Konoha: O Recomeço
4 Capítulo 4 - Kakashi Hatake
Depois de recuperar o folego olhei para o meu pai por cima do ombro e fechei meus olhos e levantei o nariz. Em seguida, ele veio até mim esticando seu palmo para me auxiliar a levantar.
Empurrei sua palmatória e acabei por me levantar sozinho. Disparei até a ponta de um dos monumentos e saltei dali. Claro, meu pai veio atrás.
— RODY! ESPERE!
Ignorei ele e continuava a correr. Algumas pessoas me encaravam, mas as ignorei também.
Adentrei a minha casa e bati a porta com tudo. Já dentro da casa, recuperava o folego da gigantesca corrida. Depois, caminhei lentamente até as escadas. Subi apenas dois degraus, pois logo em seguida meu pai me parou segurando no meu ombro.
— Você sabe que não queria ser tão duro com você.
— Hupmft. — Ignorei suas palavras e retirei sua mão do meu ombro. Subi as escadas e fui até meu quarto. Me joguei na cama e fiquei por horas e horas tentando adormecer.
— Já sei. — falei sozinho e acabei por me levantar e descer as escadas lentamente, degrau por degrau. Ligeiro, abri a porta e depois a fechei bem devagar.
As ruas estavam vazias. Somente os cachorros ousavam dar uma latida de leve.
Fui caminhando até a casa de Kakashi Hatake, o antigo sensei do meu pai, e do hokage-sama.
Chegando lá dei apenas um sorriso e comecei a gritar por ele.
— KAKASHI-KUN! — também dei alguns pontapés e uns murros ali.
Finalmente ele apareceu. Até que não estava frustado, diferente do que eu imaginava.
— Mas... que? Uchiha Rody?! Hm... o que você deseja?
— Quero aprender com você, Kakashi!
— Como assim? Que horas são? Você perdeu a noção de tempo?
— Isso não importa. Nunca é tarde para aprender! Correto?
Ele deu algumas risadas, nada irônico ou sarcástico.
— Quem te disse isso?
— Foi ele! Will Smith!
Ele olhou para os lados e me convidou para entrar. Claro que assim que ele abriu passagem nem esperei a permissão. Fui logo entrando. Esperei que ele indicasse para que parte da casa iriamos.
— Sente-se... — apontou para a cadeira da mesa de jantar.
— Ok. — fui até a cadeira e acabei me sentando.
— Agora me responda. Por quais motivos você vem me perturbar no meio da madrugada? Ainda mais por jutsus.
— Quero mostrar a todos que EU serei o maior shinobi de todos. O mais forte dessa geração. E também... quero provar algo ao meu pai. — desviei os olhares ao final da frase.
— Hm... então é por causa do Sasuke? O que ele te disse?
— Nada demais....
— Diga.
— Ele falou que não sou digno de... ser filho dele.
— E por isso quer se tornar meu aluno? Entendo.
— ...
— Bem. Eu te aceito, a partir de amanhã começaremos a treinar, Rody-kun.
Meus olhos brilharam. Eu me levantei e apontei para o alto. Necessariamente no teto.
— Que nossa aventura comece! Que horas amanhã?
— Eu avisarei... depois.
— Beleza!
— Rody... você é bem diferente de seu pai. Claro que, o rosto e as vestimentas são iguais. Mas o seu jeito... você parece se importar com algo. Com quem você realmente está com uma certa preocupação?
— Com ninguém... claro.
— Pode me falar. Vocês Uchihas, tem essa mania difícil de ser.
— Eu apenas me importo com quem se importa comigo. Ou seja... com minha mãe, minha irmã e acho que com...
— Seu pai?
— Não... com outra pessoa. É difícil de explicar.
— Não explique. Me diga o nome.
— Himawari Uzumaki.
— Hm... a filha do hokage não é mesmo?
Por um momento fiquei corado. Acabei por olhar outra coisa perto de Kakashi. Um livro hentai. Hm... que estranho.
— Bem. Agora tenho que ir sensei, amanhã será um novo dia.
— Amanhã? Ainda não se completou o ciclo de 12 horas. Nesse caso... daqui a muitas horas iremos nos rever.
— Adeus... — virei as costas e sai da casa do meu novo sensei.
Coloquei as mãos no bolso e comecei a caminhar. Era um caminho longo. Por quais motivos ele foi morar tão longe? Bem... isso não importa agora. Pelo menos por hora.
Passei em frente da casa dos Uzumaki. Era do lado da minha. Acho que já tinha dito isso antes. Enfim, uma luz lá estava acesa. Arrisco que seja do quarto de Himawari. Fiquei ali parado e comecei a pensar o que falaria para ela se estivesse na minha frente agora.
> Me desculpe, mas foi para o meu bem, para o seu também. O amor é algo que não posso sentir. Um sentimento retardado. Apenas não fique assim, minha kawaii.
Continuei a caminhar e cheguei até minha casa.
— AONDE VOCÊ ESTAVE?
Droga. Era minha mãe.
— Eu fui até o orfanato! — sorri para ela, disfarçando do melhor jeito.
— Se eu fosse você, eu arrumava uma desculpa melhor.
— Eu estou falando sério. Pelo menos queira saber os motivos.
— Diga.
— Fui perguntar para eles como é ser de um clã desconhecido, não ter a pressão de todos esperando o melhor de você. Ser "odiado".
— Co-como assim? — ela me olhou perplexa. Acabou por retirar a expressão de raiva e substituir por uma outra. Ela estava totalmente arrependida pela bronca.
— Você ouviu bem, não é mesmo?
— Meu filho sua geração é diferente... seu pai não... entende como é ser um pai presente. — deu a entender que ela estava "chorosa".
Por um lado também me arrependi por deixar as coisas chegarem a esse ponto. Não devia ter dito aquilo. Mas já era tarde. Não vou pegar exemplos do passado a partir de agora, somente o presente.
— Seu pai estava correto com o que disse hoje mais cedo. Você não é digno de ser... — gluup — do clã Uchiha
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