Kraus Rostova No 02

5 Escolhas dolorosas


Depois de sair da sala de parto, Lizzie foi levada para outro quarto mais reservado. Alice estava sem seus braços e amamentava pela primeira vez. Estava vestida com uma minutíssima roupa cor de rosa e Elizabeth parecia estar em um êxtase de felicidade que não lhe cabia. Seu sorriso, que normalmente já era a coisa mais linda que eu já tinha visto, tinha se tornado ainda mais esplêndido com a chegada da nossa filha. Eu fiquei sentado, em uma poltrona ao lado da cama e observava aquela cena única. As duas mulheres da minha vida ali, diante de mim; e Alice tendo seu primeiro contato com amor nesse mundo exterior. Sentimento que ela precisaria levar para a vida e que tanto moldaria sua personalidade. Depois de algum tempo, ela adormeceu nos braços de Lizzie. Nos minutos seguintes, Ressler e Aram entraram no quarto para vê-las. Para evitar os olhares dos dois, eu saí um pouco. Contatei Dembe e pedi que ele voltasse ao hospital e aguardasse. A qualquer momento, Lizzie seria liberada e eu a levaria para casa.

Cerca de 40 minutos depois, o médico a liberou. Descemos pelo elevador e seguimos até o carro. Alice ainda dormia em seus braços e eu me permiti pensar o quanto era bom ser criança. Ficar ali, dormindo em segurança nos braços da mãe. Mesmo ainda não tendo conhecimento de nada, eu acredito que já nascemos sabendo aquilo que nos faz bem e consequentemente, felizes.

Tava na cara que aquilo a fazia feliz, então. Pensei e sorri com meus devaneios.

Quando entramos no veículo, eu pedi para segurá-la.

– Calma, mamãe. Agora o papai quer segurá-la um pouco.

Elizabeth sorriu e a entregou-me delicadamente. Dembe olhava a cena pelo retrovisor, com um sorriso no rosto. Fiquei ali por um tempo, olhando para a minha filha, que estava de olhinhos fechados e tudo que eu senti foi paz. Sentimento que há tempos eu não desfrutava e mesmo diante da situação complicada que me aguardava lá fora, tanto ela quanto Elizabeth havia conseguido a proeza de afagar meu coração angustiado.

Quando chegamos a casa, pedi que Dembe fosse embora. Eu ficaria aquela noite com Elizabeth. Nós não morávamos juntos, mas grande parte das noites eu dormia com ela. Principalmente desde quando ela havia completado nove meses. Temia que ela sentisse algo durante a noite e não tivesse a quem recorrer. Alice foi amamentada mais uma vez e depois adormeceu novamente.

– Dormir, isso nós já sabemos que ela gosta demais.

– Bebês dormem muito, seu bobo. Retrucou Elizabeth colocando-a no berço.

Eu observei a cena e sorri. Depois, puxei-a pela cintura e colei o corpo dela junto ao meu. Ela fez uma cara de assustada porque não esperava pela reação.

– Quanto a você?

– O quê? Questionou ela, com um sorriso cheio de luxúria e mordendo o lábio inferior.

– Posso colocar você para dormir?

Ela abriu um enorme sorriso e passou os dedos delicadamente pelos meus lábios.

– Nem pense em muita coisa, Sr. Reddington. Hoje você só poderá me colocar mesmo, literalmente, para dormir.

Eu sorri e a beijei. Os braços dela me envolveram pelo pescoço e eu a segurei pela cintura.

–Pois bem, vou colocá-la para dormir então.

Eu a coloquei nos braços e a levei para o quarto vizinho. Eu sabia muito bem que Elizabeth não poderia ter relações sexuais naquela noite. Na verdade, eu nem sabia se seria algo da vontade dela naquele momento. Eu a deitei e imediatamente ela me puxou sobre ela. Aquela reação foi algo inesperado e em pouco tempo ela já estava sobre mim.

–Red, você sabe que eu não posso ter relações com você hoje, não sabe? Disse ela, dando uma leve mordida no meu queixo.

Eu sorri e balancei a cabeça negativamente. Ela estava deitada sobre mim e aquilo estava começando a me excitar.

– Então o que você pretende, Elizabeth Keen? Torturar-me ou se auto torturar?

Eu senti a mão dela descendo até o zíper da minha calça.

– Existem tantas formas de fazer amor... Sussurrou ela.

Naquele momento, ela sentou-se sobre as minhas pernas, e agora estava com as duas mãos abrindo a minha calça. Não demorou muito até que ela já estivesse segurando o meu membro. Ela o segurava com força e fazia um movimento me masturbando. Eu não conseguia esconder o prazer arrebatador, que sentia com aquelas mãos segurando o meu pau. Segundos depois, ela se inclinou sobre mim e me deu um beijo apaixonado.

– Por que você tá me torturando assim, Elizabeth?

Minha vontade era de tirar toda a roupa dela e penetrá-la com força, fazê-la gemer da forma como só eu sabia fazer e senti-la gozando no meu mastro. Mas Elizabeth não poderia ter relação naquele dia, por complicações que poderia ter em seu corpo. Então, eu teria que deixar meu desejo selvagem para outro momento.

Ela não respondeu minha pergunta. Apenas me olhou nos olhos e foi descendo seus beijos pelo meu peito, minha barriga, até finalmente chegar abaixo da minha cintura. Com as duas mãos, eu segurei seus cabelos. Queria ver aquela cena que tanto me enchia os olhos. Ela levantou a visão e me encarou. Com a mão direita, ela segurou novamente meu pau. Eu vi aquela língua maravilhosa que encostou lentamente no meu membro. Com a mão esquerda, ela cravava as unhas na minha barriga.

– Nossa, você sabe o quanto eu amo isso! Sussurrei.

A essa altura eu já havia encostado a cabeça no travesseiro e tinha levado uma das mãos à cabeça. Fechei os olhos e a senti me abocanhar com gosto. Ela chupava toda a extensão do meu membro. Eu respirava fundo e gemia de excitação.

– Lizzie...

Quanto mais eu inspirava forte, mais ela chupava e brincava com meu pênis. Fazendo movimentos fortes e intensos, oscilando entre tê-lo em sua boca e em seus palmos. Ela realmente sabia me preencher. Não demorou muito até que eu gozei com o movimento repetido de sua mão direita. Chegando a dar uma última chupada, que me fez contorcer pela sensibilidade do momento. Tempos depois, ela veio e ficou com o rosto frente a frente com o meu. Eu ainda estava de olhos fechados, me recuperando. Abri os olhos e vi um sorriso malvado, lindo e cheio de luxúria.

– Agora é aquela parte que você diz que me ama.

– Eu te amo.

Ela sorriu e me beijou.

– Também te amo, Raymond.

Depois de um banho, nós adormecemos. Não demorou muito até os prantos de Alice nos acordar. Elizabeth a amamentou várias vezes na noite; confesso que nem sei quantas. Adormeci e acordei mesmo no dia seguinte, com os primeiros raios de sol. Levantei, olhei para o lado e vi que Lizzie ainda dormia. Virei-me e fiquei observando ela por alguns minutos. Fiz carícias delicadas em seu cabelo, até que finalmente decidi levantar. Vesti-me completamente e fui até o quarto de Alice. A porta estava entreaberta. Elizabeth não havia fechado, até mesmo para que pudéssemos ouvir os choros do bebê durante a noite. No entanto, eu senti que havia algo diferente ali. Não sei por qual motivo, eu senti que havia algo errado. Um frio percorreu minha espinha, que cheguei a ficar tonto. Saquei a pistola que eu sempre carregava e empurrei a porta. Meu presságio se concretizou. Próximo ao berço, um homem de preto segurava minha filha nos braços. Fiquei sem chão...

Kraus Rostova.

– Ela é muita linda, Red. Meus parabéns.

Kraus me encarou.

– Solte essa arma, Red. Você não está em condições de nada. Disse ele, que praticamente cochichava. – Não vamos fazer escândalo. Sua filha parece estar em um sono tão gostoso. Masha também deve estar dormindo, não é?

–Kraus, deixe-a em paz.

Em um momento de desespero diante daquela cena, eu baixei a arma. Mostrando que estava disposto a manter minha filha em segurança. Kraus sorriu, olhou para Alice e logo depois voltou a me encarar.

– Você não aguentaria, não é Red? Ver isso acontecer de novo?

Naquele momento, ele se virou para colocá-la de volta no berço. Depois, caminhou a passos lentos em minha direção.

– Se não quer ver acontecer de novo, é muito simples. Você sabe exatamente o que fazer.

Naquele momento, ele passou por mim e saiu do quarto. Fui até o berço e chequei se estava tudo bem com minha filha.

Aquele desgraçado! Pensei

Eu senti uma raiva enorme tomar conta de mim. Sentia vontade de mandar aquele desgraçado para o inferno e da forma mais dolorosa possível. Abaixei a cabeça e me acalmei. Sentei na poltrona que tinha no quarto, apoiei meu queixo em minhas mãos e fiquei observando Alice, que dormia angelicalmente em seu berço. Senti um nó na garganta e meus olhos se encheram de lágrimas. Senti vontade devastadora de chorar feito uma criança quando cai e fere os joelhos. Dor e tristeza, eram isso que eu estava sentindo naquele momento.

– Espero que um dia você possa me perdoar, Alice.