Notas iniciais
Oláá, bem gostaria de agradecer imensamente pelos Reviews, mesmo que eu esteja sem tempo de responder, leio cada um e são eles que fazem escrever, por que sem eles, sinceramente, não rola.
Obrigada mesmo.
Boa leitura!

Eu estava com a sensação de quê havia um liquidificador ligado em minha cabeça, ela pulsava, latejava e eu ainda tinha medo de voltar para o escuro de novo, continuava agarrada a Tenten como se ela fosse minha fonte de vida. Não queria pensar em como alguém havia me trancado dentro daquele auditório e sei também que levaria um bom tempo para entrar lá novamente, mas eu definitivamente não queria pensar em nada, então me concentrei na expressão pensativa da minha amiga.

– Não acredito que tenham tido essa atitude desprexível para contigo.
– Esquece isso. – mesmo que eu não esqueça – estou bem – mentira.

– Sabe que isso não vai acontecer, certo?
– Vou descobrir quem fez isso com você e ponto final. Ai, que raiva que estou sentindo, olha seu estado? Só não está pior por falta de espaço!
– Obrigada mesmo, você é muito gentil. – minha voz não passava de um sussurro, minha garganta estava totalmente seca. – O sinal do intervalo já bateu?
– Já sim, estamos indo para o refeitório, vou dar algo para você comer.
– Na verdade, só quero um pouco de água.
– Sakura, cala sua boca, você vai comer sim, nem que eu enfie pelo canudinho.
– Se as pessoas ouvirem isso, vão achar íntimo demais, vai pegar mal.
– Para seu governo, você não está sendo engraçada com essa voz de gralha.
– Cara, você hoje tirou o dia para me elogiar.

Ela tentou segurar o riso, mas não conseguiu e eu a acompanharia na risada, porém minha energias estavam de férias.

– Oh meu amor, já saiu do salão, que falta de educação, até apagamos a luz para você dormir!

Fomos interceptadas no meio do corredor em frente ao banheiro feminino por Ino e Karin. Elas eram o tipo de meninas que atraem muitos olhares. Ino era tinha longos cabelos loiros e olhos muito azuis, já Karin tinha o cabelo bem vermelho e olhos amêndoadas, donas de corpos esbeltos, elas tinham tudo que queriam.

Ino era prima de Sasuke e Karin era filha do diretor da escola.

Eu sempre percebi que elas não gostavam muito de mim e era uma coisa meio sem sentido, um pouco idiota, afinal eu nunca tinha feito nada de mal para elas.

– Só podia ser, claro, claro, você não medem seus atos não? Existem brincadeiras, mas mexer com o psicológico de uma pessoa é irreversível, suas vadias...!
– Tenten, a defensora dos pobres. – Karin girava uma chave na mão, que pelo tamanho e formato era um tipo de chava mestra, claro que para ela, sendo filha do diretor, não era difícil ter acesso a essas coisas.
– Olha aqui... – antes de Tenten lançar mais desaforos, Karin a interrompeu.
– Vamos Ino, não gosto de deixar Sasuke esperando.
– Claro – Ino balançou a mão magra de unhas grande em nosso rosto- Adeus queridas...

O rosto de Tenten estava muito vermelha e eu, bem, eu estava sem reações, sem saber o que falar, querendo algum tipo de válvula de escape.

– Espera aqui rapidinho? Vou no banheiro.

Entrei sem esperar resposta dela, diretamente na cabine sanitária, tirei de dentro da minha bolsa o meu pode de calmantes. Aumentando a dose, de apenas quatro, tomei cinco. Acionei a descarga para não levantar suspeitas sobre o quê eu estava fazendo.

Ligando a torneira, lavei com bastante água meu rosto e nuca. Tenten me esperava do lado de fora, encostada na parede, seu rosto demostrava muita raiva.
Ela nem esperou eu falar nada, saiu me puxando pelo braço e eu não fiz nada que não fosse acompanhá-la.

Um pouco depois, fui descobrir que seu destino era mesa que Sasuke costumava sentar com seus amigos.

– Se você participou dessa brincadeirinha, você é um tipo de canalha indescritível.

Todos que estavam sentados levantaram as cabeças assustados pelo tom de voz da minha amiga, menos Sasuke que se manteve com sua expressão habitual.

– Desculpe...?

Ele não seu alterou, manteve sua calma fria.

– Você está ciente das atividades extra curriculares da dua prima e daquela ali, seja lá o que ela for sua.
– Quase namorada se encaixa perfeitamente. – Karin tomou a voz.

Dessa vez a raiva passou para mim, mas tive o imenso cuidado de não aparentar, afinal, éramos ex e ele podia seguir sua vida com que quisesse.

– Não me interessa se encaixa perfeitamente para mim. – Tenten estava inconformada.
– O quê vocês fizeram a essas meninas?
– Essas meninas tem nome e eles são: Tenten e Sakura, caso tenha esquecido.
– Eu queria ajudar Sasuke- kun, tio Fugaku disse que ela – apontou para mim – te fez muito mal.
– Não pedi para se meter em meus problemas.

– Ah, então o pobrezinho é a vítima da família – dessa vez quem tomou a palavra fui eu. – Como pode ser tão ridículo à esse ponto?
– Abaixe o tom de voz comigo Sakura.
– Você não manda em mim, otário – disse apontando o dedo em seu rosto, dava para sentir que ele estava com raiva.
– Não aponte esse dedo para mim!
– Vai se ferrar Sasuke.

Saí daquele lugar sem conferir as expressões deixadas para trás, sem conferir nem mesmo se Tenten me seguia, a força da raiva me guiava e eu caminhei para o pátio sem rumo, esperando o sinal tocar.

– Vamos para lá...! – Tenten apareceu do meu lado com uma sacola de papel e uma garrafa d’água, ela tinha um sorriso de escárnio no rosto e apontava para uma árvore de copa grande. O menino ruivo estranho estava lá.

– Oi Sasori, se virou bem sem mim aqui?
– Na verdade, vim para cá logo depois, então não rodei muito. – ele sorria.
– Oi querida- ele levantou para me abraçar.
– Olá.
– Ela não está no auge do bom humor, mas ela não é assim, só que hoje está complicado.
– As dificuldades da vida...

Ah, para completar ainda me aparece um riquinho reclamando da vida injusta.

– Como se você soubesse o literal sentido da palavra dificuldade.
– Acredite, eu sei sim.
– Oh, não me diga que seu rolex arranhou ou pior esqueceram de engomar suas roupas? Poupe-me.
– Sakura, eu sou gay.

Ele estava brincando?

– O quê?

Seu rosto ficou amargurado de repente.

– Meus pai não aceitam, sabe? Fizeram de tudo para eu voltar a ser hétero, inclusive colégio militar, só que não adiantou e quando vi, minha mãe estava a beira de um colapso, então meu grande show é fingir ser quem não sou, pelo menos na frente deles.
– Meu Deus, desculpa, eu não queria... eu não sabia, eu...
– Tudo bem querida – ele se recuperou rapidamente- a gente nunca sabe quem são ao certo as outras pessoas.
– Eu realmente não queria te magoar.
– Esqueça isso e me diga, o que houve com você.

Sem saber direito o porquê, falei detalhadamente tudo para Sasori, desde a fobia até a mesa do refeitório.

– Nossa...
– É, só não gostaria de conselhos agora.
– Ás vezes palavras e conselhos só nos deixam mais confusos do quê estamos, nessas horas a única coisa que conforta é um bom e velho abraço, então eu serei o amigo do abraço, vêm aqui.

Não hesitei, fui diretamente para os braços dele.

– Obrigada mesmo.
– Amigos?
– Amigos. – selamos o ato com um aperto de mão.
– Não seria melhor: amigas?
– Tenten, você não é nem um pouco sutil.

O sinal do intervalo tocou.

– Aula de cálculo agora, vocês também? – perguntei.

A negativa foi coletiva.

– Bem, até daqui a pouco.

– Sakura, toma aqui, peguei para você. – Tenten me jogou a sacola de papel que estava na mão dela.

Conferi rápido e vi que se tratava de um sanduíche e uma garrafa de suco.

– Obrigada, como assim que puder.

Corri para minha primeira aula do dia e só parei quando estava na frente da sala, nessa hora, uma vertigem forte me abateu e tive que segurar no batente da porta para não cair.

Droga, em nenhum momento eu recebi o efeito do calmante, só o efeito colateral, será que dessa vez a dose estava ultrapassada?

Entrei na sala quando o foco voltou, eu apertava a sacola de papel com força. Me acomodei devidamente na cadeira e fiquei observando os alunos entrando. Um por um. E Sasuke estava entre eles, que merda!

Ele me olhou com desprezo quando passou por mim. Isso me afetou, mas não devia.
As pessoas continuaram entrando, até que o professor chegou. Ele era um figura, uma grande barriga de chopp, cabelos brancos e muito inteligente, seu nome era Jiraya e eu gostava muito dele, mas em suas aulas não havia brincadeira.

Ele iniciou a aula com trigonometria, os minutos passavam lentamente e quanto mais eu tentava me concentrar, mas eu perdia a razão, estava piorando, eu me xinguei mentalmente quando tive uma forte ânsia de vomito, ou saia daquela aula, ou vomitava no chão.

Levantei e pedi licença, o professor apenas assentiu a cabeça, saí dali com pressa e ainda com a sacolinha de papel na mão. Segui pelo corredor segurando a parede para me apoiar, que dia, quando eu achava que não podia piorar, mas esse fato era culpa minha.

Sem aviso, uma mão me segurou no braço com força e me virou. Era Sasuke. Me apoiei em seu ombro.

– M-me ajuda.
– O quê você fez?

Não respondi, tudo ficou escuro e eu não lutei, apenas caí.

Quando acordei novamente. Estava em uma sala, muito branca, pisquei os olhos tentando descobrir que lugar era esse. Era a enfermaria.

– Sua idiota – Sasuke estava do meu lado.

Ele segurou meus braços e começou a tateá-los, depois meu ventre.

– O- o quê está fazendo?
– Eu falei para a enfermeira que sua pressão abaixou, por que não tinha comido nada, mas sei que não foi isso, quero saber se está se drogando.
– Não estou!
– Tem certeza Sakura?
– Cala a boca...

Ele segurou me maxilar com força.

– Eu não estou procurando, você está me dando motivos que podem te ferrar muito facilmente. Você sabia que pode ser expulsa da escola se eu retratar isso a diretoria?
– V- você não vai f-fazer isso!
– Coma essa droga- ele jogou a sacola de Tenten para cima de mim.

Notas finais
Ahh, esse capítulo não foi fácil para Sakura.
Bem espero que tenham gostado.
Reviews?