Koi no nazonazo (Os mistérios do amor)
15 À flor da pele!
Notas iniciais
– O que faz aqui? — perguntou ele ofegante.
Ela reparou que o olhar dele estava diferente. Não tinha aquele brilho assassino costumeiro, mas ainda tinha um aspecto intimidante. Olhava-a como se fosse uma presa a ser abatida. Sem recear, ela estendeu a garrafa de água mineral para ele e disse:
– Pare de treinar por hoje nessa gravidade absurda Vegeta! Você pode explodir a nave novamente. – explicava ela.
Ele tomou a garrafa da mão dela e jogou a água em sua nuca e ao redor do pescoço. Ele tinha começado o treinamento com uma gravidade muito alta sem aquecer o corpo, por isso gastara mais energia que o necessário. Fora impulsionado a fazer isso pela raiva que sentia da terráquea que se mostrava cada vez mais petulante e vulgar. Agora ela estava ali com aquelas roupas provocantes e querendo lhe dar ordens.
– Não se meta nisso. Eu tenho que treinar para me transformar em um supersaiyajin, você sabe. – dizia ele calmo mas com arrogância.
– Sei, sei, claro. Mas assim você pode até explodir a minha casa – ela falava com calma – Escute: eu criei os equipamentos que você pediu. Já é tarde agora, por que você não vai dormir e amanhã começa a treinar com eles?
– E por que você não me mostrou esses equipamentos assim que eu cheguei? – dizia ele ficando um pouco alterado.
– Ah Vegeta, você chegou assim de repente e eu tive um dia muito cheio hoje. Mas amanhã vou te explicar direitinho como funciona. – disse ela dando uma piscadinha.
– Vocês terráqueos realmente gostam e perder tempo...
– Hum... – disse ela franzindo as sobrancelhas. Ela não gostava quando ele falava dos terráqueos de forma depreciativa. Em outro momento faria um escândalo com ele, mas agora só queria que ele desistisse de treinar daquela forma. – Tá bem Vegeta... Mas vamos. Vá dormir e amanhã você continua o seu treinamento – disse ela pegando na mão dele na tentativa de levá-lo consigo para a casa.
O toque dela em suas mãos teve um efeito devastador no saiyajin. Nunca em sua vida inteira alguém ousara tocá-lo. Seu corpo estava acostumado com os golpes mais violentos mas o toque delicado de uma mulher era algo novo para ele. Sem mais poder resistir à tentação que era aquela mulher, e com os hormônios à flor da pele, puxou-a para si imobilizando-a em seus braços em um beijo sôfrego. Quando ela se deu conta do que estava acontecendo, a língua do saiyajin já tinha invadido a sua boca e seu corpo estava colado ao dele. O robe que ela vestia caiu, deixando-a apenas com a camisola semitransparente e excessivamente curta. Ao sentir o membro dele rígido em seu corpo, ela teve o ímpeto de tentar se desvencilhar dos braços dele, mas foi em vão. Ele a recostou na parede da nave e lhe disse ao pé do ouvido em uma voz baixa e rouca:
– Vamos, terráquea. Você tirou a roupa na minha frente e agora vem aqui com essa roupa que não esconde quase nada. Eu sei que é isso o que você quer.
Aquilo provocou em Bulma um arrepio que subia dos pés à cabeça. Ela deu uma leve mordiscada nos lábios de tão incrível que foi efeito daquela frase sobre ela. Em um último momento de racionalidade, pensou o como tudo aquilo era insano e perigoso, mas estar nas mãos daquele homem compensava tudo. Era a natureza cumprindo o seu papel. O macho quer, a fêmea obedece. Lei da vida. Sem pensar em mais nada, e com o coração batendo descompassadamente, não ofereceu mais resistência alguma. Puxando-o para mais perto de si ela decidiu que se dependesse dela iriam até o fim. Percebendo a entrega total dela, Vegeta a deitou no chão da nave e retirou o short e a cueca que ele vestia, ficando completamente nu. Ver o saiyajin de corpo perfeito despido aumentou a excitação de Bulma que a essa altura já estava completamente molhada. Deitando-se sobre ela, afastou as pernas da terráquea enquanto com uma das mãos arrancava a calcinha que estava encharcada. A mesma mão agora, estava massageando a intimidade dela, enquanto a outra apoiava seu corpo no chão da nave. Com a boca, pôs-se a beijar e mordiscar o pescoço e o colo dela. Descendo cada vez mais, abaixou a camisola deixando os seios fartos e redondos expostos. Já sugando os seios dela desesperadamente, penetrou-a sem prévio aviso, arrancando um gemido visceral da terráquea. Agora dentro dela, podia sentir o quanto ela era úmida, quente e apertada. Enlouquecido pelo prazer, e sem querer mais perder tempo, começou o movimento sexual de forma frenética, fazendo-a se contorcer de prazer e afundar a unhas com cada vez mais força nas costas dele. Os corpos dos dois pareciam estar em uma mesma sintonia. A cada estocada, Bulma gemia inconscientemente, aumentando o estado de desejo dele. Ela sentia ondas fortes percorrendo o seu corpo e quando menos esperava, um forte orgasmo explodiu em sua intimidade, fazendo-a gemer mais alto e o corpo estremecer. Ele não sabia exatamente o que estava acontecendo com ela, mas a visão da terráquea gemendo totalmente descontrolada e com o corpo tremendo embaixo dele, era a coisa mais absurdamente erótica que ele já tinha visto. Deu um sorriso de canto e saiu de cima dela. A respiração dela aos poucos se estabilizava e quando ela tentou se levantar, sentiu uma das suas pernas ser puxada fazendo-a cair de bruços. Imediatamente ele arrancou a camisola que ainda estava no corpo da terráquea, se colocou em cima dela novamente e ergueu os quadris dela de forma que pudesse penetrá-la naquela posição. Ela ficou temerosa, não sabia o que esperar dele. De repente sentiu seu sexo ser invadido novamente pelo membro do saiyajin. O desejo dele parecia ter aumentado ao sentir a intimidade dela cada vez mais quente e úmida e ainda pulsante pelo orgasmo que teve. Ele então suspendeu o corpo dela com as mãos fazendo-a ficar de quatro, naquela posição que tantas vezes Yamcha pedira a ela, e fora recusada por achar demasiada indecente. Agora estava ali sendo possuída por Vegeta daquele jeito. Mas não se sentia indecente ou despudorada. Sentia um prazer incrível que jamais sentiu ou ousara sentir. Vegeta, por sua vez, aumentava o ritmo tresloucadamente. O prazer de possuir a terráquea naquela posição era indescritível, dava-lhe a sensação de poder e domínio que tanto gostava. Além disso nunca estivera com uma fêmea tão deliciosa o quanto a terráquea era e aquela posição, sem dúvida a deixavam ainda mais apertada. A cada estocada, as nádegas dela batiam com força em seus quadris. Então ele a segurou pelos seios e levantou a parte superior do corpo dela novamente deixando-a de joelhos. Ele beliscava os seios dela, fazendo-a gemer e às vezes gritar. Acompanhando o ritmo quente do saiyajin o corpo dela balançava desvairadamente. Sem aguentar mais o tesão, Vegeta apertou o corpo dela contra o seu e despejou-se dentro dela enquanto emitia um gemido rouco de prazer. Ao sentir o líquido dele invadindo o seu sexo em jatos fortes e quentes, as ondas de prazer ficaram cada vez mais fortes e outra vez um orgasmo violento tomou conta do corpo dela. Os dois caíram exaustos no chão da nave, com a respiração ofegante. Estavam agora constrangidos. Era estranho como isso aconteceu. Eles não tinham coragem de se olhar nem de falar nada, de modo que ficaram por um bom tempo deitados no chão da nave em silêncio. Depois de alguns minutos ele virou para ela e disse:
– Não pense que isso vai mudar alguma coisa.
– O quê? – disse ela sem entender.
– Isso o que você ouviu. Isso o que aconteceu aqui não vai interferir em nada nos meus planos.
– E quem disse que eu quero interferir em alguma coisa Vegeta? — dizia ela já irritada. E sentando-se no chão da nave buscava o seu robe com os olhos – Eu sei o que vai me dizer: Que isso nunca mais vai acontecer, e blá blá blá...
– Você está enganada. – disse ele sentando também — Eu quero que continue acontecendo.
– Como? – espantou-se ela – Você quer?
– E você não quer? — Disse ele aproximando-se dela e passando um dos dedos nos seios dela. Ela estremecia ao toque dele. – Eu achei divertido.
– Ah divertido?! – ela disse irritada e se afastando dele – É uma diversão por acaso?
– Sim. Por isso estou te avisando antes que você tenha alguma fantasia terráquea estúpida. Em dois anos derrotarei os androides e depois o Kakkaroto. Por fim, acho que tomarei este planeta como meu domínio, e todos os terráqueos como meus escravos, inclusive você, isso se eu não te matar.
– Você é louco Vegeta! – dizia ela magoada. E cobrindo-se com o robe disse: – Pois saiba que eu não pretendia, nem pretendo ter alguma “fantasia terráquea estúpida” com você nem com ninguém. Isso... Foi só uma diversão pra mim também. – mentia ela. – E sabe? Eu estava muito tensa essa semana. Muito obrigada por deixar eu te usar para relaxar!
– O que você está dizendo terráquea insolente?!
– Isso mesmo! Não foi você que disse que eu queria isso? Que te provocava me despindo na sua frente e vindo aqui de camisola? Você cumpriu seu papel direitinho. Até melhor do que eu esperava.
– Maldita! – rosnava ele – Ninguém trata o príncipe dos saiyajins como uma coisa.
– Ah me desculpe... – dizia ela ironicamente – Mas acho que você se divertiu também não é?
Ele a olhava fixamente. Embora ela fosse a mulher mais petulante que conhecera na vida e sentisse vontade de matá-la naquele momento, não podia negar que queria continuar desfrutando do corpo dela. Se para ela também era só diversão, estava ótimo.
– Então estamos conversados. — disse ele voltando a deitar no chão da nave de peito para cima e com os braços cruzados.
– Como assim, estamos conversados? – dizia ela irritada.
– Você entendeu. – e dizendo isso puxou-a novamente para si.
Embora estivesse irritada, cedeu novamente a ele. Ela queria levantar dali e sair correndo, e gritar aos quatro cantos do mundo o quão grosso ele era, mas não conseguia resistir a autoridade dele. Vegeta tinha uma austeridade inata, que era quase impossível não fazer o que ele quisesse. Agora que ele tinha novamente as mãos em seu sexo, só pôde pensar o quanto ela queria muito mais daquilo. Fechou os olhos e se entregou a ele novamente.
Já eram quatro horas da manhã, quando ela abriu os olhos. Estava exausta por conta da transa memorável que teve. Olhou para o lado e viu Vegeta dormindo tranquilamente, sem aquele semblante carrancudo que ele tinha quase 24h por dia. Não pode deixar de notar o quanto ele era bonito. E agora sabia que ele também era um amante excepcional. Levantou-se devagar desvencilhando-se do braço do sayiajin que a mantinha presa ao corpo dele. Vestiu o robe e saiu dali. Tinha que voltar para o seu quarto antes que alguém a visse na nave. Ao chegar ao quarto tomou um banho, vestiu outra camisola e dormiu.
***
Vegeta acordou alguns minutos depois de Bulma dormir já em seu quarto. Levantando-se dali, também rumou para o seu quarto na casa da Coporação Cápsula. Achou bom ela não estar mas ali. Parece que ela tinha entendido mesmo o que ele propôs como previra. Já em seu quarto, sentiu o KI dela tranquilo e concluiu que ela dormia. Ele também tomou um banho e deitou só de cuecas na cama. Agora ele conseguiria dormir em paz. Os tantos sonhos que tivera com ela finalmente tinham se concretizado. E se dependesse dele ainda existiriam muitas noites mais quentes como essa.
***
Ela acordou com o toque insistente de seu celular. Ainda sonolenta viu que se tratava de Glen.
– Alô Glen... – dizia ela com a voz cansada.
– Bulma? Você está bem? Aconteceu alguma coisa?
– Estou bem Glen... Por que isso?
– Bom, é que já são 9h da manhã e você não chegou...
– 9h?! – espantou-se ela dando um pulo da cama. – Bom... Acho que não vai dar para eu ir à universidade agora pela manhã. Estou um pouco indisposta, sabe?
– Está doente? Se você quiser eu posso ir aí e ...
– Não, Glen, não é necessário. – interrompendo-o — Estou bem é só uma indisposição. Estarei aí às 13h, pode ser?
– Está certo. Vou te esperar.
– Até a tarde então.
– Até.
Ela tentou organizar sua mente. Lembrou-se da noite quente de sexo que teve. Só em pensar, sentia a excitação voltar e sua intimidade umedecer. Mas tinha que manter o foco. Vegeta lhe propusera sexo descompromissado. Quando ele tinha se tornado assim tão moderno? Bom, isso não importava. Quando decidiu que se entregaria a ele sabia que seria assim. Daqui a dois anos o futuro da Terra vai ser decidido ela podia morrer tanto pelas mão dos androides quanto pelo do próprio Vegeta. E se fosse para morrer, queria pelo menos ter uma vida feliz. Não era mais hora de ficar se lamentando por não ter ninguém. Tinha o Glen, mas não sentia nado por ele que não fosse amizade. Já por Vegeta... Bom, Vegeta despertava nela tudo o que ela não deveria sentir por ele: admiração, desejo. E por que não, amor? Sabia que estava apaixonada por ele, mas que era um sentimento totalmente impossível de ser correspondido. Queria então aproveitar ao máximo os momentos que teria com ele de agora em diante. As carícias, os beijos, os toques... Sim. Ela queria sentir tudo isso novamente. Mas tinha em mente que seria apenas sexo.
Tinha ainda algumas horas antes de ir para a universidade. Lembrou-se que prometera a Vegeta que lhe mostraria os equipamentos de treino que ela construiu. Vestiu um bermuda jeans curta e uma regata branca e foi ao quarto do saiyajin. Ao entrar viu que ele dormia na cama apenas de cueca. Ela se aproximou devagar e o observou. Estava com o semblante tranquilo assim como quando o deixou na nave. Ela se sentiu instigada a tocar no rosto dele. Quando a mão dela quase alcançava a face dele, foi impedida pela mão do saiyajin que acordara e pensava que estava sendo atacado.
– Ai! — gritou ela com dor. – Me solta!
Ele largou o braço dela e disparou:
– O que você está fazendo aqui? Por acaso tentava me matar?
– Você enlouqueceu Vegeta? – disse ela massageando o pulso — Por que eu tentaria te matar?
– Então que diabos você veio fazer aqui?
– Eu queria te acordar para mostrar os equipamentos de treino.
– Ah, é isso... – disse ele sem emoção – Tudo bem, vou tomar um banho.
Dito isto ele levantou e tirou a cueca ali na frente dela mesmo. Ela sentiu a excitação voltar. Quando ouviu o barulho da água cair, teve a ideia mais despudorada que já teve na vida. Tirou a roupa, ficando completamente nua. Entrou sorrateiramente no box e abraçou-o por trás surpreendendo-o. “Já que estou na chuva, vou me molhar mesmo!” pensava ela. Ele sorriu de canto. Em um movimento rápido virou-se para ela. Ela o beijou. Em poucos segundos ele estava dentro dela. Com a água caindo em seus corpos, amaram-se mais uma vez.
Trinta minutos depois, os dois saiam do quarto dele de cabelos molhados. Não perceberam quando a avoada senhora Briefs que passava pelo corredor adjacente os viu. Ela entendeu o que estava acontecendo e não pôde deixar de sorrir.
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