Kupidon
7 Capítulo Quatro
Notas iniciais

Onde estão minhas queridas sobrinhas? — Oliver escutou da irmã assim que entrou no cômodo. Viu a mesma sentada no sofá de 4 lugares ao lado do namorado, abraçados. Se sentou na poltrona do lado deles.
Estão tomando banho. — Thea arqueou as sobrancelhas.
Sozinhas? — Roy riu.
Meu amor. É claro que não. — A namorada o olhou curiosa. — Felicity.
Ah. — Se surpreendeu. — Ela quem está dando banho nelas? — Antes de Oliver responder á irmã, mesmo que tenha sido uma pergunta retórica, Moira e Robert entram no cômodo.
Quem está dando banho nas minhas netinhas? — Robert quem fez a pergunta.
Felicity. — Respondeu. Seus pais se surpreenderam. — Elas pediram e eu não pude negar.
Incrível que em menos de três semanas elas já estão completamente ligadas.
Sim. Não fazem ideia do que eu e Felicity presenciamos agora a pouco lá em cima. — E então Oliver contou. Estavam todos surpresos com o que as pequenas haviam feito. Realmente, estavam todos impressionados com o carinho que elas já sentem pela loira da tecnologia. — Eu e Felicity não sabíamos o que fazer ao vê-las daquele jeito...
Imagino. Nem eu saberia o que fazer, querido. — Os mais velhos estavam sentados na poltrona de 2 lugares do lado esquerdo do sofá.
Mas quer saber irmão? — Oliver olhou para a irmã. — Elas não tiveram uma mãe. Elas devem sentir falta... E se Felicity está dando isso a elas... — Deu de ombros. Thea torcia pelo irmão e Felicity. E tanto Oliver quanto os outros ali, sabiam disso. Moira e Robert concordaram com a filha mais nova.
Você não estava preocupado pelo fato delas estarem tendo aqueles pesadelos estranhos? — Roy quem se manifestou. — Talvez ela o ajude com isso...
Elas já estão sem ter esses pesadelos faz alguns dias. O que me deixa incomodado agora, é o porquê de ter parado...
Tenho a resposta para um deles... — Todos olharam para Roy. — Elas não pararam de ter pesadelos depois que acabaram as aulas e ao mesmo tempo em que conheceram a loirinha?
Realmente. — Thea concordou com o namorado. — O problema é com a escola com certeza...
Eu sei. Falei com Felicity sobre isso. — Todos, até mesmo Roy, ficaram surpresos. — Eu sei. É estranho... — Comentou ao ver os rostos dos outros à sua frente. — Mas ela estava preocupada e veio falar comigo. E ela percebeu o que devíamos ter percebido e em uma semana... — Oliver suspirou cansado. — Elas ficavam estranhas sempre que tinham que ir á escola e até mesmo quando falávamos sobre o assunto... Por isso, pedi ajuda de Felicity. Ela disse que vai tentar tirar alguma coisa delas.
Tomara que ela consiga. — Thea disse preocupada.
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Enquanto os Queen mais velhos conversavam na sala de estar, Felicity terminava de arrumar as minis Queen. Ambas davam um pouco de trabalho para a loira vesti-las.
Nós temos que descer. — Falava enquanto pegava Amy no colo para colocá-la em cima da cama. — Apple, estou te vendo. — A menina ria. Ambas as meninas já estavam de calcinha, mas correram da loira assim que a mesma fora buscar as roupas que haviam deixado em cima do sofá. April se escondia atrás do mesmo enquanto Felicity pegava a irmã.
Agente quer brincar... — Emily reclamou.
Meu amor, a gente brinca outro dia. — Disse sorrindo. — Prometo. Mas agora temos que descer para jantar...
Mas não queremos que vá embora — E novamente a tristeza abateu no rostinho de ambas, apesar de Felicity só ver o de Emily.
Apple, por favor? — Foi em direção da mini-sala das meninas. — Vem aqui sua pestinha... — Disse rindo, quando viu a menina tentar correr dela.
Lissy, vamos brincar mais?
Querida... — Já estava com ambas em cima da cama. Só Amily estava vestida. — Vamos combinar outro dia? — E seu coração se apertou novamente só de ver os rostinhos tristes que fizeram. — Eu preciso mesmo ir embora.
Mas você disse que ficaria pra jantar. — Disseram em sussurro.
E eu vou. — Se abaixou para ficar na altura das gêmeas. — Mas logo depois tenho que ir... Vamos fazer assim? — Começou ao ver que elas continuavam tristonhas. — Vocês estão de férias, certo? — Assentiram. — Então, vamos nos ver essa semana ainda... E vou pedir para Thea leva-las para almoçarmos juntas.
Amanhã? — Perguntaram juntas.
Eu... — Tinha combinado de ver Barry, mas ao olha-las, ficou sem jeito de negar. — Vamos falar com o pai de vocês e se ele concordar almoçamos juntas amanhã.
O papai não vai se importar, né Apple? — A irmã concordou.
E não se esqueçam que nos veremos no aniversário da Thea. — Terminou de vestir April e desceu ambas da cama. — Vamos? — Pegou na mão de cada uma depois de calça-las e saíram do quarto.
Andavam pelo corredor caladas, as meninas ainda não estavam conformadas pela loira estar indo embora, por isso Amily a chamou.
Lissy. — Felicity a olhou com carinho. Estavam perto da escada da direita. — Antes de você ir... — Sussurrou. Felicity percebeu que ela se interrompeu de propósito, por isso viu que estava com medo de pedir algo e assim se abaixou, ficando entre as duas pequenas.
Podem falar... — Ambas se viraram para a loira, ficando ainda cada uma de um lado da mesma.
Você coloca agente na cama antes de ir embora? — Felicity sentiu um caroço na garganta, uma vontade de chorar lhe apossou.
Foi um pedido simples. Mas para aquelas pequenas garotinhas que não tiveram carinho de mãe, que não tiveram a oportunidade de conhecê-la, de sentir seu abraço, seu carinho, sua dedicação. Que não tiveram uma mãe para coloca-las para dormir, para dizer que "estava tudo bem" quando tivessem pesadelos, não era algo simples, era algo muito importante. E saber disso fazia Felicity sentir uma dor no peito sem tamanho. Gostaria de tirar essa dor que elas sentiam e se para que isso acontecesse, ela tivesse que fazer o que elas quisessem e as mimasse mais do que era permitido, mesmo sabendo que era errado se apegar tanto, ela faria de qualquer jeito. Mesmo que para isso ela tivesse que ultrapassar os limites que havia imposto a algum tempo.
É isso que querem? — Assentiram juntas, temerosas com a resposta. — Se o pai de vocês não se importar...
Vamos pedir pro papai. — Disseram enquanto pegavam nas mãos de Felicity que se levantou sorrindo para ambas.
Desceram as escadas e foram em direção a sala de estar, como Oliver havia dito que estaria. Encontraram os avós das pequenas, os tios e o pai. Moira e Robert estavam numa poltrona de dois lugares do lado esquerdo do sofá de quatro lugares que estavam Thea e Roy e Oliver estava na poltrona do lado direito do sofá. Se aproximaram para sentarem.
Finalmente. — Felicity olhou para Thea. — Elas te deram trabalho?
Não. — Sorriu para as gêmeas. — Estávamos conversando...
Sentem-se. Logo o jantar será servido. — Felicity se sentou. Amily sentou no colo da tia que estava do lado de Felicity e April se sentou no colo da loira.
Apple. — Oliver a chamou. — Senta no sofá, querida. — Todos olhavam para a menina que sentada de lado, se encostou mais em Felicity abraçando-a. Oliver suspirou, já era de se imaginar.
Está tudo bem. — Felicity colocou um de seus braços em volta da cintura da pequena. Amily encostou a cabeça no ombro direito de Felicity e ambas as meninas, ao mesmo tempo, bocejaram. Felicity e Thea sorriram. Thea olhava o carinho que suas sobrinhas davam a Felicity e a loira devolvia no mesmo nível. Era emocionante observar o jeito que elas se tratavam e Thea gostava de ver isso acontecer.
Papai? — Oliver que olhava Felicity, desviou os olhos para Amily. — Agente pode levar a Lissy em casa?
Já está ficando tarde... — Ambas o olhavam. — A Sua tia colocará vocês na cama enquanto eu levo Felicity.
Não. — April negou em sussurro. — A Lissy pode fazer isso hoje? — E agora todos na sala, menos Felicity que já sabia do pedido, estavam surpresos e Thea que sorriu, era de se imaginar que elas pediriam isso, era o que ela pensava. Oliver ainda estava pensando no que acabara de ouvir, olhou para Thea por algum motivo e viu nos olhos da irmã que ela concordava com aquilo. Não que ele fosse contra, mas elas nunca haviam feito esse tipo de pedido antes. Era sempre ele ou Thea que as colocava na cama, nunca aceitaram mais ninguém, nem mesmo os avós. Oliver olhou para os pais e percebeu que eles também concordavam com aquele pedido e por isso olhara para Felicity.
Você se importa? — E a loira negou. Desviou os olhos para as gêmeas e ambas lhe sorriram. — Então antes de irmos... — Se interrompeu e Felicity assentiu.
É, nunca imaginei ver isso. — Roy comentou. — Elas não deixavam nem Laurel fazer isso. E olha que ela é tia delas. — Sussurrou e todos ouviram menos Felicity e as gêmeas que conversavam.
Tenho que concordar com você. — Suspirou.
Não acha isso correto, querido? — Oliver olhou para a mãe.
Não. Não é isso... — E novamente teve um suspiro. — Só me preocupo...
Eu entendo o que quer dizer, mas isso não é errado. — Thea teve os olhos da família sobre si. — Elas estão apegadas á Felicity e não podemos fazer nada sobre isso. E eu até gosto.
Imagino o porquê, né? — Thea riu o que chamou a atenção das outras três.
O que foi tia? — E a Queen sorriu.
Não é nada querida. — Lhe sorriu de volta. A governanta a salvou quando a mesma entrou na sala anunciando que o jantar seria servido. E todos se levantaram, os mais velhos foram na frente, Thea e Roy os acompanharam e Oliver foi mais atrás com Felicity, tendo as gêmeas um pouco mais à frente de ambos.
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April e Amily se deitaram cada uma numa ponta da cama e olharam para o pai e Felicity que ainda se encontravam em pé perto da porta. Oliver se aproximou da cama e Felicity fez o mesmo, depois de alguns segundos.
Lissy, você tem que deitar aqui. — April indicou o local para a loira, que fez como pediram, mesmo estando sem graça.
Por que não pegam um livro para ela ler? — Oliver ainda se encontravam em pé de braços cruzados do lado da cama.
Papai, você também. — Oliver olhou para Felicity que fez o mesmo com ele, seus olhos desviaram para Amily. Suas filhas estavam mesmo pedindo aquilo para ele?
Amy... — Tentou negar para as filhas e deixar que Felicity fizesse aquele trabalho naquele dia, mas não conseguira.
Por favor, papai. — A voz de Amily foi baixa. Oliver suspirou e se sentou na cama do lado da mesma. — Papai, é pra você deitar.
Ok. — Suspirou novamente enquanto olhava para Felicity que ficava ainda mais desesperada. — Mas as duas ficam no meio... — Felicity suspirou aliviada. E mesmo que as gêmeas tenham ficado decepcionadas, elas fizeram como o pai pedira. Oliver se deitou a ponta esquerda do lado de Amily e Felicity estava deitada na ponta direita do lado de April. Deitados, Oliver repete a ideia do livro que fora negado antes mesmo de terminar de falar.
Não queremos ouvir história hoje. — Reclamaram juntas.
Então o que querem? — Felicity fez a pergunta. Enquanto pensavam Felicity tentava não surtar por estar deitada na mesma cama que Oliver Queen, mesmo as filhas dele estando no meio de ambos. Felicity que olhava para Oliver, desviou os olhos para as gêmeas que estavam pensativas, a loira sorriu com a imagem e teve uma ideia. — Eu ouvia uma canção de ninar quando era pequena. — Sua mãe lhe cantava sempre que dormiam juntas, principalmente quando tinha pesadelos.
Mesmo? — A loira assentiu. — Então canta pra gente? — Amily fez o pedido.
Que música vocês querem que eu cante? — April negou com a cabeça.
Lissy, a gente quer que você cante a que sua mamãe cantava pra você. — Oliver observava a loira que arqueara as sobrancelhas.
Tudo bem. — Sussurrou.
Oliver não imaginava que ela fosse mesmo cantar e muito menos que ela cantava bem. E ela cantava mesmo muito bem, sua voz era suave, com certeza suas filhas não demorariam a adormecer.
Quando o sol se põe e finda a tarde
Vaga-lumes só piscam sem cessar
Fique aqui, que o sonho te invade
Como é bom sonhar
Me faz bem te ter bem ao meu lado
Venha cá, me deixe te abraçar
E assim eu tenho o que preciso
Como é bom sonhar, sonhar
Com você posso ver
Estrelas a brilhar
Melodias, tem magias
Doces sons no ar
Quando o sol se põe e finda a tarde
Vaga-lumes piscam sem cessar
Fique aqui, que o sonho nos invade
Como é bom sonhar, sonhar
**--**
Oliver se encontrava em sua sala com Diggle. Felicity havia ligado para avisar que se atrasaria, pois levaria Caitlin ao médico. A grávida havia levado um tombo e preocupadas, decidiram ir ao hospital no mesmo instante e como não tinha mais ninguém para acompanha-la, a loira o fez. Oliver tentou fazê-la fica com o dia de folga para cuidar da amiga, mas Felicity negou veemente. Explicou que a amiga estaria com Barry e que poderia ir trabalhar. Tanto Oliver quanto Diggle ficaram preocupados com Caitlin, Felicity estava muito nervosa no telefone. O Queen estava sentado em sua cadeira com Diggle em sua frente, também sentado, o observando.
Como será que está a loirinha? — Oliver o olhou.
Não foi ela quem se machucou. E muito menos ela que está grávida. — Dig segurou um sorriso e arqueou as sobrancelhas. — Foi mal.
Tudo bem. — Sorriu. — Você deve estar preocupado com ela. — Oliver não lhe respondeu. — Por que você não admite de uma vez?
O que? — Oliver se fez de desentendido.
Você não é surdo. — Bufou. — Por Deus. Você está completamente apaixonado pela loirinha. Assumi de uma vez... — Oliver arqueou as sobrancelhas. — E ela sente o mesmo por você.
Eu não... — O amigo o interrompeu.
Está pronto? — Foi a vez de Oliver bufar. — Fala sério, não sei quem é mais cabeça dura, você ou a Felicity. — Dig aproximou a cadeira da mesa. — Já fazem cinco anos Oliver.
Eu sei, ok? — Não estava acreditando que estava tendo aquela conversa com Diggle. — O que eu fiz, hein? Joguei pedras na cruz? — Diggle riu. — Primeiro a Thea, depois a Caitlin e agora você? Até o Roy teve o disparate. — Seu amigo riu e deu de ombros.
Ah, então tem mais alguém além de mim? — Oliver bufou novamente. — O que quer dizer que todo mundo já viu o que vocês sentem um pelo outro... Já está na hora de resolver isso, não?
Não. Não é o momento. — Dig deu uma risada rápida. — O que? — Perguntou exasperado.
Só acho que o momento chegou. Ela gosta de você, você dela... Então por que esse chove e não molha? — Diggle não sabia mais o que falar para pôr juízo na cabeça do amigo. — O que vai ter que acontecer para você admitir? — Antes de Oliver poder responder eles ouvem a porta se abrir e Felicity entrar se desculpando pela demora.
Já disse, está tudo bem. — Felicity suspirou enquanto se aproximava da mesa. — E Caitlin?
Ela está bem, graças a Deus. — Suspirou aliviada. — Foi só um susto. Ela pisou em falso num degrau que tem na minha sala e foi ao chão. Quase surtei quando vi o sangue, mas tinha que me segurar por ela.
Então não deu nada? — Diggle perguntou.
Não. O médico disse que foi um alarme falso. Ela está bem e minha afilhada também está bem... — Se sentou do lado de Diggle.
Que bom. — Disseram ambos os homens.
Agora podemos conversar sobre a sua ida nos Bertinelli. — Oliver e Diggle se olharam. — O que foi?
Não sabe o que Oliver descobriu. — Olive então começou a contar tudo para a loira que ficou surpresa e temerosa.
Você não devia ter dito que estava lá por causa da... – Reprimiu um xingamento. – Isabel.
Eu precisava ler seus movimentos. E ele mentiu... O que já é um começo. – Oliver se explicou.
Sim. E percebeu também que a filha não se dá bem com o pai.
Não sabem o que EU descobri naquele mesmo dia. – Oliver e Diggle se olharam e depois desviaram o olhar para Felicity. – Eu sai com a Helena...
Então, foi com você que ela saiu... – Felicity assentiu.
Vou contar tudo pra vocês. Vão ficar tão surpresos quanto eu fiquei quando ouvi o que ela me contou...
Felicity! – Nos abraçamos. – Adorei você me chamar para sair.
Eu estava com saudades. Agora você mal sai de casa... – Ela fez uma cara de desagrado. – O que houve?
Não sabe o que estou passando com aquele velho.
Mais alguma coisa aconteceu?
Além do que eu descobri a uns dias? – Eu fiquei curiosa, é claro. – Se eu te contar, você me promete guardar esse segredo?
Claro. – E eu sabia que dessa vez teria que descumprir uma promessa.
Bom, lembra quando você me ligou me dizendo que Caitlin tinha ido para Central terminar tudo com Barry? – Assenti. — Então, eu disse que iria ficar com você até ela voltar... — E novamente eu assenti. — Saí de casa e me lembrei que havia me esquecido das chaves do meu carro no escritório do... Velho. Quando cheguei lá ele estava no telefone com alguém, não sabia se eu abria a porta ou batia primeiro, até que ouvi o nome do meu... – Suspirou. – Do meu noivo.
Ah, Helena. Isso ainda meche com você, né? – Ela não me respondeu.
Você não entende... O que eu descobri é horrível. – E eu fiquei preocupada. — Foi meu pai, Felicity! – E eu arqueei as sobrancelhas. – Foi ele quem o matou.
O... O QUE? – Eu percebi que tinha falado um pouco alto demais. – Mas o que está dizendo?
Eu o ouvi. Ele dizia que meu noivo havia descoberto "aquelas" coisas sobre "eles" e que se não tivesse mandado mata-lo ele iria expor tudo a mídia.
Mas tudo o que? – E ela tremeu. Por isso percebi que ela saia de mais coisas. – Helena, eu quero ajudar...
Não. Não posso por você em perigo. – Percebi que além da raiva que ela sentia, ela também sentia medo. – Você é minha melhor amiga... Não vou coloca-la nisso. – E eu fiquei séria assim como ela. – Vou resolver isso do meu jeito.
Como? – Eu não queria que nada acontecesse á ela também.
Ele vai pagar pelo que fez ao Michael. – E até eu tive medo dela.
O resto da conversa não é importante. Ela me contou que você estava na casa dela e que conversou com o pai dela...
Não acredito que o cara matou o próprio genro.
Isso é loucura. – Diggle comentou. – Isso não pode vazar para mais ninguém.
Concordo. É muito perigoso... – Assentiram. – Já basta você! – Oliver olhou preocupado com Felicity.
Eu sei me cuidar. – Disse novamente. – Não se preocupem comigo. Preocupem-se com a louca que trabalha aqui pertinho... – Apontou para fora da sala.
Estamos de olho nela... – Assentiu. – E sobre o caderno?
Ainda não descobri nada, mas é questão de tempo. Eu vou descobri o que são aqueles nomes... – Oliver assentiu. Antes de qualquer um comentar mais alguma coisa, Thea entra na sala com as minis Queen que correm para abraçar Felicity.
Fui trocado... – Comentou assim que as filhas abraçaram a loira à sua frente.
E não foi o único. – Sorriu para Diggle. – Tudo bem, Dig?
Sim. E você Thea?
Estou ótima. Obrigada. – Abraçou Felicity e depois o irmão, lhe dando um beijo na bochecha, algo que ela sempre faz. – E você?
Estou ótimo, Thea.
Que bom. Por que nós vamos almoçar todos juntos.
O que? – Suas filhas quem lhe respondeu.
A gente combinou ontem com a Lissy, papai. – Oliver olhou para a loira.
Nem havia me lembrado disso. É tanta coisa acontecendo... – Dig sorriu de lado.
Não tem problema, o Ollie não se importa. – Olhou para Felicity.
E Caitlin? Almoça com a gente hoje?
Não. Ela está no hospital em observação. Deve chegar em casa ás 14h... – Havia recebido uma ligação de Thea mais cedo para falarem sobre o almoço e aproveitou para contar o que houve com Caitlin.
Então ela já deve estar chegando em casa. – Os três adultos a olharam surpresos. – Já são quase 14h, vocês não perceberam?
Não. Estávamos trabalhando com algo importante...
Novidade. – Bufou. – Então larguem isso por umas horas e vamos comer, por favor. Estou faminta!
Vocês ficaram sem comer até agora? – Oliver estava sério.
Sim. Elas queriam comer com você e Felicity. – Explicou. – E como ela chegaria depois da 13h aqui, decidimos esperar.
Thea! – Repreendeu a irmã.
Um dia não vai matar. E elas que deram a ideia... – Oliver olhou para as filhas que conversavam com Felicity, então nem ouviram a conversa de Thea. – Olha, vamos logo?
Você não poderia ser mais responsável?
Eu sou, ok? – Bufou novamente. — E você não poderia ser menos cabeça dura? – Olhou para Felicity e depois voltou seus olhos para o irmão. Ambos ouviram Dig rir.
E pensar que era só eu que achava isso. – Thea sorriu. — Tenho que concordar com sua irmã, já está na hora... – Foi interrompido.
De almoçar. — Oliver quem o cortou, o que deixou os sorrisos do amigo e da irmã ficarem maiores. – Só temos que esperar o Tommy, ele deve estar... – Seu celular tocou interrompendo-o, chamando a atenção de todos na sala. – É ele...
Tommy vai almoçar com a gente? – Felicity assentiu. Se lembrara de Oliver ter pedido para que fizesse uma reserva no restaurante "Logan's Roadhouse".
Claro, Tommy... Tudo bem, não tem problema algum. – Todos o observavam. – Marcamos outro dia então. – Se despediu e desligou o celular.
Ele não vem mais? – Thea Perguntou ao irmão.
Não. Uma amiga dele não está bem e ele vai cuida-la. – Thea arqueou as sobrancelhas.
Mas já? – Oliver a repreendeu com o olhar. — O que?
Ele disse que é uma amiga...
Sei. Amiga? Quem ele pensa que engana? – Bufou.
Thea você definitivamente é terrível... – Thea sorriu presunçosa.
Ele foi mais rápido que você. – Oliver fechou a cara, Felicity corou e Diggle riu. – Dig concorda comigo... E não faça essa cara.
Vamos logo pra esse almoço. – Desligou o computador enquanto observava Felicity sair na frente com suas filhas. Elas estavam ainda mais animadas naquele dia. Desviou o olhar para Diggle e Thea e percebeu que ambos cochichavam, arqueou as sobrancelhas em curiosidade.
O que tanto vocês cochicham aí?
Nada, ora. — Thea quem respondeu. – Você já está pronto? – Oliver assentiu ainda preocupado com o que ambos poderiam aprontar. – Ótimo!
Você está animada demais pro meu gosto. – Sussurrou.
Eu tenho meus motivos e você? Não está na hora de você ficar mais animadinho? – Oliver revirou os olhos e saiu andando com o amigo e a irmã rindo atrás de si. Entrou no elevador com ambos, Felicity e suas filhas.
**--**
**Felicity**
Tommy? – Assim que abri a porta vi o irmão de Thea sentado no sofá com Caitlin. – O que você...? – Me interrompi propositalmente.
Oi, Felicity. – Sorriu.
Lis... – Cait se levantou. – Chegou cedo.
Ér... – Ainda não entendia o que o melhor amigo de Oliver fazia ali. – Oliver me liberou mais cedo.
Ele veio ficar aqui... Comigo. – Respondeu ao meu olhar questionador.
Ah, obrigada. – Sorri mesmo achando estranho.
Está achando estranho, certo? – Tommy perguntou.
Bom, um pouquinho... – Gesticulei com uma de minhas mãos.
Foi com "ele" que eu saí naquele dia. – Eu acho que ouvi errado. Minha melhor amiga estava ficando com um cara que acabou de se divorciar? É isso mesmo? Não que eu tenha algo contra divorciados, mas eu achava que estavam se envolvendo rápido demais.
Tem algum problema? – Olhei para o Merlyn.
Não, Tommy. Mas... Vocês estão... – Não era da minha conta, mas estava preocupada. Isso poderia ser fogo de palha.
Estamos namorando. – E novamente estava surpresa.
Namorando? Já? – E então eu percebi que estava me metendo demais. – Me desculpem.
Tudo bem. Afinal, me divorciei á pouco tempo. Mas gosto de verdade da Cait. – Ah, como ficar indiferente depois de ouvir isso? Definitivamente estou torcendo por eles. Vi Cait sorrir e imaginei que ela também tinha gostado de ouvir Tommy dizer que gosta dela.
Vocês já se conheciam? – E então me lembrei o que minha amiga havia contado sobre ele naquele dia em que almocei com a família de Oliver.
Sim. Antes mesmo de eu pedir o divórcio. – E ela assentiu.
E mais alguém sabe?
Laurel já está sabendo. – Eu assenti enquanto me sentava do lado de minha amiga, que ficara entre mim e Tommy.
Lyon até que está aceitando melhor do que imaginei. Foi difícil no começo, mas... – Assenti entendendo-o. Ele tem uma família, mesmo divorciado, Laurel continua sendo uma amiga e o filho, continua sendo filho.
Tudo bem. Contanto que minha amiga esteja feliz... – Sorri. – É melhor você não decepcionar minha melhor amiga.
Não se preocupe, isso não vai acontecer. – Ele segurava a mão da "namorada".
Eu fico muito feliz por vocês. – Sorri.
Eu já não aguentava esconder de você.
Mas e o Barry? Ele não ia ficar com você? – Arqueei as sobrancelhas ao me lembrar do meu amigo que ficara com ela no hospital.
Ah é... – Arqueei as sobrancelhas. – Ele também sabe.
Deus! – Exclamei preocupada. – E o que ele fez?
Nada. Ele também já está com uma pessoa...
O que? – Novamente eu estava surpresa. Hoje era o dia de surpreender Felicity Smoak? Pelo olhar de minha amiga e Tommy percebi que não apenas pensei, mas falei alto e claro.
Sim. E você a conhece. – Respondeu Tommy.
Ele desencanou da Iris?
Finalmente! – Caitlin sorriu.
E você não se importa por...? – Fui interrompida pela minha amiga.
Ele está feliz e eu também estou... Então está tudo bem.
E quem é ela? – Perguntei curiosa.
Vou deixar que ele te conte. — Piscou com um olho para mim.
Vai me deixar curiosa? – Definitivamente eu preciso saber quem soube domar Barry Allen.
Sim. — Riu junto do "namorado".
E você e meu melhor amigo? – Estava demorando...
O que tem? – Fiquei séria.
Já se resolveram? – Me levantei num pulo.
Mas até você? – Perguntei exaltada.
Mas é claro! – Sorriu. – Estou do lado da minha namorada e da minha irmã.
Mas não é possível. Quem mais vai se unir ao clube da Luluzinha?
Isso não é um clube. – Caitlin e Tommy riram. – Só percebemos que vocês estão apaixonados um pelo outro.
Vou subir para tomar meu banho que ganho mais. – Dei alguns passos e antes de eu chegar á escada, ouvi Tommy falar para Cait.
Cabeça dura tanto quanto o Ollie. — E minha querida amiga riu.
**Felicity**
**--**
**Oliver**
Boa noite. – Cumprimentei minha família assim que estrei na sala de jantar.
Boa noite, querido. – Minha mãe sorriu enquanto eu sentia minhas pernas serem abraçadas pelas minhas filhas.
Você chegou tarde papai! – Amily reclamou.
Desculpe, querida. – Passei as mãos nos cabelos das gêmeas. – Houve um problema hoje e eu tive de ficar pra resolver.
Isabel? – Mamãe contorceu o rosto.
Infelizmente. – Suspirei cansado. – Tive de dispensar Felicity mais cedo.
Ela ainda está implicando com a Lis? – Olhei para Thea.
Sim. – Suspirei. Me lembrei do que Diggle me contou mais cedo, pouco antes de Isabel entrar em minha sala.
Por que você a mandou para casa? – Dig perguntou assim que Felicity saiu.
Porque ela e Isabel se odeiam. – Meus olhos estavam num documento em cima da minha mesa.
Tá. Isso eu entendo, mas elas trabalham juntas...
Eu sei, mas sempre que Felicity está por perto ela faz comentários desnecessários. – Expliquei.
Ah, mas os comentários já correm pelos corredores dessa empresa.
Como assim? – Arqueei as sobrancelhas o olhando.
Você não está sabendo? – Neguei. – Cara, você é o CEO daqui e não sabe dos comentários que estão correndo pela SUA empresa? – Perguntou indignado.
Fala logo Dig.
Ok. – Suspirou. – Isabel começou alguns boatos... De que você e Felicity estão juntos. Boatos esses que estão só aumentando. Dizem que Felicity só chegou aonde está, como sua Assistente Pessoal, pelo fato de estarem tendo um caso.
Era só o que me faltava. – Rosnei irritado. – Essa mulher já está me dando nos nervos. – Dig segurou um riso.
Sério? Ela é um demônio á meses. — Dig riu. – Felicity quem deu o apelido carinhoso... – Ironizou quando disse "carinhoso" e eu suspirei pensando em como reverter aquilo.
O que eu vou fazer sobre isso?
Tentar não as deixar sozinhas num mesmo cômodo por muito tempo é a primeira coisa que deve fazer... – Bufei. – Para o bem da sua empresa... – Antes que eu pudesse responder, Isabel entrou em minha sala sem bater na porta, como sempre e eu não contive um suspiro irritado.
Tão ruim assim, filho? – Meu pai me trouxe de volta das lembranças.
Sim, pai. Depois eu conto. – Olhei para minhas filhas.
E vocês já terminaram de comer? – Assentiram juntas. – Então, vamos. Vou coloca-las na cama. – Mal terminei de falar e ambas bocejaram. Sorri.
Boa noite vovó, boa noite vovô... – Foram até os avós primeiro que deram um beijo em cada uma delas. – Boa noite tia. – Sussurraram assim que chegaram perto e receberam novamente um beijo. – Papai, você vai ficar até agente dormir?
Sim. – E então subimos as escadas.
**Oliver**
**--**
Bom dia. – Felicity se levantou da cadeira assim que viu o chefe entrar na sala.
Bom dia. – Felicity sorriu para Dig que correspondeu.
Como está Felicity?
Bem, obrigada. E você? – Diggle sorriu respondendo. – Hoje nós temos uma reunião com o conselho. – Avisou olhando para Oliver.
Infelizmente. – Suspirou ao se lembrar com a dita cuja. Felicity sorriu.
Como foi com Isabel ontem?
Um inferno. – Rosnou.
Não sabe o que ele teve de ouvir...
E nem quero. — Estremeceu.
Por falar no demônio... – Felicity e Diggle riu. – Dig me contou dos rumores que anda rondando pela empresa.
Dig... – Suspirou. – Você também?
Claro. Oliver que tem problemas de audição. – Oliver bufou e o amigo riu. – Os comentários só estão ficando piores.
Vou resolver isso... – Felicity o interrompeu.
Não. Se você tentar fazer alguma coisa, a conversa paralela vai piorar.
Conversa? – Dig arqueou as sobrancelhas. – Tá mais pra fofoca.
Você tem certeza? – Felicity assentiu. – Tudo bem, então. – Suspirou se sentando na cadeira. – E Cait, como ela está?
Ela está bem. Já estava querendo lavar louça hoje... – Dig e Oliver riram. – Mas eu a coloquei para se deitar. E eu tive ajuda...
Ajuda? – Felicity percebeu que havia falado demais.
Ér... Sim. – Gaguejou. – O namorado chegou hoje de manhã com o café da manhã de grávida. – Riu. – Eu o deixei cuidando dela.
Namorado? Ela não acabou o noivado á pouco tempo?
Sim. Mas eles se conheciam desde antes do término de ambos, então... – Oliver então mudou de assunto, mas antes que ela pudesse se aliviar, Oliver tocou no assunto proibido... Por ela, é claro.
Thea acha que Tommy está namorando. – Felicity começou a tossir. Os homens a olharam confusos. – Você está bem?
Felicity? – Diggle bateu nas costas dela.
Estou... – Respirou fundo. – Eu estou bem.
O que foi isso? – Felicity sabia que Oliver desconfiaria, mas não podia deixar que ele descobrisse, Tommy queria contar pessoalmente.
Eu... Eu engasguei. – Oliver arqueou as sobrancelhas desconfiado. Diggle segurou uma risada.
Sei... – Dig olhava de um para o outro.
A Thea normalmente não erra quando dá um palpite. – Diggle colocou mais lenha na fogueira e Felicity queria mata-lo por isso.
Eu achei que ela estava errada, mas começo a desconfiar que ela esteja certa.
Por que? – Perguntou temerosa.
Porque ele anda sumido e eu ouvi uma conversa do pai dele...
Ihhh. Ele não vai conseguir esconder por muito mais tempo. – Felicity sussurrou, mas não adiantou, Oliver e Diggle a ouviu.
Como assim? – Felicity o olhou.
O que? – Diggle segurou outra risada.
Como assim "Ele não vai conseguir esconder por muito mais tempo"?
Eu... Eu estava falando de outra coisa. – Se levantou rapidamente. – Tenho que trabalhar. – Saiu às pressas da sala do Queen e Diggle começou a gargalhar.
Ela sabe de alguma coisa.
É claro que sabe. Não viu como ela estava fugindo de você? – Disse ainda rindo. Oliver olhou para a loira sentada em sua mesa que olhava para o computador, sabia que ela fingia não perceber que ele a olhava.
Mas por que ela está escondendo...?
Porque o segredo não é dela, Oliver. – Suspirando ele assentiu, voltando a trabalhar. Logo teria a reunião com o conselho e teria de aguentar durante algumas horas Isabel Rochev.
**--**
Felicity esperava por Oliver na sala de Reuniões. Já estava ali a quase quinze minutos, quando Isabel Rochev adentrou, sentando-se a sua frente. Felicity se arrepiou por inteira. Nunca gostou da mulher, e provavelmente nunca gostaria, principalmente por não confiar nenhum pouco nela. Oliver havia mandado uma mensagem para a loira, pedindo para que ela segurasse as pontas por mais um tempo, e mesmo que ela quisesse levantar da cadeira, e correr para longe daquela sala, ela fez como o chefe pediu. Sentada, ela desviava para as outras vez ou outra, se perguntando onde estava Oliver, e o que raios ele estava fazendo de tão importante para demorar tanto. Será que a conversa com o pai dele estava sendo tão tensa, a ponto de fazê-lo perder a hora? Ela se perguntava, sentindo os olhos de Isabel em cima de si. Ela não estava feliz em vê-la ali, e Felicity gostaria muito de responder que se sentia da mesma forma. Se pudesse não chegaria perto da outra, nem sobre tortura. Mas precisava seguir as ordens do chefe.
Seus começaram a tamborilar a mesa, enquanto sua mão que estava segurando o celular, tocava a tela vez ou outra, não tirando os olhos do horário. Já havia se passado meia hora. Meia hora que Oliver estava atrasado para aquela bendita reunião infernal. E ela se perguntava quanto tempo conseguiria suportar ter os olhos daquela mulher sobre si. Seu celular vibrou, e ela franziu o cenho ao ver que Oliver dizia que demoraria mais alguns minutos.
Ele quer que eu seja assassinada, por acaso? – Sussurrou para si mesma.
Algum problema, srta. Smoak? – Seus olhos se encontraram.
Nenhum. – Fingiu lhe dar um sorriso.
Tem certeza? Porque o seu chefe já está atrasado a quase uma hora.
Exagerada. – Sussurrou.
Como é? – Franziu o cenho.
Nada. – Diz rapidamente, sorrindo em seguida ao encontrar os olhos de Oliver, do outro lado da sala. A mulher acompanhou o olhar.
Está atrasado.
Eu estou sabendo. – Com as mãos nos bolsos, caminhou até onde Felicity estava. – Mas já estou aqui, não?
O que estava fazendo? Me deixou sozinha com os leões.
Estava resolvendo um assunto com meu pai. – A olhou nos olhos. – E já está resolvido. – Ela deixou aquele assunto de lado, quando ele se virou para os presentes na sala. – Então, vamos começar?
**--** **--**
Será que agora pode me dizer porque demorou tanto, Oliver? — Perguntou, assim que finalmente entraram no elevador, juntos, depois do término da reunião.
Tinha uma viagem marcada para amanhã, mas não poderei ir, então pedi para que meu pai ir no meu lugar.
Você demorou trinta minutos para isso? — O olhou, indignada.
O restante dos minutos, eu fiquei tomando cafezinho. – Ele riu quando sentiu a mão fechada dela contra seu braço. — Eu estou brincando, Felicity.
Vou perguntar pelo prédio se isso é verdade. — Ele revirou os olhos. — Tive que aguentar os olhares ameaçadores da Isabel.
Você é forte, suporta qualquer coisa. — Ele não percebeu, mas ela estremeceu, quando as lembranças vieram em sua mente. — Ela disse alguma coisa para você?
Só reclamou de seu atraso.
Claro que reclamou. — Bufou.
Por que você a provoca? Não deveria cutucar onça com vara curta.
Eu não tenho medo dela. Ela quem deveria ter medo de mim.
Estou começando a ficar com medo de você. — Diz depois de ouvir a voz dele soar sombria.
Não deveria. Não faria nada contra você. — Os olhos azuis e verdes se encontraram. — Pode confiar em mim. — Ela não pode responder, pois o celular do chefe tocou. — Preciso atender.
Tudo bem, eu vou terminar de organizar as coisas para que seu pai viaje amanhã sem problemas. — Andou até sua mesa, sem esperar pela resposta dele, que ficou olhando-a se afastar, tocando na tela do celular e atendendo. Se pronunciou, depois de enfim se virar para seguir para dentro de sua sala.
**--** **--**
**Felicity**
Boa noite. — Não encontrou ninguém na sala, mas ouviu risadas na cozinha, por isso se encaminhou para o Cômodo.
Felicity! — Ouviu Tommy assim que entrou.
Tommy! — Sorriu assim que o viu.
Como foi hoje, Lis? — Sua amiga perguntou.
Foi cansativo. — Suspirou. — Pensei que seria assassinada. — Ambos arregalaram os olhos surpresos.
Como assim loira? — Ela arqueou as sobrancelhas quando o ouviu chamar de loira, não era a primeira vez, mas ela pensava se deveria dizer que ela na verdade tem cabelos negros.
Fui ameaçada por olhos ameaçadores. — Tommy soltou uma risada rápida.
Como assim, amiga?
Fui em uma reunião com o Oliver. Mas ele demorou a aparecer... Estava numa conversa a portas fechadas com o pai.
Algum problema? — Felicity balançou a maõ no ar, e eles entenderam como uma resposta negativa. — Quem que te ameaçou? — Tommy resolveu continuar a conversa de antes.
Isabel Rochev ou como eu gosto de chama-la, a demônia. — Seus amigos riram.
Oliver disse mesmo que estava com o pé atrás com ela.
Na verdade, os dois pés.
Eu acho que é orgulho ferido. — Felicity que olhava a amiga fazer uma salada, olhou para Tommy que estava mexendo no fogão.
Como assim? — Tommy sorriu divertido e se virou para a nova melhor amiga.
Ela gosta do Ollie e viu em você uma adversária. — A loira bufou.
Vai começar? — Perguntou descrente.
Lis, ouve a voz da experiência.
Eu vou tomar meu banho quente... — Ouviu risos dos amigos quando deu as costas. — Ah... — Se virou. — Oliver está desconfiado de que esteja saindo com alguém. — O Merlyn que estava tomando suco o cuspiu na mesma hora. Felicity riu e Caitlin o olhou preocupada. Ainda não achava que era hora de contar para mais alguém sobre eles e Tommy concordava. — E a Thea também. Boa sorte. — Deixou o casal na cozinha e subiu para tomar seu banho antes do jantar, que por incrível que pareça, era o Merlyn que estava preparando.
**--**
Estavam todos sentados à mesa naquele dia. Moira convocou os amigos para um jantar. Havia passado um mês e poucos dias desde que Felicity havia começado a trabalhar com Oliver. Estavam os Bertinelli, os Merlyn e os Lance além é claro dos Queen, afinal o jantar estava sendo na mansão deles. Não haviam descoberto provas contra os Bertinelli e muito menos contra Isabel Rochev. Estavam tendo uma conversa animada quando Oliver ouve seu celular tocar, ele olha na tela do mesmo e se levanta.
Desculpem. É do escritório. — Se retirou da sala de jantar com todos olhando curiosos. — Estou no meio de um jantar, Felicity. Espero que isso seja importante.
Acho que isso depende de sua definição de importante. — Ela estava em frente ao computador. — Sabe, a maioria das pessoas consideraria achar uma lista de nomes escrita em tinta ultravioleta subsônica invisível... Importante.
Mas eu já sabia disso, não sabia? — Estava de costas da entrada da sala de jantar, longe o bastante para ninguém o ouvir. E de frente para a porta de entrada
Você sabia que sete dos nomes dessa lista... São pessoas que foram mortas "acidentalmente"? — Oliver se assustou.
Mas é uma lista muito longa, Felicity. — Quando estavam sozinhos ou com Jhon, era assim que ele a chamava e ela fazia o mesmo com ele. — Eu esperaria que tivesse alguma coincidência.
Como Charlie Miller. — Interrompeu o chefe.
Chefe das Ciências Aplicadas da Queen's Consolidated. O que tem ele?
Ele pode acabar tendo um acidente de carro ou um atropelamento ou qualquer outro jeito de se matar hoje em dia... Como os outros morreram. — Explicou. — Porque ele está na lista. Então... Importante ou não?
**--**
Charlie, obrigado por vir. — No dia seguinte bem cedo, Oliver pediu para Felicity marcar uma conversa privada com Charlie Miller e assim ela o fez.
Claro. — Apertaram as mãos.
Como está indo à construção do centro de Ciências Aplicadas? — Se sentaram um de frente para o outro com uma mesa em no meio deles.
Fora do orçamento e atrasadas. — Explicou. — Exatamente como esperado. — Sorriu. — É por isso que queria me ver? — Oliver negou.
Adam Hunt sofreu um atentado na noite passada. — Oliver havia recebido uma ligação e ficara sabendo que o homem havia sofrido um atropelamento no dia anterior enquanto falava com Felicity Smoak. E sabia que o nome desse homem estava na lista.
Eu fiquei sabendo disso...
Tenho me preocupado com a possibilidade... De mais alguém daqui da empresa sofrer algum "acidente". A segurança alertou sobre você.
Eu? — Perguntou sem entender. — Por que alguém tentaria me matar?
Era isso que eu estava esperando que você me pudesse esclarecer.
Eu não sei realmente. Não fiz nada a ninguém e também não devo ninguém... — Felicity que estava do outro lado da sala, ouvia a conversa, estava preocupada com o que vinha acontecendo.
Bom, então vamos torcer para que nenhum maluco faça algo com alguém inocente. — Assentiu com a cabeça e percebeu nos olhos do outro que ele escondia algo.
**--** **--**
A conversa parecia que estava acabando. Sabia que mais cedo ou mais tarde alguém iria tentar matar Charlie Miller, afinal ele estava na lista do caderninho. Queria entender o que passa na cabeça de alguém em matar outra pessoa por tão pouco e não sentir nada, nem um pingo de remorso, era o que Felicity pensava quando vê Thea Queen e suas sobrinhas saírem do elevador. Sorrindo a loira se levantou e foi até elas.
Thea. — Cumprimentou e foi cumprimentada de volta.
Oi Lissy. — A abraçaram e Thea sorriu.
Olá. — Se abaixou para ficar na altura das meninas. — Vocês estão a cada dia mais parecidas com o pai de vocês. — Elas sorriram
Concordo. — Thea adorava ver o jeito que Felicity tratava suas sobrinhas e a cada dia ela gostava mais ao imaginar ela na família.
Mas o que fazem aqui? Sr. Queen está em uma reunião. — Thea bufou.
Ora, mas você não precisa trata-lo por Sr. perto de mim e das garotas, certo?
Verdade Lissy. — Dessa vez quem falou foi April. — E também, não viemos ver o papai. — Disse como se fosse uma adulta. Felicity riu.
Ah, não? — Perguntou curiosa.
Não. — Felicity olhou para Thea depois de se levantar. — Viemos ver você. — Felicity sorriu.
Ah eu fico feliz por isso, mas estou trabalhando...
Mas seu horário de almoço é daqui a pouco, por isso vamos espera-la.
Thea, pelo que eu saiba, elas almoçarão com Oliver... — Thea assentiu me interrompendo.
Sim, mas estamos lhe chamando para ir junto. — Piscou para as meninas.
Por favor, Lissy! — Disseram juntas enquanto me olhavam com aqueles olhinhos que não há quem resista.
Quem resiste... — Sussurrou. — Tudo bem. — E elas comemoraram enquanto pulavam. — Seu irmão não vai se importar? — Thea negou.
Claro que não. — Eu sorria para as duas criaturinhas que me conquistaram tão rápido. — Afinal, foi um pedido das filhas dele...
Lissy, a tia Thea disse que vai ter dia das garotas esse final de semana. — Felicity a olhou incrédula.
Ah, eu esqueci de te avisar. — Sorriu. — Como estava com saudades de ter um dia de garotas... Pensei se eu e minhas sobrinhas podíamos ir para sua casa... Passar o final de semana lá.
Na verdade, eu iria adorar, mas... — Olhou para as pequenas. — Oliver não vai se importar?
Com o que eu me importaria? — April e Amily correm para o pai.
Boa tarde Ollie. — Ele correspondeu o cumprimento á irmã ainda esperando por uma resposta e Thea fez o favor de explicar.
Você se convidou a isso? — Oliver arqueou as sobrancelhas. Não entendia com quem sua irmã tinha pego essa mania.
Na verdade... Eu a convidei. — Thea sorriu em agradecimento. — E minha pergunta foi pelo fato das gêmeas também querer ir.
Por favor papai. — Pediram juntas. — Tia Thea também vai e a gente vai estar com a Lissy. — Amily quem explicou, os olhos de ambas brilhavam em ansiedade.
Tem certeza que não será um problema? — As meninas grudaram em Felicity logo após a pergunta. — Minha irmã já não é muito fácil...
Ei! — Reclamou.
Não tem problema algum. — Sorriu ao ver Thea emburrada. — Eu adoro tê-las por perto.
Por mim tudo bem então. — E as meninas sorriram em entusiasmo, agradecendo ao pai.
Mudando de assunto... — Thea já não estava emburrada. — Vamos almoçar todos juntos. — Oliver arqueou as sobrancelhas surpreendido. — As garotas convidaram a Lis.
Então, eu só vou desligar o computador e podemos ir. — Felicity foi fazer o mesmo com o da sua mesa e saiu junto de Oliver.
**--**
Oliver estava assinando uns documentos enquanto Felicity olhava na agenda o que eles teriam para fazer naquela semana. Estavam preocupados com o que descobriram sobre aquele caderninho. E ainda mais sobre Isabel e Frank. Estava só piorando e deixando-os ainda mais preocupados. Diggle estava com eles, tão preocupado quanto, pensava numa maneira de pegar aqueles FDP.
Bom dia família! — Tommy entrou na sala e Felicity se levantou sorrindo. Ele se aproximou para abraça-la e ela lhe correspondeu. Oliver arqueou as sobrancelhas estranhando aquele carinho. Diggle segurou uma risada olhando para Oliver, sabia que o amigo estava com ciúmes.
O que veio fazer aqui? — Separou o abraço.
Vim falar sobre "aquilo". — Sussurrou.
Ah, boa sorte. — Sorriram um para o outro.
Como você está Tommy?
Estou bem Ollie. Vejo que está cansado, então não vou nem perguntar "como está". — Sorriu para o amigo.
Problemas. — Respondeu suspirando.
Tudo bem Dig? — O homem assentiu. Oliver ainda olhava para o melhor amigo que continuava abraçado a Felicity.
Já fazia um mês que ela sabia sobre o namoro do Merlyn com a melhor amiga e nesse meio tempo ela ficou muito amiga de Tommy. Eles se deram tão bem, era como se eles se conhecessem a anos.
Vim falar com você, irmão. — Oliver assentiu.
Eu e Dig iremos tomar um café. Vocês querem? — Ambos assentiram e Felicity saiu com o amigo.
Ficou com ciúmes de mim? — Sorriu divertido.
O que? — Se fez de desentendido e o "irmão" riu.
Fala sério Ollie, você não é surdo, muito menos burro... Sabe muito bem do que estou falando. Eu e a loirinha somos apenas amigos...
Desde quando? — Arqueou as sobrancelhas.
Há mais ou menos um mês. — Oliver ficou surpreso. — Eu tenho uma notícia... — Completou antes mesmo do amigo/irmão continuar o assunto.
Imaginei.
Eu estou namorando.
Namorando? — Estava surpreso novamente. Ele havia pensado mesmo que seu amigo deveria estar tendo algum "caso" por aí, mas "namoro" o surpreendeu e muito. Afinal, faz pouco mais de 2 meses que ele e Laurel assinaram os papeis do divórcio.
Sim. Faz alguns meses.
Meses? O que quer dizer que já estava com alguém antes de se divorciar legalmente da Laurel? — O repreendeu com os olhos.
Ela já sabia. — Se explicou. Oliver arqueou as sobrancelhas. — Assim que eu percebi que estava interessado em outra, falei com ela e ela entendeu.
Ela já não estava mais apaixonada por você... — E ele negou.
Ela disse que queria que eu fosse feliz e eu quero o mesmo para ela. Tanto que ela já está em outro relacionamento.
O que? Mas o que é isso? Virou festa? — Estava ainda mais surpreso.
Nós estamos sendo felizes. Já não está na hora de fazer o mesmo? — Foram interrompidos por Felicity.
O café! — Deixou em cima da mesa e saiu.
E então? — Oliver continuou olhando no computador. — Você está apaixonado pela loirinha. — E novamente Oliver ficou calado. — Quem cala consente. — Riu.
Eu não acho que seja... — Tommy bufou irritado.
Mas de novo essa frase? — Interrompeu o amigo. — Para de fugir, Oliver. Seja homem e admita logo de uma vez.
Eu gosto dela. — Tommy sorriu ainda mais. — Como nunca pensei que gostaria de alguém. Até mais que Sarah...
E é isso que te incomoda... — Tommy entendia o que o amigo sentia. — Você amar Felicity mais que Sarah. — Oliver não precisava assentir. — Ela pediu que você se apaixonasse novamente. Pediu para que você fosse feliz... Então não manche a memória dela, Oliver.
Mudando de assunto... — Tommy suspirou, seu amigo estava desviando da conversa de propósito e isso era cansativo. — Quem é a garota de sorte?
Eu quem sou o sortudo. — Sorriu. — Você a conhece... É a Caitlin.
Caitlin? Caitlin amiga da Felicity? — Assentiu. — Por essa eu não esperava. Por isso você está tão amigo da Felicity.
Não se preocupe. Ela é toda sua! — Riu quando o "irmão" bufou.
**--**
Você descobriu mais alguma coisa daquele livrinho?
Além do fato de que pessoas que tem os nomes lá, morrem? — Oliver segurou uma risada. — Mais nada. Ninguém mais morreu também...
Vamos ficar de olho. E sobre o dinheiro desviado?
Ah, era sobre isso que eu queria falar com você! — Se levantou foi até sua mesa, pegou o tablet e entregou para Oliver. — Eu já descobri a conta, só é um pouco difícil fazer com que volte para o caixa da empresa...
Mas você conseguiu. — Estava orgulhoso dela.
Demorei, mas sim. Foi mais difícil do que imaginei... — Suspirou cansada e se sentou novamente, dessa do lado de Oliver. — Está vendo essa lista? — Oliver assentiu. — Isso aqui são nomes das pessoas que falsificaram contas e mandaram fazer outra em um país distante... O melhor dessa lista é que eu encontrei isso. — Mostrou um dos nomes da lista.
Isabel Rochev. — Sorriu. — Finalmente pegamos a maldita.
Mas não temos nada que prove algo contra Frank Bertinelli.
Infelizmente. Mas pegarmos Isabel já é um começo...
E o que faremos? — Oliver a olhou nos olhos e ela fez o mesmo com ele.
Segunda estarei bem cedo entregando todo esse arquivo que você conseguiu para a polícia.
Isso pode dar ruim pra mim. — Ele negou.
Não se preocupe, meu "sogro" é um tenente, então... — Ela assentiu.
Então finalmente estaremos livres daquela coisa! — Se levantou novamente ao mesmo tempo que Diggle entrava na sala, mas nenhum dos dois pareceu percebe-lo no cômodo.
Felicity, você é incrível. — A loira sorriu.
Obrigada por notar. — Oliver se levantou e notou Dig.
Já podemos ir? — Oliver assentiu. Não podia chegar atrasado na festa de Natal. Seus pais fizeram uma festa para todos os amigos como fazem todo ano e ele estava ali, trabalhando num sábado por causa da situação de Isabel que finalmente estava resolvida.
Felicity! — Sorriu para a loira.
Dig... Tenha um bom feriado. — Ele lhe desejou o mesmo. Oliver já estava perto de Diggle e antes de se virar para ir embora sorriu.
Feliz Natal! — Desejou a loira.
Sou Judia. — Explicou. Oliver que já estava de costas para ela, se virou.
Feliz Hanukkah! — Assentiu com a cabeça, Felicity agradeceu e o Queen saiu da sala com o amigo e motorista a tiracolo.
**--**
*NATAL*
Laurel estava na casa dos pais. Ela não estava bem, lembranças de sua irmã viam á sua mente a todo momento, essa era uma época do ano que Sarah mais gostava, ela quem preparava tudo, claro que ajudava, mas era a irmã quem dava ideia para um Natal cheio de alegria e diversão. Sorriu um pouco com a lembrança da irmã. Seus pensamentos foram interrompidos pela campainha, olhou para a porta e se levantou. Seu pai havia ido abri-la.
Tommy? — Arqueou as sobrancelhas vendo-o ali.
O que você faz aqui garoto? Justo nesse dia? — Laurel não deixaria seu pai crucificar seu amigo.
Pai, por favor? — O homem suspirou. — Aconteceu alguma coisa, Tommy?
Não. Eu vim saber se você não vai passar o Natal com agente esse ano... — Ele tinha esperanças de que a ex-mulher e amiga, mudasse de ideia, pelo menos pelo filho deles, pelo menos naquele ano.
Você veio até aqui... — Laurel o interrompeu.
Eu cuido disso. — O pai da moça a olhou incrédulo. — Isso é entre nós, pai. Eu e ele. Não moro mais com o senhor e faço o que quero da minha vida. — Quando se separou decidiu que não voltaria a morar com os pais. Ficava num apartamento muito bom que Tommy a ajudava a pagar. Mesmo irritado e decepcionado com o que ouvira da filha, saiu á procura da esposa. — Eu disse que passaria o Natal com meus pais. Sempre foi assim desde aquele dia... — Falou assim que o pai saiu da sala.
Eu sei que você não comemora o natal por causa da Sarah. É a época mais difícil para vocês e eu realmente entendo... — Tommy e Laurel olhavam nos olhos um do outro. — Mas vim pedir pelo nosso filho. Vamos estar nos Queen.
Tommy... — O ex-marido a interrompeu.
Não quero que você vá obrigada. Eu conversei com Lyon e como todo Natal o fiz entender o porquê de você não participar dessa festa... E ele entendeu, ficou triste..., mas entendeu. — Laurel sentiu seu coração se apertar. — Eu estava olhando fotos antigas... — Tommy pegou um presente que estava escondido no bolso do blusão de frio. — E eu achei isso. — Entregou para Laurel e ela o pegou de imediato. Mesmo estando separados, eles ainda eram amigos. Sempre foram amigos, desde criança. E isso nunca mudaria. — Se você mudar de ideia me liga. — Sorriu. — Feliz Natal, Laurel. — Beijou seu rosto e saiu.
Já é péssimo depois de tudo o que houve entre eles... Agora ele vem aqui no dia do Natal? — Estava irado.
Eles foram casados, tem um filho juntos. Você não pode obriga-la a não o ver nunca mais. — A sra. Lance diz.
Tudo bem, mas ele... — Foi interrompido pela esposa.
Ele não decidiu isso sozinho. Foram os dois. — O sr. Lance bufou. — Você não pode culpa-lo pelo que houve. Não deu certo entre eles. Tentaram por 5 anos...
Ele não está errado. — Laurel sussurrou. — Sarah era minha irmã e eu a amava com todo meu ser, mas eu não posso ficar me sufocando por ela... Não mais. Eu tenho um filho e apesar de não estar mais casada com Tommy, nós somos amigos. E seremos sempre!
Você está certa filha... — Sua mãe concordou. — Mas nós ainda não estamos prontos. — Laurel entendia seus pais. Eles perderam uma filha, não conseguia imaginar como ficaria se acontecesse algo ao filho.
Vocês realmente estão falando sério? — Laurel abria o presente enquanto seu pai falava sem parar. — Você percebe o quanto ele a deixou infeliz?
Ele não fez nada a nossa filha. Ele a respeitou e a amou... — Respondeu pela filha que parecia estar em outro mundo. — Você não vê que se colocar contra Tommy, estaremos nos colocando contra Laurel? Contra nosso neto? — E novamente seu marido bufou, mas dessa vez em concordância
Está certa. Mesmo que eu ainda não suporte aquele garoto.
Ele não é mais um garoto. Ele é um homem... E decidiu o certo... — Foi interrompida pela filha.
É a Sarah. — Sussurrou, mas foi alto o suficiente para seus pais ouvirem.
O que? — Perguntaram juntos, confusos.
Somos nós com a Sarah. — Disse virando o mini-porta retrato para seus pais verem. Estavam Laurel e Sarah no meio dos pais, enquanto sorriam.
**--** **--**
Laurel ligou para Tommy mais tarde naquele dia para pedir que a buscasse, para irem juntos. Ela havia decidido aquilo no momento em que viu a foto da irmã. Sentia muita falta dela. E também faria aquilo pelo filho, era o primeiro Natal que eles passariam juntos desde que Lyon completara dois anos, porque todo feriado Tommy passava com os Queen e Laurel com os pais. Assim que entraram na casa se depararam com Oliver e as gêmeas.
Que bom que puderam vir. — Estava surpreso por ver Laurel. — E aí garoto? — Bagunçou o cabelo do filho dos amigos que sorriu.
Tia Laurel, você está linda! — Comentou Amily
Ah, mas vocês estão muito mais. — Se abaixou para ficar na altura das sobrinhas. — Estão a cada dia mais parecidas com Sarah. — Sussurrou.
Eu tenho que concordar com você Laurel. — A mulher lhe sorriu e se levantou.
Por que vocês não vão brincar por aí? — E assim que terminou as três crianças saíram correndo. — Fico feliz por ver você, Laurel...
Foi difícil me decidir, mas... Sarah iria gostar. — Oliver assentiu.
Temos certeza que sim. — Laurel sorriu para Tommy.
Vou cumprimentar Thea e Helena. — Os homens assentiram e viram-na sair.
Como ela está? — Perguntou preocupado.
Ainda a machuca se lembrar de Sarah, mas ela vai ficar bem...
E vocês dois? — Tommy o olhou.
Estamos bem.
Pelo que vejo a amizade não acabou. — Tommy sorriu.
Não. Laurel é minha melhor amiga... Sempre quis o bem dela e isso continua mesmo depois de divorciados.
Fico feliz por vocês Tommy. E espero que isso não mude nunca.
**--**
**Felicity**
MÃE? — Não acredito no que estou vendo. — O que faz aqui? — Ela pulou em mim me abraçando forte. — Mãe! O-que-faz-aqui? — Perguntei devagar para ver se ela parava de dar pulinhos ainda abraçada á mim. Eu havia ligado para ela a duas semanas para avisar que eu não poderia ir visita-la, estava com medo de me encontrar com "ele", ainda era muito perigoso, não quis me arriscar e ela me entendeu, pelo menos foi o que tinha dito pelo telefone.
Isso é jeito de me receber? — Fez cara de choro. — Eu estava com saudades do meu bebezinho. — Ouvi uma risada e sabia que era minha amiga.
Tá. me desculpe..., mas agora me diz o que veio fazer aqui?
Eu vim te ver. Você não foi me buscar no aeroporto por que? — Como assim?
Mãe, como eu ia saber que estava vindo? — Ela pegou o celular.
Eu te mandei uma mensagem querida. — Olhei para a tela do aparelho.
Mãeeee, você tem que apertar em enviar! — Cait começou a rir muito depois de ouvir a minha fala.
Ah, então... — Ela apertou em enviar e eu quis chorar. — Pronto. — Sorriu.
Agora não adianta mais, né?
Não vai me convidar a entrar? — Abri um pouco mais a porta para deixa-la entrar e me virei para onde ela estava.
Caitlin essa é minha mãe. Mãe essa é minha melhor amiga, Caitlin. — Elas se apresentaram, minha mãe a abraçou e percebeu que ela estava grávida. Aí já viu né? Não parou mais de falar sobre a criança, fizera um milhão de perguntas e eu já estava me cansando. Não que eu não amasse minha mãe, mas o que raios ela fazia em Starling City?
Mãe, você já deixou a Cait cansada de tantas perguntas... — Ela se virou para mim. — Agora poderia me dizer o que veio fazer aqui?
Ah, mas é claro querida. Eu vim te ver. Estava com saudades e você disse que ainda não confiava em voltar pra casa... — Olhou para Cait.
Ela sabe de tudo. — Minha mãe suspirou aliviada com certeza. Ela sempre fala demais. — E você acha que ter vindo pra cá não seria suspeito?
Claro que não, querida. Fique tranquila... — Sorriu. — Eu já disse que estava com saudades? — Não pude deixar de sorrir de volta
Também estava mamãe. — Ela me abraçou apertado, mas dessa vez não me opus. Também sentia falta de seu abraço. — Eu estava mesmo querendo falar com você. — Disse assim que ela me soltou. — Sobre meu...
Falamos sobre isso amanhã, sim? — Me interrompeu. — Hoje é Hanukkah. — Suspirei. Ela não fugiria de mim dessa vez.
Amanhã, sem falta. — Ela assentiu. — Cait, você nos ajuda com a ceia?
Claro amiga. Vou adorar... — Sorriu. — Não é o primeiro Hanukkah que eu participo. Felicity comemora todo ano... Eu, ela, o Barry...
E a Helena. Mas dessa vez ela não pôde. — Sua amiga estava com a família nos Queen. E ela estava irada com isso, pois o pai a obrigara acompanha-lo.
Ela estava fervendo de raiva do pai. — Caitlin comentou e eu assenti. — Mas pelo menos ela vai estar entre amigos...
Sim. Ah, as gêmeas me ligaram hoje. — Cait me olhou sorrindo. — Pra me desejar Feliz Natal. Tive que explica-las que eu comemoro o Hanukkah e por incrível que pareça elas entenderam tudo.
São mais inteligentes do que aparentam...
Quem são essas "gêmeas"? — Minha mãe nos interrompeu.
São filhas do possível namorado da Felicity. — Olhei para Cait assustada, surpresa e pensando se abria um buraco para me esconder.
Como assim namorado? — Minha mãe estava alegre de mais para o meu gosto, pois começou a pular novamente.
Mãe, a Cait está brincando. — Olhei para minha amiga que ria. — Elas são filhas do meu chefe...
Oliver Queen. — Minha mãe olhou para Cait.
Oliver Queen? — Os olhos da minha brilharam e eu tive medo. — "O" Oliver Queen? O jovem bilionário que é herdeiro de uma empresa multimilionária, que se casou aos 18 anos e que teve duas filhas? Esse Oliver Queen?
Mãe, como a senhora...? — Ela me interrompeu.
Querida, eu leio revistas. Ele é o Jovem mais falado na mídia. — Seu sorriso aumentou. — Meu Deus! Vocês dois...
Trabalhamos juntos. — A interrompi. — Somo só amigos...
Isso é o que sua filha diz. — Será que se eu matar uma grávida vou passar muito tempo na cadeia? — Ela é completamente apaixonada por ele, tia. — Minha mãe havia pedido para que Cait a chamasse assim em menos de 10 minutos que chegara aqui em casa, suspirei cansada, minha mãe me deixava exausta. Caitlin abriu a boca pra falar ainda mais sobre mim.
Sério querida? Me conte mais...
Oieeee — Chamei um pouco alto. — Estou aqui, sabiam?
Estou te vendo amiga. Mas sua mãe precisa saber o que te acontece por aqui. — Suspirei revirando os olhos. E logo minha amiga já contava tudo. TUDO mesmo. Ela contou desde o primeiro dia que eu conheci os Queen pessoalmente. E eu fiquei só ouvindo enquanto preparava os cheesecake.
Vocês vão me ajudar? — E mesmo depois de virem me ajudar continuaram a falar sobre minha vida. Era um tédio ver e ouvir isso. Sabia que minha mãe não me deixaria em paz por causa de Oliver Queen. — Vocês podiam parar de falar sobre minha vida... Vamos falar de você Cait.
Ah, eu gostaria de saber sobre você também, querida. — Sorriu. — E seu marido? — Olhei na hora para Cait que não havia mudado de postura e percebi que ela não se importava com a pergunta. É, ela estava mesmo apaixonada por Tommy e eu gostava disso. Sorri aliviada.
Eu não tenho marido. Eu tinha um noivo... — E ela começou a falar sobre a vida dela, o que me deixava mais feliz. Eu até me metia algumas vezes para incrementar algumas coisas. No final minha mãe disse que o importante era a Cait estar feliz e eu concordava com ela.
*NATAL*
**--**
Agora você vai me contar tudo! — Minha mãe iria embora na segunda de manhã.
Tudo bem. — Suspirou se sentando no sofá. — E Cait?
Dormindo... Não deve acordar tão cedo, ela anda cansada esses dias.
Ok. O que quer saber?
Eu quero saber por que você me escondeu que meu pai tinha outra família. — Sim. Eu descobri alguns dias antes de sair de Vegas que minha mãe havia mentido para mim, me escondido coisas.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Eu não queria que você soubesse que eu... — Se interrompeu. — Eu sabia que ele era casado quando me envolvi. Mas me apaixonei. — Por essa eu não esperava.
Você o conheceu onde? — Queria saber tudo. Desde antes até o término. E o porquê de ela me deixar nas sombras por tanto tempo.
Eu o vi num bar. Ele estava brigado com a esposa, disse que havia saído de casa. Nós bebemos juntos, conversamos muito e fomos... — A interrompi.
Pula essa parte. — Estremeci. Que nojo.
No dia seguinte ele disse que viria me visitar sempre. Nos víamos uma vez na semana, ele ainda estava morando num hotel, tinha dinheiro para ir e vir toda semana para Vegas e quando eu vi, estava completamente apaixonada por ele. Ele disse que tinha um filho de um ano e meio em casa e que por isso não podia ficar mais tempo. E eu entendi que ele nunca seria meu. Mas eu não queria acabar com aquilo... — Suspirei. Eu entendi que minha mãe estava apaixonada, mas ter um caso com um homem casado? — Eu sei que você não concorda com o que fiz, filha...
E não concordo mesmo. Você traiu seus próprios princípios...
Eu sei. — Fechou os olhos por uns instantes e depois os abriu... — Alguns meses se passaram e um dia, como outro qualquer, estava trabalhando naquele café que agora é nosso... E comecei a passar mal. — Minha mãe estava grávida de mim. — Eu estava grávida de você, querida. — Seus olhos lacrimejaram. — Ele veio me ver depois de três semanas sumido e eu não contei sobre você... Fiquei com medo. E então ele disse que não poderia mais ficar comigo. Ele tinha ido até Vegas para terminar tudo, havia voltado para a esposa. Ela sabia sobre o caso e assim mesmo o perdoou. E eu disse para ele ir e nunca mais me procurar.
Mas ele procurou. — Sussurrei. — Eu sei que sim, porque eu o conheci.
Não. Ele nunca mais nos procurou. — Fiquei surpresa.
Como é que é? — Me levantei nervosa. Irada. — Como assim? — Gritei. Ela tentou pegar na minha mão, mas eu me afastei, tentando me acalmar, minha amiga ainda dormia, não podia me exaltar, isso a preocuparia.
Felicity, o homem que você conheceu... Que você chama de pai... Era meu marido. Me casei com ele quando você tinha um ano e meio e então ele te assumiu. — Não estava acreditando no que ouvia, era mais que um engano, eram vários. — Eu não pude dizer a verdade...
E você me deixou sem saber sobre isso durante 22 anos? — Gritei. Não consegui me conter, quem em sã consciência ficaria calma ouvindo o que estava ouvindo nesse momento? Ninguém. Tenho certeza. Minha respiração estava acelerada, sabia que precisava me acalmar, mas não conseguia. Minha raiva era grande o suficiente para destruir tudo à minha volta.
Filha... — Tentou se aproximar novamente e eu dei passos para trás, repelindo-a novamente. — Ele te criou, te deu carinho, amor...
É... Até eu completar cinco anos e ele nos deixar. — Minha mãe se entristeceu, mas não me comoveu. Sabe por que? Eu estava mais preocupada com MINHA dor do que na dela.
E eu não sei o porquê até hoje... — Sussurrou. — Ele disse que era para o nosso bem. Que ele mexia com coisas perigosas... Ele te ensinou tudo que você sabe.
É, mas não fiz esse curso por ele. Fiz por mim... — Rosnei. — Eu senti a falta dele, chorei por ele e ele nem era meu pai.
Ele te amava. — Neguei com a cabeça.
Se ele me amasse mesmo teria ficado... — Suspirei enxugando minhas lágrimas. — Devia ter me contado isso antes, muito antes.
Eu sei. E me arrependo de ter escondido de você. — Vi Cait descendo as escadas e indo para a cozinha sem nos atrapalhar. Com certeza acordou com meus gritos. — Eu sinto muito.
E meu pai? — Ela me olhou ainda chorando.
Ele também nos largou...
Não! — Gritei novamente interrompendo-a. Caitlin acordou, então não pouparia gritos. — Ele largou você! — Minha mãe soluçou. — Ele nem sabe da minha existência, ele não sabe que tem uma filha...
Eu não posso dizer nada sobre ele. — Enxugou as lágrimas.
Eu preciso saber. Eu tenho esse direito...
Ele é casado, Felicity. Ele tinha um filho quando estava comigo, pode ter tido outros... — Tentou me fazer mudar de ideia.
Eu não vou te perdoar até que me diga o nome dele. Eu tenho esse direito... — Engoli em seco. — Ele merece saber que tem uma filha... Eu mereço... — Sussurrei a última palavra, segurei um soluço, mas ainda deixando mais lágrimas rolarem por meu rosto.
Eu não vou dizer... — Sussurrou se negando o meu direito. Limpei as lágrimas, fechei minha expressão e a olhei irritada e decepcionada.
Então, não precisa vir mais me visitar. — Saí à procura de minha amiga.
**Felicity**
**--**
Oliver se encontrava em sua sala com Diggle. Já havia entregado tudo que conseguira contra Isabel para a polícia. Era questão de tempo para que a mulher fosse presa e esperava que fosse rápido e logo. Diggle estava preocupado com o que ela poderia fazer com Oliver e Felicity se ela soubesse que eles são os culpados de sua prisão.
Preocupado? — Diggle o olhou.
Sim. E muito... — Suspirou. — Ela mandou matar pessoas que estavam com o nome naquele caderninho... E se ela descobrir que você e Felicity...
Não se preocupe. Eu sei me cuidar e podemos proteger a Felicity. — Mesmo contrariado Diggle assentiu.
Por falar na loirinha... — Oliver que olhava na tela do computador desviou os olhos para o amigo. — Cadê ela? Já são... — Olhou no relógio de pulso. — Quase 10h e ela ainda não chegou.
Ela vai se atrasar. Me ligou avisando...
Humm. — Oliver voltou seus olhos para a tela do computador. — O que deve ter acontecido pra ela se atrasar?
Ela disse que era algo importante... — Foi interrompido pela irmã.
Bom dia FAMÍLIA! — Entrou sorrindo, animada. — Ué, cadê a Lis?
Vai chegar atrasada. — Diggle e Oliver falaram juntos.
Por que? — Estranhou.
Eu não sei. — Thea arqueou as sobrancelhas. — Ela deve estar chegando aí...
Que estranho. Falei com Tommy hoje e ele não disse nada se Caitlin passou mal ou algo do tipo. — Ela já sabia do namoro do irmão e estava muito feliz por ele e Caitlin estarem juntos, para ela, só faltava o outro irmão se acertar com uma certa loira, que tudo seria perfeito.
Felicity disse que não era sobre Caitlin. Disse que me explicaria quando chegasse. Ela só se atrasou... — Olhou no relógio do computador. — Duas horas. Mas ela tem ficado até tarde comigo aqui por mais de uma semana, então...
Sozinhos? — Sorriu.
Nem comece. — Bufou. — Estávamos trabalhando.
Ninguém merece. — A irmã quem bufou dessa vez.
Eu que o diga. — Oliver revirou os olhos. — Eu já não aguento mais tentar por juízo na cabeça do seu irmão... — Oliver fingiu não ouvir nenhum dos dois. — Ele faz isso quando sabe que estou certo. — Thea riu e de repente eles ouvem o barulho da porta se abrir e todos se viraram para ver quem era.
Lis! — Thea foi abraça-la e logo viu que tinha mais alguém com ela. — Bom dia... — Sorriu para a mulher do lado de Felicity.
Bom dia. — Sorriu. — Eu sou... — Felicity a interrompeu.
Essa é minha mãe. — Todos a olharam surpresos. Oliver e Diggle se aproximaram para cumprimenta-la. — Mãe, esses são Oliver e Thea Queen. — Sua mãe ficou animada. — E Jhon Diggle.
É um prazer conhece-la sra. Smoak. — Oliver a cumprimentou e a mulher lhe sorriu passando os olhos pelos três amigos de sua filha.
Ah, então é de você que Caitlin estava falando... — E novamente a filha a cortou.
Me desculpem a demora. Minha mãe caiu de paraquedas lá em casa anteontem. — Ainda estava irritada com a mulher. — E hoje ficou me importunando...
Eu não estava te... — Se interrompeu. — Isso não importa agora. Quantos bilionários você conhece?
Mãe! — A repreendeu. Dig segurou uma risada junto de Thea. — Esquece, não adianta mesmo.
Você está difícil hoje, hein?
Será por que, não é? — E todos perceberam que o clima não estava bom. — Não vamos fazer isso aqui.
Mas eu quero. Eu vou embora daqui algumas horas e você não me olha nos olhos desde... — Fora interrompida novamente.
Eu "não" quero fazer isso aqui! — Exclamou. — Será que não percebeu que estamos no meu ambiente de trabalho?
Não quer tirar o dia de folga? — Oliver perguntou ao perceber que mãe e filha se estranhavam. Se perguntava o que tinha acontecido.
Não/Sim! — Responderam juntas. — Não! — Felicity respondeu novamente. — Obrigada, Oliver, mas eu posso trabalhar. Vou deixar minha mãe no aeroporto daqui a pouco, mas eu volto.
Por que não podemos passar as últimas horas juntas? — Felicity suspirou. Oliver olhou para Thea e Diggle que entenderam o que ele pedia e então saíram. Esperariam do lado de fora.
Você vai mudar de ideia sobre aquilo? — Olhou para a mãe.
Não. Já disse que não posso Felicity! — Olhou para a filha.
Então prefiro passar minhas horas trabalhando. — Olhou para Oliver depois de suspirar cansada. — Me desculpa por isso...
Está tudo bem. — Felicity suspirou novamente e saiu da sala para ir até sua mesa, sua mãe a acompanhou. — Meu Deus! — Sussurrou incrédulo pela cena que presenciou e viu sua irmã e seu amigo entrarem na sala.
O que foi isso? — Dig perguntou.
Vai saber. Pelo jeito elas não estão mais tão bem... — Se lembrou de Felicity comentar no dia que fora almoçar em sua casa que ela e a mãe tinham conversado pelo celular e se resolvido, mas agora ele percebeu que não estava assim tão resolvido.
Ela estava irritada. — Sussurrou. — Muito irritada.
Vamos deixar que elas se resolvam, Thea. Não é da nossa conta...
Mas estou preocupada com ela. — Todos olhavam para o outro lado do vidro onde se encontrava as Smoak. — O que será que houve?
Também fiquei preocupado com a loirinha... — E mesmo que Oliver não tenha se pronunciado, ele também estava.
**--** **--**
Oliver? — Ele a olhou. — Vou levar minha mãe, ok? — Já se passava de meio dia.
O Dig levará vocês. — Felicity ia negar, mas ele foi mais rápido. — Ele vai te acompanhar até lá e te trará de volta...
Ok. Obrigada. — Sua mãe apareceu na sala.
Vim me despedir. — Oliver se levantou para se despedir da mulher. — E me desculpar pelo que presenciou mais cedo. Minha filha está com a cabeça quente. — Felicity revirou os olhos.
Tudo bem. Foi um prazer Sra. Smoak. — Lhe sorriu.
O prazer foi todo meu. — Sorriu de volta. — E obrigada por tudo o que está fazendo pela minha pequena...
Não sou mais pequena! — Sussurrou. — Mas parece que você não esquece só de coisas importantes, não é? — Falou para que a mãe ouvisse.
Felicity! — Repreendeu olhando-a. Oliver apenas observava.
Vamos logo pra aquela droga de aeroporto... — Olhou para Oliver, tinha se excedido, sabia disso, mas não estava se aguentando. Uma vontade louca de chorar estava lhe apossando. E não era choro de saudades, era de raiva. Segurou o choro pela milésima vez naquele dia. — Eu volto logo Oliver. — Ele assentiu e chamou Diggle.
Leve-as até o aeroporto, por favor. — O homem assentiu e saiu acompanhando as moças que ainda se estranhavam. Olive suspirou o que estava acontecendo com Felicity? Ela estava feroz, irritadiça, mas também percebeu que ela estava triste. E por isso ficou ainda mais preocupado.
**--** **--**
Felicity voltou do aeroporto para trabalhar, como havia prometido. Não estava se aguentando, por isso chorou TODO o caminho de volta, Diggle não disse nada, sabia que ela precisava deixar tudo que sentia sair. Ela estava com tanta raiva da mãe. Donna não pensara no sentimento da filha. Felicity estava sentada com a cabeça deitada na mesa, Oliver tinha saído para conversar com o chefe de Inteligências Tecnológicas.
Felicity? — A loira levantou a cabeça e ele percebeu que ela tinha chorado. — Você está bem?
Não. — Sussurrou. — Vai precisar de mim ainda?
Não. Você está liberada por hoje. — Ela assentiu.
Me desculpa por hoje mais cedo... — O choro queria voltar, mas ela o engoliu e mesmo com os olhos lacrimejando, não deixou que nenhuma lágrima escorresse por seu rosto.
Tudo bem. Eu percebi que você não estava bem... — E novamente ela assentiu.
Eu já vou então. Nos vemos amanhã... — O computador já estava desligado, por isso pegou sua bolsa, se levantou e foi para a porta.
Felicity? — Ela se virou para olha-lo. — O ano novo vai ser no sábado, por isso a empresa vai ficar em festas a partir de quarta... — Felicity não se surpreendeu, nos três anos passados foi assim também.
É, eu sei. Eu me lembro...
Então não precisa vir amanhã. — Felicity arqueou as sobrancelhas. — Você precisa de um tempo para pensar...
Oliver, não é preciso. — Ele suspirou.
Felicity, eu acho que você precisa disso. — Um olhava nos olhos do outro.
Tem certeza? — Ele assentiu. — Tudo bem, então. Obrigada.
Nos vemos no Ano Novo? — Felicity deu um sorriso pequeno. As gêmeas haviam feito o convite oficial alguns dias antes do Natal, pareciam que elas queria lembra-la da promessa que havia feito a ambas no dia do almoço com os Queen e ela prometera novamente que iria, tranquilizando-as. Não podia simplesmente desistir, havia feito uma promessa e ela nunca foi de quebrar uma e não seria agora que o faria.
Claro. Foi o que combinamos, certo? — Ele assentiu. Se despediram e Felicity saiu ainda chorosa. Não sabia o que fazer para esquecer a conversa que teve com a mãe. Só o que ela queria era conhecer o homem que a concebeu, mesmo que não soubesse desse fato.
**--**
*ANO NOVO*
Felicity e Caitlin se arrumavam para a festa de Ano Novo que acontecerá na mansão dos Queen. Felicity havia ficado em casa descansando e pensando em tudo que houve com a mãe, assim como Oliver disse para ela fazer. Havia conversado com Caitlin e Helena naquela semana sobre tudo. Contara toda a conversa que teve com sua mãe e elas ficaram tão chocadas quanto a loira. Deram razão a amiga quando ela disse que não perdoaria a mãe até a mesma dizer o nome de seu pai. Ela tinha o direito afinal de contas. Helena ficou até mais indignada que Caitlin, apoiou a amiga e disse que sua vontade era dizer umas poucas e boas a mãe da amiga. E Caitlin apoiou Helena, se tivesse sabido disso quando a Smoak mais velha ainda estava em Star, ela conversaria com a mulher. Felicity estava mais leve depois de ter descarregado tudo que sentia, desabafado com as amigas.
Caitlin ficara observando a amiga enquanto se arrumavam juntas no quarto de Felicity, a loira ainda estava magoada com a mãe, mas a raiva tinha passado e tinha chorado tudo que estava engasgado dentro de si. Caitlin estava preocupada com a amiga, sabia que era difícil descobrir que sua vida fora uma mentira, ela mesma tinha problemas com a mãe.
Lis? — Felicity a olhou pelo espelho. Cait estava pronta, sentada na cama. — Você tem certeza que está bem?
Tenho. — Assentiu enquanto colocava os brincos. — Eu ainda estou magoada, mas já chorei tudo o que tinha pra chorar... Eu acho. — Sussurrou a última parte.
Você falou com sua mãe depois da briga de vocês? — Felicity ficou calada por alguns minutos e Caitlin esperou pacientemente.
Não quero conversar com ela. — Caitlin assentiu. — Ela mentiu pra mim a minha vida toda. E não quer de jeito nenhum me dizer o nome do meu pai. Ela não se importa com meus sentimentos... — Sua voz embargou e isso a deixou irritada. Não queria chorar mais.
Ah, não! — Se levantou. — Não chore...
Ela mentiu pra mim. Cait, ela me fez acreditar que meu pai me abandonou... Eu sei que já sou adulta, mas...
Eu sei. Mesmo assim dói. — A loira assentiu. — Hoje é dia de festa. É ano novo Lis... Hoje vamos nos divertir.
Ok. — Deu um sorriso pequeno. — Você está certa. — Respirou fundo e não deixou que nenhuma lágrima caísse.
Então, você já está pronta? — Felicity se olhou mais uma vez no espelho e assentiu logo depois. — Ótimo, porque Thea já me ligou duas vezes... — Riu.
Mas nem estamos tão atrasadas... — Sussurrou.
Mas sabe como ela é. — Disse ainda rindo.
Você está nervosa? — As amigas se olharam.
Com o que?
Você vai conhecer o pai do Tommy. — Caitlin arqueou as sobrancelhas.
Sim. Mas como a "amiga". Não achamos que seja o momento para ele saber. Já basta Thea e Oliver... Além de você e Barry, claro. Ah, e eu estava me esquecendo da Laurel... — Felicity riu.
Já tem muita gente sabendo, mas eu entendo. — Sorriu. — Vamos? — Saíram do apartamento juntas em direção ao carro. Estavam quase uma hora atrasadas, mas elas preferiam assim. Não gostavam de chegar muito cedo em festas.
**--** **--**
Maninho, as gêmeas não param de perguntar por Felicity. — O irmão suspirou.
Você não disse que ela estava vindo? — Perguntou sem olha-la.
Sim. Mas ela já está uma hora e meia atrasada...
Mas elas já estão vindo, então sai do meu pé. — Bufou.
Credo! — Estranhou o irmão estar de mal humor. — Por que está com esse mal humor? — Oliver se sentiu culpado por descontar seu mal humor na irmã e a olhou se desculpando.
Desculpa. Estou preocupado com umas coisas... — Olhou para Dig que estava chegando com a esposa.
Ah não. Hoje não. — Reclamou.
Não se preocupe, Speedy. — Olhou para a irmã novamente. — Eu vou cumprimentar o Dig. — Deu um beijo em sua testa e saiu em direção á porta onde o amigo estava conversando com seu pai e deixou uma Thea preocupada para trás.
Boa noite. — O amigo e a esposa o corresponderam. — Lyla, poderia me emprestar seu marido por alguns minutos?
Claro. — Sorriu.
Não se preocupe querido, farei companhia a ela. — Sua mãe se aproximou no exato momento. Seu amigo agradeceu e o acompanhou.
O que houve? — Viu que o amigo estava preocupado.
Isabel fugiu. — Diggle o olhou incrédulo.
Como é? Como isso aconteceu?
Eu ainda não sei de todos os detalhes. — Faziam de tudo para não falar muito alto sobre aquele assunto.
Felicity já chegou?
Não. — Olhou para as filhas que brincavam com Lyon e outras crianças. — Mas ela disse que já estava chegando...
Melhor mandar uma mensagem á ela avisando.
Eu já fiz isso. — Suspirou cansado. — Temos que nos prevenir... Ela vai vir com tudo. — Ambos estavam preocupados. Logo viram as gêmeas correrem para a porta e viram Felicity e Caitlin no local. Thea já estava perto delas, conversando com um sorriso no rosto.
Pelo menos agora sabemos que ela está bem... — Oliver ainda olhava para Felicity, ela estava linda, seu amigo havia percebido os olhares trocados entre eles e sorriu. Apesar de Felicity estar conversando com Thea e as gêmeas, ela não parava de desviar os olhos para onde Oliver e Diggle estavam.
**--** **--**
Vou te mostrar toda a casa Cait. — Sorriram uma para a outra.
Ela é tão linda. — Seus olhos vagaram para todo o local até que seus olhos pararam em Tommy.
Ah, sim. Ele já chegou. — Olhou para o irmão também. — Vou deixa-la com meu irmãozinho. — Caitlin a olhou. — Você tem que conhecer o pai dele.
O pai também não é seu? — Caitlin estranhou. Sabia que o Merlyn nunca soube de Thea, mas não sabia que a cunhada não gostava do pai.
Infelizmente... — Suspirou. Sorriu ao perceber os olhares de Felicity e o irmão e mostrou para Caitlin.
Alguém aqui não parece querer estar "aqui". — Felicity a olhou. — É de você mesmo que estou falando.
Lissy, você está tão linda. — Ela sorriu para as gêmeas que corresponderam.
Vocês que estão.
Apple, Amy por que não vão brincar com as outras crianças? — Elas olharam para a tia. — A Felicity vai cumprimentar o pai de vocês. — Piscou para ambas que sorriram animadas.
Você não vai embora cedo né, Lissy?
Se eu for e quando for... Eu vou me despedir de vocês. — Elas assentiram e saíram para brincar.
Eu vou procurar por Roy. Caitlin... — Tommy chegou para cumprimenta-las antes de Thea terminar a fala.
Boa noite. — Beijou o rosto de Caitlin e Felicity.
Boa noite. — Falaram juntas.
Vou deixa-las em suas mãos Tommy. — Ele lhe sorriu e ela saiu para procurar o namorado.
Por que demoraram tanto?
Não queríamos chegar muito cedo e muito na hora... — Tommy sorriu.
Vocês já cumprimentaram o Ollie? — Antes de responderem ele as puxou para onde Oliver e Diggle estavam. Olho no olho Felicity e Oliver se cumprimentaram primeiro. — Você está tão tenso, Oliver.
Imaginação sua. — Sabia que isso não faria seu amigo desistir. — Te conto depois.
Estão lindas. — Sorriu às mulheres.
Obrigada, Dig. — Falaram juntas novamente.
Tenho que concordar. — Caitlin lhe sorriu.
Seu pai já sabe de vocês? — Oliver quem fez a pergunta.
Ainda não. Não achamos que seja a hora...
Ihhh, eu já ouvi isso antes. — Dig Olhou para Oliver e depois para Felicity. Tommy e Caitlin riram. — Eles vão fingir que não me ouviram. — Antes de qualquer um comentar mais alguma coisa foram interrompidos por Malcom Merlyn, pai do Thommas.
Boa noite. — Sorriu para os jovens.
Boa noite. — Responderam todos.
E vocês são...?
Pai, essas são Caitlin e Felicity. — As apresentou.
É um prazer senhor Merlyn. — Disseram juntas.
O prazer é meu. — Oliver olhou para Tommy e o amigo o olhou de volta. O homem era um pouco difícil, tinha medo de que ele falasse o que não devia. — E como essas belas damas conheceram esses rapazes?
Felicity trabalha comigo na empresa. — O Merlyn ficou surpreso. — E Caitlin é sua amiga.
Elas almoçaram com agente algumas vezes, pai. — Ele assentiu. — Por Felicity trabalhar na empresa...
Entendo. — O homem pareceu entender que seu filho tinha algo com a loira. E ele estava totalmente errado. — Bom, eu tenho que me ausentar, com licença.
Ele foi embora sem fazer nada? — O filho do homem estranhou.
Ele é tão ruim assim?
Não. Ele é um bom pai, mas tem um gênio difícil. — Explicou. — Quando ele não gosta de alguém não há pessoa no mundo que o mude de ideia.
Credo! — Estremeceram.
Não se preocupem. Se ele não disse nada é porque gostou de vocês.
Felicity precisamos falar sobre aquele documento... — E ela entendeu o que ele quisera dizer.
Mas hoje? — Tommy arqueou as sobrancelhas.
É que eu marquei o dia errado da reunião... E... — Não sabia que desculpa dar.
É importante Tommy. — Caitlin percebeu que eles estavam escondendo algo e para ajuda-los chamou Tommy para beber algo.
Tudo bem. Vocês vêm? — Oliver negou.
Ficaremos aqui mesmo... — Felicity e Dig assentiu e eles saíram. — Sua amiga merece um prêmio.
Ela soube que estávamos tentando despistar o Tommy...
Esperta. — Dig comentou.
E então? Sobre a louca ter fugido é verdade? — Ambos assentiam. — Estamos ferrados. — Disse temerosa.
Ela não vai fazer algo hoje. Muita gente veria se ela tentasse... — Felicity ainda não estava certa daquilo.
Ainda assim temos que ficar de olho.
Eu também acho. Não confio na cobra e ela pode dar o bote a hora que quiser. Nós a colocamos na cadeia.
Ela já me odiava antes, agora... — O celular de Oliver toca de repente o que chama a atenção de todos eles. — Algo importante? — Vendo que era o celular da empresa, lhe perguntou.
Isabel. — Surpresos, Dig e Felicity se aproximaram um pouco mais de Oliver. — Me mandou isso...
Se você quiser salvar sua empresa e não quiser que eu manche o nome de sua família, é melhor que venha até esse endereço... — Felicity leu.
O que ela deve saber dos seus pais?
E salvar a empresa de que? — Oliver trincou os dentes.
A empresa está quase falindo por causa dela. — Felicity não se surpreendeu. — E meu pai teve um caso com essa mulher. — Agora tanto Felicity quanto Diggle estavam surpresos. — E ela tem provas...
Então você vai até lá? — Oliver olhou para a loira do seu lado direito.
Vou. É o patrimônio e o nome da minha família que está em jogo.
Eu tenho uma ideia para detê-la. — Os homens a olharam. — Mas não vai ser fácil... — Sabia que seria arriscado. — E eu tenho certeza que vocês não vão gostar. — Diggle olhou para Oliver.
Contando que dê certo... — Felicity então começou a contar seu plano. Ela viu Oliver fazer uma cara de desagrado, mas só retrucou depois que ela terminou de falar. — Você não vai de jeito nenhum. — Disse sério.
Você sabe algo de tecnologia? — Oliver fez uma careta. — Não né? Então eu vou sim. — Dig olhava preocupado para os dois e enquanto os dois discutiam ele aproveitou para ajuda-los de seu jeito.
Não vai. — Rosnou.
Eu vou sim, Oliver! — Exclamou. — Você não vai me deixar aqui enquanto eu posso te ajudar a detê-la.
Como você é impossível. — Rosnou mais uma vez.
Era de se imaginar, né Oliver?
De que lado você está? — Oliver olhou para Diggle ao mesmo tempo em que Felicity fazia o mesmo.
Não estou dizendo que aprovo a Felicity ir com você. — Ela bufou. — Mas você ir sozinho seria loucura, você precisa dela para o plano funcionar.
Que droga! — Exclamou irritado. — Está bem. Mas você não sai de perto de mim.
Por mim tudo bem. — Diggle sorriu. — Que horas ela marcou?
Uma hora da manhã. — Suspiraram juntos. Todos os três.
Vai dar tudo certo. Meia Noite vocês vão. Eu ficarei para ficar de olho na sua família, eles podem ficar em perigo também. — Oliver concordou.
Faltam 3 horas ainda. — Eles saíram juntos para conversar com as outras pessoas. Felicity foi cumprimentar os pais de Oliver. Conheceu a esposa de Dig e a filha do mesmo que era linda e se chamava Sarah, em homenagem a falecida esposa de Oliver, havia feito uma nova amizade. E apesar de estar se divertindo com Roy, Thea, Dig, Lyla e Oliver, estava muito preocupada, todos os três estavam. As horas passavam cada vez mais rápido.
*ANO NOVO*
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