Kisses
2 Finger
Notas iniciais
Lá estava ele. Novamente sentado embaixo daquela frondosa árvore do pátio da escola.
Todo dia era a mesma coisa. O sinal tocava, indicando o horário do recreio, e eu saía para merendar. E, sempre, encontrava o baixinho sentado embaixo daquela árvore. As pernas cruzadas, uma mão no joelho, o olhar perdido em algum lugar do céu e um dedo batendo, insistentemente, em seus lábios.
Parecia que ele esperava algo ou alguém. Perdia-se em pensamentos e só saía de lá um pouco antes de o sinal tocar, levantando-se com uma expressão frustrada e encaminhando-se para dentro do prédio das salas.
Um dia eu me perguntei o porquê dele tanto bater o dedo nos lábios. Já cheguei a pensar que ele estivesse... pedindo um beijo ? Perdi a linha de pensamentos quando uma loira alta bateu no meu ombro.
- Ei, Rei. – olhei para ela – O baixinho do segundo ano ‘tá olhando para você. – riu e mostrou os dentes infantis.
- Uruha, cala a boca. Ele nunca olha para ninguém. Fica olhando pro c... – parei de falar ao notar que o menor me olhava, mesmo. E continuava a bater o dedo em seus lábios rosados.
Como se me puxasse, eu andei até o loirinho e parei em sua frente. O olhava de cima. Não sei por que, mas minhas pernas tremiam. Senti uma gota de suor escorrer por entre minhas sobrancelhas.
- Que foi, baixinho? — agachei-me e o olhei fixo. Seus olhos pareciam analisar meu rosto. Cocei a nuca – Porque você ‘tava me olhando, ô pintor de rodapé? – não agüentei e tive que chamá-lo assim. Ele me olhou feio e ajoelhou-se na minha frente.
Nos segundos seguintes eu tentei processar o que estava acontecendo.
Eu com o baixinho; Eu chamando o baixinho de pintor de rodapé; O baixinho me... beijando?
Seus lábios mexiam com perfeição sobre os meus e sua língua conseguiu entrar em minha boca e agora... Eu estava correspondendo. As mãozinhas dele agarraram minha nuca e começaram a apertá-la com um pouco mais de força. Minhas mãos pararam na cintura — fina — dele e nossas línguas, praticamente, brigavam.
De repente seus lábios se descolaram dos meus e sua cintura fugiu das minhas mãos. Ele se levantou e bufou. A face redondinha avermelhada.
- Eu só queria um beijo, sua Hello Kitty! – bateu o pé e saiu andando. Eu olhei para ele sem entender muito, mas logo minha ficha caiu e me vi indo atrás dele e o segurando pela cintura.
- Sua criança mal crescida... – beijei-lhe a bochecha — ... Se você queria um beijo era só ter chegado e pedido – beijei-lhe os lábios – Eu não resistiria a essa boca rosada e gordinha. – ri ao vê-lo corar e desviar o olhar.
Naquele momento notei que algo grande crescia entre nós dois.
Notas finais
Entonce... eu e a chibi estamos tendo muita pouca idéia para ficlet, o que é ruim para mim e para vocês.
Por isso eu estou dando a liberdade (é eu tenho o poder D ) de quem quiser poder me dar uma idéia para a próxima ficlet.
Lembrando que tem que ser reituki e uma por review (se chegar algum). xP -qqq
Então mandem reviews com suas idéias
Entonce ?
Mereço reviews ?
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