os sorrisos, os abraços, os beijos, eram de outro. Os olhares apaixonados, não era mais para ele, e isso o irritava mais que tudo. Ele a amava, mas ela se arrependeria por ter fugido dele. Se arrependeria por ter se entregado á outro. Ele estava com saudades de tocá-la por inteiro, de tê-la para si, mas a faria se arrepender por tudo aquilo. Se ela não tivesse fugido anos atrás, eles dois poderiam estar juntos, felizes, com filhos. Ela estaria novamente apaixonada por ele. Ele tocou os lábios, se lembrando do gosto dos lábios dela. Olhou para o corpo de sua amada, se lembrando de suas mãos e boca percorrerem cada parte dele. Braços, pescoço, coxas fartas, seios, bunda. Sobretudo os lábios. Como ele sentia falta. Só de se lembrar daquela época, se lembrar de seu corpo sobre o dela, ele já sentia seu membro latejar. Ele precisava dela, e rápido, ou enlouqueceria. Mas sabia que precisava ser cauteloso, para que seu plano dê certo, e ela esteja de volta em seus braços.

Notas finais
É isso. Cooper não tentou matar Laurel. Na verdade, como leram, ele a quer muito bem... Para usar como moeda de troca. Louco é pouco para descrevê-lo, não? E a cena dele observando Felicity? O que acharam? Não deixem de comentar, por favor Até semana que vem com o cap. 36. Postarei a prévia no grupo do WhatsApp