Kisses and Shots
2 Respire fundo. A aventura já vai começar.
Notas iniciais
— Os negócios dependem de uma aliança forte.
— Os negócios dependem de nós, Rien, dependem da minha segurança, do meu território. Não de mulheres inocentes sendo vendidas.
— Acha que estou vendendo minha filha?
— Está a fazendo uma clausula para um negócio, do que você chama isso?
— Mas isso é...
— Eu farei. – Disse o loiro com uma expressão muito sombria.
— Harley, você não tem que... – Alexandra começou.
— Eu já disse que farei. – Espera. Ele era Harley? Meu pai suspira audivelmente.
— Bom.
— É isso que quer fazer Harley? – Dante pergunta.
— Eu não acabei de dizer isso? Leve ela amanha para o Antônio. Estarei esperando as sete. Depois disso vou levar ela para minha casa. – ele disse.
— Tudo bem. – Meu pai se levantou e apertou sua mão.
Harley se foi. Fomos guiados até a sala de jantar. Revirei a comida no prato. Eu iria casar amanha. Meu pai tinha agido como se tivesse tirado um peso das costas. Mas, eu disse que eu sou uma pessoa otimista não é? Pelo menos eu ia me casar com o próprio representante de um Deus grego!
— Mas isso é inaceitável! – Nádia diz desesperadamente. Estou atualmente experimentando vestidos brancos no meu quarto. Meu pai chegou ontem a noite e já deu ordens que na primeira hora da manha um estilista devia traze-los. Por isso eu estou aqui depois de ver dez vestidos e nada me agradar. Sei que a casa está cheia de maquiadores, massagistas, cabeleireiros. Eu devia estar sentindo o desespero agora, mas não sinto. Eu me sento tranquila. Conformada. Harley não parecia feliz ontem a noite, mas quem estaria quando forçado a casar com alguém que não conhece? Isso não me abalou. Nunca me abala. Estou acostumada a isso. Ao fato de não ser bem- vinda. Eu sinto isso todos, e cada dia.
— Nádia. Sabíamos que esse dia chegaria.
— Mas você tem dezoito anos! Pelo amor de Deus! Seu pai te vendeu! Por quê?
— Por que quer estreitar os laços com a família. Nádia, eu não estou me sentindo um cordeiro indo para a cova dos lobos! Acredite em mim! Está tudo bem! Você me preparou Nádia, lembre-se você me ensinou a me defender. A única coisa agora é que nenhum desses vestidos parece bom em mim!
— Sério? Você vai se casar com algum velho idiota e só pensa no seu vestido?
— Não é um velho. – eu rio. – Na verdade, ele poderia muito bem ter saído de uma revista vogue.
— E você não se preocupa só porque ele é bonito?
— Não querida, eu não me preocupo porque eu sabia como as coisas funcionavam desde sempre. – Ela bufa.
— Oh, merda! Você quer fugir?
— Não. – eu rio. – Meu pai viria atrás de nós e mataria você e me traria de volta.
— Tudo bem.
— Amanha vou passar o meu endereço para você, meu marido vai pagar. – eu afirmo.
— Você não sabe disso.
— Oh, eu sei. – eu digo sorrindo.
Uma batida na porta me tira dos meus pensamentos.
— Senhora, tem uma senhora aqui para vê-la. – O mordomo diz calmamente. – Seu nome é Amélia.
— Deixe entrar.
Uma mulher entra. Ela podia estar desfilando nas passarelas de alta moda. Ela tem pernas longas, um corpo magro, cabelos loiros longos, olhos azuis grandes. Ela é simplesmente perfeita. E carrega muitos sacos em sua mão.
— Olá. – Ela diz sem folego.
— Oi.
— Sou Amélia, irmã de Harley. Espero que não se incomode, mas eu sou uma estilista e queria trazer algumas coisas para você ver. Afinal, você vai ser minha cunhada. E eu estou tornando tradição da família eu mesmo fazer os vestidos. – Pisco algumas vezes. A irmã de Harley. Eu devia saber. Eles são muito parecidos.
— Seria uma honra. – digo honestamente.
— Ai, ótimo. Vamos lá! Assim que descreveram você eu sabia que tinha o vestido perfeito. Eu sinto muito não estar presente ontem, mas meu filho está um pouco resfriado e eu decidi estar com ele. – Ela diz alegremente. Jesus! Com essa cintura ninguém nunca diria que a mulher já tem um filho. – Lorenzo ficou com ele por algumas horas hoje. – ela diz distraidamente enquanto tira o vestido. – Ele é muito próximo ao pai. – Uh, ela é casada com Lorenzo? – Aqui está! – Ela puxa um vestido no tom certo de dourado. Ele é feito de renda.
— É lindo. – digo sem folego.
— Vou ajudar você a colocar. Eu fiz esse vestido apenas na semana passada, acho que foi feito para você. – ela sorri. Eu sorrio de volta. Já gosto dela. O vestido é perfeito quando entro nele. Molda meu corpo e se abre em baixo. As costas são nuas e perolas ligando um lado a outro.
— É perfeito. – digo. Amélia sorri.
— É seu.
— Oh, Deus! Eu, sim. Obrigada. Vou pagar...
— Você vai ser da família em poucas horas não se atreva. Eu fiz mais algumas coisinhas aqui. – Ela me mostra uma bolsa de veludo vermelho. Acho que você vai querer olhar depois. – E esses. – Ela estende sapatos dourados com asas esculpidas.
— Nem sei como te agradecer.
— Tenho certeza que vou pensar em algo quando nos conhecermos melhor. – ela sorri. -- Eu já vou indo. Até mais tarde.
A irmã de Harley bem poderia ser uma fada madrinha.
Estou entrando no luxuoso espaço reservado para casamentos na máfia. Não tem mais do que vinte pessoas ao redor. E Harley está na frente. Ele veste negro outra vez. Ele parece um anjo sombrio pronto para me buscar. Eu estremeço. A beleza dele me afeta. Como não faria? Antônio o juiz nos faz assinar algo e é tudo muito rápido e frio. Depois nos jantamos. Em nenhum momento Harley me olha. Me dirige a palavra. Na verdade, meu agora, marido, age como se eu não existisse. Mas eu não deixo que isso me afete. Depois do jantar e de acenos e cumprimentos rígidos, nos seguimos até o carro. Ele não diz nada quando percorremos o trajeto. Não era como eu imaginava o meu casamento. Mas, também poderia ser pior.
Quando descemos do carro me vejo em uma pista de pouso. Um jato já está nos esperando. Ele lidera o caminho sem nem reconhecer minha presença. O jato é confortável e luxuoso. Mas, eu já esperava por isso.
— Estou te levando para a praia. – Ele diz pela primeira vez. Sua voz profunda me aquece. – Era suposto que eu tinha que te levar em alguma viagem por alguns dias.
Justo. O cara é lindo, rico, mas tinha que ser imbecil. Me limito a balançar a cabeça. Calma, Donatella, quando estiverem a sós ele vai ver quem você realmente é. Ele se afasta e serve se de bebida. É tarde e eu me encosto-me à poltrona confortável vendo tv, sem realmente me concentrar. Algo entorno de três horas depois o avião pousa. Estamos no carro novamente e então paramos em uma cabana, que não deveria ser descrita assim, por que é realmente uma mansão de dois andares com vista para a praia. Estamos finalmente sozinhos.
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