Kisses
3 Taste
Notas iniciais
Andavam despreocupados depois de terem pulado o muro da escola. Iam em direção ao parque para poderem, assim, cabular mais uma aula.
O maior ia gozando da cara do menor por ter ajudado-o a pular o muro. Afinal, sua altura não contribuía muito para fazer tal feito sem ajuda de alguém maior. Este por sua vez dizia que arrancar-lhe-ia o moicano com as próprias mãos, se continuasse com aquela gozação toda sobre sua altura.
Assim que chegaram ao parque, onde passavam as tardes antes, depois e durante as aulas, o menor jogou sua mochila em cima do banco e sentou-se neste, esticando as pernas e tirando de dentro da bolsa um pocky de morango.
O maior por sua vez jogou-se no banco e colocou a mochila no chão mesmo. Abriu um bolso da lateral desta e tirou um maço de cigarros, pegando um para si e acendendo com o isqueiro que ganhara.
Tragou uma vez sob o olhar curioso do pequeno, que ainda comia o doce. Curvou-se um pouco e chamou pelo maior.
- Hey, Reita. – este o olhara enquanto expelia a fumaça do cigarro. Murmurou algo fazendo o pequeno prosseguir – Me dá uma tragada aí. – esticou o braço para pegar o canudo branco, mas Reita esquivou das mãos do ruivo.
- Nem pensar, pequeno. – olhava-o reprovador. A jaqueta preta que o menor usava o dava um ar de motoqueiro. Sorriu antes de prosseguir – É um vício horrível. Não quero te ver tendo câncer depois. – riu soprado e tragou mais uma vez o cigarro.
- Ah, seu idiota. Me dá logo isso. – esticou-se para cima do maior tentando tomar dos dedos dele o cigarro – Eu quero saber que gosto tem seu bastardo! – gritava enquanto tentava a todo custo pegá-lo do maior.
- Há! Sai fora, baixinho. – ria enquanto o assistia tentar alcançar o cigarro em seus dedos. As mãos pequenas segurando-lhe os pulsos no alto.
Empurrou o ruivo para o banco novamente, fazendo-o bater as costas com força no encosto. Este deu um leve gemido de dor e olhou enraivecido para o maior. Suspirou e cruzou os braços, fazendo um bico e dobrando as pernas.
- Retardado. Eu só queria saber se tem um gosto bom ou ruim, seu chato. – resmungava para o maior enquanto este tragava a fumaça com tranqüilidade.
Segurou o cigarro entre os lábios finos e parou para pensar um pouco. Saber se tem um gosto bom ou ruim?
Olhou malicioso para o menor e depois para as pessoas que se encontravam na praça. Tomou o cigarro entre os dedos novamente e ficou a fitar este enquanto via a fumaça e a brasa na ponta.
- Quer mesmo saber que gosto tem? – olhou de canto para o menor, ainda sorrindo.
O ruivinho virou o rosto para o maior na esperança de que, este, lhe entregasse o cigarro e, finalmente, pudesse dar uma tragada. Sorriu ao esticar o braço para pegar o objeto em questão, mas teve seu pulso preso pela mão do loiro.
- Ei! Me solta! – bracejou ao ver o maior comprimir o cigarro entra os lábios e puxar a fumaça, jogando-o no chão e pisando em cima logo depois. Ainda com a boca fechada, chegou perto do rosto redondinho e infantil, porém rebelde do menor e soltou toda a fumaça de uma só vez.
O menor tossiu um pouco, mas logo teve a tosse abafada pela boca do maior. Juntara seus lábios rapidamente enquanto segurava o pulso fino do ruivo e com a outra mão apertava-lhe a cintura, levemente.
A língua nem pedira passagem, já adentrando aquela cavidade quente e doce do menor. Escorregou a mão, do pulso para o pescoço do ruivo. A língua quente e impregnada pelo gosto do cigarro massageava a língua infantil do menor com avidez. Este levou a mão livre até os cabelos loiros feitos em um moicano. Passeava os dedos gordinhos por ali e puxava alguns fios às vezes.
As pessoas que passavam pela praça olhavam abismadas e algumas enojadas, mas nenhum dos dois ligava ou ao menos dava alguma importância a isso.
Assim que se separaram – ofegantes – o maior riu soprado do rosto avermelhado do menor.
- Sentiu o gosto, Ru-chan? – deu uma pequena ênfase no apelido do menor. Este passava a mão pelo lábio inferior, limpando o fio de saliva que grudara em seu queixo.
- Seu maldito. – riu e puxou seu pulso com brusquidão – Você tem razão. Cigarros são horríveis! Como você ainda fuma essa porcaria? – ria enquanto sentia o gosto amargo do cigarro em sua boca.
- Eu te falei que era ruim. – riu encostando-se no banco novamente.
Passaram algum tempo em silêncio até o menor se pronunciar novamente.
- Hey, Rei. – riu ao ver que sua frase rimara.
O maior apenas grunhiu mostrando que escutava.
- Me dá mais uma tragada?
Notas finais
É. Eu gostei de ter escrito essa.
E gostaria de agradecer a Sohee por ter dado a idéia deles fumando e de uma praça.
Brigada mesmo, fofa !
Espero que tenham gostado.
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