Notas iniciais
Olá queridos e queridas que acompanham esta saga! Vegeta voltou. E voltou no instante em que Bulma e Glen dariam o primeiro beijo. Que outras consequências o retorno de Vegeta trará? Como será a reação de Bulma e de Glen? E Vegeta? Como será o comportamento do príncipe dos saiyajins depois de viajar pelo espaço? Ele realmente esqueceu Bulma? Confiram agora! Boa leitura!

– O que está acontecendo Bulma?! — espantou- se Glen. – De onde vem esse barulho?!

– Oh, meu Kami! Vegeta está de volta! – exclamou ela antes de sair correndo em direção à explosão.

– Vegeta? Mas quem é Vegeta? – disse Glen para si mesmo. Sem entender nada, só lhe restou segui-la.

Glen se assustou ao constatar que uma nave espacial acabara de aterrissar na Corporação Cápsula. Tinha aspecto de estar bastante avariada. A sua surpresa aumentou quando a porta da nave se abriu e saiu de lá um homem, de aparência intimidante dando um salto que seria impossível para um humano comum. Seria ele um dos lutadores que Bulma falara?

Bulma por outro lado, estava estática sem conseguir falar. O coração dela batia descompassadamente em uma mistura de surpresa, alegria, ansiedade e curiosidade, pois não sabia como seria o comportamento de Vegeta depois de tanto tempo depois do beijo no último dia dele na Corporação. Quando o viu sair da nave daquele jeito tão imponente como sempre, chamou:

– Vegeta!

Ele olhou para ela em uma expressão séria. Ela estava completamente provocante naquela roupa mínima que estava usando. “Por que diabos essa mulher tem que se vestir assim?”. Na verdade, depois de tanto tempo longe dali, tinha esquecido o quanto a terráquea era atraente. Olhou para o homem que estava ao lado dela e não pode deixar de sentir irritação. “Quem é esse inseto afinal?” pensava ele. O homem o encarava como quem quisesse protegê-la. Disfarçando para si mesmo o que estava sentindo, Vegeta resolveu ignorá-los.

– Vegeta, você... – murmurou ela indo em direção dele.

– Me deixe em paz. — disse ele se dirigindo a casa ignorando a mulher que falava com ele.

Bulma sentiu o rosto esquentar e se avermelhar de tanta raiva. Como ele pode simplesmente chegar assim na sua casa e lhe destratar?

– Escute aqui Vegeta não me dê as costas! – Gritava Bulma.

Vegeta sentiu uma profunda irritação ao ouvir a voz estridente da mulher que gritava com ele. Sem hesitar virou e disparou em direção dela uma pequena rajada de energia, que passou a poucos centímetros de sua cabeça. Ela caiu sentada no chão com o susto. Glen correu para acudi-la. Vegeta simplesmente virou as costas entrou na casa.

– Bul... Bulma! – Chamava Glen assustado. “Quem seria aquele cara?” – Você está bem? Olha, podemos chamar a polícia, e...

– Não, Glen não é necessário... – dizia ela.

–Como não?! Ele está na sua casa, vai atacar seus pais!

– Não se preocupe que Vegeta não vai fazer nada. – respondeu ela.

Ele olhava pra ela sem entender nada.

– Vegeta? Quem é esse cara afinal? Ou melhor, o que é essa cara? Por acaso é seu “amigo”? – perguntou ele acentuando a ironia na palavra “amigo”. – Olha por que se for, acho melhor você selecionar melhor as suas amizades...

Bulma ainda estava assustada e irritada com Vegeta. Além disso, o sarcasmo de Glen não estava colaborando.

– Glen, por favor, isso não hora de brincadeiras. Ele... é... apenas um saiyajin! . – dizia ela em uma expressão séria – Escute: preciso entrar. Você se importa de ir embora?

– Claro que não, mas... Apenas um saiyajin? Isso é demais pra mim... – e preocupado com ela indagou: — Esse louco vai ficar aí na sua casa?

– É, acho que sim... – dizia ela olhando para a casa. – Amanhã conversaremos melhor. Temos muito mais o que conversar.

– Mas... – ele procurava entender sem sucesso. Perdido com tudo o que ocorrera ali, ele se deu por vencido. — Tudo bem Bulma. Se você diz que não tem problemas... Mas preciso confessar que minha cabeça está dando voltas com o que aconteceu aqui.

– Eu entendo. Amanhã te esclareço tudo, por favor, vá. Eu te ligo. – dizia ela séria como ele jamais vira.

Sem alternativa, Glen se despediu de Bulma e partiu da forma como dissera que estava: com a cabeça dando voltas, não só pela chegada daquele homem estranho exatamente no momento que finalmente iria beijá-la, mas também por causa do que descobrira do seu avô.

Depois de se despedir de Glen, Bulma puxou o ar com força para os pulmões. Talvez para recuperar o fôlego que precisaria para encarar Vegeta depois de todo esse tempo. Entrou na casa e encontrou os seus pais na sala.

– Oh, querida você está aí... – disse a senhora Briefs – O Vegeta bonitão voltou, imagine...

– É mamãe, estou sabendo – respondeu ela sem emoção. – Onde ele está?

– Subiu para o quarto. – e dizendo de uma forma penalizada: — Pobrezinho deve estar morrendo de fome. Já sei, vou dizer para a Quimmy preparar um belo banquete para ele! – dizia ela batendo palminhas.

– É mamãe faça isso, por favor...

A senhora Briefs saiu em direção à cozinha à procura de Quimmy.

– Bulma, você viu a nave de Vegeta? – perguntou o Dr. Briefs.

– Bom papai, na verdade nem reparei...

– Está muito avariada. Não sei nem como teve condições de chegar até aqui. – e espreguiçando-se e bocejando disse – Amanhã eu vejo melhor. Agora estou com muito sono. Vou dormir querida, boa noite.

– Boa noite papai.

Bulma também sentira o peso do cansaço. O dia inteiro de trabalho na universidade, a conversa reveladora que tivera com Glen, seguida de um quase beijo, o retorno de Vegeta e a forma violenta com a qual ele a atacou. “Por que ele fez isso?” pensava. Depois que a mãe subiu deixando Quimmy preparando a refeição do saiyajin, Bulma também foi para seu quarto. Ao passar pelo corredor não pode deixar de notar que a porta do quarto de Vegeta estava aberta. Movida pela curiosidade, adentrou no quarto do saiyajin e percebeu que o mesmo estava no banho. Sentou-se na cama e ficou aguardando. Olhando para a cama impecavelmente arrumada, lembrou-se do dia em que acordara nua ali. Não teria acontecendo nada mesmo? E no dia da partida dele então? O que fora aquele beijo? Até hoje tinha sonhos proibidos por conta do que ocorrera ali. Estava distraída quando ouviu a voz grave de Vegeta ecoando no quarto:

– O que faz aqui sua terráquea insolente?

Ele estava ali na frente dela com o corpo molhado com uma toalha enrolada na cintura. Não pode deixar de notar que Vegeta estava incrivelmente sexy. Sentindo o sangue subir-lhe à face pelo insulto dirigido a ela, respondeu:

– Escute, Vegeta, que ideia foi essa de tentar me matar? Você ficou louco?

– Não tentei te matar. Se eu quisesse você já teria virado pó. Eu queria calar essa sua boca!

– Calar a minha boca? Eu só queria saber o porquê de tanta violência. Eu só queria saber como você estava.

– Que bobagem! – resmungou ele.

– Por que bobagem? O espaço é perigoso, poderia ter acontecido alguma coisa com você, meu pai disse que a nave está bastante ava...

– Cale essa boca! Sua voz me irrita! – gritou ele interrompendo-a – Eu sou um saiyajin! Uma viajem boba pelo espaço não é perigosa para mim! Esqueceu que passei praticamente a minha vida toda viajando pelo espaço? Não me faça perder tempo com suas besteiras!

– Hum... – murmurava ela franzindo as sobrancelhas em uma expressão irritada. E mudando de assunto disse: — Há comida preparada para você lá embaixo.

– Saia logo daqui!

– Mas que grosseria Vegeta! Será que não sabe ser gentil com uma dama? Saiba que enquanto estiver na Terra é bom se comportar!

– Humfp! Faça logo o que ordenei! – disse ele ficando mais irritado.

– E se eu não quiser o que você vai fazer hein Vegeta? – disse ela desafiando-o.

Não aguentando mais a petulância de Bulma, Vegeta a pegou pelo braço e a arrastou para fora do quarto. Ela fora lançada contra a parede do corredor da frente, mas sem força o suficiente para machucá-la, embora o aperto no braço tenha deixado um hematoma. E antes de bater a porta do quarto avisou:

– Suma daqui! Não me perturbe sua terráquea estúpida! Saiba que eu sou um saiyajin! O mais forte do universo! Preciso acabar com aquelas sucatas velhas antes de lutar com o Kakaroto! Depois disso você será a primeira a morrer!

Dito isto, a deixou sozinha no chão corredor. Depois de se recuperar do susto e conter a vontade que teve de chorar; Bulma foi para o seu quarto. Tomou um banho frio – por conta da noite quente que fazia – vestiu sua camisola rósea preferida e se deitou para dormir. Embora precisasse dormir para acordar cedo no dia seguinte, não conseguia parar de pensar no saiyajin que estava no quarto ao lado. Olhava para o hematoma formado em seu braço e pensava: “Parece que ele voltou mais violento que já era. Será que os rapazes tem razão? Vegeta não seria mesmo capaz de sentir nada por ninguém? Meu Kami! Tirar esse saiyajin da minha cabeça... Hum... Por que ele tem que ser tão sexy?” pensava ela se lembrando dele com a toalha enrolada na cintura. “Ah! Preciso parar com isso. Tenho coisa muito mias importante para fazer. Amanhã terei um longo dia com Glen na universidade.” E evitando pensar em Vegeta, adormeceu.

***

“Essa mulherzinha me enche a paciência!” Pensava Vegeta já deitado em sua cama. Depois que expulsara Bulma de seu quarto, foi até a cozinha e encontrou a mesa posta com os mais variados tipos de alimentos. Fazia tempo que não se alimentava decentemente, o estoque de comida da nave cápsula acabara um mês antes do previsto e a comida do planeta que destruiu não era tão apetitosa. Agradeceu por não ter nenhum daqueles terráqueos malditos ali, assim pode fazer sua refeição em paz. Depois de comer, voltou ao quarto. Estava ali deitado e pensava em como seria dali em diante. Precisava criar um cronograma de treinamento. “Espero que ela tenha construído os equipamentos que ordenei.”. Ele fechava os olhos e a bela garota vinha em sua mente. Sentia o maldito perfume dela que ficara no quarto. “Maldição!”. E ainda tinha o verme que estava com ela. “Quem será ele?” Nunca o tinha visto e não era um guerreiro, isso podia se notar a olhos vistos. Embora não tivesse poder de luta, o verme tinha um porte austero e mesmo assustado, parecia não se intimidar. “O que ele é para ela?” pensava ele. Realmente já não lembrava mais o quanto ela era atraente. Mas depois de destruir todo um planeta, sentia que nenhuma babaquice como essa seria capaz de desviá-lo do seu real objetivo – pelo menos era o que ele achava. Tinha o controle sobre si mesmo: era frio com todos até mesmo com ela, já que teve coragem de disparar-lhe uma rajada de energia. É verdade que não tinha intenção de acertá-la, mas foi suficiente para mostrar que ela não tinha nenhum domínio sobre ele. Não poderia matá-la de forma alguma – pelo menos por enquanto — pois ela construiria equipamentos que o ajudariam a treinar. Mesmo com este fato, a terráquea não seria mais um problema para ele. Definitivamente, era o saiyajin que sempre fora. Só precisava de uma última prova.

Notas finais
Vegeta voltou sendo Vegeta e fazendo vegetices. Bulma não gostou nada desse comportamento, mas se manteve firme e forte para não fraquejar na frente do saiyajin. E Glen? Como ficará a amizade entre ele e Bulma com a chegada de Vegeta? Os dois ainda possuem um objetivo em comum: descobrir algo sobre o dr. Maki Gero. Será que conseguirão? Não deixem de acompanhar! PS: Agradeço aos comentários do último capítulo, o retorno de vocês realmente é um estímulo para continuar.