Notas iniciais
Capitulo do hoje pessoal!
Espero q gostem, meio pequeno, e meio de transição!
Desculpe!
Mas amanhã vem um bem grande! =]

Capitulo 8

REITA’s POV

O que está acontecendo comigo? E não sou assim...

Todo reprimido e receoso...esse não sou eu.

“O que eu estou fazendo?”

Por que esse medo e vergonha? Será que eu sempre fui tão fácil de intimidar?

Tudo bem que é a primeira vez que alguém me rejeita, mas... pensei que eu fosse mais forte que isso.

-Reita, a suspensão está pronta, vai começar o balanceamento? – A voz de Koga, meu amigo/funcionário que acreditava ser afro-descendente, me tirou de meus pensamentos e eu demorei a recapitular o que ele estava dizendo.

-Antes temos que desamassar as rodas, vai demorar uns três dias – Respondi, encarando-o seriamente, quando ele ia perceber que não era negro?

-Você está aéreo hoje! – Continuou, parecendo que estava me segredando algo – É por causa do baixinho decorador? – Perguntou em um sussurro exagerado, olhando desconfiado para a equipe Pink ali.

Me perguntei se além de não enxergar sua cor, Koga também não enxergava seu tamanho... ele realmente não podia se referir a Ruki-san como “baixinho”

-Algum problema se for? – Rebati, meu humor não estava dos melhores.

-Nenhum, é só que... não pensei que um dia você se interessaria por algo assim, quer dizer, já nos acostumamos com Kouyou, mas aí você também... é meio estranho – Deu de ombros – E pensar que pelo visto o baixinho te deu um fora, eu tinha certeza que ninguém no mundo seria capaz de te rejeitar.

O idiota além de se intrometer onde não é chamado fez o favor de comentar aquilo em voz alta, chamando a atenção de todos – Inclusive da equipe força Pink – Para nós.

Eu não sabia se apenas ignorava os olhares, se reclamava e xingava ou se me escondia.

-Como é? O baixinho rejeitou o Reita? – Para melhorar minha situação Akuma completou o escândalo em um quase grito – Espere aí, Reita agora também é gay? Desde quando?

-Eu não sou gay – Protestei, não era mesmo, ainda nem tinha transado com o pequeno, só aceito classificação parecida depois que tiver enfiado meu pau naquele lindo traseiro, antes disso eu ainda sou hétero.

-Então foi por isso que Ruki te rejeitou, ele não namora e nem fica com ninguém que não seja exclusivamente gay – A voz do tal Kiryuuin-san se intrometeu.

-Era só o que faltava! O que é isso? Discriminação às avessas? “Você não é gay, fique longe de mim”? – Koga bradou e um clima tenso pareceu se instaurar no lugar.

Não dei atenção a discussão que se iniciou, estava ocupado demais processando a informação que acabara de receber. Então Ruki-san jamais aceitaria algo comigo por eu não ser gay?

“Eu sei que ele me quer, dá pra ver isso no jeito que ele me olha, então porque manter essa regra estranha?”

-Ei! Garoto! Sabe o porquê de ele não namorar ninguém que não seja homo? – Inquiri, atrapalhando qualquer que fosse o motivo da briga ali.

-Ruki-san é reservado, não fala muito sobre essas coisas – O tal Jun-san respondeu.

-Ruki só confia no Aoi-san – O outro, de nome Kyan, completou.

-Aoi? – Perguntei, a memória daquele nome sendo pronunciado pelos lábios do pequeno dias atrás... não era esse o tal amigo especial pra quem ele disse “Eu Te Amo”? ... Merda!

-Aoi-san e Ruki são amigos do tipo “para sempre”, desde que o conhecemos que os eles já estavam juntos, até pensamos que tinha algo a mais entre os dois, mas Ruki explicou que Aoi era como um irmão mais velho e que mesmo se fosse diferente ele jamais teria algo com o Aoi-san porque Aoi-san é bi, e Ruki só namora gays – A explicação demorada veio da estranha figura com cara de palhaço que se chamava... Kenchi? Kenbi?Kenti? Alguma coisa com Ken...

-Esse decoradorzinho é um fresco, isso sim! – Tomo, o meu amigo/funcionário careca, se pronunciou pela primeira vez, ele nunca foi um cara de muitas palavras.

Abri a boca para pedir mais detalhes, entretanto vi Kouyou aparecer pela entrada do galpão...”Sozinho?”

-Onde está? – perguntei a ele impulsivamente

-O Ruki-san? – ele rebateu

-Não, sua inteligência, Kouyou, é claro que é o Ruki-san – Bradei, sem paciência para as lerdezas do meu “irmãozinho”.

-Ele recebeu um telefonema, disse que tinha aparecido um problema e que um amigo iria buscá-lo, me pediu para voltar e avisar que as compras vão ter que ficar para amanhã – Explicou de mau humor enquanto pegava o celular para checar algo na tela.

“Santa paciência! Desde que começou a namorar esse tal cara estranho por telefone que ele não desgruda desse negócio. A situação era séria aqui... ao menos para mim.”

- Que amigo? – Perguntei mais uma vez.

- Eu não sei, um amigo – Ele respondeu, direto e desinteressado... “e ainda se diz meu irmão!”

- E qual o problema? – eu novamente, não me daria por vencido até ele me responder algo satisfatório.

- Não sei, parecia um problema sério, ele ficou estranho de uma hora pra outra, mas não quis dizer nada – Disse antes do barulho do toque do celular dele invadir o local e eu ver meu irmão de quase 30 anos abrir o maior sorriso do mundo ao mirar a tela do aparelho antes de atendê-lo, rapidamente, e sair em disparada para dentro de casa, ao mesmo tempo em que pronunciava um muito caloroso “Yuu”.

“Que merda de irmão! Quando eu mais preciso dessa coisa ele pula fora!”

- Se Ruki-san disse que é um amigo, provavelmente era o Aoi-san – Obrigado Jun-san, ao menos você parece querer me ajudar aqui!

- E esse tal de Aoi-san, como eu consigo encontrá-lo? – Perguntei.

Eu até poderia tirar todas as minhas dúvidas perguntando direto para o Ruki-san, mas depois de ontem e de tudo que a equipe rosa me disse hoje, com certeza ele não me diria nada, por estar chateado comigo e com a minha atitude, ou até mesmo por ser reservado e não gostar de dar satisfação aos outros... se Ruki-san não me responde, vou buscar informação com esse tal amigo dele, e aproveito ainda pra sondar esse cara e a verdadeira relação que há entre eles!

-Hum! O telefone eu não tenho, mas ele tem uma loja de instrumentos musicais atrás da avenida comercial principal do centro... o nome da loja é “the GazettE” ou algo assim – Dessa vez quem respondeu foi aquele palhaço estranho que eu não conseguia lembrar o nome.

Assenti em agradecimento e voltei para as minhas atividades.

“Amanhã, amanhã eu deixo o pessoal na chefia da oficina e vou nessa loja... ver qual era a desse tal Aoi-san, esse cara teria que me responder algumas coisas...”

“Muito bem, Ruki-san, vou entender isso como um desafio... e eu não desisto tão fácil!”

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URUHA’s POV

O que está acontecendo comigo? Eu não sou assim...

Todo inseguro e ciumento desse jeito... esse não sou eu.

“Ele nem esperou que eu me despedisse”

“O que será que aconteceu?”

Por mais que eu tentasse me acalmar, eu não conseguia. Tinha receio de o motivo da despedida apressada ter sido alguém, alguém mais importante que eu para ele, afinal... eu não sabia nada sobre ele, com exceção de seu nome e personalidade... ou ao menos o que dava para captar pelo telefone.

“Ah! Merda! Pela primeira vez eu gostaria de saber mais sobre Yuu, ao menos o suficiente para acabar com essa insegurança toda!”

Eu nunca fui inseguro, sempre deixei os outros inseguros e... sempre fui confiante demais em mim mesmo...mas também nunca me envolvi tão afetivamente com alguém como estou me envolvendo com um homem que nunca vi.

“O que você fez comigo, Yuu?”

Ouvi uma batida na porta do meu quarto e não me espantei ao ver Akira passar por ela logo em seguida, sem esperar resposta. Ele sempre fazia isso, depois ficava reclamando quando me pegava em situações nada castas com outros caras ou comigo mesmo.

- O que foi? – Perguntei de uma vez, deixando de lado minha velha guitarra, a qual eu estava dedilhando, e me sentando em minha cama. Pela cara que ele estava fazendo iria começar com a sessão “Me ajude a conseguir traçar o Ruki-san”.

-Você ficou sozinho hoje com o Ruki-san, ele disse algo? – Foi direto ao ponto, como eu já esperava, Reita não era do tipo que poetizava ou enrolava

-Disse que te acha gostoso e atraente, mas que não quer nada com você porque você não é gay e ele só namora gays — Também fui objetivo.

-Isso eu sei, os homens de rosa Pink me falaram isso hoje, mas ele te falou um por quê?

-Não, apenas comentou algo como “Alguém que já passou por tudo que passei precisa de auto regras e tomar cuidados excessivos se quiser ser relativamente feliz”, ou algo do tipo, mas, além disso, nada – Respondi novamente, olhando pela milésima vez para a tela do meu celular em cima do criado mudo.

“Já se passaram duas horas depois daquilo. O que será que aconteceu para ele desligar daquela forma?”

-Ele não te ligou? – A pergunta veio da direção de Akira

-Ligou, mas teve que desligar rápido, parece que tinha acontecido alguma coisa, é só que... ele não deu nenhuma pista do que era ou se iria voltar a ligar hoje – Respondi em um impulso desesperado de desabafar... não deveria ter feito isso.

-E quem diria que um dia eu veria Takashima Kouyou todo inseguro e nervoso esperando a ligação de um cara! — O comentário veio ácido e com tom de deboche.

Meu sangue ferveu e eu o fuzilei com o olhar, não estava com paciência para zoação de irmão.

-E quem diria que um dia eu iria ver Suzuki Akira se desdobrando todo para conseguir levar um homem para cama – Rebati no mesmo timbre.

Me senti vitorioso ao vê-lo franzir o cenho e tirar o sorriso sacana do rosto.

Para muitos seria estranho sermos irmãos com sobrenomes diferentes, mas o pai do Reita, e meu pai também, não viveu o suficiente para me ver nascer e se casar apropriadamente com a mulher que me deu a luz, então ele carregava o sobrenome do pai, e eu o sobrenome de solteiro da minha mãe.

-Amanhã eu vou a uma loja de instrumentos no centro, tentar arrancar algo do tal amigo do Ruki-san, quer ir comigo? – Mudou o assunto antes que começássemos a discutir

-Não, eu tenho que procurar outro emprego... loja no centro? É uma chamada The GazettE? – Perguntei ao me lembrar da loja que vi hoje mais cedo.

-É essa mesmo, parece que o amigo do Ruki-san é o dono dela – Assentiu, se mostrando interessado por eu conhecer o lugar – Você o conhece?

-Eu só dei uma olhada hoje, não falei com ninguém, mas se esse tal amigo dele for o moreno que eu vi hoje, vou te falar, irmão, você vai ter uma concorrência e tanto! – Alfinetei, me deliciando em gargalhadas ao vê-lo fechar a cara e abrir a porta, saindo por ela, batendo-a com força logo em seguida.

Pelo visto tinha acertado no ponto fraco. Akira nunca foi rejeitado e nunca teve concorrência em relação a casos amorosos, mas sempre foi do tipo competitivo e poderia se tornar muito sério e às vezes até mesmo violento quando se encontrava em uma competição.

“Tomara que ele não acabe batendo no carinha! Se for mesmo aquele moreno seria um desperdício e tanto marcar aquele rosto com hematomas!”

“Como será que é o rosto de Yuu?”

Suspirei fundo e retomei a minha guitarra, arrancando algumas notas dela. Não consegui refrear os meus olhos de passarem mais uma vez pelo criado mudo, espiando a tela vazia do celular!

“O que será que aconteceu?”

Notas finais
Bem! Até amanhã neh?
Agradeço a todos q estão acompanhando a fic!
Reviews?