Kukushka
1 Found
Notas iniciais
Antes eu tinha postado a fic (apenas o primeiro capítulo) no AnimeSpirit, mas eu apaguei de lá e estou postando aqui.
Espero que gostem!
Tenham uma boa leitura!!!
O mundo sempre foi e sempre será o mesmo em um certo aspecto. O sol nasce, se põe, terão dias e noites, as estações do ano, tudo o que não é vivo e o que é, talvez, mais provável que não. Árvores, flores, animais irracionais ainda continuam por ai em seu canto, mas a humanidade se foi há algum tempo, agora o que vale para os que ainda estão vivos é a luta por comida, água e sobrevivência contra os mortos e até mesmo os vivos.
Katarina andava na beira de uma estrada carregando seu facão. Seu rosto não tinha mais expressão, seus cabelos pretos e compridos estavam sujos e embaraçados e seus olhos sem vida, assim com ela por dentro. Estava suja, machucada, cansada, com fome e sede, mas tudo o que tinha era uma garrafa de água pela metade, seu facão e uma bolsa quase vazia com um porta-retrato e um cd de música que não ouvia há muito tempo.
Ela evitava estradas principais, optava por secundárias onde iria encontrar poucos carros congestionados abandonados e, esperava que, poucos zumbis.
A estrada em que estava era beirada por floresta, zumbis eram frequentes, mas apenas apareciam em maiores quantidades quando ela estava próxima de alguma cidade pequena da região, que querendo ou não, ela precisava entrar para conseguir alguma comida.
Ouviu uma movimentação na floresta à sua direita e rapidamente se preparou para correr ou atacar. Estreitou os olhos para ver do que se tratava e viu um homem correndo de cinco zumbis que iam atrás dele. Não era comum ela expressar atos de piedade, mas sabia que se estivesse na mesma situação adoraria ser ajudada por alguém.
Correu atrás dos zumbis com o facão já em posição e assoviou assim que se aproximou. Os cinco viraram-se para ela e o homem parou de correr. O primeiro morto se aproximou e ela cravou o facão em sua testa, o segundo veio logo em seguida e ela o chutou enquanto tirava a arma enterrada no crânio do que havia acabado de matar. Matou mais dois e o homem a ajudou com os que sobrou, pelo menos ele não era folgado.
- Obrigado — Ele disse com um sorriso fraco. Há quanto tempo ela não ouvia uma voz humana? Ela prestou atenção em cada detalhe dele, ele estava bem vestido, sua bolsa parecia estar cheia e ele estava bem nutrido, com certeza tinha um bom refúgio, mas não era algo que lhe interessava — Como se chama? — Ele deu um passo em direção à ela que recuou e posicionou seu facão novamente — Wow, não vou fazer nada com você — Ela ainda continuou com a guarda alta — Meu nome é Aaron — Ele disse estendendo a mão, mas ela o ignorou — Você parece estar bem abatida... Eu tenho um grupo, temos comida, água, abrigo, você pode vir comigo se quiser.
- Eu não te conheço.
- Eu também não te conheço, mas estou te confiando essa informação.
- Como sabe que pode confiar em mim?
- Eu não sei, mas a questão não é essa. Dentro de duas horas vai escurecer e as coisas vão ficar feias por aqui, você vem ou não? — Ela relutou e ele continuou — O que você tem a perder? — Aquela era uma boa pergunta, um dia a mais ou a menos não lhe faria diferença, já estava entediada da rotina de caminhadas pela estrada idêntica, então, não seria ruim um pouco de aventura no desconhecido.
- Me chamo Katarina.
Fale com o autor