Kupidon

85 Capítulo Sessenta e Três


Notas iniciais
Oie, mores, da minha vida, estou de volta com mais um caítulo sensacional e incrível. Eu amei escrever esse capítulo, e estava ansiosa para postá-lo, não sabem como eu fiquei feliz quando finalmente consegui terminá-lo. E já deixo avisado que minha inspiração está de volta, e já estou escrevendo o próximo. UHUULLL!! Ai, como é bom quando a inspiração volta, gente, vocês não sabem como estava triste por não conseguir escrever. Mas pelo jeito estou de volta! Quem está feliz? PS: Foi difícil achar um gif que me agradasse, então foi esse. Ignorem o fato de que ambos estão "parcialmente" nus, por favor. Bom, sem mais demoras, vamos ao capítulo? Boa Leitura, estrelinhas!

— Então Helena está realmente grávida?

Oliver e Felicity se surpreenderam quando naquela manhã, receberam a visitar de Jhon Diggle. Ele havia aparecido não só para saber como estava Felicity e os trigêmeos, como também para saber das novidades; ele não imaginou realmente que havia uma novidade bombástica.

O casal Queen o recebeu na sala, já que as gêmeas se encontravam assistindo a um filme ali mesmo. e ele comentou sobre o quanto elas haviam crescido. Para o desespero do papai delas, isso era verdade, em especial na maturidade. E isso realmente divertia o homem. Já havia visto várias vezes o quanto o amigo era possessivo com a amiga, o quanto era protetor com as filhas e imaginou o quanto ele surtaria quando suas garotinhas começassem a namorar; em sua opinião, não faltava muito para isso acontecer, e tal comentário fez o Queen ficar extremamente agitado, o que causou risadas da parte dos outros dois adultos.

E então Felicity comentou sobre a maior novidade da semana: a Gravidez de Helena Bertinelli–Palmer. Fazia poucos dias desde a última vez que Diggle esteve presente entre os amigos, e consequentemente ouvido do Merlyn sobre a nova mulher grávida, mesmo que ninguém, nem mesmo ela mesma e seu marido soubessem disso; para o homem, aquilo tudo era apenas uma provocação.

E não é que ele estava certo?

Realmente se surpreendeu ao ouvir a confirmação, e não pode deixar de pensar no quanto o amigo, quase irmão de seu melhor amigo, era estranho. Descobriu que ele havia dito o mesmo sobre Laurel e também sobre Felicity, antes de elas engravidarem, e novamente ficou surpreso, porque para ele, era impossível uma pessoa acertar tantas vezes.

— Gravidíssima, meu amigo. – Diz antes de mostrar os dedos, indicando o tempo de gestação. – Entrando no terceiro mês.

— E imaginar que meu irmão estava dizendo sobre a gravidez dela a semanas, e acertou até no tempo de confirmação... – Se lembrou de repente, da última, olhando para o marido. – Ele havia dito a Killian e aos gêmeos, lembra-se?

— E vocês dizem que Tommy é normal quando eu digo que ele é não é certo da cabeça

— Eu nunca disse que ele é certo. Na verdade, eu concordo totalmente contigo.

O outro riu, principalmente quando a esposa lhe deu um tapa no braço.

— Ele é meu irmão, okay? É irritante, mas continua sendo meu irmão.

— E ele é como se fosse o meu, então acredite, querida, eu posso dizer. – A viu revirar os olhos e por isso sorriu.

— Não parece que você tem o mesmo sangue que os outros dois Merlyn.

O casal olhou para o amigo a frente deles.

— Eles são intrometidos, inconvenientes, irritantes, vivem falando da vida alheia, e nesse caso da de vocês, dos Allen e dos Palmer ... – Enumerou. – Não, não parece serem seus irmãos.

— Felicity também gosta de se meter na vida alheia às vezes.

— Ei!

O outro segurou uma risada, e até mesmo Diggle o fez, junto do amigo.

— E ela às vezes se torna bastante inconveniente quando quer.

— Olha aqui, senhor destruidor de escolas e quebrador de braços, não vem falar de mim, não, tá!

O amigo do casal gargalhou.

— Você sempre foi uma peste, só se aquietou quando começou a namorar a Sara, porque antes, você era o jovem playboy, conquistador barato, que conseguia tudo que queria, na hora que queria... – Revirou os olhos. – E, deixava seus pais loucos, porque estava sempre aprontando na escola e fora dela, então não vem falar de mim, não.

— Estava falando dos genes, meu amor, e não de como eu era...

— Uma peste. – Diggle completou rindo. – Que história é essa de quebrador de braço?

— Ah!

Oliver revirou os olhos ao ver o sorrisinho sarcástico da esposa.

— Essa é uma história interessante que eu descobri recentemente de sua própria mãe.

— Sim, ela me entregou. – Murmurou.

— Oliver havia vencido um jogo de basquete na escola, o capitão do outro time ficou possesso e foi para cima dele, e sabe o que ele fez?

— Espera, não foi do nada também.

— Não, é verdade, você teve motivos para se irritar. – Confessor. – O idiota... – Viu o cenho do namorado franzir. – O outro idiota, eu digo...

Diggle voltou a rir.

— Chamou Sara de vadia, Oliver foi para cima dele e quebrou o braço dele e dos outros dois imbecis que entraram na briga para proteger o amigo.

— Então ele xingou a irmã da Laurel.

— Xingou, o maldito. – Oliver confirmou.

— E por acaso ele mereceu ter o braço quebrado por isso? Ou os amigos dele? Não. – Respondeu prontamente pelo marido. – Ele merecia a surra? Com certeza.

— Ela sempre fica contra mim nas histórias que minha mãe conta para ela.

E novamente o moreno alto riu, principalmente quando viu a amiga fuzilar o marido com os olhos.

— A gravidez fez bem a você, Felicity.

— Você gosta de ver o circo pegar fogo, não gosta?

— Eu amo, principalmente quando é você quem está levando a pior.

A loira sorriu.

— Traidor. E depois diz que sou seu melhor amigo.

— E é, e nem por isso deixo de ficar contra você em algumas situações.

— Ele é do mesmo jeito com o Tommy, principalmente depois do Barry chegar à cidade.

— E pensar que ele havia ficado com ciúmes de você com o Allen.

— O que? Não é verdade.

— Ah, por favor, Ollie, você ficou morrendo de ciúmes quando ele foi visitá-la na empresa, a abraçou e tudo mais. Ficou mordido depois que ele se foi, porque com certeza imaginou que estava perdendo a loirinha.

— Cala a boca.

O outro riu.

— Você é tão inconveniente.

— Você estava com ciúmes de mim? – O sorriso que ela havia dado ao marido, era de uma forma convencida.

— Ele estava mordido, isso sim.

— Vamos mudar de assunto?

— Só porque você estava com ciúmes do Allen? Então ela não sabe que também teve ciúmes até mesmo do Merlyn, quando ele começou a ficar focado demais nela?

— O que?

— Quando Tommy ficou focado em descobrir o porquê do pai de vocês estar escondendo algo dele. – Respondeu no lugar do amigo, que revirou os olhos. – Na época em que descobriram que eram irmãos.

— Até do Tommy você teve ciúmes? – Se virou para o marido.

— Mais alguma coisa a contar, Diggle?

— Ela sabe que olhava para a bunda dela sempre que ela voltava para a mesa dela depois de conversarem em seu escritório?

O outro o fuzilou com os olhos.

— E você disse que não olhava. – Cruzou os braços.

— Você é a culpada por ficar usando aqueles vestidos. – Retrucou. – Vamos mudar de assunto? – Pede novamente, rapidamente.

— Só porque estou curiosa sobre algo... – Felicity se virou para o amigo a sua frente. – Que mal eu pergunte, como está com Layla?

— Eu não disse que às vezes minha esposa é inconveniente?

Ela o ignorou, mas não deixou de lhe dar um tapa no braço.

O outro apenas sorriu, não se importante realmente com a pergunta da amiga, principalmente porque era algo que eles saberiam mais cedo ou mais tarde.

— Nós estamos nos divorciando.

O casal o olhou de forma penosa.

— Então vocês não se resolveram.

— Como iríamos, Felicity, depois da mentira e depois de ela tentar dar motivos a sua mentira? – Balançou a cabeça. – Nós brigamos, ela me chamou de machista e eu decidi terminar tudo.

— Eu sinto muito. – O casal diz juntos.

— Olha, eu tentei entender os motivos dela, tentei entender o porquê da mentira, mas não consegui. – Diz verdadeiramente. – Nós podíamos ter conversado como um casal que éramos, ela podia ter dito tudo o que me disse a alguns dias, quando estava decidida a voltar para o antigo trabalho dela. Eu sei que era algo que ela amava, e entendia isso, mas ela estava se colocando em perigo, estava passando menos tempo com nossos filhos. Ela mal os via durante a semana. Eu tenho esse trabalho, mas quase nunca viajo, e além disso, trabalho protegendo pessoas e não indo atrás de criminosos.

— E as crianças? – O Queen pergunta.

— Elas ainda não sabem sobre nossa separação, mas nós contaremos. – Suspirou, cansado. – Ou eu contarei, já que ela viajou novamente.

— Depois da conversa que tiveram, ela voltou a viajar com a equipe dela?

— Sim, Oliver. Disse que era importante e que precisavam dela. – Riu de forma debochada. – Como se nossos filhos não precisassem.

— Onde estão agora? – Felicity perguntou.

— Estão em uma colônia de férias. Eu já havia pago, eles quiseram ir e eu deixei.

— Vai ser bom para eles.

E o outro teve de concordar com a amiga.

— Eles voltam no final da semana, e então eu contarei, Layla estando aqui ou não. Avisei a ela sobre isso, se ela não estiver aqui como combinado, então eu não vou esperar mais. Se ela não se importa com os filhos, eu me importo, e quanto mais cedo eles souberem sobre nossa separação, melhor é.

— Papai?

E então cada um dos adultos se lembraram que não estavam sozinhos, e que as gêmeas continuavam ao lado deles, vendo TV.

— Quando vai fazer o almoço? Estamos morrendo de fome. – Novamente dizem juntas.

E os outros riram.

— Eu irei. – Felicity se levantou.

— Você deveria ficar aí, descansando.

— Eu estou grávida, não doente. – Retrucou ao marido.

— Mas está chegando no final da gravidez, então também acho que deveria ficar sentada.

— Diggle, de que lado está? – Colocou a mão na cintura.

— Do lado do seu bem-estar e de seus bebês.

— Obrigado. – Oliver gesticulou.

— Mamãe, assiste a um filme comigo e com a Apple.

— Por favor?

Os olhos de ambas as garotinhas brilhavam em entusiasmo.

— Isso é manipulação.

Os outros riram, inclusive as crianças.

— Tudo bem, por elas, eu ficarei.

— Graças!

Seguiu para a cozinha, antes que ouvisse um sermão da mulher, por conta de sua exclamação.

— Vou ajudá-lo.

— Você está é fugindo, assim como meu marido, do meu sermão.

E o outro riu, enquanto seguia para o cômodo ao lado.

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As provocações começaram no instante em que os novos papais chegaram — atrasados, vale ressaltar –, mas muito mais da parte de Tommy Merlyn e Roy Harper do de qualquer outro. Eles já estavam preparados, afinal, os conheciam a tempo suficiente para saber que iriam ser constrangidos durante todo o momento em que estivessem juntos. Realmente ficaram extremamente surpresos ao perceberem que estava realmente acontecendo; apesar de que a morena já tinha suas suspeitas por estar tão sensível e enjoada de uns dias para cá. Mas o que mais os deixou surpresos foi o tempo de gestação; ela já se encontrava grávida quando Tommy fez o comentário infeliz sobre quando seria revelado tal estado. Era incrível, e estranho, claro, que ele estivesse certo. Helena e Ray não estavam tentando, ou menos pensavam em ter filhos nem tão cedo, principalmente porque já haviam dito a ela que por conta do aborto, que na verdade não havia sido aborto, ela poderia ter dificuldades para engravidar novamente, além de que se viesse a acontecer, ela teria uma gravidez de risco e um parto complicado, e mesmo assim havia acontecido. E em sua opinião, rápido até demais, dado o tempo no qual estavam juntos.

Mesmo com medo, ambos estavam felizes por aquela gravidez, felizes por saberem que seriam pais novamente. Helena sempre quis uma garotinha; era seu sonho de consumo, e por isso esperava realmente que o fosse, apesar de já imaginar as provocações sem fim de seus amigos para cima de seu marido. Havia ficado assustada quando lhe veio a ideia de estar naquele estado, a poucos dias na casa dos Queen, mas a sensação boa de estar carregando uma criança lhe veio logo que chegou em casa, quando expos seu medo ao marido; e se acontecesse algo aquela criança? E se a amasse e a perdesse? E se não conseguisse levar a gravidez até o fim? Ela tinha os mesmos medos que Felicity, no começo, quando descobriu estar grávida, mas não estava disposta a se deter por aquele sentimento ruim, ou mesmo esconder de todos; não que ela julgasse as decisões de sua amiga, claro, afinal, a compreendia como ninguém. O sentimento de perder uma criança, que tinha não só seu sangue, mas também o do homem que amava, era horrível, algo que ela não desejava ao seu pior inimigo.

Mesmo que o resultado do palitinho fosse mais rápido, a antiga Bertinelli fez questão de fazer um exame de sangue para confirmar o que já sentia que estava acontecendo, e por isso demorou três dias para enfim afirmar a todos que estava grávida de quase três meses; praticamente cinco meses a mais de Felicity e Caitlin e dois de Laurel. A emoção de ver aquele pedacinho dela e Ray na tela preto e branco havia sido indescritível; como se sentiu quando viu os gêmeos – que na época não fazia ideia que era gêmeos; um estava escondido atrás do outro, e ficava imaginando se isso não poderia acontecer novamente, e durante um momento, ela sorriu, imaginando aquela situação acontecendo novamente.

Quando o casal contou aos gêmeos e Killian, a animação havia sido contagiante, e eles não puderam deixar de sorrir ao ver que cada um dos garotinhos ansiavam para ter uma irmã, e não um irmão, e sabiam que aquela escolha era por influência de Lyon, que sempre dizia o quanto amava ter irmãzinhas para cuidar. Os pequenos estavam tão ansiosos que nem mesmo esperaram que os pais dessem a “notícia”; no instante seguinte que descobriram que sua mãe estava grávida, contaram para cada um dos “primos” que eles também teriam um irmão. Descobriram pouco depois que eles não achavam justo que apenas Lyon e as gêmeas tivessem um irmão, e os pais se surpreenderam em saber o quanto os três filhos de apenas sete anos gostariam de também ter um irmão; no caso, irmã.

E Helena e Ray tinham que confessar que também gostariam que fosse uma garotinha, na qual já até mesmo tem nome; a morena confessou isso ao marido no mesmo dia em que foi confirmada a gravidez, no mesmo dia em que viram o bebê deles na tela em preto e branco.

— É como eu disse, minha gente, eu ando com uma boca muito santa ultimamente.

Os outros reviraram os olhos.

— Eu deveria começar a cobrar.

— Você deveria começar a trabalhar, isso sim. – Ray diz, fazendo os outros rirem. – Você fica sem nada para fazer, e é por isso que anda com tempo para cuidar da vida alheia.

— Verdade. – Cada um dos amigos do Merlyn dizem juntos, fazendo suas esposas rirem, inclusive a do próprio Tommy.

— Vocês têm inveja do meu dom, isso sim. Nenhum de vocês tem isso.

— Felicity tem os sextos sentidos dela.

E então cada um dos presentes, até mesmo a namorada dele, o fuzilam com os olhos.

— Cala a boca, Roy! – Dizem juntos, alguns em um rosnado, inclusive Oliver.

E então ele se sente realmente arrependido.

— Oh, sinto muito. – Diz para a loirinha, que lhe sorri.

— Tudo bem, não é bem uma mentira, não é? – Deu de ombros. – Toda vez que estava prestes a acontecer algo, eu pressenti... – Fez uma pausa, suspirando. – Eu não posso ficar presa aos últimos acontecimentos para sempre.

Realmente, cada palavra da loira deixou os amigos surpresos, inclusive seu marido; eles não achavam que ela fosse ficar bem com as lembranças que poderiam vir a mente por conta do comentário do Harper, e ali estava ela, melhor do que imaginaram vê-la.

— Mas deixando isso de lado... – Sorriu para o casal. – Eu fico muito, muito feliz por vocês.

— Obrigado. – Dizem juntos.

— E agora é oficial. – Laurel diz. – Cada uma de nós está grávida.

— Para o meu desespero.

— Calado, Harper! – As mulheres dizem juntas, fazendo-o dar alguns passos para trás.

— Urg! Hormônios demais em um só cômodo. – Thea diz, antes de cair na gargalhada. – Nossa, como vocês homens estão ferrados.

— Foi o que eu disse. – Diz, passando o braço esquerdo pelos ombros da namorada. – E se prepare, Palmer, pode acabar vindo uma garotinha aí.

— É isso mesmo que eu quero. – Diz sorrindo, nenhum pouco preocupado.

— Você é o único louco que não fica preocupado com o fato de ter uma filha. – Tommy diz, rindo. – Cara, imagine quando ela estiver seu primeiro namoradinho? Agora vai mais além, e a imagine fazendo sex..

— Tommy! – A esposa o interrompeu em repreensão.

— O que? Cada um de nós aqui sabemos o que é isso. – Deu de ombros, fazendo os outros rirem; já estavam acostumados com o jeito do Merlyn. – E as crianças nem estão aqui, então podemos falar sobre sexo.

— Eu não quero imaginar minha filha fazendo sexo.

— Não, não mesmo. – O Allen concordou com o Palmer.

— Por favor, vamos mudar de assunto. – Oliver foi o próximo a concordar com os amigos.

— Suas filhas serão as primeiras a começar a namorar, então se prepare.

— Vai se ferrar! – Praticamente rosnou, fazendo o amigo rir, enquanto que os outros seguravam uma risada. – Não se esqueça que tem uma garotinha dentro da barriga da sua esposa, e ainda tem a...

— Não vamos falar da minha primogênita. – Interrompeu o outro, praticamente gritando, e dessa vez, até mesmo as mulheres riram.

— Vocês são as pessoas mais comédias do mundo.

— Você também deveria se preocupar, Dig, que eu saiba sua filha já tem quase dez.

— Eu já estou me preparando psicologicamente desde o aniversário de oito anos dela, Roy. – Diz, fazendo os outros rirem. – Quando ela chamou um amiguinho para ir lá em casa para eles fazerem um trabalho juntos, eu pensei seriamente em colocar minha arma em cima da mesa de centro.

E novamente mais risadas.

— Vou guardar isso em minha memória.

— Como se eu fosse deixar você fazer isso. – A loirinha diz, revirando os olhos. – Você não vai assustar os namoradinhos das nossas filhas.

— Namoradinhos? – Repetiu, incomodado. – Porque no plural?

— Porque elas têm o seu DNA, Oliver.

E então todos riram, concordando com o comentário de Laurel.

— Isso não tem graça.

— Por que estamos falando sobre isso mesmo, hein?

— Porque o Tommy não sobrevive se não nos provocar sobre isso, Ray.

E ninguém pode discordar de Barry.

— E o pior é que ele está certo sobre nossas filhas não serem nossas para sempre. E eu vou sofrer três vezes.

— Oliver também. – Diggle diz em meio a risada, e só o que o amigo fez foi revirar os olhos.

— Vocês já têm um nome em mente para menino e menina? – Caitlin pergunta, realmente curiosa. – Quando soube da minha gravidez, fui pesquisar nomes na internet, e fiquei assim por semanas.

— Na verdade ainda está, já que estamos na dúvida ainda. E ela insiste para que eu lhe faça companhia.

— Você é o pai, é o seu dever.

O outro o olhou descrente.

— As três horas da manhã, Oliver. – Ouviu os amigos rirem, e continuou. – Enquanto ela come as nojeiras dela.

— Não fale assim dos meus desejos. – Brigou, cruzando os braços.

— Queria poder dizer que Oliver não faz o mesmo, mas seria mentira.

E o outro revirou os olhos; ele vinha fazendo muito isso ultimamente.

— Porquê é a verdade. – Retrucou. – E quando você insiste em se empanturrar com coisas gordurosas e nada saudáveis, e aviso que vai passar mal, você nunca me escuta.

— Eu não passaria mal se você deixasse de me jogar praga! – Retrucou, revoltada, ouvindo os amigos rirem.

— Ai, ai, irmãzinha, você é muito engraçada.

— O Barry alguma vez reclamou dos seus desejos, Laurel? – Felicity perguntou após o comentário da irmã mais nova.

Ela prontamente negou, antes de verbalizar.

— Não.

E as grávidas mais barrigudas olharam para seus maridos.

— Se ferraram. – Helena diz, rindo, enquanto o marido balançava a cabeça ao ver que ela estava realmente se divertindo com a situação nada agradável na qual os amigos ficaram.

— Vocês deveriam ser mais sensíveis. – Dizem juntas.

— Obrigado, Barry.

E o amigo riu, ao sentirem os olhos nada felizes de seus amigos.

— O que eu posso fazer? – Deu de ombros, enquanto ainda ria.

— Olha, eu definitivamente vou aparecer mais vezes. Vocês me divertem.

— Não somos personagens de circo. – Roy não conseguiu retrucar.

— Você e o Tommy são.

E os dois citados fuzilam Oliver com os olhos, o que o fez rir, junto aos outros, que já riam do comentário do Harper.

— Você está feliz assim, porque acabamos de mudar de assunto, o que deixa você longe de levar um sermão da grávida.

— Bem lembrado, cunhado.

O outro revirou os olhos.

— Lena, por favor, responda o que perguntei a pouco? – Caitlin muda de assunto. – Eles vão continuar se provocando. – Reclamou, fazendo a outra rir.

— Depois diz que não é curiosa.

— Eu ouvi! – Fuzilou o marido com os olhos, fazendo os amigos rirem mais um pouco. – Lena? Ray?

— Nós já temos sim um nome para menino e um para menina. – O Palmer respondeu. – Connor Eiliot Palmer, foi o nome que escolhemos juntos.

— E o da menina não? – Laurel perguntou.

— Na verdade, a Lena já tinha um em mente, e eu concordei.

— Ele na verdade, já tinha me dado uma ideia quando conversamos sobre filhos, certa vez. – Sorriu. – Ele sempre quis uma menina, e sempre quis chamá-la por Scarlett. Então como eu prometi a minha melhor amiga... – Olhou para a grávida do seu lado esquerdo. – Sem ressentimentos, Cait.

— Tudo bem, eu posso conviver com isso. – Diz, ouvindo os amigos rirem.

— Scarlett Megan Bertinelli-Palmer.

A Smoak-Queen prontamente sorriu.

— E como já estamos falando os nomes do bebê... – Olhou para o marido, que sorriu. – Eu e Ray queremos que ele ou ela tenha você e Oliver como padrinhos.

— Que injustiça.

E os outros riram ao ouvirem Thea Merlyn Queen, completamente revoltada.

— Mais uma criança que não terá a melhor pessoa como madrinha.

— Eu fui o único louco a fazer isso.

— Quanta consideração!

E então os outros riram.

— Eu e Roy somos os melhores padrinhos do mundo!

— Quem seria melhor que eu? – Apontou para si mesmo. – Tommy é uma pessoa estranha...

— Ei!

O outro fugiu de um tapa que levaria atrás da cabeça.

— O Barry você nem conhecia.

— Sorte sua. – Diz rindo, tendo o pai das garotinhas citadas como apoio.

— O Ray também não... – Olhou para o homem ao lado do cunhado. – E o Diggle, bom, você o viu pela última vez quando Sara descobriu a gravidez, depois ele voltou de viagem só quando as gêmeas nasceram, então...

— Então sobrou o palhaço número dois do grupo.

E novamente mais risadas ao ouvirem o comentário de Ray.

— Eu não sei o que ele tinha na cabeça para escolher vocês dois.

— Bom, Sara quem escolheu, porque ela achou que teríamos mais um. – Comentou após Barry, surpreendendo a todos, inclusive a irmã da falecida. – No qual teria você e Tommy como padrinhos. – Completa, olhando para Laurel.

— Ela..., ela realmente...

O outro apenas balançou a cabeça para a Allen.

Ninguém mais soube o que dizer pelos próximos silenciosos minutos, e quem os salvou foram as famintas crianças, que vinham correndo do jardim, completamente sujos de terra, gritando para quem quisesse ouvir, que estavam com fome e queriam bolo.

— Hora do lanche. – Felicity diz, se levantado prontamente.

— Climão!

Cada um dos presentes, até mesmo a loira que ainda não havia deixado o cômodo olharam para Lyon; o garotinho olhava cada um dos presentes, fixamente, de uma forma que cada um dos adultos conheciam bem.

— O que conversavam?

— É, estão estranhos. – April completou após o primo.

— Não é sobre o bebê. – Killian diz, sendo apoiado pelos outros.

— Se fosse não estariam com essas caras. – Amily diz, concordando prontamente com o primo.

— Sobre... – Tommy se interrompeu propositalmente.

— Sobre Sara. – Oliver quem responde, revirando os olhos mais uma vez; ele compreendia os amigos, mas também não era para tanto; a mãe das gêmeas faleceu, ela foi alguém importante em sua vida, nunca deixará de pensar nela, principalmente por ter duas pequenas miniaturas que se pareciam tanto com ela ultimamente, e por isso não tinham porque ficarem naquela tensão toda. – Falávamos sobre Sara.

As gêmeas se mostraram muito curiosas.

— Sobre coisas que ela pensava depois que engravidou. – Sorriu para ambas. – Como seus padrinhos, e os padrinhos do próximo filho que ela gostaria de ter.

E realmente, sua resposta deixou cada um dos presentes, inclusive Feliciy, surpresos.

— A mamãe Sara queria outro filho?

— Nunca contou isso para nós, papai. – Amy completou após a irmã.

— Eu nunca contei sobre isso a ninguém. – Contou. – Eu não gostava de falar sobre Sara, porque me machucava, antes... – Olhou para a esposa. – Não mais. Falar, pensar, lembrar... – Sorriu ladino. – Não é um problema para mim. Eu estou casado, muito bem casado, por sinal... – A esposa lhe sorriu e então completou. – A amo, vou ter três filhos com ela...

— Creche. – Tommy sussurrou para as crianças, que riram.

— Eu ouvi. – Felicity fuzilou o irmão com os olhos, fazendo os pequenos rirem novamente. – Cuidado com que fala. – Ameaçou. – Ou posso reconsiderar você ser padrinho de um dos meus bebês.

— Você anda muito vingativa ultimamente, maninha.

Os amigos e as crianças riram.

— Eu gosto!

— Você gosta, porque você é igualzinha a ela. – Retrucou a irmã mais nova, que o fuzilou com os olhos, junto da outra irmã.

— Vocês sabem como elogiar alguém, não é?

— Sempre com os melhores elogios, tio Dig. – Os gêmeos Palmer dizem juntos, fazendo os adultos e as outras crianças os acompanharem na risada, enquanto iam todos em direção a cozinha.

Já passava das 15h e era esse o motivo de as crianças estarem tão famintas. A sorte dos adultos foi que Oliver havia feito duas fornadas de bolo, havia compro pão de manhã, no qual havia sobrado já que as gêmeas e sua querida esposa haviam decidido comer do waffle de chocolate com morangos – algo que ele deveria estar acostumado, pois era a comida que a grávida mais gostava – e por isso não precisaram se apressar em pensar no que fazer para o lanche. Oliver aproveitou que as crianças comiam do cookie que Laurel havia feito na noite anterior para levar naquela reunião familiar, para fazer uma calda nova calda, uma mais grossa dessa vez, para jogar em ambos os bolos, enquanto ouviam as filhas e os sobrinhos falarem sobre como estavam ansiosos para verem os bebês, em especial os trigêmeos, que estavam prestes a nascer; e esse era um anseio da parte do Queen também. Caitlin retirou duas jarras de suco de dentro da geladeira, enquanto ouvia o marido avisar sobre pedir por mais dois bolos pelo APP; como era perto de onde moravam, não devia demorar mais de dez minutos para chegarem com os pedidos, e por isso aproveitou para pedir também biscoitos de nata no qual sua esposa estava viciada desde que engravidou.

Kitty grudou na madrinha no instante em que Helena, que havia ido no andar de cima ao ouvir o chamado da pequena, a colocou no chão, e sua irmãzinha, que começou a se mexer de forma impaciente no colo da Palmer, também correu para a amada madrinha no momento em que também foi colocada no chão. Como estava sentada, colocou cada uma em sua perna, apesar da barriga a atrapalhar um pouco, beijando seus cabelos, vendo-as comer de forma alegre, o cookie feito por Laurel Allen; elas se deliciavam de uma forma, que o chocolate que havia no mesmo, manchava a boquinha pequena.

— Então, eu soube de uma novidade a algumas horas... – A voz de Diggle chamou a atenção de cada um dos presentes, inclusive das crianças, apesar de elas continuarem a comer. – É mesmo verdade que sua mãe está grávida, Merlyn?

— Para o meu enorme e chocante desespero.

Os outros riram, principalmente ao se lembrarem de como ele havia ficado sabendo, a alguns dias atrás.

— Então, temos uma novidade. – Malcom começou quando todos estavam reunidos na sala de TV de sua mansão. – Lembra-se do dia em que acabou encontrando um teste de gravidez aqui em casa, filho?

— Se eu me lembro? Eu quase surtei pensando ser da minha irmã mais nova. – A olhou. – Principalmente porque estava no seu quarto, malandrinha, e eu ainda acho que mentiu para mim.

— Por que eu faria isso? – Bufou. – Se eu estivesse grávida eu diria.

— E diria também se tivesse feito um teste como aquele?

— Tommy, seu pai quer falar, mas se você insistir nessa história fica difícil.

— Você também é irmão dela, por que não está pressionando-a? – O olhou de forma indignada.

— Porque eu acredito nela. – Diz de forma óbvia.

— Obrigada, Ollie. – Cruzou os braços, olhando para o outro irmão depois de deixar os azuis de seu irmão por parte mãe. – Pelo menos alguém aqui, além das minhas amigas, minha irmã e meu namorado, acreditam em mim.

— Não pode me culpar por achar que era seu, filha, estava no seu quarto. – Se explicou. – E eu acreditei quando você disse que não era seu.

— É, depois de Rebecca dizer que era dela. – Revirou os olhos. – Mas tudo bem, é passado, porque está voltando neste assunto.

— Bom, é por esse motivo mesmo.

E ninguém entendeu o que ele quis dizer.

— Como assim, papai? – Felicity quem perguntou.

— Rebecca está grávida.

E Tommy se levantou rapidamente de onde estava, fazendo os outros olharem para ele, com exceção de suas irmãs, que olhavam fixamente para o pai e a madrasta, estupefatas.

— Como assim grávida?

— Meu amor, ela vai ter um bebê. – Diz segurando uma risada.

— Um bebê, tipo..., um bebê? De verdade?

E os amigos não puderam deixar de rir.

— Dentro da sua barriga tem um bebê, mãe, é isso mesmo ou estou ficando...

— Ela vai ter um bebê, energúmeno, é isso que seu pai quis dizer. – Oliver diz impaciente. – Você vai ter um irmão, outro irmão. Entendeu agora ou eu preciso desenhar?

— Não, não é possível...

E novamente mais risadas da parte dos amigos; apenas Oliver balançava a cabeça, pensando no quanto seu amigo era comédia.

— A senhora disse que havia sido um falso alarme. Disse isso, depois de fazer um exame de sangue, disse isso depois de eu fazer o comentário sobre minha irmã estar grávida.

— E ele volta ao assunto de novo. – Roy murmura, bufando em seguida. – Minha namorada não será mãe, eu não serei pai, mas você, vai ter um irmãozinho. Você não vive dizendo por aí sobre a gravidez alheia? Então, devem estar te presenteando por tantas vezes que fez isso.

— Olha o deboche.

E novamente mais risadas.

— Thommas, eu estou grávida, filho, simples assim.

— Realmente era um falso alarme, mas na viagem que nós fizemos a alguns dias sua mãe teve uma intoxicação alimentar. – Olhou para a esposa por um momento, antes de se voltar para os três filhos. – Que na verdade não é uma intoxicação alimentar. Descobrimos quando chegamos a cidade, e eu insisti para que ela fosse até a médica dela. – Sorriu. – E ela confirmou a gravidez.

— E você dizendo sobre mim. – Helea revirou os olhos. – Estava sentindo que mais alguém ficaria grávida, e você achando que era eu.

— E ainda acho. – Retrucou sem olhar para a morena.

— Vai se ferrar.

O marido riu, abraçando-a pelos ombros.

— Eu vou ser irmã mais velha. – Thea chama a atenção de todos de repente; ela sorria. – Isso vai ser demais. – Diz gesticulando.

— Eu realmente não esperava por essa notícia, mas... – Felicity foi a próxima a abraçar o pai e a madrasta. – Eu fico feliz, muito feliz, vai ser incrível acompanhar o crescimento de um irmãozinho.

— Ou irmãzinha. – Barry provocou, mas o outro o ignorou.

E o mais incrível é que ele ou ela vai ter praticamente a mesma idade dos meus bebês. – Diz sorrindo, antes de se virar para o irmão, praticamente ao mesmo tempo que sua irmãzinha.

— Tommy, não vai parabenizar nossos pais? – Ambas as irmãs o questionam.

— Tem certeza de que isso é sério?

— Tenha santa paciência. – Laurel se levantou, enquanto dizia, se colocando a frente dele. – Você ás vezes é irritante, sabia disso? A sua mãe vai te dar um irmão, e você fica aí, com essa cara de idiota.

Os outros seguraram uma risada, inclusive o marido da mulher, que deu uma risada curta.

— Desculpa, Cait, mas seu marido está sendo um idiota. – Diz olhando-a, e ela apenas deu de ombros, e por isso a Allen continuou. – O que deveria estar fazendo neste momento é sendo o Tommy inconveniente de sempre, e abraçando seus pais porque eles merecem essa felicidade, então faça isso de uma vez!

E então os outros não puderam deixar de gargalhar, com exceção dos mais velhos, que apesar de estarem se divertindo com aquela cena, ainda esperavam por outra reação do filho mais velho.

— Diz que está feliz, Tommy. – A esposa pede.

— Eu estou feliz. – Diz rapidamente. – Eu estou, de verdade, mas ainda estou em choque.

— Eu diria que isso é Karma, mas seria muita maldade com essa criança inocente, então eu só vou dizer que espero seriamente, que venha uma menina. – Ray diz, provocando o amigo.

— Outra? Quer que me enlouquecer de vez?

E os pais do jovem riram.

— Eu tenho duas, e elas são simplesmente as irmãs mais complicadas da face da terra, se vier outra, e vier como a minha mãe... – A olhou. – Com todo respeito, mãe... – Desviou os olhos para os amigos. – Eu estarei f-u-d-i-d-o. – Soletrou apesar de as crianças não estarem presentes, e então pode ouvir cada um dos amigos rirem, com exceção das irmãs.

— Eu juro, que só por esse comentário, pedirei que venha uma garotinha.

— E que ela faça você se arrepender de suas palavras. – A grávida completa após a irmãzinha. – E nós duas, seremos suas professoras.

— Mãe, por favor, me diga que não é uma menina. — Pede de forma desesperada, fazendo os amigos rirem, inclusive suas irmãs.

— Não tem como saber, filho. – Diz com um sorriso. – Quer dizer, ele ou ela não nos deixou sabermos ainda.

— Apesar de sua mãe já estar com quase seis meses.

— Já? – Todos acabaram por perguntar juntos, surpresos.

— Bom, eu não imaginei que estivesse mesmo grávida, e minha barriga não estava aparecendo tanto, por isso não cheguei a pensar que estava grávida, principalmente depois de ter ido a minha médica e ela ter confirmado que eu estava anémica.

— E meus pais já estão sabendo?

Estão sim, Oliver, foram os primeiros a saber, na verdade.

Eles nos ouviram conversar sobre o bebê. – Rebecca explicou após o marido responder à pergunta do Queen.

— Vou estar tão ferrado se vier menina. – Comenta, ouvindo os amigos concordarem consigo, mas de maneira divertida. – E mesmo que eu deseje muito que seja um menino... – Sorriu. – Fico feliz por estar grávida, mãe. – Franziu cenho de repente. – Apesar de que isso me faz imaginar algo que eu não deveria.

— Então não imagine! – As irmãs exclamam rapidamente.

— Cruzes! – Se afastou de ambas. – Está bem, não precisam ficar tão neuróticas.

— Você é um neurótico. – Dizem juntas, indignadas.

— Tommy, há mais grávidas nesta sala do que antes, tem certeza de que quer cutucar uma delas?

— Oh, é verdade. – Olhou para o cunhado. – Isso acabou se tornando uma virose. – Comentou, fazendo s amigos – com exceção das grávidas – rirem. – E pelo jeito pega mesmo, e eu achando que era só uma gripezinha de nada.

As mulheres nas quais estavam carregando um bebê franzem o cenho.

— Lena, é melhor tomar uma vacina, ou vai ser a próxima.

—Você ainda quer voltar para casa, Harper?

E os outros riram com a ameaça.

— É, eu vou ter um irmãozinho.

— Irmãzinha. – Barry corrige. – Todos nós estamos torcendo por isso.

— Nos ajude na torcida, Diggle. – Ray completa.

— Eu já estou.

E os outros riram, principalmente ao ver o olhar indignado do Merlyn.

— Como foi que soube sobre isso?

— Bom, Felicity me contou pouco antes de chegarem. – Respondeu olhando para quem fez a pergunta; Caitlin. – E fiquei muito surpreso, porque até onde eu sei a sua mãe não podia mais engravidar, por conta da última tentativa na qual acabou não dando certo.

— É, mas pelo jeito dessa vez deu. – Tommy franziu o cenho. – Arg. – Estremeceu. – Imaginei o que não devia.

E os outros riram.

— Eu nem sabia que meus pais ainda...

— Tommy! – As mulheres o interromperam rapidamente, principalmente porque as crianças estavam no cômodo; e elas ficaram extremamente confusas.

— Ele imagina, e quer que nós imaginemos também. – Thea murmura, ao lado do namorado que acaba rindo.

— Então além de sua mãe, há mais quatro grávidas no grupo?

— E é por isso que a Thea está tomando toda precaução possível.

— Sim, eu estou sim. – Diz com firmeza.

— Eu não precisava saber disso. – Oliver comenta com a feição nada feliz, e Helena, que havia feito o comentário, riu.

— E eu também tomei aquela vacina que meu irmão falou, porque preciso me precaver. – Brinca, rindo junto do namorado.

— Muito engraçada. – As grávidas dizem juntas.

— Não acredito que estamos falando sobre a relação sex... – Oliver se interrompe ao se lembrar das crianças. – Da minha irmã. – Completou em murmúrio, e os outros seguraram uma risada.

— Não seremos pais tão cedo, cunhado, então relaxe.

O outro o fuzilou, mas ele apenas riu.

— É, agora eu entendo o porquê do Harper dizer sobre a Ilha.

As mulheres olharam para Diggle.

— O que? Vocês quando ficam grávidas não são fáceis, e agora, com quatro de vocês neste estado, juntas? Esses homens vão enlouquecer.

— Não acredito que falou sobre isso com ele. – Laurel diz de forma indignada para o Harper, que apenas deu de ombros.

— E eu não acredito que tenha dito algo assim, Dig. – Caitlin diz, tão indignada quanto a amiga.

— Eu presenciei a gravidez da minha ex-mulher e da minha cunhada, conheço o humor das grávidas, e por isso sei do que estou falando.

— Você acabou de perder a chance de conhecer meus filhos.

E os outros riram ao ouvir a Smoak-Queen.

— E mesmo que eu seja apenas madrinha e tia, não vai conhecer os filhos das minhas amigas.

— Eu estou de acordo. – Cada uma delas dizem, fazendo os maridos rirem.

— Tio, eu acho que deveria se desculpar.

— Sim, a mamãe tem um bom coração, se desculpar, ela vai te perdoar. – April diz após Killian.

— Vocês acham?

E cada um deles balançaram a cabeça.

— Vai precisar de mais do que desculpas. – Caitlin quem diz, surpreendendo a todos.

— Okay então, tio, é melhor ir comprar chocolate.

E os outros riram ao ouvir Lyon.

— E muito sorvete. – Andrew completa.

— Eu gostei disso.

E cada uma das amigas apoiaram Laurel.

— É claro que gostaram. – Oliver comenta junto aos outros, rindo junto deles, baixinho.

— Estava demorando para elas quererem se empanturrar de doce. – Barry comenta no mesmo tom, tendo os outros em acordo.

— Tudo é motivo e desculpa para isso, agora, amigo.

— E nós ouvimos, Oliver, Barry!

E novamente mais risadas, dessa vez, até os pequenos se juntaram aos adultos, ao ouvirem a loira, que já não estava assim tão loira por não poder colocar tintura por conta da gravidez.

— Tio Ollie, tio Barry, não queria dizer, mas como o meu pai diz, os dois se lascaram. – Adam diz, fazendo os outros olharem para o garotinho de forma surpresa.

— Eu não acredito que você ensinou isso para os nossos filhos, Ray!

— E eu acho que o tio Ray também se lascou. – Amily comenta, rindo junto dos primos e da irmã, e enquanto tudo isso acontecia, as pequenas Allen apenas comiam, concentradas nos cookies deliciosos e o achocolatado que estava afrente delas.

— E é exatamente por esse motivo que eu queria tanto uma ilha deserta, meu amor.

E ele não pode deixar de perceber os olhares ameaçadores para cima de si, no instante seguinte em que colocou a boca próxima ao ouvido de sua amada.

— Eu disse alto, não é?

E as crianças riram, assentindo para o tio Roy.

**--** **--**

Após o lanche, as crianças tomaram um banho e decidiram que jogariam videogame, já que passava das 18h da tarde. Apesar de seus pais terem combinado de irem embora antes do jantar, tudo havia ido por água abaixo quando a única loirinha — que já não estava assim tão loirinha mais, por não poder pintar os fios negros – praticamente ordenou que ficassem para jantar com eles, e eles aceitaram, com exceção de Jhon Diggle que havia recebido uma ligação importante e então se despediu dos amigos, prometendo voltar um outro dia para um jantar; as crianças se divertiam e a Smoak– Queen não queria atrapalhar isso, além disso se sentia bem na presença da “família”. Sabendo que ninguém negaria a um pedido – que não havia sido bem um “pedido” –, decidiu que pediria por comida, e a escolha havia sido feita pelos pequenos; hamburger. Já fazia alguns dias que não comiam, e por isso os pais não negaram.

Estavam todos na sala, vendo as crianças jogarem, enquanto conversavam entre si, quando perceberam os olhares de cada um dos pequeninos para cima de Felicity, na qual havia voltado de mais um banho. Havia sido o terceiro do dia, o que para os amigos da grávida, havia sido uma vitória, afinal, no começo eram tantos que mal podiam contar. As crianças sabiam o porquê; haviam escutado uma conversa entre os adultos no começo da semana, e agora cada um deles, em especial as gêmeas, compreendiam o porquê de a mulher que tanto amavam tomava tantos banhos no dia. Na verdade, tudo que sabiam era que ela tentava se esquecer tudo que passou nas mãos do homem que os faziam ter arrepios – em especial Lyon, que o conheceu pessoalmente. Eles não sabiam exatamente o que ela passou, mas sabiam que havia sido ruim o bastante para dar-lhe pesadelos e a deixar com sequelas do sequestro.

Oliver havia sido o primeiro a perceber os olhares; ele sempre foi muito observador. Em seguida, Barry e Caitlin, logo depois Laurel, que passou a ficar curiosa sobre a troca de olhar entre o marido e a amiga, e por seu ex estar distraindo a irmã – mesmo que não soubesse – junto de Roy e Thea, eles haviam sido os últimos a perceber.

Helena era a única que estava sabendo sobre a descoberta das crianças; ela ainda não havia comentado, pois a notícia de que estava grávida ofuscou o fato de que agora cada um dos pequenos estava sabendo sobre o porquê – pelo menos o resumo – dos banhos da tia Lissy. E ao perceber seus olhinhos sobre a grávida Queen ela soube exatamente o motivo.

Felicity, que havia sido a última a perceber os olhares dos sobrinhos e das filhas, franziu o senho, olhando para cada um deles, mostrando um sorriso pequeno.

— O que está acontecendo?

Killian imediatamente olhou para a mãe, que balançou a cabeça, pedindo em silêncio, para que ele não tocasse no assunto; mas a mulher na qual agora estava completamente morena notou a reação da amiga.

— Lena? – Seus olhos focavam a morena agora, que suspirou.

— Eles estão preocupados com você.

— Por que? – Seus olhos voltaram para as crianças, que agora tinham os olhos fixos na Palmer, como se pedissem permissão para falarem

— Eles estão sempre preocupados contigo. – O marido da Palmer diz, fazendo-a olhar para ele.

— Por causa do que houve? – Desviou os olhos do amigo para as crianças, mais uma vez. – Por causa do sequestro e quando eu voltei?

— Por causa dos banhos. – Quem respondeu foi Lyon, que encolheu os ombros ao perceber os olhos de cada um dos tios e pais. – Percebemos, sabe, tia. E ficamos preocupados, porque as gêmeas haviam dito que estava acontecendo a um tempo.

— Oh! – Foi só o que conseguiu dizer naquele momento.

— Não queríamos que percebesse, tia. – Killian diz, tão envergonhado quanto o amigo. – Não queríamos deixá-la triste.

— Não tínhamos certeza de que diriam o porquê se perguntássemos, mamãe. – Amily diz.

— Entendo. – E ela realmente entendia.

— Nós ouvimos uma conversa... – Andrew começa, chamando a atenção para si. – Não foi de propósito, mas ouvimos, e comentamos com a mamãe.

Os outros olharam para Helena, com exceção de Felicity que continuava a fitar as crianças.

— Ficamos curiosos. – O irmão gêmeo completou. – Mas não queríamos falar com a tia porque poderia ficar triste, então recorremos a mamãe.

— E ela disse que era tudo culpa daquele homem. – April diz.

E então cada um dos presentes ficou tenso, em especial Felicity, que odiava se lembrar do homem no qual a fazia ter pesadelos até então. Mas ela não culpava aqueles pequenos, e nunca o faria, principalmente porque era completamente normal eles ficarem curiosos. Eles passaram por coisas estranhas naquele um ano, e com toda certeza deveriam estar estranhando, principalmente quando ninguém contava realmente o que estava acontecendo.

— O que aconteceu foi algo que marcou a tia de vocês. – Oliver diz, chamando a atenção de todos, inclusive da esposa. – Por isso os banhos. – A olhou. – Mas ela está melhor.

— Não vamos falar sobre aquele homem. – Barry diz, praticamente implorando para que deixassem aquela história de lado, mas seu filho acabou comentando algo que deixou todos com o coração na mão, inclusive a Smoak-Queen.

— Eu me lembro do rosto dele ainda. E, eu sei que a tia não gosta de falar, mas, fiquei curioso para saber se era isso. Porque as vezes, eu ainda tenho pesadelos com ele.

A tia do garotinho sorriu fraco.

— Eu tenho. – Confessou baixinho, mas sabendo que cada um dos presentes ouviriam. – É menos frequente, agora, mas eu ainda tenho.

Ninguém esperava que ela realmente fosse responder.

— E sabe, é normal que também tenha, você viveu uma parte ruim da história... – Diz, caminhando até a criança, se abaixando devagar, já que estava com um barrigão. – Presenciou o que não devia. – Completou com um suspiro. – Mas é como minha psicóloga diz, Lyon, o tempo é a cura de tudo. – Diz a última frase devagar, e por estar de costas para os amigos e marido, não pode ver a troca de olhar entre eles. – Eu tenho aprendido isso, sabe? Eu ainda tenho medo de vez enquando, ainda tenho minhas crises, como os banhos, por exemplo...

— Ou os pesadelos.

Concordou ao ouvir Killian.

— Ou os pesadelos. – Repetiu depois de assentir. – Mas tem algo que... – Fez uma pausa curta. – Me faz sentir mais leve, me sentir mais segura...

— O que? – Cada uma das crianças acabou perguntando juntas.

— A minha família. – Sorriu, e não pode ver o sorriso dos amigos e marido por ainda estar olhando para os sobrinhos e as filhas.

— A senhora é forte, tia.

E novamente nenhum deles ali puderam ver o sorriso dos outros ao ouvirem o comentário de Killian Palmer.

— Acho que herdei dos meus pais.

— Eu tenho certeza. – Os que apenas presenciavam aquela cena emocionante, dizem juntos, fazendo-a olhar por eles por um momento.

— Eu ainda não gosto de falar sobre o que houve. – Diz, voltando a olhar para as crianças. – Mas tudo bem perguntarem, porque é normal ficarem curiosos.

— Desculpa se deixamos você ficar triste, tia.

— Não. – Balançou a cabeça, olhando para Andrew, que havia feito o comentário. – Está tudo bem, querido. Eu só prefiro me esquecer do que houve, e acho que é o melhor para vocês também.

Eles assentiram prontamente.

— Quando forem maiores, provavelmente vão compreender melhor tudo o que aconteceu comigo e... – Não conseguiu terminar.

— Tudo bem, mamãe. – As gêmeas dizem juntas.

— Ainda temos curiosidade, mas tudo bem.

— Preferimos esquecer como a tia disse. – Lyon completou após Killian.

E eles preferiam não só por eles mesmos, mas em especial, pela tia amada.

— Já que devemos nos esquecer desse tormento... – Caitlin se manifesta. – Por que não nos diz sobre o que acharam sobre os nomes dos bebês? – Pergunta diretamente para os Palmer, que sorriem.

— Gostamos muito. – Adam responde. – É forte, como a mamãe.

A mulher sorriu.

— Já pensou se vem gêmeos? – Roy brincou, apenas para provocar a nova mamãe do grupo.

— Nós achamos que virá uma menina. – Andrew diz, tendo os irmãos como apoio.

— Você manipulou seus filhos, ou o quê? Não que eu não concorde que venha uma menina, porque eu disse que viria realmente, mas eu acho que eu não fui o manipulador dessa vez, foi você

Os outros riram ao ouvirem o Merlyn.

E ele ainda confessa que manipula as pessoas. – Barry diz para Oliver, que riu, concordando.

— Na verdade, foi o seu filho. – Ray diz rindo. – Ele vivia dizendo o quanto ama as irmãzinhas, o quanto é legal vê-las descobrir e fazer coisas novas, que apesar de serem agitadas, é divertido ficar elas...

— Além disso, somos todos garotos, tio, então é bom ter mais uma garota na família para variar.

E ninguém pode deixar de rir com as palavras de Killian.

— A mamãe sempre diz que é injusto não ter uma garota para apoiá-la, quando nós três e o papai nos juntamos contra ela. – Completou rindo junto dos irmãos.

— Nesse caso, vai ser bom então termos meus irmãozinhos na família, não é, papai?

E o outro olhou para uma das filhas.

— Dessa forma vai ter alguém para te apoiar.

E os outros riram.

— Obrigado por pensar em mim, Amy. – Diz com um sorriso ladino. – Apesar de que, se vierem como eu, é capaz de eu pagar por todos os meus pecados.

E novamente mais risadas, em especial das crianças.

— Não duvide disso. – Thea diz rindo.

— Então o papai também deveria se preocupar, não é?

Mais risadas, além de um olhar de indignação vinda de Tommy.

— O padrinho sempre diz como o senhor aprontava na escola junto dele. – Explicou ao ver o olhar do pai.

— Você está me dedurando? Para o meu filho?

As crianças riram.

— Ele descobriria sobre mais dia ou menos dia. – Deu de ombros. – Além disso, se minhas filhas sabem sobre minhas peripécias, o seu também tem o direito de saber sobre as suas.

O outro o fuzilou com os olhos enquanto que os amigos riam em diversão.

— Vai ser divertido quando os bebê estiverem todos juntos.

E os outros concordaram com o pequeno Merlyn.

— Vou lembrá-lo disso quando seu pai colocar você para cuidar das suas irmãs, sozinho. – Roy diz, apontando para o pequeno. – E vou lembrar a vocês também, lembre-se que terão três irmãozinhos, de mesma idade, que terão o sangue do seu pai.

E os outros riram, enquanto que o Meerlyn balançava a cabeça em acordo com o cunhado, e por isso completou em sua frente.

— E vocês, Palmer, pode vir apenas um bebê aí, e ainda assim, será como se viessem três, porque ele ou ela...

— Ela! – Dizem juntos, interrompendo o tio.

— Ela... – Repete, concordando completamente com as crianças. – Terá o sangue da endiabrada de Helena Bertinelli-Palmer.

— Me respeita, Tommy! – Gritou, indignada, ouvindo os amigos rirem. – Ray, ele me chamou de endiabrada!

— E o que ele foi quando mais jovem, meu amor?

E novamente mais risadas, enquanto que o Merlyn mais velho olhava para outro de forma fuzilante.

— É por isso que o vovô Robert sempre diz que somos sortudos. – April diz, rindo, chamando a atenção para si.

— Sim, ele sempre diz isso. – A irmã concorda, também rindo.

— Nenhum de nós herdamos as peripécias de vocês. – Lyon é quem explica aos olhares confusos dos adultos, que acabaram por rir.

— O que fizemos de travessura não foi nada comparado a vocês. – Killian completa.

— Não mesmo. – Laurel diz rindo.

— Graças a Deus! – Felicity diz.

— Mas vocês vão pagar por todos os pecados de vocês quando vierem a creche.

As mulheres olham para o Harper de forma fuzilante, fazendo as crianças rirem.

— Ih! Eu falei alto, né?

E novamente mais risadas, inclusive agora dos maridos delas.

— Me perdoem.

— Falso! – Dizem juntas.

— E o pior é que agora, com todos esses bebês nascendo um atrás do outro, realmente parece uma creche.

— Cala a boca, Tommy! – As mulheres dizem juntas.

— Papai, você deveria tomar cuidado.

— Sim, o vovô Malcom diz que nossas mães ficam com instinto assassino na gravidez. – April completa, surpreendendo os outros.

— Não entendemos isso muito bem, mas sabemos que é ruim.

— Muito ruim. – Killian completa após Amily. – E que jamais devemos contradizê-las. Nunca. Mesmo que estejam erradas.

— Meu pai anda muito engraçadinho. – Felicity diz em murmúrio.

— Ele deve estar sofrendo nas mãos da Rebecca. – Oliver diz baixinho para os amigos que concordaram prontamente.

— Eu acho que era segredo. – Andrew diz de repente, olhando para os primos, ouvindo os tios e o pai rirem.

— Deixou de ser agora. – Barry diz rindo junto aos outros.

— Com certeza meu pai disse isso para que eles não dessem tanto trabalho para vocês.

— Não tente tampar o sol com a peneira, não! – Caitlin diz ao marido, junto de Helena, fazendo os outros rirem.

— Como assim? – Os pequenos ficaram confusos, mas ninguém os explicou, pois no instante seguinte Roy se levanta.

— Eu vou buscar chocolate.

— O que? – Ninguém entendeu o porquê de tal comentário.

— Ficou maluco?

— Harper, você comeu algo estragado? – Tommy pergunta após Ray.

— O estragado aqui é você!

E as crianças riram.

— E eu vou buscar chocolate, porque estou sentindo que vamos precisar.

— Porque precisaríamos? – Até mesmo Oliver não estava compreendendo.

— Porque se eu vou ter que ficar mais algumas horas debaixo do mesmo teto que... – Começou a contar, fazendo as crianças rirem, novamente. – Um, dois, três, quatro... – Parou em Felicity. – Quatro grávidas, eu preciso de algo que me deixe sobreviver até a hora de ir para casa.

— Talvez não chegue até ela se continuar com suas gracinhas.

E então todos riram com a ameaça da antiga Bertinelli.

— Por isso eu disse para irmos para uma ilha deserta, meu amor.

As crianças e os maridos das mulheres foram os únicos a rirem.

— Estou sendo ameaçado, e pior, pela mais nova grávida do grupo.

— E pode acabar sendo ameaçado pelas mais velhas também. – Caitlin diz, fuzilando-o com os olhos, ouvindo mais risadas.

— Tio Roy, é melhor parar. – April diz rindo junto a irmã e aos primos.

— Está ficando pior. – Andrew completa, concordando com a prima.

— A tia Lissy não parece estar muito feliz.

— Ou a tia Laurel. – Killian completou após Lyon.

— Eu vou comprar chocolate. – Diz, decidido.

— Faça melhor que isso se quiser sobreviver ao nosso próximo encontro. – A Smoak-Queen diz, com os braços cruzados.

— Sim senhora!

Os outros riram, vendo-o se afastar das grávidas.

— Se nossas mães podem, nós também podemos! – Adam diz, tendo os primos em apoio. – Pode trazer para todos nós também.

— Eu vou comprar a cessão inteira de doce se isso for deixar as mães de vocês mais calminhas. – Diz, andando até o elevador.

— Eu ia fazer um comentário, mas como vocês estão com os hormônios a flor da pele... – Fez uma pausa, jogando o corpo no sofá. – É melhor eu ficar calado.

— Sim, Tommy, é melhor, para o seu próprio bem.

E os outros riram, ao verem o Merlyn jogar as mãos para o alto, olhando fixamente para a ex.

**--** **--**

— Tudo bem, gatinhas, hora de dormir.

Quando Felicity entrou no quarto, ela pode ver ambas as garotinhas correndo para a cama, pulando nela e se deitando, antes de puxar o edredom fofinho para cima de ambas, tentando fingir que sempre estiveram bem ali, com um sorriso no rosto, apenas a espera de sua chegada. Ela poderia fingir que não viu, mas não o fez, ao invés disso, lhes sorriu demonstrando que havia pego ambas no flagra, vendo-as dar uma risadinha na qual as achou ainda mais parecidas com a mãe biológica; o que não a fazia se encantar menos pelas filhas, muito pelo contrário. á vinha percebendo tamanha semelhança a alguns dias; elas tinham o tom dos cabelos do pai, tinha certas manias dele, até mesmo semelhanças que podiam ser notadas em momentos nos quais elas faziam o mesmo que ele, mas elas se pareciam cada dia mais com Sara; o formato dos olhos, o formato da boca, o formato do nariz, o sorriso, inclusive a gargalhada, vinha sendo a marca notável de que eram filhas de Sara Kathryn Lance.

A grávida não sabia ainda o porquê, mas ela vinha percebendo e observando cada vez mais as notáveis semelhanças de suas garotinhas; não só em cada detalhe de seus corpinhos, como também em cada detalhe de seu jeito de agir, jeito de falar, jeito de gesticular, no qual faziam cada dia mais, sem ao menos perceberem. E por um momento, pode se ver nelas também, em algumas coisas nas quais elas faziam, como na quantidade de vezes que vinham revirando os olhos, muitas vezes de maneira divertida; e Felicity se perguntava se não estava vendo coisas. Isso até seu marido comentar em uma das noites na qual ficaram sozinhos, depois de Barry e Laurel terem buscado suas filhas para uma noite do pijama.

A Smoak-Queen gostava de saber que suas filhas estavam pegando certas coisas dela, por conta do convívio; isso as fazia ainda mais suas filhas. E se perguntava, mesmo que achasse as vezes bobagem, o que a mãe biológica, na qual ela tinha certeza, cuidava de todos que ela ama, inclusive a ela mesma, lá de cima, se isso a incomodava de alguma forma, apesar de saber que não, ou ela não teria a enviado de volta para a família dela.

Delas.

As gêmeas se afastaram um pouco para que a mãe, que já se aproximava, pudesse sentar-se de maneira que ficasse confortável, afinal, estava carregando três bebês dentro do barrigão de quase sete meses. Felicity se encostou na cabeceira, sorrindo abertamente, apoiando uma das mãos sobre a barriga, começando a sentir seus bebês a se mexer; talvez por saberem que era a hora da canção, e por isso não pode deixar de olhar para a barriga, sorrindo, acariciando com o polegar várias vezes de um lado para o outro, antes de seguir os olhos para suas primogênitas.

— Os bebês sabem que é a hora da canção. – Amy comentou, sorrindo, depois de tocar a barriga da mãe, sentindo seus irmãozinhos se mexerem, eufóricos.

— Eles também gostam de ouvir a mamãe cantar.

— Apesar de gostarem ainda mais de ouvir o papai falar.

E a meninas riram.

— Eles ficam tão quietinhos que nem mesmo parecem os bebês agitados que estou carregando a quase oito meses.

— O papai faz milagres.

E dessa vez a loirinha acompanhou ambas as filhas na risada, concordando completamente com April.

— Tudo bem, mamãe, estamos prontas.

— É, a mamãe também precisa descansar, então vamos dormir bem rapidinho.

— Eu não me importo de ficar aqui por alguns minutos a mais, meus amores. – Diz, sorrindo.

— Mas a tia Cait diz que a mamãe precisa de um sono tranquilo e saudável. – A gêmea mais parecida com Sara – April – retruca.

— Obrigada por cuidarem de mim.

— Nós amamos você, por isso cuidamos de você. – Dizem juntas.

— Além disso, a mamãe cuida de nós tão bem... – Amy completou, sorrindo, tendo sua irmã como apoio; ela tinha o mesmo sorriso nos lábios.

— Então vamos lá! – Diz animada. – Canção nova.

— Nova? – Perguntam juntas, curiosas.

— Sim. – Sorriu. – Na qual eu escrevi.

— Escreveu uma canção para nós?

— Achei justo já que escrevi uma para seus irmãozinhos.

As meninas sorriram, ansiosas para ouvir a canção que a mãe fez somente para elas.

Felicity respirou fundo, e então sua voz soou pelo quarto; melodiosamente.

Quando a noite vai caindo

Meus pequenos anjinhos

São guiados pelo soninho

Levados através das estrelas

Em uma linda brincadeira

Pula-pula nas nuvenzinhas

E de perto, bem de perto

Um lindo anjo

Cuidando de seus sonhos, anjinhos

Aconchegue mais no meu colo

Se deixe levar pelo seu sono

Veja o brilho das estrelas

E imagine os anjos com aureolas

Ouça minha música

Minha voz é a melodia

Dá paz, tranquilidade e alegria

Boa noite, boa noite

Até o novo nascer do sol

**--** **--**

Felicity já imaginava que ambas as filhas dormiriam rapidamente naquele dia; mesmo se não cantasse, ainda assim não seria difícil fazê-las adormecer. Aquele dia havia sido agitado e extremamente divertido para ambas, afinal estavam com seus primos. Se não fosse pela fome de cada uma delas, tinha certeza de que não as veria ou seus pais durante todo o dia. Elas haviam cumprimentado os tios, enquanto que seus primos faziam o mesmo e no instante seguinte se dirigiram em entusiasmo para o jardim, onde encontraram Shasta, deitada, quietinha, na grama em frente a sua casinha; bem isso, até ver as crianças. A cadelinha adorava uma bagunça e quando as crianças se reuniam ela fazia a festa no extenso jardim.

Era até divertido ver o quanto o Rusk Siberiano ficava agitado quando estava com seus sobrinhos; era completamente diferente quando estavam apenas as gêmeas, apesar de que ela também explorava o jardim junto de suas companheiras. Até mesmo Felicity já havia as acompanhado em suas aventuras. E agora ela sabia o porquê de suas filhas desaparecerem durante a manhã quando não tinham aula; elas passavam horas perto de um lago que havia um pouco afastado da casa; era de águas cristalinas. E o mais estranho era descobrir tal lugar tantas semanas depois de começar a morar ali; até mesmo seu marido desconhecia de tal lugar, o que era muito engraçado.

E seus amigos concordavam com ela; Tommy e Roy debocharam e muito sobre eles não terem conhecimento de uma parte da “terra” deles. E nenhum dos dois puderam reclamar ou tentar se defender, afinal estavam certos.

Quando Oliver comprou ele havia procurado saber apenas da parte na qual o interessava; a casa, o jardim e a piscina.

“Talvez tenha um jardim secreto aqui e vocês não fazem ideia”

Se lembrou da provocação de seu querido irmão mais velho, que se divertia a suas custas e de seu marido junto dos amigos. E até mesmo o casal Queen os acompanhou na risada.

Sorrindo, observando suas garotinhas completamente adormecidas, a grávida se levantou devagar, tanto por sua condição quanto por não querer despertar as filhas, e as cobriu até os ombros, vendo-as se virarem cada uma para um lado, ficando com o rosto quase colado com uma da outra, inconscientemente, acabando por tocar a mão que se encontrava em frente a ele.

Como o abajur já se encontrava ligado, e a luz principal apagada, apenas se virou para enfim sair do quarto, imaginando encontrar o amado em um estado parecido com o das gêmeas, e qual foi a sua surpresa ao encontrá-lo completamente desperto ao entrar no quarto deles.

— Uau! Isso é um record.

A loirinha sorriu.

— Elas estavam muito cansadas. – Se deitou ao lado do marido. – Também, pudera, elas exploraram todo o jardim junto dos primos e da Shasta, hoje. Foi um dia agitado para elas.

— Para vocês também. – Tocou sua barriga. – Estão calmos.

— Acho que adormeceram junto das irmãs.

E Oliver sorriu.

— Cantei uma nova música.

— Quando vou poder ouvir você cantar a música que fez para nossos filhos?

— Quem sabe amanhã? – Piscou um olho, sorrindo, fazendo-o beijar seus lábios rapidamente.

— Eu adoro sua voz. Lembro da primeira vez que cantou para as gêmeas.

— Na mansão Queen.

— Elas insistiram para você ficar. – Diz depois de assentir. – Sua voz ficou em minha mente por dias, depois daquele dia.

— Nunca havia me contado isso.

Deu de ombros.

— Não sei porquê. – Começou a acariciar a barriga avantajada. – Mas é por isso que gosto tanto de presenciar você colocando nossas filhas para dormir.

— E eu adoro quando você fala com os trigêmeos. – Levou a mão direita até onde a mão do marido estava, colocando-a por cima da dele. – É tão lindo e tão fofo quando eles se acalmam de imediato. Acho até que eles preferem a sua voz a minha.

O loiro riu.

— E eu tenho certeza de que vai ser a sua voz quem vai acalmá-los quando estiverem aqui com agente, finalmente. – De repente arregalou os olhos. – O que é mau, muito mau.

Oliver franziu o cenho, não compreendo a esposa.

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— Eu estarei sozinha com eles, a manhã toda, enquanto você vai estar no trabalho e...

— Ei. – A interrompeu rapidamente. – Não comece a surtar, meu amor. Eu não vou te deixar sozinha com os trigêmeos aqui, nunca. Estarei de licença até eles estiverem maiorzinhos. – Sorriu ladino. – Além disso, acha mesmo que meus pais, minha irmã, seu pai e sua madrasta não estarão aqui, todos os dias, babando nos nossos filhos? Vamos nos cansar da presença deles, se quer saber.

— Como você é maldoso.

E então ele riu, e ela não pode deixar de sorrir.

— Vai dar tudo certo.

— E se eu não dar contar? São trigêmeos, eles vão chorar ao mesmo tempo, vão querer mamar ao mesmo tempo, vão nos deixar loucos.

— Se forem como eu, provavelmente. – Murmurou, não podendo deixar de concordar com a esposa, que ficou ainda mais apavorada, e ele se recriminou por isso. – Mas eu contrato duas babás, se for o caso.

— Não quero babá na minha casa e muito menos perto dos meus filhos. – Retrucou rapidamente, fazendo um biquinho.

Oliver quis rir da forma na qual a amada retrucou sua ideia.

— O que você tem contra babás?

— Elas não são confiáveis. – Desviou os olhos.

— Raisa pode ajudar, então, e eu posso falar com seu pai para ele deixar que Annie fique aqui por um tempo, ela cuidou do Tommy e provavelmente vai cuidar do seu irmãozinho também. O que acha?

— Desse modo, eu aceito.

No instante seguinte ambos sentiram algo contra a mão deles, interrompendo qualquer outro comentário que viesse da parte de qualquer um dos dois.

— Oh, se mexeram.

— Acho que eles sentiram minha tensão. – Murmurou, olhando para a barriga. – Isso não é nenhum pouco confortável. – Confessar, franzindo o cenho. – Eles se agitaram rápido.

— Você precisa controlar suas emoções, passa para eles.

— Foi mais forte que eu.

— Eu sei, eu sei, baby. – Sorriu ladino. – Vou acalmá-los para você.

E então foi a vez de ela sorrir, vendo o marido aproximar o rosto de sua barriga, sem parar de acariciá-la com os dedos da mão direita.

— Ei, filhotes, aqui é o papai, sei que reconhecem minha voz. – Mesmo que seus olhos não estivessem sobre a mamãe de seus filhos, sabia que ela sorria. – Vocês a adoram, não? Mais até que a da mamãe. – Olhou para a amada. – Ela ainda não se conformou com isso, mas estamos bem com isso.

Apesar de o sorriso ainda estar nos lábios da loira, ela balançava a cabeça.

— Não? – Perguntou a amada, com um sorriso ladino. – Okay, a mamãe está enciumada porque nós temos uma conecção de outro mundo. Muito maior do que ela tem carregando vocês três.

— Como você é maldoso.

Ele riu.

— Tudo bem, vamos deixar a mamãe feliz. O que acham de se aquietarem ouvindo a voz dela? – Eles se mexeram, juntos, de forma inquietante, e ambos os pais sorriram. – Música? – Pergunta ao olhar para a amada.

— Você quer é ouvir a música que eu fiz, porque está curioso.

E novamente o loiro estava rindo, não podendo retrucar, afinal, era a verdade.

— E vai acabar dormindo primeiro que eles. – Provocou.

— Nunca. – Diz mais para os filhos do que para a esposa. – Vamos lá, os bebês querem ouvir a mamãe cantar.

— Jogo sujo. – Diz rindo, e o marido a acompanhou. – Mas tudo bem, o que eu não faço pelos que eu amo? – Olhou para a barriga. – Ainda estou pensando em fazer algumas modificações, babys, então não se decepcionem.

— Eles nunca o fariam. – Seus olhos azuis se encontraram com os esverdeados. – Os três vão amar a melodia.

Ela apenas sorriu, antes de respirar fundo e dizer um “okay”, antes de sua voz soar pelo cômodo.

Ao anoitecer a lua brilha mansinho

Contando estrelinhas o sono chega gostosinho

É hora de dormir, é hora de nanar

Com estrelinhas iluminando o céu

Para o seu sono abençoar

Papai, a mamãe e irmãzinhas

Já dormem felizes também

Então fecha seus olhinhos

E vejam pequenos anjinhos

Bons sonhos e durmam bem

— Eu acho que eles dormiram. – O papai sussurrou depois de ouvi-la repetir a letra duas vezes, olhando fixamente nos olhos da esposa. – Viu como sua voz também os acalma?

Felicity sorriu, inclinando a cabeça para a direita, sem desviar os olhos do amado; e no fim, mesmo que não estivesse realmente chateada, tudo que o marido queria era mostrar que assim como ele, ela também acalmava os bebês deles; cada um tinha um jeitinho: ela cantava e ele falava.

— Por que não se junta a eles? – Pergunta ao perceber que ela se encontrava sonolenta; e a afirmação veio ao vê-la bocejar e coçar um dos olhos, deforma extremamente fofa.

— E você? – Diz com a voz embargada de sono.

— Ficarei acordado mais um pouquinho. – Tocou o rosto corado, que já fechava os olhos, enquanto respirava fundo.

— Tem certeza? – As palavras quase não podiam ser ouvidas, mas como o Queen estava perto, ele pode compreender bem.

— Durma, baby. – Sussurrou, tocando seus lábios com os próprios, suavemente. – Boa noite.

E ele não esperava realmente por uma resposta, e quando seus olhos se abriram e encontraram o belo rosto da amada, ele percebeu que ela já dormia tranquilamente, e por isso sorriu ladino, deitando-se ao seu lado, apreciando aquele rosto por um tempo, pensando no quanto ela estava mais leve naquela semana que havia acabado de começar. Os olhos brilhavam como antes, as risadas preenchiam a casa por inteira com mais frequência, e mesmo que os banhos e os pesadelos ainda continuassem, eram menos sucessivos, e Oliver se alegrava por ter a antiga Felicity Megan Merlyn Smoak-Queen de volta.

**--** **--**

O casal não soube dizer as horas quando ouviram o primeiro grito vindo do quarto infantil, em seguido outro e mais outro, repetindo várias vezes; April gritava por ambos os pais, em especial a mãe. Eles se olharam, preocupados para em seguida, rapidamente seguirem para fora do quarto, de forma desesperada, encontrando uma das filhas com as mãos pousadas na barriga enquanto rolava em meio a dor pela cama, enquanto que a irmã a olhava completamente assustada e não sabendo o que fazer, além de tocá-la com uma das mãos, dizendo que vai ficar tudo bem. Felicity e Oliver compreendiam completamente os sentimentos de Amily; ela era uma criança apenas, não saberia lidar com aquela situação. O pai foi o primeiro a chegar até a cama, tocando a garotinha com ambas as mãos, pedindo para que ela disse o que estava sentindo, mas ela não conseguia dizer. Ao perceber que não conseguiria lidar sozinho, mesmo que sua esposa tentasse fazê-la falar, ligou para Tommy e pediu para que ele ficasse com sua outra garotinha, explicando rapidamente o que estava acontecendo.

Felicity se apressou em pegar uma pequena mochila colocando um par de roupas, inclusive uma blusa de frio, além dos documentos da filha e os dela e do marido dentro da mesma, para então seguirem para o carro; no mesmo instante o amigo chegava para poder ficar com uma das gêmeas. Eles eram muito agradecidos a cada um dos amigos, e agora havia mais um motivo para jamais se arrependerem por terem comprado aquela casa, no mesmo condomínio onde os amigos moravam; dessa forma, sempre que precisassem, eles não demorariam a aparecer. Amily queria muito ir com a irmã, e até mesmo havia pedido por isso durante o caminho até o carro, mas o pai havia explicado que ela não poderia ficar com April por ser uma criança e que o melhor era ela ficar com os tios. Eles iriam atualizá-la sobre tudo; havia sido uma promessa, e isso foi o bastante para a menina se acalmar, apesar de estar muito preocupada com a irmã.

Oliver pisou no acelerador, fazendo com que os pneus cantassem ao seguir para fora do estacionamento, não se importando com o fato de ser quase três da manhã. Tudo que importava para ele e a esposa, era chegar rapidamente ao hospital, e que a garotinhas deles fosse atendida e medicada para que ela não mais sentisse aquela dor horrível; e claro, gostariam de saber o que estava causando tal dor. Eles ouviam o choro sofrido, os resmungos, volta e meia um gritinho de dor, e se sentiam impotentes; Felicity mal conseguia segurar as próprias lágrimas, mas ela estava grávida, então quem poderia recriminá-la?

No instante em que viu o prédio girou o volante, derrapando os pneus, fazendo o carro parar de lado, em frente a porta do hospital. Se apressou em descer, pegando sua garotinha nos braços rapidamente, sendo seguido por sua esposa, tão preocupada quanto ele; a pequena continuava com muita dor e reclamando sem parar; lágrimas ainda desciam por seu rosto pálido. Rapidamente trouxeram uma maca. Oliver colocou a filha sobre ela, deixando que os médicos que estavam ao redor dela lhe cuidassem, se colocando ao lado da esposa, que assim como ele, não desviava os olhos da criança nem por um segundo. Quando a levaram para longe, ambos se apressaram em seguir; não deixariam a filha sozinha, e ai daquele que tentasse os separar. Os médicos perceberam a apreensão do casal, e só por esse motivo os deixou acompanhar a pequena. Um deles explicou que ela seria internada imediatamente, e que o medicamento logo faria efeito assim que fosse inserido pela veia.

E ambos viram acontecer exatamente como o doutor havia explicado; April não demorou a adormecer depois de terem a medicado.

Exaustos e ainda muito preocupados, principalmente por não terem notícia sobre os exames que haviam feito na garotinha, soltaram um suspiro por verem que a pequena não mais chorava agoniada e cheia de dor; havia sido horrível vê-la daquele jeito e não poder fazer nada.

Naquele momento a pequena começava a voltar a ficar corada, o que fazia com que os pais dela sentissem o maior alívio; antes, por causa da dor, ela estava cada vez mais pálida. Ela dormia tão tranquila que nem mesmo parecia que a alguns minutos atrás a viram se contorcer, gritar e chorar de dor. Como também haviam identificado uma leve fere, haviam a cobrido com uma coberta fina, e por isso naquele momento não a via tremer tanto enquanto batia o queixo.

— Será que não vão aparecer com notícias dos exames? – Pergunta de forma desesperada, já não suportando a falta de notícias.

— Pelo menos por agora ela está dormindo tranquila. – Comentou, sem desviar os olhos de sua princesa. – Eu não entendo, ela estava bem mais cedo, se divertindo, correu por todo o jardim... – Finalmente olhos nos olhos esverdeados, que o fitava desde que ouviu sua voz. – Estava bem quando a colocou para dormir.

— Eu também não entendo, e por isso quero saber logo o que está acontecendo para poder acalmar meus ânimos.

Oliver imediatamente tocou a barriga avantajada, sentindo os filhos se mexerem agitados.

— Meu desespero os acordou, e agora não param de se mexer nem por um segundo.

— Ei, baby’s... – Sussurrou, aproximando o rosto da barriga da esposa. – Se tranquilizem, por favor, pelo bem da mamãe.

Felicity sorriu ao perceber que eles começaram a se mexer menos.

— Está tudo bem, agora. A irmãzinha de vocês está bem, a mamãe está mais calma, então se aquietem também para que a mamãe possa descansar um pouco. O que me dizem?

No instante seguinte ambos os pais dos trigêmeos sorriram ao perceberem que nenhum deles se mexiam dentro da barriga; e Felicity não se encontrava nenhum pouco surpresa; seu marido sempre conseguia fazer com que eles se acalmassem, mesmo que a voz dele fosse o que os faziam mais se agitar.

O som da porta se abrindo fez com que o casal dirigisse os olhos e a atenção para quem entrava; dois médicos, um loiro e um moreno, junto a mulher que cuidou da grávida todas as vezes nas quais ela estivera internada ali.

— Senhor e senhora Queen... – Meredith é quem se pronuncia. – Os médicos responsáveis por sua filha já têm os resultados dos exames.

Ambos se levantaram imediatamente.

— E você está aqui...

— Eu só vim acompanhar, Felicity.

— Então é algo ruim? – Oliver perguntou, temeroso, tendo sua mão segurada pela esposa; ela provavelmente tentava se acalmar ao fazer tal ação.

Os outros dois trocaram um olhar no qual o casal não gostou nenhum pouco.

— Digam de uma vez, por favor. – A grávida praticamente ordena, odiando aquela falta de resposta.

— Bom..., isso vai depender de como vai ser a evolução do tratamento. – O loiro responde.

E então foi a vez de Oliver e Felicity trocarem um olhar, antes de se voltarem para os médicos, e depois de um suspiro da parte do moreno, ele quem conta sobre o diagnóstico.

— A filha de vocês tem uma úlcera no estômago, e se não cuidarmos disso imediatamente, pode acabar se tornando um câncer.

Notas finais
Como prometido: Diggle está de volta. Meu ranço por ele passou, mas também, depois daquele discurso que me fez chorar rios no fim da temporada, né? Porque ele me irritou e muito, mas agora estamos de bem novamente. Mas a cena que mais amei escrever foi de Felicity com as crianças. Foi triste? Foi, um pouco, mas foi também extremamente fofa. Esse finalzinho foi de cortar o coração, não foi? Mas não se preocupem, nada acontecerá com ela, jamais mataria ou fariaalgo parecido com as gêmeas Queen. Nunca. Me digam o que mais gostaram do capítulo, por favor, e me diga também o que acharam dele todo, porque vocês sabem, é importante para mim. Ah, quero deixar um aviso muito importante, mores: eu só percebi recentemente que há poucos capítulos para que a história seja finalizada. Estava tão chateada com a falta de inspiração que não percebi isso antes. Para quem está curioso, deve ter mais três ou quatro capítulos apenas, com exceção do epílogo. Vejo vocês em breve, estrelinhas. Kissus!