Konseki
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Desculpe * reverencia*
Betado pela Azumi-chan!
Vou deixar vcs lerem e depois tento me explicar!
Capítulo 13
RUKI’s POV
Era difícil aceitar a situação...
Por mais que eu estivesse gostando... ainda não conseguia assimilar tudo.
Eu não tinha coragem de puxar uma conversa séria ou pessoal, na verdade eu as estava evitando. Mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde elas viriam e estragariam tudo gradativamente.
“Como sempre!”
Respirei fundo e tentei relaxar. Se fosse para sofrer novamente, ao menos que fosse no tempo certo. Eu não queria adiantar toda a dor e me despedaçar antes mesmo de aproveitar o que meu idiota e masoquista momento de vulnerabilidade e abandono tinha a me oferecer de bom.
-É aqui? – ele perguntou, estacionando o Mustang a frente do meu prédio.
-Aham, quer subir? Eu me arrumo rápido! – convidei, em um impulso estranho... geralmente eu não convidava caras com quem saia para conhecerem a minha casa. Não até ter certeza de que não eram perigosos...
“E ele quase me violentou alguns dias atrás!”
Não que eu não tivesse gostado...
“Vocês já transaram, Ruki... três vezes!”
Tentei me convencer de que tínhamos intimidade suficiente... ou não...
“O que esse cara faz comigo?”
-Eu me convidaria para subir se você não tivesse me convidado! – Reita-san sorriu em uma animação cômica – depois de ver o que fez na oficina, estou curioso para conhecer o seu apartamento... deve ser perfeito!
-Modéstia a parte, eu fiz um bom trabalho! – assenti, retribuindo o sorriso e segurando Koron antes de sair do carro. Aquelas conversas suaves e superficiais eram absurdamente agradáveis.
“Por favor, que continue assim só mais um pouco”
Eu sabia que no momento em que perguntas começassem a surgir... aquilo começaria a acabar.
-UAL! – exclamou exageradamente assim que adentrou a sala, passando os olhos pelo local.
-Hum! Foi a mesma coisa que eu pensei quando te vi – brinquei,soltando um Koron-chan agitado que tratou de correr para o seu canto na área de serviço, onde provavelmente teria o resto da ração do dia anterior.
-Você fez tudo aqui? – perguntou ainda admirado com a minha sala ampla e perfeitamente harmônica com suas paredes brancas em relevo e azulejo cinza prateado no piso.
-Eu projetei tudo, a mão-de-obra não foi toda minha,aqueles quatro me ajudaram muito quando quis reformar – respondi... perguntas àquele nível ainda eram aceitáveis, mas era melhor mudar de assunto – vou me arrumar, se quiser olhar o resto do local, fique a vontade – falei, apressando-me para o meu quarto, tinha poucos minutos restando e não podia me atrasar.
-Tem muitas fotos suas com caras! – ele bufou assim que eu voltei à sala...
-Alguns são amigos, outros, ex-namorados... eu só guardo de recordação! – expliquei, mesmo que não achasse que estivéssemos íntimos o suficiente para aquilo.
-Hum! Eles são bonitos! – continuou em uma notável raiva e rudeza... eh, por um momento eu tinha esquecido como ele era... Príncipe em um momento, sapo em outro. E ainda por cima hétero, bem, bi agora.
“Eu devo ser louco por estar me arriscando nisso!”
“Eu sei que não vai dar certo e que eu só vou me machucar... por que sinto que quero continuar com isso e dar tudo de mim?”
Sorri, tentando amenizar o clima e puxei meu celular. Fui para seu lado e tive que ficar na ponta dos pés para nivelar nossas alturas e tirar uma foto. Os olhos curiosos se voltaram para mim e a pergunta nem precisava ser pronunciada.
-Nossa primeira foto, de recordação! – expliquei – vamos indo? Eu já... – fui interrompido quando me virava, a mão forte em meu pulso e meu corpo sofreu um puxar, de volta para ele.
-Você diz como se tudo já fosse acabar – a voz grave afirmou os olhos encarando os meus,fundos... ele me tinha na mão quando fazia isso.
-E tudo vai acabar,Reita, é inevitável... eu vou sofrer e a única coisa que vai me animar vai ser pensar que também houveram bons momentos...recordações....para provar que não foi completamente inútil e ruim... e ao mesmo tempo me servirá como um lembrete, para não cometer os mesmos erros novamente, mesmo que eles nem sempre dêem certo – respondi, incapaz de deixar aquele olhar...ele tinha o estranho poder de me arrancar coisas quando fazia aquilo, eu não sabia porque era tão influenciável por ele...e isso era ruim...muito ruim!
“Eu não devia ter dito isso! Agora ele vai começar as perguntas... as perguntas que eu não posso responder... mesmo diante desse olhar”
Mas para a minha surpresa seus braços apenas me enlaçaram e sua boca se colou a minha, em um selo longo, mas sem aprofundar o beijo...amável e casto...algo novo vindo dele...sempre me surpreendendo e me bagunçando.
-Não fique falando coisas pessimistas assim! Como se eu fosse te deixar sair da minha vida tão fácil! – sorriu humorado e selando meus lábios novamente – vamos indo? Afinal é uma cliente importante, não é?
-Aham! – assenti ainda meio bobo com a ação inesperada vinda dele...
“Ao menos vai durar mais um pouco...”
Quanto tempo mais? Eu não sabia...e não queria ficar pensando nisso... não quando eu podia me agarrar a felicidade do momento... mesmo que ela me doesse por dentro às vezes, e me assustasse! Quanto mais alto o vôo, mais alto a queda... eu não sabia se ainda possuía a capacidade de me reerguer e reconstruir... depois de tantos anos!
-Tinha uma foto bem antiga, você parecia um adolescente, estava com o uniforme de uma escola... parecia a mais antiga, eu reconheci o Aoi-san nela, quem era o outro cara? – a pergunta veio sutil, e me assustou enquanto rumávamos de carro para o local onde seria meu próximo trabalho.
-Um ex-namorado! – respondi simplesmente, não poderia dar mais detalhes e nem queria.
-Seu primeiro? – continuou o interrogatório, sem tirar os olhos da estrada, parecendo meio tenso.
-Sim – confirmei, percebendo seus dedos se apertarem no volante e os dentes trincarem... ele me assustava às vezes... mas era um susto meio... excitante?
- Alguma chance de eu encontrá-lo por aí e poder quebrar a cara dele? – rebateu.
-Não, ele está morto – falei em novamente em um impulso e temi que dessa vez sim as perguntas mais sérias viriam. Mas para a minha surpresa...
-Eu sinto muito! – se desculpou em um tom mais calmo e arrependido
-Não sinta, ele foi tarde! – murmurei, não conseguindo nublar meu rancor
Senti seus olhos me encararem por um instante, mas nenhuma pergunta veio...
“Ainda bem!”
“Até quando isso vai durar?”
Me peguei desejando que durasse por muito tempo.
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AOI’s POV
Era difícil aceitar a situação...
“Eu não vou desistir assim tão fácil!”
Era o que eu pensava enquanto virava copos e mais copos e tentava inutilmente telefonar para ele. Eu não me importava se eu tinha ido de carro e se teria que dirigir na volta...
“Uruha!”
-Senhor,acho que já bebeu demais – a voz fina de uma das garçonetes chamou a minha atenção, outras pessoas ali também me encarando... a voz dela não era bonita como a voz dele.
-Eu estou pagando, eu digo quando eu “já bebi demais” – vociferei com dificuldade... talvez eu já tivesse mesmo passado da conta.
-Me desculpe, mas teremos que pedir para o senhor se retirar! – ela repetiu meio acuada, provavelmente o gerente a tinha obrigado a fazer aquilo, receoso de que eu começasse alguma confusão ou morresse em coma alcoólico na mesa do estabelecimento.
Geralmente eu compraria briga, descontaria meu estresse e minhas lamentações na primeira pessoa que ousasse falar comigo. Bêbado então, eu faria um escândalo e entraria em discussões inúteis e tolas fácil... mas não fiz. Apenas joguei notas altas em cima da mesa e me ergui, quase caindo no processo... realmente eu já tinha bebido demais. Cambaleei em direção a saída, sob os olhares maldosos de alguns ali...
“Que merda!”
Acordei com uma dor de cabeça latejante, olhei para o relógio e vi que já eram oito da manhã... eu tinha que levantar, me arrumar, ir para a loja... mas eu não queria, não me sentia disposto a fazer nada.
Me levantei da cama, indo em direção ao banheiro e abrindo o armário de remédios, tratando de pegar um para dor de cabeça e engoli-lo... lembranças e pensamentos.
“O que eu fiz de errado?”
Eu não queria aceitar a situação, estávamos bem, felizes, apaixonados... íamos nos encontrar... ele parecia tão animado e ansioso... e horas depois, ele me deixa esperando, e me liga para dizer que não vai, que não pode... e... termina comigo.
“Eu fui chutado... mais uma vez!”
Não era a primeira vez que terminavam comigo, eu já passei dos 30, já levei muitos chutes e foras... mas nunca senti tanto quanto sinto nesse momento. Sem um motivo exato, sem uma explicação...por quê?
Será que somente eu que estava bancando o idiota e levando aquilo a sério? Será que Uruha estava brincando comigo? Será que tinha acontecido algo?
Eram tantas perguntas que fervilhavam em minha mente e pioravam a minha ressaca! E todas só poderiam ser respondidas por ele... se ele ao menos atendesse as minhas ligações.
Tomei um banho demorado e me arrumei, infelizmente eu tinha que abrir a loja, mas não iria ficar lá hoje... ou talvez ficasse... eu não sabia o que fazer! Talvez trabalhar fosse melhor, tentar tirar tantas dúvidas de mim e me distrair desse aperto em meu peito.
“Nunca doeu tanto assim!”
Uma semana, uma semana e eu já estava completamente dependente dos momentos com ele... mesmo que não fosse pessoalmente. Talvez eu tenha sido idiota por me deixar envolver assim sem defesa nenhuma, sem pensar... talvez ele estivesse apenas receoso... ou com medo. Talvez eu não tenha transmitido confiança...talvez, talvez, talvez...
“Merda!”
Passei o caminho para a loja inteiro tentando telefonar para ele, e nada.
“Merda! Uruha,me atenda! Ao menos me fale um porquê... me esclareça se você não quer mais, me diga algo....”
“O que eu fiz de errado?”
O aperto em meu peito doía, e uma confusão descontrolada me invadia de um jeito que eu já não sabia se chorava, se quebrava algo, se tentava pensar positivo, se me jogava na depressão...
“Eu tenho que falar com ele!”
Mas a única coisa que eu tinha era seu telefone, eu não sabia onde ele morava, não conhecia ninguém que o conhecia... se ele não tivesse sido demitido eu poderia ir ao trabalho dele, mas... e foi só aí que me dei conta de que ele podia simplesmente desaparecer da minha vida que eu nunca mais poderia encontrá-lo. Ele poderia...desaparecer. E isso doeu ainda mais...
“Eu não vou aceitar!”
Continuei tentando telefonar, deixando mensagens de voz confusas e desesperada. Nem sequer cumprimentei os funcionários e abri a loja, passando direto para a minha sala, continuando minhas tentativas... “Por favor, atenda!”
Me passou pela cabeça que ele havia me dito seu nome completo, então liguei o computador, procurando desesperadamente pelo nome “Takashima Kouyou”, encontrando várias pessoas com o mesmo nome, alguns escritos de forma diferentes, outro parecidos. Tentei filtrar adicionando o nome da empresa de telefonia para qual ele trabalha, encontrando apenas algo relacionado a contratação de pessoal e demissão, porém nenhuma informação pessoal.
“Merda!”
Tentei lembrar qualquer coisa que pudesse me dar uma pista de como encontrá-lo, mas nada me ajudava. O que eu sabia além de sua personalidade, de seus gostos e de sua voz? Que ele tinha um irmão mais velho... não ajudava em nada...
Eu deveria ter perguntando algum endereço, ou ao menos o bairro em que ele morava. Será que era longe do bar? Ele provavelmente o freqüentava para saber a localização e marcar o encontro lá... ou ele escolheu um lugar distante de sua casa porque não confiava em mim... ou ele apenas lembrou do local... “ah! Droga!”
Eram tantas possibilidades,tantos “ou”, “Talvez”... o que eu iria fazer? Contratar um detetive? Será que eu o assustaria? Eu podia tentar ir ao bar novamente, tentar falar com os trabalhadores de lá, se o conheciam... mas eu tinha sido praticamente expulso de lá ontem, provavelmente eles não iriam me dizer nada!
“Eu tenho que tentar!”
Infelizmente o bar só abria perto das cinco da tarde, e esperar até aquele horário parecia uma tortura... mas eu não tinha nada além daquilo.
Não consegui me concentrar em nada a manhã inteira e não parava de telefonar para o número dele, esperando que alguma hora ele tivesse que ligar o aparelho. E foi em uma dessas tentativas que meu coração parou ao ouvir o barulho de chamada pela primeira vez e não a gravação de aparelho desligado ou fora de área. Chamou algumas vezes e minha expectativa apenas crescia, minha respiração paralisada.
“Yuu” – a voz rouca, grave e suave... meu coração voltou a bater e eu sorri automaticamente ao menos por poder ouvi-la mais uma vez.
-Uruha! – respondi em um suspiro... agora que finalmente tinha conseguido falar com ele, eu não sabia mais o que dizer.
“Eu... me desculpe por ontem... eu... fui um idiota!” – pediu num timbre verdadeiramente arrependido e constrangido... não era firme, ou sensual, ou provocante quanto sempre foi, mas... aqueceu meu coração no mesmo instante.
-Me diz apenas que ainda estamos juntos – pedi, mais necessitado do que pensei estar.
Um silêncio... longo e cruel... meu medo retornando. “E se ele desligar?”
-Uruha? Por favor, não desliga – me adiantei
“Yuu... eu te amo tanto!” – o tom choroso, e a voz fraca...me partiu o coração ao mesmo tempo em que me deixou feliz.
-Eu também amo você, seu atrasado! – respondi, sorrindo, tentando amenizar o clima, ele me parecia bastante abatido por algo – eu ainda estou te esperando, meu amor... eu posso ir de novo hoje – ofereci
E mais um silêncio.
“Será que eu disse algo ruim?”
-Kouyou? – o chamei pelo nome verdadeiro, na esperança de ele me dar uma resposta mais rápida.
“Yuu... a gente não pode continuar como está? Está dando certo assim, não? E se não nos atrairmos quando nos vermos?” – respondeu finalmente, hesitante.
-Eu não entendo... como não podemos nos gostar pessoalmente se nos amamos sem nem mesmo termos nos visto? – perguntei, confuso com o absurdo que se passava pela cabeça dele.
“Eu só... tenho medo, Yuu, eu... encontrei uma amiga antiga ontem e ela estava muito mal, e... a história dela parecia muito com a nossa... é a primeira vez que eu me envolvo tanto, Yuu... eu não quero arriscar! Desculpe, Yuu, eu sou tão covarde!” – e novamente a voz voltava para o tom choroso... era novo ouvi-la daquele jeito... me afetava de um jeito dolorido. Eu não queria que ele sofresse... não mesmo.
-Tudo bem, tudo bem, amor... não chora... eu....a gente pode continuar com o relacionamento a distância mais um pouco, ok? Até você conseguir confiar em mim e ver que não tem porque ter medo de nada, muito menos se vamos nos gostar quando nos encontrarmos, ao menos eu já te amo e te acho lindo, mesmo se você me aparecer com um metro e meio de altura e bochechudo! – brinquei, tentando descontrair
“Obrigado, Yuu... você é tão perfeito! Eu... sinto muito por não ser alguém bom...” – começou e eu tratei logo de cortá-lo, aquele tom depressivo não era o que eu queria ouvir
-Pare já com isso, onde está meu Uruha confiante e sedutor de sempre? Você é ótimo, todos nós temos nossos defeitos, eu tenho vários, eu que deveria estar com medo de você me achar uma pessoa ruim... você é incrível, meu amor... não tenha dúvida disso!
Me animei quando ouvi uma risada, fraca, mas um riso sincero dele
“Obrigado, Yuu, você está certo... já que fizemos as pazes... temos que nos reconciliar direito não? O que você está vestindo?”
E aquela voz sim, era a que eu amava ouvir, o tom sedutor e pervertido, a confiança...
E lá ia eu trancando a porta da minha sala... para um pouco de privacidade na nossa reconciliação.
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RUKI’s POV
Uma semana...
Durou uma semana... até eu cair.
“Nunca me pareceu tão doloroso”
E eu sabia, dessa vez... eu havia caído de um lugar alto demais.
“Por quê?”
Notas finais
Neh! Eu não sei se todos já sabem, mas eu (mini-san) estudo nos três periodos do dia, então é mio puxado, mas eu sempre dou um jeito, só que essa semana... meus professores foram bem exigentes, e coisas pessoais aconteceram, eu sei que está tarde, mas ainda é sexta neh?
To dentro do prazo?
beijo!
Agradeço pelos que deixaram review, me ajudaram muito a me animar a digitar, mesmo quando eu estava cansada e queria logo ir pra cama...
Poderiam me ajudar de novo?
beijo!!!!!!
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