Koiwazurai
1 Prólogo.
Notas iniciais
E, gente, apesar da fanfic se passar em uma escola, não vai ter absolutamente nada colegialzinho.
Já era noite,o tempo estava relativamente frio, mas meu corpo não sentia o frio ou talvez ele estivesse gelado o suficiente para não ter contraste com a temperatura das ruas parcialmente vazias de Tóquio.
O caminho até a farmácia não era longo, porém meu desânimo, o tornava maior.
Era início de outono, consequentemente inicio das aulas, não pude evitar um sorriso triste ao lembrar disso.
Eu estudava no Instituto de ensino de Camanho( IEC), uma escola para nobres sendo que eu não era nobre, muito pelo contrário.
Meu nome era Haruno Sakura, eu era uma adolescente de dezessete anos. Eu não era nem rica, nem popular, eu ás vezes achava que não era nada. Eu nem sequer tinha o quê podia ser chamado de família. Minha mãe morreu no parto, eu não tenho o mínimo de lembranças dela, nem um sorriso, apenas fotos que ficavam espalhadas em porta retratos pela pequena casa onde eu e meu pai moravamos.
Meu pai nunca superou a morte da minha mãe. Ele virou um álcoolatra. Mal lembrava que eu existia e quando lembrava era para me bater ou dizer que eu não tinha feito comida. Mas eu não tinha raiva dele, mesmo com todos os hematomas que ele me provocou. Eu sabia que ele me culpava pela morte de mamãe, e no final, eu também me culpava.
Minha infância foi marcada por momentos infelizes. As poucas coisas boas que tive foram proporcionadas por Saya. Ela era uma senhora idosa, viúva, sozinha e também pobre, era uma vizinha e também muito amiga da minha mãe. Ela cuidou de mim até meus sete anos, depois faleceu. Saya era uma mulher íncrivel, como uma mãe para mim. Ela me ensinou muitas coisas, me ensinou a ler, a escrever, a cozinhar, me matriculou em minha primeira escola, mas principalmente me amou. Me amou sem pedir nada em troca e isso era tudo que eu precisava.
Desde a morte de Saya eu me entreguei aos estudos e a cuidar do meu pai.
Com treze anos consegui uma bolsa integral no Instituto de ensino de Camanho. Esse dia foi muito importante para mim, mesmo não tendo ninguém para compartilhar tamanho mérito.
Obviamente fui rejeitada no primeiro momento que cheguei a escola de ricos, porém nenhum comentário maldoso conseguiu acabar com minha paixão por estudar e eu não ia desperdiçar essa chance de ouro.
Foi assim que conheci Sasuke Uchiha, o garoto mais lindo que eu já havia visto, mesmo isso parecendo clichê.
Desde o primeiro momento que nossos olhos se encontraram, eu passei a entender o que todas as donzelas e princesas dos livros que eu lia sentiam.
Por alguma brincadeira do destino, Sasuke pareceu sentir a mesma coisa. Mesmo parecendo inacreditável, pois ele era lindo, rico e desprendido.
Começamos a namorar quando eu tinha quatorze anos. Eu me entreguei de corpo e alma para Sasuke, ele passou a ser meu ar, mesmo com seu ciúme obsessivo.
Ele foi meu primeiro amigo, meu primeiro beijo, meu primeiro amante, meu primeiro amor.
Namoramos por três anos, os melhores três anos da minha vida, eu sabia tudo sobre ele e ele sabia tudo sobre mim.
Ele também tinha uma vida difícil, o irmão havia cometido suicídio e também não tinha uma boa relação com o pai, porém a mãe dele era um anjo.
Sasuke odiava meu pai. Eu sempre tinha que controla-lo quando aparecia com hematomas.
Sasuke sempre foi frio e calculista, mas comigo ele sempre era diferente.
Nós nos amávamos loucamente. Só ele me fazia bem. Mas como tudo na minha vida. Acabou.
Ele terminou no final do segundo ano.
Não deu explicacões, não deu motivos, não me deu nada, além de um “Cansei de você”, apenas essas três palavras.
Quando voltei a realidade e saí de pensamentos, eu estava em frente a farmácia iluminada que funcionava 24 horas.
Meus calmantes haviam acabado e sem eles eu não dormiria. Desde o ínicio das férias, eu havia me tornado dependente de calmantes.
As únicas coisas que fiz durante as férias foi ir a bibilhoteca pegar livros e tomar calmantes.
Provavelmente os alunos da IEC achariam isso um absurdo, afinal suas férias eram regadas de viagens a Suiça, Milão, França, Mônaco... Até as férias de Sasuke.
Já eu, só viajava para esses lugares em meus sonhos, mas isso não me importava muito, não tinha essas ambições e esses desejos, dinheiro simplesmente não trazia felicidade, não para mim.
Depois de já ter os comprado o que eu queria, apressei o passo para chegar em casa, afinal, hoje era domingo e as ruas já estavam completamente vazias e amanhã começava as aulas e isso me importava, almejava indepêndencia financeira como um bêbado almeja mais álcool.
Minha casa estava completamente apagada, meu pai não estava. Alívio. Entrei e fui direto para meu quarto, troquei a calça jeans e o suéter por roupas confortáveis de flanela e no pote de comprimidos ingeri quatro a seco.
Enrosquei-me na minha cama de edredons retalhados e esperei a calma e sono induzidos pelo remédio me embalarem lentamente, era como estar em uma frequência indefinida de um rádio, fora de órbita e quanto mais eu me afundava nessa sensação, mais ficava viciada nos comprimidos.
Notas finais
Estou muito nervosa, meu Deus!
Beijos.
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