Kisses
4 Valentine
Notas iniciais
Suspirei e joguei minha cabeça para trás, apoiando minha nuca no encosto do sofá da sala. Fiquei observando o teto enquanto passava a ponta do dedo indicador pelos rebites do cinto que usava. Fechei os olhos, suspirando mais uma vez, jogando os braços para os lados do meu corpo.
- AAAARGH !! – gritei, levando as duas mãos até a cabeça, puxando meus fios descoloridos com força. Como pode? Eu, essa maravilha de homem, bonito, gostoso, musculoso, inteligente, beijo bem e ainda sou toco baixo... Estar sozinho no dia dos namorados?
Suspirei escorregando pelo sofá e me deitando no chão mesmo. Bati minha testa algumas vezes no tapete em baixo da mesinha de centro e comecei a me odiar.
Eu poderia muito bem estar feliz acompanhado e agarrando alguém por aí ao invés de estar aqui jogado no chão da minha sala, metendo a testa nele. Suspirei e fechei os olhos. A imagem de uma pessoa loira vindo em minha mente. O sorriso doce que sempre brilha naqueles lábios rosados, os olhos amendoados e aquela voz suave que ele tem. Ah, me derreti só de pensar nele.
Matsumoto Takanori. Razão de eu estar solteiro e protagonista de meus pensamentos. Sejam eles castos ou não. Suspirei pela enésima vez e me apoiei no cotovelo.
Não que eu nunca tenha tentado nada com ele, mas parece que ele só me quer como amigo. O jeito com que ele me trata me faz perder as esperanças, mas aumentar mais ainda o meu amor por ele. É esse jeito dele, de gostar de entrelaçar os dedos nos meus quando andamos na rua, de me abraçar sempre que quer e de me procurar para contar todos os seus segredos, que me mantém tão apaixonado por ele.
Eu, sinceramente, já não sei mais o que fazer quanto a isso.
Ia começar a bater a testa no chão novamente quando escutei a campainha tocar. Meio a contra gosto me levantei, arrumando a faixa no rosto, e me encaminhei até a porta. Olhei pelo olho mágico e... uow... meu coração começou a bater, tão, mais rápido.
Do outro lado da porta estava aquele loirinho, baixinho que eu tanto pensava antes. Deixei um sorriso brotar em meus lábios e abri a porta. Os grandes olhos com as lentes roxas me fitando.
- Rei-chan. – sorriu e eu me derreti com aquela voz doce falando meu apelido – Hã... tudo bem ? – perguntou me olhando. Ele parecia preocupado enquanto olhava para meu rosto. Aí eu me lembrei que ficava olhando para ele que nem um idiota às vezes. Digo... sempre.
- Hã... n-nada não, Ru. – afaste-me de leve para que entrasse – Entra. – sorri nervoso e vi o pequeno entrar em casa, fechando a porta atrás de mim.
Andei até perto dele, tirando seu casaco e pegando seu cachecol, pendurando no cabideiro. Estava realmente frio lá fora. Vi os pelos de sua nuca se arrepiar de leve e ri, passando os dedos ali.
- ‘Tá com frio mesmo, hein Taka. – ri de leve e fui pego pela mão e levado até o sofá. Lembra quando eu disse que eu sempre me derretia com as ações dele? Pois é. Eu amo esse garoto.
Sentamos-nos e pude ver um sorriso tímido em seus lábios rosados, as bochechas avermelhadas. Os cabelos bagunçados para todos os lados e a franja caindo de leve sob seus olhos. Ah, que vontade de apertá-lo.
- Hey, Rei-chan... – a voz doce -... O que faz em casa no dia dos namorados? – perguntou direto e me olhou. Os olhos amendoados e roxos. Fiquei observando-o. Tentando falar algo que não soasse como indireta, idiota ou ‘porque meu namorado é você, mas você não sabe disso’. Eu ainda me matava.
- Bem... – cocei a nuca – Eu não tenho namorada, Ru-chan. – ri de leve e o olhei de novo. Os olhinhos, agora virados para as nossas mãos, que ainda estavam juntas.
- Nem namorado? – perguntou baixo. A voz parecia perdida, desesperançosa e eu me contive para não abraçá-lo e beijar-lhe todo o rosto fofinho.
- Não, Ru-chan. – disse calmo. Meu coração começava a bater contra o peito. Eu não deveria começar a fazer aquilo. Com certeza eu deveria era começar a me bater por ficar agindo tão no impulso. Sorri de leve – A pessoa que eu gosto não me deixa ter.
Ele me olhou rapidamente. Os dedos apertaram minha palma com força e pude ver o rostinho dele ficar levemente vermelho. Sorri, passando os dedos pela testa dele, tirando os vários fios loirinhos que brilhavam ali.
- E... e q-quem é essa pessoa ? – os lábios dele pareciam tremer de leve. Ele devia estar com frio.
- Está com frio, Ru-chan? – passei os dedos por sua bochecha de leve e sorri. Ele balançou a cabeça de leve em negativa e desviou o olhar, totalmente corado.
O vi crispar os lábios gordinhos e rosados. Apertou mais minha mão entre seus dedos e me olhou. A expressão mudando para determinada.
- Quem é essa pessoa que você gosta? – perguntou sem rodeios novamente. Corei e agradeci aos céus por eu estar usando aquela faixa sobre as bochechas, porque senão o baixinho veria o quanto eu estava sem graça.
- Bem... – desviei o olhar e cocei a nuca, nervoso. Olhei para ele novamente. Os olhinhos roxos me fitando determinados, os lábios rosados crispados e as bochechas mais rosadas que normalmente. Sorri bobo ao sentir seus dedos subindo de minha mão para o meu braço.
Estava decidido a fazer aquilo. Sorri sutil e deixei que meus dedos tamborilassem pelos lábios rosados. Minha outra mão subindo pelo pequeno tórax e massageando o fino pescoço, até chegar a sua bochecha. Minhas duas mãos em seu rosto. Acariciei as bochechas quentes e avermelhadas.
A mãozinha dele escorregou para minha coxa, apoiando-se ali e pude sentir os dedos gordinhos da outra mão puxando a barra de minha camiseta de leve.
Aproximei-me de seu corpo. Os lábios a mínima distância. Fechei meus olhos ao sentir a respiração quente do loiro a minha frente.
- A pessoa que me impede de ter namorados, Ru. – rocei meus lábios naquela boca rosada que eu tanto admiro – É você. – desci minhas mãos por seus ombros assim que colei nossos lábios. Meus dedos percorrendo as laterais de seu corpo, parando na cintura, apertando aquela região com leveza.
Pedi passagem com a língua e senti um pouco de resistência por parte do pequeno. Abri um pouco meus olhos e vi que os seus estavam fechados. Apertados digamos assim. Tentei descolar nossas bocas, achando que o menor não poderia estar gostando. A última coisa que eu queria, tirando rejeição, era que eu desagradasse o pequeno. Não queria nunca deixá-lo triste.
Quando me afastei de leve, sentindo a respiração dele bater de leve em meus lábios, senti uma pressão em minha nuca e me vi com a boca novamente junta a do menor. Sua mão forçando minha cabeça para frente e seus dedos acariciando minha nuca. Ele pedindo passagem.
Cedi e sorri quando senti sua língua doce tocando a minha. Ele deveria ter comido algum doce vindo aqui para casa. Sua língua tinha gosto de açúcar. Ri internamente e apertei sua cintura com um pouco mais de força.
Sua língua massageava a minha com lentidão. Seus lábios mexiam com perfeição sobre os meus. Parecia que eles foram feitos para estarem juntos aos meus. Colei nossos corpos mais um pouco e o senti morder minha língua.
Assim que nos separamos, eu sorri para ele. As bochechas dele vermelhas. O abracei forte e esfreguei seus braços.
- Está com frio, Ru? – disse baixinho perto do ouvido dele. Ele tremeu de leve e afirmou. Apertei-o mais entre os braços e beijei-lhe o topo da cabeça. Peguei o cobertor que estava usando antes e enrolei nós dois.
O menor subiu em meu colo e aconchegou-se entre meus braços – Eu te amo, Aki. – disse baixinho. Senti meu peito aquecer e sorri que nem um idiota contra seus fios loiros.
- Eu também te amo, Taka. – beijei-lhe o topo da cabeça – Feliz dia dos namorados.
Notas finais
Well, mais uma ficlet.
Eu até que gostei um pouquinho dessa.
Ok, que eu falei com a chibi que não gostei muito, mas... sei lá... ficou fofa.
Eu terminei de escrever essa antes de dar meia-noite, então podem considerar como uma ficlet de dia dos namorados. Não quero nem saber. u_ú -q
Eu gastei a tarde toda escrevendo essa coisa e só fui terminar antes de meia-noite. E mandei para chibi 5 para meia -noite e 'tô postando agora 00:27. DD
Espero que tenham gostado dessa ficlet tosca de dia dos namorados. >w<
Essa merece reviews ? *u*
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