Notas iniciais
Mini-san postando Desculpe o atraso de pouco mais de meia hora! Juro que tentei trazer o mais rápido q pude!beijos Betado pela Azumi-chan

Capítulo 15

RUKI’s POV

Uma semana...

Durou uma semana...

-Ruki... – ele chamou, fraco e indeciso, e eu só queria que ele gritasse, me agarrasse e dissesse que não se importava com o que Kai tinha acabado de cuspir sobre mim e sobre o meu passado.

Respirei fundo, o meu peito se apertando e uma vontade incontrolável de chorar... eu sabia que doeria. Juntei minhas últimas forças e o olhei. Ele estava confuso, perdido, mal conseguia me enxergar, parecia mais voltado para dentro de si mesmo... eu sabia que isso iria terminar um dia... mesmo assim, meu íntimo gritava para que não acontecesse algo assim.

-Tudo bem, durou mais do que eu pensei que duraria – respondi, fraco, não conseguiria falar mais nada sem cair em um choro humilhante e desesperado. Por isso me apressei até o meu carro.

Praticamente arremessei Koron no banco carona e não me importei em colocar o cinto, dei partida e arranquei o mais rápido possível dali.

“Ele não veio atrás de mim”

“Acabou”

Koron choramingou ao meu lado enquanto eu corria sem ver para onde estava indo. A umidade inevitável começando a correr pelo meu rosto, o vazio de algo perdido e a dor... sempre a dor... parecia estar pior que sempre...

“Nunca doeu tanto!”

Um semáforo fechou e eu fui obrigado a parar... minutos cruéis... minutos longos o suficiente para me fazer despencar em um pranto pesado, mesmo que eu quisesse chegar em casa primeiro para isso...

Meu corpo curvado sobre o volante, não conseguia parar de chorar. Koron começou a morder levemente o tecido da minha calça e tentar se colocar no meu colo. Uma buzina irritante e agressiva atrás de mim e o verde já devia estar brilhando há algum tempo. Tentei limpar minhas lágrimas, mas elas não paravam de escorrer então apenas coloquei a primeira e fiz o carro se movimentar... sem saber para onde ir apenas continuei entrando em qualquer rua ou cruzamento.

“Eu sabia que iria acabar, então porquê?”

Não sei por quanto tempo rodei sem rumo, perdido, sei que já estava escuro e quando me dei conta estava ali... mesmo que já tivesse abusado demais de seu amor fraternal... ele era a minha única família... meu melhor amigo... meu irmão... eu não tinha mais nenhum outro lugar para ir.

Pedi para o porteiro me anunciar e me senti mal com o olhar de pena que ele me lançou, eu não deveria estar com uma aparência muito boa. Quando minha entrada foi liberada, passei minutos que pareceram uma eternidade dentro do elevador, atônito, meu choro começou novamente, mudo e imperceptível... achei que chorar fosse fazer a dor amenizar, como sempre fez.

“Chorar lava a alma e acalma a dor!”

Isso era verdade... mas...

“Não está adiantando agora!”

Koron choramingava cruelmente e tentava se aconchegar a mim em meus braços... talvez ele também fosse sentir falta...

Pensar nisso só piorou as coisas, meus olhos embaçavam enquanto eu fazia o caminho conhecido de maneira tão sem vida que me fez receber um olhar preocupado de uma senhora que passava pelo corredor. Parei em frente à porta e toquei a campainha, não esperando mais do que alguns segundos para que a voz dele e o barulho da chave se fizessem presente.

-Ru-san, que horas você acha que... – e a pergunta reclamada no seu usual tom estressado parou assim que a porta foi aberta e ele conseguiu me ver. O olhar preocupado e o sorriso sem graça.

“Eu devo mesmo estar horrível!”

Aoi abriu os braços, oferecendo o abraço que eu já necessitei vezes de mais e eu não me contive, deixei Koron no chão e me joguei nos braços fraternos e protetores da única pessoa que eu poderia chamar de família.

-A-Aoi... ele descobriu! – murmurei entre meu pranto, a mão acalentadora nos meus cabelos e a respiração pretendendo ser calma, mesmo que eu soubesse que ele sempre sofreu comigo quando me via daquele jeito... não na mesma intensidade, mas...

-Tudo bem, pequeno, tudo bem! Vamos entrar, eu faço o seu chocolate quente e você fala o que quiser falar, hun? – a voz calma e compreensiva, o leve aperto para que eu o soltasse e adentrasse a sala.

-Desculpe... eu sempre abuso da sua amizade! – pedi, tentando me recompor e dando passos rápidos até o sofá aconchegante, me sentando nele.

-Não é abuso, amigos fazem isso! E eu sempre te faço pagar por isso te obrigando a me ouvir – o sorriso animador, me arrancando nada mais do que uma tentativa inútil de sorrir...

Os olhos preocupados voltaram, e eu soube... dessa vez, nem mesmo Aoi poderia me ajudar...

“Por que eu me deixei tão indefeso?”

Tantos anos e tantas experiências, tantas memórias de “Não cometa o mesmo erro!” e então ele chega... e nenhum dos avisos pareceram funcionar...

Quanto mais alto o vôo, mais alto a queda... e eu tinha voado alto demais... sem perceber... sem pretender...

“Reita”

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AOI’s POV

Uma semana...

Eu já estava ficando mais do que necessitado. Eu precisava vê-lo, tocá-lo de verdade, senti-lo de verdade... abraçá-lo, beijá-lo...

Confesso que tentei mais de uma vez fazê-lo responder coisas pessoais que me dariam dicas de como encontrá-lo, mesmo que tivesse decidido respeitar seu tempo e sua vontade... entretanto era impulsivo tentar... mesmo assim, ele parecia enxergar por trás de todas as minhas estratégias e desviar das perguntas sempre de modo mestre...

E estava aí uma coisa nova que eu aprendera sobre ele... Uruha era escorregadio, quanto mais eu tentava pegá-lo em minhas mãos, mais ele escorria para fora delas... Isso dói.

Mesmo que ele me dissesse todos os dias que me amava, que sentia muito por estar fazendo isso... era impossível não pensar que a força de sentimentos ali era desigual... eu parecia bem mais envolvido...

“Isso dói!”

-Eu quero te ver – repeti as palavras que já tinham se tornado quase um mantra para mim durante nossas ligações ou fora delas. E ele repetiu o silêncio hesitante que sempre repetia.

“Desculpe, Yuu... só mais um pouco, eu... sei que estou sendo imaturo, mas... por favor...” e a voz machucada era a que eu não queria ouvir, mas inevitavelmente eu o fazia usá-la... eu não gostava disso, de machucá-lo assim... mesmo que ao não expressar minhas vontades eu saísse machucado.

-Eu sei... eu vou te esperar, amor... pelo tempo necessário, é só que... não consigo me frear quanto isso. – respondi, encarando mais um de seus silêncios que haviam se tornado comum naquela última semana.

“Eu sei... acho que está tarde, Yuu, você tem que trabalhar amanhã... eu também... boa noite, meu amor... eu amo você, me desculpe por isso!” e sua declaração vinha sempre dolorida, como se fosse um crime ele estar dizendo aquilo... eu não gostava disso, de como aquele relacionamento tinha se tornado cheio de silêncios e vozes feridas ... sabia que parte da culpa era minha... eu não queria que fosse assim.

-Não por me amar, com certeza! – tentei brincar, arrancando um leve sorriso do outro lado da linha – eu amo você... boa noite, meu amor! – me despedi, recebendo o barulho de um beijo doce e mais uma vez o telefone era desligado.

“Eu quero te ver!”

O som do interfone tocou e eu o atendi sem vontade. O porteiro anunciou que Ruki estava subindo e eu autorizei a entrada, observando que não era muito educado da parte dele ir na casa dos outros a meia noite, mesmo que ele já tivesse feito muito isso quando chegou com a decisão de que iria abrir seu próprio escritório há mais de dois meses atrás... “Baixinho abusado!” Eu também tinha meu negócio para cuidar... “Se eu não amasse tanto esse projeto polly masculino eu com certeza falaria pra voltar amanhã!”

Me levantei da cama e fui para a sala esperá-lo, não me negando um começo de resmungo corriqueiro meu assim que caminhava para a porta quando o som da campainha invadiu o apartamento... eu sempre fui meio resmungão...

-Ru-san, que horas você acha que... – parei assim que pude mirar a figura conhecida... destruída. Os olhos vermelhos e inchados, a expressão franzida, os lábios trêmulos e lágrimas ainda saindo dos orbes...

Naquele momento eu soube... ele precisava de mim, do Aoi irmão, companheiro e família, não apenas do Aoi amigo... e eu sempre estaria ali para ele, como sempre estive e como sempre vou estar. Afinal é isso que a amizade significa...

Foi uma noite difícil, e depois de toda a história que ele conseguiu me contar eu só pensava em duas coisas: Ou eu achava Kai e o espancava, ou eu achava o tal Reita e o espancava.

Liguei para um dos caixas da loja e pedi para que passassem em minha casa e pegassem as chaves, não iria trabalhar hoje e deixaria tudo nas mãos deles, Ruki precisava de mim, e eu não negava ajuda, muito menos a ele.

Telefonei para o escritório de Ru-san e avisei que ele não estava disposto a ir hoje, o jovem secretário dele se prontificou a cuidar de tudo ao menos por aquele dia, agradeci e desliguei. Tinha sido difícil fazê-lo pegar no sono, ele com certeza insistiria em ir trabalhar quando acordasse, mas eu o convenceria a ficar em casa... de algum modo eu tinha certeza que a situação só era questão de explicações, coisa que Ruki não estava disposto a dar.

“Pelo visto vou ter que interferir”

“Ao menos vou poder bater em alguém!”

E foi o que fiz, depois de algumas horas apenas conversando e deixando-o pensar sozinho eu inventei que teria que ir fechar a loja, que voltaria logo. Ele aceitou e prometeu se comportar e não sair do apartamento... sabia que estava sendo sincero, felizmente ou infelizmente, eu era a única pessoa em quem ele confiava e com quem contava.

Não tinha ido muito com a cara de Suzuki-san, mas pela postura e determinação que ele havia me mostrado no dia em que invadiu a minha sala e pelos sorrisos e comentários animados que vi e ouvi de Ru-san essa última semana eu sabia que ali existia algum sentimento muito forte... que valia a pena uma luta.

“Eu posso estar sendo precipitado, mas... Ruki merece ser feliz”

Como pensei, tudo se tratava apenas de palavras não dita e histórias não contadas. Sabia que Ru-san não tentaria sequer explicar ou se defender das acusações de Kai. Ruki ainda hoje não se sentia digno de compreensão ou entendimento pelo o que fez e o que foi... mesmo que não tenha sido o culpado... eu também tinha minha parcela de responsabilidade em tudo que aconteceu no passado.

“Mas que foi ótimo poder bater naquele desnarigado, isso foi!”

Sorri para mim mesmo e respirei fundo. Olhei para a oficina de aspecto elegante... Ruki realmente trabalha muito bem. Me lembrei que Suzuki-san tinha somente entrado no carro e partido... “Eu vou ter que fechar esse lugar?”

“Eu saio e deixo tudo aberto?”

“Será que tem alguém em casa?”

“ O irmão bonito dele, talvez?”

Pensei em ir até a pequena porta lateral para checar se ela dava para a casa, mas estranhamente senti aquele sentimento de que alguém estava às minhas costas, como quando se olha tanto para a nuca de uma pessoa que ela simplesmente vira pra te olhar, como se fosse impulsivo.

Me virei e confirmei que realmente havia alguém atrás de mim, há alguns metros de distância, parado na grande entrada do local estava o mesmo loiro bonito que eu tive a oportunidade de ver do lado de fora da minha loja, a pessoa que eu sabia ser irmão de Suzuki-san.

“Ele é ainda mais bonito de perto!”

Sorri, gentil como sempre fiz, além de um belo rosto ele era um cliente em potencial, e deveria ser no mínimo estranho me encontrar parado no meio do galpão daquele jeito... o que me fez perguntar mentalmente em qual parte da “conversa” ele havia chegado.

O loiro manteve um sorriso lindo em minha direção e eu comecei a ficar constrangido... afinal eu era um homem comprometido. Soltei uma tossezinha nervosa e decidi tentar explicar o porquê de eu estar ali.

-Eh.. oi, eu sou amigo do Ruki, eu vim apenas para ter uma conversa com Suzuki-san, bem... – comecei a explicação e estranhei quando ele começou a andar em minha direção -... me chamo Shiroyama Yuu e sou dono da... – tentei continuar, mas parei assim que o vi deixar a mochila cair ao chão e avançar.

Dei um passo para trás devido à proximidade e os braços se colocaram desrespeitosamente em meus ombros, os dedos se fixaram na minha nuca, os olhos próximos, chocolates... orbes chocolates e uma boca rosada e delicada.

Coloquei minhas mãos na cintura fina, tentando afastá-lo, ele não era muito mais alto que eu, uns cinco centímetros no máximo, mas tinha uma pegada...

-Opa! – exclamei ao que desviei meu rosto dos lábios atrevidos, sentido-os na minha bochecha. Eu estava certo em me defender, o loiro lindo estava obviamente tentando me beijar – desculpe, eu sou um homem comprometido e apaixonado, e não tenho o costume de ser infiel – ditei, empurrando o quadril para longe, com calma, ele parecia tão magro que eu tinha medo que se quebrasse ao meio se eu fosse mais rude.

“É cada coisa que me acontece! Por que nenhum loiro gostoso me agarrou quando eu estava solteiro e livre?”

Uma risada sacana e eu tive a impressão de já ter ouvido aquela risada antes.

Ao contrário do que eu pretendia, aquilo só pareceu incentivá-lo mais e o corpo esbelto se forçou contra mim, as unhas arranharam minha nuca e os dentes foram certeiros em meu pescoço, mordendo a pele de leve.

Apertei mais os meus dedos em seu quadril e comecei a não me importar em ser rude ao tentar empurrá-lo... Não trairia o meu Uruha, mesmo que aquele loiro estivesse notavelmente jogando pesado!

-Humm... comprometido? – a voz gemida chegou ao meu ouvido e eu congelei no mesmo instante... eu conhecia aquele voz! – espero que esse compromisso seja o que tem comigo.... – o ar quente em minha orelha e minhas mãos cederam, o corpo se colou ao meu, eu tive que fechar os olhos para aproveitar bem aquela sensação — ... Yuu...

Não tinha engano, era a voz dele!

Separei meu rosto do seu e encarei os olhos, o nariz, a boca, decorando cada traço em pouco mais de alguns segundo... parecia irreal!

“Eu não acredito nisso!”

-Uruha! – exclamei, baixo.

Ele sorriu lindamente e assentiu suave com a cabeça em afirmação.

-É bom saber que você se mantêm fiel a mim... Takashima Kouyou ao seu dispor, Shiroyama-san – e a provocação era única dele, não tinha como duvidar, eu estava diante do amor da minha vida... e ele era lindo!

Eu já o achava bonito antes, mas saber que ele era o meu Uruha só o tornava ainda mais belo.

Sorri. A vida era realmente improvável e surpreendente.

Não me fiz de rogado e apertei bem o corpo contra o meu... finalmente eu o estava sentindo de verdade, em meus braços. Me apressei em selar seus lábios aos meus, enlaçando minha língua na sua e provando a saliva... “delicioso!”

Não me contive em subir o lado direito da camisa social que ele usava e tocar a cintura nua, estava ansioso e desesperado por testar a maciez da pele e a textura, como uma criança empolgada com o brinquedo que sempre desejou e que agora tinha em suas mãos. A tez era mais suave e macia do que eu imaginava, totalmente viciante, como o beijo. Foi quase impulsivo erguer a outra parte do tecido e deixar minha mão esquerda também provar de sua pele, apertando-a.

Os dedos me puxaram os fios da nuca e a minha ânsia em lhe roubar até o último átomo de oxigênio parecia estar presente nele também, pois o modo como sua boca se movia sobre a minha era faminta e desejosa... afoita e ainda assim sensual... “Kami! Como sonhei com isso”

Infelizmente, a falta de ar se tornou insuportável e tivemos que parar o ósculo, ofegantes. Sorrimos mais uma vez e de alguma maneira, eu me sentia no momento mais feliz da minha vida.

-E então, ainda com medo de não nos atrairmos um pelo outro pessoalmente? – provoquei, beijando a bochecha macia... tudo nele parecia ser tão suave!

Ele apenas deu o seu riso costumeiro, e eu tenho que dizer, ao vivo e a cores ele era infinitamente mais adorável, mas para meu espanto as mãos se soltaram de meu pescoço e o corpo se forçou até sair dos meus braços. Ele virou de costas para mim e começou a andar até a entrada... “Que bela bunda!”

-Algum problema? – perguntei, sem entender o que eu tinha feito de errado, por um momento me senti temeroso até perceber que ele levantava o braço para pegar a alça do portão e baixá-lo. O barulho do baque com o chão e ele se agachava para trancar algum tipo de ferrolho – agora eu não vou poder sair – ditei em um resmungo fingido, abrindo um sorriso assim que ele se virou e sorriu de um jeito nada casto... “Ah! Kami! Ele é ainda mais sexy pessoalmente!”

-E quem disse que você vai poder ir embora? – e o andar dele até mim fez meu íntimo pulsar... eu sei que já havíamos transado várias e várias vezes por telefone, mas meu corpo fervia de ansiedade pelo dele... – só quando eu deixar, Yuu, e eu digo que você não sai daqui hoje! – a distância foi vencida e meu pulso foi agarrado, ele praticamente me arrastando para o fundo da oficina, em direção a porta que outrora pensei em checar. Me vi num corredor curto e mais outra porta foi aberta, ele retirou os sapatos com os pés e eu o imitei, quase não conseguindo me livrar das meias e sendo conduzido para o interior de uma sala de luzes apagadas, quase escorreguei no começo de um degrau de uma escada.

-Ei... pressa? – perguntei entre gargalhadas modestas, era engraçado ser arrastado por cômodos daquela forma, era adorável o jeito como ele parecia uma criança ao fazer aquilo.

-Muita... eu te quero em mim, Yuu... tem que ser agora! – respondeu, brecando e se virando rapidamente para me dar um beijo rápido e profundo... não preciso dizer que se ele já me provocava e me seduzia através de um telefone, pessoalmente então...

Agarrei-o ainda de frente, não deixando-o virar de costas e o imprensei na primeira parede do corredor que achei, meu baixo ventre formigando e minha boca praticamente estuprando a dele... “Ele me enlouquece!”.

Não tive muita paciência com os botões da camisa quando a abri, que ele me perdoasse depois por aquilo, mas depois do que ele disse eu já não queria me fazer de constrangido ou paciente... ele me enlouquecia, fato.

-Humm, eu já falei que gosto de algo meio violento, neh? – ele sussurrou assim que libertei sua boca.

-Eu sei... – respondi, descendo meus dentes para o pescoço e mordendo com força ali, um grunhido erótico escapando de seus lábios, lambi a marca com suavidade e gentileza. – e eu já disse que você tinha sorte por estarmos apenas ao telefone, não disse? – rebati, encarando os olhos escurecidos de desejo... “Como eu desejei ver isso!”

Os dentes morderam a lateral do lábio inchado com ânsia e o movimento para me afastar foi rápido, a mão mais uma vez puxando meu pulso, dessa vez o caminho foi curto e logo eu estava sendo arremessado dentro de um quarto, sobre uma cama. Me sentei no colchão e rapidamente ele já estava se colocando em meu colo, o baixo ventre em contato com o meu e a boca voltando a minha.

Terminei de retirar a camisa dele e ele se apressou em rasgar minha pobre camiseta preta... ele era mesmo tão ativo como eu imaginava! Arranhei as costas nuas e desci meus dedos para as coxas cobertas pela calça social, apertando-as... eram fartas e ótimas de pegar.

-Suas coxas são ótimas – lancei o elogio por entre os beijos e mordi seu lábio inferior com sutileza.

-Precisa ver sem todo esse pano – ele sorriu de volta, provocando e descendo a boca para a minha orelha, mordendo a ponta com moderação, me causando arrepios gostosos pelo corpo inteiro.

Foi impulsivo, ele sabia me deixar louco, agarrei seu quadril e o joguei sobre o colchão, me colocando entre suas pernas, beijando os lábios fortemente enquanto me apressava com o cinto, botão e zíper dele... “Foi ele quem disse, agora eu tenho que ver!”

Puxei a calça com certa rapidez e me deliciei com a risada gostosa dele, arremessei o pano para qualquer lado e voltei meus olhos para o par de pernas alvas e perfeitas.

-Tinha razão – comentei, hipnotizado pela pele dali, abaixando minha boca até a coxa direita e mordendo-a, chupando-a, lambendo-a... era toda minha... “Eu sou mesmo um cara muito sortudo!”

Os gemidos doces, obscenos e extasiantes que acompanhavam cada carícia eram delirantes e as mãos fortes em meu cabelo me diziam que ele queria que meus lábios subissem um pouco mais... “Como quiser!”

Abocanhei o membro rígido por cima do tecido da boxer e deixei que minha saliva umedecesse a região que identifiquei como sendo a glande... “Ah! Como eu quis fazer isso!”

-Droga, Yuu... tira logo essa cueca! – o grunhido agoniado me fez sorrir em satisfação e como um bom menino eu tratei de me ajoelhar e retirar a boxer o mais rápido possível, parando para observar bem e admirar seu corpo completamente despido diante dos meus olhos... e aquela expressão, ah! Ele não estava nem um pouco constrangido... e mesmo que tecnicamente já tivéssemos feito isso antes, era nossa primeira vez assim... pessoalmente... “Kou!”

Gemi com o olhar desejoso que ele me lançava e não me neguei a frear um pouco o ritmos das coisas, iniciando um beijo mais calmo. As mãos foram afoitas para as minhas costas, as unhas machucando de forma desejada e as pernas se dobraram para facilitar o meu encaixe ali. Minha boca desceu para o pescoço, brincando com a orelha, provando da clavícula e do ombro, marcando a pele clara, deixando meus rastros pelo peito. Meus dentes excitaram os mamilos rosados e não me contive a morder toda a extensão da barriga reta até chegar a virilha, torturando-o mais um pouco e desviando da ereção pulsante de propósito. Ele gemeu em reclamação e tentou forçar minha cabeça a ir para aquela região, mas eu soltei seus dedos do meu cabelo e o impedi de fazer isso. Ele bufou adoravelmente em impaciência e eu apenas sorri, dando logo o que ele queria e chupando a cabeça subitamente, arrancando um grito relativamente alto de sua garganta.

-Yuu... ah!... Kami! Você é ótimo! – a voz estava descontrolada e gemida, assim como ele sempre fazia quando aquilo era por celular... ao vivo e a cores... era bem melhor.

Dexei o membro invadir minha boca, mas rejeitei a tentativa dele de comandar meus movimentos... “Não mesmo amor!” Finalmente suas mãos desistiram de se agarrar em mim e agarraram o travesseiro atrás de sua cabeça, os olhos fixos nos meus que o observavam de baixo e as pálpebras se cerraram quando chupei com mais força, usando a minha mão para me auxiliar. A cabeça se deixou deitar nos tecidos da fronha e o gemido longo foi a chave para que meu membro latejasse dentro de minhas roupas, implorando cuidados.

Ergui meu tronco, abandonando seu membro no processo, ouvindo um resmungo baixo de sua parte, sorri para sua expressão descomposta e enfezada.

-Eu também preciso de atenção – respondi a pergunta que seu olhar contrariado me lançava e tive o prazer de ver o sorriso de lado mais sacana que eu já vi em todos os meus 32 anos de vida.

-Entendo – ele rebateu, sentando-se nos lençóis e se esticando até o criado mudo ao lado da cama, tirando de lá o que reconheci como lubrificante e um pacote de camisinhas... pude perceber mais coisas lá dentro... “Ele realmente é cheio de brinquedinhos!”

Me despertei de meus pensamentos pervertidos de como usar todos os objetos ali dentro com ele quando senti seus dedos em minha calça, desabotoando-a e abaixando-a junto com minha roupa íntima, me fazendo sentar forçadamente no colchão para terminar de retirar as peças do meu corpo.

Mal me recuperei e ele já estava jogando-as para algum canto, sentando-se sobre o meu colo novamente... eu gostava do modo como éramos totalmente íntimos e sabíamos exatamente que poderíamos ser abertos e verdadeiros um com o outro, sem restrições ou etiquetas, apenas fazendo o que quiséssemos e desejávamos... “Kami! Eu amo esse homem!”

O contado nu de sua pele na minha, o toque de seu falo no meu... foi impossível não gemer.

-Vamos dar atenção a ele, então, o pobrezinho parece estar tão necessitado! – provocou em um fingimento de piedade pecaminoso, abrindo o pacote de camisinha com os dentes, me tornando um espectador nato de seu show de sensualidade, o látex foi deslizado pelo meu membro e ele aproveitou disso para me torturar um pouco, pressionando a minha glande e acariciando-a lentamente. Meus olhos se fecharam e mais um grunhido sair por meus lábios.

A mão começou a felar de forma frenética, me enlouquecendo pela mudança brusca de ritmo, tive que me apoiar no colchão para não despencar e deitar com tanto prazer e êxtase me invadindo, mas assim que eu senti chegar quase em meu limite o estímulo parou e a sensação de seu corpo em meu colo também se foi. Abri meus olhos e o vi voltando a se deitar na cama, encostando a cabeça na cabeceira, dobrando os joelhos, deixando a entrada, na qual imaginei entrar todos os dias dessas duas semanas, bem visivel.

-Se ele quiser atenção agora, vai ter que ser aqui! – ditou, firme e desafiador, sexy e erótico, rodando o vidro de lubrificante na mão direita enquanto o indicador esquerdo apontava para o orifício nítido ali.

Me apressei para pegar o lubrificante e me surpreendi quando ele impediu que eu o pegasse. O olhei em interrogação e ele apenas sorriu, jogando o frasco para qualquer lado do quarto que eu não tinha interesse nenhum em analisar, não agora.

- Pensei melhor, acho que não mereço facilidades... nada de lubrificação – ele respondeu, usando as pernas para puxar-me para mais perto, deixando minha ereção se encontrar com a sua.

-Tem certeza? – perguntei, preocupado.

-Eu tenho sido um mau menino, fiz o homem mais perfeito de todo o mundo sofrer por covardia de minha parte, não acha que mereço punição? – continuou, provocante, o fingimento arrependido e os dedos da mão direita se colocando em meu falo novamente, estimulando.

-Eu já perdoei... e não quero te machucar – continuei, mesmo que estivesse extremamente difícil segurar a vontade de me enterrar nele.

-Não vai... eu gosto de ser punido... – continuou, a boca se aproximando do meu ouvido o sussurro quente aumentando minhas chances de descontrole — ... eu quero você bem fundo, dentro de mim, agora, Yuu...

Não deu pra segurar, a voz gemida dele tão perto e tão provocante assim era impossível de resistir. Segurei a parte detrás de suas coxas e ergui um pouco o quadril apenas para melhorar o ângulo, encaixei meu falo na entrada. Lancei um ultimo olhar de confirmação e ele apenas assentiu. Me enterrei de uma vez, o grito alto ecoando pelo cômodo. Me xinguei mentalmente por isso... mas ele tinha me deixado descontrolado.

-Desculpe, desculpe... – pedi, tentando me retirar do interior quente e delirante, mesmo que meu corpo gritasse para que não. Me surpreendi quando suas mãos me seguraram e me impediram, a respiração ofegante, os olhos lacrimejando e o rosto vermelho... como alguém poderia transmitir tanta eroticidade e inocência daquele jeito?

-Não... espera um pouco... – pediu com dificuldade, o cenho levemente franzido, e eu obedeci, mesmo que achasse que não tinha sido uma boa escolha ir tão rude daquele jeito.

-Desculpe, eu perdi o controle, eu não queria te machucar... – continuei pedindo, meu membro latejando e implorando atrito dentro de seu corpo, mas minha preocupação conseguindo superá-lo.

-Não machucou... humm... pode... pode se mover – ditou por fim, fechando os olhos de uma forma totalmente entregue... “Ele é tão lindo!”

-Mas... – tentei protestar, porém ele foi mais rápido e remexeu o quadril sutilmente, causando uma carícia extasiante em minha ereção tão comprimida dentro de si... não tinha como... ele me tinha na mão.

-Assim, Yuu... desse jeito, não consegue? – me desafiou, os orbes chocolate me encarando mais uma vez.

Sorri... eu todo preocupado e ele aproveitando desse jeito?

-Não devia ter me desafiado, amor! – avisei, soltando uma de suas pernas, deixando meus dígitos passearem pela a bochecha rosada em uma carícia gentil. Tateei o nariz e parei o polegar nos lábios, enfiando-o para dentro da boca, tocando a língua úmida, imitando uma penetração suave. Ele o lambeu, fechando os olhos e mordendo a ponta...

“Se ele quer, ele tem!”

Mais tarde eu descobriria que essa afirmação serviria para tudo, para tudo mesmo em relação a Kouyou.

Me movi lentamente para trás, mas voltei com rapidez e força, o corpo solavacando e o gemido de uma mescla de dor e prazer se abafando em meu dedo. Mais uma estocada e uma mordida relativamente forte, retirei o polegar da cavidade e retornei minha mão para a parte anterior de sua coxa, dobrando mais as pernas em direção ao peito e fazendo meu tronco se curvar mais sobre ele. O estoquei novamente, e dessa vez seu gemido foi tão extasiante que meu quadril começou a se mover por si mesmo em um entra e sai ainda lento, mas intenso.

-Kou... – chamei por seu nome e obtive resposta em seus orbes se mostrando, beijei os lábios abertos em ofegos e gemidos e continuei a estocá-lo, minha boca prensando a sua e abafando as manifestações vocais de tudo que ele estava sentindo... era simplesmente irreal, maravilhoso... perfeito... eu me sentia explodir a cada movimento, eu o sentia explodir a cada vez que eu ia mais fundo... e quando eu acertei aquele ponto... ah! O modo desesperado como ele tentava se arremeter contra mim... foi adorável, sexy... perfeito.

As unhas se agarravam a minha pele de um jeito que provavelmente já estariam arrancando sangue, mas eu não me importava, na verdade apreciava o descontrole e prazer que eu também conseguia provocar nele. Em um tempo que nunca parecia ser o bastante, meu ser já anunciava que era forte e intenso demais para segurar mais tempo, eu não queria chegar antes dele, mas era complicado... até porque seu interior me apertava tanto!

-Amor... – chamei, tentando anunciar que não dava mais, e mais uma vez me surpreendi quando ele simplesmente me empurrou de cima de si em uma força imensa, me desequilibrando e causando a ruptura brusca de nossa conexão.

Cai sentando nos lençóis e encarei em dúvida a figura lindamente obscena e surreal a minha frente... “Será que eu não agradei?”

E novamente meu medo iniciado se dissipou no momento em que senti sua mão em meu falo, retirando a camisinha com brusquidão e se colocando sobre mim, minhas pernas entre as suas... o olhei em pergunta, mesmo que as suas ações e sua expressão denunciassem completamente o que ele queria fazer.

-Se vai gozar... me suje todo!- ofegou em resposta, segurando minha ereção com cuidado. O corpo se abaixou em meu colo, meu membro invadindo-o novamente. Joguei minha cabeça para traz e não segurei o gemido alto que escapou de minha garganta... quente e apertado demais! Sensível demais!

-Uru... – gemi quando ele começou seu sobe e desce particular, tomando as rédeas de toda a situação.

Não foi necessário muito mais para que eu me desfizesse em seu interior no orgasmo, sem dúvida, mais intenso que eu já tive em toda a minha existência. Me alegrei ao perceber que ele me acompanhou logo depois e me deixei deitar na cama, feliz, puxando-o para mim assim que ele saiu de cima, enlaçando-o com os meus braços.

-Eu amo você, se possível, ainda mais! – confessei ao seu ouvido enquanto lhe dedicava um carinho mais do que sincero nas costas e nas madeixas descoloridas.

O olhar límpido e brilhante dele... com certeza, acima de tudo, tinha sido a coisa mais linda da noite... e mesmo que ele não dissesse eu sabia que era correspondido.

-Eu também amo você, Yuu

Notas finais
Então reviewzinha aí? Ta ficando bom? Pessoalmente fiquei meio insegura quanto ao lemon, ficou dentro das expectativas? Lembrando q a fic vai ter 18 caps, mas q algumas coisas podem ser alteradas de acordo com os comentários q forem surgindo então... vamos ajudar? Onegai? Beijos!!