Koi no nazonazo (Os mistérios do amor)
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Notas iniciais
Depois de tomarem um reforçado café da manhã — em silêncio como era de costume quando o saiyajin estava presente – ela o conduziu até o seu laboratório particular. Na Corporação Cápsula havia um grande laboratório geral e outros dois individuais, cujos um pertencia ao Dr. Briefs e outro que ele mandara construir para ela aos 15 anos. Ela abriu um armário e retirou vários micros robôs que ela explicou disparar energia suficiente para desintegrar qualquer coisa. Ele ficou fascinado pelos inventos dela, mas não mostrou qualquer afetação. Nem sequer agradeceu, como ela previra, mas mesmo assim não deixou de sentir irritação. Ele continuava mal agradecido como sempre! Minutos depois, Vegeta já estava treinado arduamente com os robôs na cápsula de gravidade.
***
Bulma chegara à universidade pontualmente às 13h horas. Glen ainda estava no horário de almoço, e ela aproveitou para checar as pesquisas dos alunos da graduação. Estava concentrada no trabalho quando Dr. Glen entrou.
– Bulma – disse ele abraçando-a – O que houve afinal?
– Nada não Glen. – disse ela – Eu só estava com um pouco de dor de cabeça e acordei tarde. Mas já estou aqui pronta para outra! – disse ela lançando- lhe um daqueles sorrisos que derretem qualquer um.
– Fico feliz com isso. — disse ele devolvendo um sorriso tão charmoso quanto o dela – Tenho uma novidade: já entrei em contato com a nossa antiga governanta e já a orientei a abrir e limpar a casa para a nossa estadia no fim de semana. Hoje ainda é quinta-feira, acho que ela conseguirá deixar a casa em ordem para nós no sábado.
– Ah sim, a viagem... — disse ela evasivamente.
– Sim. A viagem que você sugeriu. – e desconfiado perguntou: — Por acaso não quer mais ir?
– Não é isso. – ela só conseguia pensar que seriam dois dias longe dos braços quentes do saiyajin. Mas tinha que afastar isso da cabeça. Tinha um objetivo ali. E não podia negar que estava excitada com a possibilidade de conhecer os primeiros androides que Dr. Maki criara. – É claro que a viagem continua de pé. Só estou ainda meio sonolenta.
– Hum... Você não me parece muito bem. O que você acha em darmos uma saída no fim do expediente?
– Acho uma ótima ideia.
Depois de ficarem exaustos de analisar tantos projetos, os dois seguiram no carro de Glen até um bar charmoso que inaugurara no último fim de semana. Saiam bastante juntos, mas ainda não conheciam aquele lugar. O lugar era refinado, com um ambiente agradável e se podia ver que a clientela era selecionada. Escolheram um mesa que ficava no avarandado térreo do bar, que lhe permitiam uma visão privilegiada da cidade. Assim que sentaram, uma garçonete de cabelos azuis escuros se aproximou. Bulma ficou surpresa quando percebeu de quem se tratava.
– Lunch?! – disse ela com espanto – É você?
– Oh! Bulma! Quanto tempo!
Bulma se levantou para abraçar a amiga. O abraço fora longo e emocionado. Ver Lunch lembrava dos tempos dos torneios de artes marciais e de quando viveu tantas aventuras fantásticas.
– Lunch, você sumiu! Ninguém nunca mais teve notícias de você. Por onde andou?
– Ah Bulma... É uma longa história que eu terei o prazer em contar outro momento. – disse ela docemente — Acontece que estou em horário de serviço. Já decidiram o que vão beber?
– Não vai me apresentar a sua amiga, Bulma? – disse Glen com aquele charme que lhe era peculiar.
– Ah sim claro, desculpe. Glen, essa aqui é Lunch, uma amiga que conheci nas minhas jornadas em busca das esferas. E este aqui Lunch, é o Dr. M. Glen meu companheiro de trabalho e um grande amigo.
Gentilmente Glen tomou a mão de Lunch e a beijou. Ela ficou ruborizada. Ele estranhou o excesso de pudor da mulher, costumava fazer isso com todas as mulheres que conhecia.
– Prazer senhor... Mas como eu disse, estou em serviço. O que vão querer? – disse ela constrangida.
– Dois martinis secos, por favor. – disse ele.
Quando Lunch se retirou, Glen comentou com Bulma:
– Essa sua amiga é tão estranha. Ela é assim, tão certinha mesmo?
– Certinha? – ela gargalhou gostosamente – O que posso dizer é Lunch é uma mulher... Surpreendente!
– Duvido muito. Ela ficou toda vermelha só por que eu a cumprimentei com um beijo na mão. Imagine quando alguém for querer dar em cima dela.
Bulma ria. Se ele soubesse da personalidade obscura de Lunch, não falaria isso. Em poucos minutos, a garota tímida, voltava com as bebidas.
– Aqui estão, senhores.
– Depois faço questão de conversar com você Lunch. Por que não vem jantar na minha casa? – convidou Bulma.
– Só estarei de folga na segunda feira, Bulma.
– Então segunda feira você irá à minha casa.
Depois de combinarem o horário, Lunch se despediu educadamente e foi atender outras mesas do estabelecimento.
– E a nossa viagem Bulma? Empolgada? – indagou Glen despreocupadamente.
– Claro! Estou louca para conhecer esses androides, embora não tenhamos certeza de que iremos encontrá-los.
– É verdade. Acho difícil encontrar alguma coisa naquele antigo laboratório, mas não custa nada conferir, não é?
– É sim...
Continuaram conversando no bar até altas horas da noites.
***
Já era quase meia noite quando Vegeta parou o treino. As máquinas que a terráquea construíra, realmente eram impressionantes. Além disso, tinha o corpo relaxado – proporcionado pela noite de sexo com ela – o que lhe fez render muito no treinamento. Naquele dia, conseguiu suportar uma gravidade 550 vezes maior do que a da Terra. Sentia que seu poder de luta aumentara bastante, mas ainda não conseguira se transformar em supersaiyajin. Porém, tinha certeza que com os equipamentos e as relaxantes noites com ela, poderia aumentar ainda mais seu poder de luta. Antes quando pensava nela, não conseguia se concentrar totalmente no treino. Agora, que sabia que poderia tê-la quando quisesse, pôde focar totalmente em ficar mais forte.
Ele saiu do treino cansado, mas satisfeito. Tomou banho, comeu e voltou para o seu quarto. Tentava dormir, mas o seu corpo clamava pela presença da garota terráquea. Procurou o KI que desejava, mas não encontrou. Começou a ficar irritado com a ausência e a demora dela. Já eram quase duas horas da manhã, quando sentiu o KI dela se aproximar da Corporação Cápsula. E pelo visto, não estava sozinha. Ele foi até à sacada que lhe permitia uma visão da entrada da propriedade. Avistou-a acompanhada do homem que estava ali há dois dias quando chegara. Lembrou-se de que não gostara nada de vê-lo com ela. Agora observava que ele tentava agarrá-la, mas que ela se desvencilhava. Teve o impulso de ir até lá, mas percebeu que não parecia um ataque, e sim mais uma brincadeira. Isso não impediu que seu sangue esquentasse.
***
Depois ficarem um pouco altos com as bebidas que tomaram, Bulma e Glen decidiram voltar para casa de táxi. O táxi passaria pela Corporação e logo depois levaria o cientista até o seu apartamento em um luxuoso edifício em um bairro nobre da Cidade do Oeste. Ao chegarem na casa de Bulma, Glen fez questão de acompanhá-la até a entrada da casa. Estavam soltos e animados por conta da bebida e ainda no táxi, vinham em uma excitante brincadeira onde ele tentava beijá-la e ela fugia. Estavam se divertindo. Bem na entrada da Corporação Cápsula, Glen a segurou com um pouco mais de força e aproximava o seu rosto no dela, mas sem beijá-la. Deu dois beijos carinhosos no pescoço dela e se despediu.
– Até amanhã, minha gata! – disse ele com seu típico bom humor. Embora fosse apaixonado por ela, jamais a forçaria a alguma coisa. – Contarei os minutos para te ver novamente.
Ela sorriu. Não pode deixar de dar-lhe um beijo no rosto. Ele então entrou no táxi e partiu. Ela entrou em casa com muito cuidado para não acordar ninguém. Quando passou pela cápsula de gravidade, viu que estava desligada e concluiu que Vegeta estava dormindo. Andou pela casa escura em direção ao seu quarto. Fechou a porta atrás de si, e começou a se despir ainda com a luzes apagadas. Quando se dirigia para o banheiro apenas de lingerie esbarrou em algo que a fizera cair. Antes que pudesse raciocinar, ouviu aquela voz incisiva que a fazia esmorecer.
– O que fazia até essa hora com aquele verme?! – disse ele acendendo a luz.
– Vegeta?! O que faz aqui em meu quarto? – perguntou irritada enquanto se refazia do tombo.
– Fiz uma pergunta primeiro! – disse ele levantando-a com uma das mãos.
– Eu saí para me “divertir” um pouco, só isso... – disse ela de maneira provocativa acentuando a palavra “divertir”.
– Grrr! – rosnava ele com as mãos fortemente fechadas. – Como ousa a ir pra cama com esse verme?!
– Espere aí Vegeta! Em primeiro lugar eu não fui pra cama com ninguém! – disse ela ofendida. E para provocá-lo ainda mais continuou: — E que eu saiba, sou uma mulher livre! Não tenho compromisso com ninguém e se eu quiser ir pra cama com ele ou com qualquer outro eu vou! Por acaso está com ciúme, é?
– Grrr! Maldita! Saiba que eu jamais sentiria ciúmes de uma mulher vulgar como você! Só quis saber por que da última vez em que você chegou tão tarde assim, quase morreu afogada naquela piscina! – Mentiu. Não queria dar o braço a torcer. Estava mesmo com ciúmes. Agradeceu internamente por ela não ter se deitado com outro. Não queria que ela pertencesse e nenhum outro, como pertenceu a ele. – E você sabe que não pode morrer, porque por enquanto está sendo muito útil para mim. – disse ele agora com um tom de malícia.
Ela calou. Então era isso. Vegeta não queria perder a sua “cientista particular”.
– Tá Vegeta, que seja! – disse ela irritada – Já viu que estou viva e inteira. Agora me deixe!
– Não tão rápido terráquea... – dizia ele com um brilho lascivo nos olhos – Você ainda tem que cumprir a sua parte no nosso acordo...
Com uma das mãos, a puxou para junto dele e a beijou com paixão. Ela tentava se desvencilhar, mas era em vão, a força dele era infinitamente superior a sua. Ela queria resistir àquele beijo ávido, mas o desejo que sentia por ele foi mais forte. Amaram-se desesperadamente como no dia anterior.
***
Estavam ainda deitados na cama se recuperando do ato quando Vegeta perguntou a ela:
– Afinal, por que você sai todos os dias de casa? Que eu lembre você ficava o dia todo por aí sem fazer nada.
– Ora, Vegeta, se eu ficava sem fazer nada não é da sua conta! – respondia ela irritada se levantando do peito dele – É que eu estava me sentindo muito entediada e papai me sugeriu que voltasse a estudar... Como já terminei minhas pesquisas há meses, oriento pesquisas de outros cientistas junto com o Glen.
– O verme que não desgruda de você! – disse ele entre os dentes.
– Ah, Vegeta, ele é meu colega de trabalho e se tornou um grande amigo meu. Ele é um grande cientista. Costumamos sair juntos, é isso.
– Sair juntos? Pra onde?
– Pra onde? O que é isso, um interrogatório? – disse ela ironicamente – Eu não fico perguntando nada quando você some por aí...
– Porque você não tem nada a ver com o que eu faço. – disse ele de forma arrogante.
– E você não tem nada a ver com o que eu faço também.
– Você... Por acaso... Se deita com ele?
– Mas é claro que não! – disse ela ofendida.
– E então o que vocês tanto fazem juntos?
– Saímos para almoçar, jantar, dançar, é isso.
– Resumindo: uma perda de tempo.
– Nada de perda de tempo. Você não sabe o que eu descobri.
– O quê?
– Glen é neto do Dr, Maki Gero.
– Como é que é? — disse ele se sentando subitamente na cama – Aquele verme é neto do Dr. Maki Gero? Então temos que fazer esse maldito falar sobre os androides!
– Calma Vegeta! – disse ela tentando acalmá-lo – Ele não sabe nada sobre os androides!
– Como você tem tanta certeza?
– Nós estamos analisando juntos os projetos deixados pelo Dr. Maki. Vou te contar como tudo começou.
E Bulma seguiu contando para Vegeta como descobriu a ligação dele com o Dr. Maki e quais as descobertas que eles fizeram a partir dos projetos deixados pelo cientista. Com um pouco de hesitação, contou sobre os planos que tinham de viajar em busca de mais pistas.
– Você ficou louca?! – esbravejou ele – Você não vai viajar com ele de forma nenhuma!
– Como assim Vegeta? Você não tem nenhuma autoridade sobre mim! Se eu quiser eu vou!
Vegeta não queria admitir que sentia ciúmes dela, mas não podia permitir que ela viajasse com aquele verme. Ele viu como ele a tratava, e pôde sentir o KI malicioso dele em relação à Bulma. O maldito também a desejava!
– Escute bem terráquea – dizia ele em um tom ameaçador – Estou treinando bastante para lutar com esses androides, e nem você e nem ninguém vai me tirar a chance de mostrar para todos que eu sou mais forte que o imbecil do Kakaroto. Eu não quero que você se meta nisso!
– Ah Vegeta! Eu nem sei se vou descobrir algo de concreto. Quero ir até lá por curiosidade. Além disso, por incrível que pareça, eu entendi essa lógica insana sua e do Goku quando aquele rapaz do futuro veio avisar dos androides. Eu sei que vocês querem realmente lutar com eles. Mas eu queria poder descobrir realmente algo que pudesse ajudar. Sei lá, algo para o caso de que vocês não consigam...
– Não volte a repetir uma besteira dessas! – gritou ele. – Pois saiba que serei eu a derrotar aquelas sucatas velhas!
– Tá, Vegeta, acalme-se... – dizia ela tentando acamá-lo. – Vamos dormir. Já são quatro da manhã.
Ele se levantou da cama e vestiu a roupa. Ela estranhou.
– Onde é que você vai? – perguntou curiosa.
– Vou dormir.
– Pensei que você iria dormir aqui comigo...
– Eu durmo só. – disse ele saindo o quarto.
***
Depois de dormir por apenas duas horas, Bulma resolveu arrumar a mochila que levaria para a viagem. Ficara chateada pela discussão com Vegeta durante a madrugada e também por ele a ter deixado sozinha na cama. Sabia que não poderia esperar nada dele, mas não conseguia deixar de sentir assim. Além disso, receou que ele tentasse impedi-la de viajar, por isso decidiu que não voltaria para casa hoje. Dormiria na casa de Glen, e no dia seguinte os dois viajariam juntos. Aquele saiyajin não tinha o direito de querer controlar a sua vida.
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