Konoha: O Recomeço
3 Capítulo 3 - Desastres
Notas iniciais
Depois de ter decapitado o nukenin com meu chidori, olhei para trás e vi minha equipe em uma enorme fragilidade.
— Não podemos ficar aqui — falei para ambos.
— Ele tem razão, Himawari — concordou comigo, Shikadai enquanto limpava as lágrimas de seu rosto.
Ela ficou perplexa ao ver a cena. Konohamaru sangrava muito. Não sabíamos qual golpe ou jutsu foi capaz de retirar tanto sangue dele.
— Eu a levo... — falei indo em direção dela e a puxando pelo pulso.
Acompanhado de Shikadai, fomos até Kononha abandonando a missão e o corpo do nosso sensei.
Quando chegamos lá, os guardas dos portões perguntaram por ele. Ignoramos eles e adentramos na vila.
Fui com ambos até a sala do hokage de mãos dadas com Himawari.
Chegando lá, Shikadai abriu a porta para nossa passagem.
Pude ver todos presentes ali. Meu pai, o hokage, Shikamaru e até mesmo Boruto.
— O-o que vocês dois estão fazendo.... juntos? — perguntou, não entendendo nada, bORUTO.
Não tive coragem de responder. Apenas abaixei minha cabeça e olhei no canto de olho para ela.
— Vocês não eram para estar em uma missão? — questionou, meu pai.
— Konohamaru... está morto. — respondeu por mim Shikadai.
Levantei minha cabeça e encarei a todos na sala. Pela primeira vez pude ver meu pai "surpreso", por assim dizer.
O hokage se levantou rapidamente e saiu da sua sala em uma rápida disparada.
— Naruto! — gritou meu pai — Vamos — olhou para Shikamaru e ambos correram atrás de Naruto.
Boruto se ajoelho e começou a chorar bem baixo.
— Eu vou conferir! Não pode ser real! — exclamou ele. — Venha comigo, Shikadai!
— Rody.... — pelo tom de sua voz, ele pedia permissão.
— Vá. — respondi olhando para ambos.
— Ok. Venha, Uzumaki. — Shikadai puxou a corrida até o local do incidente.
— Eu já vou indo — falou Himawari se virando e preparando a saída.
— Não... fique — respondi forçando meu palmo contra o dele. — Eu te quero por perto.
— Rody-kun. O que foi?
— Eu não arrisco perder mais um amigo — levantei minha cabeça e olhei para ela. Por hora estava, sem o sharingan. Aquele momento foi bem emocionante.
— ... Como assim?
Soltei ela e continuei a olha-lá.
— Eu acho que... nada. Esqueça — ao completar a fala, virei meu rosto.
— Eu entendo. — ela sorriou. — Eu também te amo.
— Hãm? — virei meu rosto rapidamente.
— Poucas horas atrás você assassinou um shinobi para a proteção da nossa equipe. Foi esse seu jeito de proteger que sempre me atraiu. Você tem importância para mim.
— Mas... seu irmão me odeia. Eu acho...
Diferente da resposta que eu esperava, ela apenas me empurrou até a parede e me retribui com um beijo. Por alguns momentos pensei que seria o grande amor que esperava. Por outro, era só um sentimento sem valor.
Cessamos o beijo e ficamos nos olhando.
— Venha. Quero te mostrar algo. — segurei nas mãos dela carinhosamente desta vez e levei ela até o monumento dos hokages.
Chegando lá, apenas me sentei ali esperando a noite chegar, ao lado dela.
Quando finalmente chegou, já estava tudo perfeitamente belo. Himawari não percebeu, pois nossa conversa fluía perfeitamente. As estrelas apareceram uma por uma. Deixando o céu brilhante. A lua também iluminou aquela noite triste.
— Aonde você acha que o sensei pode estar, Rody-chan? — ela me perguntou enquanto encostava sua cabeça em meu ombro.
— Eu não sei. Concerteza está acompanhado do seu avô, e do Sarutobi Hokage. Talvez... até mesmo de meu tio.
— Hm... qual era o nome dele?
— Itachi Uchiha.
— Ele era bom?
— Ele era fiel.
— Então ele era bom, né?
— Não. Apenas fiel.
Já se passavam horas algumas horas. Talvez, várias horas. Ela já estava com sono, creio eu.
— O que vai ser de nós agora? Digo da equipe? — me perguntou com uma afeição triste.
— Não sei. Estando ao seu lado é o que importa.
— As luzes estão se apagando. Você já quer ir?
— A minha vontade é a mesma que a sua.
Ela me olhou parecendo ser uma das únicas pessoas que se importam comigo. Depois, voltou a olhar o vácuo.
— Conhece o Hatake Kakashi?
— Hm... sim.
— Você não acha que seria ele...? Nosso próximo sensei?
— Talvez.
— Temos que ir, Rody.
— Calma... tenho que ficar com você.
— Hãm?... Como assim?
— Não dessa maneira, claro. Utilize seu byakugan e veja se alguém se aproxima, você é quem mais importa.
— Como assim? " A que mais importa ". Você é importante, também.
— Entre nós, você precisa de mais proteção. Além de tudo, você é filha do hokage. E eu sou... um Uchiha.
Quando completei a frase, ela tirou a cabeça do meu ombro e se levantou me encarando triste.
— Só disse verdades. Não se magoe — ignorei a expressão que ela fazia para indicar estar triste. Continuei a olhar para os portões de Konoha. Aquela altura favorecia minha vista.
— Eu achei que... — por um momento ela se encheu de lágrimas, depois ficou com uma expressão séria. Virou as costas e seguiu seu rumo.
Me levantei e observei sua ida.
— O que você fez?! — uma voz soou atrás de mim. Era do meu pai. — Estão todos te procurando.
— Me procurando? — comecei a rir.- Você acha que realmente me engana?
— Não seja ignorante. Você é meu filho. Você importa mais que tudo.
Frustado por sua fala e com um mal humor já estabelecido, desferi um soco contra seu rosto. Ele esquivou facilmente. Sem me lamentar e continuei a sequência sempre visando acertar as principais partes do seu corpo, com socos, joelhadas ou cotoveladas. Até mesmo pontapés.
Sem sucesso.
Ele se esquivava sem usar o auxilio das mãos.
Ao dar o último soco, acabei por acertar uma árvore.
— Você não sabe lutar. Assim que pretende se tornar um anbu?
— Como ousa me insultar?
Irritado, concentrei uma enorme quantidade de chakra na minha mão direita e corri em disparada contra ele.
Sua expressão mudou. Ele estava até que surpreso. Não acreditava que teria capacidade de realizar um jutsu especial do nosso clã.
— CHIDORI!! — gritei enquanto mirava o centro do seu corpo.
Ele se esquivou saltando e deixando que eu depredasse uma pequena lacuna. De volta ao solo, acabou por olhar para mim. No momento, eu recuperava o fôlego.
— Você ainda pensa que vai me derrotar facilmente? Não é digno nem se quer de ser...
— SER O QUE?! — me virei para ele aguardando ansiosamente por sua resposta.
— Ser meu filho.
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