Notas iniciais
Mais um capítulo! Olá pessoal estou aqui mais uma vez para continuar a nossa históra. Estou me esforçando muito para conseguir postar com certa regularidade, mas as vezes não dá. Quando tenho um tempinho assim, venho correndo para o site do Nyah e posto logo o capítulo. Se o universo conspirar a favor, ainda amanhã posto um novo capítulo. Neste capítulo Bulma finalmente viajará com Glen. E como era previsto, Vegeta não vai gostar nadinha de descobrir isso. Glen vai aproveitar a viagem para conquistar o coração da cientista de cabelos azuis. Será que ela vai ceder aos encantos de Glen? Vamos concordar que ele é um sonho, não é? Estão curiosos? Vamos à leitura!

– Dormir na minha casa?! – disse Glen espantado com o pedido de Bulma. – Claro que pode. Mas... O que aconteceu afinal?

Bulma não queria dizer que Vegeta tinha proibido a viagem com Glen. “Imagine se aquele saiyajin vai me controlar agora?”. Pensava ela. Embora estivesse cada vez mais envolvida com ele, não podia fazer sua vida girar em torno dele, tinha que continuar com os seus projetos.

– Bom, Glen... – disse ela hesitante – é que discuti com os meus pais e queria dar um tempo lá de casa. – mentiu.

– Discutiu? – estranhou ele. – Mas vocês sempre se deram tão bem... E mesmo você sendo assim, seus pais são supertranquilos.

– Eu “sendo assim”? Assim como? – perguntou ela intrigada.

– Com uma personalidade tão... Forte.

– O que você está querendo dizer com isso? – disse ela se exaltando um pouco.

– Que você tem uma personalidade forte, simplesmente. Por acaso é mentira?

– Tá certo, Dr. M. Glen. Por acaso posso ficar na sua casa, até a nossa viagem amanhã? – perguntou ela fazendo charminho.

– Pode sim Drª Bulma Briefs. Vou ligar para a arrumadeira preparar o quarto de hóspedes para você. Mas até lá, tempos muitos projetos para revisar, não é? – disse ele sorrindo. Tê-la tão perto de si, criava expectativas nele.

***

Vegeta treinou o dia inteiro na cápsula de gravidade. Já no início da noite, ele se distraiu com um dos robôs e foi atingido no braço por outro. Ainda tentou continuar o treinamento mesmo assim, mas o ferimento começava a incomodar. Resolveu parar, mesmo tendo consciência que na batalha teria que estar preparado para qualquer coisa, inclusive lutar com ferimentos graves. Isso não era problema para ele na maioria das vezes, mas não estava bem concentrado naquele momento. A discussão com a terráquea o tinha desestabilizado. Não queria admitir, mas o fato de ela passar tanto tempo com o inseto com o qual trabalhava o incomodava. Desde que ela falara da viagem que pretendia fazer, Vegeta se sentiu profundamente irritado.

Ele saiu da nave em busca da maleta em que ela guardava materiais de primeiros socorros. Entrou no quarto dela e suas narinas foram invadidas pelo cheiro de frutas silvestres que estavam impregnados no ar. Estar ali com certeza o lembrava dos momentos quentes que tivera com ela no dia anterior. Afastou esses pensamentos da cabeça e começou a procurar a maleta. Sem nenhuma restrição, abriu o guarda-roupa dela e começou a vasculhar entre a infinidade de coisas que havia ali. Depois de muito vasculhar encontrou o que procurava.

Depois de tomar banho, j[a em seu quarto, fez um curativo em si mesmo amaldiçoando todos os seres do universo por ter que utilizar aqueles medicamentos de efeito lento. Afinal onde é que estavam as tais sementes dos deuses? Sentindo ardência no ferimento e cansado pelo treinamento, deitou em sua cama e adormeceu.

***

Depois de dormir na casa de Glen, Bulma partiu junto com o cientista para a região interiorana da Cidade do Leste, onde estava localizada a antiga casa em que ele morava com os avós. Era sábado, e o dia estava ensolarado, com muito vento. Embora Glen dissesse que ir de avião seria mais rápido, Bulma fez questão de utilizar seu carro conversível vermelho. Viagens assim a faziam lembrar de quando saia em busca das Esferas do Dragão. Era nostálgico, e também permitia aproveitar melhor a paisagem. Sabia que tinha um objetivo, mas seu espírito aventureiro queria provar um pouco da viagem. Glen ficava cada vez mais encantado com ela. Ela estava de tênis vermelhos e usava um short jeans curtíssimo além de um top amarelo que realçava o busto, deixando-a sensual. Os cabelos azuis ao meio das costas esvoaçavam com o vento. Dirigia concentrada, e de vez em quando franzia a testa como se estivesse executando uma tarefa difícil. Glen não pode deixar de notar o quanto ela era linda, envolvente e voluptuosa. Ela era a mulher perfeita para ele. Tinha grandes desconfianças de que o homem pelo qual ela estava apaixonada era o saiyajin, mas estava decidido a conquistar o coração de Bulma. E essa viagem seria a ocasião perfeita.

Bulma também estava feliz com a viagem. A possibilidade de descobrir algo novo aguçava o cérebro acelerado da cientista. Por outro lado, sair da Corporação logo agora em que começou um relacionamento com Vegeta, não era nem de longe o que queria mesmo fazer. Por que ele tinha que ser tão durão assim? Ele não podia simplesmente dizer que gostava dela e que a queria perto dele? Mas as coisas não eram bem assim. Vegeta era um saiyajin e estava ali na Corporação por conveniência. Talvez ele tivesse razão. Ela, inconscientemente, o havia incitado usando roupas ousadas, fazendo charme, provocando-o. E agora estava totalmente perdida porque além de se entregar a ele, entregara também o seu coração. Isso definitivamente era a coisa mais estúpida a se fazer. Essa viagem talvez pudesse mudar alguma coisa. Ou não.

Já era fim da tarde de sábado quando os dois chegaram à casa de Glen. Não era bem uma casa, e sim uma mansão. Estava um pouco castigada pelo tempo de abandono, mas ainda assim, podia-se ver que a família Maki era muito rica. Ou melhor, Glen era muito rico, visto que a esposa do Dr. Gero já era falecida e o mesmo estava desaparecido. Se no exterior parecia estar abandonada há séculos por dentro se podia ver que era mesmo uma mansão de luxo. Tudo era muito requintado, como se fosse uma daquelas residências do século XIX. Bulma ainda estava admirando o interior da mansão, quando uma senhora gorducha e baixinha apareceu lhes cumprimentando.

– Oh jovem Glen, como você cresceu! – admirou-se a criada.

– Olá Bá... Eu estava com saudades. – disse ele abraçando a gorducha.

– E essa moça? – perguntou ela. – Por acaso é sua noiva?

– Não Bá. Mas isso é só porque ela não quer. – e puxando Bulma para perto de si, apresentou: — Esta aqui é Bulma Briefs. Ela é minha colega de trabalho, amiga e dona do meu coração.

– Prazer senhora — cumprimentou Bulma ruborizada pelas últimas palavras de Glen.

– A honra é minha, mocinha. – respondeu a criada amistosamente. – Vejo que Glen gosta de você. Quer um conselho: não perca a oportunidade. Muitas garotas desta aldeia dariam tudo para estar no seu lugar. A minha neta Jam é uma delas. – disse a gorducha dando uma piscadinha para Glen.

– Mas Bá, Jam é apenas uma menina... – Respondeu Glen.

– Eu sei meu jovem. Jam é uma menina sonhadora. Onde já se viu enamorar-se pelo neto dos patrões?

– Não é isso Bá. Meu coração já tem dona... – disse ele olhando para Bulma, que ficava cada vez mais constrangida com aquela conversa. – Mas mudando de assunto: Viemos aqui para realizar uma pesquisa. Portanto, quero que a casa fique vazia o quanto antes para iniciamos. Pretendemos ir embora amanhã mesmo.

– Tão cedo? – indagou a criada. – Pensei que ficariam mais tempo.

– Não. Temos muito o que fazer no trabalho. Estas já são as semanas finais de Bulma na universidade e temos que agilizar muita coisa. O que viemos fazer aqui, tem que ser rápido.

– Tudo bem então. Vou servir o jantar e depois dispenso os empregados. – disse ela se retirando.

– O sonho das garotas da cidade é? – ironizou Bulma dando um sorrisinho. – Acho que ela também sonha em que você case com a neta dela.

– Hahahahah, que isso Bulma... Bá já trabalha para minha família há anos. A neta dela era apenas uma garotinha quando saí desta aldeia.

– Mas o tempo passou, né? Quem sabe...

– Ah, para com isso. Você sabe que só tenho olhos para uma certa cientista de olhos azuis. – disse ele se aproximando dela. Tocando-lhe o queixo, inclinou levemente o rosto dela para cima, olhando-a nos olhos. – Mas o que posso fazer se ela não me quer?

– Glen... – disse ela ruborizada – Você sabe que eu tenho uma vida complicada. E depois do que anda acontecen... – ela calou. Não queria dizer que tinha um relacionamento com Vegeta.

– O que anda acontecendo? – perguntou ele desconfiado.

– Ora, todo essa situação dos androides. – mentiu. – Não tenho cabeça para pensar nesse tipo de coisa agora.

– Tudo bem Bulma Briefs. Depois do jantar vamos explorar o laboratório. A casa já estará vazia e teremos mais privacidade.

– Ótimo — ela respondeu.

***

Já eram seis da manhã do sábado quando Vegeta acordou. Estava sonolento e o ferimento ardia, mas institivamente a primeira coisa que fez foi procura pelo KI da cientista. Sem conseguir encontrá-lo deduziu que ela já tinha saído novamente. Foi até o quarto dela para se certificar. Sentiu seu sangue esquentar quando percebeu que a cama estava exatamente como no dia anterior. “Ela não voltou. Com certeza está com aquele verme!” pensou. Ele mesmo não entendia o fato de estar tão enfurecido com tal constatação. Ela simplesmente não significava nada para ele. Era apenas uma distração, um conforto para as noites solitárias. Pelo menos era o que ele tentava se convencer. Tomado pela irritação, foi para cápsula de gravidade e começou a treinar.

***

Depois de jantarem, e de todos os empregados irem embora, Bulma e Glen se dirigiram para o porão da casa, que era o lugar em que ficava o antigo laboratório do Dr. Maki. Bulma ficou fascinada pela quantidade de equipamentos de pesquisa que havia ali. Era notório que havia anos que ninguém entrava naquele local visto que estava tudo coberto e pó.

– Bom, por onde começamos... – refletia Glen. – Aqui nesta gaveta encontrei as pesquisas que analisamos. – disse apontando para uma escrivaninha. As gavetas estavam soltas.

– Parece que foram arrombadas... – disse ela

– Fui eu. Tive que arrombar, pois nunca encontrei s chaves. Podemos começar a procurar algo por aí.

Os dois vasculharam o laboratório todo procurando alguma pista sobre os androides, mas foi em vão. Encontraram outras coisas, mas nada que pudesse ser relacionado aos androides. Já era quase meia noite quando decidiram parar.

– Acho que a nossa viagem foi em vão não? — disse Glen meio frustrado.

– Não foi não. Eu precisava sair um pouco, quebrar o ritmo. Adorei dirigir até aqui. – disse Bulma.

– Bom,., então vamos voltar amanhã pela manhã. Ou podemos sair para você conhecer a aldeia e retornamos pela tarde de avião, o que você acha?

– Seria maravilhoso! – disse ela animada. Poderia conhecer a aldeia e ainda assim, estar de volta logo para a Corporação Cápsula, ou melhor, para os braços do saiyajin. – Escute: por que você não vai jantar na minha casa na segunda? A Lunch vai estar lá e talvez ela lembre algo sobre a Red Ribom. Ela pode ajudar.

– Ela? Hum... está bem. Mas será que ela sabe de alguma coisa?

– Não sei. Mas se viemos até aqui por uma pista incerta, um jantar na minha casa não vai arrancar um pedaço, não é? – disse ela dando uma piscadinha.

Os dois se dirigiram para a ala da mansão em que ficavam os quartos. Quando ela virou as costas para ir ao seu quarto, Glen a segurou suavemente nos braços. Havia uma grande janela com uma sacada ali aonde estavam e a brisa fria da madrugada que se aproximava entrava fazendo o corpo dela arrepiar.

– Bulma... – dizia ele – Agora é sério. Deixando as brincadeiras de lado, por que você não me aceita? Você sabe que eu sou louco por você. Você está sozinha, então por que não me dar uma chance?

Ela gelou. Não esperava que ele a confrontasse dessa maneira.

– Glen, eu já te expliquei...

– Essa história de “não estou pensando nisso agora” não é muito convincente. Deixe eu te provar que sou o cara certo para você...

Ele a puxou para perto de si. Enlaçando o corpo da cientista, fez o corpo dela colar no seu. Antes mesmo que ela tivesse alguma reação, beijou-lhe os lábios carnudos, algo que há tempos ele desejava fazer. Tomando impulso ela se afastou rapidamente.

– Glen, o que você está fazendo?! – gritou ela.

– Bulma, não é segredo que eu gosto de você. E muito.

– Isso não é motivo para beijar a força! – gritou ela. – Escute: Eu vou relevar o que aconteceu aqui. Mas nunca mais volte a fazer isso!

– Está certo. Me desculpe. Agi mal com você. Mas eu queria realmente saber o porquê de você não deixar que eu mostre que posso ser um bom namorado para você.

Ela o encarava. Sabia exatamente aquela resposta. Mas ela tinha medo de proferir aquilo em voz alta. Tinha medo até mesmo de pensar naquilo. Estava apaixonada por Vegeta. E aquilo era a coisa mais maluca que ela tinha feito na vida.

– Glen, por favor. Isso é muito pessoal. Não quero perder sua amizade, mas aceite que eu não posso te dar mais do que isso.

– Seja minha Bulma – disse ele puxando-a mais uma vez.

Desta vez a ação dele foi interrompida por uma voz fria e cortante que Bulma conhecia muito bem.

– Solte-a agora seu verme insolente! – bradava Vegeta com os olhos vermelhos de raiva.

Notas finais
E agora Kami Samá? Vegeta viu aquilo que ele mais temia: Bulma nos braços de outro. Será que ele ainda vai manter a pose para não deixar transparecer o ciúme que sente, ou mandará tudo às favas e provocará uma guerra? E como ele descobriu exatamente o lugar em que eles estavam? Não deixem de acompanhar e deixar suas impressões hein? Bjos 1000!