Koi no nazonazo (Os mistérios do amor)
21 Sem reservas!
Notas iniciais
Bulma olhava para Vegeta deitado em sua cama. Ela se perguntava o que ele estava fazendo ali. Não podia negar que vê-lo daquele jeito provocava-lhe um misto de excitação e esperança. Excitação porque o saiyajin mexia com seu libido e esperança porque começava acreditar que ele poderia sentir algo a mais por ela que não fosse mero desejo. Dormindo, ele nem parecia aquele ser assassino e cruel que todos conheciam. Estava com uma expressão serena, sem a carranca que costumava carregar. Aliás quando ele estava com ela, mais especificamente quando estavam se amando, ele assumia um lado que provavelmente ninguém conhecia.
Foi para o banheiro fazendo todo barulho possível na expectativa que ele despertasse, mas ele parecia estar dormindo profundamente. Tomou banho, lavou os cabelos, hidratou a pele. Saiu do banheiro com um roupão curto e com uma toalha enrolada na cabeça. Mesmo com todo barulho que fizera, Vegeta sequer se moveu. “Ele deve estar exausto para não acordar com todo esse barulho” pensava ela. Enquanto olhava para ele, teve outra de suas ideias ousadas. Não sabia se o príncipe dos saiyajins iria aprovar, mas ele não tinha escolha, afinal era ele que tinha invadido o seu quarto e estava dormindo em sua cama. Foi ao guarda-roupas, e tirou de uma lingerie extremamente sexy – um espartilho vermelho com cinta-liga e uma calcinha transparente da mesma cor – meias arrastão 7/8 e um par de scarpins de salto alto. Lembrou-se que comprou aquelas coisas para fazer umas brincadeirinhas com Yamcha na época que ainda namoravam, o que nunca ocorreu, pois o mesmo partira antes que ela pudesse mostrar-lhe. “Quem perdeu foi ele” ela pensava enquanto vestia a lingerie. Olhou-se no espelho e achou aquela roupa muito parecida com a roupa de coelhinha que Oolong deu à ela na ocasião em que saíram atrás das Esferas do Dragão pela primeira vez, com a diferença que esta roupa que estava usando agora era muito mais sexy e ousada e o seu corpo agora também era mais voluptuoso. Se Vegeta a chamasse de vulgar, daquela vez ele teria razão. Ela soltou os cabelos, que caiam-lhe pelo meio das costas. Ela sempre gostou de usar cabelos mais compridos assim, mas ultimamente olhar para eles desse jeito a faziam lembrar de Yamcha. Ele sempre pedia para que ela utilizasse os cabelos longos, o que poucas vezes atendeu, pois sempre estavas voltas com alguma aventura e cabelos longos não são nada práticos. Antes de entrar na universidade os cortara no meio das costas, achou que ali era uma bom meio termo. Ela daria um jeito nisso depois, agora seu foco era um certo príncipe que jazia em sua cama.
Na tentativa de acordá-lo, deitou ao lado dele. Imediatamente foi inebriada pelo cheiro que ele exalava, másculo e sexy que ela não pode resistir mais. Tentando acordá-lo, colocou-se montada em cima dele e começou a beijá-lo levemente na face, no pescoço e finalmente na boca. Vegeta despertava lentamente, quando se assustou ao ver Bulma em cima dele. “Que diabos ela está fazendo?” pensava ele. Em um milésimo de segundo, Bulma sentiu o seu corpo ser lançado no meio da cama. Vegeta agora estava sobre ela, segurando firmemente os seus pulsos que começavam a doer.
–Ai, Vegeta me larga! – pedia ela.
– O que você pretendia fazer terráquea? — perguntava ele desconfiado apertando ainda mais os pulsos dela.
– Você está me machucando, me solte! — gritou ela.
Ao perceber que ela estava sentindo dor, ele a soltou. Saindo de cima dela e ficando em pé na frente da cama esbravejou:
– O que você iria fazer? Diga!
– Eu... só queria “ficar” com você Vegeta! – gritou ela magoada massageando os pulsos. – Você quase me matou!
– “Ficar” comigo? – indagou ele.
– Eu só quis fazer uma brincadeira... – justificava-se ela.
– Humfp! Que coisa idiota de se fazer! – depreciava ele.
– Olha aqui Vegeta! – gritou ela irritada pondo-se de joelhos na cama – Foi você que invadiu o meu quarto e estava dormindo na minha cama!
Pela primeira vez, reparou nas roupas que ela usava. O que era aquilo? Olhava-a de cima a baixo não deixando escapar nenhum detalhe. Ela usava uma espécie de corpete muito ajustado que impulsionavam os seios para fora. Aquela roupa de baixo que as terráqueas costumavam usar – a calcinha, como ele lembrou o nome — deixava à mostra o sexo da garota. A cor daquele traje contrastando com a pele alva dela o deixavam em estado de quase descontrole. Estava deliciosa daquele jeito.
– Que diabos você está vestindo? – perguntou ele fingindo repulsa.
– Isso? — disse ela retoricamente olhando para si mesma. Não esperava que a reação dele fosse essa. – Ora isso é só uma roupa de dormir. — mentiu.
– Dormir? Que coisa vulgar!
– Vulgar? Porque, não gostou?
– Bah! Tanto faz o que você veste! – disse ele cruzando os braços.
– Quer me dizer o que você estava fazendo no meu quarto?
– Vim ver se você já tinha chegado e acabei adormecendo pelo cansaço. É que aqueles robôs que você construiu já não servem mais. Quero que construa outros mais fortes.
– Ah é isso? — disse ela sentando um pouco decepcionada na cama — Tá... No fim de semana eu vejo isso.
– No fim de semana?! Preciso disso pra ontem! – gritou ele evitando olhar o corpo dela.
– Não posso Vegeta! Ainda tenho muito trabalho na universidade nesse três dias que restam. Precisamos finalizar tudo.
– Não me importa! Você tem que construir essesb robôs logo!
– Já disse que não posso!
Impaciente, Vegeta a tomou pelo pulso e saiu arrastando Bulma pelo quarto.
– Aonde você vai me levar seu lunático?!
– Você vai para aquele laboratório agora construir esse malditos robôs!
– Espera, deixe eu vestir alguma coisa apropriada pelo menos, não posso ir ao laboratório vestida desse jeito!
– Humfp! – bufou ele. E olhando par os lados, pegou a primeira coisa que viu pendurada no cabide. — Tome, vista isso.
– Isto? Mas isto é o jaleco que eu uso no laboratório!
– É pra lá que você vai, não é? – disse ele dando um sorriso de canto.
– Olha vegeta, você não e manda está ouvindo?
– Cale a boca terráquea e vista logo isso antes que eu te carregue pra lá vestindo isso daí mesmo! – falava ele olhando discretamente para os trajes dela. Ele sentiu a garganta ficar seca e o seu membro esquentar.
Ela olhou para ele em uma expressão de raiva. Sem poder competir com força dele, o único jeito era atender as exigências do saiyajin. Ela vestiu o jaleco a contragosto. Vegeta ficava aliviado, pois assim não tinha mais que evitar olhar para ela.
Os dois desceram para o laboratório sob protestos dela que não parava de reclamar. Vegeta ouvia tudo calado, pois não era aquilo exatamente que planejava quando entrou no quarto de Bulma. Trabalhar no laboratório naquele momento também não estava nos planos da cientista. Eles queriam estar nos braços um do outro, mas o orgulho de ambos não os permitia admitir.
Bulma olhou para os robôs em cima da bancada que ele destruiu, deu um suspiro e sentou à mesa do computador para começar a fazer os cálculos. Depois de encontrar os valores certos, ela começou a montagem das máquinas e depois a instalação do software. Já era quase meia-noite quando ela conseguiu concluir tudo. Vegeta a observou durante todo o processo sem dizer nada. Estava entretido pensando o quanto a terráquea era admirável. Fora que as pernas dela enfiada naquelas meias, despertavam nele um desejo que ele tentava a todo custo controlar. Já tinha cedido ao seu desejo por ela realizando o tal “acordo”, mas deixá-la pensar que por isso ela teria alguma vantagem sobre ele, era demais. Estava absorto em pensamentos sobre a terráquea, quando ela deu um sorriso enigmático e disse triunfante:
– Terminei!
– E essas máquinas funcionam mesmo? — perguntou ele desconfiado enquanto analisava os robôs.
– Mas é claro Vegeta. Por acaso já projetei algum robô fraco demais para você?
– Aqueles ali já não serem mais. Destruí todos.
– Mas quando você começou a utilizá-los eles não eram fracos. Você é que ficou mais forte.
Ele pensou um pouco e concluiu:
– Tem razão.
– Como é? — perguntou ela assustada. –Você está concordando comigo?
– Ah, não me encha com as suas bobagens, terráquea.
– Hum... É que é a primeira vez que concordamos em alguma coisa.
– Posso estar mais forte, mas não o suficiente... – ele devaneava.
– Você fala sobre o supersaiyajin não é? – Ela sabia que este era o ponto fraco dele. – Mas escute: eu tenho certeza que você vai conseguir o seu objetivo.
– Como tem tanta certeza assim?
– É que eu nunca conheci alguém tão obstinado como você. Admiro muito essa sua vontade de superar o Goku.
– Você admira isso? Preste atenção no que você está dizendo terráquea: admira o fato de eu querer vencer este idiota que vocês chamam de amigo? Não sabe o que pode acontecer quando eu superar o Kakaroto?
– Claro que sei Vegeta. Mas não é disso que estou falando. É lógico que eu não quero ver a Terra destruída. O que eu quero dizer é que admiro a sua força de vontade. Pessoas com uma força de vontade como a sua geralmente sempre conseguem o que querem.
– Isso é verdade terráquea. Eu sempre tive tudo o que quis.
Tomando coragem para mudar o rumo da conversa, Bulma perguntou:
– E o que você quer Vegeta?
Vegeta entendeu perfeitamente aonde ela queria chegar. Sem mais poder resistir a proximidade com ela, puxou-a pela cintura e invadiu a boca dela com a língua. Ela corresponda o beijo avassalador do saiyajin agarrando-o com força pela nuca. Rapidamente, o beijo evoluía para carícias mais ousadas. À essas alturas Vegeta já tirara o jaleco da cientista deixando o corpo dela exposto naquelas roupas tão sexys. Ela por sua vez retirou camisa dele com urgência enlaçou-o pela cintura com uma das pernas. Institivamente, ele a carregou fazendo com que ela o agarrasse por completo. Ao mesmo tempo em que andava com ela lentamente em direção a uma porta que havia ali, puxava os cabelos dela levemente para trás. Ele beijava o pescoço dela, arrancando leves gemidos da cientista. Quando ela se deu conta, estavam no laboratório particular dela. Acendeu as luzes e percebeu que o ambiente ficara iluminado de vermelho. Então lembrou-se que outro dia trocara as luzes do seu laboratório para revelar algumas fotografias. O ambiente iluminado de vermelho provocava no saiyajin seus instintos mais primitivos. Bulma percebeu isso quando sua calcinha foi ferozmente arrancada por Vegeta enquanto a colocava sentada em uma das bancadas. Ele agora retirava a calça moletom olhando seriamente para ela que ofegava devido aos beijos impacientes dele. O sexo dela tão deliciosamente exposto era um convite para uma sessão de carícias mais ousadas. Vegeta então inclinou-a sobre a bancada e separou as pernas dela. Sem mais pestanejar começou a beijá-la naquele lugar tão quente e úmido, fazendo-a arquear o corpo e gemer prazerosamente. Aos poucos os beijos deram espaço à movimentos mais frenéticos com a língua. Quando o saiyajim passou a explorar sua intimidade mais profundamente, ela não resistiu. Espasmos em sua vagina a faziam gemer mais alto e convulsionar seu corpo. Vegeta sabia que ela tinha sentido “aquilo” novamente e sorriu triunfantemente. Ela ainda estava com a respiração irregular, quando sentiu suas pernas serem puxadas de modo que o sexos dos dois se encontrassem. Vegeta estava quase a penetrando quando ela pediu:
– Não...
– O quê? – perguntou ele.
– Ainda não...- pedia ela com uma voz sensual. Vamos... – falou enquanto o conduzia para uma cadeira ali próximo.
– Sente aqui.
Ele a obedecia sem protestos. Ainda não sabia o que ela pretendia, mas estava cada vez mais excitado com isso. Tal qual não foi a sua surpresa quando ela se abaixou entre as pernas dele ficando de quatro e tomou-lhe o membro com uma das mãos. “Mas o que ela vai...” qualquer pensamento que ele poderia ter naquele momento esmoreceu quando sentiu aquela boca carnuda e úmida no seu membro. Ele deixou escapar um gemido rouco quando ela começou a fazer movimentos de vai-e-vem. Ele estava extasiado com aquela sensação nova. Ela mordia, lambia, chupava e o olhava atrevidamente, fazendo-o entrar quase em estado de insanidade. Sem mais poder aguentar, retirou o mais rápido possível o membro da boca dela, derramando o gozo. Ela passou a língua nos próprios lábios para sorver parte do líquido que ficara em sua boca. Sem hesitar, ela sentou no colo dele e começou a beijá-lo apaixonadamente. Ele por sua vez, passeava as mãos pelo corpo dela. Ele refreou o beijo segurando os rosto dela com uma das mãos.
– Você é uma mulher muito vulgar... – disse ele enquanto beijava o pescoço da cientista. Entre gemidos ela respondeu:
– Então... hum... Você gosta de mulheres... ah... vulgares...
Percebendo que o saiyajin ainda estava muito excitado, ela disse:
– Acho que vossa alteza quer mais não é?
– Vulgar...
Ela passou uma das pernas sobre o corpo dele. Puxando-a para mais perto de si, encaixou o seu membro na intimidade dela e o fez deslizar para dentro. Ela era tão apertada quente e macia que ele deixou escapar um rugido. Os olhos dela reviraram ao se sentir invadida pelo saiyajin. Institivamente começou a rebolar sobre ele enquanto ele beijava o seu colo. Aquele espartilho agora começava se tornar irritante fazendo Vegeta, praticamente rasgar a parte de trás libertando os seios fartos que estavam com os bicos salientes e que ele imediatamente começou a chupar. Tomada de desejo, ela gemia sensualmente provocando no saiyajin mais tesão. Ele então a segurou pelos quadris e intensificou o ritmo da penetração. Era um ritmo tão absurdo que Bulma precisou pedir que ele diminuísse o ritmo por duas vezes. Ela estava prestes a ter o segundo orgasmo quando ele retomou dos seios dela coma boca e começou a mordiscá-lo. Este foi golpe de misericórdia na terráquea. O corpo dela entrou em estado frenético e sua intimidade latejava prazerosamente. Gemidos escapavam da garganta dela. Percebendo isso, Vegeta a abraçava com mais força e aprofundava a penetração. Em poucos segundos depois ele se derramava nela.
Bulma estava exausta e ofegante. Aquele com certeza fora o orgasmo mais espetacular que tivera – pelo menos até este ponto da vida dela. Ainda estava montada no sayanjin quando encostou a cabeça no peito dele e adormeceu. Vegeta também estava em estado de êxtase. A terráquea definitivamente o enlouquecia com aquele corpo delicioso. Mas também se sentia atraído por ela por outras coisas. Ao perceber que ela tinha adormecido, a tomou nos braços e voou com ela para o segundo andar. Deitou-a na cama e a observou por alguns minutos. Seu desejo naquele momento era deitar ali com ela, mas seu orgulho não permitia. Lutando bravamente contra o desejo, saiu do quarto dela e se trancou no seu. Não podia de forma alguma ceder mais do que já tinha cedido.
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