Kisses and Shots

3 Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. - Clarice Lispector.


Notas iniciais
Todo mundo já percebeu que eu adoro a Clarice Lispector né, a questão é: essa mulher sabia do que tava falando, cada vez que eu escrevo eu me inspiro na personalidade dele, se eu escrever com uma gota de intensidade que ela escrevia já tô feliz! Bom dia Gente! Quais as impressões que vocês estão tendo do Harley? Beijooos!

— Escolha um quarto. – ele diz com a voz profunda, então segue pelo corredor me deixando ali sozinha sem mais nenhuma palavra. Isso, realmente não era o que eu tinha planejado para uma noite de núpcias com o Deus grego a minha frente, mas eu tenho um plano.

Não me surpreendo ao ver minhas malas na sala. Sigo em frente até achar o quarto que tenha vista direta para o mar. Tiro o vestido com delicadeza e pego o saco de veludo vermelho. Lá tem dez peças rendadas. Sorrio.

Não é que eu tenha escolhido casar. Mas agora que estou casada e meu marido é algo saído da revista GQ. Eu quero experimentar coisas que nunca fui permitida. Nunca pude ter contato com homens. Meu pai queria que eu ficasse intacta até que ele estivesse pronto para me oferecer pelo melhor preço. Nunca experimentei nem um beijo. É isso que eu vou fazer essa noite. Deslizo em uma lingerie de renda branca, o sutiã é um pequeno corpete que molda minha cintura e a calcinha é pequena. Deslizo meias brancas até a metade das minhas coxas e solto meu cabelo cor de fogo. Sorrio quando me olho no espelho. Nunca fui exatamente tímida. Nem pensar ia começar agora.

Vou em direção ao quarto que ele sumiu e abro a porta sem bater. Ele está no meio do quarto. Se livrou da camisa e eu posso ver sua pele dourada e a abundancia de músculos e as tatuagens cobrindo seu bíceps peito e costas. Ele abaixa seu copo de whisky quando me vê. Ergue a cabeça e seus olhos estreitam. Deus! Me sinto quente e o homem nem ao menos falou nada para mim. Suas calças estão abertas e penduradas em seus quadris. É a coisa mais sexy que eu já vi.

— O que você quer? – ele diz com a voz rouca.

— Vim cumprir o meu dever de esposa. – digo sinceramente tentando não rir de sua cara chocada. Ele pisca por um momento e sua boca forma um pequeno O.

— Não estou interessado. – ele fecha a cara pra mim.

— Isso não significa que eu não estou não é? – eu digo audaciosamente entrando no quarto fechando a porta e dando passos para perto dele. Olho seu corpo descaradamente.

— Não vou foder você.

— Você é gay marido? – pergunto de repente e ele por um momento parece chocado.

— Não me chame assim. E não, eu não sou. Mas eu não fodo bocetas frias da máfia. – ele diz rudemente. E me olha fixamente. Eu acho que ele esperava me chocar. Mas, pouca coisa ainda me choca.

— Talvez devêssemos começar de novo. Eu sou Donatella. Sua esposa.

— Talvez você não tenha me entendido bem, Donatella. Escolha seu quarto. Eu não vou... – sua voz falha quando estou a centímetros dele. Passo a mão em seu peito duro e ele pega meu pulso. Lambo os lábios e não perco o jeito que ele me olha.

— Oh eu escolhi meu quarto. Não se preocupe. Eu também decide o que eu quero para essa noite. E isso seria você marido. – Sorrio lentamente me erguendo nos pés para alcançar sua boca. Puxo seu pescoço e antes que ele possa se afastar eu o beijo. Puxo seu pescoço por que ele é alto demais pra mim e esmago meus lábios nos dele. Talvez eu esteja sendo ousada demais, mas nunca me importei menos. Eu nunca me importei com nada. Eu nunca fiz nada a não ser a pessoa que meu pai esperava na frente dele e logo depois me esgueirar pra ser quem eu realmente sou e agora, agora eu pretendia ser totalmente eu o tempo todo, doa a quem doer.

Ele se afasta logo.

— É isso que estão ensinando hoje em dia para as mulheres da máfia? Como serem oferecidas? Eu. Não. Quero. Você. – ele diz entre dentes. Mas, eu sei melhor e quando agarro seu membro duro entre as pernas e ele solta um gemido estrangulado e segura meu pulso. Não posso deixar de sorrir, por que ele me olha com semi cerrados e rosna levemente.

— Não sei o que ensinam para as mulheres da máfia, marido, mas para mim isso significa que você me quer. – ele rosna outra vez e prende suas mãos no meu quadril.

— É isso que você quer? Ser fodida? Por que é tudo que você vai conseguir essa noite!

— Não parece que eu estou conseguindo nada.

— Se você quer algo lento Donnatella é melhor você sair desse quarto. Não vai conseguir aqui. O que você vai conseguir pode ser que não consiga lidar.

— Me teste.

Ele rosna pra mim quando me pega e me joga na cama. Ele me olha quase com raiva quando se livra de sua calça. Engulo seco quando ele fica completamente nu. Seu membro ereto parece ameaçador.

— Está com medo? Você deveria. – ele diz roucamente e me dá um sorriso ameaçador. Eu apenas sorrio para ele.

— Medo? Marido, você não me conhece em tudo. – ele geme em frustração. Seu corpo cobre o meu segundo depois e suas mãos puxam meus cabelos quando ele me beija. Meu corpo todo esquenta, é um beijo punitivo.

Raivoso.

Quase como se ele quisesse me amedrontar. Deus! Meu primeiro beijo de verdade. Sua boca é macia apesar de tudo e eu suspiro, meu corpo começa a formigar e meus seios estão pesados. Há pressão na parte baixa da minha barriga. Eu o seguro. Impedindo que ele se afaste. Prendo minhas mãos em seu pescoço e deslizo em seu cabelo. Ele geme na minha boca o que faz com que eu me sinta ainda mais quente. Suas mãos começam a vagar, apertam minha cintura e se movem para os meus seios. Estou ansiosa pelo toque, até por que meus seios estão doloridos. Eu gemo em sua boca quando ele aperta as pontas com força. Ele morde minha boca ao mesmo tempo. Meus quadris começam a se mover por vontade própria. Sinto eu membro quente esfregar na minha coxa e ele estende a mão até parar meus movimentos. Gemo em frustração. Mas, ele não me deixa. Sua boca começa a passar pela minha bochecha até achar o lóbulo da minha orelha, ele morde.

— Não pense que você está no controle. Você não está. – ele rosna no meu ouvido e eu me arrepio toda.

— Então faça alguma coisa marido. Eu preciso...

— Eu sei o que você precisa. Eu vou dar a você quando eu achar que devo. – ele diz rudemente se afastando, com um puxão a renda que cobre meus seios se parte. Sem esperar um segundo ele suga meu seio profundamente e eu arqueio e grito. É demais. Eu sempre levei meu corpo ao limite, mas isso é demais. Sinto sua mordida, uma picada de dor seguida de sua língua. Me contorço embaixo de seu corpo pesado e duro. Minha barriga esfrega em seu abdômen definido. E minhas coxas travam em seu quadril estreito. Eu me jogo nas aventuras de cabeça. Isso não seria diferente. Apesar de não conhecer ele eu sei como funcionam os casamentos na máfia. Esses são para sempre. Eu vou passar o resto da minha vida casada com ele, então por que eu estaria me lamentando o resto da minha vida se eu posso simplesmente estar embaixo do homem mais bonito que já coloquei os olhos?

Ele arrasta sua boca ao outro seio e eu afundo minhas unhas em suas costas. Vai ficar marcado. Eu adoro isso. Ele rosna para mim e suas mãos se arrastam na minha pele. Seu toque é quase uma punição. É duro e raivoso. Ele não me machuca, mas há certa pressão em tudo que ele faz. Eu estou perdendo minha mente. Quando ele rasga minha calcinha e ar frio bate no meu centro aquecido eu estremeço. Estou tão molhada lá. Tão necessitada. Desesperada.

Sua mão encontra um ponto em particular que me faz querer gritar. Ele acaricia enquanto continua preso ao meu peito. Tenho vontade de afastar ainda mais minhas pernas e dar a ele acesso total. Mas ele continua a caricia. Tão concentrado que parece que nada disso o afeta. Mas eu estou muito longe. Meu corpo está aquecido além do imaginável e no meu ventre há uma pressão que eu estou desesperada por alivio.

Harley deixa mordidas no caminho até o meu pescoço e eu levanto meus quadris para buscar ele. Sinto suas mãos fechadas no meu quadril e ele pressiona forte, não o suficiente para machucar, mas o suficiente para eu saber que vai haver marcas.

Oh, Deus, eu gosto.

— Olha para mim. – ele grunhi. Abro meus olhos para encarar a beleza loira e sombria dele. Isso eleva meu nível de excitação ainda mais. – Você é uma fodida virgem não é? – ele pergunta rudemente.

— Sim. – eu respondo. Minha voz rouca de necessidade. Ele ri. Sinto seu membro quente me cutucar lá embaixo. Na verdade ele está se alinhando. A cabeça gorda começa a me pressionar.

— Lembre- se que você quem pediu por isso. – ele diz. – Eu vou abrir você e isso vai doer. Mas, não se preocupe, vou fazer você gozar. – Ele é rude.

Com isso ele se empurra todo o caminho para frente. Eu seguro um grito. Sou muito tolerante a dor. E a dor fina que parece me dividir ao meio não ia me vencer. Estou ofegante. E ele está parado em cima de mim me olhando com esses olhos muito azuis que fazem algo para mim. Sua expressão é quase de dor.

— Dói? – ele pergunta.

— Não. – digo entre dentes.

— Mentirosa. – ele ri.

— Relaxa pra mim. Você está me dando um aperto de morte aqui. – ele diz isso no meu ouvido e provoca minha orelha. Eu suspiro. Sua boca me tem relaxada. Ele se retira e impulsiona para frente outra vez. Há um desconforto, mas também o começo de algo mais. Quando ele impulsiona outra vez, há definitivamente prazer e eu gemo. Seus impulsos se tornam mais frenéticos e sinto meus músculos se apertarem. Estou tão perto que dói. Puxo seus cabelos e prendo minha boca na dele. Ele diz algo na minha boca, mas eu não presto atenção, o que eu sei é que ele se move mais rápido e forte e toda a tensão que eu estava segurando se solta como um nó. Eu grito e mordo seus lábios quando sinto os espasmos pelo meu corpo. Fecho os olhos com força e vejo pontos brancos na minha visão. Harley está respirando tão descompassadamente como eu. Deus! Isso foi incrível! Eu sorrio. Estou sonolenta e meus olhos pesados se fecham em seguida.