Koi no nazonazo (Os mistérios do amor)

12 Uma revelação surpreendente


Notas iniciais
Olá fanfictions! Ufa! Mais um capítulo da nossa saga. Neste capítulo veremos a relação entre Bulma de Glen se consolidar, afinal, ele é uma cara tão perfeito que não tem como não se encantar. Além disso, uma revelação surpreendente, vai sacudir as estruturas de Bulma. O que será que vai acontecer? Vamos mergulhar? Boa leitura!

Depois do primeiro café com Glen, vieram almoços, outros cafés no fim da tarde, cinema e outros programas. Glen era tão charmoso, bonito, educado e inteligente que Bulma rapidamente se afeiçoou a ele. Embora ele tecesse inúmeros elogios a ela, sempre a tratou com respeito, nunca ultrapassando os limites impostos por ela. É claro que qualquer garota em sã consciência estaria, a essas alturas, louca de amores por ele. Mas Bulma não era uma garota em sã consciência. Estava apaixonada por Vegeta, um saiyajin sanguinário que tem planos de destruir a Terra e todos os seus habitantes, inclusive ela. Certamente era louca.

Por outro lado, gostava da companhia de Glen. Trabalhavam juntos em vários projetos na universidade, saíam juntos a vários lugares e cerca de cinco meses depois daquele primeiro café, ele já era um frequentador assíduo da Corporação Cápsula. A senhora Briefs o adorava, é claro, ele era sempre tão cortês, mesmo quando ela começava com as suas maluquices.

– Olá jovem Glen. O que você acha de irmos ao cinema? – indagava a senhora Briefs.

– Seria uma honra acompanhar uma bela dama como a senhora e a sua belíssima filha Bulma. – respondia ele.

O Dr. Briefs, por outro lado, estava muito empolgado com a inteligência do rapaz. Glen entendia rapidamente os processos mais complexos que o velho cientista criara. Conversava durante horas a fio com o dono da Corporação Cápsula sobre física, robótica e ciência. Dr. Briefs até o convidou para integrasse à equipe de cientistas de elite da Corporação, convite que ele prometeu ponderar. Era querido e estimado por todos, até pelos empregados, que sempre foram tratados com muito respeito por ele.

“Glen é definitavamente o cara perfeito!” pensava Bulma. Além de todas qualidades citadas, Glen não era um cientista que só vivia para o trabalho. Gostava também de “viver”. Por isso achou Bulma tão instigante, uma mulher que além de linda e inteligente, era espirituosa e aventureira. Tinha um gênio difícil é verdade, mas nada que estragasse a mulher maravilhosa que ela era. Aliás, o gênio dela era um tempero a mais.

Bulma sempre o convidava para ir a sua casa, até esquecera um pouco do seu real objetivo dos estudos na universidade. Certa noite, enquanto aguardava Glen para um jantar na Corporação Cápsula, lia uma revista de ciência que acabara de chegar. Estava folheando-a meio sem interesse quando se deparou um a seguinte matéria:

Onde estará o Dr. Maki Gero?

O renomado cientista Dr. Maki Gero foi pioneiro nas pesquisas genéticas da Universidade da Cidade do Leste. Seu trabalho ajudou milhares de pessoas a prologarem a sua qualidade vida. Porém, por motivos desconhecidos, o famoso doutor, se aliou à sinistra Patrulha Vermelha. Depois da extinção da famigerada patrulha, não se sabe ao certo o paradeiro do cientista. Fontes confidenciais afirmam que ele possui um laboratório secreto na região de montanhas da Cidade do Leste, mas é claro que não temos certeza se a informação procede. Dr. Maki Gero também era um grande especialista em robótica e pretendia unir suas duas especializações em pesquisas futuras.

Bulma lia estarrecida a matéria. As palavras “genética” e “robótica” martelavam juntas em sua mente. Sabia exatamente o que aquilo representava. Humanos cibernéticos. Lembrou-se de seu primeiro dia na universidade. Aquelas palavras chaves estavam ali, na mesa de Glen. Na época ele disse que se tratava de pesquisas particulares e não teve coragem nem intimidade o suficiente para aprofundar-se no assunto. Mas isso já não era mais problema. Talvez ela devesse até abrir o jogo com ele. Iria contar de vez o que fora fazer na universidade.

***

Depois de assassinar todos os habitantes do planeta em que estava, Vegeta sentia que o seu instinto saiyajin estava cada vez mais aflorado. Nada mais poderia detê-lo. Agora poderia começar de vez o treinamento pesado para enfrentar os androides. Estava na hora de voltar para a Terra.

***

Glen chegou pontualmente às 19h na casa de Bulma como fora combinado. Depois do jantar animado com a família, Bulma e Glen foram para a área da piscina para conversar e comer a torta de morango que a senhora Briefs fez especialmente para os dois. Era uma noite quente de verão, por isso se acomodaram em uma toalha estendida sobre a grama. Ela usava um vestido esporte azul tomara que caia e ele tirara o blazer e afrouxara a gravata. Ele fumava um cigarro, enquanto Bulma beliscava os morangos da torta.

– Eu já disse que você está fabulosa nesse vestido? – Elogiou ele.

– Já – disse ela rindo.

– Pois eu digo de novo: você está fabulosa. Pra uma mulher como você estar sem namorado, só se for por opção mesmo.

– Ah, Glen... – dizia ela – Já contei a história sobre o meu ex-namorado Yamcha.

– É, contou. Esse tal de Yamcha é um babaca por deixar você escapar. Dez anos, hein... Se fosse eu...

– Se fosse você o quê hein? – dizia ela franzindo as sobrancelhas em uma expressão divertida.

– Se fosse eu já teria feito você minha esposa há muito tempo...

– Assim você me deixa sem jeito.

– Bulma, você sabe que eu gosto de você. – dizia ele – Já pedi pra ser seu namorado, mas você sempre recusa. Por acaso ainda gosta do tal Yamcha? Ou gosta de outro?

– Não... Não é isso... – ela respondia sem convicção. Na verdade, ela sabia o real motivo de não conseguir aceitar Glen como namorado. O coração dela já tinha dono. E um dono muito problemático, diga-se de passagem – É que eu queria dar um tempo de relacionamentos. Você entende não é?

– Bom, entender eu não entendo, ainda mais se você diz que não gosta mais dele e nem de ninguém. Mas te respeito. – Não acreditando totalmente na resposta dela, insistiu: — Não existe ninguém mesmo?

– Bom... Existir até existe. Mas seria algo absurdo e até impossível.

– E por quê? Por acaso ele é um extraterreste? – perguntou ele brincando.

Bulma gargalhou alto. A resposta seria “sim, ele é um extraterrestre”. Mas não precisava assustar o pobre Glen desse jeito.

– Tá bom Glen. E você hein? Você é um cientista brilhante, educado, gentil, charmoso, bonito...

– Nossa sou tudo isso?! – disse ele interrompendo.

– Engraçadinho. – dizia ela rindo – Você sabe que é tudo isso mesmo. E por que não tem uma namorada?

– Bom... Sempre me dediquei muito aos estudos, mas também valorizo as coisas boas da vida. – dizia ele deitando com os braços atrás da cabeça — Infelizmente as mulheres que conheci na maioria eram viciadas em trabalho e nunca gostavam de se divertir. – e olhando para ela continuou – Por isso fiquei tão encantado por você.

– Ah, então é isso...

– É sim! – disse ele sorrindo para ela. – Mas mudando de assunto: eu nunca consegui engolir aquela história de que você só queria estar na universidade por causa do seu pai. Você não me parecer ser o tipo de pessoa ligada às formalidades. Afinal, qual era ou é a sua pretensão? – perguntava ele curioso.

Bulma ficou nervosa. Não sabia se poderia contar sobre os androides. Mas aí se lembrou das pesquisas de Glen no balcão do laboratório. Ali poderia estar a chave para o que queria descobrir.

– É você tem razão. Eu não fui pra lá só por causa do meu pai.

– Então?

– Conto com uma condição.

– Condição? Espero que essa condição seja bem interessante. – dizia ele maliciosamente.

– Ora Glen, deixe de brincadeiras... – dizia ela começando a ficar irritada – Mas vou dizer a você o que fui buscar na universidade se você me contar sobre aqueles projetos que você guardou no fundo a sua gaveta.

– Aquilo? – perguntava ele nervoso – Ah, Bulma, já te disse que são pesquisas pessoais. Acho que não seria conveniente contar para você.

– Por quê? Você não confia em mim? – dizia ela maliciosamente chegando perto dele.

– Olha que assim eu não resisto hein? – dizia ele sorrindo – Não é que eu não confie em você. Mas acho que você ficaria assustada com o teor das pesquisas...

– Por acaso você é algum tipo de serial killer? – dizia ela brincando – Se for isso saiba que eu não tenho medo. E se eu te contar como foi a minha vida nos últimos doze anos você vai entender o porquê.

– Mas como você é insistente hein? Tudo bem. Vou te contar. Deixe-me ver por onde começo... Ah sim! Essas pesquisas na verdade não são minhas.

– Não são? – perguntava ela

– Não. São do meu avô. Ele era um renomado cientista da engenharia genética. Também pesquisava sobre robótica, mas seu encanto era a genética. Ele desapareceu há alguns anos. – dizia ele tristemente. – Dizem que ele se aliou a uma gangue de bandidos. Não acredito muito nisso. Mas de qualquer forma estou analisando as pesquisas dele para ver se descubro alguma pista...

– Se... seu avô?! – disse Bulma surpreendida. – Não me diga que o M. do seu nome significa Maki?

– Surpresa? – disse ele meio envergonhado. – Não costumo usar muito o nome da minha família para não causar essa reação nas pessoas. Por acaso está com medo de mim?

– Bem... Não exatamente... Mas... Meu Kami! Você é neto do Dr. Maki Gero! Esse mundo é pequeno mesmo...

– Por que diz isso? – indagou ele.

– Glen preciso te contar uma coisa. – dizia ela seriamente — Uma não. Várias. Mas você vai me esclarecer outras coisas também.

Ele contou a ela que seu avô, Dr. Maki, desapareceu quando ele tinha cerca de dezesseis anos. Nesse tempo ele já o ajudava em algumas pesquisas, embora não conhecesse o projeto final do cientista. Sofreu muito a ausência do avô e desde então se dedicou aos estudos na esperança de encontrá-lo e ser um cientista tão brilhante como ele. Seis anos depois do desaparecimento, ele descobriu alguns projetos inacabados do Dr, Maki e passou a analisá-los. Descobriu se tratar da construção de humanos cibernéticos onde ele transformaria seres humanos em máquinas programadas. Ficou aterrorizado quando descobriu as intenções do avô, mas mesmo assim não conseguia acreditar que ele se aliara às Forças Red Ribom. Achava que aquilo era invenção de alguns cientistas que tinham inveja do Dr, Maki.

– Isso é... Inacreditável. – dizia Bulma. – O que eu procurava esteve esse tempo todo ao meu lado...

– Ainda não entendi Bulma. – dizia Glen um pouco irritado. Não gostava de compartilhar essa parte da sua vida. Mas não conseguira dizer não para ela – Afinal, o que você procura?

– É verdade. Vou te contar. Mas se prepara que é uma longa história...

Ela começou a contar sobre as aventuras que tivera quando saiu para procurar pelas Esferas do Dragão. Como conheceu seus amigos, sobre a existência de seres fantásticos, inimigos poderosos, a ameaça dos saiyajins, a viagem a Namekuzei, e finalmente o recado que o jovem de cabelos lilás trouxe do futuro. Glen ouvia tudo aquilo estarrecido. Eram coisas demais para assimilar. “Como poderiam existir seres de jeito? E por que o meu avô faria alguma coisa como essa?” Pensava ele.

– Bulma, como tudo isso pode ser possível? Um jovem do futuro vindo em uma máquina do tempo? Isso desafia todas as leis da física!

– Eu sei que é difícil para você acreditar. Eu mesma se não tivesse vivido tudo isso, não acreditaria. Mas você tem que confiar em mim. Os androides que o Dr. Maki Gero está construindo em algum lugar da Terra neste momento vão nos atacar. Eu precisava fazer alguma coisa para ajudar os meus amigos.

– Os lutadores que você citou?

– Sim eles mesmos. – e pedindo a Glen em tom de suplica – Por favor, Glen, me ajude a descobrir algo.

Ele olhava para aqueles olhos azuis suplicantes que brilhavam. Embora fosse difícil acreditar, pensou que ele não tinha motivos para inventar nada daquilo. Deveria ser verdade. E se de fato fosse verdade, não poderia permitir que algo dessa forma acontecesse. Sentiria uma imensa culpa se seu avô fizesse algo de ruim para a Terra. Iria ajudar Bulma.

– Tudo bem. Eu vou te ajudar.

– Eu sabia que podia contar com você... – disse ela docemente.

Sem resistir mais a garota que estava na sua frente, Glen se inclinou para beijá-la. Ela, embora não gostasse dele como homem, estava envolvida pela emoção do momento e se aproximou dele para corresponder ao beijo. Quando seus lábios quase se encostavam, uma grande explosão foi ouvida – e sentida! – na Corporação Cápsula, os fazendo se afastar um do outro. O coração de Bulma disparou quando percebeu do que se tratava. Vegeta tinha voltado.

Notas finais
Ai ai , minha gente! Não sei vocês, mas eu não via a hora do Vegeta voltar. E essa descoberta sobre o Dr. Glen hein? Contem aí nos comentários o que acharam! Bjos 1000!