Kupidon
3 Capítulo Dois
Notas iniciais

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A primeira semana de Felicity como A.P estava acabando e por mais que ela tivesse relutante e achando que não conseguiria, estava até achando fácil, não podia reclamar. Ela e Oliver se respeitavam. O problema era Isabel, que passou a importunar a loira sempre com uma frase maldosa para soltar, elas não se davam bem. Felicity não disfarçava seu desgosto para com Isabel e a outra muito menos. Ela havia chegado um pouco atrasada aquele dia, entrou em sua sala e viu que Oliver e Dig já se encontravam lá, ela havia avisado o atraso e seu chefe não se importou. Quem dera todos os chefes fossem assim.
Precisava falar com você. — Entrou na sala do chefe com um tablet e uma pasta fina e preta. Tanto Oliver quanto Dig olharam para a loira.
Você encontrou mais alguma coisa?
Sim. Sobre "Tempest". A empresa misteriosa que Isabel desviou fundos... — Oliver assentiu para que ela continuasse. — Tinha algo na transferência do dinheiro que me pareceu estranha e eu não havia lhe dito nada sobre isso naquele dia.
Por que? — Arqueou as sobrancelhas.
Porque eu queria saber mais coisas para depois lhe dizer. — Oliver esperou. — O dinheiro que Isabel retirou da empresa... Eu não fui a única a rastreá-lo. — Oliver arqueou as sobrancelhas novamente, se perguntando quem mais estaria querendo saber sobre aquilo. — Ela estava sendo seguida por outra entidade. E quem quer que sejam... são muito bons. Estilo NSA. — Oliver esticou a mão direita e Felicity o entregou a pasta. — Mas como você sabe, eu também sou boa. Apesar de não ter quase nenhum traço da presença deles no nosso sistema... — Oliver foleava a pasta. — Eu consegui achar uma coisa. — Oliver agora olhava uma imagem.
Sabe o que essa imagem significa? — Jhon quem perguntou.
Não. Nunca havia visto algo assim, na verdade... — Oliver suspirou preocupado. — Pensei que você soubesse. — E o Queen negou.
Nunca tinha visto essa imagem. — Era um desenho bem estranho. — Mas vou procurar saber... — Felicity assentiu. Antes de um deles dizer mais alguma coisa, Thea aparece com as gêmeas que correm para abraçar Felicity.
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Boa tarde. — Thea cumprimentou sorrindo. Felicity havia se abaixado para corresponder ao abraço das pequenas, que logo após, correram para abraçar o pai. — Boa tarde Felicity.
Thea. — Cumprimentou a mais nova amiga lhe dando um abraço.
Lissy, agente vai almoçar juntos hoje. — Felicity se virou para April e Amily que estavam do lado do pai.
Ideia delas. — Thea respondeu ao olhar de Oliver. — E como eu não consigo dizer não para as pessoinhas mais lindas da minha vida... — Deu de ombros. — Você tem algum compromisso Lis? — Felicity sorriu com o apelido sendo dito por Thea. — Já que minha sobrinhas lhe apelidou, eu também o farei.
Bom, eu ia almoçar com minha amiga... — Thea a interrompeu.
Não tem problema. Ela pode almoçar com a gente.
Thea, você tem que parar de interromper as pessoas. — Oliver repreendeu a irmã.
E então? — Olhava para Felicity enquanto ignorava o irmão.
Por mim tudo bem. — As gêmeas ficaram ainda mais animadas. — Vou avisar minha amiga, onde vocês pretendem almoçar?
No Hard Rock. Pode ser? — Felicity assentiu enquanto mandava uma mensagem para a amiga.
Bom, se vocês almoçarão juntos... — Diggle chamou atenção. — Precisará de mim Oliver? — A irmã de seu amigo interrompeu a resposta do irmão.
Não Dig. Pode almoçar em casa. — Thea sorriu para o motorista do irmão. — Estou de carro, então meu irmão não precisará de você agora.
Ok. Já estou de saída então. — Se despediu de todos e saiu.
E então? Sua amiga já respondeu? — Felicity olhava para a tela do celular.
Sim. Ela disse que já saiu de casa.
Papai agente já pode ir? — April perguntou.
Estou com fome. — Amily disse ao mesmo tempo que a irmã. Felicity sorriu. E antes de Oliver responder ás filhas, Isabel entra na sala sem autorização.
Virou rotina? — A mulher arqueou as sobrancelhas.
Eu vim aqui para te avisar que o Herdeiro do Sr. Allen está na empresa. Ele disse que ligou para a sua secretária e a encompetente não atendia... — Sorriu maldosa.
Tenho certeza que ele ligou errado, por que eu não sai da minha sala. E estive com o celular da empresa o tempo todo. — Felicity respondeu.
Você está me respondendo sua... — Thea a interrompeu.
Cuidado com o que vai falar. — Sua expressão mudou. Não havia gostado de como a mulher havia falado com Felicity.
Eu posso autorizar sua entrada? — Ignorou a filha mais nova dos Queen.
Pode manda-lo entrar. — Oliver disse irritado.
Que mulherzinha nojenta. — Thea disse assim que a mulher saiu.
Estou acostumada. Ela me odeia. — As gêmeas estavam grudadas em Felicity desde quando a mulher entrou na sala.
Com licença. — Todos olharam para a porta.
Barry! — Exclamou Felicity e o outro sorriu indo em direção da loira. — O que você faz aqui? — Abraçou o amigo.
Você sabe o por que. — Felicity assentiu. Oliver não soube identificar o por que, mas não havia gostado nada de ver os dois abraçados.
Sei. Então você vai morar aqui?
Sim. Caitlin não quer voltar para Central City. — E novamente Felicity assente. — Me desculpe, nem me apresentei. Sou Barry Allen. — Oliver se levantou. — Meu pai tinha uma reunião marcada.
Sim. Mas que eu saiba é para amanhã de manhã. — Barry assentiu.
Vim até aqui para avisar que ele não vai poder vir, mas que eu estarei representando-o. — Foi a vez de Oliver assentir.
Oliver Queen. — Se apresentou. — E essa é minha irmã Thea.
Vocês se conhecem de onde? — Thea perguntou. Barry ainda estava abraçado á Felicity, mas foi empurrado gentilmente por duas menininhas, que a abraçaram no lugar dele.
São lindas. — Disse sorrindo.
Minhas filhas. — Oliver o respondeu.
Respondendo sua pergunta... — Olhou para Thea. — Somos amigos. Ela é a melhor amiga da minha ex-noiva. — A expressão de Oliver se suavisou e novamente ele não soube o por que.
Barry, a Cait sabe que você está aqui?
Sim. Ela ainda não quer falar comigo... — Eles haviam terminado tudo, Caitlin explicou suas razões e mesmo que ele não quisesse terminar com ela, sabia que estava certa. Afinal, ainda amava Iris. Mas ela estava pra casar.
Também, pudera né? — Reclamou.
Eu sei que fui um idiota Felicity, mas... — Se interrompeu propositalmente.
Você deveria ter terminado tudo antes dela se apaixonar por você de verdade. — Barry assentiu triste. Nunca quis que a amiga sofresse por ele. — Mudando de assunto... Você ligou pra cá? — Alguma coisa dizia que Isabel estava querendo sua cova.
Não. Pensei sim em ligar, mas... Achei melhor vir pessoalmente. — Felicity olhou para Oliver e ele assentiu. — Bom, eu já vou indo. Ainda quero ver uma amiga que eu não vejo á anos. — Felicity o abraçou, mesmo com as gêmeas de seu lado, abraçando-a. — Nos vemos outro dia?
Claro. — Se separaram. — Eu vou falar com Caitlin...
Obrigado. — Thea olhava tudo calada, esperava que Barry não ficasse no caminho de seu irmão. — Foi um prazer. — Sorriu á Thea que correspondeu. — Nos vemos amanhã Sr. Queen.
Pode me chamar de Oliver, por favor.
Então, me chame de Barry. — O Allen passou as mãos na cabeça das gêmeas. — Tchau pequenas. — Saiu da sala depois de dar um último abraço na amiga e um beijo na testa.
Vocês se conhecem á muito tempo? — Oliver a olhou.
O conheci na mesma época que conheci Caitlin. — Thea assentiu.
Vamos indo? — Desligou o computador.
Lissy, ele é seu namorado? — April quem perguntou e Thea sorriu.
April! — Oliver a repreendeu. As filhas estavam segurando a mão de Felicity. — Vamos almoçar.
Eu adoro minhas sobrinhas. — Oliver olhava as filhas saírem da sala junto de Felicity.
É você que fica ensinando minhas filhas a fazer perguntas inapropriadas? — Thea riu enquanto entravam no elevador.
**--** **--**
Assim que chegaram, Felicity viu a amiga numa mesa perto da janela. Havia dito a ela que iria levar mais 4 pessoas. Eles se aproximaram da mesa e Caitlin se levantou, abraçou a amiga e depois olhou para as pessoas do lado da loira.
Cait, esses são Oliver e Thea Queen.
Caitlin Snow. — Se apresentou.
E essas são as filhas do Oliver, April e Amily.
São tão lindas. — Oliver sorriu quando as filhas se esconderam atrás dele. — Se parecem com você.
Felicity falou muito sobre você. — Disse enquanto todos se sentavam. As gêmeas fizeram questão de sentar do lado de Felicity e fizeram o pai se sentar do outro lado da loira.
Espero que tenha falado bem. — Thea e Caitlin que estavam uma do lado da outra, riram.
Ah que bom que você acha que eu falaria mal de você... — Caitlin sorriu para a melhor amiga que correspondeu.
Vamos pedir? — Perguntou Thea e todos assentiram. Um garçom chegou e lhes deu o cardápio e rapidamente todos fizeram o pedido. — Felicity disse que está grávida.
Por que você insiste em falar disso Thea? — Repreendeu Oliver.
Ah eu não me importo.
É, são amigas mesmo. — Caitlin olhou para Oliver. — Felicity diz a mesma coisa, sempre.
Entendo. — Riu. — Sim. Já estou no quarto mês. E o pior é que nem havia percebido até quase completa-lo.
Mas você parece feliz por isso... — Caitlin sorriu ao ouvir Thea.
Suas filhas tem quantos anos? — As meninas conversavam com Felicity.
Cinco anos. — Oliver via as meninas gesticulando sobre algo. — Mas são mais espertas do que aparentam...
Com certeza. — Thea disse. — Temos tido cuidado com o que falamos perto delas.
Isso é raro. — Comentou. — Vocês já erraram alguma vez? Digo, em saber identifica-las?
Ah, todos já. — Riu Thea. — Só Oliver que não. — Lembrava que ano passado Tommy iria levar Amily para o dentista e no final, levou April. Thea riu de mais naquele dia. — Ah, e Felicity também. — Oliver se surpreendeu, afinal nunca havia percebido que Felicity sempre conseguiu identificar suas filhas.
O que tem eu? — Se virou para Thea.
Cait perguntou se já erramos alguma vez em saber qual delas era April e qual era Amily. — Felicity sorriu. — Eu disse que tirando você e Oliver, o resto já errou sim.
Como consegue Felicity?
Apesar de serem idênticas, Apple tem uma pinta no pulso, algo que a Amy não tem. — E novamente Oliver se surpreendeu.
Nunca havia reparado nessa pinta. — Disse Thea pegando no pulso da sobrinha. Oliver se lembrou que Sarah tinha uma igual. — Agora que estou vendo, me lembro que Sarah tinha uma pinta no mesmo lugar.
Mas não é apenas com isso que consigo identifica-las. A voz das duas apesar de muito parecidas, da para diferenciar...
Ah, mas agora não erro nunca mais. — Thea disse rindo. A comida chegou.
Teve uma vez que a tia Laurel nos trocou, né papai? — Oliver sorriu e assentiu.
Elas tinham 3 anos. April tinha consulta com a pediatra... — Começou a contar. — Pedi para que minha cunhada a levasse ao médico, Tommy ficaria com Amily e eu iria numa reunião de negócios com meu pai. Quando cheguei em casa vi minha irmã no sofá rindo muito e eu não entendia aquele escândalo que ela fazia. E então ela me contou, depois de muito esforço por causa das risadas, que Laurel e Tommy trocaram as meninas. Tommy havia ficado com April e Laurel levou Amily ao pediatra.
A pediatra perguntou se era uma brincadeira e Laurel ficou morta de vergonha. — Elas ainda riam. — Foi hilário. Quando cheguei em casa, eu pergunto para o Tommy por que a Laurel não havia levado a April para o médico e ele pergunta com a cara mais sonsa "O que você está falando sua doida? Essa não é a Amily?"
Imagino a cara da pediatra. — Felicity riu.
Coitada da Laurel. — Cait comenta rindo.
E isso aconteceu muitas vezes, né papai? — Oliver assentiu.
Realmente, ter gêmeas idênticas deve ser complicado... — Caitlin comentou.
Nem tanto. — Oliver disse. — Não pra mim, pelo menos.
Bom, Cait nós temos que ir. — Lembrou Felicity. Oliver tinha uma reunião com Isabel dali 20 minutos. — Chego em casa depois das 17h. Você vai pra lá?
Vou sim, Lis. Não quero ficar sozinha no meu apartamento.
Vocês moram no mesmo condominio? — Ambas assentiram.
Ah, o Barry está na cidade. — Cait a olhou. — E ele queria falar com você.
Já disse que eu preciso de tempo. Eu não vou impedi-lo de ver nossa filha, mas ela ainda não nasceu e eu preciso de um tempo pra mim. — Felicity assentiu. — Bom, eu vou indo. Tenho que passar no meu trabalho ainda pra entregar meu atestado.
Foi um prazer Cait. — Thea sorriu.
O prazer foi meu Thea. — Abraçou a Queen quando se levantou. — Lis não se esqueça de me ligar quando chegar em casa?
Claro. Pode deixar... — Abraçou a amiga e ela se despediu das crianças e de Oliver.
Lissy vamos ficar com você. — Amily disse.
Eu vou trabalhar, querida... — Thea olhou para Oliver.
Vocês vão pra casa com Thea. — E ambas cruzaram os braços. — Sem reclamar...
Mas papai... — Oliver as interrompeu.
Eu disse sem reclamar April. — E ambas as meninas assentiram ainda incomodadas.
Vocês verão ela amanhã novamente... — Assentiram juntas.
Bom, vou deixa-los na empresa.
Não precisa, Dig virá nos buscar... — Olhou para o celular. — Ele me mandou uma mensagem dizendo que está chegando.
Tudo bem. — Abraçou o irmão. — Nos vemos mais tarde em casa. — Abraçou Felicity. — E eu esqueci completamente... — Pegou um envelope na bolsa. — Isso é pra você.
O que...? — Ia perguntar, mas leu o que dizia no convite. — Seu aniversário?
Sim. Daqui três semanas. — Sorriu. — E você pode levar sua amiga. Adorei ela...
Obrigada Thea. — A abraçou.
Lissy você vai né? — Felicity as olhou, as meninas esperavam a resposta ansiosas.
Claro. — Oliver observava o carinho de Felicity por suas filhas e ele gostava disso.
Promete? — Felicity sabia bem que prometer algo á uma criança, era ainda mais importante do que para um adulto, por isso não podia descumpri-la, mas também ela não tinha pretensão de fazê-lo.
Prometo. — Sorriu para as gêmeas que a abraçaram. — Nos vemos amanhã. — Beijou a bochecha de ambas.
Diggle chegou. — Oliver se aproximou das filhas. — Comportem-se. — Assentiram e juntas abraçaram o pai.
**--** **--**
Você tem certeza que vai fazer isso Oliver? — Eles já estavam na sala a espera de Isabel Rochev.
Sim. Quero ver o que ela vai dizer sobre esse investimento que ela fez... — Oliver estava nervoso de mais para ficar esperando.
Devíamos esperar um pouco mais. Até eu descobrir sobre a conta na Rússia.
Eu sei que eu posso estar me precipitando, Felicity... Mas não consigo ficar esperando sem fazer nada.
E se você fosse até a sala dela e procurasse alguma coisa suspeita? — Oliver arqueou as sobrancelhas. — Sei que é errado Oliver, mas...
Entendo o que quer dizer. Talvez coloca-la sobre pressão, não seja o certo a se fazer no momento... — Felicity assentiu.
Posso ficar de olho na sala, se ela aparecer eu o aviso, Oliver. — Diggle que estava calado até agora a pouco, comentou.
É uma boa. — Se levantou e deu a volta na mesa, ficando de frente á Felicity.
Então eu fico aqui para o caso de ela aparecer.
Se ela aparecer... — Pensou um pouco. — Avisa que eu fui procura-la. Pra ela não ter desconfianças...
Pode deixar. Mas não temos certeza se ela vai aparecer por aqui, afinal já está uma hora atrasada. — Oliver antes de sair deu-lhe um aviso.
Você pode ir embora assim que ela aparecer por aqui... — Felicity arqueou as sobrancelhas em confusão. — Não volto depois que sair da sala da mejera. — Felicity segurou um riso com o apelido "carinhoso" que Oliver deu á mulher. — E se em meia hora ela não aparecer... Pode ir.
Ok. Então, até amanhã aos dois. — Oliver saiu com Diggle, depois de ambos se despedirem da loira.
**--**
Oliver havia achado um caderno muito estranho nas coisas de Isabel Rochev há 2 dias. Estava com a pulga atrás da orelha com ela á meses, mas isso? Roubar dinheiro da empresa era insano. Nunca imaginaria algo maior que isso, mas pelo que parece era e ele iria descobrir. Havia pedido para que um amigo descobrisse o que era aquele desenho estranho que Felicity havia encontrado e no dia seguinte, ele sofreu um acidente e Oliver sabia que não havia sido um simples acidente, alguém não queria que ele descobrisse o que era aquela imagem. Por isso depois de pensar muito, naquela tarde pediu para Felicity ir até sua sala.
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Queria me ver, Sr. Queen? — Oliver que estava de costas para a entrada da sua sala, se virou rapidamente para a loira á sua frente.
Quero que você descubra tudo o que puder sobre esse caderno. — Deslisou o objeto para o outro lado de sua mesa. — Onde foi feito, como foi comprado e o que significa. — Felicity o pegou.
Sim, senhor. — Oliver a interrompeu antes de ela sair ou dizer alguma coisa.
Felicity. — Como sempre acontecia quando estavam sozinhos, Oliver a chamou pelo nome. — Eu pedi para Andy Hudson , nosso chefe de segurança para pesquisar aquela imagem que havia encontrado... — Felicity assentiu. — Ele morreu no dia seguinte em circunstâncias duvidosas. — Felicity estremeceu, mas Oliver não percebeu, olhava nos olhos azuis da moça, não conseguia entender o por que de se sentir daquele jeito quando a olhava. Imaginava que estava ficando louco, não poderia sentir-se daquele jeito novamente. — O que estou lhe pedindo, esse mistério... tem certeza que quer fazer isso?
Eu odeio mistérios, Oliver. — Confessou. — Como eu disse antes, eles me incomodam... — Suspirou. — Precisam ser solucionados. — Oliver assentiu e a loira saiu de sua sala. Oliver se encostou na cadeira preocupado, o que pedia á ela era muito perigoso e por isso não podia deixar de ficar preocupado. Mas por algum motivo, sabia que era mais que uma preocupação de chefe para funcionária e não poderia deixar que esse sentimento que ele tanto negava acontecer, ficasse maior e mais difícil de controlar. Retirou seus pensamentos em sua secretária e se concentrou em seu computador, logo Bruce Wayne estaria do outro lado da tela para falar-lhe.
**--** **--**
Felicity sabia que por causa da Wayne Enterprises, seu chefe ficaria ali até mais tarde. Por isso esperou todos irem embora para conversar com ele. Afinal era sobre algo que ninguém poderia saber. Bruce Wayne havia solicitado uma conferência e por isso sabia que Oliver só iria embora depois das 19h naquele dia e isso fez com que ela pensasse nas gêmeas. Retirou a imagem das meninas de sua cabeça e parou na porta da sala, sabia que Oliver já deveria ter acabado a conferência e que logo estaria indo embora. Entrou na sala e Oliver não havia a percebido. Quando Felicity começou a apagar as luzes ele a olhou curioso.
O que está fazendo?
Tem que estar escuro aqui para fazermos isso... — Comentou enquanto se dirigia mais para perto da mesa de seu chefe. E percebeu como a frase soou estranha. — Se eu tivesse pensado nessa frase antes de dizê-la, ela não teria soado tão obscena. — Balançou a cabeça negativamente. — Olha... — Entregou o caderno a Oliver que a pegou de imediato. Ele a abriu e começou a foleá-lo.
Não estou vendo nada.
Peguei isso nas ciências aplicadas. — Oliver a olhou e depois olhou para óculos que estava em suas mãos. — Eles conseguem captar as variações sutis do espectro ultravioleta...
Oliver? — Jhon entrou na sala.
Não acenda as luzes. — Felicity avisou quando o viu ir até o interruptor. — Precisa estar escuro para isso. — Apontou para o livro nas mãos de Oliver. Jhon se aproximou. — Agora, olha para o livro de novo. — Falou assim que Oliver colocou os óculos. Oliver fez o que a loira lhe disse e foi aí que ele viu. Estava tão surpreso quanto Diggle.
O que é isso? — Felicity deu de ombros.
Procurei esses nomes que constam no livro, mas não achei nada irrelevante. A não ser... — Se interrompeu.
A não ser...? — Oliver repetiu, para que ela continuasse.
Bom, reconheci um dos nomes. Um homem chamado Frank Bertinelli. Vocês fizeram uma fusão com ele á alguns meses.
O que ele tem haver com isso?
Não sei. Não descobri nada ainda, mas eu o vi com Isabel Rochev á alguns dias atrás, mas pensei que fosse para conversarem sobre a empresa... — Jhon grunhiu.
Mas depois de ver isso... — Apontou para o livro. — Sua opinião mudou?
Sim. Afinal, esse livro estava com aquela mulher. Eles podem estar juntos nesse desvio de dinheiro ou... Pode ser qualquer outra coisa. — Deu de ombros.
Vou dar meu jeito de descobrir. Obrigado Felicity.
Eu poderia tentar uma coisa antes? — Oliver a olhou surpreso.
Como o que?
Eu conheço Helena. Ela é minha amiga...
Interessante. Não sabia que conhecia os Bertinelli. — Felicity se lembrava muito bem em como os conheceu. Quando se transferiu para Central City, já conhecia Caitlin e num dos passeios que faziam ela conheceu Helena Bertinelli, que estava na cidade á passeio. Depois de alguns meses ela não conseguiu ficar salva por muito tempo, descobriu que novamente teria de se mudar e foi então que confiou em Helena para lhe contar seu segredo e ela lhe ajudou a mudar seu visual e se mudar para sua cidade natal. Starling City. A amiga lhe conseguiu um apartamento e alguns dias depois de estar naquela cidade e enviar currículos, foi chamada por Robert Queen. E empregada uma semana depois de chegar á sua mais nova cidade.
Eu conheço apenas Helena. A conheci em Central... — Explicou. — Ela me apresentou aos pais dela alguns dias depois que chegamos á Star.
E você acha que ela vai entregar o pai? Se ele estiver mesmo envolvido nisso. — Felicity deu de ombros.
Ela não se da bem com ele. Disse á mim um dia, que desconfiava do carácter do homem. — Oliver ficou curioso. — Por isso, antes de você for fazer alguma coisa... Deixe eu falar com ela.
Ok. Mas tome cuidado. — Ela assentiu.
Eu acho que você não deve ter essa conversa com ela em um lugar fechado. — E novamente a loira assentiu.
Eu sei. É perigoso — Concordou com Dig. — Não se preocupem, eu sei o que fazer. — Oliver e Jhon se olham preocupados.
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Speedy, onde vai? — Thea decia as escadas da direita enquanto o irmão decia pela esquerda.
Dançar. — Explicou indo para porta e Oliver atrás. — O que não se costuma fazer em casa e sim em uma boate. Roy vai me encontrar lá...
Preciso sair hoje á noite. — Avisou á irmã. Ficou na empresa até ás 17h e agora tinha algo importante para descobrir. — Pensei que ficaria com a gêmeas hoje...
Eu fiquei o dia todo com elas. Achei que você fosse pegar o turno da noite.
Me desculpe, mas é muito importante. — Thea suspirou, mas antes de dizer alguma coisa a porta se abriu e ambos viram Tommy entrando.
Ah, vestido bonito maninha. — Thea o olhou ainda angustiada por não poder sair. — Aonde vai? — Antes de poder responder duas garotinhas chegaram correndo para abraçar o pai.
Papai, conta uma história? — Thea olhou para Oliver e ele a olhou de volta pedindo por favor com o olhos.
Respondendo sua pergunta Tommy... Vou cuidar de minhas sobrinhas, aparentemente. — Suspirou pegando na mão de ambas.
Hoje eu não vou poder ler uma história a vocês. — Ambas resmungaram.
Mas eu vou. — Thea disse. — O papai vai ter que sair. Algo muito importante surgiu. — Disse desgostosa, mas assim mesmo sorriu para as gêmeas.
Vai demorar papai? — Oliver se abaixou para ficar na altura das filhas.
Um pouco. Quando eu chegar é provável que já estejam dormindo, mas passo no quarto de vocês assim que chegar, ok? — Ambas assentiram ainda amuadas. — Prometo! — Beijou o rosto delas e Thea as levou para cima. — Obrigado.
Tanto faz. Vou ligar para o Roy desmarcando... — Oliver suspirou. Sabia que isso não era obrigação da irmã, mas não podia fazer nada, seus pais haviam viajado, voltavam apenas no domingo de manhã. Depois explicaria tudo á ela, era a única coisa que podia fazer para compensa-la, alem de ficar com as gêmeas amanhã á noite para sua irmã poder sair com o namorado. Pensar em Roy o fez fazer uma cara nada boa e Tommy arqueou as sobrancelhas.
E então onde vai? — Oliver olhou para o melhor amigo.
Resolver uma coisa importante. — Tommy olhou para o amigo e com os olhos pediu por uma explicação. — Explico tudo depois. Vamos almoçar juntos na segunda?
Claro. Vai levar as gêmeas? — Oliver assentiu. — Então levarei Lyon.
Ótimo. Tenho que ir agora... — Abriu a porta. — Fique á vontade!
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Sabia que havia dito á Felicity que iria deixa-la fazer o trabalho, mas ficou ansioso e curioso de mais para deixar isso de lado e deixa-la á prova de fogo sozinha. Por isso depois de pensar muito no que poderia fazer, resolveu ir atrás de Frank Bertinelli.
Sr. Bertinelli. — O homem sorriu e o cumprimentou.
Já disse para me chamar de Frank. — Oliver entrou assim que ele lhe deu a passagem.
Então, pode me chamar de Oliver. — O outro fechou a porta.
Obrigado por me encontrar em minha casa. — Havia ligado para o homem e pedido para conversarem e o outro pediu-lhe para se encontrarem em sua casa.
Meu pai costuma dizer que as salas de estar são as melhores salas de reunião.
Bom, vou ter que roubar essa frase dele, então. — Sorriu. — Martin Somers, meu sócio. — O outro homem cumprimentou Oliver que lhe correspondeu. — Vamos tomar um drink. — Os dois primeiros foram para a sala. Oliver ia seguindo-os quando viu Helena Bertinelli na parte de cima da casa, arrumada. Provavelmente sairia.
**--** **--**
O que vocês querem comer? — Thea perguntou ás sobrinhas.
Macarrão. — Disseram juntas. — Tia Thea, quando vamos ver a Lissy de novo? — Thea estava colocando a água para esquentar e as gêmeas estavam sentadas em volta da mesa.
Quando vocês quiserem. — Sorriu. — Ela agora é secretária do papai...
Sim, mas o papai está passando mais tempo lá, mesmo com a Lissy ajundando. — Reclamou April.
Sim, mas são só alguns dias. Logo ele vai voltar a rotina normal, vão ver. — Ambas se olharam.
Então amanhã agente por ir até lá para vê-la? — Thea colocou o macarrão na água fervente e depois se aproximou das meninas.
Claro. Levo vocês até lá na hora do almoço, combinado? — Piscou com um olho para elas que sorriram.
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Então, Oliver... — Lhe entregou um copo com Wiskey. — Vou ser sincero com você, fiquei surpreso com sua ligação. — Se sentou de frente para Oliver e o outro estava do seu lado.
Entendo, mas precisava falar com você sobre Isabel Rochev. — Estava de olho nas reações do outro, ambos olharam para o sócio do Bertinelli assim que o celular dele começou a tocar, o homem e pediu licença e saiu.
A Srta. Rochev? O que quer falar sobre ela?
Estou curioso por enquanto. — Sua feição estava fechada agora. — Soube que se conhecem á um tempo...
Sim. Ela é uma grande amiga. Minha e de minha esposa...
Entendo. Gostaria de saber mais sobre ela. — O Homem arqueou as sobrancelhas. — Sei que deveria perguntar a ela, mas estou preocupado com algumas coisas que descobri...
Ah, e o que descobriu? — Oliver percebeu que Bertinelli ficou estranho de repente.
Sinto muito, mas é confidencial. Entende? — O outro assentiu. — O que sabe sobre ela?
Não muito...
Mas são amigos, certo? — Interrompeu.
Sei que ela tem uma família adotiva. Perdeu os pais quando tinha 7 anos em um acidente de carro. — Oliver olhou em seus olhos e viu que ele lhe falava a verdade. — Foi adotada por uma família da Rússia... — Oliver percebeu que seus olhos se arregalaram e descobriu que ele falara de mais, sorriu internamente. — Q-Quer dizer... França. Minha esposa é que veio da Rússia. — Deu um sorriso nervoso. — Me confundi...
Uhum. — Fingiu acreditar na desculpa. — Então ela veio da França?
Sim. A família adotiva ficou lá. Queria crescer sem ter os pais por perto. Quando terminou a faculdade, ela veio para cá e conseguiu um emprego na Queen's Consolidated. Conheceu seu pai lá dentro e ficaram amigos. Foi esforçada o bastante para conseguir entrar para o conselho e agora está onde está.
Entendo. Ela realmente é uma ótima conselheira. — Quis revirar os olhos com essa mentira.
Pai? — Interrompeu a conversa.
Oh, Oliver ainda se lembra de minha filha? Helena. — Oliver a cumprimentou.
Estou saindo com uma amiga. — Avisou.
Certo. Leve um dos rapazes com você.
Eu posso cuidar de mim mesma. — Reclamou irritada.
Não estava pedindo, querida... — Sussurrou soando amigável, mas na verdade não era tanto e Helena aceitou a contragosto.
Frank, a reunião que você tinha pedido? — Somers entrou na sala. — Eles podem... Mas agora.
Pode ir Frank. — Oliver olhou para o homem. — Eu tinha vindo aqui apenas para saber sobre aquilo mesmo. — Frank assentiu se descupando.
Marcamos para conversar com mais calma outro dia. — Oliver assentiu a contragosto. Não estava em seus planos falar com ele outra vez.
E eu já estou indo. — Avisou Helena. — Foi um prazer revê-lo Oliver.
Digo o mesmo Helena.
Então eu o acompanho até a porta Oliver. — Saíram da sala e Oliver se despediu assim que chegou á porta.
**--** **--**
Oliver chegou ao seu carro e viu Jhon encostado nele. Se aproximou, o mesmo abriu a porta e ele entrou. Jhon fez o mesmo e antes de dar a partida questionou.
E então como foi?
Estranho. — Contou o que ouviu de Frank Bertinelli enquanto o amigo ligava o carro. — Sabe o que foi mais estranho?
Hum?
Ele disse Rússia. Tentou me despistar, consertar o erro, mas já havia falado o que não devia. E eu não acreditei na historinha de ela ter se esforçado para chegar até onde chegou.
E o que você achou disso tudo?
Que ela realmente nos roubou e que está tendo ajuda de Frank Bertinelli. — Jhon suspirou. — E parece que Felicity estava certa ao dizer que a filha não se dava bem com ele.
Descobriu alguma coisa sobre isso? — Oliver se aproximou da janela.
Sim. Ela parecia irritada com ele. — Contou o que havia visto entre os Bertinelli.
Então o que vai fazer agora?
Esperar por Felicity. — Jhon assentiu.
**--** **--**
Suas filhas estão dormindo como anjos. — Disse assim que viu o irmão no corredor do segundo andar.
Obrigado por ter ficado com elas hoje Thea... Mais uma vez.
Me desculpe. — Oliver arqueou as sobrancelhas. — Eu fui uma chata hoje cedo.
Não. Eu sei que estou te sobrecarregando.
Eu adoro ficar com elas Ollie, não é problema algum para mim... — Se explicou.
Eu sei que você ama as duas, mas esse não é seu trabalho. — Thea respirou fundo. — É meu.
Olha, eu só estou preocupada com você. — Estavam mais perto um do outro agora. — Você mal sai de casa para se divertir, anda se sobrecarregando por causa da empresa e das gêmeas... — Seu olhar se tornou triste e preocupado. Tombou a cabeça para um lado. — Você me parece sozinho. E todos nós temos os nossos segredos Ollie... Nossas dores e mágoas. Claramente você tem os seus. E tudo bem você não contar pra gente... — Thea estava expressando sua opinião sobre o que o irmão está fazendo com a vida desde a morte de Sarah. — Mas eu acho mesmo que você devia contar para alguém. — Thea se aproximou um pouco mais, o abraçou e lhe deu um beijo na bochecha. — Boa noite!
Oliver suspirou. Sabia que estava preocupando sua família, mas não tinha o que fazer. Não sabia como lidar com aquilo ainda. Havia se passado 5 anos e mesmo assim, mesmo com todo esse tempo ainda não havia se esquecido de Sarah. A amava com todo seu ser e não sabia como desapegar dessa dor. Ficava triste por deixar sua irmãzinha preocupada, não gostava de ouvir certas coisas, mas nunca impediria sua irmã de dizer o que achava e por isso não a interrompeu quando ela começou a falar. Se fosse com sua mãe ele provavelmente a teria interrompido e dito para ela não se meter em sua vida. Amava sua mãe, mas o problema dela, era sempre se meter em sua vida como se ele não soubesse cuidar dela.
**--**
**Oliver**
Minhas filhas me acordaram ás 8 horas da manhã e tudo por causa de uma ansiedade sem tamanho. Hoje iríamos conhecer o apartamento de Felicity. Elas ficaram falando sobre isso a semana inteira. Estavam tão ansiosas e felizes que eu não pude repreendê-las quando mesmo por insistência minha e de minha irmã, elas não quiseram tomar café da manhã antes de sairmos. Eu havia ligado para a loira no dia anterior para saber que horas eu poderia ir com minhas filhas e ela me respondeu que estava nos esperando para o almoço. Pensei em negar, mas de tanto as gêmeas pularem de ansiedade, coisa que eu não via á muito tempo, decidi aceitar. Coloquei uma camisa vinho com mangas longas, calça jeans escura e tênis da Nike, preto e branco.
Ollie? — Thea entrou no quarto quando eu estava terminando de me arrumar. — Humm... Está lindo. — Há dias eu venho percebendo que minha irmã anda dando uma de cupido para mim e Felicity e junto dela, minhas pequenas filhas também.
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Obrigado. — Coloquei uma camisa de mangas longas na cor preta, uma camisa manga curta com botões na cor azul Royal por cima e uma bermuda branca. Calçava meu tênis da Nike preto. — As meninas já estão prontas?
Sim. E então, vocês ficarão lá... sozinhos? — Arqueei minhas sobrancelhas.
Speedy, eu sei o que está tentando... — Thea me olhou se fazendo de desentendida.
Como? Não sei do que está falando...
Estou falando do seu tempo em tentar me fazer ficar mais próximo de Felicity. — Thea então mudou seu olhar. Agora ela estava mais séria.
E se for isso mesmo?
Thea, eu já disse... Não quero ter relacionamento nenhum por agora.
Por agora ou nunca? — Seu tom de voz mudou e por isso eu sabia que ela estava irritada. — Oliver, você merece ser feliz novamente. Sarah está morta... — A interrompi.
Não fala assim. — Não gostava de ouvir falar na Sarah, mas é a primeira vez que eu ouço o nome dela soando na boca de outra pessoa e não me machuca. O que me deixa confuso. — Eu sei que ela está morta Thea. Mas eu a amei...
Sim. Mas não quer dizer que não possa amar outra pessoa. — Suspirei cansado e me sentei na cama. — Ollie, eu te amo. E é por isso que eu vou te dizer o que eu acho... — Ela se sentou do meu lado. — Uma coisa que eu pensei que nunca o veria fazer novamente... Era seu sorriso verdadeiro, para alguém que não fosse suas filhas. E você o fez... Com Felicity Smoak. — Tentei interrompê-la.
Thea... — Ela me interrompeu não deixando eu terminar.
Não me interrompa. Me ouça primeiro. — Assenti a contragosto. — Você está se apaixonando por ela. Mesmo que tenha se passado duas semanas, você já está encantado por ela. — Mesmo não querendo admitir para minha irmã, eu sabia que ela estava certa. — E você não pode deixar que isso que está sentindo fique morto aí dentro... — Tocou no meu peito. — Só pelo fato de você achar que tem que continuar a amar Sarah. Ela sempre estará no seu coração, em sua mente, nas suas lembranças... Você a verá sempre nas gêmeas, mas Ollie... Não quer dizer que você não possa novamente se sentir vivo. Amar novamente, deixar que seu coração seja preenchido por outra pessoa. Eu quero que você seja feliz e se for com Felicity que seja então. — Sorriu. — Eu a adoro. Suas filhas a amam...
Thea, não acho que devo fazer isso agora. Talvez não seja o momento certo... — Sempre me surpreendia com minha irmã, ás vezes parecia que ela era a mais velha e não eu, mas tinha que ser sincero com minha irmã. Eu tinha medo de me machucar, ou machucar Felicity ou pior, minhas filhas.
Eu acho que passou da hora. Já fazem cinco anos... — Pousou a mão esquerda no meu ombro direito. — E eu sei que você não vai conseguir segurar esse sentimento por muito tempo. Não com ela trabalhando com você. Vocês estão juntos todos os dias pelo menos 8 horas por dia... — Thea se levantou e eu ouvi minhas filhas subindo as escadas. — E eu sei que Felicity se sente da mesma forma, só não percebeu ainda... — Piscou para mim e logo minhas filhas abriram a porta.
Papai, você está demorando. — Amily reclamou.
Vamos logo. A Lissy está esperando... — Pararam alguns passos á frente da porta do quarto. Me levantei.
Pegaram a mochila? — Elas se viraram e eu as vi. Como estava saindo antes do almoço, achei melhor levar outras mudas de roupa para elas, afinal crianças se sujam muito rápido e pode ficar calor no apartamento da loira.
Amily — http://img.americanas.com.br/produtos/01/00/item/116596/9/116596918_1GG.jpg
Se despeçam de sua tia. — Ambas soltaram a minha mão e foram até Thea que se abaixou para abraça-las. — Nos vemos mais tarde. — A abracei.
E você... Pense no que eu te falei. — Assenti enquanto saia do quarto com minhas pequenas.
**Oliver**
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**Felicity**
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Meu despertador começou a tocar ás 8h30 da manhã. Me levantei tomei um banho demorado, fiz minha higiene e me arrumei rapidamente. Caitlin ainda deveria estar dormindo, então fui preparar nosso café da amanhã bem caprichado, afinal temos uma grávida aqui em casa. Depois de tudo pronto fui acordar minha melhor amiga, minha surpresa foi encontra-la saindo do quarto com uma cara que me fez rir baixinho.
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Bom dia. — Sorri com a cara que ela fez assim que eu a cumprimentei
Só se for pra você, né? — Reclamou. — Estou tão enjoada que me atrevo a dizer que posso estar esperando duas e não uma criança. — E eu ri.
Logo esse enjoo vai passar. — Descemos a escada juntas. — Fiz um chá para ajuda-la nisso. — Pisquei para minha amiga que se sentou.
Obrigada. — Me sentei em sua frente. — Espero mesmo que me ajude.
Vai ajudar sim. — Peguei umas torradas e passei margarina. — Esse chá é o meu... O seu é o da garrafa azul. — Expliquei assim que ela pegou a garrafa vermelha.
Você não disse que teriamos visitas? — Cait está passando esses dias aqui. Afinal ela está grávida e não deve ficar sozinha.
Sim. — Tomei um pouco do chá. — Eles chegam para o almoço... Você me ajuda? — Cait assentiu enquanto comia uma torrada e tomava seu chá devagarzinho. — Obrigada. Comprei tudo ontem mesmo, para eu não ter de sair hoje.
Você ainda não me disse quem iremos receber. — Tomei o restante do meu chá. — Não é o Barry, é?
Não. — Sabia que ela precisava de mais tempo e não iria pressiona-la a falar com meu amigo. — Bom, vamos receber Oliver, April e Amily.
Sério? — Arqueou as sobrancelhas. — Já estão nesse nível? — Disse maliciosa.
Ei! — Exclamei. — Você não está pensando...?
Eu e o mundo inteiro né Felicity?... — Bufou.
Não somos nada disso... — Apesar de eu não parar de pensar nele á mais de uma semana. — Somos amigos... Assim como eu sou de Thea. — Me sentia diferente na presença de Oliver, não sabia exatamente o que sentia por ele, mas era forte o bastante para me deixar desconcertada. — E eu adoro as filhas dele.
Eu vi isso naquele dia. — Comentou terminando seu chá. — Eu vi o jeito que elas são grudadas em você e vice versa... — Sorri com a imagem das gêmeas. — Mas, também vi o jeito que Oliver te olha.
Para Cait. — Não gostaria de imaginar nenhum relacionamento com ele a não ser amizade. Isso poderia prejudicar meu trabalho e o dele. — Isso nunca vai acontecer...
Nunca diga nunca minha querida amiga. — Sorriu. — Eu acho que seriam um casal perfeito. Você não sente algo a mais por ele?
Cait, depois do Cooper eu pensei que nunca mais me apaixonaria. Não depois de tudo o que aconteceu e como aconteceu... — Suspirei em meio á lembranças. — Nunca escondi coisas de você e não será agora que farei isso... Eu acho que estou me apaixonando por Oliver Queen. Apesar de não conversarmos muito e que quando isso acontece, estamos falando sobre o trabalho... Eu não consigo parar de olhar para ele, meu coração parece que vai pular pela boca quando ele me chama pelo nome... Meu corpo inteiro estremece... — Cait sorri.
Você está completamente apaixonada por ele. E Lis, não deixe que o que houve com você o afaste. — Eu não acho que seria uma boa deixar alguém entrar agora. — Cooper está longe. Ele nunca a encontrará aqui... Eu prometo a você que ele nunca mais a machucará. — Meu olhos lacrimejaram. — Lis eu sei que você tem medo, mas você tem a mim, ao Barry e á Helena... E se você deixar esse sentimento fortalecer... Terá Oliver também. Por que você querendo ou não... Ele também está apaixonado por você.
Me preocupo com a possibilidade de Cooper descobrir que estou aqui em Star e com amigos... Me preocupo com o que ele pode fazer ás gêmeas e ao Oliver... — Fui interrompida.
Ele não saberá. Não se preocupe com essa possibilidade. — Sua voz estava forte. — Ele não sabe que está aqui... Está segura. — Assenti, ainda que me sentisse insegura. — Vamos começar a fazer o almoço. — Nos levantamos e começamos a preparar as coisas.
**Felicity**
**--** **--**
Droga. — Felicity exclamou enquanto corria para a geladeira pegar gelo.
Está doendo muito? — Perguntou a amiga enquanto avaliava o braço direito, onde havia espirrado óleo quente. — Não é nada de mais... Vai ficar um hematoma e quanto a dor, a pasta d'água resolverá.
Isso sempre acontece comigo, é impressionante. Primeiro foi no pulso, depois foi na minha barriga e agora no meu ante-braço. — Reclamava enquanto a amiga passava a pasta d'água.
Isso aconteceria com qualquer um Lis. Termina de passar na queimadura enquanto eu vou tirar a mandioca da gordura. — Assenti e assim que ela saiu a campainha tocou.
Ótimo. E eu nessas condições... — Sussurrou enquanto esparramava o gel na queimadura. — Já vou... — Abriu a porta e se deparou com os convidados.
Lissy! — Exclamaram enquanto a abraçavam e Felicity pela primeira vez não pode corresponder, mas para compensar, lhes sorriu.
Entre, por favor. — Deu passagem á Oliver assim que o cuprimentou. — Desculpe por demorar.
Tudo bem... Se machucou? — Vendo o gel branco espalhado numa parte do ante-braço da loira.
Sim. Infelizmente... — Sorriu. — Coisas que acontecem com quem cozinha.
Lissy, dói? — April apontou para o machucado.
Um pouco, mas essa pasta branca está ajudando nisso... — Sorriu. — Bom, estou terminando o almoço... Me acompanham até a cozinha?
Claro. — Oliver a seguiu.
Cait... — A amiga olhou para trás.
Oh, Sejam bem vindos. — Sorriu.
Obrigado. — Sorriu de volta. — Querem ajuda?
Não será preciso. — Felicity interrompeu Caitlin. — Já está quase pronto, só falta a mandioca. — April e Amily já estavam do lado de Caitlin.
Legal... — As gêmeas dizem juntas. — Você tem uma tatuagem. — Amily completou e Cait sorriu. As meninas olhavam para o desenho que estava na perna de Cait, com entusiasmo.
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A Lissy também tem. Mais de uma, pra falar a verdade...
Podemos ver Lissy? — Amily perguntou a olhando com os olhos cheios de ansiedade.
Claro. — Mostrou uma tatuagem no tornozelo.
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Que linda. — Oliver olhava para as filhas, estava sentado na bancada enquanto via Felicity falar com as filhas. — É uma bailarina... Não é linda papai? — April perguntou olhando para o pai.
É sim. — sorriu.
Ah e ela também tem mais Três. — Ambas olharam animadas para Felicity.
Onde? — Felicity então mostrou a que tinha na altura do ombro.
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Faz muito tempo que a fez? — Oliver se pronunciou enquanto as meninas admiravam a borboleta.
Sim. Ainda morava em Gotham. — Sorriu para as meninas. — Linda, não é?
Muito... — Disseram. — E não doeu fazer ela Lissy? — Amily quem fez a pergunta.
Um pouco, afinal, essa foi minha primeira. — Puxou ambas para se sentarem á mesa. — Mas quando fui fazer as outras, já estava acostumada com a dor... — Oliver havia sentado de frente para Felicity e as filhas.
E as outras? — April perguntou ansiosa para ver.
Essa foi minha segunda. Vi uma colega da faculdade fazendo e me animei em fazer uma também. — Felicity levantou o cabelo.
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E eu pensando que tinha muita tatuagem. — Oliver comentou e Felicity sorriu.
Quando eu crescer também posso fazer? — Amily perguntou animada.
Conversamos sobre isso quando estiver maior. — Felicity riu do modo como Oliver falou.
Eu gostei mais dessa do que das outras. — April tinha os olhos brilhando.
Tatuagem é algo especial. — Explicou ás gêmeas. — Depois que vocês fizerem não tem como retirar...
Com certeza. Tenho uma que gostaria de não ter feito...
Por que Oliver? — Oliver puxou as mangas da blusa e mostrou o ante-braço. — Sua mãe deve ter ficado uma fera.
Não imagina como. Eu era adolescente... Meu pais odeiam essas imagens demoníacas e eu estava brigado com eles naquela época. Sabe como adolescente é. — As meninas nunca tinham visto aquela tatuagem, era a primeira vez. Oliver sempre tampava.
Eles deveriam estar querendo te comer vivo. — Riu e Oliver assentiu.
Minha sorte é que ela não é tão grande.
Lissy e a outra? Você não mostrou... — Amily voltou a atenção á loira.
Bom, essa não tem jeito de eu mostrar. — Felicity pedia aos céus que não estivesse corando e como ninguém comentou nada, esperava que tivesse dado certo.
Ela é abaixo da cintura. — Felicity a olhou repreendendo. — O que? Só disse a verdade...
O papai também tem outras... — Ambos e olharam. Felicity e Oliver tiveram seus olhos cruzados. — Uma é no peito e a outra é nas costas... Não é papai?
Sim. Essas eu fiz quando estava terminando a faculdade. — Oliver voltava a tampar a tatuagem.
Então já faz bastante tempo. — Ele assentiu se embrando de Sarah que também havia feito duas juntos com ele.
E fiz outra no mesmo ano que as gêmeas nasceram. — Se levantou, se virou e puxou a parte em que a camisa cobria seu pescoço.
Os nomes das gêmeas... — Sorriu. — Caitlin pensa em fazer o mesmo, mas no pulso.
Verdade. Estava falando sobre isso ontem com a Lis. — Arrumou as ultimas coisas que faltavam para comer, em cima da mesa. — Bom, está tudo pronto. — Sorriu para as gêmeas. — Vamos comer?
**--** **--**
Aproveitando que Caitlin está com as gêmeas na sala... — Começou enquanto enxaguava os pratos. — Eu soube que esteve conversando com o Sr. Bertinelli. — Sussurrou e Oliver parou de enxugar um dos pratos que estava em sua mão. Felicity não tinha ido trabalhar no dia seguinte da conversa que Oliver teve Frank Bertinelli, havia passado mal e por isso não puderam conversar sobre o que descobriram.
Sim. Precisava saber algumas coisas sobre Isabel.
Não acho que foi inteligente. Ele vai ficar desconfiado...
Eu sei. E é isso que eu quero. — Felicity arqueou as sobrancelhas em confusão. — Explico tudo na segunda. Não quero mais ninguém envolvido nisso.
Você está certo.
Já basta eu, você e Dig em perigo. — Sussurrou em preocupação.
Eu sei me cuidar. Não saberia se eu não tivesse passado por turbulências durante quase toda minha vida. — Oliver que ainda enxugava as ultimas vasilhas a olhou curioso. — Meu passado...
Entendo. — Enxugou as mãos. — Também tenho o meu...
Mas pode acreditar, o seu não é um terço do meu. — Felicity começou a se lembrar das coisas que lhe aconteceram e seus olhos lacrimejaram, mas não deixou que nenhuma lágrima caísse.
Tão ruim assim? — Perguntou preocupado.
Mais do que você possa imaginar. — Sussurrou e antes de Oliver fazer qualquer pergunta foram interrompidos por April.
Papai, Lissy... — Ambos a olharam. — Vocês vão perder o filme...
Ah, certo. — Felicity pigarreou. — Antes de assistirmos ao filme... Vocês não trouxeram uma roupa mais fresca? — Olhou para Oliver que assentiu. — É bom trocar, aqui dentro é muito quente.
Claro. — Saíram da cozinha e foram para a sala de estar. — Peguem as mochilas. — As meninas se levantaram de onde estavam e fizeram como o pai pediu.
Eu vou com elas... — Oliver assentiu agradecendo. — Cait, faz companhia ao Oliver até nós voltarmos? — Cait assentiu enquanto Oliver se sentava, Felicity levava as meninas para o segundo piso.
Esse é o seu quarto? — Perguntou April assim que entraram no cômodo.
Sim. — Sorriu ao vê-las correr até um cachorro enorme de pelúcia que continha em cima da cama. — Gostaram?
Muito. — Passaram a mão e depois deitaram a cabeça em cima dele.
Vocês gostam de cachorro?
Sim, agente até pediu um para o papai esse ano. — Amily respondeu. — Mas ele disse que não era hora...
Bom, vocês são pequenas, talvez seja por isso... — Assentiram. — Bom, vou ajuda-las a se vestir... — Abriu as duas mochilas.
Seu quarto é tão bonito. — Comentou April enquanto pulava na cama.
Cuidado querida. — Ela assentiu.
Amy, vamos começar com você. — Felicity se aproximou da menina. — Essa é a sua? — Ela assentiu.
Lissy, você gosta do papai? — Felicity se assustou com a pergunta.
Sim, ele é meu chefe e está virando um amigo. — As meninas negaram com a cabeça, mas apenas April comentou.
Não, não assim. — Parou de pular e se sentou de frente para loira que vestia a irmã. — Agente fala que nem a tia Laurel gostava do tio Tommy... Como a tia Thea ama o tio Roy. — Felicity pensou que seu coração ia sair pela boca. Como crianças tão pequenas podiam fazer perguntas tão indiscretas?
Er... Ele é apenas um amigo. — As meninas que estavam sentadas na cama cruzaram o braço em desagrado. — O que vocês querem ouvir?
Que você ama o papai. — Disseram juntas. — Você ama, né? — Felicity sentir o seu ar faltar. — Tia Thea disse que sim. E que o papai sente o mesmo...
Ok. Falamos sobre isso outro dia. — Corou. Pegou a roupa de April dentro da mochila. — Estão nos esperando lá embaixo para assistirmos ao filme.
Agente ainda não esqueceu... — Olhou para as gêmeas sentindo seu chão abrir, só não sabia se pulava ou não.
Amily - https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/ce/b8/db/ceb8db431670e2344c553e6fb375b551.jpg
April - https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/8b/bb/2d/8bbb2de7eb4c8d94a629ef44627dd26f.jpg
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Oliver observava suas filhas se divertirem com Felicity . Era emocionante ver a forma em que a loira tratava as meninas. Estavam sentadas num tapete felpudo Azul Royal, que continha no meio da sala, entre o sofá e a TV. Haviam terminado de assistir ao filme á mais ou menos meia hora quando as garotinhas pediram para brincar com um quera-cabeça de mais de 120 peças. Como Oliver previra mais cedo, suas filhas começaram a fazer várias perguntas sobre a vida da loira e apenas Oliver percebera o desconforto que ela sentia quando o assunto era a família. Por isso Oliver intervia sempre que chegavam naquele assunto.
Lissy, tô com fome. — April sussurrou.
Que tal um lanche? — Felicity se levantou. — Vou preparar algo para nós.
Eu te ajudo com o que for. — Oliver e Felicity observaram as meninas sorrirem cúmplies. — O que foi?
Nada papai. — Oliver conhecia as crias, por isso estava desconfiado. — Agente vai terminar o quebra-cabeça. — Comentou April.
Não mexam em nada. — Ambas assentiram sorrindo.
Bom, vou preparar os sanduíches enquanto você prepara o suco. Pode ser? — Felicity rodeou a bancada e Oliver fez o mesmo.
Claro. — Felicity o entregou as coisas. — E sua amiga?
Ela não vai acordar tão sedo. — Sorriu. — Ela anda dormindo muito. — Ficaram alguns segundos em silêncio. — Sem querer me meter... Posso te fazer uma pergunta? — Oliver assentiu.
Claro. — Parou de cortar as laranjas por alguns segundos.
Estava conversando com as gêmeas agora a pouco... E percebi que todas as vezes que pergunto sobre a escola, elas desconversam ou fazem descaso. Aconteceu alguma coisa?
É o que estou tentando descobrir á mais de um mês. Mas elas não querem me dizer... — Felicity percebeu que Oliver sofria por ver as filhas sofrendo. — Já tentei de tudo... Não consigo tirar nada delas.
Eu... Eu posso tentar? — Havia voltado a preparar os sanduíches. — Eu sei que não é da minha conta... — Oliver a interrompeu.
Não. Pra falar a verdade eu agradeceria se conseguisse alguma coisa. — Felicity o olhou surpresa. Pensou que ouviria um "Verdade, não é da sua conta". — É impressionante como elas confiam em você e tão rápido... Eu gosto do jeito que vocês se tratam.
Eu as amo. — Oliver sorriu. — Não imaginei que iria me afeiçoar tanto a elas. Quando vi já não tinha mais jeito. — Sorriu. — E por algum motivo, quando as vejo triste, meu coração fica apertado.
Fico feliz em ouvir isso.
Eu vou tentar descobrir o que está havendo e te conto.
Obrigado. — Em algum momento da conversa ambos já haviam terminado seus afazeres e já estavam um de frente para o outro, olho no olho, respiração descompassada. Felicity percebeu que estavam perto de mais e respirando fundo se distanciou um pouco o que fez Oliver voltar a si.
Já podemos chamar as garotas. — Conseguiu por um milagre falar sem gaguejar. — Eu chamo a Cait e você as meninas. — Oliver assentiu e saíram da cozinha lado a lado. — Fiquem á vontade. Só vou subir para chamar a Cait.
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Por que a tia Cait não quis descer, Lissy? — Elas haviam começado a chamar a grávida de tia desde mais cedo, quando assistiam filme. Mesmo surpresos, ninguém ousou corrigi-las.
Ela estava enjoada. E cansada também...
Ela está com quantos meses mesmo? — Oliver quem fez a pergunta.
Quase cinco, faltam três semanas para o quinto.
Nem parece. — Disse surpreso.
Sim. O médico disse que é raro, mas algumas grávidas começam a ter a barriga crescendo a partir do quinto mês.
Feliz é ela... — Sorriu ao se lembrar de Sarah. Felicity riu.
Lissy, agente tem uma foto da mamãe. Ela ta com um barrigão. — Felicity olhou para Oliver e diferente da última vez que o viu desconfortável com a menção da falecida, dessa vez ele estava leve.
Ah, isso porque ela esperava duas garotinhas perfeitas. — Sorriu.
E a tia Cait vai ter só um? — April perguntou
Sim. Uma garotinha.
E ela já escolheu o nome? — Amy perguntou.
Ela está escolhendo ainda, mas assim que eu souber... Conto ás duas. — Piscou para ambas, cúmplices.
Já são 17h. Vamos indo? — Oliver se pronunciou. Mal terminou de falar e ouviu as filhas negarem veemente. Ouviu Felicity rir.
Então o que querem fazer? — Oliver e Felicity observavam as gêmeas colocarem o dedo indicador no queixo, sinal de que pensavam. — Por que não vamos naquele parque daqui da frente? Tem um lago muito bonito...
Podemos papai? — Disseram juntas.
Claro. Mas não vamos demorar, hen?
Até porque dependendo da hora o parque fica perigoso. — Levantaram juntos. Felicity se calçou, deixou um recado preso na geladeira para a amiga e saíram.
**--** **--**
Olha papai, tem patos. — April e Amily corriam na frente dos mais velhos, encantadas. Entusiasmadas.
Elas não saem muito de casa, certo?
Bom, quando saímos é sempre para os mesmos lugares. — Andavam lado a lado.
Entendo. E elas já foram ao zoológico? — Queria fazer o que fosse para divertir as meninas.
Nunca pensei em leva-las até lá. Elas gostam muito do lago que tem na praça em frente ao Belly Burger... Mas elas com certeza iriam gostar de conhecer o zoológico. Como vê... Elas amam animais. — Olhavam para a gêmeas que estavam perto do lago. Oliver gritou para tomarem cuidado.
Então, se não for demais... Quero leva-las para conhecer. — Oliver que olhava para as filhas, desviou os olhos para Felicity e a loira fez o mesmo. — Claro que você poderá ir junto.
Eu não me importo. Elas iam gostar... — Estava surpreso com o pedido. — Eu também acho que seria uma ótima forma de tira-las um pouco da bolha que minha mãe insisti em coloca-las.
É cuidado de avó.
Eu sei.
Mas também acho que elas precisam viver sem estar num casulo. Ficar dentro de uma bolha onde não se pode fazer coisas que crianças normalmente fazem... Elas nem parece ter a idade que tem. Tão maduras para a idade que tem.
Tenho que concordar. — Pensava em se mudar da casa dos seus pais, mas não sabia como dizer isso á eles. Ficava com medo de ambos ficarem chateados e isso ele nunca se perdoaria. Mas sabia que já passara da hora de viver sozinho com as filhas.
Papai! — Oliver e Felicity se assustaram. — Queremos aquilo... — Apontaram para um carrinho que continha nuvenzinhas coloridas.
Vocês querem? — Felicity chamou o homem com a mão.
Não precisa. Elas não são de comer doce...
Sério? — Felicity o olhou descrente.
Minha mãe não acha... — Felicity o interrompeu.
Oliver. Me desculpe, mas elas não vão morrer com um pouco de açucar no sangue. — Sorriu. — Você sabia que precisamos de açucar no sangue ou podemos ter hipoglicemia? — Oliver sorriu.
Então agente pode? — Amily e April estavam empolgadas.
Escolham. — Oliver disse assim que o homem chegou perto deles. Animadas, April escolheu o rosa e Amily o roxo. — Quanto?
Não. Oliver, vocês são meus convidados... — Antes do Queen poder contradizer, Felicity deu uma nota de cinco para o homem.
Fico imaginando como seria você ficar com elas por mais de um dia. — Felicity sorriu enquanto via as gêmeas abrirem o saquinho.
Eu sei quando dizer não á uma criança, Oliver. E acho que você deveria deixa-las agirem como crianças normais... Você me entende?
Entendo. — Sorriu ao ver uma experimentar o doce da outra.
**--** **--**
Vamos nos sentar aqui. — Antes de Oliver e Felicity se sentarem de frente para o outro, as meninas fizeram questão se sentarem juntas, para que os mais velhos sentassem lado a lado.
Isso é bom. — Haviam dado a volta no parque, jogado pipoca para os patos e agora as gêmeas comiam churros.
Que bom que gostaram. — Felicity havia ficado mais uma vez surpresa por saber que as gêmeas nunca haviam comido churros ou pipoca doce e até mesmo o algodão doce. Oliver havia explicado á loira que Moira evitava dar qualquer tipo de doce, o máximo era um pedaço de pudim depois do almoço ou o sorvete e não era todos os dias. E claro, comiam doce quando tinha alguma festa. — Mas estou começando a achar que foi muito doce para um dia só... — Oliver riu.
Você acha? Se minha mãe souber sobre isso ela vai ter um ataque.
Ah, mas isso não acontece sempre. — Sorriu. — Então, não tem problema.
Obrigado por hoje. — Oliver agradeceu. Ambos se olharam.
Foi um prazer. Eu adoro suas filhas.
Eu sei. — E novamente estavam perto de mais um do outro.
Agente pode se ver amanhã de novo? — Amily chamou a atenção dos mais velhos, o que fez com que ambos a olhasse.
Filha, lembra-se que seus avós chegam amanhã para o almoço?
Ah, mas agente vê o vovô e a vovó todo dia... — Amily tentou negociar.
A Lissy pode almoçar com agente, papai. — Felicity se surpreendeu com o pedido de April.
Eu... — Antes que pudesse negar, foi interrompida por Oliver.
Se não tiver nada para fazer amanhã... — Felicity que olhava para Oliver, desivou seus olhos para as garotinhas que esperavam pela resposta ansiosas.
Por favor, Lissy. — Pediram em coro.
Eu... — Felicity percebeu que os olhos das gêmeas brilhavam em ansiedade. — Tem certeza que não será incômodo?
Claro que não. — Seus olhos se cruzaram novamente. — E também será como um agradecimento por hoje.
Tudo bem então. — Ambas se levantaram para abraçar Felicity.
Então, eu venho lhe buscar. Pode ser?
Claro.
Ótimo. Agora que vocês fizeram a festa... — Ambas riram. — Vamos para casa. — E novamente reclamaram, fazendo com que tanto Felicity quanto Oliver rissem. — Dessa vez não vou fazer o que querem. Já está tarde... — Oliver e Felicity se levantaram. As gêmeas abraçaram Felicity cada uma de um lado.
Vou com vocês até o carro. — April e Amily deram as mãos para Felicity e saíram em direção ao carro que estava estacionado dentro do condomínio.
Nem perguntei... Mas cadê o Dig?
De folga. — Felicity assentiu. — Ele merece.
Com certeza. — Pararam em frente ao carro. Oliver o destravou e depois abriu uma das portas de trás, colocou Amily na cadeirinha e a prendeu. Observou Felicity fazer o mesmo com April do outro lado do carro.
Venho te buscar ás 10h tudo bem? — Felicity assentiu.
Quando você chegar pode subir. Vou deixar seu nome na portaria. — Oliver assentiu enquanto entrava no carro.
Tchau Lissy. Até amanhã. — Se despediram.
Tchau pequenas. — Felicity sorriu se despedindo de volta. Oliver ligou o carro e a loira se lembrou de algo. — Oliver. — O chamou antes dele sair. — A mochila das garotas. — O ouviu praguejar, o que a fez rir. — Eu posso ir buscar rapidinho...
Não. Amanhã quando vier te buscar eu pego. — Ela assentiu enquanto via as meninas bocejarem.
Elas vão acabar adormecendo no caminho para casa. — Oliver olhou para as filhas pelo retrovisor.
Vou precisar da ajuda de Thea. — E com isso se despediram novamente e Oliver deu a partida no carro.
CONTINUE...
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