Notas iniciais
Olá! Mini-san postando!
Mais um cap, e dessa vez sem atrasos, na verdade até bastante adiantando neh? Estou perdoada?
=]

Beijos! Se divirtam!

Betado pela Azumi-chan!

Capítulo 14

REITA’s POV

Uma semana...

Hoje completava uma semana.

“Será que isso é um aniversário? Será que ele considera isso um aniversário?”

“Já fui muito atazanado por ex-namoradas por esquecer esse tipo de data.”

“Será que ele vai ficar chateado se eu deixar passar sem nada?”

“Kami! Que gene rosa dos infernos foi esse agora?”

“Tudo bem que eu estou namorando um cara, mas...”

Eu não tinha muita ideia de como era se relacionar com outro cara, não no âmbito físico – isso daí o Kouyou já tinha me dado aula e eu colocava em prática todo dia – e sim no âmbito emocional e rotineiro. Com garotas você tem o pressuposto de que elas são frágeis e femininas, que deve ser um cavalheiro... apesar de eu confessar que nunca fui isso com nenhuma das minhas exs...

Com Ruki era diferente, ele me passava a vontade de protegê-lo, a vontade de agarrá-lo cada segundo, a vontade de saber sobre ele... algo que eu não fazia. Por algum motivo, eu tinha certeza de que no momento em que começasse a fazer perguntas, seria o momento no qual ele desistiria de tudo. E isso me assustava! Talvez eu estivesse com medo de saber todo o mistério que o rondava porque...eu estava apaixonado e muito feliz por ele estar ao meu lado. Eu me divertia com nossas conversas suaves e superficiais, com nossas brincadeiras, nossas brigas idiotas, – como se fossemos dois garotos marrentos — nossas transas quentes ou leves...ah! Ele me satisfazia de um jeito!

A oficina estava bem mais movimentada desde o fim da reforma, e o carro dele já estava pronto e circulando, o que possibilitava ele a ir me ver todos os dias. E quando ele saía daquele Corolla, vestido sempre impecavelmente pecaminoso e com Koron-chan nos braços eu não me impedia de abrir o sorriso mais bobo da face da Terra... como estou fazendo agora.

-Muito trabalho hoje? – ele perguntou, retribuindo meu sorriso e colocando Koron no chão, que tratou de correr pelo galpão atrás das suas vasilhas de comida – ele passava muito tempo aqui em casa então eu tinha comprado coisas pro pequeno.

-Como sempre, e o seu? – rebati, me aproximando dele.

-Está ótimo! – respondeu, olhando em volta para os meus amigos que trabalhavam – olá, pessoal! Pegando no batente?

-Estamos quase pedindo para você desreformar esse lugar, ao menos nós não trabalhávamos tanto quando aqui era pior que o castelo do Drácula! – Koga brincou, de alguma maneira todos estavam se dando muito bem com o Ruki... ele parecia ter essa capacidade de ir conquistando os outros aos poucos... eu não gostava nada disso, mas... ainda bem que meu amigos eram héteros.

“De qualquer forma é melhor delimitar território!”

Ruki sorriu e eu puxei a sua cintura, colando-o a mim, roubando a boca rosada na minha, invadindo-a com a língua. Ele ficou surpreso, mas retribuiu o beijo na mesma intensidade. Me permiti abrir um olho e olhar para o pessoal, Koga ficou boquiaberto, os outros dois apenas abaixaram a cabeça... “Isso aí, Ruki é todo meu!”

Estranho aquela ser a primeira vez que nos beijávamos na frente deles... acho que ele não queria expô-los a situações assim então sempre agia de forma discreta quando eles estavam ali. Mas eu nunca tive vergonha alguma de me expressar em público, muito menos na frente dos meus amigos... até mesmo com amigos é preciso deixar claro qual é seu território, Akuma já tinha me roubado umas duas namoradas – tudo bem que eu não ligava, não eram as garotas mais legais do mundo, e nem as que eu mais gostava também, a amizade de anos era mais importante que aquilo – e mesmo sabendo que ele era hétero... vai saber, eu também era. “Sem dizer que ele e o Koga andam muito amiguinhos do meu pequeno ultimamente!”

Com Ruki era diferente, eu não iria permitir concorrência, nem mesmo dos caras que eram praticamente minha família.

-Hun-hun – Akuma tossiu irritantemente, chamando a atenção e me atrapalhando o suficiente para me fazer parar o beijo – vão pro quarto, neh? – ralhou meio vermelho.

Eu sorri da cara dele.

-Boa ideia – rebati, olhando meu baixinho em seguida – o que acha de seguirmos o conselho dele, hun? – propus.

Ruki sorriu e abriu a boca para responder algo, quando o ronco de motor se fez presente e um Lamborghini parou bem na frente da minha oficina.

Tudo bem que estávamos indo de vento em poupa, mas com certeza o dono de um carro daqueles não iria ali... e aquele carro dificilmente estaria quebrado.

Estranhei quando senti meu pequeno se retesar em minhas mãos, mas eu não soltei sua cintura. Tentei encontrar seus olhos, só para ver que eles fuzilavam o carro importado lá fora.

-Conhece? – perguntei, olhando por cima da cabeça dele e observando um cara de aparência altiva, importante e até mesmo gentil sair do automóvel.

-Então aqui é a Ma’die Kusse, realmente ficou ótimo, Takanori-san, você continua meu melhor colaborador – o desconhecido falou, e eu sabia ter se dirigido ao meu Ruki ao utilizar o nome verdadeiro dele, o nome que ele me disse não gostar de usar por um motivo que não tive coragem de perguntar.

-Eu não faço mais parte da sua empresa, Yutaka-san, a minha própria está indo muito bem, não graças a você é claro! – Ruki vociferou, se libertando das minhas mãos e virando-se de frente para o tal Yutaka que adentrava o galpão.

-Ah! Eu não disse tantas mentiras assim, não é? Taka-chan! – e o sorriso que o homem abriu poderia ser confundido como algo inocente e doce, mas de alguma forma eu sabia que tinha algo diabólico ali... “não gostei dele” – seu namorado sabe da sua antiga profissão?

Vi meu Ruki andar rapidamente até ele, impaciente, com a mão fechada para um soco. Foi rápido demais, meu cérebro tentou cogitar a insinuação do tal Yutaka e meus olhos não viram direito quando meu pequeno se impulsionou para um golpe, mas o homem de sorriso falso segurou seu pulso e o girou, colando-o em suas costas. Meu Ruki reclamou de dor e eu me adiantei para quebrar aquele maldito cara em dois por ousar tocar no que era meu.

-Fique calmo aí, ou da faixa, eu não quero nada com o seu namorado, não, eu já fudi esse puto em outros tempos – falou em minha direção, apertando mais o braço do meu pequeno, e eu parei instantaneamente com receio de que ele iria quebrá-lo se eu me aproximasse mais – aliás, eu e metade dos caras de Tóquio, não é? Taka-chan? Seu macho sabe que o namorado dele já foi um putinho barato e drogado?

Meu coração parou... eu não sabia o que fazer com aquela insinuação direta. Olhei para o a face franzida de Ruki e ele apenas virou o rosto, se negando a me encarar.

-Ah! Não contou,Taka-chan? Que feio! – a voz irônica continuou a desdenhar o sorriso falso no rosto... eu odeio esse cara – Não contou que fodia com meia dúzia de caras por noite e aceitava todo tipo de brincadeira suja? Não contou sobre o quanto você gemia depois de injetar na veia, ou de tomar um comprimido? Ah! Namorado-san, pode ter certeza que ele é de boa qualidade, conseguia até com três ao mesmo tempo, não é incrível?

-Solte ele! – vociferei, me adiantando, minha cabeça a mil por hora, e minha raiva chegando o limite. Puxei Ruki pelo colete da camiseta, com brusquidão e soquei aquele maldito dono do sorriso mais odioso que eu já vi assim que houve um espaço entre eles.

O tal Yutaka soltou o braço do pequeno em reflexo e se curvou, segurando a bochecha lesada com a mão, mas sem parar de sorrir por um só momento.... “odioso”. Me adiantei para quebrar mais a cara dele, mas fui impedido pelos braços de Akuma e de Koga que seguraram meus punhos... eles sabiam que eu não media conseqüências quando saia do controle.

-Não é minha culpa se o senhor não sabe com quem se envolve! – falou, ainda sorrindo, se erguendo – você está sendo burro, Takanori, ainda está em tempo de aceitar a minha proposta!

-Vá pro inferno, Kai! – Ruki vociferou de volta e o sorriso falso dele desapareceu.

-Pense bem, não é nada que você já não tenha feito, pare de bancar o decente e aceite logo esse maldito acordo ou... – começou.

-Ou o que? Vai continuar infernizando a minha vida? Grande merda, Kai, como se eu desse a mínima para isso. – Ruki cortou, mais alterado e raivoso do que eu lembrava de tê-lo visto desde que o conheci.

-Pense bem, Ruki, aonde toda essa sua rebeldia e orgulho já te levaram? – finalizou, sério e paciente, como se fosse um maldito boneco. Olhou em minha direção e me lançou mais um daqueles odiosos sorrisos. Me adiantei para agredi-lo, mas as mãos segurando meus pulsos não me permitiram e ele deu às costas e saiu antes que eu pudesse pensar em um jeito de me soltar.

O ronco do motor e o carro luxuoso abandonavam a entrada da oficina. Respirei fundo e soltei meus punhos, olhando feio para Akuma e Koga.

-Qual é,cara! A gente só quis ajudar, você sabe que é capaz de matar um quando perde o controle – Koga se justificou, levantando as mãos e se afastando.

Meus olhos passaram dele para a figura baixa mais atrás que evitava me encarar... “Por quê?”.

Por que ele não me olhava? Não desmentia tudo? Não explicava? Por que ele não dizia nada?

-É verdade? – perguntei, mais rude do que gostaria, mas eu não sabia mais o que sentir ou o que pensar... “E se fosse verdade?”... “O que eu sinto com isso?”

-O que? Que eu era um putinho barato e drogado? – ele respondeu também de forma rude, e eu sabia que nada de bom sairia dali – é, é verdade sim, eu me drogava, eu fodia com caras todas as noites e aceitava as brincadeiras mais nojentas e horríveis e eu ganhava dinheiro com isso, por quê? Decepcionado? – e quando seus olhos finalmente me encararam eles vieram com uma escuridão indecifrável.

Aquilo foi um choque, meu coração parou e minha cabeça doeu... eu não sabia o que fazer com aquilo. Eu não sabia o que sentir... não sabia o que dizer. Pensar no meu Ruki sendo fodido por estranhos, se prostituindo e se drogando era... impossível. Não o meu Ruki... eu não sabia o que pensar.

-Eu não sei o que pensar – balbuciei a minha confusão, retirando meus olhos dos dele... estavam me perturbando.

-Eu te digo o que você está pensando! Que eu sou um puto sujo, mentiroso e que não mereço confiança, é isso que está pensando! – gritou, andando rápido até o final do galpão, pegando Koron nos braços e dando passos largos em direção a saída.

-Ruki... –chamei, sem saber o que dizer ou o que fazer. Ele parou já próximo a porta, hesitou por um segundo e voltou a cabeça para trás, os olhos me observando de canto... eu não conseguia entendê-lo... e não sabia o que fazer.

-Tudo bem, durou mais do que eu pensei que duraria – a voz veio fraca e ele foi embora, entrando no carro e dando partida.

Eu fiquei parado, sem fazer nada...

“Merda!”

À noite custei a dormir, geralmente Ruki sempre estava em meus braços na última semana, meu corpo parecia ter se acostumado a tê-lo ali do lado. No meu quarto tinha algumas coisas que ele se esquecia de levar e o travesseiro tinha o cheiro do cabelo dele....uma semana...uma semana e eu já estava dividindo mais coisas com ele do que dividi com qualquer outra pessoa minha vida inteira.

Tive um pesadelo horrível, onde eu assistia um Ruki, totalmente diferente do que eu conhecia,ser fodido por estranhos, e gostar daquilo. Eu não conseguia fazer nada, apenas olhar enquanto o corpo que era meu, que dormia entre minhas mãos e que eu amava com tanto fervor ser preenchido pelos membros de outros caras, ser manchado com sêmen que não era o meu, gemer nomes diferentes, se entregar a pessoas estranhas... se entregar a outros que não eu...

Acordei no meio da madrugada, confuso, com raiva, com ódio... Ruki era meu e de mais ninguém...aceitar que ele já vendeu seu próprio corpo era... impossível. Mas ele mesmo tinha dito que era verdade... eu... era estranho! Eu não sabia se o veria da mesma forma depois daquilo... eu não sabia se confiaria nele... ele deveria ter me dito aquilo antes. Eu não sabia no que adiantaria, mas ele devia ter me contado antes.

“Você não perguntou”

Minha cabeça me acusou. Me peguei tentando me defender.

“Se eu perguntasse, ele não me diria, ou apenas terminaria comigo”

A manhã passou, o pessoal chegou, Kouyou saiu para o novo emprego, clientes chegaram, saíram, a tarde passou, o pessoal foi embora, Kouyou chegaria em alguns minutos, nenhum cliente na oficina, e eu não via uma decisão dos meus sentimentos e dos meus pensamentos. Eu ainda não sabia o queria ou o que fazer...

-Suzuki-san, não é? – a voz conhecida, mas esquecidam me tirou de dentro do capô de um carro, me virei e encarei a figura já vista.

-Sim, Aoi-san, não é? – perguntei de volta – o que faz aqui?

O moreno de cabelo estranho adentrou a oficina e não parou até estar à minha frente, me encarando com cara de poucos amigos... eu já imaginava o porquê, afinal ele era o melhor amigo do Ruki... eu não o conhecia muito bem, mas Ruki sempre elogiava ou xingava ele, às vezes, quando atendia algum telefonema dele.

Ele não respondeu, apenas me encarou por mais alguns segundos, antes de eu sentir um golpe forte no meu rosto.

Um soco.

-Vim fazer isso, seu idiota! Sabe o quanto Ruki já sofreu nessa vida pra chegar um imbecil que nem você e piorar tudo? – gritou, dando um passo para trás e assumindo uma posição desafiadora.

-Não se meta no que não é problema seu – vociferei, me erguendo.

-O Ruki é problema meu, e eu não vou deixar mais nenhum retardado que nem você afundá-lo novamente, então me diga... por que diabos insistiu tanto com ele, se não o amava? – rebateu, em uma voz mais controlada... ele estava querendo conversar? Depois de chegar e me socar, ele queria falar?

Por um momento pensei em devolver o golpe, mas respirei fundo e me controlei... de algum modo, eu sentia que só conseguiria saber qual atitude tomar após conseguir alguma informação... e Aoi-san era a pessoa certa para me responder algumas perguntas.

-Eu... só não sei o que fazer, um tal de Yutaka-san veio aqui ontem e... – comecei a narrar.

-Eu sei, Ruki me contou, não dê ouvidos ao Kai, ele é um idiota e uma pessoa nada confiável, o que quero saber é: o fato de Ruki já ter se prostituído muda tanto assim o que sente por ele? Por que eu achei que o cara que teve a coragem e a descaratez de ir à minha loja e praticamente me ameaçar por informação por que queria uma chance com ele não se abalaria por tão pouco! – me cortou, a voz ainda altiva, em tom de grito... isso não me agradava, mas as palavras dele foram como um outro soco no meu rosto... o meu sentimento por Ruki não era fraco assim eu só... não sabia o que fazer, ou o que pensar.

-Eu não sei o que pensar, imaginar que ele já fez isso... me deixa com raiva, com ciúmes... eu não consigo acreditar... eu não sei o que pensar dele – confessei de uma vez, aquilo tudo já estava me deixando maluco.

-Pense o correto, que ele fez o que foi preciso para sobreviver quando foi expulso de casa aos 16 anos, sem nada e sem ninguém que o ajudasse! – respondeu em uma firmeza que chegou a me intimidar – infelizmente eu não estava aqui na época, eu tinha voltado pra casa dos meus pais para as férias... Ruki não fez o que fez porque gostava, fez porque precisava comer, porque precisava viver de alguma forma... quais as chances que um menor, sozinho que nunca trabalhou na vida tinha? Me diga? Acha que faria diferente dele? Já passou fome e frio, ou pelo desespero de chegar à beira da morte para saber do que seria capaz de fazer para sobreviver? Me diga? O que acha que deve pensar dele, hein? – e novamente o tom impaciente e os gritos que pareciam tapas.

“Eu fui um idiota!”

-Eu... eu não sabia, eu... – balbuciei, digerindo toda a nova situação... eu não devia ter sido tão idiota assim com ele... eu sabia, de algum modo eu sabia que ele escondia coisas apenas por serem dolorosas demais, eu sabia que mesmo parecendo bem ele era frágil... eu sabia.... e mesmo assim.... – eu sou um idiota... eu... tenho que falar com ele, pedir perdão... eu... ele está muito chateado? – perguntei em uma humildade desconhecida por mim... nunca me arrependi tanto de algo!

-Ele está um caco... pior do que todos esses anos, depois de tudo que aconteceu... ele está no meu apartamento, o endereço e a senha da entrada estão nesse papel – respondeu, um suspiro fundo e uma feição séria, mas amena – eu já telefonei para o porteiro e pedi para liberarem a entrada para o seu nome... não ouse trair a confiança que estou pondo em você, se por algum acaso você machucá-lo de qualquer maneira... pode ter certeza, um soco vai ser fichinha e vou te dar um bom motivo para usar essa faixa – ameaçou, se aproximando de mim novamente e me encarando, tentando me intimidar... eu não gostava daquilo... mas ele tinha me ajudado, então... “vou deixar essa passar”.

-Uhum! – assenti, pegando logo o papel da mão dele e me apressando até o meu Mustang, entrando nele e dando partida.

Passei por Aoi-san e notei Kouyou parado na entrada da oficina, encarando o moreno com olhos surpresos e um sorriso estranho, nem notou quando passei de carro ao seu lado... “Tanto faz, sem tempo para isso agora”

Meu peito pulsava e eu estava ansioso enquanto tentava pensar na melhor maneira de me desculpar e no que deveria fazer para conseguir me redimir ao menos um pouco.

“Por favor, que não seja tarde demais!”

“Ruki”

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URUHA’s POV

Uma semana... mais uma semana nesse relacionamento maluco.

Eu percebia a necessidade e angústia dele a cada vez que nos falávamos. Ele queria me ver, queria que nos víssemos, apenas a voz não era o bastante, o telefone não era o bastante e eu... ainda estava com receio.

Perguntas mais pessoais tinham sido desviadas por mim, onde moro ou qual o nome da empresa para qual eu trabalhava agora, eu sabia que se desse essas informações ele não agüentaria esperar e daria um jeito de me encontrar e eu... não queria ser encontrado... não ainda. Mesmo assim... eu também queria vê-lo.

Só o telefone também já não estava mais bastando para mim... eu queria senti-lo de verdade, tocá-lo de verdade... mas... “Merda! Por que eu sou tão covarde?”

“Por que Mai-chan apareceu desse jeito?”

E logo eu, que sempre fui tão confiante... estava sendo a pessoa mais insegura do mundo.

“Mas antigamente eu não amava ninguém!”

E uma coisa nova que tinha aprendido era que amar trazia muita coisa boa, mas coisas ruins também vinham, como a insegurança, o medo de arriscar... o sofrimento. Talvez eu só fosse confiante por não me apegar, porque...

“De tudo que eu realmente gostava... eu desisti”.

Desisti da música, desisti da faculdade, desisti de ir para o litoral, desisti de fugir de casa aos 18... cada coisa por um motivo diferente, mas... agora pensando bem..

“Eu sempre fui muito covarde!”

Tudo que eu realmente quis ou gostei, eu não tive coragem para lutar... me colocando motivos diversos, me colocando desculpas... mas não tinha como me enganar mais... eu era um terrível medroso!

“Eu não quero desistir do Yuu!”

Eu não deixaria de lutar por mais nada, Yuu era maravilhoso, e eu o estava machucando desse jeito! Não queria perdê-lo... eu tinha que ser realmente a pessoa confiante que sempre acreditei ser... Yuu estava me dando tudo de si, eu tinha que dar tudo de mim a ele... mesmo que isso fosse me machucar... caso...algo desse errado.

Arriscar a me machucar... isso era novo para mim! Eu nunca arrisquei sair ferido... e eu sentia que uma ferida daquelas seria a pior para se ter. De de qualquer forma...

“Vou ligar para ele quando chegar... vamos nos ver... vou convidá-lo para minha casa, assim eu não vou poder desistir...”

Apressei o passo pela rua, já estava chegando à oficina, estranhando ela ainda estar aberta, se não me enganava o horário de saída do pessoal já tinha passado.

“Akira”

Eu não sabia o que tinha acontecido, mas algo entre ele e Ruki-san não estava bem. Ele não tinha falado nada desde ontem e hoje nem sequer se despediu quando saí para o trabalho... talvez eu tivesse me preocupando demais com meus próprios problemas e tivesse deixando Akira de lado... “Que péssimo irmão eu sou”. Antes de ligar para Yuu eu iria conversar com Akira primeiro... ver o que tinha acontecido...

Vozes... vozes conhecidas vindo de dentro da oficina... uma era de Akira...a outra...

“Não pode ser!”

Corri e estaquei na entrada, olhando a figura morena de costas, mas com o cabelo reconhecível entre qualquer multidão.

“Eu não acredito!”

-...eu já telefonei para o porteiro e pedi para liberarem a entrada para o seu nome... não ouse trair a confiança que estou pondo em você, se por algum acaso você machucá-lo de qualquer maneira... pode ter certeza, um soco vai ser fichinha e vou te dar um bom motivo para usar essa faixa – a voz em um tom de ameaça era nova, mas totalmente reconhecível...e sexy.

Abri um sorriso e me mantive imóvel, meu coração batendo forte e acelerado... eu não acreditava que finalmente o estava vendo... eu não acreditava que eu já tinha visto-o antes... eu não acreditava que era ele... “Como nunca percebi antes?”

Akira disse que o amigo do Ruki-san se chamava Aoi... então por que?

“Um apelido!”

“Eu não acredito nisso!”

A voz era a dele, não tinha engano. Yuu me disse que tinha uma loja, mas nunca disse do que... por que nunca perguntei? Yuu me disse que era moreno... Yuu me disse que tinha um amigo baixinho que ele adorava... Yuu... estava ali, na minha frente, de costas para mim, mas... na minha frente, ao meu alcance, eu poderia tocá-lo, eu poderia...

Senti que o carro de Akira tinha deixado o local, mas não me importei, estava bobo demais mirando o amor da minha vida plantado no meio daquele galpão... “Tão perto!”

Ele começou a se virar e quando me viu, abriu um sorriso... o sorriso mais lindo que eu já vi, o homem mais lindo que eu já vi.

Eu já o achava bonito antes, mas saber que ele era o meu Yuu... só o tinha deixado mais belo.

“Yuu”

Notas finais
=]

* se esconde*

(voz de todos os lugares)

Eu vou tentar trazer o cap 15 quarta, ok? Só não sei se vai dar pra postar cedo, ou apenas à noite! =/

Espero que estejam gostando!

Ah! Agradeço imensamente pelos reviews! São minha fonte de energia e inspiração, =], mesmo, mesmo.

OBS: Darky_Cherry se identificou com os personagens! Eu adorei isso! Leio fics q consigo entender completamente os personagens porque me identifico com eles, estou feliz que possa oferecer isso a alguém! Mas... seja mais confiante em si mesma! =] Beijos!
OBS2: a pessoa de nick SASU que reviwsava sempre um simples "Continua" desapareceu! O.O Where is SASU? O.o Será q constrangi com a nota naquele cap?

Beijos a todos!

AJudinha ai com a animação e um comentáriozinho?

POr favor?

=]

Kissu!

Beijos a todos