Kupidon
19 Capítulo Doze
Notas iniciais

***Duas Semanas Depois***
**Felicity**
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Estava nesse momento na empresa com meu namorado, na sala dele para ser mais específica. Depois dele ter me ligado á três semanas atrás, não ouvi mais notícias suas, mas sabia que ele estava por aí, pronto para dar o bote e ainda tinha Helena que não me atendia. Tentei falar com ela novamente e ela desligou na minha cara, dizendo para eu não me meter em sua vida. Eu fiquei magoada, mas entendia que ela deveria estar passando pelo inferno. Eu gostaria de ajuda-la, mas ela não me deixa. Por isso resolvi deixa-la com os homens e eles são: Oliver, Tommy, Barry e Roy. Levei um susto quanto Oliver me contou que todos eles já sabiam de tudo. Bom, voltando á mim e Oliver na sala dele... Estávamos conversando normalmente quanto ele comenta algo totalmente louco e inesperado. Ele começou, parecendo temer minha reação. Eu até achei que tinha ouvido errado, mas eu que estava errada, ele realmente falou sobre ter convidado Donna Smoak para nos visitar.
Eu... Eu achei que seria algo bom. — Arqueei as sobrancelhas.
Algo bom? — Oliver suspirou enquanto se sentava em sua cadeira. — Por que você concordou com isso?
Bem... — Gesticulei minhas mãos pedindo para ele continuar. — Sua mãe não aceita um não como resposta.
Você encarou Frank Bertinelli e Isabel Rochev. Está dizendo que não pôde dizer não á minha mãe? — Perguntei descrente. Definitivamente meu dia não podia piorar. Além de ter que me entender com Helena, agora tenho que enfrentar Donna Brooke Smoak.
Ela disse que sentia sua falta. Que queria conversar... Pedir desculpas. — Rolei meus olhos. — E mandou um emoji triste.
Você tem trocado mensagem com ela? — Elevei um pouco minha voz, surpresa. Não estou acreditando no que acabei de ouvir. Ele tem falado com ela pelas minhas costas? — Há quanto tempo isso tem acontecido?
Não acham melhor brigarem uma outra hora? — Eu olhei para trás encontrando Diggle, Tommy e Thea.
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Dig? — Coloquei a mão na testa sacudindo a cabeça. — Eu não achei que alguém ouviria minha conversa com Oliver.
Eu ouvi! — Respondeu enquanto entrava na sala com Tommy do seu lado.
Eu também! — Meus irmãos responderão juntos. Ambos se aproximaram para me dar um abraço que eu correspondi. Fizeram o mesmo com Oliver.
Obrigada, Oliver. — Dei um sorriso forçado. — Agora eu não só tenho que me resolver com minha amiga, mas também encarar minha mãe. — Bufei enquanto dava as costas. — Meu dia só melhora. — Sussurrei enquanto saia da sala.
**Felicity**
**--** **--**
**Oliver**
O que foi isso agora apouco? — Tommy me perguntou assim que viu a irmã sair. Eu suspirei. Ela realmente ficou irritada.
Donna disse que queria ver a filha... E eu dei um... Empurrãozinho. — Thea arqueou as sobrancelhas. — Sem ela saber.
Você está dizendo que convidou sua... "Sogra" para Star, sendo que ela e Felicity ainda não estão bem? E fez isso sem antes falar com sua namorada?
Você está me julgando Thea? — Tommy tentou falar algo, mas foi interrompido pela nossa imã.
SIM! — Disse irritada. — Ollie você não tinha o direito de fazer isso.
Thea, elas não vão se entender se não conversarem civilizadamente... Cara a cara. — Tommy parecia concordar comigo. — Só quero ajudar.
E você por algum acaso sabe se ela quer sua ajuda? — Perguntou bruscamente.
Thea, eu concordo com o Ollie. — Thea o olhou descrente. — Elas são mãe e filha. Não é porque a mãe dela errou e feio, por sinal... Que ela não tem que ser perdoada. Ela está arrependida, não? — Tommy me olhou e eu assenti.
Talvez... Eu disse talvez... — Olhamos para Dig. — O melhor era ter contado a verdade para ela. — Thea sorriu presunçosa.
Okay. Talvez eu tenha sim errado, não contando isso para ela... Antes. — Suspirei enquanto me sentava novamente.
Mudando de assunto... — Tommy nos chamou a atenção. — Que história é essa dela se resolver com a amiga? Que amiga?
Helena. — Arquearam as sobrancelhas. Todos os três. — Elas discutiram á alguns dias... Novamente. — Suspirei novamente.
Por... ? — Olhei os três á minha frente. — Não vai dizer que é sobre aquela coisa dela se vingar do pai?
Sim e parece que Helena tem uma gravação contra o pai.— Fiz aspas com meus dedos. — E quer fazer justiça com as próprias mãos, antes de entregar tudo á polícia.
Isso é sério? — Assenti. — Isso é perigoso, Oliver.
Eu sei Dig. Tentei falar com ela, mas ela também não quer me ouvir.
E se outra pessoa falar com ela? — Arqueei as sobrancelhas.
Quem? — Olhamos para Tommy.
Laurel! — Ele respondeu surpreendendo a todos, principalmente á mim.
**--** **--**
Estávamos em meu apartamento. Depois da discussão que eu e Felicity tivemos, ela veio para nosso apartamento com Mike, Nick, Lucca, Collin e Dylan, seus seguranças. Terminei o que tinha que fazer na empresa e também vim para casa, precisava conversar com ela. Minhas filhas estavam com minha irmã, elas ficariam com ela até eu e Felicity nos resolvermos, mas até agora nenhuma palavra. Quando cheguei ela estava preparando o jantar e eu subi para tomar um banho e me trocar.
Podemos conversar agora? — Ela estava terminando de lavar a louça.
Se for sobre Donna Smoak, prefiro esperar até amanhã. — Enxugou as mãos, se virando para me olhar.
Felicity... — Ela me interrompeu.
Não. — Fez um pare com a mão. — Pensei que não escondia coisas de mim.
Não foi de propósito. Eu ia te contar, mas estava temeroso que você cancelasse a vinda dela para cá.
E eu faria isso mesmo! — Exclamou.
Okay. Eu entendo que ainda esteja irritada com ela. E decepcionada... — Ela estava muito séria, nem parecia "minha" Felicity. — Mas ela não merece outra chance? Ela quer se desculpar.
Outra chance? — Arqueou as sobrancelhas. — Ela perdeu DUAS chances.
Eu sei que ela foi... — Procurava a melhor palavra para dizer. — Irresponsável. Mas ela te ama Felicity. Ela é a sua mãe. Conversem novamente e tentem se entender. — Ela jogou o pano de prato na bancada.
Isso não é uma boa ideia. — Antes de eu falar qualquer coisa o interfone tocou e eu fui atender.
Tudo bem. Obrigado por avisar, mas pode deixa-lo subir. — Ela arqueou as sobrancelhas, curiosa.
Quem é? — Ela estava atrás de mim.
Dig. — Respondi enquanto me sentava na mesinha de centro.
**Oliver**
**--** **--**
Felicity estava sentada no sofá, logo o elevador abriu as portas e ambos olharam para o mesmo. — Oi. Aconteceu alguma coisa? — Ele olhou em volta e parou seus olhos em Felicity que lhe sorriu.
Você disse para eu lhe dizer quando Laurel estivesse com Helena... — Assentiu. — Você não atendeu o Celular.
Como assim? — Felicity se levantou e Oliver contou a ideia de Tommy para ela. — Bom, espero que ela consiga o que eu não consegui. — Ela estava preocupada.
Eu atrapalhei alguma coisa, certo? — Diggle estava preocupado com o casal. Nunca tinha visto os dois brigarem.
Não... — Ela suspirou. — Você ouviu nossa conversa mais cedo mesmo. — Deu de ombros. Dig se aproximou e cruzou os braços.
E você ainda não aceitou? — Ela o olhou indignada.
Você também acha...? — Se interrompeu propositalmente.
Felicity qual o problema de você se sentar com sua mãe por alguns minutos e conversarem? Resolver o que tem para resolver?
Eu não quero. — Ela era mesmo teimosa, era o que Diggle e Oliver pensavam.
Bom, isso é um pouco tarde demais. — Ela olhou para o namorado. — Sua mãe já está em Star.
O QUE? — Ela estava furiosa.
Me mandou uma mensagem á algumas horas.
Onde ela está?
Está no seu antigo apartamento. — Ela virou de costas enquanto passava as mãos no rosto. E se sentou no sofá. — Podemos jantar. — Ela se virou, mais surpresa do que já estava antes. — Eu cozinho. — Dig apenas observava a conversa e o casal não se importava com sua presença.
Você já fez planos para jantar com a minha mãe, não é? — Droga! Oliver pensou na mesma hora. Diggle olhava de Oliver para Felicity e de Felicity para Oliver a cada palavra solta.
O que? Não! — Sua voz saiu um pouco vacilante e ela percebeu. Dig olhou para ela, para ver sua expressão e ela continuava a olhar para o namorado, esperando que ele dissesse a verdade. — Fiz! — Ela se levantou no mesmo momento ainda mais irritada.
OH, oh meu Deus! — Diggle passou a mão direita no rosto, já esperava por aquilo. — Você é doente? — Praticamente gritou.
Não foi intencional. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Estávamos conversando, surgiu o assunto de cozinhar e eu mencionei que sei fazer Frango Cordon Bleu e ela disse que nunca tinha comido. — Felicity balançou a cabeça negativamente. — É só um jantar!
Ele está certo Felicity, é só um jantar. — Resolveu dar uma mãozinha para o amigo. Ela o olhou incrédula. — Além do mais, parece que você não tem dormido bem... Ou comido bem... Nesses últimos dias.
Contou para ele?
Ele faz parte da segurança precisava saber que seu ex-namorado lunático te ligou. — Dig cruzou os braços olhando para Felicity.
Helena está com problemas com o pai e eu tenho um psicopata na minha cola... — Sua voz saiu ácida. — Não parece a melhor hora de comer Cordon Bleu.
Eu prometo que vamos resolver as duas coisas. Helena vai ouvir o conselho da Laurel, Você está protegida e conseguiremos pegar esse cara. Então, jantar! — Oliver e Felicity olhavam no olho um do outro. — 19h. Falarei com sua mãe. — Dig balançava a cabeça de acordo com o amigo.
**--** **--**
Felicity já tinha aberto duas garrafas de vinho. A conversa entre ela e a mãe não tinha rolado ainda. Uma não queria conversar e a outra não sabia como começar uma conversa, por isso estavam á mais de uma hora esperando por Oliver, que estava atrasado, sem conversarem. Apenas apreciando um bom vinho. Para Felicity aquilo estava sendo um inferno.
Me desculpem pelo atraso. — Disse assim que entrou na sala de jantar. Donna lhe sorriu.
Tentei seguir a receita, mas acho que o forno está quebrado, porque eu deveria deixa-lo assando por 20min. Mas começou a sair fumaça... — Ela estava envergonhada, passou a mão no rosto e Felicity fez uma careta enquanto assentia. — E eu acho que o frango ficou mal passado. — Oliver olhou para o frango em cima da mesa.
Acho que o termo técnico, é cru. — Felicity respondeu não se importando muito.
Tudo bem. Tudo bem, agora estou em casa. — Pegou o prato. — Vou fazer alguma coisa.
Porque você conserta tudo. — Debochou enquanto tomava mais um gole do vinho. Oliver e Donna a olhou.
Um homem que cozinha... — Tocou no braço da filha. — Melhor colocar um anel nele. — Felicity reprimiu um revirar de olhos e viu Oliver voltar da cozinha, onde tinha ido deixar o prato com o "frango".
Como foi a consulta com o médico, querido? — Perguntou olhando para o namorado, ignorando a fala da mãe. Oliver tinha se atrasado por causa de Laurel e Helena. A primeira disse que era muito importante e que precisava falar com ele antes que a segunda mudasse de ideia. Para o alívio de Felicity, sua amiga tinha ouvido o conselho de Laurel
Ahn... — Olhou para ambas as mulheres que ainda estavam sentadas á mesa. — Foi bem. Dr. Lance vai descobrir... De onde a dor está vindo. — Felicity assentiu.
Dor? — Perguntou preocupada. — Você está bem, querido? — Oliver desviou o olhar de Felicity para Donna.
Estou bem. Só... — Se interrompeu de propósito. — Estou tentando descobrir o que eu fiz de errado. — Felicity abaixou o olhar. Donna olhou para Oliver e depois para a filha e percebeu que ambos não estavam bem. Pensou se era a culpada e se sentiu mal.
Eu... — Deu um sorriso sem graça. — Eu vou na rua comprar comida. — Olhou para a filha que não a olhou de volta. Olhou de volta para Oliver que assentiu, então se levantou e saiu.
Oliver pigarreou, olhou para baixo ainda tentando descobrir o que tinha feito de errado. Sabia que Felicity não iria gostar de ver a mãe, mas não sabia que ela iria ficar tão irritada com ele, o tratando tão friamente. O elevador abriu a mulher entrou e então as portas se fecharam. Oliver foi em direção á mesa e se sentou enquanto olhava para a namorada.
Tudo bem. — Felicity o olhou. — Convidar sua mãe... Não foi uma boa ideia. — Felicity deu um meio sorriso, de deboche. — Eu aceito isso. O que eu não aceito e não entendo... É você me afastar.
Eu não estou te afastando. — Abaixou o olhar por alguns segundos, até voltar para os olhos namorado. — Estou tentando me focar na Helena... E no Cooper. Ele está por aí... — Gesticulou com as mãos. — Mas não consigo me focar com essas distrações.
Distrações? — Arqueou as sobrancelhas. — O que está acontecendo com você? Está agindo como se fosse minha culpa... — Felicity o interrompeu.
É minha culpa. Ele me encontrar é minha culpa.
Felicity, não é sua culpa. — Sussurrou.
Antes de começarmos a namorar eu não tinha paparazzi na minha cola, para saber quem sou. Não tinha minha foto em capas de revista... — Oliver então começou a compreender do que ela falava. — E eu não me preocupei antes porque eu estava com você... E estava feliz com você... — Oliver balançou a cabeça para cima e para baixo, triste. Os olhos verdes de Felicity brilhavam, lágrimas acumulavam. — Sinto muito. — Passou a língua no lábio. — Foi minha escolha desistir da vida que eu tinha antes... Antes de conhecer você. — Oliver que olhava para baixo, a olhou nos olhos. — Eu me perdi em você e eu nunca fui essa garota. Essa garota que se perde em um cara. Não é quem eu sou.
Isso não é sobre Cooper. — Disse compreendendo. — É sobre nós.
Não. — E então olhando nos olhos azuis, com os olhos lacrimejados. — Sim. — Oliver desviou o olhar. — Eu não sei.
Certo. — Olhou nos olhos dela novamente. — Vou te dar espaço até você descobrir. — Lágrimas caíram pelo rosto da loira. Oliver se levantou e sem olhar para trás se dirigiu até o elevador.
**--** **--**
Não te esperava aqui hoje. — Oliver estava na casa de Diggle. Depois de sair do próprio apartamento, ligou para Thea pedindo para ficar com as gêmeas e se dirigiu para a casa do amigo. Layla, esposa de Dig, tinha viajado com a filha, Sarah, para visitar os pais dela em Vancouver. — O que houve? Pensei que estaria jantando com as Smoak's. — Oliver suspirou decepcionado e olhou para Dig. — Foi tão mal assim?
Sabe do que sinto falta?
Vodca Russa? — Oliver deu um meio sorriso. Era o que ele precisava agora e fazia muito tempo que ele não fazia isso. — Vodca... — Foi até o mini bar que tinha na casa e voltou para a sala. — É para os fracos.
Vodca é para os fracos? — Oliver deu uma risada.
Uísque Tennesse. Faz de você um homem. — Oliver passou a mão direita no rosto enquanto pegava o copo com a esquerda. Dig enche os dois copos. — É difícil imaginar um jantar não ocorrer bem entre as duas. — Dig se encaminha para a poltrona em frente á Oliver.
Donna não é o problema. — Dig se vira e se senta. — Eu sou. Felicity disse que se perdeu em nosso relacionamento e não sabe quem ela é. E se não tivesse ficado comigo ela não seria encontrada por Cooper.
Oliver, ela está passando por muita coisa. — Tomou um gole da bebida. — Ela não estava acostumada com paparazzi, que eu saiba nunca esteve num relacionamento sério... Está numa situação difícil com a amiga e o cara que fez da vida dela num inferno, a encontrou depois de quatro anos que tinha conseguido ficar escondida. Ela está com medo.
Eu realmente entendo. Mas eu me pergunto por que ela me escolheu?
Oliver, você já disse muitas loucuras nesses anos, mas essa merece um prêmio. — Oliver deu um sorriso e apontou para o amigo.
Você me entende. Felicity é completamente diferente de mim. Gostamos de coisas diferente... Ela se formou em MIT com o próprio esforço, eu só passei em administração por causa do meu sobrenome, eu gosto de sair, ela nem tanto... Eu tenho como bagagem duas crianças de quase seis anos... — Dig o interrompeu.
Provavelmente você esteja certo. — Oliver suspirou. — Exceto que Felicity não se importou com isso antes. Ela ama suas filhas como se fossem dela... Ela escolheu você, Oliver. — Oliver olhou para baixo. — Claro, ela tem muita diferença com você, mas ás vezes a diferença é um ponto bom. E o que parece certo não funciona na vida real. Ela precisa de um pouco de tempo. — Ele assentiu. — Principalmente com as coisas com a mãe.
E se não o encontrarmos á tempo? Se algo der errado?
Felicity Smoak é uma das mulheres mais inteligentes do planeta. — Se encostou na poltrona. — Ela vai conseguir raquea-lo. O encontraremos.
Você parece ter certeza. — Disse enquanto tomava outro gole da bebida.
Casei com uma mulher igual a essa. — Oliver sorriu e Dig o acompanhou. — Duas vezes, Oliver, duas vezes!
Casou mesmo. — Disse assentindo enquanto sorria.
Relações tem seus altos e baixos. — Oliver que olhava para seu copo, desviou o olhar para o amigo. — Ás vezes só precisa dar um tempo, um pouco de espaço. — Oliver assentiu, logo um celular começou a vibrar.
É Layla. Disse que já chegou em Vancouver! — Dig se levantou para deixar o copo na mesa de centro. — Você está bem?
Estou melhor. Obrigado. — Dig assentiu, se sentindo feliz por ajudar pelo menos um pouco o amigo.
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**Felicity**
Estava deitada á mais de uma hora, na cama que dividia com Oliver. Não sei dele desde que ele saiu. Apenas me mandou uma mensagem que dormiria no Dig aquele dia e que Thea ficaria com as gêmeas, mas as deixaria comigo amanhã bem cedo. Minha mãe chegou alguns minutos depois de Oliver sair. Não tínhamos nos falado ainda e por algum motivo não me sentia bem por deixar aquela conversa de lado novamente. Olhava para a tela do celular, pensando se ligava ou não para Oliver. Eu tinha magoado ele e me culpava por isso. Me sentia mal por isso. Ouvi uma batida na porta do quarto e ao olhar para a mesma, vi minha mãe.
Eu trouxe leite quente. — Arqueei minhas sobrancelhas.
Não tenho 10 anos, mãe. — Seu sorriso saiu do rosto.
Vou levar de volta então... — A interrompi antes dela sair do quarto.
Espere! — Ela voltou com um sorriso. — Já que teve todo o trabalho...
Lembra quando era criança e eu te disse que não podia ir ao Campo Espacial? — Me virei de lado e apoiei minha cabeça na minha mão direita, olhando-a caminhar para mais perto de mim. — Você se trancou no quarto por dois dias.
Para ser justa... Era o Campo Espacial. — Estava calma, por incrível que pareça.
Eu te disse que era porque não aguentaria te enviar para longe por 8 semanas. — Ela colocou o copo em cima da mesa de cabeceira e se sentou na cama ficando de frente para mim. — A verdade, querida... Eu... — Ela passou uma das mãos no cabelo. — Eu não podia pagar. — Ela estava envergonhada.
Por que você não me disse isso?
Porque eu estava envergonhada. Não tinha dinheiro, não fazia ideia onde seu... — Se interrompeu. — Onde meu ex-marido estava e mesmo se soubesse... Ele nunca pagou pensão. — Deu um sorriso triste. — Talvez porque você não era filha dele.
É. Eu não sou. — Ela assentiu. — Quando você escondeu a minha paternidade e não quis dizer quem ele era... Fiquei magoada. Irritada e decepcionada.
Eu sinto muito. Não tinha o direito de fazer o que fiz. — Me sentei ao vê-la com os olhos lacrimejados. — Malcom me magoou muito, mas você não tinha culpa de nada. E nem ele, apesar de eu culpa-lo. A única culpa dele, foi de me fazer me apaixonar por ele. Ele é uma boa pessoa, mas... Estava tão irritada... Estava sozinha e de uma hora para outra, com um bebê a caminho. Não tinha nada. — Assenti. — Quando me casei ele prometeu me amar para sempre. — Deu outro sorriso triste. — E eu novamente fui deixada. A história da minha vida!
Mãe, você não precisa de homem para ser feliz. — Ela me abraçou bem apertado.
Me perdoe. Fui negligente... — Senti suas lágrimas caírem. — Não devia ter mentido para você, não devia ter escondido de você sobre seu pai.
Está tudo bem. — Olhei em seus olhos. — Eu te perdoo. — Lágrimas também caíam pelo meu rosto. — Está arrependida e é isso que conta para mim.
Senti sua falta, querida. — Limpou minhas lágrimas.
Eu também... Mamãe. — Sussurrei enquanto ela me abraçava mais uma vez. — Sabe, eu também sinto muito. — Ela me olhou. — Não fazia ideia... Não pensei no quanto deve ter sofrido ao ser deixada pelos dois homens que amou.
Eu apostei tudo no seu pai.— Fez aspas com a mão. — Meu amor, minha confiança, Meus 22 anos... — Deu um sorriso fraco. — O que quero dizer é que você... Não é igual a mim. Você é a garota mais inteligente que conheço, passou em primeiro lugar em MIT numa classe só de garotos, é a nova "Chefe" no departamento de IT. — Sorri. Oliver deve ter contado á ela. — E o mais importante... Oliver não é como seu pai, querida. — Ela pegou em minhas mãos. — Ele ama você. Ninguém nunca olhou para mim do jeito que ele olha para você. — Suspirei.
Ele é maravilhoso. — Sorri. — De vários jeitos diferentes. Mas esse é o problema... — Minha mãe inclinou a cabeça esperando eu continuar. — É muito fácil para eu me perder nele.
Querida. — Seus olhos estavam novamente lacrimejados. — Esse é o sentimento de quando você ama alguém. — Fechei meus olhos por alguns segundos enquanto pensava em nós dois. — Acredite ou não ele se perde em você. E vocês vão se encontrar um no outro. Apenas não se sabote. — Olhei em seus olhos e assenti. — Não arruíne algo que a maioria não consegue ter. Porque se você o fizer, acredite, jamais encontrará outro cara gostoso que cozinhe. — Disse rindo e eu a acompanhei. Essa era minha mãe. Meu celular tocou, anunciando que havia chego uma mensagem.
Felicity, eu e Roy estamos indo deixar as gêmeas com você.
Sei que já passa das 22h, mas elas estão chorando querendo você...
Então avise seus seguranças que estamos chegando.
Bjos
Thea Queen
É a Thea. — Minha mãe arqueou as sobrancelhas. — Ela está trazendo as gêmeas.
Ah, enfim vou conhecê-las. — Disse sorrindo.
Sim. Elas já devem estar chegando. — Me levantei e minha mãe me seguiu.
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Felicity — https://www.intimastore.com.br/lojas/00005139/prod/LUDK7783A.jpg?cccfc=2067de3e
April e Amily - http://roupasinfantis.net/wp-content/uploads/2016/07/Roupa-da-Moda-Infantil-Feminina-2016-%E2%80%93-Branco-1.jpg
Mamãe, cadê o papai? — A olhei sem saber o que dizer. Tínhamos acordado para tomar café da manhã juntas, minha mãe ainda dormia, mas ela deve acordar logo, não consegue ficar na cama até muito tarde. Oliver mandou uma mensagem dizendo que iria direto para o trabalho e que como as gêmeas não teriam aula hoje, eu ficaria com elas, por isso não fui trabalhar.
O papai está no trabalho, Amy. — Disse ajudando Apple a se sentar á mesa. — Ele volta ás 17h. — Dei um meio sorriso.
Por que ele não dormiu aqui? — Segurei um suspiro. Minha mãe me salvou ao entrar na cozinha, até suspirei de alívio quando a vi.
Bom dia. — Elas sorriram.
Bom dia, vovó Donna. — Minha mãe abraçou ambas bem apertado.
AH. Eu amei ser chamada assim. — Sorri enquanto revirava ou olhos. Minha mãe as conheceu ontem, eu as apresentei e ela pediu para minhas filhas chama-la de "vovó".
Estou fazendo panquecas.
Eu te ajudo querida. — Olhei para ela e segurei suas mãos.
Eu te amo mamãe... Mas não sei se eu e minhas filhas sobreviveríamos comendo sua comida. — Ela fez um biquinho fazendo com que tanto eu quanto minhas filhas rissemos.
Tudo bem, né. Vou me sentar então. — Eu me virei para terminar as panquecas. — Eu estava pensando em sair com elas hoje... — Me virei subitamente.
Como? — Estava surpresa.
Deixaremos a casa para você e Oliver. — Ela piscou com um olho. — Precisam conversar, querida. — Ela sussurrou. — O que acham de irmos ao cinema hoje? Podem chamar a tia de vocês.
Legal! — Elas exclamaram juntas e entusiasmo. E a minha mãe? Bom ficou que nem criança com a alegria das "netas". — Vamos falar com tia Thea! — Apple disse. Eu já tinha contado a minha mãe que tinha dois irmãos. Tommy, namorado de Caitlin e Thea, tia das gêmeas. Ela ficou surpresa, mas feliz por eu estar me dando bem com minha nova família.
Depois do café, okay? — Coloquei o prato com as panquecas na mesa, peguei o suco de dentro da geladeira e coloquei em cada um dos copos ali em cima.
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Tinha saído com minha mãe, as gêmeas e Thea depois do almoço. Fomos ao shopping e até Roy apareceu por lá mais tarde, para fazer companhia á minha irmã/cunhada, minhas filhas e minha mãe. Disse para Thea que precisava voltar para casa e ela disse para eu não me preocupar. E eu não precisava mesmo, elas estavam com os seguranças. Quando cheguei, fui direto para o segundo andar. Entrei no quarto terminando de tirar as botas e então vi Oliver deitado, sem camisa, na nossa cama, lendo um livro que no momento não importava para mim o título. Ele me olhou.
Oi. — Ele se sentou e largou o livro na mesa de cabeceira.
Oi. — Parecíamos dois estranhos.
Como foi com sua mãe e as gêmeas? — Eu tinha avisado a ele que sairíamos, então, caso ele chegasse antes e nós não estivéssemos no apartamento, essa era a resposta.
Bem. Elas estão se dando muito bem. — Continuei em pé olhando-o. — Eu e minha mãe também estamos bem...
Eu fico feliz por isso. — Deu um sorriso. O sorriso que eu amo ver. — Então vocês conversaram ontem?
Sim. Ela se explicou, pediu desculpas... E eu achei que o melhor era deixar o passado no passado. Ela é minha mãe, afinal de contas. — Ele assentiu. Nos olhamos por algum determinado tempo, sem jeito. Eu me aproximei um pouco mais da cama.
Eu queria.../Antes... — Falamos juntos e sorrimos.
Você primeiro. — Ele negou.
Não. Você. — Ainda acanhada me sentei na cama de frente para ele
Eu acho que devíamos... — Ele ficou mais sério. — Esclarecer as coisas. — Ele assentiu. — Ahn... Eu queria te agradecer... — Ele arqueou as sobrancelhas. — Por tentar me ajudar com minha mãe e por ser tão compreensivo no meio do meu pequeno... Gigantesco surto.
Sinto muito por não ser o melhor ouvinte. — Dei um meio sorriso. — Mas tudo isso é... Diferente do que eu tinha com Sarah. — Assenti. — É meio novo para mim.
E para mim. — Me deitei de lado olhando-o nos olhos e ele fez o mesmo. Eu para o lado direito e ele para o lado esquerdo, como Yin e Yang. — Eu não tive o melhor exemplo de uma relação normal e saudável.
Depois de tudo o que houve com Sarah... Eu meio que perdi a prática. — Eu dei um pequeno, mas perceptível, sorriso. — É incrível termos chegado tão longe. — Pegou a minha mão, desviando os olhos para a mesma.
Vamos ficar bem. — Seus olhos azuis voltaram para os meus verdes.
Como pode ter tanta certeza?
Porque nos encontramos um no outro. — Ele sorriu, mordi meu lábio e o vi se aproximar, sorri antes de ser beijada. Correspondi a altura. Desfazendo a posição em que estávamos, Oliver se virou de vagar e eu o acompanhei, sem deixar seus lábios, ficando por cima dele e então ele abraça minha cintura, aprofundando mais o beijo.
**Felicity**
**--**
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Felicity preparava o almoço. Havia se passado dois dias desde a reconciliação de mãe e filha. A mulher estava ficando no apartamento do casal, desde então. Eles não tinham notícias de Cooper desde o dia em que ele ligou para Felicity, mas continuavam tentando encontra-lo. Felicity decidiu não contar nada a mãe, ela ficaria preocupada e isso era o que ela menos queria.
Mãe? — Arqueou as sobrancelhas. — Você já vai? — Perguntou ao olhar as malas.
Sim, querida. — Deu um meio sorriso. — Eu não disse ontem, por que estávamos nos divertindo juntas. E não acontecia a tanto tempo...
Mas por que a pressa? — Donna se aproximou.
Eu vim apenas para me desculpar e passar ao menos um tempinho com minha filha. — Com ambas as mãos, pegou no rosto da filha. — Eu não preciso mais me preocupar tanto... — Sorriu. — Você está em ótimas mãos. — Donna a abraçou. — Te ligarei sempre que sentir saudades e quando eu puder venho visita-la.
Também não é como se fossemos nos ver nunca mais. — Ela sorriu.
Eu sei. Mas para mim é muito difícil... Sempre fomos eu e você... — Felicity assentiu, apertou as mãos da mãe a olhando nos olhos.
Vou sentir saudades também.
Felicity só te peço duas coisas. — Ela assentiu. — Primeiro, não tenha medo de ser feliz. Você merece mais que tudo, viver... Não se sabote, filha. Depois de tanto tempo fugindo, se escondendo e tendo medo... Você merece um pouco de diversão, felicidade, viver uma vida normal e principalmente, você precisa de uma pessoa que te proporcione tudo isso... Oliver faz isso e muito mais, por isso, eu digo novamente, não se sabote. — Felicity novamente assentiu. — Segundo, quero que me prometa que qualquer coisa que você precise ou que aconteça... Que você me ligue. Eu quero saber de tudo Felicity. — Isso faz o coração da outra apertar, Felicity não gostava de esconder coisas de sua mãe, mas sabia que se contasse que Cooper estava na cidade ela se preocuparia e faria com que ela saísse de Star. E Felicity estava feliz demais para sair novamente de outra cidade.
Não se preocupe, mamãe. — Sorriu. — Estou muito bem protegida.
E eu agradeço muito á Oliver por isso. — Ouviram passos.
Vovó Donna, já esta indo? — Ela se virou sorrindo para as crianças.
Sim. Eu tenho coisas importantes em Vegas.
Por que não espera Oliver chegar? — Se voltou para a filha.
Eu gostaria, mas uma amiga que está cuidado do nosso café, ligou desesperada. Alguma coisa com os fornecedores... — Deu de ombros. — Por isso tenho que ir o mais rápido possível. Mas mande um abraço para ele por mim. — Ela assentiu.
Então, você poderia vir daqui duas semanas. — A loira maior arqueou as sobrancelhas. — Vai ser o aniversário das gêmeas.
Oh. — Olhou para as pequenas. — Aniversário?
Sim. Agente vai fazer 6 anos. — Amily respondeu. Donna sorriu.
Eu tentarei vir.
Vai ser daqui dois sábados. — Ela assentiu. — Se for mesmo vir poderia me avisar?
Quando foi que eu vim te visitar e não te avisei? — Felicity arqueou as sobrancelhas. — Posso não ter avisado a você dessa vez, mas avisei ao seu namorado.
E da última vez?
Ora, eu te mandei uma mensagem. — Felicity bateu a mão na testa.
Você faz isso de propósito? — Donna a olhou não compreendendo. — Você me mandou uma mensagem quando já estava na porta do meu apartamento.
Aé. Verdade. — Ela riu. — Da próxima mando antes, querida. — Felicity riu.
Vovó Donna, você não sabe como mandar mensagens?
Ela é um pouco desligada querida. — Felicity disse sorrindo e Donna fez biquinho. — Ás vezes você parece uma criança.
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Felicity - https://i.pinimg.com/736x/97/a9/b3/97a9b3326815d686a7b1021ed813817c--mundo-fashion-crepe.jpg
Caitlin - http://www.sabrinadalmolin.com/wp-content/uploads/2015/03/macaquinho-mccompany-outono-2015-15.jpg
Então sua mãe vem para o aniversário das gêmeas? — Estavam no apartamento de Tommy e Caitlin.
Ela ainda não sabe. — Cait assentiu.
Eu fico muito feliz por vocês terem se resolvido.
Eu também. — Olhou para Oliver que estava do seu lado. — E ela disse que na próxima vez que vier quer conhecer sua filha, Lyon e Tommy.
Eu? — Ela assentiu. — Por que?
Porque ela disse que quer saber se você está sério em relação a Cait. — Felicity riu. Ele arqueou as sobrancelhas. — Não se preocupe, ela é doida. — Deu de ombros enquanto ainda ria.
Você mesma chama sua mãe de doida?
Estou sendo sincera. — Seu irmão riu. — Ela é um pouco... Fora da casinha.
Também não é pra tanto... — Oliver comentou. — Ela só... Parece uma criança ás vezes... — Felicity arqueou as sobrancelhas. — Quase o tempo todo. — Seus amigos riram.
Falando em criança... — Os três olharam para Tommy — Isso me lembra nossa aposta. — Caitlin revirou os olhos.
E eu ganhei. — Ela sorriu. — Eu não tive problemas em ficar com Lyon por um final de semana inteiro... Foi até divertido.
Apesar de que na segunda ela estava acabada. — Oliver comentou.
Ah, então foi cansativo?! — Felicity olhou para o namorado que deu de ombros. — Eu disse, não disse?
Foi cansativo, mas eu consegui, não? — Ela deu de ombros. — São crianças. Eu já sabia que seria cansativo, ainda mais cuidando de três. — Tommy bufou.
Só por isso, eu deixo você ganhar.
Vou fingir que não ouvi isso. — Cruzou os braços.
O que vai querer? — Ela revirou os olhos.
Nada. Só queria te mostrar que não era tão difícil. — Ele bufou. — E eu descobri o por que de você deixa-lo jogar vídeo-game o dia inteiro...
Eu não o deixo jogando o dia inteiro. Só quando estou muito cansado... — Ela riu. — E ele gosta de jogar então... — Deu de ombros.
Vocês nem deveriam ter feito essa aposta. — Oliver disse.
O que Laurel disse quando soube?
Ela perguntou: Quantos anos você tem Tommy?
Ás vezes eu me faço essa mesma pergunta. — Oliver disse fazendo o amigo bufar. — E nem acredito que você entrou na dele.
Ele que me desafiou. — Cruzou os braços novamente.
Mudando um pouco de assunto... — Cait chamou a atenção. — Já descobriram alguma coisa sobre... Ele?
Ainda não. — Felicity mudou sua expressão. — Ele está por aí... Só esperando o momento certo para... — Oliver a abraçou pela cintura.
Isso não vai acontecer. — Felicity ainda tinha pesadelos á noite e isso deixava Oliver ainda mais irritado.
Não vamos deixar. — Tommy disse. — Tentar alguma coisa agora, sendo que você está super protegida é loucura.
Quem disse que ele se importa? — Os olhos de Felicity ficaram opacos. — Ele mataria qualquer um para me levar com ele...
Não vamos pensar nisso. — Cait se sentiu mal por ter começado aquele assunto. — Eu não devia ter tocado nesse assunto...
Você não fez por mal Cait. — Ela sorriu, mas o mesmo não chegava aos olhos. Ouviram choro da bebê vindo do segundo andar. — Eu posso...? — A mãe assentiu. Felicity se levantou, se dirigindo em direção das escadas.
Não se sinta culpada Cait. — Ela olhou para Oliver. — Você não fez por mal... — Olhou para as escadas. — Felicity tem tido pesadelos ainda...
Mas já faz semanas... — Tommy arqueou as sobrancelhas.
Ele ligou para ela, Tommy. E disse que logo se veriam... — Voltou seus olhos para os amigos.
Esse cara com certeza está mexendo com a irmã do cara errado. — Rosnou. Oliver o entendia, se sentia do mesmo jeito. Era sua namorada afinal de contas. — Eu vou subir...
Tudo bem. — Cait sorriu e ele se dirigiu para as escadas. — Enquanto isso eu vou preparar o jantar... — Ela sussurrou. — Vocês ficam?
Eu e Felicity temos que buscar as gêmeas... — Elas estavam com Laurel e Barry desde manhã. Ambos passaram no apartamento mais cedo para convida-las á irem ao parque e assistir á um filme no cinema e Oliver não viu problema. Felicity muito menos.
Fiquem. Vocês podem busca-las depois do jantar.
Eu vou falar com Laurel. — Ela sorriu.
Me acompanha até a cozinha? — Oliver se levantou pegando o celular. — Assim você não fica aqui sozinho.
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Tommy entrou no quarto da filha e viu sua irmã com a menina no colo, sentadas no tapete felpudo. Ela brincava com a menina, lhe fazia cócegas. Ouvir as gargalhadas da pequena lhe fazia sorrir. Kitty tentava balbuciar algumas coisas, incompreendíveis para os adultos, mas para Tommy, ouvi-la tentar era maravilhoso, divertido. Felicity falava com a menina que parecia entender o que a madrinha falava, ela sorria e pulava quando a tia a colocava em pé no tapete.
Ela está animada. — Felicity se virou. — Se você solta-la ela vai querer tentar andar. — Felicity a olhou sorrindo.
Já? — Tommy se sentou do seu lado. — Mas ela ainda tem 6 meses e meio meses.
Ela passou a se segurar nas coisas para ficar em pé... — Pegou na mãozinha da menina. — Ela sempre tenta dar alguns passinhos, mas sempre cai no processo. — Kitty o olhou e com as mãos estiradas para frente, abrindo e fechando as mãos, pediu para que Tommy a pegasse. E ele o fez, sorrindo.
Então logo, logo vocês estarão enlouquecendo com essa pequena. — Disse fazendo cócegas na pequena.
Barry quase enlouqueceu quando a viu em pé em cima do sofá. — Felicity riu. — Deixei ela sentada e fui buscar a mamadeira. Foi cinco minutos... Até eu ouvir Barry gritar MEU DEUS.— Eles riram. — Cheguei na sala e ele pegava Kitty no colo. Eu perguntei o que tinha acontecido e ele me explicou.
Ele deve ter ficado desesperado.
Ele disse: Como você deixa Kitty sozinha? Eu respondi que ela nunca tinha feito aquilo antes. Pensei que ele não ia larga-la mais... Até Cait chegar e dizer: Ela vai começar a andar, Barry.
Ele se acalmou?
Depois de pelo menos quase uma hora com ela no colo. — Felicity balançou a cabeça para os lados, enquanto sorria. — Ficou tudo bem depois. — Kitty queria atenção, por isso começou a resmungar, enquanto batia no rosto de Tommy. — Okay, okay. — Felicity riu. — Já entendi, princesa.
Ela quer atenção.
Ela está assim agora. Semana passada, quando estava com ela no colo, meu celular tocou. Nosso pai queria falar comigo sobre a empresa, Kitty começou a resmungar pedindo por atenção... De repente, quando vou responder para nosso pai, ela pega meu celular e o joga no chão. — Felicity riu. — E ela fez isso com Barry também. Aconteceu quase a mesma coisa, a diferença é que o celular dele foi jogado na banheira.
Ela está ficando levadinha... — Fez cócegas mais uma vez e ela novamente gargalhou. — Só esperamos que você não seja teimosa... — Sorriu.
Preciso da sua ajuda com uma coisa... — Felicity o olhou. — Importante!
Claro. — Sorriu. — O que precisa? — Tommy entregou Kitty para a madrinha, se levantou, e saiu do quarto por alguns minutos. — O que o papai Tommy está aprontando? — Fez uma vozinha fina falando com a menina. — Hen? — Logo Tommy voltou com uma caixinha vermelha pequena.
OH, DEUS! — Gritou enquanto se levantava com a menina nos braços.
Felicity! — Repreendeu. — Shiiiii.
Ah desculpa. — Sussurrou. Ouviu Caitlin gritar se tinha acontecido alguma coisa. — Não! Eu derrubei o bichinho da Kitty... — Tommy arqueou as sobrancelhas. — Na água. — Cait pareceu acreditar, pois não subiu.
Você é péssima nisso, hen? — Ela não deu importância.
Isso é o que eu acho que é? — Ele abriu a caixinha.
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Oh, é lindo Tommy. — Kitty tentou tocar, mas Felicity tirou sua mãozinha.
Eu quero fazer o pedido, mas quero esperar o aniversário das gêmeas passar. — Ela assentiu, animada. — Preciso que guarde para mim.
Eu?
Cait não pode encontrar e você é a madrinha, então... — Deu de ombros. — Você poderia guardar esse segredo?
Até do Oliver?
Não. Ele já sabe. — Felicity arqueou as sobrancelhas. — Ele foi comigo quando fui escolher. Afinal é meu padrinho. — Ela assentiu.
Pode deixar comigo. — Pegou a caixinha e se aproximou de sua bolsa, que por sorte estava no quarto da pequena e o guardou. — Falou com mais alguém?
Ainda não. Mas eu vou falar com Barry e Laurel... E Lyon, é claro.
Eu entendo. — Disse sorrindo. — Eu fico muito feliz por vocês Tommy. — Ela olhou para a pequena. — Esse é nosso segredo pequena. — E como se ela entendesse, ela sorriu enquanto deitava a cabeça nos ombros da madrinha e abraçava a coelhinha de pelúcia.
CONTINUE...
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