Koiwazurai
3 Capítulo II
Notas iniciais
Boa leitura.
O auditório de Camanho era de fato muito bonito, bem iluminado com grandes lustres ornamentados de cristal, um palco grande à frente e poltronas confortáveis de couro vermelho. Sempre gostei de passar o tempo lá, mesmo que fosse para ouvir o irritante discurso inicial do ano letivo, mas hoje simplesmente queria sair dali o mais rápido possível.
Estava me sentindo estranhamente acuada, como se me reprovassem em algo que eu não conseguia entender. Suspirei alto desistindo de todos os meus pensamentos e fechei os olhos. Tentando cochilar e consegui, pois quando abri os olhos o salão estava quase vazio, apenas alguns grupos localizados, inclusive o de Sasuke, que continuava sentado em uma pose descontraída, mas a tensão de seus ombros revelava que ele não estava relaxado.
E como se percebesse meu olhar nele, sua cabeça se desviou em minha direção. Apoiei os cotovelos no joelho e sustentei minha cabeça com as mãos, olhando para o chão. Pensei no sonho estranho que eu tive, na verdade, uma lembrança...
Ainda quando eu namorava com Sasuke, o senhor Fugaku Uchiha, pai dele, me ofereceu um emprego de aprendiz em sua empresa e para mim isso foi muito importante, pensando que seria maravilhoso para meu currículo ter um emprego na fundação mundialmente famosa como a Uchiha.
Não durou muito, depois de quatro meses, Senhor Fugaku disse que eu precisava sair e que meu cargo precisava ser esvaziado imediatamente, não me deu nenhuma explicação, apenas uma sentença, aliás, essa retirada dramática devia ser de família. Saí de lá com meu orgulho intacto e sem rancores.
Uns dias depois, fui ao banco pegar meu último salário e uma pequena indenização adicionada, mas o valor que encontrei em minha conta era muito maior, um valor com muitos dígitos e que com certeza era de outra pessoa. Pensando ser algum erro de transferência, reportei o acontecido à gerência do banco e eles disseram que era muito difícil ter um erro, mas que iam conferir.
Quando acionei minha conta novamente, o valor já havia desaparecido, sobrando apenas o meu dinheiro de verdade. Ri da situação, pensando em como seria bom que aquela grana toda fosse minha, mas não era e eu não era desonesta para pegar uma coisa que não me pertencia, mesmo que a tentação fosse grande.
O caso foi esquecido por mim e não sei por que sonhei com isso, meu subconsciente devia estar confuso, balancei a cabeça para espantar tudo, olhando em volta, vi que só havia eu na sala. Tenten nem chegou a aparecer, nem ela e nem o estranho garoto ruivo... espertos ou safadinhos...! Ri de mim mesma.
Conferi as horas e droga, estava fudidamente atrasada, corri até a porta e para minha surpresa estava trancada, corri até a outra saída e também fechada. Tentei saída de emergência e nada, chutei, bati e gritei em todas as portas. Meu Deus do céu!
— Eiiiii, ALGUÉM? MENINA TRANCADA AQUI! AJUDAA? SOCORRO!
Ninguém foi me ajudar, a única coisa que aconteceu foi todas as luzes se apagarem e então o pânico começou a crescer.
Me encostei na parede e escorrei até sentar no chão. Acluofobia. Abracei meus joelhos com força.
— Respira... Respira... Respira... Respira... – soluços ficaram presos em minha garganta, continuava no exercício de respiração, minha mente me levou a uma situação parecida com aquela, mas com circunstâncias diferentes.
Estava chovendo muito e as correntes de ar estavam um pouco frias, mas o quê eu sentia naquele momento não era frio, não mesmo. Minhas pernas estavam entrelaçadas em seu quadril, ele me possuía lentamente, nossos corpos escorregavam com facilidade devido ao suor, os sons de sexo eram ouvidos nitidamente.
— Sasuke... Mais... Forte!
Seu membro ia fundo dentro de mim e rápido, eu o sentia em todos os lugares, ele apertou minha coxa com força quando chegamos ao ápice. Ele se deixou cair sobre mim com a cabeça entre meus seios.
- Minha... – ronronou.
Aquela era a terceira vez que fazíamos amor desde que ele tirou minha virgindade e... Caramba... Cada vez ficava melhor.
- Meu... – sussurrei.
Senti seu sorriso contra minha pele e sorri também. A chuva havia piorado e trovoadas e raios ficaram mais freqüentes e de repente, a luz acabou, junto com qualquer eletricidade.
Então... Comecei a sufocar.
- Sakura? – Sasuke ergueu a cabeça.
- Escuro... Muito escuro...
- Você não está um pouco velha para ter medo de escuro? Não vou ter que dizer que bicho papão não existe certo?
Em algum ponto entre sua brincadeira, minha falta de reação e de ar, ele percebeu que eu não brincava.
- Droga...
Sentou- se e me pôs sobre suas pernas, massageando minhas costas na altura do pulmão.
- Respire, vamos... Respire... Estou aqui com você.
Com a outra mão ele tateou sua cama em busca de algo e voltou com o celular, a luz do display iluminou uma parte do quarto, ele colocou o aparelho entre a gente e sorriu para mim e então eu fui ficando calma. Afundei meu rosto em seu pescoço e me aconcheguei mais nele e nisso senti um falo ereto, me remexi sobre, a fricção era deliciosa.
Com movimentos rápidos ele me deitou de costas, abriu minhas pernas e veio por cima de mim.
Eu esqueci do medo irracional. Do display do celular. De tudo. Só havia eu e ele, nossos corpos nus e nada mais.
A quarta vez foi além de todas as expectativas.
— Sasuke... Cadê você?
Fechei os olhos com força, às lágrimas saiam em abundância, não tinha nem um celular.
Debilmente tentei procurar o pote de calmantes em minha bolsa, mas infelizmente não conseguia me concentrar, não dava para enxergar nada. Deitei no chão e escondi meu rosto entre meus braços, rezando para minha mente me levar para um lugar feliz.
Perdi a noção do tempo que fiquei ali, a cada minuto ficava mais difícil de inspirar e expirar, suava a bicas. Apertei os olhos com mais força e levantei a cabeça assustada quando ouvi um barulho de trava. As luzes voltaram e havia uma Tenten confusa em uma das portas do salão. Corri até ele e me agarrei em seus ombros.
- V-você, a-a-chou... M-me a-achou.
- Shh, se acalma, passou...
- E-estava tudo e-escuro... E-escuro... D-demais.
- Já passou amiga, estou aqui agora. – ela me abraçava com força também.
- C-como me a-achou? – estava melhorando.
- Procurei você pela escola inteira, só não havia olhado o auditório e se você estivesse na escola tinha de estar aqui, chamei o zelador e pronto.
- V-você d-deve ser algum tipo de a-anjo.
- Foi h-horrível, o interruptor do lado de fora, t-tudo fechado, h-horrível.
- Espera, você tentou saída de emergência?
- Também. – solucei, meu rosto devia estar muito vermelho.
- impossível.
- Tentei todas as saídas – respirei – acho que não me viam, estava escondida. – apontei débil para a poltrona que eu estava.
- Sakura, enquanto a escola está funcionando, nenhuma sala fica com a saída de emergência trancada, nenhuma.
- Isso significa que...
- Que não foi esquecida, foi trancada de propósito.
Notas finais
Vou responder todos os reviews, prometo!
Espero que tenham gostado.
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