Notas iniciais
Oi galera! Mais um capítulo aqui. Depois de sofrer muitos "perrengues", as coisas vão melhorar um pouquinho para Glen. Já Bulma e Vegeta ainda não conseguiram definir o tipo de relação que embarcaram. Ele não quer assumi-la como mulher e ela sequer pensa nisso, visto que desde que ele chegou, tem que administrar a sua amizade com Glen e a nova relação secreta com Vegeta. Mas deixemos de enrolação e vamos logo ao que interessa. Boa leitura!

– Ficou maluca? – indagou Vegeta para Bulma. — Por que eu iria ajudar aquele verme?

– Por favor Vegeta! – pedia ela. – Ele pode estar correndo perigo!

– Perigo por que? Ele foi sequestrado por uma mulher? Não me faça rir...

– Vegeta, você não conhece a Lunch... E eu não consigo falar com ele pelo telefone...

– Deixe dessas asneiras, e não tome mais o meu tempo! — gritou ele.

Ela o olhou demonstrando raiva, virou as costas e saiu batendo o pé. Estava preocupada com Glen, pois sabia que Lunch era meio maluca quando se transformava. Sem ter como segui-los ou ajudar Glen, Bulma se limitou a esperar o dia seguinte para falar com ele na universidade. Isso se ele fosse, pensava ela. Trocou de roupa e foi dormir.

***

Vegeta, por outro lado, ainda treinava na cápsula de gravidade. Já passava das 23h e ele tinha intensificado mais o seu treinamento. Estava há dois dias treinando exaustivamente, desde que Bulma dissera que o cientista viria a sua casa. Ele não queria demostrar qualquer afetação por conta disso, então se trancou na cápsula e começou a treinar para descontar a raiva pelo o que sentia. Não queria mais vê-la perto daquele inseto, mas não podia dar à ela a satisfação de saber que ele se importa com ela, ainda mais agora depois do “acordo” que fizeram. Não queria que ela o perturbasse com aquelas bobagens terráqueas que ele vira quando ela namorava com o outro inseto ou que pensasse que seus planos teriam sido alterados por causa dela. Definitivamente não. Tinha destruir as sucatas, derrotar Kakaroto e provar para todos aqueles vermes insolentes terráqueos que ele, o príncipe dos saiyajins, era o mais forte do universo. Depois decidiria se aniquilava este planeta estúpido ou o transformaria em seus domínios, e todos os terráqueos seus escravos, inclusive ela.

Tinha que focar em seu objetivo, mas não podia negar que tinha uma estranha necessidade de estar com a terráquea. Ela era petulante, vulgar e insolente, mas também era linda e deliciosa – como ele já pudera comprovar – além de ser inteligente — o que lhe ajudaria a treinar. Ela até poderia ser sua companheira. Mas ele jamais faria aquilo, o que aqueles vermes terráqueos pensariam? Que ele fora um fraco ao ceder aos encantos daquela mulher? Que ele não teve autocontrole suficiente para manter-se afastado dela? Não! Ninguém poderia saber do que estava acontecendo entre eles. Tinha que lembrar de incluir essa cláusula no acordo. Em hipótese alguma alguém poderia saber do relacionamento dele com a terráquea.

Depois de treinar por mais duas horas, ele foi para o quarto, tomou banho e se deitou. Não conseguia dormir irritado pela preocupação que ela demonstrava pelo inseto que tentara beijá-la. Além disso, seu corpo já sentia falta do dela. Sem mais poder se conter, foi ao quarto dela e a encontrou adormecida. Ela estava com uma camisola rósea que estava levantada e deixando à mostra a minúscula calcinha branca que vestia. “Por essa mulher se veste desse jeito?” pensava ele. Não pode evitar de sentir desejo, mas ela parecia estar dormindo pesadamente e não quis acordá-la. Voltou ao seu quarto e procurando afastá-la de seus pensamentos, adormeceu.

***

Depois de rodar a cidade inteira em alta velocidade, Lunch estacionou o carro na frente do Banco Central da Cidade do Oeste.

– O que você vai fazer sua maluca? — perguntava Glen

– Vou assaltar este banco. – respondeu ela — Vigie aqui fora, e me avise de qualquer movimento.

– Você é louca! Eu jamais seria seu cúmplice em uma coisa dessas.

– Ah é? – disse ela desafiadora. E apontando a bazuca bem perto do rosto dele disse – quero ver se você não vai me obedecer!

Em um instinto, Glen pegou um aerossol aromatizador que estava entre os bancos do carro e espirrou bem próximo ao rosto dela. Ela, então espirrou desfazendo a transformação.

– Onde estou? – perguntava ela confusa.

–Como assim onde você está? Você não lembra?

– Não... Eu estava na casa da Bulma e então... Não me diga que eu roubei este carro?

– É sim! Você roubou este carro e me sequestrou! – acusou ele.

– Oh, Kami! Me desculpe senhor! Eu não pretendia fazer isso. Mas eu não consigo controlar...

– Controlar o quê?

– Os meus espirros.

– Seus espirros?

– É que toda vez que eu espirro, todo o meu corpo muda... Eu fico assim... Diferente.

– Você poderia explicar isso melhor? — perguntava Glen curioso.

Lunch explicou para ele as coisas que aconteciam quando ela espirrava. As confusões, os crimes, as aventuras. Ele ouvia fascinado. Lunch era uma mulher intensa. Embora sua versão doce incomodasse uma pouco por causa da timidez, a loura fatal que ela tinha dentro de si era uma aventureira sem limites. Era o tipo de mulher que fazia o seu coração bater mais depressa. Além disso, as duas versões de Lunch eram lindas. Uma, de beleza delicada e angelical, a outra uma mulher fatal e charmosa. Uma tentação!

– Então é isso... – terminava o relato dela meio desolada.

– Ah, então é isso o que acontece... Bom, não deve ser de todo ruim assim.

– Não é ruim? Você não sabe o que é ficar fugindo de uma lado para o outro sem ao menos saber o que a minha outra personalidade fez. Não consigo ficar em emprego nenhum por muito tempo...

– Eu posso te ajudar.

– Como?

– Eu tenho alguns trabalhos sobre genética na universidade. Não é bem a minha área, mas posso tentar descobrir algo para inibir os seus espirros... Embora eu ache que você fique muito mais interessante nessa condição.

– Como assim?

– O que eu quero dizer é que eu gostei de você. Mas assim, deste jeito: duas mulheres em uma.

– Ora assim, o senhor me deixa sem jeito...

– Não precisa ficar assim. É que eu sou assim mesmo meio direto. – disse ele olhando-a firmemente. – Bom o que você acha da minha ideia?

– Não sei... Vivi por tanto tempo assim... Será possível inibir os meus espirros?

– Eu posso tentar, mas não te garanto nada. Olha só: você pensa e depois me dá uma resposta, o que acha? — disse ele piscando para ela.

– Tudo bem então. — respondeu ela enrubescida.

– Podemos volta para casa então?

– Claro.

– Você terá que dirigir, pois o meu braço está machucado.

– Oh, o seu braço... Não me diga que eu fiz isso?

– Oh, não. Isso aqui foi o castigo por gostar da mulher errada. — disse ele voltando os seus pensamentos para Bulma. Ainda estava apaixonado por ela, mas também estava bastante empolgado com Lunch.

– Hum... Entendo...

Lunch dirigiu até o seu humilde apartamento em uma zona periférica da cidade do Oeste. Glen transformou o carro em cápsula e acompanhou Lunch até à entrada do prédio.

– Então é isso...

– O senhor... Não quer subir?

– Subir?

– É. Ora, não pense mal de mim. Depois do que eu fiz o senhor passar, o mínimo que eu posso fazer é oferecer uma bebida. Ou posso cozinhar alguma coisa. Sou uma ótima cozinheira!

– Fica pra uma próxima vez Lunch. Amanhã é terça-feira e o trabalho me espera. Esta é a última semana que Bulma trabalhará comigo e precisamos terminar vários projetos.

– Entendo... Mas fica o convite.

– Prometo experimentar a sua comida senhorita – disse ele beijando a mão da garota. — Agora preciso ir.

Os dois se despediram e ele chamou um táxi.Com o braço machucado não conseguia dirigir. Dentro do táxi, ela pensava que Lunch era a garota perfeita para ajudá-lo a esquecer Bulma.

***

Bulma acordou cedo. Tinha ainda muito trabalho na universidade e precisava chega logo. Além disso, estava muito preocupada com Glen. Será que Lunch o tinha machucado? Lembrou-se que ela foi capaz de derrotar alguns agentes das forças Red Ribbon. Estava rezando a Kami que estivesse tudo bem.

Tomou café às pressas e partiu para a universidade. Ao chegar ao laboratório, se surpreendeu ao ver que Glen já tinha chegado.

– Glen! – admirou-se ela- O que aconteceu ontem? E a Lunch?

– A Lunch? Ela é legal...

– Legal? É ela é legal... Mas ela te sequestrou! Eu fiquei tão preocupada.

– Depois que saímos de lá ela espirrou novamente. Ela me explicou o que acontece com ela.

– Ah, então ela te explicou... Fico feliz por não ter acontecido nada com ruim com você.

– Não aconteceu. Mas mudando de assunto, eu estava pensando em encerrar as minhas atividades na universidade.

– O quê?

– É. Eu cansei de tudo isso.

– Mas, Glen, você é um cientista brilhante! Vai abandonar a sua carreira que você tanto lutou para construir?

– Bulma, você sabe o porquê eu me tornei cientista. Eu queria ser como o meu avô e um dia reencontrá-lo. Mas depois que eu descobri o que ele pretende fazer, isso não tem mais sentido.

– Mas este é o seu trabalho. Como você vai se sustentar?

– Eu já sou rico o suficiente para não precisar mais juntar dinheiro. Além do dinheiro que ganhei do meu trabalho, tem o dinheiro da minha família. Isso pra mim não é problema.

– E a Corporação Cápsula? Meu pai já te convidou várias vezes para chefiar a equipe de robótica.

– É, o Dr. Briefs é muito legal. Pode ser que um dia eu realmente vá para a Corporação. Mas o que eu quero é dar um tempo. Preciso viver, Bulma! Já cansei de estar trancado em laboratórios, escritórios... Quero viajar, conhecer outros lugares, pessoas, me apaixonar de novo... Pela mulher certa!

– O que você quer dizer com isso?

– Que eu quero tirar uma certa cientista de olhos azuis do meu coração.

– Não acredito que você vai fazer isso só por minha causa...

– Não é só por sua causa. Mas se esses androides que o meu avô construiu realmente destruírem a Terra? Quero fazer algo por mim, Bulma! Tenho que aproveitar a vida! Você não acha que eu tenho direito?

– Claro que sim. Mas não consigo imaginar você longe das pesquisas.

– Depois conversamos mais sobre isso. Agora temos muito trabalho para terminar.

– Tudo bem, Dr. M. Glen. Mas ainda vamos voltar a conversar sobre isso, ok?

– Ok, Drª Briefs. Agora ao trabalho!

***

Vegeta acordou naquela manhã por volta das 8h. Depois de fazer a sua refeição, voltou a se trancar na cápsula de gravidade para treinar. Sabia que Bulma não estava em casa, pois não encontrava o KI dela em parte alguma. Lembrou-se que ele contara que trabalharia com o verme até o final da semana. Só tinha que suportar isso até o fim da semana, pensava ele. Depois disso a terráquea ficaria totalmente a disposição dele. Seja para criar novos equipamentos de treino, seja para abrandar as noites solitárias. Treinou o dia inteiro e no fim da tarde saiu da cápsula mais cedo. Tomou banhou, vestiu aquelas roupas terráqueas estúpidas — uma calça moletom cinza uma regata preta – e foi até o quarto dela. Ela ainda não tinha chegado, mas ele ficou por ali mesmo. Ainda não tinha reparado muito bem no quarto dela. Tinha um grande espelho em frente à cama – essa descoberta gerou no saiyajin pensamentos de coisas interessantes que ele poderia fazer com a terráquea – o guarda-roupas que ele vasculhara outro dia em busca de remédios, e perto da janela, havia um mural de fotografias. Chegando perto, reconheceu os vermes que estavam nos fotografias. Tinha o Kakaroto — aparentemente mais jovem – o velho tarado, o porco inútil e aquele gato irritante, todos amigos dela. Algumas fotos estava dobradas. Ao abri-las percebeu que se tratava das fotos onde aquele verme maldito que fora namorado dela aparecia. Se ela não gostava mais dele, por que simplesmente destruiu as fotos? Ele nem sabia porque estava dando importância para aquilo, afinal são esses terráqueos se apegam à sentimentalismos bobos. A prova disso era que eles tinham o hábito de guardar fotografias. Para que se apegar ao passado? Deixando as fotos de lado, se deitou na cama dela a fim de relaxar por alguns minutos. Porém, a exaustão causada pelo treinamento o fez adormecer.

***

Bulma chegou em casa por volta das 19h. Subiu direto para o quarto sem perceber que a cápsula de gravidade no jardim estava desativada. Tal qual foi a sua surpresa quando percebeu que Vegeta estava dormindo em sua cama.

Notas finais
Encontrar o Vegeta, assim dormindo na cama, é um sonho hein? O que vocês acham que vai rolar? Já vimos que Glen, embora ainda seja apaixonado por Bulma, está interessado em Lunch. Será que ela vai corresponder? Continuem acompanhando fanfictions! Agradeço pela paciência em esperar sair algo decente desta mente cansada. Bjos 1000!