Kupidon
9 Capítulo Cinco
Notas iniciais

Foi difícil sair da festa, mas finalmente haviam conseguido. Oliver havia pedido para que Diggle pegasse sua moto e a colocasse do lado de fora da garagem, se ele mesmo fosse pega-la seria interceptado pelos pais e não seria nada bom, principalmente porque não poderia contar onde estava indo. Assim que Diggle deu o sinal dizendo que estava feito o que ele pedira, saiu com Felicity, claro não sem antes de se despedir dos pais de Oliver, da amiga da loira e das filhas do mesmo.
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Tome. — Entregou-lhe o capacete e ajudou a subir na moto.
Eu falei para Cait que Diggle iria me levar, então ele tem que sumir por uma hora no mínimo. — Explicou.
Ele já está sabendo. — Antes de ligar a moto perguntou. — Está com o comunicador?
Sim. — Sua voz saiu abafada por causa do capacete. Oliver ligou o motor e saiu em disparada para o local combinado.
Thea ficou chateada por Felicity estar indo mais cedo, mas ela dera a desculpa de não estar se sentindo bem e a Queen mais jovem entendeu. As gêmeas foi mais difícil, elas não queriam que Felicity fosse embora, Oliver ajudou a loira com a explicação e depois de meia hora e mais não sei quantos abraços, as mais jovens a deixaram ir com a condição de que se veriam no dia seguinte. Explicara também aos pais de Oliver sua condição e eles também lhe entenderam. Com Caitlin foi mais dificl, não tanto quanto foi com as gêmeas, ela queria acompanhar a amiga, mas a loira bateu o pé. Disse que a amiga precisava sair e se divertir mais e que ela estava com Tommy e que ele ficaria triste se ela fosse embora tão cedo. E depois dessa, ela concordou em deixa-la ir sem mais perguntas ou reclamações. Em 40 minutos eles chegaram no local combinado. Um galpão abandonado entre Starling e Central City. Oliver desligou o motor da moto e desceu, ajudando Felicity a fazer o mesmo.
Liga o comunicador. — Felicity colocou a mão no aparelho que estava no ouvido, para liga-lo. — Não vamos nos separar...
O que ela deve querer?
Dinheiro talvez... — Felicity arqueou as sobrancelhas.
Não acho que seja apenas isso. Ela não tem mais passaportes, a polícia apreendeu tudo, até os cartões.
Nós vamos saber o que ela quer quando entrarmos. Fique ligada, ela não pode nos pegar de surpresa. — Felicity assentiu seguindo-o para dentro do galpão.
Tem alguma coisa errada... — Sussurrou. — Ela ainda não chegou?
E pra piorar não tem luz. — Disse apertando o interruptor. — Estamos no escuro, literalmente.
Não pode ficar pior. — Ela não poderia estar mais errada.
Obrigada por aparecer! — Ouviram um voz ao fundo. — E olha... Não veio sozinho, não é Oliver?
Onde ela está? — Oliver se perguntou olhando pelo local, mas não dava para ver nada. Estavam no segundo andar do galpão como ela havia exigido. — Eu vim como exigiu. Não disse para eu vir sozinho...
Mas eu disse sem polícia! — Gritou.
E você está vendo eles por aqui? — Debochou. Felicity pegou seu tablet e fez sua mágica, em algumas horas a polícia estaria ali.
Você pode largar isso aí loirinha. — Felicity se assustou. — AGORA! — Gritou. Felicity não precisaria ligar para a polícia, a mensagem tinha que chegar no celular do tenente, mas poderia demorar mais que o previsto. Largou o eletrônico no chão. — Muito bem... Eu vou dizer o que quero...
Não é dinheiro é? — Felicity quem perguntou.
É uma das coisas... — Eles tentavam ver alguma coisa, mas estava difícil. — Eu preciso de um passaporte falso e um jatinho.
Claro que ela quer. — Felicity revirou os olhos.
É melhor você começar a fazer seu trabalho Oliver, porque você tem 2 horas para me dar tudo isso...
Duas horas? — Eles não conseguiriam isso tudo em duas horas.
Você por algum acaso é surda? — Felicity trincou os dentes. — E a grana... Eu quero 10 milhões numa conta na suíça, claro no meu nome falso...
Você acha que vai escapar assim, fácil?
É melhor que eu consiga escapar. Ou todos saberão que seu pai assim como sua mãe teve um caso. A mídia ainda fala de Thea Deardeen Queen Merlyn.
Duas horas é pouco para eu conseguir toda essa grana, ainda mais á essa hora.
Vocês acham que eu sou otária? — Gritou novamente. — Vocês estão querendo tempo para chamar a polícia não é? — E derepente eles a viram, poucos passos á frente deles. — Ligue para alguém fazer o que eu mandei Oliver. — Rosnou. — Ou você quer que eu machuque alguém da sua família?
Você não... — Ela o interrompeu.
Teria coragem? — Riu. — Vocês sabem que eu teria... Tenho amigos de olho na mansão dos Queen nesse exato momento. Sei cada passo de cada um de sua família... — Sorriu presunçosa. — Como seus pais que conversam com os Merlyn em diversão, ou sua irmã e o namoradinho dela que estão nesse momento se agarrando no segundo andar, ou as pequenas Queen, tão fofas... — Felicity se segurou para não voar no pescoço da mejera. — Tão lindas e tão parecidas com a mãe... — Sorriu maldosamente. — Elas estão correndo em volta da piscina com o primo, Lyon, certo? Seria terrível se eles caíssem, não é? — Oliver trincou os dentes, irritadiço. — Não podemos esquecer de Tommy, seu melhor amigo e "irmão", ele é outro que está na mira dos meus amigos. Ah e não podemos esquecer da amiga da loirinha, ela está grávida, não está?
Não se atreva a tocar nela! — Felicity rosnou e a mulher novamente riu escandalosamente.
Não acontecerá nada a eles, se vocês conseguirem TUDO que eu exigi. — Suspirando Oliver ligou para o agente do seu banco, sabia que era tarde, mas não tinha outro jeito. — Isso mesmo... Faz muito bem Ollie. — Debochou.
Você é um monstro.
Não. Monstro foi Robert Queen. Ele e meus pais biológicos eram amigos, eles fizeram uma sociedade quando mais novos, quando tudo cresceu ele desfez a sociedade e meus pais ficaram sem NADA. Eu? Eu já estava na barriga da minha mãe e ele não se importou nenhum pouco. Um ano depois de eu nascer ambos ficaram muito doentes, meu tios cuidaram de mim até eles se recuperarem... Mas isso não aconteceu. E eles foram meus pais, mas fizeram questão de contar tudo para mim e eu prometi vinga-los.
Meu pai não faria isso. — Oliver estava surpreso pela explicação da outra.
Como você sabe? — E novamente gritou irada. — Você nem nascido era ainda. Ele era um homem sem escrúpulos... Ele que é o monstro da história. A culpa foi dele dos meus pais terem morrido! — Exclamou.
Você acha mesmo que vingança vai fazer melhorar sua ira? Isso não trará seus pais de volta... — E novamente ela riu escandalosa.
Fala a mulher que nem sabe quem é o pai. — Felicity se assustou. — Eu sei de tudo garota. Sabe como? — Oliver olhava para Felicity. — Uma escuta no seu apartamento. Foi fácil. — Sorriu maldosa. — Sua mãe mentiu o tempo todo, não é? Você conheceu um pai e na verdade, o pai verdadeiro nem sabe da sua existência.
CALA A BOCA! — Oliver teve de segura-la e pedir que se acalmasse, enquanto a outra ria.
É, isso dói não é? Tenho certeza que mesmo quando ele souber, vai te desprezar assim como desprezou...
CHEGA! — Oliver gritou a interrompendo. — Eu já consegui falar com o agente do banco e ele vai fazer uma transferência para mim...
Tudo bem. — Logo ouvirão um barulho estranho. — Quem mais veio com vocês? — Oliver olhou para a janela onde estava perto com Felicity. — É... É a polícia? — Rosnou irritada.
Não era para eles chegarem agora... — Felicity sussurrou quando ouviu as sirenes. Chegaram mais cedo do que previra.
Vocês me pagarão. — E de repente ela fala por um rádio. — FAÇA! — Ninguém a respondeu e ela repetiu o mandado, mas nada. — Bando de incompetentes. — Rosnou. — Mas tudo bem, se eles não fazem lá... — Retirou uma arma de dentro da blusa. — Eu faço aqui.
Isabel... — Oliver entrou na frente de Felicity. — Não precisa ser assim.
EU não vou ser presa de novo. — Gritou apontando a arma para Oliver e Felicity. — Seu pai vai perder tudo que mais ama. Primeiro a empresa e agora VOCÊ! — Atirou uma, duas, três vezes, mas pegou no vidro. Oliver se jogou no chão com Felicity por baixo.
Ela vai nos matar. — Sussurrou ofegante.
Se machucou? — Ela não pode negar, pois outro tiro foi ouvido. Oliver deixou Felicity no chão e se jogou em cima da louca, começaram a lutar, Oliver queria tirar a arma da mão da mulher que estava relutante. Isabel e Oliver perderam a arma que fora jogada do outro lado da janela. Se levantaram rapidamente. Oliver deu alguns passos para trás ao vê-la com uma faca nas mãos. Ficara perto de Felicity que já estava em pé.
Eu sou precavida... Mas não só com isso, sabe? — Sorriu e de repente ambos foram empurrados do outro lado da janela. Caíram em cima de um carro que começou a soar o alarme, Felicity continuou em cima do carro imóvel, Oliver havia rolado para o chão depois de cair em cima do carro. Nenhum dos dois conseguiam se mexer, as dores no corpo pioraram quando Oliver tentou se mexer, Felicity já estava desacordada e ele preocupado. Oliver conseguiu chamar por Diggle pelo comunicador antes de desmaiar de dor.
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Calma, calma. — Pediu quando ouviu Oliver gemer de dor. — Você está bem... — Oliver reconheceu a voz de Diggle.
Como me achou? — Abrindo os olhos de vagar, sentia muita fraqueza.
Te rastreei. — Oliver arqueou as sobrancelhas. — Você estava perseguindo alguém muito perigoso. Coloquei um rastreador em você e Felicity. — Se explicou. — Não se preocupe que você está bem.
Estou no hospital?
Sim. Você teve um pneumotórax, três costelas quebradas e uma concussão... — Jhon olhou para a porta do quarto. — Mas os médicos disseram que ficará bem. Tem umas pessoas querendo te ver. — Saiu para chama-las e voltou com os pais de Oliver e sua irmã.
Você está bem? — Moira perguntou preocupada.
As gêmeas? — Se preocupou.
Estão com Laurel e Tommy. — Oliver suspirou mais calmo.
Graças a Deus você estava usando capacete. — Oliver arqueou as sobrancelhas e olhou para Diggle confuso.
Eu contei para eles que você estava em sua moto e alguém te deu uma cortada.
O que você estava fazendo na rua? Por que saiu da festa? — Oliver não podia contar á sua família sobre o que havia acontecido, eles correriam perigo assim como ele, Jhon e Felicity. Se lembrou da loira e ficou extremamente preocupado.
Precisava clarear a cabeça. — Precisava ficar sozinho com Diggle para perguntar por Felicity, mas não podia enxotar sua família.
Como assim filho? — Robert quem perguntou.
Me lembrei de Sarah... — Sua família entendeu então o que havia acontecido. Aquela não era a primeira festa de fim de ano que Oliver fazia aquilo. No Natal passado ele ficou tão sufocado que deixou as gêmeas com Thea e ficou até o dia seguinte fora de casa.
Nós vamos deixa-lo descansar, okay? — Moira deu-lhe um beijo na testa e saiu com Robert.
Eu vou buscar as meninas na Laurel amanhã cedo. É melhor elas não ficarem sabendo disso ou ficarão preocupadas. — Oliver assentiu.
Obrigado Thea. — Sussurrou.
Não precisa me agradecer. Sou sua irmã e vou sempre estar do seu lado... — Oliver lhe sorriu. — Como você fazia e ainda faz por mim. — Ela lhe deu um beijo na bochecha e saiu.
Como ela está Dig? — Perguntou assim que ficara sozinho com o amigo.
Ela está bem. — Suspirou. Também havia ficado muito preocupado com a amiga. — Ela teve uma pequena hemorragia. — Oliver se sentiu culpado. — Mas eles souberam cuidar do caso. Ela deslocou o pulso, mas já está engessado. E também teve uma concussão... Mas já está bem. — Oliver suspirou mais aliviado. Mesmo que ainda estivesse preocupado.
Não deveria ter levado ela comigo. — Sussurrou.
Oliver, ela iria de qualquer jeito. Felicity é tão cabeça dura quanto você. Assim que percebi que não estavam mais se comunicando comigo, fiquei preocupado e segui o sinal de vocês.
Fez bem Dig. Ela não estava sozinha... Ela tentou nos matar.
Depois de você e Felicity terem exposto a mulher... É claro que ela faria algo. — Oliver praguejou. — A polícia conseguiu pega-la. Ela tentou fugir, mas não conseguiu... — Oliver assentiu. — Achei você e Felicity primeiro que a polícia.
Ainda bem. Seria complicado explicarmos o que fazíamos ali... — Dig assentiu.
Se dermos provas de que ela tentou matar vocês...
Vamos dar um jeito de conseguir essas provas Dig. — Ele assentiu novamente. — E consiga um jeito de o médico liberar á mim e á Felicity daqui. — Diggle arqueou as sobrancelhas em confusão. Ele ia questionar, mas Oliver foi mais rápido. — Não estarei protegido aqui e nem Felicity. Ela tem "amigos".
Eu sei. Consegui derrubar 5 que estavam espionando a mansão...
Eu pensei que ela estava blefando... — Sussurrou. — Então ela tinha mesmo colocado os "amigos" dela para vigiar minha família. — Diggle contou também que um deles fugiu e que não deu para ver quem era, mas que ele não fizera nada, apenas ficou observando. — Estranho...
E eu pensando que não podia piorar... — Oliver se lembrou de Felicity ter falado uma frase semelhante no galpão.
As pessoas que estão por trás disso tudo, são realmente perigosas... — Oliver trincou os dentes, estava irado. — Um hospital não irá segura-los. Faça o que eu pedi...
Deixa comigo. — Suspirou cansado. — Falarei com o doutor. — Oliver que havia se sentado, voltou a se deitar, havia ficado cansado. Dig saiu pela porta para fazer o que seu chefe e amigo tinha lhe pedido.
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Por que eu fui dizer que não podia piorar? — Diggle riu. — Ela quase me matou... E ao Oliver. Além de ficar rindo como uma louca...
Ela é louca. — Felicity e Oliver estavam no apartamento da loira junto de Diggle. Caitlin estava com Tommy, quando chegou em casa viu a mensagem que a amiga havia lhe deixado na porta da geladeira. — Oliver me contou no hospital o que houve com vocês.
Foi sinistro. Ela começou a desabafar tudo o que houve entre os pais dela e o de Oliver. — Olhou para o Queen. — Você acha que ela falava a verdade?
Meu pai fez coisas muito erradas no passado. Ele disse pra mim uma vez que se arrependia muito das coisas que fizera quando mais jovem... — Felicity e Diggle ficaram penalizados. — Então eu acho, que talvez... Ela estivesse falando a verdade.
Mesmo assim, vingança não leva ninguém á lugar nenhum.
Concordo, Oliver. Seu pai é um ser humano... E humanos erram. — Oliver assentiu. — E ele está arrependido, é isso que importa.
Mas eu acho que você deveria falar com seu pai sobre isso. — Oliver olhou nos olhos azuis da loira. — Pelo menos para ele... Ele já sabe porque Isabel foi presa e deve saber o porque de ela fazer tudo isso.
Assim que voltar para casa terei essa conversa com ele. — Ele concordava com Felicity. Seu pai o direito de saber sobre aquilo, principalmente pelo fato de que fora ele quem fez com que isso acontecesse.
Não sei como vou explicar isso á Cait. — Mostrou o braço com a tala.
Diga que você caiu e apoiou essa mão para não se machucar muito feio. — Diggle deu a ideia.
Pode ser que dê certo. Meus pais te viram no hospital... — Felicity assentiu.
Você acha que com Isabel presa eles nos deixarão em paz?
Eles não vão arriscar suas cabeças. Então eu acho que eles vão sumir...
Espero que esteja certo. — Diggle ainda estava preocupado. Felicity havia falado da escuta no apartamento e o homem achou depois de alguns minutos procurando. Como ela havia entrado ali, era o que os três se perguntavam. — Já falei com o porteiro do condomínio, ninguém entra sem antes ligar para você e perguntar se pode subir. Ás vezes eles quebram protocolo e para a sua segurança, eles não podem de jeito nenhum fazer isso...
Obrigada. — Diggle sorriu.
Nós já vamos. — Oliver se levantou. — Meus pais devem estar enlouquecendo, não avisei que saí do hospital.
Não deveria ter feito isso... — Dig abraçou a amiga se despedindo. — Nos vemos amanhã? — Olhou o relógio, já se passava das três da manhã.
Hoje, né loirinha? — Felicity sorriu para Dig. — Espero você lá embaixo Oliver. — Ele assentiu e o amigo saiu.
Você tem certeza que está bem?
Estou. Não se preocupe... — Ficaram se olhando por alguns segundos, sem falarem nada.
Então nos vemos mais tarde.
Uma hora? — Sussurrou.
Vou falar com meus pais. Hoje com certeza o almoço deve começar ás duas... — E novamente a loira assentiu.
Então até ás duas. — Ele assentiu e antes de se virar ouviu. — Obrigada Oliver.
Pelo que? — Arqueou as sobrancelhas.
Por ter me protegido.
Nem devia ter te levado comigo...
Não vamos falar sobre isso de novo, né? — Ele negou e ela o acompanhou até a porta. — Tchau Oliver.
Tchau Felicity. — Ela sorriu e ele a beijou no rosto e saiu. Felicity fechou a porta e se encostou nela, pensando em Oliver. Logo ela se lembrou do almoço em algumas horas, então fora tomar um banho e dormir um pouco, não sem antes mandar uma mensagem para a amiga.
**--**
Já havia passado uma semana desde o atentado contra Oliver e Felicity. Ambos faziam de tudo para reerguer a empresa e Bruce Wayne se prontificou a ajudar no que precisassem. Oliver preferiu ser honesto sobre o que Isabel havia feito dentro da empresa e a maioria ficaram do seu lado. Teve que dar uma coletiva de imprensa para explicar o que houve, pois de algum modo a notícia tinha ido parar nas mãos dos jornalistas, o que não era uma surpresa para ele.
Era quarta feira, Felicity tinha acabado de sair do trabalho. Seu carro estava com Caitlin naquele dia, por isso iria embora de táxi, claro, essa era sua intenção, até encontrar Tommy Merlyn na porta da empresa. Pensou que ele estava ali por Oliver, mas sua surpresa foi ele dizer que Caitlin havia lhe pedido que a buscasse.
Caitlin havia voltado a trabalhar no hospital, ela é pediatra e sairia um pouco mais tarde naquela noite. Ela sempre saia no mesmo horário que Felicity, por isso as duas dividiam o carro para não ter que gastar mais do que precisavam. Dessa vez, Felicity sairia mais cedo que a amiga, por isso a outra ficara com o carro e só por isso aceitou a carona do Merlyn.
Sabe, não precisava me dar uma carona. — Era a segunda vez que ela falava aquilo. Tommy sorriu.
Chega de reclamações loirinha. — A olhou pelo canto do olho, antes de se voltar para a estrada. — Cait me pediu e eu faço isso com todo o prazer... — Disse enquanto dirigia.
Só estou dizendo que eu poderia pegar um táxi...
Não vou responder a isso novamente. — Bufou. Ela era muito teimosa quando queria, era o que ele pensava.
Onde está indo? — Perguntou ao vê-lo virar numa rua que não era a do seu condomínio. Arqueou as sobrancelhas e Tommy desviou os olhos da rua por alguns minutos para responde-la.
Vou ter que passar na casa do meu pai antes. — Voltou seus olhos para a rua.
O que? — Perguntou incrédula.
Cinco minutos. Oliver vai precisar de um documento importante que está com meu pai... Preciso pega-lo e entregar á você. — Voltou seus olhos para a loira e piscou um deles sorrindo.
Okay. — Suspirou. Viu que ele parou o carro por alguns instantes e apertou o controle do portão.
Não se preocupe, não vou te sequestrar... — Riu e ela não pode deixar de rir da gracinha do amigo. Olhou á enorme mansão á frente.
Uau... Impressionante. — Tommy sorriu. Parou o carro em frente á porta de casa. Saiu do carro e abriu a porta para que Felicity também saísse. — Obrigada. — Entraram na casa assim que o Merlyn abriu a porta.
Você ainda tem a chave? — Perguntou surpresa.
Claro. Minha mãe fez questão. — Felicity sorriu. — Ela deve estar dormindo, mas meu pai sabia que eu passaria aqui... Está acordado com certeza. — Se dirigiram para a sala de estar.
Boa tarde. — Felicity olhou para o homem parado no meio da sala. Estremeceu.
Boa tarde Sr. Merlyn.
Não precisa de tanta formalidade loirinha. — Felicity olhou para o amigo. — Pai, Oliver vai precisar daqueles documentos...
Eu sei. — O interrompeu. — Os coloquei em cima da mesa do escritório.
Vou buscar, então... — Olhou para Felicity. — Faz companhia a ela?
Claro, filho. — Então o Merlyn jovem saiu do cômodo. — Quer se sentar?
Não. Obrigada, estou bem.
Que mal eu pergunte... — Felicity que olhava ao redor, o olhou. — Sua mãe... Tommy disse que vocês são de Las Vegas. — Felicity assentiu. — Está bem longe de casa...
Verdade. — Sussurrou.
Sua mãe... Você a vê muito?
Não. Ela veio me visitar pela primeira vez esse ano. — O Merlyn ficou surpreso.
Então vocês ficaram sem se ver por muito tempo... — Felicity novamente assentiu, mesmo que não precisasse. — Não sente saudades? — Felicity não sabia o que responder, mesmo que a raiva tenha passado, a mágoa continuava ali. Ela não queria ver a mãe tão cedo. Não até a mesma mudar de ideia. — Me desculpe pelas perguntas... — Vendo que ela não responderia, decidiu se desculpar. Ele estava pensando na loira desde o Ano Novo, quando a conheceu. Ela se parecia muito com alguém que ele conheceu á alguns anos, sua mente não parava de trabalhar. Quem era aquela garota? Por que depois de tanto tempo voltara a pensar naquela mulher? Já estava se cansando, tinha que saber mais sobre a "amiga" de seu filho. Ele ainda achava que eles tinham algo. Ele não poderia estar mais errado.
Tudo bem. — Sussurrou. — Nós... Nós estamos um pouco estremecida. — Preferiu ser verdadeira. Afinal, Oliver, Thea e Diggle presenciaram sua discussão com a mãe e podem ter mencionado com Tommy.
Você... — Felicity o olhou nos olhos pela primeira vez desde que chegara e ele se impressionou novamente com seus olhos. Tão parecidos com o daquela mulher. — Você tem uma foto... Da sua mãe? — Ela arqueou as sobrancelhas confusa com aquela pergunta. Por que ele queria ver uma foto de sua mãe? — Eu sei que é estranho...
Muito. — Disse séria.
Eu conheci uma mulher á alguns anos... Em Vegas, que se parecia muito com você... — Felicity pensou muito antes de falar.
Mas pode ser apenas uma coincidência... — Estava mais que estranho aquela conversa, queria que Tommy voltasse logo. — Tem muitas loiras de olhos azuis por aí, apesar de não ter muitos com o sobrenome Smoak... — Essa ultima parte ela falou sem pensar.
S-Smoak? — Agora estava claro. Claro como água. — Seu sobrenome é Smoak?
Sim. Tommy e Oliver não disseram?
Não. — Sussurrou.
Se você quer tanto ver uma foto da minha mãe... — Pegou seu celular e depois de desbloquear o mesmo, mostrou para o homem a foto de sua mãe.
Não é possível... — Sussurrou. Felicity o olhava curiosa. — É ela...
Você a conhece? — Ele deu alguns passos para trás a olhando firmemente. Felicity estremeceu. Não sabia o que estava acontecendo com o pai de Tommy. Sua respiração ficou irregular, agora ele tinha certeza absoluta. Ela era filha daquela mulher. — O senhor está bem? — Percebeu que ele não passava bem e se aproximou preocupada.
Vamos Lis? — Entrou na sala quando pai estava surtando. — Pai? Pai, você está bem? — Ajudou o homem a se sentar. Felicity estava do outro lado do Merlyn, preocupada assim como Tommy.
Eu... — Felicity não sabia o que dizer. Malcom olhou para Felicity ainda incrédulo e seu filho não estava entendendo o que acontecia.
Felicity o que houve?
Eu não sei. Ele pediu para mostrar uma foto da minha...
Eu estou bem. — Interrompeu a conversa.
O senhor tem certeza? — Ele percebeu que ela ficou preocupada de verdade.
Sim. Não se preocupem. — Sorriu.
Então eu já vou. — Malcom olhou para o filho. — Qualquer coisa me liga... — Malcom assentiu voltando seus olhos para Felicity.
**--**
Achei tão estranho... — Felicity comentou novamente. Ela já estava falando sobre aquele assunto com a amiga á três dias e novamente ela desabafava sobre o que houve entre ela e o Sr. Merlyn.
Lis, você ainda não desencanou disso?
Ele ficou muito estranho... — Já tinha se passado três dias desde o acontecimento. — Você não presenciou o que eu presenciei, ok?
Lis, talvez ele tenha passado mal de verdade. — Felicity bufou.
Não foi isso. — A amiga suspirou. — Ele disse que conhecia minha mãe...
Então liga pra ela e pergunta... — Vendo que a amiga não lhe responderia se levantou do sofá. — Eu te amo Felicity, mas essa sua cisma com meu futuro sogro está complicado...
Futuro sogro? — Perguntou surpresa, mas com um sorriso no rosto.
Sim. Tommy quem disse. — Sorriu.
Gosto de vê-los juntos. Por que ele não a apresentou á família dele, como sua namorada?
Porque eu acho cedo. — E novamente Felicity bufou.
Cedo? Sério? — Arqueou as sobrancelhas. — Vocês estão juntos á cinco meses, quase seis... Já passou da hora. Você já conhece a ex-mulher e o filho dele...
Verdade. — Felicity riu.
Então o deixe apresenta-la.
Falarei com ele. — Felicity sorriu se esquecendo momentaneamente o acontecido com Malcom Merlyn á três dias atrás.
**--**
Ele me interrogou. — Bufou irritado. — Perguntou se eu era mesmo "só" amigo da Felicity.
Não deve ter sido tão ruim. — Tommy havia se encontrado com o pai no dia anterior e assim que tiveram um tempo sozinhos na casa dos pais, o mais velho o encheu de perguntas sobre Felicity Smoak. Agora ele contava para seu melhor amigo sobre a conversa.
Não? Você não viu como ele estava... — Lembrava-se perfeitamente a cara do mais velho.
Mas ele não disse que estava só preocupado com você?
Oliver, ele fez perguntas sobre Felicity.
Que tipo de perguntas? — Oliver arqueou as sobrancelhas em curiosidade.
Se eu já havia visto a mãe dela?! Por que de ela ter saído de Vegas?! Se ela havia feito faculdade na cidade natal?!... Se eu e ela estávamos namorando?!... — Oliver achou tão estranho quanto Tommy.
Okay. Tenho que concordar com você... Isso soou estranho.
Viu? E você não sabe do pior... — Se exaltou novamente. — Depois de me perguntar se tínhamos algo mais que amizade, ele ainda disse para eu não me aproximar "intimamente" para com ela e quando eu perguntei o por que... Ele desviou da minha pergunta.
Que estranho... — Tommy assentiu. — Por que ele estaria tão interessado em Felicity? Ou melhor, no seu relacionamento com ela? — Tommy deu de ombros.
E disse com todas as letras "Não ouse chegar perto dela de outra maneira que não seja amizade".
O que você vai fazer agora?
Vou descobrir o que ele esconde. — Estava muito sério. Não deixaria aquilo passar, descobriria o que seu pai tanto quer com felicity.
Cuidado. O que tanto procura pode ser que não o agrade... — Oliver estava preocupado com o amigo.
Que se dane! — Exclamou. — Depois de Thea, nada mais me surpreende. — E ele estava mais que errado, o que ele descobrirá, o surpreenderá e muito.
**--**
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Oliver e Felicity haviam chegado juntos no trabalho. Por causa da bagunça que Isabel fez, estão chegando mais cedo todos os dias para resolver tudo o mais rápido possível. Ela havia deixado o caixa da empresa no zero, a sorte foi Felicity ter conseguido provas contra a mulher. Ela havia conseguido transferir todo o dinheiro roubado de volta para o caixa da empresa também, mas nem por isso as notícias sobre o que houve não chegaram ás manchetes. Todos os setores da empresa estavam uma bagunça, dois chefes de setores diferentes não confiavam mais em Oliver, mas assim mesmo continuavam com seus cargos. E mesmo depois da demissão de Isabel e da prisão da mulher, as fofocas não pararam. Oliver e Felicity ainda eram alvos de conversas paralelas.
O que você tanto olha nesse tablet? — Ambos estavam no elevador. Diggle havia ficado na portaria do prédio atendendo á um telefonema e disse que os dois poderiam ir subindo. Agora eles estavam um do lado do outro esperando chegar no andar deles.
As notícias só pioram. — Reclamou. Oliver a olhou por alguns segundos, até que voltou a si.
Como assim? — Felicity, que estava mordendo uma caneta com a tampa vermelha, a retirou da boca para responde-lo.
As pessoas estão dizendo que você sabia de tudo e que foi conivente.
Ridículo. A polícia sabe que eu reportava tudo o que eu descobria a eles e eles deram uma entrevista dizendo isso, não? — Felicity assentiu. — Nem todos acreditam nessas fofocas...
É. Pode ser... — Voltou a morder a tampa da caneta enquanto lia algo na internet. Oliver já estava ficando louco com aquilo, parecia que ela fazia de propósito. Ela mudou de posição colocando o peso sobre a perna direita e deitando levemente a cabeça, enquanto continuava a mordiscar aquela tampa. Suspirou agoniado, se segurava para não fazer nada, mas já estava enlouquecendo e parecia que o elevador estava mais lento do que nos outros dias. Para piorar, ela tira a caneta da boca e começa mordiscar os lábios, ah, isso foi o estopim para ele prensa-la na parede.
Oliver! — Se assustou. — O que você...? — Se interrompeu.
Você só pode estar fazendo isso de propósito. — A respiração de Felicity acelerou ainda mais.
Isso o que? — Sussurrou. Seus olhos não desviavam dos olhos azuis.
Essa coisa com a caneta. — A mesma já se encontrava no chão do lado do tablet e do celular que Felicity havia deixado cair quando Oliver a prensou.
Eu não... — Oliver não deixou que a mesma continuasse sua explicação e a beijou. O beijo era lento, não era de desespero. Era o primeiro beijo "deles". Queria que fosse especial, queriam aquilo á muito tempo, queriam aproveitar o máximo o momento. Oliver separou o beijo depois de alguns minutos, tanto ele quanto Felicity estavam ofegantes e com a respiração acelerada.
O que você... — O barulho do elevador fez com que ela se interrompesse. — Mas o que é isso?
Não sei. — Se separou da loira. — Parece que o elevador parou...
Você quer dizer que estamos presos aqui? — Oliver a olhou assentindo. — Ótimo, não pode ficar pior...
Lembre-se o que aconteceu da última vez que disse isso... — Sorriu.
Bem lembrado. — Viu Oliver pegando o celular do bolso.
Não funciona... — Felicity olhou para o tablet que continuava no chão e depois para o celular que estava do lado do mesmo.
Não vou nem olhar o meu. — Suspirou. — Por que isso está acontecendo?
Eles já devem ter percebido que o elevador estragou...
Espero que sim. — Estremeceu.
Não gosta de ficar presa num mesmo ambiente por muito tempo, certo?
Sim. — Sussurrou. — Principalmente elevadores... Me trás más lembranças.
Felicity! — Ela o olhou nos olhos. De repente haviam se esquecido o que acontecera á alguns minutos. — O que aconteceu com você? — Ela olhou para o chão e se sentou, Oliver fez o mesmo.
Nós vamos ficar aqui um bom tempo pelo que parece, então... — Suspirou em meio á lembranças. — Antes de me mudar de Las Vegas eu tinha um namorado. Eu era totalmente diferente do que sou agora... Diria que eu era meia... — Mordeu o lábio e os olhos de Oliver foi direcionado para o local no mesmo momento. — Gótica.
Gótica? — Perguntou surpreso. — Tipo... Cabelos pretos, unhas pretas... Roupas pretas? — Sorriu. — Esse tipo de gótica.
Sim. — Ela sorriu. — Sei lá... Foi uma fase.
Não imagino você gótica. — Ele percebeu então que o sorriso dela tinha sumido, estava séria. — E então? O que houve?
Meu... Ex-namorado... Éramos do mesmo colégio, mesma sala. Nos apaixonamos... Quer dizer, eu me apaixonei. — Estremeceu novamente. — Ele era carinhoso no começo, mas depois de algum tempo começou a ser possessivo, não podia sair sozinha, não podia sair com minhas colegas... Elas então me deram um conselho que eu resolvi ouvir, percebi que estava deixando de viver minha vida para viver para ele... E eu achei melhor terminarmos. Ele não gostou, me importunava todos os dias para voltarmos. E então, depois de perceber que não conseguiria me convencer, ele passou a me seguir por todos os lugares e o tempo todo, minha mãe ficou preocupada e achou melhor me mandar pra Gotham. Eu terminaria o terceiro ano pela internet e faria faculdade lá. Fiquei um ano em Gotham sem problemas, até que... — Se interrompeu.
Ele te achou? — Perguntou alguns segundos depois.
Sim. Eu estava entrando no elevador para ir para meu flat quando comecei a me sentir zonza. O elevador parou e eu apaguei. — Seus olhos lacrimejaram. — Quando eu acordei, não sabia onde estava, mas sabia que não era meu apartamento. O quarto... — Engoliu em seco. — O quarto não tinha janelas, mas eu o reconheci assim que olhei ao redor. Ele era idêntico ao meu antigo quarto... O que eu tinha em Vegas. — Oliver ficou penalizado. Soube na hora o que havia acontecido. — Ele estava sentado na poltrona um pouco longe da cama de casal, na qual eu estava deitada. Me disse que estava tudo bem, que agora eu estava em segurança, que eu não precisava ter medo, mas só o que eu conseguia fazer era tremer e deixar meu medo ser exposto. Ele tentou se aproximar de mim durante duas semanas e meia. A cada dia eu riscava num caderninho, pra eu saber á quantos dias eu estava ali... Naquele mausoléu, temendo não voltar para casa. Ele estava completamente louco, dizia que seríamos felizes, que nos casaríamos, entre outras coisas. — Apesar de não ter deixado uma lágrima sequer descer pelo rosto, ela tremia com as lembranças que viam em sua cabeça e com os olhos cheios de água. Abraçou as pernas, não se lembrando de que estava de vestido. — Pensei que ele me deixaria em paz, quando não voltou para me ver no resto daquela semana, mas... — Respirou fundo. — Quando completou três semanas sem deixa-lo se aproximar, ele se irritou... Ficou furioso quando foi me levar comida e eu bati no prato que foi ao chão. Eu vi seu rosto, ele estava irritado... Não. Ele estava possesso. Ele me jogou na cama... E ele me forçou... — Sua voz embargou. — Me forçou a... — Se interrompeu novamente e Oliver percebeu que ela tremia mais que á alguns minutos atrás. Sabia o que tinha acontecido, ela não precisava continuar.
Não precisa dizer o que ele fez... — Felicity engoliu em seco e sentiu Oliver segurar sua mão esquerda. Lhe dando força.
Quase dois meses depois, sofrendo todo tipo de coisa, a polícia me achou. Fui atendida por Caitlin, que foi uma amiga maravilhosa naqueles dias que passei no hospital e então ela me convidou para morar com ela em Central City e eu aceitei. Fiquei lá até terminar minha faculdade, 3 anos. Fiz amizades e então ele novamente me encontrou, mas dessa vez deu tempo de fugir. Helena me convidou para vir morar aqui com ela e eu vim com Caitlin, que foi convidada a ser chefe da pediatria num hospital daqui. E até hoje não tenho notícias dele, mas sei que ele está por aí... Me procurando.
Ele não vai mais te fazer mal. — Felicity o olhou temerosa. — Eu prometo que vou te proteger.
Por que Oliver?
Porque você me ajudou quando eu precisei e... — Ela o interrompeu.
Não. Por que você me beijou?
Porque eu gosto de você. — Não era a primeira vez que ele dizia isso em voz alta, mas era a primeira vez que ele dizia isso á ela. O coração de ambos estavam ainda mais acelerado. — E eu gosto de verdade...
Eu... — Felicity molhou os lábios com a língua. — Eu também sinto o mesmo por você. — Sussurrou. Olhavam nos olhos um do outro.
Fico feliz em ouvir isso. — Disse em sussurrou antes de beija-la novamente. A puxou para mais perto. Esse beijo era diferente do primeiro. Esse era mais sôfrego, cheio de luxúria. Fez com que ela se sentasse em seu colo, pôs as mãos sobre as pernas da mulher que estava com um vestido um pouco curto para a alegria do Queen.
Oliver. — Gemeu quando as mãos do Queen subiram ainda mais, por baixo da saia. As coisas estavam indo para outro nível quando ouvem o barulho do elevador novamente, fazendo com que parassem com o beijo. Respirando ofegantes.
O elevador voltou. — Sussurrou ainda em cima de Oliver.
Eu percebi... — Disse também em sussurro. — Precisamos nos levantar. — Felicity ainda corada, se levantou de vagar e pegou sua caneta, seu celular e seu tablet do chão, Oliver fez o mesmo assim que ela saiu de cima dele. — Conversamos sobre o que aconteceu depois do trabalho.
Mas... — Oliver a calou com o olhar. — Okay. — Inclinou a cabeça para o lado direito sorrindo e foi correspondida. Segundos depois as portas do elevador se abre.
**--** **--**
Eu tenho certeza que deu certo. — Thea, Roy, Diggle, Tommy e Caitlin estavam no apartamento do Merlyn conversando sobre Oliver e Felicity.
Como tem tanta certeza? — Caitlin quem perguntou.
Eles estavam estranhos e Oliver me dispensou hoje. Disse que mandou trazer seu carro.
Realmente, o motorista levou o carro do Ollie. — Sorriu.
Vocês tem uma mente perversa, hen? — Roy riu.
A ideia foi sensacional! — Caitlin exclamou divertida.
Obrigada. — Riu . — Eu e Dig fomos ótimos atores hoje.
Seu irmão não vai ficar irritado Thea?
Que nada Cait. — Roy beijou a bochecha da namorada.
Essa daqui dobra o irmão direitinho. — Roy olhou para Tommy. — Ou eu deveria dizer irmãos?
Eu não estava aguentando mais aquele chove e não molha daqueles dois... — Bufou contrariada. — Tinha que fazer algo. E foi o Tommy quem disse que o elevador era um ótimo lugar para prendê-los, não é Tommy? — O irmão a olhou assim que ouviu seu nome.
O que? — Estava tão pensativo que não prestara atenção em nada que seus irmã, namorada, cunhado e amigo diziam. — Me desculpem.
Tommy onde você está com essa cabeça? — Todos o olhavam.
Numa conversa que tive com nosso pai.
SEU pai. — Bufou. — E que conversa é essa?
Eu... — Se interrompeu. — Prefiro descobrir tudo antes de falar com mais alguém.
É tão sério assim?
Se for o que estou pensando... Vai ser uma bomba caindo na cabeça de todos nós... Principalmente na da Felicity. — Sussurrou a última parte e só Caitlin que estava do seu lado, ouviu.
Estou curiosa agora... — Sua irmã comentou.
É melhor assim maninha. — E mesmo inconformada, ela assentiu. — E então? Acham que deu certo o nosso plano de juntar Oliver e Felicity? — Todos sorriram e Diggle novamente contava o que viu acontecer entre Oliver e Felicity mais cedo, depois de ele mesmo fazer o elevador parar por alguns minutos.
**--**
***Dois Meses Depois***
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Tem certeza que Caitlin não está? — Perguntou assim que entrou no apartamento.
Sim. Ela me mandou uma mensagem dizendo que ficaria com Tommy hoje. — Tirou os saltos na sala mesmo, largou a bolsa no chão perto do sofá e viu Oliver se sentar no mesmo.
Os dois já estavam nesse esconde esconde á mais ou menos dois meses. Depois do que houve no elevador, eles decidiram ficar juntos e agora estavam namorando. Ninguém sabia, decidiram juntos deixar assim por algum tempo. Apesar de Diggle desconfiar, ele nunca perguntou nada, deixou rolar, uma hora eles contariam. Caitlin já estava no sétimo mês de gestação e mal passava as noites ali, para a felicidade do mais novo casal. Era o único local que podiam ficar juntos sem ninguém para atrapalhar ou desconfiar.
O Diggle já está desconfiado. — Comentou se sentado perto do namorado.
Deixe que ele continue assim... — Colocou o braço esquerdo ao redor da cintura da namorada que deitou seu corpo no corpo do namorado.
Eu queria te perguntar uma coisa... — Ele a olhou esperando. — Você sabe o que está acontecendo com o Tommy?
Tommy? — Arqueou as sobrancelhas. Ainda não estava acostumado com aquele carinho todo que eles dão um ao outro. — Não sei de nada...
Ele está estranho. — Oliver assentiu. — O que foi?
Nada. — Felicity o olhou e ele soube que ela não acreditou. Já sabiam definir os olhares um do outro. — Ainda não me acostumei com esse carinho todo que dão um ao outro... — Felicity sorriu.
Está com ciúmes? — Oliver não espondeu e ela soube que "sim", ele estava. — Ele é só um amigo. Eu o vejo como um irmão mais velho... — Sorriu ao se lembrar que na semana passada quando estava febril, ele a obrigou a comer e tomar um remédio ruim pra caramba. Cuidou dela o dia todo.
Irmão mais velho? — Oliver arqueou as sobrancelhas.
SIM. — Disse ainda sorrindo. — Ele se preocupa comigo assim como eu me preocupo com ele... Ele não é seu amigo?
Como um irmão.
Então, você deve imaginar como me sinto. Eu não tive irmãos para me proteger. — Oliver se lembrou da conversa que teve com ela no elevador e a apertou um pouco mais, trazendo-a mais para perto de si. — O que houve? — Estranhou a mudança de humor do namorado.
Me lembrei da nossa conversa... No elevador... — Felicity abaixou o olhar. — Ei. Não vou deixar que nada mais aconteça com você.
Oliver, você não pode...
Eu posso! — A interrompeu. Pegou em seu queixo fazendo com que ela o olhasse nos olhos. — Eu posso. — E mesmo que soubesse que talvez ele não poderia cumprir aquela promessa, ela assentiu.
Confio em você, Oliver. — Sussurrou e ele assentiu antes de beija-la. O beijo era lento como o primeiro, mas dessa vez mais quente. Oliver a deitou no sofá, se deitando por cima. Sua namorada não vestia uma saia dessa vez, mas não o deixava menos exitado. Passou as mãos nas coxas da garota que suspirou ao senti-lo apertando, eles ainda não tinham passado para esse nível, principalmente por não passarem muito tempo sozinhos. Oliver começou a beijar o pescoço da loira que já estava com as mãos dentro da camisa do Queen. As coisas estavam esquentando, sabiam disso e não queriam parar, não agora.
**--** **--**
**Oliver**
Apertei meus dedos em suas coxas e a ouvi suspirar novamente, sabia que estava indo muito rápido, estávamos namorando á dois meses, mas não conseguiria me segurar por muito mais tempo, ela me deixava louco. Gravei seu suspiro em minha memória, era tão difícil resistir a ela. Não sei como eu me segurei por tanto tempo, parecia que ela fazia de propósito se vestir com aquelas roupas marcando seu corpo, o jeito que ela mordia os lábios quando estava nervosa ou quando estava pensativa. Assim que suas mãos passaram para dentro da minha camisa, a ajudei a tira-la, voltei á minha posição, em cima dela e voltei a beija-la. Não cansava do gosto de seus lábios. Passei a subir de vagar sua blusa enquanto a beijava, já estava quase retirando-a quando ouvimos um celular tocar e eu soube que era o de Felicity. Parei o beijo quando ela colocou as mãos no meu peito para me afastar um pouco, o celular dela estava na mesa de centro junto ao meu. Suspirando em desgosto, me afastei para ela poder pegar o aparelho. Não tinha hora melhor para ligarem?
É minha mãe... — Disse desgostosa. — Será que ela não cansa? — Ela havia me contado á alguns dias o que houve entre ela e a mãe. Sinceramente não podia julgar minha namorada, ela estava certa. Ela tinha direitos. Ela desligou o aparelho e voltou para meus braços, dessa vez sentada de frente para mim, em meu colo. — Você não tem que ir pra casa?
Sim. — Apertei suas coxas. — Tenho que colocar as gêmeas na cama. — E ela sorriu. Eu amo vê-la sorrir. — Você vai ficar bem aqui, sozinha?
Não se preocupe. — Mesmo que ela me peça, não tinha como. Eu me preocupava em deixa-la sozinha nesse apartamento. E então me lembrei da minha decisão.
Eu vou me mudar. — Ela me olhou surpresa. — Já conversei com minha família.
Você tem certeza?
Eu preciso do meu espaço. — Ela assentiu. — Meus pais não ficaram muito felizes, mas me compreenderam. Quero que me ajude.
Com o que?
Com a escolha do apartamento.
MAS... — Eu sabia que quando ela vinha com um mas, sempre estava incerta de algo, ela ficava sem jeito e dizia o "mas". Ela percebeu meu olhar, eu não desistiria. — Tudo bem. Quando?
Amanhã. — Ela ficou surpresa.
Mas e o trabalho Oliver?
Meu pai ficará responsável amanhã. — Ela arqueou as sobrancelhas e eu soube que ela falava "dela". — Você estará de "folga".
Você mentiu para seu pai?
Não. Você está mesmo de folga e vai usa-la para me ajudar a procurar meu apartamento. — E novamente eu a vi sorrir. A puxei para mais perto para poder cheira-la, joguei todo seu cabelo para o lado esquerdo.
E por onde quer começar? — Não a respondi e comecei a mordisca-la. — Oliver. — Gemeu e eu sorri.
Amanhã vemos isso... — Tomei seus lábios em desespero. Eu amava o gosto de seus lábios. Já disse isso? Ela se remexeu e eu percebi que se isso continuasse não iria embora tão cedo. Se remexeu novamente em meu colo, apertei minhas mãos ainda mais forte em suas coxas, com certeza ficaria roxo. Mesmo a contragosto parei o beijo. — Acho melhor pararmos por aqui...
Eu também acho. — Sussurrou.
Me acompanha até a porta? — Ela sorriu novamente e se levantou. Peguei minhas chaves e meu celular que se encontrava no criado mudo, vesti minha camisa e fui em direção da porta. Esperei que ela a abrisse e dei alguns passos até estar fora. — Amanhã venho te buscar ás 10h da manhã... Em ponto. — Sorri quando ela fechou a cara. Sempre que eu chegava para pega-la ela estava ainda se aprontando. Mas eu gostava, realmente valia a pena esperar.
Está dizendo que eu não sou pontual? — Fez um bico e eu ri. — Não tem graça.
Se todas as vezes que você se atrasar, for sair do quarto "gata", como todas as outras vezes... Eu fico mais que feliz. — Ela riu. — Muito gata! — A beijei para me despedir, esse foi mais curto. — Boa noite.
Boa noite, Oliver. — Me deu um selinho. Eu sai em direção do elevador e a vi fechar a porta. Olhei para a mesma por alguns minutos, preocupado em deixa-la sozinha. Suspirei e entrei no elevador.
**--**
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Sabe, eu não gostei desse. — Fez uma cara de desagrado que me fez sorrir. — Horrível. Como alguém conseguiria morar nisso? — O homem que estava nos acompanhando a olhou em desagrado. — Uma criança pode cair daqui...
Eu tenho que concordar. — Olhava junto de minha namorada o primeiro apartamento do dia. E nesse havia uma sacada totalmente aberta, sem a grade de proteção. — Sério isso? — Apontei para a sacada. E ele não me respondeu.
Não gostei desse cara. — Ela sussurrou e eu segurei uma risada. — Olha a cara de "nem queria estar aqui" — Ela fez uma voz grossa, pelo menos tentou. — E se não quer, por que veio?
Felicity, ele está te ouvindo... — Não me importava com o jeito dela. Ela era assim, aberta, falava o que pensava alto e claro. E eu me apaixonei por ela desse jeitinho.
E daí? — Olhou para ele. — Se não gostou, por favor, mande alguém profissional para fazer seu trabalho. — Dessa vez dei uma pequena risada. — Não concorda? — Perguntando olhando para mim.
Eu vou mesmo fazer isso... — Ele olhava para nós agora. — Ligarei para outro corretor, Sr. Queen. Se o senhor quiser ir na frente para o outro imóvel, ele estará lá em alguns minutos. — Saiu com a cara mais irritada possível.
A culpa não foi minha. — Ri e a puxei para meus braços, abraçando-a.
Não se preocupe com esse cara... — Aproximei nossos rostos. — Eu já disse que você está muito linda? — E ela negou. — Bom, você está!
E eu nem me atrasei. — E eu novamente ri, mas dessa vez ela me acompanhou. — Vamos? Não queremos irritar o novo corretor. — Lhe dei um selinho e a puxei para fora do cômodo. Saímos do apartamento e entramos no meu novo carro, sim, eu comprei outro.
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E então? — Olhei para o homem sorrindo á minha frente. — O que acharam?
Eu achei pequeno. Eu tenho duas filhas pequenas, então... — Olhei para Felicity que estava sentada, mexendo no celular.
Então vamos indo que eu tenho uma em especial para lhe mostrar. — Saiu e eu fui até minha namorada.
Felicity? — Ela me olhou. — Já olhei tudo, vamos?
Você ainda se deu ao trabalho de olhar? — Arqueou as sobrancelhas se levantando e guardando o celular na bolsa.
Não queria me indispor com outro corretor. Esse já é o terceiro... — Ela sorriu.
O segundo não fui eu... — Eu sorri puxando-a para fora. Ela estava certa, o segundo havia sido eu. Ele havia olhado para as pernas da minha namorada, sem nem mesmo disfarçar. Quem em sã consciência ficaria calmo, se estivesse no meu lugar? — Esse já é o quarto apartamento que olhamos... Esse cara sabe quem é você?
Ele disse que esse quem escolheu foi o primeiro corretor, por isso viemos. — Ela assentiu. — Vamos olhar os que "ele" escolheu, agora.
Será que esse vai pra frente? — Sorri novamente. Entrei no carro com Felicity e segui o terceiro corretor. Alguns minutos mais á frente paramos em frente á um condomínio, saímos do carro e acompanhamos o corretor.
Eu gostei daqui. — O corretor falava com o porteiro.
Já é um começo. — Ela riu. — Vamos ver se o apartamento lhe agrada...
Vamos? — Nos indicou o elevador e entramos os três. — Esse é maior, mais espaçoso e não tem nada que possa machucar crianças. Como sei que prefere espaço, Sr. Queen, escolhi esse como o principal. Tenho certeza que não precisará procurar mais.
Será? — Ela sussurrou no meu ouvido. Abracei sua cintura e ela fez o mesmo em mim. Percebi que estávamos indo para a cobertura, arqueei as sobrancelhas. — Você não disse que "não" queria cobertura? — Ela percebeu o mesmo que eu e assenti, pensei em avisar o corretor, mas deixei quieto. Não tiraria nenhum pedaço ver o espaço. O homem digitou uma senha e as portas do elevador se abriu. — Se o senhor ficar com esse, escolherá uma senha para poder entrar no seu apartamento. Segurança! — Já havia gostado a partir dessa parte. Entramos, ele nos mostrou todos os cômodos e era enorme. Mas eu gostei. No primeiro andar não tinha quartos, mas o segundo já tinha pelo menos 6. E para melhorar, todos os quartos já estavam decorados, principalmente o das gêmeas e eu sei que elas irão amar. É a cara delas.
Se quiser mudar alguma decoração, o senhor tem todo o direito. — Assenti descendo as escadas com Felicity. — Principalmente o infantil, não sabemos se elas irão gostar, então... — Andamos pelo corredor, para voltar para as escadas. — A última família que ficou aqui tinha uma filha pequena, mas está tudo em ordem. Você só vai precisar de mais uma cama para o quarto infantil.
Primeiro Andar
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Segundo Andar
Quarto Gêmeas
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Quarto do casal
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Pra que aquele closet enorme? — Sussurrou e eu sorri.
É o quarto de casal. Não me surpreendeu... — Ela revirou os olhos.
E então? — Olhamos para o corretor. — O que acharam? — Perguntou sorrindo.
Por que está olhando para mim? — Felicity perguntou quando eu a olhei.
Deixarei vocês a sós por alguns instantes. — Assenti. — Com licença.
O que você acha? — Ela arqueou as sobrancelhas.
Oliver, quem vai morar aqui é você... Você quem sabe. — Suspirei. Eu sabia disso, mas eu queria a opinião dela. — Apesar de eu achar que aqui é muito grande para três pessoas morarem.
Só não mais que a casa dos meus pais...
Já está dizendo casa dos "seus" pais. — A ouvi suspirar, seu celular vibrou e ela olhou para a tela. — É a Cait. Ela está me convidando para almoçar... Com ela e o Tommy. — Explicou me olhando.
Você quem sabe... — Ela mordeu o lábio e eu trinquei os dentes, ela não sabe o que isso faz comigo.
Você ficou chateado por causa do que eu disse?
Não. — Me sentei no sofá ali perto. — Você vai almoçar com Caitlin? — Ela olhou para o celular novamente, vi ela digitando alguma coisa e depois se dirigir até mim, se sentando do meu lado.
Combinamos de almoçarmos juntos... Apesar de eu achar que vão desconfiar.
Que se dane! — Ela me olhou assustada. — Foi mal.
Oliver, eu não estou entendendo... — Se interrompeu e ficou alguns minutos sem continuar. — Você quer a minha opinião... — Suspirou colocando a mão direita na testa e eu me preocupei.
Você está bem? — Arqueei as sobrancelhas em preocupação.
Estou. É que... Eu entendi agora... — Arqueei as sobrancelhas em confusão. — Estamos juntos. E você quer minha opinião... — Suspirou novamente. — Eu nunca tinha feito isso antes, então... — E eu então percebi do que ela falava. Felicity chegou mais perto abraçando minha cintura e eu fiquei mais aliviado. — Desculpa.
Não. Eu que peço desculpas... — Eu não devia ter ficado tão chateado por causa daquilo. — Só quero deixar claro... Estamos juntos, quero sua opinião nas coisas, mesmo se for no mínimo. Depois de tanto tempo... Eu nunca pensei que ia sentir isso novamente. — Seus olhos brilhavam, como cometas. — Eu te amo.
Eu... — A interrompi.
Não quero você diga nada agora, só queria compartilhar o que sinto. — Ela sorriu, se aproximando mais, mordeu os lábios mais uma vez e isso estava me deixando louco. Ela devia saber, não é possível.
Oliver, eu sei o que sinto desde o dia em que começamos a trabalhar juntos, só queria esconder de mim mesma... — Aproximou um pouco mais seu rosto do meu. — Eu te amo. — E não precisou de mais nada para eu atacar os lábios da minha namorada, mas o beijo não durou tanto quanto gostaríamos, pois o corretor voltou. — Eu gostei do apartamento. — Disse por fim e eu sorri.
Quando posso me mudar? — E o homem sorriu feliz da vida.
**Oliver**
**--**
**Tommy**
Preciso falar com você. — Eu estava sério.
Fala filho. — Me sentei em frente á meu pai. Eu tomei uma decisão depois de procurar saber sobre a juventude de meu pai. E agora eu sabia metade da história. Sabia que quando eu era bem pequeno meus pais se separaram por tempo indeterminado, meses. Eles haviam brigado feio e ele saiu de casa. Ficou meses em Las Vegas e depois voltou para cuidar da "família", mas meus pais continuavam separados. E quando eu completei dois anos meu pai voltou para casa, minha mãe o havia perdoado por alguma coisa que ele fez. Não podia ser por causa de Thea, já que minha irmã não tinha sido concebida ainda. Só de imaginar o que era, me irritava ainda mais
Eu quero saber a verdade. — Meu pai arqueou as sobrancelhas.
Não estou entendendo. — Fomos interrompidos pela minha mãe.
Interrompo?
Não querida/Sim mãe. — Falamos juntos. — Não. Precisa de algo?
Falar com você. É importante... — Sabia que meu pai estava fugindo de mim, trinquei os dentes. — Por favor, meu amor... — Pela minha mãe eu saí, mas deixei claro que a conversa continuaria ainda hoje.
**--** **--**
Meus pais estavam conversando á horas naquele escritório, não me aguentava de ansiedade. Eu tinha que saber o por que de meu pai se interessar na vida de Felicity, perguntar pela mãe dela. Isso ficava a cada dia mais estranho e minha raiva só crescia. Agoniado fui em direção ao escritório novamente e não esperava ouvir o que eu ouvi.
Você tem que contar a ele, Malcom. — Ouvi minha mãe.
Não posso, não ainda. Rebecca me entenda, eu consegui o número e o endereço da Donna, mas não sei como chegar nela e perguntar: "Eu tenho uma filha?" — Eu me assustei com o que meu pai disse.
Malcom, se você fez as contas... — Meu pai a interrompeu.
Eu fiz e refiz um milhão de vezes. — Ele suspirou. — Eu liguei pra ela e quando ela me atendeu e ouviu minha voz, disse para nunca mais ligar para ela.
Você tem todo o direito de ver a garota.
Ela já é uma mulher Rebecca. — Não estava acreditando no que estava ouvindo. Eu tenho outra irmã? — Linda, diga-se de passagem. Mas pelo jeito Donna não contou de mim para ela...
Malcom, você precisa falar com sua filha.
Eu não posso chegar até ela e dizer: "Eu sou seu pai". — Me lembrei do filme "Star Wars" e eu até riria se a situação não fosse tão desesperadora.
Você já a viu?
Duas vezes. A primeira foi no Ano Novo, nos Queen. — Minha cabeça ainda dizia o tempo todo "você tem outra irmã". E eu pensando que o que eu tinha que falar com ele fosse mais importante. ISSO é mais importante. EU tenho outra irmã.
Sabe o nome dela? Onde ela mora? — Meu pai assentiu para as duas coisas. — Então vá até ela e diga tudo. Você nunca soube dela... Não têm culpa.
Você está mesmo me dizendo... — Minha mãe o interrompeu.
Sim. Eu te perdoei á muito tempo. Ela é sua filha e você têm todo o direito de conhecê-la. — Podia sentir que minha mãe sorria. — Eu posso saber quem é ela?
Você a conheceu também. — Eu ia entrar, mas esperei e fiz o certo, ele diria quem é ela. Talvez eu a conhecesse. — Tommy nos apresentou... — Me assustei com o que meu pai disse. — Felicity Smoak. — Surpreso entrei na sala sem bater.
Como é? — Gritei.
TOMMY! — Exclamaram meus pais.
Primeiro descubro que tenho outra irmã e agora descubro que ela... Ela... — Não conseguia completar a frase, era muita coisa para um dia só. — Por isso você me interrogou. Por isso você me mandou ficar longe dela...
Filho... — Dei alguns passos para trás.
Vocês iam me dizer isso quando?
Eu não sei Tommy. — Bufei.
Sério? EU TENHO UMA IRMÃ. — Gritei irado. — E vocês não iam me dizer?
Outra irmã, né? — Minha mãe suspirou pela milésima vez naquele dia.
Pelo que sei ela não sabe de mim Tommy. — Dei de ombros.
Conversa com ela. Agora você sabe... — Ela tinha todo o direito. — A mãe dela se negou a contar sobre você. Ela contou á história de vocês no Natal, mas se negou a dizer quem é você e ela se sentiu muito mal por isso. Até brigou com a mãe por causa disso...
Como sabe disso? — Perguntou surpreso.
Caitlin. — Meus pais arquearam as sobrancelhas. — Elas são amigas. E só para deixar claro, é com a Caitlin que eu estou namorando. — Meu pai suspirou aliviado. — Sério que o senhor achou que eu estava saindo com a Felicity?
Vocês estavam muito íntimos quando chegaram aqui em casa naquele dia... E no Ano novo também. — Se explicou e eu bufei novamente. — Mas me alivia saber que nunca aconteceu nada entre vocês... "Nunca" aconteceu, não é?
Claro que não. Eu não furo os olhos dos meus amigos. — Meu pai arqueou as sobrancelhas e eu soube que disse demais.
Como assim?
Ela gosta do Oliver e ele sente o mesmo. — Meus pais ficaram surpresos. — Podemos voltar a falar sobre quando vai dizer tudo a ela?
Tommy eu já disse que não posso. Não ainda... — Minha paciência já estava no limite.
Você não pode esconder isso dela.
Você não está entendendo... — Passei as mãos nos cabelos, me irritando ainda mais. — Tommy...
Você vai falar com ela... — Não queria saber, ela era minha irmã, não vou esconder isso dela. — Eu não vou traí-la.
Tommy! — Ouvi meus pais gritando quando eu sai da sala.
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Tommy! — Caitlin quem abriu a porta. — O que houve? — Estava muito irritado, mas não iria descontar na minha namorada.
Eu explico depois. — Lhe dei um selinho. — A Felicity está?
Sim. Ela está se arrumando. — Sorriu. — Ela disse que vai sair com a Helena, mas eu acho que ela vai sair com o Oliver. — Fiz uma careta. — O que houve Tommy? — Estava preocupada, podia ver. Eu já estava no meio da sala com ela perto de mim.
Eu preciso falar urgente com a Felicity. — Ela assentiu.
Ela deve estar descendo. — Foi se sentar e eu me dei conta que não perguntei como ela estava. Suspirei irritado, agora, comigo mesmo.
Me desculpe por entrar assim e nem perguntar se você está bem. — Me sentei do seu lado, pegando em sua mão esquerda.
Tudo bem. Estou bem... — Ele assentiu se sentindo menos culpado. — Você parece estar irritado por algum motivo.
Raiva, mágoa... Decepção. — Ela me olhou curiosa. — Eu prometo que te conto depois, mas agora vou precisar da sua ajuda.
Claro. — Ouvi um barulho de salto no andar de cima. — Do que precisa?
Que segure Oliver aqui até eu chegar com a Felicity. — Ela arqueou as sobrancelhas. — Por favor, só confie em mim...
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Eu confio. Mas o que eu digo para o Oliver?
Diga que eu vim busca-la para algo muito importante e que ele a espere aqui. Ela vai precisar dele...
Mas eles acham que agente vai sair. Ele não vai aparecer... — Eu a interrompi.
Não vamos mais sair. Me desculpe. — Ela assentiu. — Eu compenso você outro dia. E acho que já está na hora desse namoro ser exposto, não?
O nosso ainda não foi...
Contei para meus pais hoje. — Ela se surpreendeu. — Achei que já estava na hora, até porque meu pai achava que eu estava saindo com Felicity e ele estava quase enlouquecendo por isso...
Por que ele enlouqueceria por você estar saindo com Felicity?
Você não imagina o por que... — Sussurrei. — Felicity. — Me levantei e Caitlin fez o mesmo. Ela arqueou as sobrancelhas me cumprimentando, lhe dei um beijo na bochecha e abracei minha namorada.
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Pensei que já tinham ido.
Não. Não vamos mais sair. — Ela ficou surpresa.
O-O que? — Segurei um sorriso, o primeiro depois de tudo que eu ouvi hoje. Sabia que ela estava preocupada de sabermos sobre ela e Oliver. Diggle disse que estava desconfiado e ele estava certo, no final.
Já sabemos de você e Oliver. Não precisam tentar esconder, não mais... — Antes de ela tentar me responder, a campainha tocou. Caitlin foi atender já que minha mais nova irmã estava estática na minha frente. Vi Oliver na porta.
Boa noite Oliver. — Ele colocou as mãos no bolso. — Você veio levar Felicity?
Tommy, deixe os dois. — Cait já estava do meu lado.
Tudo bem Tommy? — Oliver parou com as mãos do bolso da calça do lado de Felicity que já estava normal, apesar de ainda estar calada.
Mais ou menos. — Me lembrei do que me levou até ali. — Vou precisar da sua namorada por algumas horas.
O que? — Os dois me perguntaram e eu me esforcei para não rolar os olhos.
Eu não vou repetir. — Bufei. — Eu vejo você depois. — Beijei minha namorada e peguei na mão da minha irmã e a puxei. — Oliver, nos espere aqui. Não vá embora. — Não deixei ninguém falar mais nada, saí do apartamento em direção ao elevador com minha irmã. Caitlin cuidaria para que Oliver não fosse embora ou pior, fosse atrás de mim.
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Tommy, você está me assustando. — E eu percebi que estava me excedendo.
Me desculpe. Mas eu preciso que confie em mim. — Digo ao entrar na mansão dos meus pais. Ela assentiu.
Por que estamos aqui?
É muito importante que você saiba de uma coisa... — Estacionei o carro, saí do mesmo e abri a porta para que ela saísse. Entramos e vi minha mãe na sala, parecia desesperada, meu pai estava em pé no meio da sala, parecia agoniado. E então eu chamei a atenção deles.
Fale! — Exigi. Meu pai olhava para Felicity surpreso. Com certeza ele não contava que eu fosse fazer isso.
Tommy? — Eu segurava sua mão puxando-a para mais próximos dos meus pais.
Thommas, como você...? — Minha mãe tentou me dar uma bronca, mas eu a interrompi. Meu pai falaria por bem ou por mal.
Fala pai... — Ele não abria a boca para nada. Olhava para Felicity estático. — PAI!
Senhor e Senhora Merlyn eu não sei... — Ela estava sem graça. Não entendia nada do que acontecia.
Fala pra ela agora. — Rosnei. Ele continuou calado. — Fala pra ela ou eu digo que ela é minha irmã! — Felicity ficou surpresa, sabia que não deveria ter sido daquele jeito, mas estava irritado de mais para pensar.
Pai? — Olhou para mim. — Do que está falando Tommy? — Seus olhos lacrimejaram e eu me senti um pouco mal.
Fala pai... — Ele me olhou e depois olhou para Felicity.
É verdade. — Lágrimas desciam pelo seu rosto. — Felicity, eu...
Desde quando? — Ela o interrompeu. — Desde quando sabe de mim? — A abracei pelos ombros.
Já fazem dois meses. — E um soluço escapou por seus lábios.
E você não pensou em me procurar?
Eu não queria impor minha presença...
Mas eu nem sabia que era você... — Sua voz saiu sôfrega.
Eu liguei para a sua mãe, mas ela me mandou ficar longe. Pra nunca mais ligar para ela. — Felicity tremia nos meus braços.
E você não pensou em ir falar comigo? — Sua voz saiu baixa.
Eu pensei, mas... — Se interrompeu. Isso só estava machucando-a ainda mais. — Eu nunca soube de você. Eu nem sabia que sua mãe...
Eu sei. — O interrompeu. — Ela me contou que você voltou pra sua família e ela achou melhor não contar que esperava uma criança. E esse tempo todo eu achando que meu "pai" tinha me abandonado...
Foi isso que ela te disse? — Ele estava surpreso. — Eu nunca...
Não você. O outro. — Meus pais ficaram surpresos. Eu já sabia da história, porque Cait havia me contado. — E esse tempo todo...
Felicity, eu queria te contar, só estava com medo.
Medo? Mas e eu? — E eu me senti mal mais uma vez por expor tudo daquele jeito. — Eu queria te conhecer, mas minha mãe não queria. Eu sofri esse tempo todo... É impressionante, é a segunda pessoa que mente para mim e me esconde coisas. — Percebi que ela não estava bem.
Eu vou te levar para casa... — Sussurrei.
Espere. Podemos conversar com mais calma...
Pai, ela não está bem.- Felicity de repente desmaiou nos meus braços. Preocupado assim como meu pai que se aproximou, a coloquei no sofá. Minha mãe saiu para buscar uma água.
Felicity? — Bati de leve em seu rosto.
Por que fez isso Tommy? — Ele não ia me culpar por isso.
Você quem errou. Devia ter contado tudo assim que descobriu...
Não comecem. — Minha mãe nos interrompeu. — Ela precisa de ajuda. E esse clima não vai ajuda-la a se acostumar a ter um pai. A ter uma família. — Eu assenti. Pela Felicity, era melhor que eu me acalmasse. Minha mãe pegou um álcool, jogou um pouco num algodão e o aproximou do nariz de minha irmã. Vi que os olhos dela estavam se abrindo aos poucos, tentou se levantar, mas nem meu pai e nem eu deixamos.
Você está melhor, querida? — Olhei para meu pai, estranhando aquele carinho.
Estou. — Sussurrou.
Eu vou levar você pra casa Lis. — Ela assentiu. A ajudei a se levantar. — Quando ela estiver bem ela te procura. — Ele assentiu, mas sabia que não havia gostado.
CONTINUE...
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